Monografia João Pedagogia 2012

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    20-Jul-2015

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<p>1</p> <p>UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA UNEB</p> <p>DEPARTAMENTO DE EDUCAO CAMPUS VII</p> <p>COLEGIADO DE PEDAGOGIA COLPED</p> <p>JOO ASSIS SILVA OLIVEIRA</p> <p>HISTRIA DE MULHERES PROFESSORAS: A HISTRIA DE VIDA E FORMAO DE DONA VANDA</p> <p>Senhor do Bonfim</p> <p>2012</p> <p>UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA UNEB</p> <p>DEPARTAMENTO DE EDUCAO CAMPUS VII</p> <p>COLEGIADO DE PEDAGOGIA COLPED</p> <p>JOO ASSIS SILVA OLIVEIRA</p> <p>HISTRIA DE MULHERES PROFESSORAS: A HISTRIA DE VIDA E FORMAO DE DONA VANDA</p> <p>Monografia apresentada ao Departamento de Educao / Campus VII Senhor do Bonfim, da Universidade do Estado da Bahia, como parte dos requisitos para obteno de graduao no Curso de Pedagogia com Habilitao em Docncia e Gesto de Processos Educativos.</p> <p>Linha de Pesquisa: Cultura Escolar</p> <p>Orientadora: Prof. Dr. Maria Gloria da Paz</p> <p>Senhor do Bonfim</p> <p>2012</p> <p>JOO ASSIS SILVA OLIVEIRA</p> <p>HISTRIA DE MULHERES PROFESSORAS: A HISTRIA DE VIDA E FORMAO DE DONA VANDA</p> <p>Monografia apresentada ao Departamento de Educao / Campus VII Senhor do Bonfim, da Universidade do Estado da Bahia, como parte dos requisitos para obteno de graduao no Curso de Pedagogia com Habilitao em Docncia e Gesto de Processos Educativos.</p> <p>Aprovada em ____ de ________________ de 2012. </p> <p>BANCA EXAMINADORA </p> <p>______________________________________________________________ </p> <p>Prof. Dr. Maria Gloria da Paz - Universidade do Estado da Bahia UNEB</p> <p>Orientadora</p> <p>_____________________________________________________________</p> <p>Prof...................................................................................................</p> <p>Examinadora</p> <p>____________________________________________________ </p> <p>Prof...................................................................................................</p> <p>Examinadora</p> <p>EPGRAFE</p> <p>Quem s Tu Mulher?</p> <p>Sou quase como vocs homens.Sou guerreira, justiceira,cumpridora de meus deveres, masdesconhecida de meus direitos. </p> <p>Sou tua mulher; sou tua me, sou me de teus filhos,sou tua namorada,sou tua amiga,sou mulher.</p> <p>Mas quem s tu mulher?</p> <p>Sou me, sou advogada,sou mdica,sou faxineira,sou mulher-da-vida,sou professora.sou tambm a flor que encanta seu jardim,a estrela que ilumina o seu cu, </p> <p>mesmo em noites de escurido.</p> <p>Roni Roque da SilvaDEDICATRIA</p> <p>A minha me, Irene, em nome de todas as mes deste vasto mundo. </p> <p>A Dona Eulina, em nome das professoras de outrora que tanto contriburam para o crescimento educativo e social de tantas pessoas.</p> <p>.AGRADECIMENTOS</p> <p>A Deus, com sua sublime bondade, por permitir que este trabalho fosse iniciado, desenvolvido e, finalmente, concludo. </p> <p>A Prof. Dr. Gloria da Paz, minha orientadora, mulher sbia, que me guiou neste caminho, levando-me passo a passo, at chegar ao destino to almejado. </p> <p>Aos professores e a Universidade do Estado da Bahia CAMPUS VII, por estes anos de crescimento.</p> <p>Aos meus familiares e amigos que sempre estiveram ao meu lado. </p> <p>Aos colegas universitrios por quantos trabalhos, quantos conhecimentos partilhados.</p> <p>A Senhora Perpetua em nome dos familiares de Dona Vanda</p> <p>A Dona Terezinha em nome de todos os depoentes.</p> <p>A Senhora Aldalice, mulher guerreira, uma verdadeira lder. Sempre sorridente e de bem com a vida. Por suas palavras de animo e conforto. </p> <p>A Jaciane, Ani, que de Deus. meu presente de Deus. Uma preciosidade na minha vida. Que com seu jeito simples e carinhoso sempre soube dar-me foras para continuar. Sempre me incentivando a continuar firme e forte. Minha musa inspiradora. </p> <p>LISTA DE ABREVIATURAS</p> <p>Dr. Doutora</p> <p>Ed. Editora</p> <p>(Org.) Organizao</p> <p>Prof. Professora</p> <p>P. - Pgina</p> <p>Trad. - Traduo</p> <p>RESUMO</p> <p>O presente trabalho de concluso de curso: Histria de mulheres professoras: a histria de vida e formao de dona Vanda, tem como objetivo demonstrar a importncia da mulher na educao, refletindo a cerca das contribuies desta educadora na comunidade de Misso do Sahy. A metodologia aplicada nesta pesquisa foi a histria oral, atravs de entrevista semi-estruturada. Foram coletados depoimentos de cinco pessoas do povoado, sendo estes, ex-alunos e familiares de Dona Vanda. As fontes escritas utilizadas foram: Josso (2004), Louro (2007), Perrot (2007), Nvoa (2007) e outros autores. Por fim, apresentamos os resultados alcanados revelando que so pequenos trabalhos como o de Dona Vanda que fazem a diferena na melhoria educativa e social.</p> <p>Palavras - chave: Histria de professores, histria de vida e formao, Professora Vanda.</p> <p>SUMRIO</p> <p>INTRODUO...........................................................................................................10</p> <p>CAPTULO I...............................................................................................................12</p> <p>1.1. HISTRIA DE PROFESSORAS.........................................................................12</p> <p>1.2. HISTRIA DE VIDA E FORMAO..................................................................17</p> <p>CAPTULO II............................................................................................................21</p> <p>2. Procedimentos Metodolgicos.......................................................................21</p> <p>2.1. A pesquisa.....................................................................................................21</p> <p>2.2. Os instrumentos............................................................................................21</p> <p>2.3. As fontes de pesquisa..................................................................................24</p> <p>2.4. O local da pesquisa......................................................................................26</p> <p>CAPITULO III...........................................................................................................27</p> <p>3. Os resultados da pesquisa.............................................................................28</p> <p>CONSIDERAES FINAIS.....................................................................................35</p> <p>REFERNCIAS........................................................................................................36</p> <p>ANEXOS</p> <p>INTRODUO</p> <p>O presente estudo tem como tema a Histria de Mulheres Professoras, com um recorte sobre A Histria de Vida e Formao da Professora Vanda Pereira da Silva. Esta escolha se deu primeiramente porque este assunto est ligado as minhas origens; sou residente na comunidade de Misso do Sahy, e percebo que a maioria da populao comenta sobre a atuao de Dona Vanda na educao deste povoado, outra razo advm da necessidade de dar visibilidade a estes personagens que contriburam para a formao das pessoas que por aqui nasceram ou que ainda residem nesta comunidade.</p> <p>O fato de tentarmos reconstituir a histria de algum tem a finalidade de dar conhecimento sobre esta pessoa e seus feitos, at porque muitos da nova gerao desconhecem a sua prpria origem, sabendo muito pouco sobre si mesmo, sobre o povoado em que residem e suas personalidades. Pensando sobre a valorizao da cultura da nossa comunidade e das pessoas que aqui nasceram, criaram vnculos, estabeleceram relaes e contriburam para o seu crescimento, que desejo estudar a histria de vida da professora Wanda Pereira da Silva, reconstituindo partes de sua histria a partir da oralidade das pessoas que a conheceram e que foram seus alunos.</p> <p>Na histria de vida de professores, so de grande importncia os registros sobre a sua atuao na educao na soluo de problemas relacionados com as comunidades, na formao dos cidados, dos seus agentes sociais e polticos, especialmente quando se trata das comunidades rurais. Este tambm um dos motivos que nos impulsiona a trazer luz histrias de educadores, em sua maioria, leigos, sem formao acadmica, e que atravs das prticas e de suas prprias experincias conseguiam iniciar o processo de letramento das pessoas.</p> <p>CAPITULO I</p> <p>1.1. HISTRIA DE PROFESSORAS</p> <p>Diferente do modelo da mulher administradora da famlia, a dona do lar, que fora historicamente transmitido e muitas vezes reproduzido como certo, muitas mulheres provedoras de suas famlias, corajosamente, enfrentam a realidade sozinhas com seus filhos, e buscam atravs do trabalho os meios de sustento da sua famlia. Tomando para si esta iniciativa, no ficam merc da sorte, e mesmo em situao diferenciada ou quando so casadas, no ficam a depender dos recursos do marido. Na maioria das vezes, as mulheres da classe popular ou da zona rural recebem um salrio irrisrio pelo trabalho exercido, o que as fazem procurar alternativas, assim como as frentes de emergncia durante os perodos de seca, colocarem as filhas mais velhas para trabalhar na cidade como domsticas, dentre outras formas de obteno de renda para a famlia.</p> <p>Por influencia do mercado, do xodo rural e da industrializao crescente, a vida das mulheres tambm sofreu grandes modificaes, mudaram a vida das mulheres que aprenderam a desempenhar atividades que antes eram exclusivas dos homens. A educao foi a forma que as mulheres encontraram para se libertar da condio de submetimento em que viviam.</p> <p>As primeiras escolas, em maior nmero para meninos, foram fundadas por congregaes e ordens religiosas femininas ou masculinas e eram mantidas por professores leigos. Professores para ensinar aos meninos e professoras para as meninas. Esses por sua vez deveriam ser pessoas dignas socialmente. O ensino era basicamente centrado na formao de habilidades para ler, escrever, contar e conhecimento sobre a doutrina crist.</p> <p>Em muitos momentos as disciplinas mais complexas eram confiadas aos professores e esses tambm recebiam uma remunerao maior que as mulheres.</p> <p>Para os povos descendentes indgenas, a educao escolar, acontecia de forma elementar, a educao nestas comunidades, realizava-se no seio familiar, tendo como pano de fundo as praticas e os costumes do grupo de origem; o acesso a uma escolarizao mais ampla, se tornava mais difcil, principalmente por habitarem mais distantes dos grandes centros, onde se concentravam os colgios, cabendo-lhes apenas o acesso ao ensino das primeiras letras.</p> <p>Para as filhas de grupos sociais privilegiados, o ensino da leitura, da escrita e das noes bsicas de matemtica era geralmente complementado pelo aprendizado do piano e do francs que, na maior parte dos casos, era ministrado em suas prprias casas por professores particulares, ou em escolas religiosas. As habilidades com as agulhas, os bordados, as rendas, as habilidades culinrias, bem como as habilidades de mando das crianas e serviais, tambm faziam parte da educao das moas; acrescida de elementos que pudessem torn-las uma esposa agradvel e capaz de representar o marido socialmente.</p> <p>Ainda que o reclamo por uma educao feminina viesse a representar, sem duvida um ganho para as mulheres, sua educao continuava a ser justificada por seu destino de me. Tal justificativa j estava exposta na primeira lei de instruo publica do Brasil, de 1827.</p> <p>As mulheres carecem tanto mais de instruo, porquanto so elas que do a primeira educao aos seus filhos. So elas que fazem os homens bons e maus; so as origens das grandes desordens, como dos grandes bens; os homens moldam a sua conduta aos sentimentos deles.</p> <p>Para muitos, a educao feminina no poderia ser concebida sem uma solida formao crist, que seria a chave principal de qualquer projeto educativo. Pois, predominava a moral religiosa, onde se esperava que as meninas e jovens conservassem uma imagem de pureza. Portanto, no podendo estas, ficar no mesmo espao que os homens.</p> <p>Em meados do sculo XIX, foram tomadas medidas para atender aos reclames de que faltam mestres e mestras de boa formao. Foram criadas escolas formadoras de docentes, as escolas normais. Elas atendiam ambos os sexos, porm homens ficavam separados das mulheres em classes separadas. ( LOURO, 2008 ).</p> <p>O objetivo das escolas normais era formar profesores (as) para atender o aumento de alunos. Porm, o xito no foi alcanado como era esperado porque as escolas estavam formando mais mulheres que homens. Os homens estavam abandonando, aos poucos, a sala de aula.</p> <p>Ao final dos anos 60 e na dcada de 70 torna-se mais forte a questo do pofissionalismo do ensino. A legislao para o setor tona-se mais minunciosa e extensa; procedimentos e relaes de ensino so disciplinados, especialmente, atravs da burocratizao das atividades ecolares da edio de livros e manuais para docentes, da revitalizao de disciplinas como educao moral e cvica, da preferncia politico-ideolgica dos professores, etc.</p> <p>So valorizados o carater profissional da atividade, atravs das qualidades como afeto, espontaneidade e informalidade nas relaes intra escolares. H uma tendncia em se substituir a representao da professora como me espiritual por uma nova figura: a da profissional do ensino.</p> <p>A partir dai era exigido do professor uma ocupao bastante itensa com atividades de ordem administrativas e de controle; sua forma de ensinar deveria ser mais tcnica, eficiente e produtiva.</p> <p>Reivindicar o reconhecimento como profissional tambm se constituia numa forma de mulheres professoras lutarem por salrios iguais aos dos homens e por condies de trabalho adequadas.</p> <p>Um aspecto muito forte na questo do gnero o da diferena, que, na pespectiva ps-estruturalista, um processo social estritamente vinculado significao. Identidade e diferena no so condies inerentes aos gneros ou as culturas, no sendo possvel reduzi-las a algo fixo, estvel, unico, homogneo. Estas so podem ser percebidas como construo, efeito, processo de produo e ato performativo. Que apenas por uma repetio exaustiva, acabam por produzir efeitos de realidade.</p> <p>Por um lado, como uma espcie de reafirmao da funo afetiva e de sua importncia central na atividade docente, muitas professoras e professores subvertem a pretendida propaganda desejada pelos orgos educacionais, modificam as tarefas e atividades programadas, introduzem caracteristicas prprias aos sistemas de instruo e passam a usar a tia como uma denominao substituta a de professora.</p> <p>Outra forma de resistncia se d na luta pelos direitos trabalhistas. Professores e professoras vo buscar formas de reivindicar semelhantes aos operarios. Criam-se centros de professores e sindicatos que expresso suas reivindicaes atravs de greves e de manifestaes publicas de maior visibilidade e impacto social. So os movimentos dos trabalhadores da educao.</p> <p>A professora sindicalizada, denominada de trabalhadora da educao, representada pela mulher militante, disposta a ir s ruas lutar por melhores salrios e melhores condies de trabalho. Ela deve ser capaz de parar suas aulas; gritar palavras de ordem; expor publicamente sua condio de assalariada, no mais de me, tia ou religiosa, exigir o atendimento de seus reclames. Face discreta professorinha do incio do sculo, o contraste parece evidente: so outros gestos, outa esttica outra tica. </p> <p>Portanto, retomando o processo histrico da educao escolar vemos o quanto esta tem tomado varias mudanas no decorrer dos anos e o professor, piv deste processo, encaminhad...</p>