Monografia Jaciara pedagogia 2010

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    05-Jun-2015

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Pedagogia 2010

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<ul><li> 1. UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA BAHIA DEPARTAMENTO DE EDUCAO CAMPUS VII JACIARA SANTOS CARVALHO.O EDUCAR - CUIDAR NA EDUCAO INFANTIL: DILEMAS EDESAFIOS DA PROFISSO DOCENTE. Senhor do Bonfim 2010</li></ul><p> 2. JACIARA SANTOS CARVALHOO EDUCAR - CUIDAR NA EDUCAO INFANTIL: DILEMAS EDESAFIOS DA PROFISSO DOCENTE. Trabalho Monogrfico apresentado como pr-requisito para concluso do curso de Licenciatura em Pedagogia, Habilitao em Docncia e Gesto de Processos Educativos, pelo Departamento de Educao Campus VII, do Estado da Bahia. Orientadora: Rita de Cssia Braz Conceio Melo. Senhor do Bonfim 2010 3. JACIARA SANTOS CARVALHO.O EDUCAR CUIDAR NA EDUCAO INFANTIL: DILEMAS E DESAFIOS DA PROFISSO DOCENTE.Aprovada em ________/________/__________________________________________________Orientador__________________________________________Avaliador__________________________________________Avaliador 4. AgradecimentosA Deus primeiramente, responsvel pela minha vida e por me dar competnciae sabedoria para elaborar este trabalho como tambm pacincia nos momentosdifceis, de angustia.A Universidade do Estado da Bahia Campus VII, representada pela direo,docentes e funcionrios. Agradeo por todas as oportunidades de crescimentoprofissional durante minha formao acadmica.A Coordenadora da creche que no mediu esforos para facilitar meu trabalhodurante o perodo de realizao da pesquisa.As professoras da creche pela sua colaborao e ateno, pois sem elas estapesquisa no poderia ser concretizada.A professora Rita de Cssia Braz pelo conhecimento, pela competncia nosmomentos de orientaoe por fornecer informaes essenciais para odesenvolvimento desta pesquisa.A todos os professores que dedicaram um pouco do seu tempo para contribuircom minha pesquisa. 5. A aprendizagem a nossa prpriavida, desde a [infncia] at a velhice,de fato quase at a morte; ningumpassa semnadaaprender.MSZRO, 2005. 6. Dedico este trabalho a Deus MeuBrao Forte, Minha Me, Pai, Esposo,Filho,Irmos,Avos,Sobrinhos,Cunhados, Cunhadas, Sogro, Sogra eAmigos. 7. ResumoEste trabalho visou identificar e analisar as concepes que os professores da educaoinfantil da creche Tia Maria em Jacobina-Ba tem sobre a relevncia das interrelaes entrecuidado e educao. Partindo desse pressuposto, identificamos e analisamos as interfacesdo cuidar e do educar para o desenvolvimento da criana. Nesse sentido, trazemos umbreve histrico acerca das concepes de infncia, referenciando em seguida a crianacomo sujeito social de direitos e a importncia das relaes do cuidar e do educar no quetange a educao infantil, mostrando o quanto essa relao fundamental naaprendizagem. Para isso, buscou-se suporte terico em Kramer (2002), Craidy &amp; Kaercher(2002), Oliveira (2001), Montenegro (2001), Boff (2004), entre outros, os quais tambmtrazem contribuies de grande importncia para essas construes. Os caminhosmetodolgicos construram-se sob um enfoque qualitativo, atravs da observao, doquestionrio fechado para traar o perfil dos sujeitos, e da entrevista semi-estruturada paraidentificar as concepes dos mesmos. Assim, os resultados desta pesquisa revelam aindauma confuso no entendimento do que cuidar e educar. Percebemos ainda a tendncia decompreender o cuidado como funo relativa ao zelo enquanto o educar a ensino-aprendizagem. Diante disso, compreendemos que torna-se imprescindvel para atender asnecessidades infantis que o professor de educao infantil entenda essa relao educarcuidar como indissociveis, que ocorrem em todos os momentos peculiares infncia.Palavras Chaves: Educao Infantil, Educar, Cuidar, Pratica Pedaggica. 8. LISTA DE FIGURASFigura 4.2.1 Percentual em relao ao sexo.Figura 4.2.2 Percentual em relao idade.Figura 4.2.3 Percentual em relao quantidade de alunos em sala de aula.Figura 4.2.4 Percentual em relao ao relacionamento com as crianas.Figura 4.2.5 Percentual em relao ao tempo de atuao na educao infantil.Figura 4.2.6 Percentual em relao ao grau de instruo.Figura 4.2.7 Percentual em relao a serie que ensina.Figura 4.2.8 Percentual em relao jornada de trabalho.Figura 4.2.9 Percentual em relao ao gostar de trabalhar com educao.Figura 4.2.10 Percentual em relao remunerao. 9. SumrioINTRODUO ......................................................................................................11CAPITULO I ..........................................................................................................13O CAMINHO TRILHADO PARA ENTENDER O EDUCAR CUIDAR.................... 13CAPITULO II..........................................................................................................23UM POUCO DE TEORIA.......................................................................................23 2.1 EDUCAO INFANTIL: UM POUCO DE HISTRIA.................................23 2.2 O CUIDAR E SEUS SIGNIFICADOS..........................................................27 2.3 UM NOVO OLHAR SOBRE O EDUCAR....................................................30 2.4 PRTICA PEDAGGICA DO PROFESSOR DE EDUCAO INFANTIL:DESAFIOS DA PROFISSO ................................................................................ 32CAPITULO III.........................................................................................................36CAMINHOS DA PESQUISA.................................................................................. 36 3.1 A PESQUISA QUALITATIVA....................................................................... 36 3.2 INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS...............................................373.2.1 OBSERVAO...................................................................................... 373.2.2 QUESTIONRIO.................................................................................... 383.2.3 ENTREVISTA.........................................................................................39 3.3 SUJEITOS DA PESQUISA........................................................................... 39 3.4 LOCS DE PESQUISA................................................................................ 40CAPITULO IV......................................................................................................... 41APRESENTAO ANLISE INTERPRETAO DOS DADOS.......................... 41 4.1 OBSERVAO............................................................................................41 4.2 ANALISE DOS QUESTIONRIOS...............................................................444.2.1 SEXO...................................................................................................... 454.2.2 IDADE..................................................................................................... 464.2.3 ALUNOS EM SALA DE AULA................................................................ 474.2.4 RELACIONAMENTO COM AS CRIANAS...........................................484.2.5 TEMPO DE ATUAO NA EDUCAO INFANTIL..............................494.2.6 GRAU DE INSTRUO......................................................................... 50 10. 4.2.7 SRIE QUE ENSINA.............................................................................. 514.2.8 JORNADA DE TRABALHO....................................................................524.2.9 GOSTA DE TRABALHAR COM EDUCAO........................................524.2.10 QUANTO A REMUNERAO............................................................. 53 4.3 O DISCURSO DOS DOCENTES.................................................................54CONSIDERAES FINAIS...................................................................................63REFERENCIAL TERICO....................................................................................65ANEXOS................................................................................................................ 70 11. 11 Introduo Sabe-se hoje que cada vez mais cedo as crianas tem deixado o seio familiarpara freqentar as classes de educao infantil. Essas instituies tm recebidocrianas bem pequenas, e isso implica na necessidade de que os direitos da crianasejam respeitados e a infncia realmente vivida nesses espaos. Para isso deve-se primeiramente conhecer quem so as crianas quefrequentam essas instituies, valorizar a individualidade, as particularidades, seucontexto scio-cultural, os momentos e os espaos caractersticos da infncia, ouseja, quem so, quais seus interesses e necessidades. Partindo dessa analise, a escola de educao infantil para atingir um patamarde qualidade, que visa o desenvolvimento integral da criana precisa educar e cuidardestas. Antigamente a instituio de educao infantil tinha um carter meramenteassistencialista onde os pais trabalhavam e as crianas eram deixadas ali paraserem cuidadas. Cabe salientar que o cuidar era ligado a higienizao e realizadopelas monitoras. O professor ficava apenas com o desenvolvimento intelectual, oeducar. Hoje, para que a criana seja realmente um sujeito social de direitos necessrio trabalhar o cuidar educar em carter de unicidade. Construir uma praticapedaggicade qualidade implica considerar cuidado e educao comoindissociveis. Para isso fundamental estabelecer uma viso integrada da criana,do seu desenvolvimento, respeitando seu espao, a diversidade, o ciclo de vidapleno de possibilidade que peculiar infncia. Educar cuidar reconhecer que o desenvolvimento da criana, a aquisio deconhecimentos ocorre em tempo integral. Para isso a relevncia de se formareducadores conscientes dos direitos da criana, que se empenhem em contribuirfavoravelmente para o crescimento destas. Isso implica que estes profissionais emeducao precisam estar sempre em permanente processo de reflexo sobre aprtica, buscando inova-la sempre. 12. 12 Educar cuidar significa tambm proporcionar ambientes que estimulem acuriosidade com conscincia e responsabilidade. Considerando todas essasreflexes realizamos este trabalho organizado da seguinte forma: No capitulo I, tratamos sobre a problemtica, os objetivos a que nos propomos,ou seja, os caminhos que trilhamos para entender o educar cuidar. No capitulo II abordamos o referencial terico, conceituando as palavras chavesque norteiam essa pesquisa. Aqui, situam-se as principais idias do trabalho. Nessesentido fez-se uma reflexo sobre o que consiste o educar cuidar, seus significadose sua relevncia para o desenvolvimento integral da criana. No capitulo III, destinado metodologia, enfatizamos os instrumentos decoletas de dados utilizados, o tipo de pesquisa que norteia o trabalho, como tambmo locus e os sujeitos da mesma. No capitulo IV analisamos e interpretamos os dados obtidos com asobservaes, as entrevistas, e o questionrio respondidos pelos professores. Por ltimo, nas consideraes finais apontamos os resultados da pesquisa, asreflexes e caractersticas principais nos dados analisados. 13. 13 Capitulo IO Caminho trilhado para entender o educar cuidar na Educao Infantil. A construo da infncia, da criana como sujeito de direitos no existiudesde sempre. At ento, o perodo anterior ao inicio das transformaes nasociedade, (transio da sociedade feudal para a sociedade moderna) a criana eravista como um ser indiferente, imperceptvel, era apontada como um adulto emminiatura e assumia vrias funes de responsabilidade. Esse descaso para comas crianas era visto nos altos ndices de mortalidade infantil conforme aponta Aris(1983) Esse descaso se fazia perceber na altssima taxa de mortalidade infantil, o que tornou urgente a construo de polticas mdico-higienistas, no entanto, tais preocupaes limitaram-se as questes de sade e vencida a etapa considerada perigosa, a criana era sem demora inserida no mundo dos adultos. A criana entra em cena tendo como principal funo a luta pela sobrevivncia. (ARIS, 1983; p.26)Assim, ao mesmo tempo em que os ndices de mortalidade eram altos devidoa essas condies, os ndices de natalidade tambm eram considerveis. Osentimento de pesar pela perda de uma criana, logo era substitudo pelosentimento de alegria pelo nascimento e ao mesmo tempo preocupao em cuidarpara a sua sobrevivncia. por conta dessas circunstncias que a sociedade tenhapouco afeto, apego para com os pequenos. (KRAMER, 1992). importante ressaltar que a definio de infncia que circularia nesse perodo,sculo XVI, era apontada pelo prprio significado da palavra que oriunda do latiminfantia significa incapacidade de falar. A criana, antes de sete anos de vida eraconsiderada um ser incapaz de falar, de se expressar, de sentir. Assim, aps passar pela fase de perigo, logo a mesma era engajada no mundoadulto. O que se percebe diante disso, que no havia uma caracterizao dessa 14. 14fase, da infncia. Adulto e criana, alm dos atributos fsicos, infncia relacionadaestritamente a fala, dentio, caracteres secundrios masculinos e femininos,tamanho, entre outros, eram vistos sem nenhuma distino. At mesmo nasvestimentas, as crianas assumiam a maneira de se vestir dos adultos.Como percebemos logo a criana estava inserida no mundo adulto, exposta atodo tipo de experincia, pronta a realizar tarefas. Mauad (1994; p.140) aponta queera a rotina do mundo adulto que ordenava o cotidiano infantil e juvenil por meio deum conjunto de procedimentos e prticas aceitos como socialmente vlidos. Sobessas condies, desde muito cedo, devido imposio de trabalhar para ajudar osadultos, as crianas viviam distantes de suas famlias, ou seja, a passagem destaspela famlia era muito breve e insignificante e por conta disso, o nico foco deaprendizagem que as mesmas dispunham era aprender atravs da experincia, dasvivncias. A transmisso de valores, a aquisio de conhecimentos com a famliaera algo difcil de acontecer.Somente por volta do sculo XVII de acordo com Kramer (1992) a luz dasmudanas ocorridas nas formas de organizao da sociedade, que a criana foisendo vista com um novo olhar. Se na sociedade feudal a criana exercia um papelprodutivo direto (de adulto), aps passar o perodo de alta mortalidade, com osurgimento da sociedade burguesa, com as modificaes nas formas deorganizao da sociedade, ela passa a ser vista como algum que precisa sercuidada, escolarizada e preparada para uma atuao futura (p.19). Surgem entodois sentimentos de infncia, que Kramer (1992) os caracteriza da seguinte maneira; Uma considera a criana ingnua, inocente e graciosa e traduzida pela paparicao dos adultos; e a outra surge simultaneamente primeira, mas se contrape a ela, tomando a criana como um ser imperfeito e incompleto que necessita da moralizao e da educao feita pelo adulto (p.18). Ou seja, enquanto um sentimento evidencia a ingenuidade, a graa dacriana, o outro busca aprofundar mais o desenvolvimento do carter e da razodela. Vale salientar que assim que surge esse novo sentimento, a famlia que at 15. 15ento era ausente, passa a assumir as funes que anteriormente eram preenchidaspela comunidade.Nesse sentido, a partir dessas concepes de infncia surge um conceito deinfncia, de criana como natureza ou essncia. Esse conceito revela que todas ascrianas so iguais. Surge ento um padro...</p>