Monografia Luciana Pedagogia 2012

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    18-Dec-2014

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Pedagogia 2012

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<ul><li> 1. 10 INTRODUO Essa pesquisa prope identificar como os professores da Escola Jos BarretoFilho, localizada na cidade de Campo Formoso-BA, vem o processo dedesenvolvimento e aprendizagem da leitura dos seus prprios alunos. Tem comottulo: Identificando e Compreendendo as Dificuldades de Leitura dos Alunos dasSries Iniciais do Ensino Fundamental, da Escola Jos Barreto Filho. O que nosmotivou a escolha desse tema foi ter realizado no decorrer do curso de pedagogia,projetos e estgio com essa temtica, com alunos das Sries Iniciais. Essa pesquisa tem como relevncia as contribuies que a mesma podertrazer para compreender as principais dificuldades no processo de leitura, dar-nosoportunidade de conhecer experincias de como os professores trabalham aquesto da leitura com seus alunos. Acreditamos que a reflexo em torno desseassunto possibilite, uma maior compreenso sobre a importncia do ato de ler.Levando em conta que a leitura indispensvel a todos os contedos trabalhadosna escola, ela proporciona a quem tem acesso, um leque de desenvolvimento ecompreenso de tudo que est ao seu redor. O primeiro captulo composto pelas inquietaes que motivaram essapesquisa, que tem como objetivos: Identificar e compreende as dificuldades deleitura dos alunos das sries iniciais do ensino fundamental. No segundo captulo, apresentamos os aportes tericos onde enfatizamos umadiscusso sobre: Leitura, Professor e a prtica pedaggica, O papel da escola noprocesso de aprendizagem e desenvolvimento da criana, e compreenso leitora.Dialogamos com autores que fazem reflexo sobre os temas abordados, tais como:Martins (2004) que na sua obra vem expor conceitos sobre leitura, Lajolo (1993)tambm vem falando sobre a leitura e sua importncia. Kleiman (2004) mostra asestratgias de leitura, que fundamental para um bom desenvolvimento no ato deler, Gadotti (2007) e Silva (1997) traz reflexes sobre professor e a escola, Machado(1998) vem nos falar sobre a leitura na nossa vida, Sol (1998) nos mostra aimportncia da compreenso leitora. </li> <li> 2. 11 No terceiro captulo, amparado em autores, como: Demo (1993), Ludke eAndr (1986), Goldenberg (2000), Cervo (1983), Andrade (1994), buscamos utilizara metodologia adequada ao tipo de trabalho proposto, expomos o tipo de pesquisa,o instrumento de pesquisa da coleta de dados, o lcus, que foi a Escola JosBarreto Filho, os sujeitos da pesquisa que foram: os professores da instituio citadaanteriormente. No quarto captulo, apresentamos a anlise e interpretao dos resultados,utilizando o questionrio fechado para traar o perfil dos professores, e umquestionrio aberto no intuito de tentar descobrir se realmente na escola JosBarreto Filho, h Dificuldades no Processo de Aprendizagem da Leitura dos Alunosnas sries Iniciais do Ensino Fundamental, e compreender quais os motivos quecausam essas dificuldades. Nas consideraes finais, tentaremos revelar as dificuldades no processo deaprendizagem da leitura nas sries iniciais do ensino fundamental, e compreenderos motivos causadores dessas dificuldades. Esperamos que essa pesquisa sirvacomo subsdio para outras pesquisas na mesma rea. </li> <li> 3. 12 CAPTULO I PROBLEMTICA1. OS CAMINHOS PARA CHEGAR AO PROBLEMA... A leitura nos mostra novos horizontes, nos proporciona novos conhecimentos eamplia nossa viso de mundo. Ela se introduz na nossa vida ainda quando somospequenos, e nos acompanha durante toda nossa existncia, ela no cessa no finalda escola, isso nos mostra a sua importncia. Sem ela, no tem como haver umaboa compreenso dos assuntos discutido no mundo que nos cerca.O ato de ler, sempre foi privilegio das pessoas que gozavam de boas condiessociais. As pessoas que tinha proficincia na leitura exerciam uma ao dominantesobre todo o resto da populao. Sendo utilizada como instrumento paraapropriao do poder em relao s classes populares. Silva (1997) contribuidizendo: A ao da leitura um ato de libertao, uma atividade provocadora de conscincia dos fatos sociais de um povo, ento de total interesse do poder dominante que as condies de aprendizagem e produo da leitura sejam empobrecidas ao mximo. (p.63) Tudo mencionado acima gera reflexo no desenvolvimento dos alunos damaioria das escolas pblicas, como nos mostra os resultados do IDEB (ndice deDesenvolvimento da Educao Bsica). Site: www.inep vem nos mostrar, que oIDEB foi criado pelo INEP em 2007 em escala de zero a dez, sua forma de avaliao feita atravs do fluxo escolar e mdia de desempenho nas avaliaes. Sabemosque o IDEB do nosso pas baixo comparado aos pases do ocidente. O sonho doBrasil alcanar em 2022, ano do bicentenrio da Independncia a nota 6,0 nasavaliaes. Tratando-se de Bahia, a questo mais complicada, a educao fica abaixo dameta nacional do IDEB, O municpio baiano de Apuarema (a 353 km de Salvador),no sul do estado, teve a pior avaliao no ndice de Desenvolvimento da EducaoBsica (IDEB) dos 5.404 municpios analisados em 2009. Mas a Bahia ainda temcinco outros municpios na lista das dez cidades com piores mdias. Como nos </li> <li> 4. 13mostra o site: www.inep So eles Pedro Alexandre (2,0), Nilo Peanha (2,1),Manoel Vitorino (2,1), Dario Meira (2,2) e Pilo Arcado (2,2). O estado da Bahiainfelizmente no tem nenhum municpio na lista das dez melhores notas. Tambm a nossa cidade, Campo Formoso, fica com nota baixa no IDEB, cujoresultado no ano de 2009, publicado no site: www.inep foi seguinte nota (3.2). Ostestes so feitos em alunos da 4 e 8 srie, o rendimento mais baixo do municpiode Campo Formoso, foi de 2,1 da Escola Municipal Manoel Ricardo de Almeida. Aescola Jos Barreto Filho na qual estou realizando a pesquisa para TCC, em 2011foi o primeiro ano a participar do IDEB. Diante desta discusso, temos conhecimento que no Brasil existe uma grandedeficincia relacionada educao, em especial leitura, por motivos culturais,econmicos, assim, ela ainda privilgio de uma minoria, no porque essa maioriaseja desinteressada, mas pelas oportunidades restritas. Lajolo (1993) vem nos dizer: Por desencadear um processo de democratizao do saber e maior acesso aos bens culturais, a escola um elemento de transformao que no pode ser negligenciado. E este fator relaciona-se especialmente com a leitura, o que pode ser comprovado, num primeiro momento, a partir das distintas polticas de alfabetizao que caracterizam os pases do Terceiro Mundo. (p.15). A leitura constitui-se em um poderoso instrumento no processo de transmissodo conhecimento, atravs dela que esse processo acontece de forma maissatisfatria e eficiente, j que a humanidade poderia at ter continuado a viver sem aleitura, mas foi com o seu surgimento que o homem construiu sua cultura e podepassar seu conhecimento s futuras geraes como diz: Machado (1998): O homem poderia viver sem ela e, durante sculos, foi isso mesmo que aconteceu. No entanto, depois que os sons foram transformados em sinais grficos, a humanidade, sem dvida, enriqueceu-se culturalmente. Surgiu a possibilidade de guardar o conhecimento adquirido e transmiti-lo s novas geraes. (p. 10). Ler uma prtica bsica essencial para aprender. Nada, equipamento algumsubstitui a leitura. O sujeito adquire, dessa maneira, habilidades, capacidades dereflexo e outra viso de mundo. A aprendizagem da leitura fundamental, para aintegrao do individuo no seu contexto scio econmico e cultural. O ato de lerabre novas perspectiva criana, permitindo posicionar-se criticamente diante da </li> <li> 5. 14realidade. Freire (1982, p.9) afirma que a compreenso do texto a ser alcanadapor sua leitura crtica implica a percepo das relaes entre o texto e o contexto. Ler complexo, no significa s memorizar, repetir as idias do texto, mas um processo de descobertas e concluses. A leitura possibilita a aquisio dediferentes pontos de vista e alargamento de experincias, parece ser o meio dedesenvolver a originalidade, e autenticidade. Para Sol (1998): Ler muito mais do que possuir um rico cabedal de estratgias e tcnicas. Ler , sobretudo uma atividade voluntria e prazerosa, e quando ensinamos a ler devemos levar isso em conta. As crianas e os professores devem estar motivados para aprender e ensinar a ler. (p.90). A leitura como principal meio de conhecimento do indivduo, ajuda-o adesenvolver seu raciocnio lgico, exercita sua inteligncia integrando-se com omundo que nos cerca, trazendo-lhe benefcios na sua vida cotidiana, tornando-ocapacitado para resolver assuntos das mais diversificadas situaes, desde que osmesmos aprendam sobre a importncia da leitura, que por conseqncia se tornampessoas formadoras de opinies. Porm, para que possamos ter cada vez mais,pessoas crticas e atuantes em nossa sociedade, devemos estimular cada vez maisas crianas, fazendo com que sintam curiosidade e principalmente vontade dequerer descobrir novos caminhos dentro do mundo da leitura. Desde muito pequenas, as crianas constroem conhecimentos relevantessobre a leitura e a escrita. O ensino inicial da leitura deve garantir a interaosignificativa e funcional da criana com a lngua escrita. O interesse pela leituranasce em diversos momentos, isso depende muito do entusiasmo do professor. interessante que os textos escritos estejam presentes nas salas de aula, nos livros,cartazes, que anunciam determinadas atividades, acontecimentos, e que os adultospossam desenvolver na frente das crianas, atividades de escritas, dessa forma asmesmas se motivam a aprender. de fundamental importncia que o aluno possav o prprio professor lendo, ao mesmo tempo, que exige do aluno alguma leitura, difcil que algum que no sinta prazer com a leitura, consiga transmiti-lo aosdemais. De acordo com Sol (1998): O uso significativo da leitura e da escrita na escola tambm muito motivador e contribui para incitar a criana a aprender a ler e </li> <li> 6. 15 escrever. Em algumas ocasies, quando se fala de contexto motivador, referimos prioritariamente existncia de materiais e livros adequados. Em minha opinio, a riqueza de recursos sempre deve ser bem recebida, porm me parece o que mais motiva as crianas a ler e a escrever ver os adultos que tenham importncia para elas lendo ou escrevendo. (p.62-63). Na pratica o interessante aprender, atravs dos exemplos das outraspessoas, por isso interessante que esses bons exemplos, comecem na famlia, naescola, com os prprios professores, porque eles so os maiores incentivadores, porpassarem um maior tempo com as crianas e jovens, na fase de maiordesenvolvimento escolar. Bordini (1993.p.27). ler imergir num universo imaginrio, gratuito, masorganizado, carregado de pistas as quais o leitor vai assumir o compromisso deseguir, se quiser levar sua leitura, isto , seu jogo literrio a termo. Essa pesquisanos dar oportunidade de conhecer as respostas para tantas inquietaes, que soinmeras. Dar-nos vontade de instigar esse mundo da leitura to fascinante. Essapesquisa nos proporciona formas de descobrir esses mistrios que a leitura traz.Ser se os alunos da escola Jos Barreto, tm realmente dificuldades deaprendizagem no processo de leitura? Quais os fatores que geram essasdificuldades? Como os professores podero sanar essas dificuldades? Osprofessores esto preparados para junto aos alunos resolver essas dificuldades? Apresentamos por isso a nossa questo de pesquisa: Quais as causas quegeram dificuldades de aprendizagem da leitura dos alunos da escola Jos BarretoFilho? Delimitamos assim os nossos objetivos: Identificar e compreender asdificuldades no processo de leitura dos alunos. A relevncia dessa pesquisa consiste, em descobrir os motivos que geramdificuldades de aprendizagem da leitura, e compreender essas causas. Levando emconta, que a leitura a ponte para a assimilao de todos os contedos trabalhadosna escola, se a leitura vai mal, no tem como haver um bom desenvolvimentoescolar. </li> <li> 7. 16 CAPTULO II 2. QUADRO TERICO Aps a abordagem da problemtica objetivamos identificar e compreender asdificuldades que envolvem o processo de aprendizagem da leitura dos alunos, daEscola Jos Barreto Filho. Para melhor entendermos apresentamos os seguintesconceitos chaves: 2.1. Leitura. 2.1.2. Estratgias de leitura 2.2. Professor e a prticapedaggica. 2.3. O papel da escola no processo de aprendizagem edesenvolvimento da leitura. 2.4. Compreenso leitora. Assim, iniciamos refletindosobe o seguinte conceito chave:2.1. LEITURA A leitura acompanha a populao desde muito tempo. Tm-se registros que ahistria do leitor principiou na Europa aproximadamente no sculo XVIII e XIX.(Lajolo e Zilberman 1996, p.14). Sem a leitura no tem como haver grandesevolues, por isso ela comeou a se expandir no meio da populao urbana. E coma chegada do livro aconteceu um grande desenvolvimento, a clientela comea aadquirir livros. Vejamos o que diz Zilberman (1996) sobre o inicio da leitura. Se no podemos escrever a biografia do leitor temos condies de narrar sua histria, que comeou com a expanso da imprensa e desenvolveu-se graas ampliao do mercado do livro, difuso da escola, alfabetizao em massa das populaes urbanas, valorizao da famlia e da privacidade domstica e emergncia da idia de lazer. (p.14). Sabemos o quanto a leitura importante, por isso aps sua descoberta aspessoas no poderiam mais ficar sem ela, as escolas comeara...</li></ul>