Monografia Erivânia Pedagogia 2011

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    23-Jun-2015

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Pedagogia 2011

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<ul><li> 1. 1UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA- UNEBDEPARTAMENTO DE EDUCAO CAMPUS VII COLEGIADO DE PEDAGOGIAERIVNIA DE SOUZA SILVAO OLHAR DA CRIANA PARA A ESCOLA DE EDUCAO INFANTIL SENHOR DO BONFIM 2011</li></ul><p> 2. 2UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA- UNEBDEPARTAMENTO DE EDUCAO CAMPUS VIICOLEGIADO DE PEDAGOGIAERIVNIA DE SOUZA SILVAO OLHAR DA CRIANA PARA A ESCOLA DE EDUCAO INFANTILMonografia apresentada ao Departamento deEducao / Campus VII Senhor do Bonfim, daUniversidade do Estado da Bahia, como parte dosrequisitos para obteno de graduao no Curso dePedagogia com habilitao em Docncia e Gestode Processos Educativos.Orientador: Pascoal EronSENHOR DO BOMFIM 2011 3. 3 ERIVNIA DE SOUZA SILVAO OLHAR DA CRIANA PARA A ESCOLA DE EDUCAO INFANTIL Monografia apresentada ao Departamento de Educao- Campus VII, da Universidade do Estado da Bahia, como parte dos requisitos para obteno de graduao no Curso de Pedagogia com habilitao em Docncia e Gesto de Processos Educativos.Aprovada em _____________ de ______________________ de 2011. BANCA EXAMINADORAProfessor Pascoal EronOrientadorProfessor (a)....................................................................................................... Universidade do Estado da Bahia UNEB Examinadora______________________________________________________________Professor (a)......................................................................................................... Universidade do Estado da Bahia UNEB Examinadora 4. 4A DEUS, por ser minha segurana e fortaleza, certeza que com eletudo acabar bem.Ao meu FILHO, que mesmo sendo ainda beb minha maiorinspirao, me motivando para proporcionar para ele o melhor demim em tudo.Ao meu ESPOSO, minha ME e IRM, que me compreenderam eincentivaram na produo deste trabalho. 5. 5 AGRADECIMENTOSAo professor e orientador, PASCOAL ERON, por ser um exemplo deprofissionalismo e competncia, contribuindo de maneira eficaz com vontade eresponsabilidade.Aos funcionrios do departamento de educao UNEB- Campus VII, em especial biblioteca por estar sempre nos ajudando na procura de livros, principalmente meuamigo e funcionrio WAGNER ARAUJO, por seu desempenho e competncia,estando sempre disposto a ajudar.Aos meus colegas de curso, por termos enfrentado muitas lutas juntos com muitasdificuldades, mas, tambm grandes vitrias, em especial minha amiga TATIANE DASILVA LIMA que nunca me negou ajuda e se tornou ao longo do curso minhaamiga, dentre outras. 6. 6RESUMOEssa pesquisa traz algumas reflexes sobre o olhar da criana para a instituio de educao infantilem que estuda. Este estudo foi embasado no trabalho de autores que desenvolvem aprofundamentostericos nessa rea, como: Kramer (1992, 1995, 2001), Oliveira (2001) Nicolau (1994), dentre outros.O paradigma metodolgico foi qualitativo, por nos possibilitar compreender melhor o espao e nosaproximarmos dos sujeitos. Os instrumentos de coleta de dados foram: Observao participante e aentrevista semi-estruturada. A partir da utilizao destes instrumentos foi possvel obter algumasconsideraes relevantes do olhar da criana para a escola de educao infantil em que estudam,pois atravs deste olhar a criana pode demonstrar suas inquietaes, manifestando sua capacidadede analisar e refletir sobre suas vivncias dentro do ambiente escolar, desmistificando a idia de quecriana um papel em branco sem opinio prpria e contribuindo para reflexo que criana um serpensante e tem um papel ativo no seu processo de formao.Palavras-Chave: Criana, Infncia, Escola de educao infantil. 7. 7SUMRIOINTRODUO.............................................................................................................9CAPTULO I........................................................................................................... ...101.1 PROBLEMATIZANDO O ESTUDO....................................................................10CAPTULO II ...........................................................................................................142.1 Fundamentando conceitos...............................................................................14 2.1.1 A viso de infncia da sociedade antiga..........................................14 2.1.2 O mundo infantil .................................................................................16 2.1.3 A infncia no mundo contemporneo...............................................192.2. Escola de Educao Infantil...........................................................................20 2.2.1 Alguns pensadores que influenciaram na Educao Infantil.........21 2.2.2 A escola de educao infantil no Brasil............................................24CAPTULO III............................................................................................................273. PROCEDIMENTOS METODOLGICOS............................................................27 3.1 Tipo de Pesquisa...................................................................................27 3.2 Local de pesquisa ................................................................................28 3.3 Sujeitos da Pesquisa............................................................................28 3.4 Instrumento de Coleta de Dados.........................................................28CAPTULO IV..........................................................................................................31ANLISE E INTERPRETAO DOS DADOS.......................................................314.1 Anlise da Observao Participante..............................................................31 4.1.1 O espao fsico...................................................................................31 4.1.2 A rotina em sala de aula.....................................................................32 4.1.3 A voz das Crianas em Sala de Aula.................................................32 8. 84.2 Anlise da Entrevista Semi-estruturada.........................................................33 4.2.1 A criana sente a opresso imposta a elas.....................................34 4.2.2 A criana entende o papel da escola.................................................36 4.3 Analisando os Desenhos das Crianas................................................37CONSIDERAES FINAIS.....................................................................................43REFERNCIAS........................................................................................................45APNDICE................................................................................................................ 9. 9INTRODUOConsideramos que a criana capaz de revelar aspectos significativos no ambienteonde esto inseridas, pois so seres pensantes, capazes de analisar e refletir sobreos acontecimentos vivenciados por elas. Por isso, analisar o olhar da criana paraescola de educao infantil em que estudam e permitir que suas vozes sejamouvidas e respeitadas, implica em favorecer a elas a oportunidade de estardesenvolvendo o ato de se expressar, de agir com espontaneidade e liberdadepossibilitando a concretizao da prtica pedaggica de forma eficaz.Dessa forma, no primeiro captulo estaremos abordando a problemtica, levantandoa reflexo sobre a questo de analisar as crianas como seres pensantes, capazesde estabelecer uma viso clara e crtica sobre a escola em que estudam.No segundo captulo, trazemos a reflexo sobre os conceitos chave, salientandohistoricamente o sentido de infncia, estabelecendo uma viso geral sobre o mundoinfantil e a escola de educao infantil no mundo contemporneo.No terceiro captulo so apresentados os caminhos metodolgicos percorridos, bemcomo uma descrio dos sujeitos e do locus a serem pesquisados. Abordamostambm sobre os instrumentos de coleta de dados que foram utilizados e queauxiliou a presente pesquisa.No quarto captulo, apresentamos a anlise e interpretao dos resultados, refletindosobre o olhar da criana para a escola de educao infantil, frente aos discursos dosautores que nos deram suporte para chegarmos s consideraes apresentadas.Por fim, destacamos a relevncia de analisar e respeitar a voz das crianas dentrodo espao escolar, pois seu olhar para escola de educao infantil pode contribuir epossibilitar melhores resultados no processo educacional. 10. 10 CAPTULO I1.1 PROBLEMATIZANDO O ESTUDOPartindo da concepo de que a criana pensa, se expressa e produz cultura, que capaz de analisar e refletir sobre as atividades de seu cotidiano; relevanteconsiderar que ela ao ingressar na escola de educao infantil, na maioria dasvezes, cria a grande expectativa de como ser sua escola, as brincadeiras, osespaos de lazer, a professora, os colegas de turma, dentre outras coisas.Com isso, a escola de educao infantil deve proporcionar meios para suprir asexpectativas e ansiedades dascrianas, levando em consideraosuasindividualidades e vivncias, partindo do contexto histrico de cada um, pois, o meioescolar pode tanto motivar como inibir no processo de aprendizagem das crianas,influenciando no seu processo de formao. Conforme salienta Gadotti (1988): Omeio escolar, o espao fsico e o humano so elementos que podem tanto sermotivador para os alunos quanto inibidor das disposies de aprendizagem (p. 51).Portanto, analisar as crianas como um ser social, de relaes e que vive emsociedade, cidados com caractersticas, histrias, com diferenas regionais,sociais, crenas e tambm etnicas, poder contribuir para uma prtica educativamais significativa, que se preocupa com a viso das crianas sobre a escola deeducao infantil em que estudam, possibilitando que estas expressem seuspensamentos, exponha suas idias, dando-lhes vez e voz. Sendo esta uma formadisponvel para o educador refletir sobre sua prtica, buscando solues para osproblemas que possam surgir no processo de ensino-aprendizagem.Dessa forma fundamental conhecer as crianas, pois elas nos revelampensamentos que so importantes para ns, adultos, refletirmos, haja vista que: Oolhar da criana permite revelar fenmenos sociais que o olhar dos adultos deixa napenumbra ou obscurece totalmente (PINTO, SARMENTO,1997 p.25). 11. 11Nesse sentido, analisar a criana como um ser pensante, que produz cultura, epossui sua criticidade sobre as coisas ao seu redor, permitir reconhecer quemuitas vezes, as crianas so capazes de revelar fenmenos sociais que soocultados pelos discursos dos adultos. Para Manning, (1987) criana capaz de veras coisas como os outros as podem ver. capaz de se concentrar em mais de umaspecto de uma situao ao mesmo tempo (p. 132).Portanto, considervel interpretar as crianas como cidados e cidads, visandooportunizar a manifestao de seu olhar para escola de educao infantil em queestuda, facilitando uma melhor interao entre professores e alunos, desconstruindoa imagem de que criana nada sabe e deve somente aprender, pois, muitas vezes, oque vemos nas escolas de educao infantil so crianas que so vistas comomaterial a serem moldados, como papel em branco, que necessitam apenas receberconhecimentos programados tendo uma relao de domnio e opresso. Nestesentido, Oliveira (2001) relata:O adulto tudo sabe e a criana deve somente aprender, as relaes quese constituem so relaes de opresso e domnio; sendo assim asrelaes afetivas entre adulto e criana tendem a ser em sua maioria,enviesadas, com poucas chances de haver respeito para com o mais fraco(p.137).Dessa forma, o adulto exerce uma autoridade sobre a criana estabelecendo umaimagem de um ser incompleto, atribuindo estas caractersticas como natural, dadasas condies sociais de infncia atribudas pela sociedade. Diante disso, Kramer(1992) pontua que:[...] a criana considerada como um ser que no , ainda, social,desempenhando apenas o papel marginal nas relaes sociais, tanto emrelao produo dos bens materiais, quanto em relao participaonas decises. Assim o desenvolvimento da criana percebido comodesenvolvimento cultural das possibilidades naturais da criana, ao invs desocialmente determinado e condicionado por sua origem social (p. 21).Por isso, consideramos que o desenvolvimento da criana est condicionado aomeio social e cultural no qual est inserida, devido s transformaes sociaisocorridas ao longo dos tempos. A valorizao que hoje atribuda criana nem 12. 12sempre existiu, tendo sido determinadas a partir de modificaes econmicas epolticas da estrutura social. Portanto, Kramer (1992) ainda diz que: A anlise das modificaes do sentimento devotado infncia feita luz das mudanas ocorridas nas formas de organizao da sociedade, o que contribui para uma maior compreenso da questo da criana no presente, no mais estudada como um problema em si, mas compreendida segundo uma perspectiva do contexto histrico em que est inserida (p.17).Percebemos que as crianas da atualidade so mais participativas, comunicativascom opinies prprias e ligadas a tecnologia, amadurecem mais cedo, isso porquerecebem mais estmulo do que antigamente. So cheias de atividades, nem sempreeducativas e quase no tem tempo de brincar espontaneamente. Possuemcaractersticas prprias, levando em considerao o meio cultural e social na qualesto inseridas. Para Kramer (2001): [...] as crianas so pessoas que se desenvolvem psicologicamente, apresentando, caractersticas prprias, no decorrer do seu desenvolvimento, do ponto de vista lingstico, scio afetivo, lgico matemtico e psicomotor. Consideramos, ainda, que no processo de desenvolvimento h influencias marcantes do seu meio scio-econmico e cultural (p. 13).Portanto, considerando o que foi exposto, nosso estudo de pesquisa objetivainvestigar o olhar da criana sobre a escola de educao infantil, a fim de conhecercomo esta percebe a escola em que estuda, no seu sentido amplo: o que gostam oque lhes inquietam. Pois poder contribuir para seu desenvolvimento, possibilitandouma investigaomais significativa,voltado parao ensino-aprendizagemcontextualizado.O tema escolhido foi construdo ao longo do curso de pedagogia, na instituioUneb- Departamento de Educao Campus VII, dada as experincias vivenciadasnos estgios, analisando em sala de aula a linguagem e interao das crianasreferente sua escola, tendo em vista elas no tinham voz, ou seja, suas opiniesno eram levadas em considerao. Mas, o que se percebe nos discursos escolares que toda aprendizagem deve partir da realidade do aluno, mas, como analisar sua 13. 13realidade se os mesmos no podem falar? Nem to pouco contrariar a professoracom uma opinio contrria.Assim, a partir dessa inquietao surgiu nossa proposta de estudo, pois,acreditamos que esta pesquisa poderemos compreender o olhar da criana sobre aescola de educao infantil em que estuda. Possibilitando eleger elementos para aconstruo de uma educao de qualidade, que possa proporcionar desafios dentrode uma perspectiva voltada para a autonomia e espontaneidade das crianas.Dessa forma, o nosso problema de pesquisa : O olhar da criana para a escola deeducao infantil em que estuda. Na perspectiva de analisar sua opinio ecompreenso com autonomia e espontaneidade.Com isso, preten...</p>