Monografia Maria Pedagogia 2012

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    14-Dec-2014

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Pedagogia 2012

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<ul><li> 1. UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA UNEBDEPARTAMENTO DE EDUCAO CAMPUS VII SENHOR DO BONFIM BA COLEGIADO DE PEDAGOGIA MARIA FERREIRA DA SILVAA ESCOLA MULTISSERIADA E SEUS DESAFIOS SENHOR DO BONFIM/BA </li> <li> 2. MARIA FERREIRA DA SILVAA ESCOLA MULTISSERIADA E SEUS DESAFIOS Monografia apresentada ao Departamento de Educao / Campus VII- Senhor do Bonfim, da Universidade do Estado da Bahia UNEB, como parte dos requisitos para obteno de graduao no Curso de Licenciatura em Pedagogia. Orientadora: Prof Ivnia Paula Freitas de Souza SENHOR DO BONFIM BA </li> <li> 3. MARIA FERREIRA DA SILVAA ESCOLA MULTISSERIADA E SEUS DESAFIOS Monografia apresentada ao Departamento de Educao / Campus VII- Senhor do Bonfim, da Universidade do Estado da Bahia UNEB, como parte dos requisitos para obteno de graduao no Curso de Licenciatura em Pedagogia. Aprovado em______de_____2012 ______________________________________________ Orientadora: Ivnia Paula Freitas de Souza _______________________________________________ Avaliadora: _______________________________________________ Avaliado: Maria Ferreira da Silva </li> <li> 4. DEDICATRIAAo meu Pai celestial por me mostrar possibilidades, incentivo ecoragem para a concretizao de um sonho.Estendo ainda, a todos os grupos que atualmente vem lutando, peladefesa de uma educao de qualidade e o resgate da identidade dasclasses multisseriadas. Em especial aos professores pesquisadores,Salomo Hage e Ivnia Paula Freitas de Sousa. </li> <li> 5. AGRADECIMENTOSs minhas filhas Edilane Ferreira, Joiciane Ferreira e Viviane Ferreira por terem sido oincentivo da retomada dos meus estudos.A todos os colegas do curso e os de outras turmas que tive oportunidade de conhecer, dialogare abraar, em especial Maria Aparecida Cidoca.Aos meus colegas de turma em especial Ana Paula Reis, Elaine de Cssia, Danielle Araujo,Joilma Sandri, Mrcia Maria, Maria Dilma, Michel Renno e Michele Fagundes, que nosmomentos difceis da minha jornada incentivaram-me a seguir sendo sempre to prximos.A todos que tive a oportunidade de conhecer desde academia, os espaos formais e noformais que ocorreram durante o perodo de estgio.Ao Curso Universidade Para Todos, por possibilitar-me condies de acesso universidade,Universidade do Estado da Bahia - UNEB.A todos os professores que durante o curso contriburam para que eu viesse a adquirirconhecimento durante a minha jornada acadmica, em especial a professora Beatriz Barrosque ao contextualizar a componente curricular Educao do Campo fluiu o interesse emcompreender o espao em que fui alfabetizada.A minha orientadora a professora Ivnia Paula Freitas de Souza pelas ricas contribuiesmesmo diante de suas ocupaes nunca mediu esforos para me ajudar.Aos sujeitos que participaram da minha pesquisa por mostrar que os desafios nos ajuda realizao e novas buscas. </li> <li> 6. No rancho de pau a pique, na casa da professora ou dofazendeiro, distante 2 a 5 km da residncia, o fato queh quase um sculo, uns conjuntos de crianas, comdiferentes idades, se encontram com uma professora parao ofcio de ensinar e aprender (ARROYO, 2010, p. 5). </li> <li> 7. LISTA DE SIGLASECA - Estatuto da Criana e AdolescenteONG - Organizao no GovernamentalPEA - Programa Escola AtivaPRONACAMPO - Programa Nacional de Educao do CampoLDB - Lei de Diretrizes e BasesUNEB - Universidade do Estado da Bahia </li> <li> 8. RESUMOEste trabalho buscou iniciar um estudo sobre a educao do campo a partir da busca por compreendercomo se organiza os trabalhos pedaggicos nas escolas multisseriadas, tendo como ponto de partidaminha experincia de vida como aluna de classe multisseriada. A pesquisa ocorreu com professores detrs escolas municipais localizadas na zona rural de duas cidades: Senhor do Bonfim e CampoFormoso, ambas na Bahia. Os instrumentos metodolgicos para coleta dos dados foram observaoem uma sala de aula, levantamento de informaes junto s Secretarias de Educao dos Municpios,entrevistas com os Gestores do Programa Escola Ativa dos dois municpios e questionrio abertoaplicado aos professores. Para a realizao deste trabalho, buscamos aportes tericos nos autores: Atta(2009), Arroyo (2006), Baptista, (2003), Beltrame (2011), Hage (2011), Carvalho (2009), Rivero(2011), Reis (2004), Carvalho e Souza (2009), entre outros. Os resultados da pesquisa apontaram queos desafios so muitos e a realidade das escolas do campo ainda no foi alterada o suficiente paragarantir maior qualidade.Palavras - Chave: Educao do Campo. Multisseriadas. </li> <li> 9. ABSTRACTThis work aimed to initiate a study about the education field from the search for understanding howwork is organized on multigrade teaching schools, having as starting point my life experience as astudent of class multisseriate. The research occurred with teachers from three public schools located inrural zone of two Cities: Senhor do Bonfim and Campo Formoso, Bahia. The methodological toolsfor data collection were an observation in the classroom, collecting information from the Departmentsof Education of the City, interviews with the managers of the Active School Program of the two cities,and open questionnaire applied to teachers. For this work, we seek theoretical contributions of theauthors: Atta (2009), Arroyo (2006), Baptista (2003), Beltrame (2011), Hage (2011), Carvalho (2009),Rivero (2011), Reis (2004) and Souza Carvalho (2009), and others. The survey results indicated thatthe challenges are many and the reality of rural schools has not changed enough to ensure higherquality.Keywords: Field Education, Multiseriated. </li> <li> 10. SUMRIOINTRODUO....12CAPTULO I.............................................................................................................................181. REFLETINDO SOBRE A CONSTITUIO DA EDUCAO DO CAMPO COMOPOLTICA NO BRASIL..........................................................................................................18CAPTULO II...........................................................................................................................262. AS ESCOLAS MULTISSERIADAS NO BRASIL.............................................................26CAPTULO III..........................................................................................................................313. METODOLOGIA DA PESQUISA......................................................................................31 3.1 Os Caminhos Percorridos para a Produo da Pesquisa.........................................31 3.2 Os Instrumentos Utilizados na Coleta de Dados.....................................................32 3.2.1 Observao...............................................................................................32 3.2.2 Entrevista com Questionrio....................................................................32 3.2.3-Entrevista com os Coordenadores do Programa Escola Ativa..................................................................................................................33 3.3 Lcus da Pesquisa...................................................................................................33 3.4 Sujeitos da Pesquisa................................................................................................34CAPTULO IV..........................................................................................................................354. ANLISE DOS DADOS - AS CONTRIBUIES DAS PRTICAS PEDAGGICASDOS PROFESSORES DAS ESCOLAS MULTISSERIADAS DO CAMPO.........................35 4.1 Participao dos Professores em Cursos de Formao Continuada....................................................................................................................35 4.2 O Acompanhamento Pedaggico............................................................................36 4.3 Nvel de Formao dos Professores........................................................................37 </li> <li> 11. 4.4 Tempo de Atuao dos Docentes em Escolas Multisseriadas do Campo...........................................................................................................................39 4.5 Condies de Acesso dos Professores Escola.....................................................39 4.6 Dedicao ao Trabalho Docente............................................................................41 4.7 Colaborao dos Pais no Espao Escolar................................................................41 4.8 A Heterogeneidade das Sries e os Desafios de Ensino na Mesma Classe............................................................................................................................42 4.9 A Criana e os Direitos nos Espaos Escolares......................................................44 4.10 O Currculo na Escola Multisseriada....................................................................445. CONSIDERAES FINAIS................................................................................................46REFERNCIAS........................................................................................................................49ANEXOS..................................................................................................................................52ANEXO-AENTREVISTA..........................................................................................................5 </li> <li> 12. 12INTRODUOEste trabalho nasceu a partir do momento que ingressei na universidade no curso deLicenciatura Plena em Pedagogia em 2008.1, a partir das contribuies da disciplinacurricular, Educao no Campo.As aulas ministradas entre alunos e a professora Beatriz Barros fizeram renascer minhasvivncias e experincias no processo ensino-aprendizagem numa escola multisseriada quefrequentei sem nenhuma perspectiva de vida e formao e que s foi clareada e entendida nopresente curso de Pedagogia.Atravs de estudos tericos-crticos de mundo, entendi, o porqu do meu caminhar dentro doensino desordenado, desde os 7 anos dividindo espao em uma escola multisseriada com aprofessora e crianas da minha idade, adolescentes e at adultos. Continuei estudando at a 2srie que era o tempo determinado pelos gestores pblicos l pelos anos 70. Mesmo assim,agradeo a Deus por ter aparecido essa escola na minha vida, pois foi atravs dela queaprendi a ler a bula dos remdios, cartas da minha famlia e tambm dos vizinhos. Sentia-memuito orgulhosa por ter conquistado esse bem social.As prticas pedaggicas desenvolvidas pela professora na escola Posto de Criao situadana Fazenda Horto, municpio de Senhor do Bonfim-BA, onde fui alfabetizada, eram bastanteprecrias. As aulas eram montonas e os contedos programticos educativos eramrepetitivos, descontextualizados da realidade do campo, no aconteciam reunies com os pais.Lembro-me que todos os dias o objetivo era primeiro executar a rotina rezar o Pai Nosso,agradecendo a Deus pela aula. Logo depois vinham as correes da tarefa de casa que ia nocaderno. Por ltimo, tomava-se a lio das crianas que cursavam a alfabetizao ABC -com o auxlio da Cartilha que era a principal estratgia de iniciar as prticas de leitura.Para as crianas iniciantes, a educadora escrevia num pequeno caderno o nome, a escola, datado dia, e ano. As tarefas eram cpias das letras do alfabeto, os nmeros de 0 at 10, paracobrir. E essas tarefas eram cotidianas - o dever de classe e de casa. S depois de algunstempos de escola quando a criana conseguia cobrir as letras e os nmeros era que indicavapara os pais comprar um (ABC ilustrado) para iniciar a aquisio da leitura. Atravs de liesbastante repetidas o que muitas vezes me trouxe inquietaes e ansiedade por no decodificar </li> <li> 13. 13o que era solicitado para a aula do dia seguinte. No tinha o auxilio em casa j que minhafamlia no sabia ler e escrever e at os vizinhos eram todos analfabetos.O caminho da dinmica das repeties, os aplicativos pedaggicos seguiam sempre o mesmomtodo. Cpia de um pequeno texto escrito no quadro e s vezes ditado, para as crianas queconseguiam chegar ao curso da 1 e 2 srie. Muitos evadiam da escola, uns por no conseguiraprender a ler e escrever e outros por questo de luta pela sobrevivncia mudavam para outrasregies no qual havia oferta de trabalho junto com seus pais.No ensino da matemtica, conhecimento era construdo por mtodos avaliativos conhecidoscomo sabatina. Quando a criana no conseguia responder corretamente a questo que aprofessora lanava, repassava para outra criana at a concluso da sentena que aconteciaatravs de controles aversivos, deferido pelo colega com um objeto denominado palmatriaalm de outros castigos, etc. Essa prtica s vezes contribua com o desestimulo da criana...</li></ul>