Monografia Pronta Carinna

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    05-Aug-2015

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<p>0</p> <p>CARINNA MARIA MERCEDES VIEIRA PIRES</p> <p>ANEMIA FALCIFORME: Importncia do entendimento e responsabilidade do educador na formao do aluno falcmico.</p> <p>Cuiab, MT</p> <p>Faculdade de Cincias Biolgicas 2008/2</p> <p>1</p> <p>CARINNA MARIA MERCEDES VIEIRA PIRES</p> <p>ANEMIA FALCIFORME: Importncia do entendimento e responsabilidade do educador na formao do aluno falcmico.</p> <p>Trabalho de Concluso de Curso apresentado Faculdade de Cincias Biolgicas da Universidade de Cuiab UNIC, para obteno de grau de Licenciatura e Bacharelado em Cincias Biolgicas orientada pela Prof. Dr Cilene Maria Lima Antunes Maciel e co-orientada pela Prof MSc. Cleonice Terezinha Fernandes.em 2008/2.</p> <p>Cuiab, MT</p> <p>Faculdade de Cincias Biolgicas 2008/2</p> <p>2</p> <p>UNIC UNIVERSIDADE DE CUIAB</p> <p>Reitor Dr. ALTAMIRO BELO GALINDO</p> <p>Pr-Reitor Acadmico Prof. RUI FAVA</p> <p>FACULDADE DE CINCIAS BIOLGICAS Diretora Prof. Dra. MIRAMY MACEDO</p> <p>PROFESSORA COORDENADORA DA DISCIPLINA DE TC-II Lenir Maria de Oliveira AssumpoDados CIP - Biblioteca Central da UNIC, 2008.</p> <p>PIRES,Carinna Maria Mercedes Vieira.</p> <p>ANEMIA FALCIFORME: Importncia do entendimento e responsabilidade do educador na formao do aluno falcmico. Autorais: Cuiab: UNIC Departamento de Cincias biolgicas, 2008/2.</p> <p>Trabalho de Concluso do Curso de Cincias Biolgicas orientado pela Prof, Dr Cilene Maria Lima Antunes Maciel, e co-orientado pela Prof MSc. Cleonice Terezinha Fernandes com defesa em Banca examinadora ocorrida em novembro de 2008. 1.Hemoglobina S 2. Anemia falciforme. 3. Educao</p> <p>3</p> <p>4</p> <p>Dedicatria A minha me, que sempre esteve ao meu lado em todos os momentos de minha vida, me dando fora e acreditando sempre em meu potencial, torcendo e me fazendo acreditar que sou capaz. Eu te amo muito.</p> <p>5</p> <p>AGRADECIMENTOS</p> <p>Agradeo primeiramente a Deus por essa grande conquista alcanada, a toda minha famlia principalmente, meus pais Edelberto Vieira Pires e Maria Luiza Niz Vieira, por acreditarem em meu potencial, por terem me proporcionado tamanho presente, terem tido pacincia e por acompanharem essa minha caminhada. Com muito amor e muito carinho agradeo a minha vozinha Joana Niz Vieira que me ajudou tanto em meus trabalhos, momentos inesquecveis. Em especial agradeo carinhosamente, minha orientadora Prof Dr Cilene Maria e co-orientadora Prof MSc Cleonice Terezinha que acreditaram na importncia desse trabalho e me deram a chance de realiz-lo. Agradeo a todos os professores em especiais: prof rica Cesarine, Gislei Amorim, Randal Barreira e Ana Cludia Badan ,por terem marcado minha vida acadmica de maneira nica e especial. Ofereo meus votos de agradecimento ao Sr Rosalino e sua esposa representando a ASFAMT, pela grande ajuda que proporcionaram para que esse trabalho pudesse ser realizado, e as famlias que fizeram parte desse estudo. Com muito carinho e admirao, agradeo a minha querida Alessandra Reis pela fora e pelo estmulo que me proporcionou. Aos meus amigos e pessoas especiais, anjos na minha vida, que se fizeram presentes e me ajudaram de alguma forma: Leila Mariotto, M Terezinha Vittorazzi, Suelen Lima, Renata Figueiredo, Ksia Augusta, Suzamar Rodrigues, Bruno de Arruda, Gustavo Silva, Renner Benevides, Glieber Beliene, Alex Csar e demais amigos, saibam todos que nunca me esquecerei de cada um de vocs. Enfim, que Deus retribua em dobro tudo o que fizeram por mim e agradeo de corao pela ajuda e existncia de todos em minha vida. Carinna Pires.</p> <p>6</p> <p>"O que a gloria seno a conquista. Que nunca deixemos de lutar, que nunca deixemos de arriscar, que nunca deixemos de seguir os nossos sonhos, que nunca nos falte garra. Homens sem sonhos so homens sem pulso, so homens sem vida." Desiely S. Gusmo.</p> <p>7</p> <p>RESUMO</p> <p>A anemia falciforme considerada a doena hereditria mais comum no Brasil, acomete em maior nmero pessoas negras e pardas, devido sua originalidade histrica. No Brasil hoje h cerca de 3.500 nascimentos de crianas com doena falciforme por ano, dentre elas 1.900 aproximadamente com anemia falciforme. Baseando-se na formao populacional de Mato Grosso, provvel grande prevalncia, tendo em vista a ultima distribuio tnica do IBGE no ano de 2007, onde sua formao se constitua de 63% de negros e pardos, onde foi um estado de grande ndice de recepo de escravos africanos o que comprova a importncia de estudos referentes ao tema. Essa doena caracteriza-se principalmente por apresentar inmeras complicaes clnicas, o que dificulta o cotidiano dos indivduos afetados, devido aos tratamentos, acompanhamento mdico contnuo e manifestaes clnicas. Isso gera a ausncia de assiduidade de seus compromissos particulares, como a escola. A partir disso, este trabalho tem por objetivo analisar a vida escolar de dois casais de falcmicos, um do municpio de Cuiab e o outro de Vrzea Grande, a responsabilidade dos educadores e da escola quanto vida escolar desses indivduos e a posio da escola baseando-se no decreto-lei 1.044/69 quanto s necessidades de ausncia escolar, devido ao tratamento contnuo e indispensvel para sua melhoria de vida. O trabalho se fundamentou em levantamento bibliogrfico e estudo de caso, com pesquisa de carter qualitativo, descritivo, utilizando como tcnica a entrevista estruturada e no estruturada e caderno de campo para registrar quaisquer informaes que venham contribuir para o enriquecimento do trabalho. Com isso, pode-se verificar a falta de informao de uma das escolas em relao doena, ocasionando dificuldades na formao escolar dos seus respectivos alunos falcmicos, e em contrapartida, quando existe informao como o caso da outra escola estudada, a vida escolar desses indivduos torna-se mais produtiva, principalmente quando conta com o auxilio dos educadores.</p> <p>Palavras-chave: Hemoglobina S Anemia Falciforme Educao</p> <p>8</p> <p>LISTA DE FIGURAS</p> <p>FIGURA 1: Mutao da Hemoglobina ...................................................................... 14 FIGURA 2: Pacientes falcmicos do hemocentro de mt ........................................... 17 FIGURA 3: Indicadores Sociais, populao MT ........................................................ 18 FIGURA 4: Paralizao dia nacional Doena Falciforme ......................................... 19 FIGURA 5: Probabilidade gentica ........................................................................... 22 FIGURA.6: Ictercia .................................................................................................. 26 FIGURA 7: Dactilite ou sndrome mo e p ............................................................. 27 FIGURA 8: Aumento do bao ................................................................................... 28 FIGURA 9: lceras de perna..................................................................................... 32</p> <p>9</p> <p>SUMRIO</p> <p>INTRODUO .......................................................................................................... 10 1. CONSIDERAES GERAIS ................................................................................ 13 1.1 Anemia Falciforme no Brasil e MT ..................................................................... 15 1.2 ASFAMT- ASSOCIAO DOS FALCMICOS DE MT ...................................... 18 2. PROBABILIDADE GENTICA E ACONSELHAMENTO GENTICO PARA ANEMIA FALCIFORME ............................................................................................ 20</p> <p>3.DIAGNSTICO DA DOENA FALCIFORME ........................................................ 23</p> <p>4. SINAIS,SINTOMAS E POSSVEISTRATAMENTOS DA ANEMIA FALCIFORME 25 4.1 Anemia Hemoltica e Ictercia .............................................................................. 26 4.2 Dactilite- sndrome mo e p............................................................................... 27 4.3 Complicaes renais ........................................................................................... 27 4.4 Infeco e febre................................................................................................... 28 4.5 Acidente Vascular Enceflico (ave) ..................................................................... 29 4.6 Complicaes articulares .................................................................................... 30 4.7 Retardo na maturao fsica e sexual ................................................................. 31 4.8 Priapismo ............................................................................................................ 31 4.9 lceras de perna ................................................................................................. 32</p> <p>5. A CRIANA COM ANEMIA FALCIFORME NA ESCOLA E A RESPONSABILIDADE DO EDUCADOR .................................................................. 33</p> <p>6. MATERIAIS E MTODOS..................................................................................... 36 7. RESULTADOS E DISCUSSES .......................................................................... 37 CONSIDERAES FINAIS ...................................................................................... 45 OBRAS CONSULTADAS .......................................................................................... 47 APNDICES.............................................................................................................. 51 ANEXO ...................................................................................................................... 58</p> <p>10</p> <p>INTRODUO</p> <p>A anemia falciforme uma anemia hemoltica hereditria grave, ocasionada por uma mutao de aminocidos na formao da protena hemoglobina, formando assim a hemoglobina S ao invs de A considerada normal (BRASIL, 2007). A hemcia com hemoglobina S tem menor tempo de vida, alem de transportar menos oxignio. Aps o transporte ela se enrijece sofrendo afoiamento, podendo causar obstruo de vasos sanguneos causando crises de dor, complicaes no funcionamento de diversos rgos, sistemas ou aparelhos, havendo algumas vezes a ocorrncia de acidente vascular enceflico. Acredita-se que a formao da hemoglobina S seja entendida como seleo natural, acontecida a milhares de anos na frica e demais regies, devido a um surto de malria. Atravs do fluxo de trfico de escravos, a anemia falciforme foi irradiada mundialmente, os pases que no passado tiveram maior predomnio de escravos africanos como o Brasil, possuem significativos ndices de falcmicos. Devido sua originalidade a anemia falciforme acomete principalmente pessoas negras e pardas, porm a partir da grande miscigenao h ocorrncias em pessoas brancas. O indivduo quando recebe apenas um gene para a hemoglobina S, vindo do pai ou da me chamado de trao falcmico. Os portadores do trao falciforme so geralmente assintomticos, no apresentam nenhuma anormalidade fsica e sua expectativa de vida semelhante ao da populao geral (ANVISA, 2001). Quando o indivduo possui dois genes para esse tipo de hemoglobina, ele chamado de falcmico, o qual sofre vrios tipos de complicaes clnicas. provvel que existam aproximadamente 3500 nascimentos de crianas anualmente com doena falciforme, dentre elas 1900 com anemia falciforme (BRASIL, 2004). Em relao ao trao h probabilidade de 2,10% da populao em geral e 3,05% em Mato Grosso segundo (ARAJO, 2000), ou seja, acima da mdia geral da populao, resultado o qual torna-se necessrio maior ateno ao caso. A anemia falciforme considerada a doena gentica mais comum no Brasil (BRASIL, 2007). Mesmo assim, ainda pouco conhecida pela populao o que</p> <p>11</p> <p>dificulta sua descoberta e tratamento. Ainda no possui cura, mas possveis tratamentos para melhoria da qualidade de vida desses portadores. O falcmico ao sofrer todas as conseqncias da anemia falciforme, quando identificada desde muito cedo submetido a um acompanhamento multiprofissional, e dependendo da gravidade dos sintomas, durante muitos anos de sua vida so necessrios cuidados hospitalares como transfuses, consultas, inmeras</p> <p>internaes decorrentes de crises de dor incessantes. O que prejudica sua vida em geral, necessitando de se ausentar de vrios compromissos como trabalho, escola e outros. A falta de conhecimento sobre essa doena ultrapassada a populao leiga, essa desinformao acontece tambm em meio a profissionais da sade, o que dificulta ainda mais a melhora da qualidade de vida desses portadores. Se acontece em meio sade o que dizer das escolas? Este trabalho tem por objetivo, avaliar o conhecimento dos educadores sobre a anemia falciforme e sua preparao profissional para dar o auxilio necessrio a 4 alunos falcmicos, um casal de irmos residentes na cidade de Cuiab, e outro casal morador do municpio de Vrzea Grande-MT, todos em idade escolar. Alm de avaliar o conhecimento dos educadores sobre a doena, este trabalho teve a inteno de analisar a vida escolar desses alunos, e se os mesmos quando necessrio so auxiliados pela escola com base no decreto-lei 1.044/69, que ampara os alunos em relao s faltas escolares devido complicaes de sade que os impossibilitem de frequentar a escola. Meio esse que disponibiliza atividades domiciliares com o intuito de mant-los assduos em relao aos contedos trabalhados em sala com os outros colegas, para que quando possvel os mesmos voltem a escola e no sofram tamanha dificuldade de aprendizado aps dias de ausncia. A pesquisa de carter qualitativo, descritivo, tem como metodologia o estudo de caso, baseando-se em levantamento bibliogrfico, levantamento cadastral da Associao de falcmicos de MT, a fim de se obter informaes sobre falcmicos em idade escolar. Foi utilizada a tcnica de entrevista estruturada e no estruturada, aplicadas aos pais, aos falcmicos e a escola com educadores, diretores ou coordenadores das respectivas escolas. Alm do uso do caderno de campo com a</p> <p>12</p> <p>finalidade de registrar fatos de carter relevante acontecidos pela famlia devido doena, que puderam complementar os resultados das entrevistas.</p> <p>13</p> <p>1. CONSIDERAES GERAIS</p> <p>O sangue formado de plasma e clulas sanguneas dentre elas, as hemcias ou eritrcitos (BRASIL, 2007). O mesmo autor tambm descreve os eritrcitos como clulas redondas, flexveis e constituda de hemoglobina, pigmento que d a cor vermelha ao sangue. Essa hemoglobina chama-se A, de adulto. A hemoglobina e o ferro trabalhando em conjunto no sangue tm a funo de oxigenao, eles transportam o oxignio dos pulmes para todo o corpo. A diminuio de eritrcitos ou hemoglobina no sangue causa a anemia (MANUILA, 1997). Ela tambm pode ser causada pela carncia de ferro, anemia ferropriva, ocorrendo assim a chegada de menor quantidade de oxignio aos rgos, os quais passam a no desempenhar suas funes corretamente. Porm, essa diminuio de ferro no sangue pode vir a ser sanada com acompanhamento mdico e uma boa alimentao rica em ferro (QUEIROZ;TORRES,2000). Existem anemias ocasionadas por disfuno na formao da hemoglobina, a anemia falciforme uma delas. Ao contrrio da anemia ferropriva, a anemia falciforme ainda no possui cura e consiste em uma alterao gentica na formao da hemoglobina, dando origem a hemoglobina S em contraposio a hemoglobina A,...</p>