Monografia Jeane Pedagogia 2010

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    05-Jun-2015

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Pedagogia 2010

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<ul><li> 1. 1UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIADEPARTAMENTO DE EDUCAOCAMPUS VII - SENHOR DO BONFIM BA PEDAGOGIA: DOCNCIA E GESTO NOS PROCESSOSEDUCATIVOSRESIGNIFICANDO A CULTURA POPULAR Por JEANE FERREIRA LOULASENHOR DO BONFIM - BA2010</li></ul><p> 2. 2 JEANE FERREIRA LOULARESIGNIFICANDO A CULTURA POPULAR Trabalho Monogrfico apresentado Universidade do Estado da Bahia, Departamento de Educao, Campus VII como pr-requisito para a concluso do Curso de Pedagogia: Docncia e Gesto dos Processos Educativos. Orientadora: Prof. Msc. Maria Elizabeth Souza Gonalves. SENHOR DO BONFIM - BA 2010 3. 3 JEANE FERREIRA LOULARESIGNIFICANDO A CULTURA POPULAR Aprovada em: ____/____/_______________________________________Orientadora__________________________________Avaliador(a)__________________________________Avaliador(a) 4. 4A Deus, meu melhor amigo em todosos momentos. minha me Helena, meu exemplo decoragem, luta e amor vida.Ao meu pai Delson, pela sua f,serenidade, e oraes por mim.Aomeu av AdemarLoula (emmemria) pelo exemplo de carter euma rica histria de vida.Aosmeusirmos Jorge, Juara,Jacira, e meu sobrinho George portodo apoio e incentivo.Aomeu namoradoWagner, pelocompanheirismo e pacincia nesseperodo de elaborao da monografia.E a todos os amigos pelo carinho eateno. 5. 5 AGRADECIMENTOS Universidade do Estado da Bahia UNEB - Departamento de Educao -Campus VII Senhor do Bonfim Ba, direo, funcionrios e aos professores pornos proporcionarem momentos de interao, aprendizado, contribuindo para o nossocrescimento acadmico. professora, orientadora, Maria Elizabeth Souza Gonalves, pelo exemplo deprofissionalismo, empenho, amizade, e ensinamentos compartilhados durante odesenvolvimento dessa pesquisa.As professoras e direo do Centro Estudantil Fundame, pela colaborao, eespao cedido durante a elaborao deste trabalho. minha turma de curso, pelo tempo que Deus nos concedeu de convvio, epelas amizades, aprendizado que permanecero vivas em nossa mente e corao.A minha irm e colega de turma Jacira Lla, pelo compartilhar das angstias ealegrias durante todo o curso.Minhas amigas e colegas: Amanda, Aurelina, Eliciene, Valci, Viviane, Maisa,Clia, Jane, e Cristiane Pinto, entre outros pelo apoio e torcida.A todos que de alguma forma contriburam para a concluso desse trabalho. 6. 6RESUMOEssa pesquisa tem como objetivo identificar os significados que os professores da EducaoInfantil e sries iniciais do Ensino Fundamental do Centro Estudantil Fundame do a CulturaPopular. Esse estudo teve como suporte terico: Freire (1997), Fvero (1983), Aplle (1997),Gadotti (2007), Minayo (1994), Nidelcoff (2004), dentre muitos outros que nos auxiliaram afundamentar nosso estudo. O paradigma metodolgico foi qualitativo, por nos possibilitarcompreender melhor o espao e a chegar mais prximos aos sujeitos. Os instrumentos decoleta de dados foram: questionrio fechado, observao participante, e a entrevista semi-estruturada. A partir da utilizao desses instrumentos foi possvel obter algumasconsideraes que indicam que a cultura popular ainda no tem espao no currculo daescola, e sim um modelo de cultura hegemnico legitimado pelos meios de comunicao demassa e pelas polticas neoliberais distante da cultura vivenciada pelos educandos.Palavras-chave: Cultura Popular. Significados. Professores. 7. 7LISTA DE GRFICOSGrfico 4.1.1. Percentual quanto ao gnero.Grfico 4.1.2. Percentual quanto formao acadmica.Grfico 4.1.3. Percentual quanto carga-horria de trabalho.Grfico 4.1.4. Percentual quanto renda familiar.Grfico 4.1.5. Percentual quanto aos meios de comunicao.Grfico 4.1.6. Percentual quanto definio de cultura popular.Grfico 4.1.7. Percentual quanto o trabalho com a cultura popular na escola.Grfico 4.1.8. Percentual quanto aos contos populares na escola.Grfico 4.1.9. Percentual quanto utilizao dos contos populares.Grfico 4.2.1. Percentual sobre os significados da cultura popular.Grfico 4.2.2. Percentual sobre a cultura popular na escola.Grfico 4.2.3. Percentual sobre os contos populares na escola.Grfico 4.2.4. Percentual sobre os significados atribudos ao folclore. 8. 8SUMRIOINTRODUO...........................................................................................................10CAPTULO I...............................................................................................................12CAPTULO II..............................................................................................................18 CULTURA POPULAR........................................................................................18 2.1. Semelhanas e diferenas da Cultura Popular e Folclore.............212.2. Contos Populares..........................................................................24 2.3. Interpretando Significados.............................................................26 2.4. Professor: Formao e Prtica......................................................29 2.5. Escola e Currculo..........................................................................31CAPTULO III.............................................................................................................34METODOLOGIA...............................................................................................34 3.1. Tipo de Pesquisa...........................................................................343.2. Locus da Pesquisa........................................................................35 3.3. Sujeito de Pesquisa ......................................................................363.4. Instrumentos de Coleta de Dados................................................36 3.4.1. Observao Participante.........................................363.4.2. Questionrio Fechado..............................................37 3.4.3. Entrevista Semi-estruturada....................................37CAPTULO IV.............................................................................................................39ANALISE E INTERPRETAO DE DADOS....................................................394.1. Perfil dos Sujeitos.........................................................................394.1.1. Gnero..........................................................................39 4.1. 2. Formao Acadmica...................................................40 4.1. 3. Carga-horria de trabalho.............................................414.1. 4. Renda familiar..............................................................41 4.1. 5. Acesso aos meios de comunicao.............................42 4.1. 6. Definio de Cultura Popular........................................43 4.1. 7. O trabalho com a cultura popular na escola.................44 4.1. 8. Trabalho com os contos populares na escola..............444.1. 9. A utilizao dos contos populares pelos professores..454. 2. Analise da entrevista semi-estrutura............................................45 9. 94.2. 1. Significados de cultura popular....................................464.2. 2. Cultura popular na escola............................................484.2. 3. Contos populares na escola..........................................514.2. 4. Significados do folclore..................................................54CONSIDERAES FINAIS.......................................................................................56REFERNCIAS..........................................................................................................57ANEXOS..................................................................................................................61 10. 10 INTRODUOQuando falamos de cultura popular, primeiramente nos recordamos dos anos60, onde se acentuou no Brasil um movimento ideolgico contra uma classedominante. Nesse movimento, buscava-se o reconhecimento e o espao para osmovimentos educacionais, sociais, polticos e culturais das classes menosfavorecidas do pas. Toda herana cultural proveniente dos vrios grupos comonegros, ndios e portugueses, formaram assim um pas multicultural, porm, aindapermanece na sociedade um modelo hegemnico de cultura.A cultura popular dentro do contexto educacional visa integrar osconhecimento e realidade dos alunos, sua vivencia local, valorizando as diferenastanto de raa, cor, gnero, como tambm as aes produzidas pelos gruposculturais em diferentes pocas, buscando assim uma cultura onde o povo sejaprotagonista de sua histria.Dessa forma, no primeiro captulo deste trabalho, abordamos sobre osconceitos de cultura e cultura popular e a relao da mesma com os sujeitos dasinstituies escolares.No segundo captulo, apresentamos um referencial terico enfocando acultura popular dentro da sociedade e do sistema educacional, como tambm asdisparidades entre cultura popular e folclore. Dando seqncia, discorremos sobre oprofessor e sua prtica e a escola e o currculo nela inserido, bem como a suarelao com a cultura popular.O paradigma metodolgico foi discusso travada no terceiro captulo, bemcomo uma descrio dos sujeitos e do locus a serem pesquisados. Abordamostambm sobre os instrumentos de coleta de dados que foram utilizados e queauxiliou a presente pesquisa.No quarto capitulo, apresentamos a analise e interpretao dos resultados,refletindo sobre os significados que os professores atribuem cultura popular, frente 11. 11aos discursos dos autores que nos deram suporte para chegarmos s consideraesapresentadas.Por fim, destacamos que relevante se pensar a formao e a prtica dosprofessores, associado aos elementos da cultura popular, visto que a compreensoe a significao dos mesmos sobre a cultura popular ainda se apresenta limitada. 12. 12CAPITULO I Estamos inseridos numa aldeia global, numa poca ps-moderna, que inventadesejos, dita regras de comportamento, muitas vezes de forma mascarada utilizandocomo alguns dos recursos os meios de comunicao de massa, impondo umacultura imperialista, de elite. Conforme a abordagem de Sevcenko (1999)acompanhar o progresso significa somente uma coisa: Alinhar-se com os padres eo ritmo de desdobramento da economia europia. O autor ainda traz uma reflexosobre o modelo europeu de sociedade, sua economia capitalista que busca amassificao e auxilia na dinmica incontrolvel do capitalismo e da hegemoniacultural. Comungando com a abordagem de Sevcenko, Silva (1997) destaca:Estamos impregnadosno cotidiano contemporneo pela maravilhosa comunicao e pela perigosa massificao, referente globalizao que toma todo nosso planeta, impondo aos mais frgeis a cultura dos mais fortes. (p.36) Apesar da palavra globalizao ser aparentemente nova e moderna, jvivamos essa mesma globalizao h sculos, as relaes de dominao em quenos colonizaram e nos mantiveram cativos durante dcadas. O que se difere amaneira como essa nova globalizao tem se apresentado, de forma atrativa, comlinguagens simblicas e instrumentais, objetivado nos adestrar, impondo umacultura de conformidade e adequao aos padres selecionados por este sistemacapitalista, em todas as esferas da sociedade desde as mais comuns at as maiselevadas reas. Apesar de todos os apelos e modismos referentes a essa cultura elitizada,existem tambm criticas a esse modelo massificador. Desde os sculos XVII e iniciodo sculo XX, os discursos e debates buscando definies e compreenses sobre acultura foram bem acentuados em alguns pases da Europa, principalmente naFrana. Mesmo no existindo um conceito totalmente definido, o que conhecemos 13. 13em nossos dias foi apresentado pela primeira vez pelo francs Tylor (LARRAIA,2000). [...] No vocbulo ingls culture que tomando em seu amplo sentido etnogrfico este todo complexo que inclui conhecimentos, crenas, arte, moral, leis, costumes ou qualquer outra capacidade ou hbitos adquiridos pelo homem como membro de uma sociedade. (LARRAIA, 2000 p. 25) At se chegar a este primeiro conceito, Larraia (2000) discute que Tylorsistematizou as questes que j vinham sendo discutidas por outros pesquisadorese ganhando legitimidade durante suas pesquisas. Neste sentido, a cultura seapresenta como sendo a capacidade de cada individuo se expressar, criar, recriar,aprender e interagir uns com os outros. Sobre isso Brando (1980) diz: Cultura um conjunto diverso, mltiplo de maneiras de produzir sentido, uma infinidade de formas de ser, de viver, de pensar, de sentir, de falar, de produzir e expressar saberes, no existindo, por conta disso, uma s cultura, ou culturas mais ricas ou evoludas que outras to pouco, gente ou povos sem cultura. (p.36) Assim, entende-se cultura como tudo aquilo que feito pelo homem, ou seja,h uma transformao do meio social, por cada ser humano, pois este se difere dosdemais animais pelo conhecimento e entendimento mental, capaz de modificar seuambiente. Para Fvero (1983) cultura um: [...] processo histrico (e, portanto de natureza dialtica) pelo qual o homem em relao ativa (conhecimento e ao) com o mundo e com os outros homens, transforma a natureza e se transforma a si mesmo, construindo um mundo qualitativamente novo de significaes, valores e obras humanas e realizando-se como homem neste mundo humano. (p.16) Nesse sentido, o homem vive neste processo de desenvolvimento ondetransforma a sua comunidade, meio social, seu mundo. Por sua vez, Morin (1999) 14. 14aborda cultura como um conjunto de regras, normas, proibies, estratgias, idias,que se transmite de gerao em gerao, e em diferentes pocas e sociedades,onde o homem o responsvel pela propagao de sua cultura.Compactuando com essa mesma opinio Arantes (1982): Todas as aes humanas sejam na esfera do trabalho, das relaes conjugais, da produo econmica ou artstica, do sexo, da religio, das formas de dominao e de solidariedade, esto constitudas segundo os cdigos, as convenes simblicas que denominamos cultura. (p.34)Com isso, a cultura legitima todos os cdigos, valores e regras produzidos emuma sociedade, tornado-a conhecida e reconhecida pelos indivduos de outrasculturas. Segundo Burke (1989), cultura um sistema de significados, atitudes evalores compartilhados, e as formas simblicas (apresentaes e artefatos) nasquais eles se expressam ou se incorporam (p.21).Mesmo diante das vrias concepes atribudas a cultura, ela ainda umaquesto bem complexa em nossos dias atuais. Mais de quinhentos anos aps odescobrimento do Brasil, ainda vivemos sob o julgo e os ranos das relaes dedominao, de poder, herdados da colonizao; e atualmente estamos subordinadosao mundo da tecnologia, pois ao passo que nos faz avanar enquanto povosmodernos, tambm nos mantm presos e dependentes desse sistema dominante.Vivemos em constante deslocamento enquanto identidade nacional, enquantocidados, sujeitos e criadores de expresses e manifestaes culturais, em meio auma pluralidade de diferenas, de toda ordem, que constituem o dissensocaracterstico da ps-modernidade. No basta apenas ser receptores de umaIndstria Cultural, e sim agentes que participam e produzem diuturnamente cultura,se firmando como construtores de cultura popular.Para Arantes (1982): [...] cultura popular surge como uma outra c...</p>