Monografia Marina pedagogia 2010

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    23-Jun-2015

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Pedagogia 2010

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<ul><li> 1. UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIADEPARTAMENTO DE EDUCAAO CAMPUS VIISENHOR DO BONFIM COLEGIADO DE PEDAGOGIAMARINA SANTOS REISO ENSINO DA LNGUA PORTUGUESA NO SEMI-RIDO: UMA NECESSIDADE DE CONTEXTUALIZAO SENHOR DO BONFIM-BA 2010</li></ul><p> 2. MARINA SANTOS REISO ENSINO DA LNGUA PORTUGUESA NO SEMI-RIDO: UMA NECESSIDADE DE CONTEXTUALIZAO Trabalho de Concluso de Curso apresentado ao Departamento de Educao Campus VII, da UNEB Universidade do Estado da Bahia, como parte das exigncias da disciplina Monografia, Componente do Curso de Pedagogia com habilitao em Docncia e Gesto de Processos Educativos.Orientadora: Prof. Sandra Fabiana AlmeidaFranco SENHOR DO BONFIM-BA 2010 3. AGRADECIMENTOSAgradeo e ofereo este valioso trabalho aos abaixo relacionados:A Deus, Porque Dele e por Ele, e para Ele, so todas as coisas; por no terme abandonado em nenhum momento, demonstrando o seu amor e a suamisericrdia para comigo, renovando as minhas foras a cada dia, medirigindo e me aperfeioando com pacincia.Aos meus filhos: Onildo Jos, Walner Jnior e Walber para quem quero deixarum exemplo de vida e para provar-lhes que se no desistirmos dos nossossonhos um dia eles se tornaro realidade. Muito obrigada a vocs pela fora epelo incentivo. Hoje meu sonho se concretiza e vocs so os principaisresponsveis por isso. Amo vocs!s minhas queridas netas Vanssa Ellen e Hiane Stefane e ao meu queridoneto Felipe, para que um dia vocs possam olhar para esta monografia e seespelhar na minha histria de vida. Vocs so muito importantes para mim.Amo vocs! Sandra Fabiana Almeida Franco, professora e orientadora, pela orientao,interesse e suporte bibliogrfico, sem os quais no seria possvel a realizaodeste trabalho. A voc, a minha gratido, o meu carinho e admirao.Aos colegas, da turma Pedagogia 2006.1, a minha gratido em especial aoPastor Erivaldo Portela pelo incentivo e apoio que me possibilitou chegar ataqui, Maria Aparecida pela valiosa doao nos momentos mais difceis e Nubeane Nascimento, pela colaborao e parceria. UNEB e a todos os professores, sem os quais no teramos chegado ataqui. A vocs nossa eterna gratido.Aos funcionrios, de forma especial a Elivete pela boa vontade e prestezacom que sempre nos atendeu. O meu muito obrigada.Ao pessoal da biblioteca, muito especialmente Mary (Maria) pela gentileza,disponibilidade e simpatia com que sempre nos atende. Obrigada amiga! 4. Ao meu pai, Sr. Jos Ferreira dos Reis (inmemoriam) e minha me, Sra. Maria Salomdos Santos Reis (in memoriam), que com suasfalas diferentes me ensinaram valores ticose morais, entre outros, que fizeram de mim apessoa que sou. 5. Lutar pela igualdade sempre que as diferenasnos discriminem, lutar pelas diferenas sempreque a igualdade nos descaracterize.Souza Santos 6. RESUMOO presente estudo monogrfico objetivou identificar compreenses que os professores tmsobre Variaes Lingsticas, com base em pesquisa de cunho qualitativo realizada comprofessores de Lngua Portuguesa do 6 ao 9 ano do Ensino Fundamental, utilizando comoinstrumentos de coleta de dados o questionrio fechado, a entrevista semi-estruturada e aanlise documental fundamentada em vrios autores entre eles: Bagno (2008), Antunes(2003), Carvalho (2003), Freire (1996) e Gentili (2005). A anlise de dados se deu,principalmente, a partir da comparao e do cruzamento das informaes obtidas nosdiversos instrumentos de coleta. Os resultados obtidos apontam que as professoras doEnsino Fundamental possuem um conhecimento satisfatrio sobre Variaes Lingsticas,do ponto de vista terico, o que contribui de forma importante na construo do novo saberde seus alunos, pois atravs de seus discursos demonstram que esto interessadas pelatemtica embora sua aplicao prtica ainda seja limitada, necessitando de uma mudanade atitude perante s aulas de Portugus, a fim de torn-las mais contextualizadas,democrticas e significativas.Palavras-chave: Variaes Lingsticas. Lngua Portuguesa. Educador. EnsinoFundamental. Compreenso. 7. SUMRIOINTRODUO ...................................................................................... 09CAPTULO I.VARIEDADES LINGSTICAS NO ENSINO FUNDAMENTAL..............111.1. Origem das variedades lingsticas no Brasil...................................... 11 1.2.Lngua falada e Lngua escrita............................................................. 12 1.3.Dificuldade de ensino da lngua........................................................... 13 1.4.Variaes lingsticas na sala de aula................................................. 14CAPTULO II - DISCUTINDO FUNDAMENTOS .................................................... 162.1. Lngua e linguagem, contexto................................................................. 162.2. O estudo da Lngua ................................................................................ 172.3. O estudo das Variaes Lingsticas ..................................................... 192.4. Lngua Portuguesa ................................................................................. 202.5. Trajetria da Lngua Portuguesa no Brasil ............................................. 222.6. Educador ................................................................................................ 222.7. Ensino Fundamental .............................................................................. 242.8. Compreenso ......................................................................................... 25CAPTULO III TRILHA METODOLGICA ........................................................... 27 3.1. Abordagem utilizada Pesquisa qualitativa ........................................... 27 3.2. Lcus da pesquisa .................................................................................. 28 3.3. Sujeitos da pesquisa .............................................................................. 28 3.4. Instrumentos de coleta de dados ............................................................ 293.4.1. Entrevista semi-estruturada ............................................................. 293.4.2. Questionrio fechado ........................................................................ 30 3.4.3. Anlise documental .......................................................................... 303.5. Anlise de dados ................................................................................... 31 8. CAPTULO IV - INTERPRETAO DE RESULTADOS .......................................... 324.1.Perfil dos Sujeitos ............................................................................................... 32 4.1.1. Gnero ................................................................................................. 32 4.1.2. Nvel de formao ................................................................................ 32 4.1.3. Tempo de ensino da Lngua................................................................. 334.1.4. Remunerao ...................................................................................... 33 4.1.5. Estado civil ........................................................................................... 344.2. Analisando dados das entrevistas ..................................................................... 35 4.2.1. Freqncia das atividades ................................................................... 354.2.2. Inserindo atividades no processo ........................................................ 37 4.2.3. A importncia das Variedades Lingsticas ........................................ 38 4.2.4. Influncias do preconceito lingstico .................................................. 40 4.2.5. Mudanas no ensino da lngua. ........................................................... 414.3. Documentos analisados .................................................................................... 424.4. Sntese do discurso docente ............................................................................. 42CONSIDERAES FINAIS ..................................................................................... 43REFERNCIAS ........................................................................................................ 45ANEXOS 9. 9INTRODUOVARIAES LINGSTICAS NO ENSINO FUNDAMENTALEste trabalho monogrfico sobre as Variaes Lingsticas no Ensino Fundamentalpretende atender as exigncias de concluso do Curso de PedagogiaDocncia eGesto de Processos Educativos da UNEB Universidade do Estado da Bahia,Campus VII, baseado em pesquisa realizada com professores do 6 ao 9 ano doEnsino Fundamental do Ginsio Municipal Antnio Simes Valadares na cidade deItiba-Bahia,As Variaes Lingsticas tm se constitudo num dos assuntos de relevanteimportncia na rea do ensino de Lngua Portuguesa no Brasil, sendo que asmesmas esto presentes no cotidiano de todos ns, nos mais variados estilos eformas. O nosso objetivo identificar e analisar compreenses dos professoressobre o referido assunto e refletir como isso repercute na sua prtica educativa, paratornarem o ensino da Lngua Portuguesa mais contextualizado e significativo.A escolha do tema emerge da inquietao de saber como as variaes lingsticas,que inevitavelmente se manifestam no contexto da sala de aula, so compreendidase trabalhadas, visto estarem to em foco no contexto atual no ensino de linguagem.No Captulo I apresenta-se uma breve reflexo sobre a temtica e desafios que soencontrados para se promover uma aprendizagem significativa no contexto da salade aula, bem como a problemtica, as questes e os objetivos da pesquisa,demonstrando assim a relevncia social e cientfica do trabalho.Num segundo momento deste estudo busca-se embasar teoricamente, luz dacompreenso de vrios autores, os conceitos-chave que envolvem a temtica dasVariaes Lingsticas no ensino da Lngua Portuguesa no Brasil, bem como, sobre 10. 10a compreensodos educadores do EnsinoFundamental que trabalhamespecificamente com esse componente da Educao Bsica.O Captulo III deste trabalho, dedicado metodologia, aborda as finalidades dapesquisa, os procedimentos e instrumentos utilizados, alm de caracterizar aspessoas pesquisadas e o lcus de pesquisa.O Captulo IV, contempla os objetivos deste trabalho, atravs da anlise e dainterpretao dos resultados obtidos na pesquisa, tendo como centro, as falas daspessoas pesquisadas e suas concluses, principalmente as compreenses que asprofessoras pesquisadas tm sobre variaes lingsticas. Confrontamos aspercepes com a fundamentao terica, produzindo-se assim os diversossignificados desse estudo.E, finalmente, a concluso apresenta as consideraes resultantes das anlises dosdados pesquisados sob a perspectiva dos aportes tericos abordados. Ressalta aimportncia do assunto reconhecendo as limitaes impostas pela sua macrodimenso de se chegar a concluses mais concretas. 11. 11CAPTULO I1.1. Origem das variedades lingsticas do BrasilDesde o Descobrimento, o povo brasileiro tem experimentado amargos momentossob a gide dos colonizadores que marcaram a histria com o estigma da opresso,impondo sobre os verdadeiros donos (povos nativos) das Terras brasilis seuscostumes, sua cultura, sua lngua e, principalmente, seu domnio, fora daplvora, isto , dos mtodos mais violentos.Urge que se conte a verdadeira histria de opresso e discriminao que o entomundo civilizado impingiu aos povos nativos das Amricas. Os ranos da opressoainda esto vivos na nossa sociedade, e, uma das evidncias disso est na rejeiodas mais diversas expresses lingsticas oriundas do longo e complexo processode miscigenao do qual resultou a nao brasileira.A variedade lingstica um fenmeno natural que ocorre em qualquer lngua. Porconta de diferenas geogrficas, histricas, culturais, sociais, entre outras. Porm,com o Portugus do Brasil esse fenmeno ganha propores muito maiores devido grande quantidade de vertentes de onde se origina. O prprio Portugus original o Portugus de Portugal da poca do descobrimento, j chega ao Brasil trazendoalgumas pequenas variaes devido abrangncia geogrfica que o reinoportugus de ento possua, de onde partiu o processo migratrio com vistas aopovoamento da colnia.Dessa forma, o Brasil recebeu portugueses oriundos de diversas regies do reino, jinfluenciados por outras vertentes lingsticas da Europa. Esses grupos deimigrantes eram destinados ora, a povoarem regies diferentes do Brasil e assimreceberam influncias dos mais diversos dialetos falados pelos povos nativoshabitantes dessas regies, ora a compartilharem os mesmos espaos como se deunas primeiras capitais da colnia, Salvador e Rio de Janeiro. Razo porque, o 12. 12Portugus do Brasil apresenta em decorrncia da histria, com o passar do tempo,muitas caractersticas que no se encontram no Portugus de Portugal,conseqentes das condies em que a lngua se instalou e se desenvolveu noBrasil.Em termos regionais, o Portugus brasileiro recebeu as influncias de outras lnguasem decorrncia das invases e domnios temporrios de outros povos colonizadoresem algumas regies do pas, como os ingleses no Rio de Janeiro, os espanhis emSanta Catarina e os holandeses em Pernambuco. Embora essas invases tenhamsido rechaadas pela coroa portuguesa, a sua influncia ficou e ainda hoje se v nasexpresses culturais e lingsticas dessas regies. Razo porque, se observagrandes diferenas na pronncia do Portugus entre essas regies.Some-se a tudo isso, a imensa quantidade de negros vindos de vrias regies dafrica durante sculos de regime escravocrata, trazendo diversas vertentes culturaise lingsticas daquele continente e sendo espalhados por todas as partes desseimenso Brasil, cuja importncia na formao do nosso Portugus foi e ainda resistida, mas no pode ser negada nem vencida, pois to grande essa influncianegra na lngua, que torna-se difcil identific-la plenamente devido a to grandequantidade de indivduos trazidos para o Brasil. Como menciona Castro (2007):Do sculo XVI ao sculo XIX, o trfico transatlntico trouxe em cativeiropara o Brasil quatro a cinco milhes de falantes africanos originrios deduas regies da frica subsaariana: a regio banto, situada ao longo daextenso sul da linha do equador, e a regio oeste-africana ou sudanesa,que abrange territrios que vo do Senegal Nigria. (p.1)1.2. Lngua falada e Lngua escritaEssas variaes so maiores e mais freqentes na lngua falada que na escrita. possvel se verificar as diferenas de falas muitas vezes como caractersticaspeculiares a pequenas comunidades, que, por alguma razo, certamente explicveisdo ponto de vista da histria, desenvolvem um jeito prprio de se comunicar evivenciar a lngua. 13. 13Felizmente, mais difcil padronizar a lngua falada que a escrita. Apesar dopreconceito se manifestar discriminando certos falares, e considerando errados emcomparao com a norma padro da lngua, no h como se rejeitar a compreensodaquilo que foi falado. A comunicao acontece independente da alternativa adotadana fala, se numa linguagem culta ou camponesa, coloquial, ou de expresso grupal,etc.. Prevalece o objetivo da fala a comunicao.J com relao lngua escrita, o padro pode ser normatizado, porque uma vezescrito, o te...</p>