Monografia Fabrício Matemática 2011

  • Published on
    06-Jun-2015

  • View
    703

  • Download
    0

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Matemtica 2011

Transcript

<ul><li> 1. UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA - UNEBDEPARTAMENTO DE EDUCAO CAMPUS VIICURSO DE LICENCIATURA EM MATEMTICA AS RELAES DA APRENDIZAGEM MATEMTICA DEALUNOS DAS TURMAS DO 2 ANO DO ENSINO MDIO NOCOLGIO ESTADUAL NOSSA SENHORA DA CONCEIO, EM MIGUEL CALMON, BAHIAPor: Rodson Fabrcio Marques OkuyamaSenhor do Bonfim, Bahia 2011</li></ul><p> 2. Rodson Fabrcio Marques Okuyama AS RELAES DA APRENDIZAGEM MATEMTICA DEALUNOS DAS TURMAS DO 2 ANO DO ENSINO MDIO NOCOLGIO ESTADUAL NOSSA SENHORA DA CONCEIO, EM MIGUEL CALMON, BAHIA Monografia apresentadaao Departamento de Educao de Senhor do Bonfim Campus VII da Universidade do Estado da Bahia, como requisito parcial para a obteno do ttulo de Licenciado em Matemtica. Orientador(a): Prof. Maria Celeste Souza Castro Senhor do Bonfim, Bahia2011 3. Rodson Fabrcio Marques OkuyamaAS RELAES DA APRENDIZAGEM MATEMTICA DEALUNOS DAS TURMAS DO 2 ANO DO ENSINO MDIO NOCOLGIO ESTADUAL NOSSA SENHORA DA CONCEIO,EM MIGUEL CALMON, BAHIAMonografia apresentada para obteno do ttulo de Licenciatura em Matemtica pelaUniversidade do Estado da Bahia, Departamento de Educao Campus VII, emSenhor do Bonfim-BA, submetida a aprovao da banca examinadora compostapelos seguinte membros:Prof. (a): Mirian Ferreira de BritoProf. (a): Tania Maria Araujo CardosoProf. (a): Geraldo Caetano Souza FilhoProf. (a) Orientador (a): Maria Celeste Souza CastroCONCEITO FINAL:________ 4. AGRADECIMENTOSAgradeo a Deus pelas bnos derramadas em minha vida, que tanto nashoras de dificuldade quanto nas horas agradveis tem estado sempre presente,dando-me foras para superar todas as barreiras, ensinando a me alegrar com Elenos momentos bons e a crescer nas dificuldades.A minha famlia, em especial meus pais, Moacir Massaaki Okuyama e Clsia-Ney Marques Okuyama, pelo incentivo que tem dado, pelo apoio e encorajamento,aos meus irmos pela fora, dedicao e apoio que tanto me fizeram persistir.A minha namorada que tanto me ajudou encorajando-me nas situaesdifceis, inspirando-me no desenvolver deste trabalho, pelos carinhos e confortoquando me senti deprimido, desmotivado; pelo amor demonstrado no decorrer dopercurso.Aos meus amigos que insistentemente me ajudaram dando foras econselhos nessa caminhada, aos amigos que conquistei aqui na universidade, aosquais admiro pelas palavras de incentivo, pelas brincadeiras de descontrao emmomentos tumultuados.A todos os professores que contriburam, auxiliaram, orientaram minhaformao, queles que constantemente ajudaram para a concretizao dessemomento. Aos professores Mirian Ferreira, Tnia Maria, Geraldo Caetano porcomporem a banca examinadora. E em especial a professora Maria Celeste pelapacincia, ateno e dedicao com que se props a orientar-me.Enfim, agradeo a todos que de alguma forma me ajudaram a dar mais umpasso em minha vida, de muitos que ainda viro. 5. O mundo um lugar perigoso de se viver,no por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles queobservam e deixam o mal acontecer. (Albert Einstein) 6. RESUMO A relao com o saber matemtico vai muito alm do que se aprende em salade aula. Em se tratando de contedos, vai muito alm dos saberes geomtricos,algbricos e aritmticos. Estes saberes, no entanto, muitas vezes esto diretamenteligados aos diversos influenciadores a que os alunos esto envolvidos. Deste modo,procuramos investigar essas relaes atravs destes estudos. Assim, o presentetrabalho visa analisar como os alunos do 2 ano do ensino mdio dos turnos,matutino e noturno, relacionam, interagem, exercitam o saber matemtico com aescola, professores, com os colegas de classe, bem como com a prpria instituioem si. Proporcionando uma real compreenso desses fatores e a importnciadesses influenciadores no estudo das relaes existentes entre o aluno e os meiosnos quais ele est inserido. Para tanto, foram pesquisados e analisados dadosqualitativos e quantitativos, fundamentados em autores como Bernard Charlot.Percebendo que, de fato, a aprendizagem dos alunos afetada pelos diversosmeios, com os quais o aluno est envolvido.Palavras - chave: Saber Matemtico. Alunos. Relaes com o saber. 7. LISTA DE GRFICOSGRFICO 1 Relao dos alunos com os colegas de classe....................... 26GRFICO 2 Percentual Geral dos alunos quanto relao comos colegas de classe.................................................................27GRFICO 3 Relao dos alunos com o professor.....................................28GRFICO 4 Percentual Geral dos alunos quanto relao com o professor........................................................28GRFICO 5 Condies que a escola oferece aos alunos..........................31GRFICO 6 Percentual Geral dos alunos quanto s condiesque a escola lhes oferece........................................................31GRFICO 7 - Gosto pela matemtica............................................................33GRFICO 8 - Percentual Geral dos alunos quantoao gosto pela matemtica.......................................................... 33GRFICO 9 - Situao em que estuda em casa............................................ 36GRFICO 10 - Percentual Geral dos alunos quanto situao em queestudam em casa....................................................................... 36 8. SUMRIO1 INTRODUO........................................................................................ 92 OBJETIVOS............................................................................................ 123 RELAES INERENTES AO PROCESSO DE ENSINOAPRENDIZAGEM................................................................................... 133.1 RELAO COM O SABER: ALUNO X PROFESSOR........................ 153.2 RELAO COM O SABER: ALUNO X INSTITUIO........................ 173.3 RELAO COM O SABER: ALUNO X ALUNO.................................. 184 CAMINHOS METODOLOGICOS............................................................ 205 ANLISE DE DADOS............................................................................ 236 DISCUSSO DOS RESULTADOS........................................................ 266.1 RELAES QUE UM SUJEITO MANTM COM OS OUTROS......... 266.2 RELAES QUE UM SUJEITO MANTM COM UMA PESSOA....... 286.3 RELAES QUE UM SUJEITO MANTM COM UMA ATIVIDADE... 306.4 RELAES QUE UM SUJEITO MANTM COM UM OBJETO, UM CONTEDO DE PENSAMENTO................................ 326.5 RELAES QUE UM SUJEITO MANTM COM O TEMPO.............. 346.6 RELAES QUE UM SUJEITO MANTM COM ELE MESMO, ENQUANTO MAIS OU MENOS CAPAZ DE REALIZAR TAL COISA EM TAL SITUAO........................................................ 357 CONSIDERAES FINAIS................................................................... 38REFERNCIAS......................................................................................... 40APNDICE 01........................................................................................... 42APNDICE 02........................................................................................... 43 9. 91 INTRODUOAtualmente, os estudos sobre aprendizagem matemtica, sobre como osalunos aprendem so mais numerosos. Estudos estes que buscam compreender osmeios que possibilitam ao aluno uma construo significativa do conhecimento.Estes estudos podem ser determinantes na compreenso desses fatores.De acordo com os Parmetros Curriculares Nacionais (PCN): A Matemtica contribui para o desenvolvimento de processos de pensamento e a aquisio de atitudes, cuja utilidade e alcance transcendem o mbito da prpria Matemtica, podendo formar no aluno a capacidade de resolver problemas genunos, gerando hbitos de investigao, proporcionando confiana e desprendimento para analisar e enfrentar situaes novas, propiciando a formao de uma viso ampla e cientfica da realidade, a percepo da beleza e da harmonia, o desenvolvimento da criatividade e de outras capacidades pessoais. (BRASIL, 1999, p. 251)A razo pela qual se props este trabalho, sobreveio quando em um dadomomento da prtica docente no Colgio Estadual Nossa Senhora da Conceio emMiguel Calmon BA (CENSC), mais especificamente com alunos das turmas de 2ano, matutino e noturno, se percebeu a distncia que alguns tinham com outros namedida em que o professor, a escola e os demais colegas, tanto quanto os alunosem si, traziam sobre cada um e sobre os outros uma grandiosidade de relaes quepoderiam ser muito mais significativas. Para tanto, foi feito o seguintequestionamento: ser que certos alunos no desenvolvem sua aprendizagem porcausa das influncias que eles sofrem durante todo o processo no ano letivo? Serque o professor desenvolve em seus alunos e para si mesmo um significado, umsentido para as atividades propostas em sala de aula? A partir desde momento foidado incio as leituras e pesquisas sobre as relaes e influncias que os alunossofrem durante todo o processo de construo do conhecimento, proporcionandoreal compreenso desses fatores e a importncia desses influenciadores no estudodas relaes existentes entre o aluno e os meios nos quais ele est inserido.E mais, saber aprender a condio bsica para prosseguir aperfeioando-se ao longo da vida. (BRASIL, 1999, p. 252). 10. 10As propostas atuais de ensino-aprendizagem pressupem alunos ativos naconstruo do prprio conhecimento, capazes de interpretar, analisar, discutir, criare ampliar idias. Para que isso ocorra preciso que tenha professores preparadospara lidar com tal desafio.Segundo Freire (1997):Corpo e mente devem ter assento na escola, de modo concomitante, de talsorte que os dois, agindo em perfeita harmonia, garantam ao indivduo apossibilidade de emancipar-se. Desta sorte, cabe escola,independentemente do nvel ou modalidade de ensino que oferea,promover situaes de aprendizagem que exijam, da parte do educando, ouso tanto do corpo quanto da mente, com adequado entrosamento. (p. 13;14)Com base nisso objetivamos verificar os meios, aos quais, o aluno estenvolvido e se esses meios trazem sobre eles condies favorveis para um melhoraprendizado. Tendo como meta analisar se a aprendizagem matemtica, dos alunosdo CENSC, influenciada pelos meios com os quais esto envolvidos. Vale salientarque o referido trabalho uma pequena amostragem disto que se pretende refletir.Ao final ser possvel analisar, mesmo que a ttulo de experincia, os anseios eperspectivas desses alunos diante da sociedade.Este trabalho composto por etapas, dentre as quais mencionamos:O Captulo I refere-se a pesquisa bibliogrfica relativa s relaes existentesno processo de construo do conhecimento, subdividido em trs outros tpicos: oprimeiro trata das relaes entre o aluno e o professor; o segundo das relaesentre o aluno e a instituio, no caso, a escola; e o terceiro das relaes entre osalunos e seus colegas de classe.O Captulo II relata aspectos sobre as pesquisas: de campo, qualitativa equantitativa, visando firmar os mtodos utilizados na anlise de dados.O Captulo III trs a discusso sobre os dados recolhidos buscando fazer umelo entre as definies de relao com o saber de Bernard Charlot, mencionandotambm alguns relatos importantes de questionrios aplicados, a alguns alunos do2 ano do Ensino Mdio, do Colgio Estatual Nossa Senhora da Conceio, emMiguel Calmon - BA, confrontando com as idias, citadas por Charlot, essenciaispara o presente trabalho. Este captulo est subdividido em 6 momentos: o primeiro 11. 11retrata as relaes que um sujeito mantm com os outros, mencionando a relaoentre os alunos e seus colegas de classe; o segundo menciona as relaes que umsujeito mantm com uma pessoa, citando as relaes entre os alunos e o professor;o terceiro refere-se as relaes que um sujeito mantm com uma atividade,relacionada com a escola; o quarto momento relata as relaes que um sujeitomantm com um objeto, um contedo de pensamento, fazendo meno ao gostopela disciplina; o quinto momento trs as relaes que um sujeito mantm com otempo, citando as expectativas dos alunos durante o ano letivo; e o sexto momentotrazendo as relaes que um sujeito mantm consigo mesmo, enquanto mais oumenos capaz de aprender tal coisa em tal situao, relacionando o interesse dosalunos pelos estudos.Ao final, apresentamos as consideraes do trabalho desenvolvido, asReferncias utilizadas que especificam as fontes de pesquisa consultadas, e osApndices que complementam a pesquisa. 12. 122 OBJTIVOS2.1 OBJETIVO GERALEste trabalho tem por finalidade verificar os meios com os quais os alunosesto envolvidos e se esses influenciadores favorecem o aprendizado dos alunos.2.2 OBJETIVOS ESPECFICOS- Analisar qual a relao que os alunos tm com o saber matemtico, deforma que mostre a que ponto os alunos interagem com o saber ou se apenasvisto como contedo obrigatrio para concluso do ano letivo;- Verificar qual o sentido que eles do s aulas de matemtica. Se estudamporque gostam ou porque so forados;- Entender qual a relao dos alunos entre si e com os professores, de formaque perceba se h uma interao entre os mesmos. 13. 133 RELAES INERENTES AO PROCESSO DE CONSTRUODO SABER MATEMTICOA forma como os alunos aprendem matemtica tem sido objeto intenso deestudo por parte dos educadores matemticos, na busca de meios mais eficazes deaquisio do conhecimento. Os estudos inerentes s didticas de ensino tiveraminicio com VIGOTSKY(1896 1934) e PIAGET(1896 1980), abordando mtodosou processos de ensino - aprendizagem. Segundo BESSA (2008) a aprendizagem,de acordo com Piaget, depende do nvel de desenvolvimento do sujeito, j que eleest constantemente mudando suas aes e operaes com base em suasexperincias. Ele busca compreender como o aprendiz passa de um estado demenor conhecimento para um ulterior de maior conhecimento, o que estprofundamente ligado com o desenvolvimento de cada um. J para Vigotsky, oprprio processo de aprender que gera o desenvolvimento do indivduo. Seupensamento baseia-se fundamentalmente em torno da Zona de DesenvolvimentoProximal (ZDP) afirmando que a aprendizagem ocorre no intervalo entre oconhecimento real do indivduo e o seu conhecimento potencial. preciso analisar oimpacto que o mundo exterior tem sobre o interior de cada indivduo, partindo dainterao com a realidade.A educao deve estar baseada em aspectos que tornem cada vez maisfavorveis a formao humana. Para tal, preciso que haja profissionaiscompetentes de modo que supra a necessidade de apreenso dos contedosespecficos de cada rea do conhecimento. Assim, espera-se que a escola sejacapaz de promover a construo de uma cidadania cada vez mais consciente e hbilpara a convivncia harmoniosa com as outras pessoas. LIBNEO (2008, p. 47),afirma que [...] a caracterstica mais importante da atividade profissional doprofessor a mediao entre o aluno e a sociedade, entre as condies de origemdo aluno e sua destinao social na sociedade [...]. E a matemtica no est foradesse processo. Segundo FREIRE (1987, p. 78), "[...] ningum educa ningum,ningum educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelomundo [...]". A partir da relao de cada um com os outros, da troca de saberes, datroca de experincias, de vivencias e da aprendizagem adquirida no mundo que ocerca que o indiv...</p>