MPES CNI-Sebrae

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    11-Jul-2015

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<p>O problema da poltica no simplesmente a lei No se pode imaginar que leis simplificadoras resolvam, por mgica, toda a nossa penria poltica, acumulada em perodos autoritrios e alimentada por uma elite versada em manipulao do voto do pobre. hora, certo, de pensar numa reforma poltica, mas bom que se evite que ela sirva a outras finalidades que no o aprofundamento da democracia brasileira. por Maria Ins Nassif Durante toda a sua histria, o Brasil foi uma sucesso de perodos autoritrios intercalados por fases de redemocratizao. A instabilidade institucional, aliada ideia emprestada dos perodos ditatoriais de que o Estado tudo pode, inclusive mudar costumes e culturas, fazem a sociedade trilhar movimentos curiosos em momentos de crise poltica. Os aparelhos pblicos de coero justia, polcia, ministrio pblico e outros rgos de controle e punio apenas so considerados eficientes se apresentam imediatamente um culpado e um castigo, uma exigncia que, no raro, induz a erros policiais e judicirios. a expectativa de que as instituies democrticas e os mecanismos legais ganhem a cerelidade prpria dos regimes de exceo e um poder semelhante de decidir sobre a vida das pessoas. A outra deturpao decorrente do passado autoritrio a ideia de que tudo se resolve com uma nova lei. Uma pena mais rigorosa sempre a soluo para tudo. Se ela no resolver, porque as instituies de controle e punio no foram suficientemente geis. Se, depois de algum tempo, se chegar concluso de que esse no necessariamente o problema, a varinha de condo de novos instrumentos legais acionada, individual ou coletivamente, e prever punies mais duras. No que inexistam imperfeies legais que devam ser resolvidas; e longe est o momento em que as instituies de controle e punio sejam to perfeitas que insusceptveis de crticas. O problema que esse caldo de cultura, no raro, acaba por inibir qualquer diagnstico mais profundo sobre os reais problemas da democracia brasileira. A discusso meramente formal sobre a lei, e a ideia de que ela tudo resolve, desde que alterada, pode causar grandes frustraes. Falta tambm absorver a realidade de que as leis tm lado. No so panaceia para todos os males, nem curam igualmente doenas que acometem um ou outro lado. Nas pginas de Coronelismo, Enxada e Voto, de Victor Nunes Leal (uma das mais importantes reflexes sobre as origens polticas do Brasil moderno, escrito em 1946 e, ateno editores, esgotado: encontr-lo, s em exaustivos priplos ao mundo dos sebos e a alto preo), o autor consegue de tal forma entender o debate enviesado sobre o ovo e a galinha da poltica brasileira que um exemplo de mtodo e diagnstico. O detalhado relato do funcionamento da poltica brasileira nos rinces do poder municipal no o levam concluso precipitada de que, se a poltica municipal a base da poltica de favores que sustenta o poder nacional, a soluo destituir o poder do municpio. Nunes Leal relata debates ocorridos, ao longo da histria republicana, sobre os poderes locais, que resguardaram, desde a monarquia, sua caracterstica de eletividade. O problema no era a assuno ao poder pelo voto, concluiu ele, quando, na Constituinte de 1946, foras conservadoras defendiam o fim da elegibilidade nos municpios e a transformao desses entes federativos em departamentos tcnicos, de nomeao pelos governadores. Para derrubar a tese conservadora, o autor historiou em seu livro como, ao longo dos tempos, a soluo tcnica de interveno nos municpios serviu politicamente aos senhores do momento de forma mais efetiva do que quando os prefeitos eram eleitos. O desequilbrio, ensinava Nunes Leal, no era dado pela autonomia dos municpios, mas pela ausncia dela. O sistema poltico representava uma aliana de convenincia entre uma oligarquia rural decadente e o poder estadual, e s se mantinha devido dependncia econmica dos municpios aos Estados e ao governo federal.</p> <p>O entendimento de que a autonomia municipal seria muito mais eficiente para combater relaes deletrias entre agentes politicos acabou prevalecendo nas cincias sociais brasileiras e na Constituinte de 1988, que levou isso to risca que hoje as partes demandam solues novas e efetivamente tcnicas para reas conurbadas. Da mesma forma, preciso tomar cuidado com alguns debates que decorrem das reiteradas crises polticas vividas pelo pas. Existe um diagnstico comum: o quadro partidrio brasileiro deficiente; alta a taxa de corrupo no apenas nas instituies pblicas, mas na sociedade; a poltica pouco atrativa para pessoas que efetivamente tm condies de representar politicamente, e com honestidade, uma parcela da populao brasileira; existe pouco vnculo orgnico dos partidos com seus representados; a profuso de legendas obriga a convivncia de partidos ideolgicos com os partidos de negcios ou de aluguel; o poder econmico prevalece A lista longa. No se pode, contudo, imaginar que leis simplificadoras resolvam, por mgica, toda a nossa penria poltica, acumulada em perodos autoritrios e alimentada por uma elite versada em manipulao do voto do pobre. hora, certo, de pensar numa reforma poltica, mas bom que se evite que ela sirva a outras finalidades que no o aprofundamento da democracia brasileira. impensvel que, num debate como esse, se coloque na mesa o voto majoritrio para a escolha de integrantes do Legislativo, sob a justificativa que distritos eleitorais menores podem ajudar os eleitores a fiscalizar os eleitos. O voto proporcional o nico que abre espao, nas democracias representativas, s minorias partidrias. Essa uma qualidade do sistema brasileiro, no um defeito. As regies onde o voto concentrado, se o voto distrital for aprovado, privilegiar partidos pouco ideolgicos e a extinguir legendas mais orgnicas, que tendem a ter um voto mais disperso. No debate sobre a reforma poltica , de fato, necessrio incluir as fontes de financiamento eleitoral e partidrio, para que se elimine essa grave deficincia na representao poltica brasileira. Outras coisas mais devem ser discutidas. O que no se pode fazer estreitar o debate para questes meramente eleitorais. As eleies so apenas um captulo na vida de uma nao. A poltica feita todo dia. Por exemplo, nesse debate todo no se pode esquecer que o programa Bolsa Famlia foi muito mais eficiente, em termos de modernizao poltica dos bolses de pobreza, do que propriamente uma mudana na lei. O voto eletrnico cumpriu um papel importantssimo de reduzir a fraude em grotes eleitorais. O voto do analfabeto incluiu um elemento vital na representao eleitoral brasileira. A expanso de direitos de cidadania educao, sade, previdncia, renda mnima e o direito sem restries ao voto so muito mais eficientes na mudana de qualidade de nossa democracia do que reforar oligarquias regionais com o voto distrital. O abuso econmico nas eleies no se resolve barateando artificalmente o pleito, como foi feito h quatro anos, ao impedir o uso de propaganda mais variada e format-la de forma espartana. Isso apenas torna a poltica mais chata aos olhos de um eleitor j pouco motivado. O mesmo ocorre com a Justia Eleitoral: aparncia de rigor no necessariamente sinal de que a justia est sendo feita. Mas isso assunto para outra coluna.</p> <p>Diversidade de ideias essencial para o surgimento de projetos inovadoresO site do 3 Prmio Ciser de Inovao Tecnolgica traz entrevistas exclusivas voltadas inovao. A especialista entrevistada desta vez a doutora Eliza Coral. Eliza doutora em Engenharia de Produo Pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e atualmente coordenadora da rea de Inovao e Transferncia Tecnolgica do Instituto Euvaldo Lodi de Santa Catarina (IEL/SC) e professora da Universidade do Vale do Itaja (Univali). A pesquisadora tambm j atuou como consultora nacional e internacional de diversas empresas e coordenou projetos desenvolvidos entre empresas e universidades. Na entrevista, Eliza falou sobre a importncia da interao entre universidades e centros de pesquisa, a fim de transferir conhecimentos para o setor produtivo. Destaca tambm que a inovao nas empresas no acontece por acaso: preciso investir principalmente na qualificao da equipe, na identificao de oportunidades, nas parcerias e na gesto do processo de inovar. O Instituto Euvaldo Lodi uma entidade que apoia a interao entre universidade e indstria. Quais so os benefcios gerados por essa parceria? Eliza Coral: O Instituto Euvaldo Lodi de Santa Catarina (IEL/SC) se consolidou como a entidade do Sistema Federao das Indstrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) responsvel pela articulao entre o setor produtivo, os agentes de fomento e as instituies de ensino e pesquisa. S nos ltimos cinco anos, o IEL/SC apoiou o desenvolvimento de mais de 34 projetos de inovao e aprovou 36,7 milhes de reais em fontes de fomento para projetos cooperativos e atividades de pesquisa e desenvolvimento nas empresas. A interao entre universidades e centros de pesquisa fundamental para transferir para o setor produtivo o conhecimento e as tecnologias que so desenvolvidas nas universidades. Para as empresas, traz um benefcio nico de aquisio de conhecimentos avanados e aplicao destes conhecimentos para gerar riqueza por meio de novos produtos e servios. No Brasil, mais de 50% da nossa capacidade de pesquisa e desenvolvimento est nas universidades. As empresas que sabem fazer interao tiram grande proveito desta competncia instalada. Cada vez mais existe a necessidade de trabalhar de forma cooperada, pois muito caro e arriscado tentar fazer tudo sozinhos, de portas fechadas. De que maneiras essa interao pode acontecer? EC: Pode acontecer por meio do desenvolvimento de projetos de pesquisa em parceria (onde a empresa traz a sua demanda e a universidade utiliza os seus conhecimentos para resolver os problemas apresentados), na forma de projetos de prestao de servios (a empresa contrata a universidade para prestar um servio tecnolgico) e na forma de licenciamento de uma tecnologia (a universidade j desenvolveu uma tecnologia e a empresa licencia esta tecnologia para aplicar a um ou mais produtos). A interao pode acontecer ainda na forma de estgios, capacitaes e financiamento direto de projetos de pesquisa bsica. Essas interaes podem gerar inovaes? De que forma? EC: Sem dvida. Muitas vezes as empresas tm uma ideia para desenvolver um novo produto, mas ainda no tm todo o conhecimento necessrio ou no resolveram um problema tcnico. Nestes casos, as universidades podem ajudar com projetos de pesquisa ou mesmo consultorias tcnicas. As empresas tambm podem identificar ideias que foram desenvolvidas nas universidades e que podem ser aplicadas aos seus processos e produtos, gerando inovaes. A inovao justamente o resultado da interao entre pessoas, da troca de ideias e conhecimento, da identificao de problemas a serem solucionados. Quanto</p> <p>mais interao tivermos, estaremos criando ambientes mais propcios ao surgimento de boas ideias que podem ser grandes inovaes. Por que importante que as indstrias invistam nessas parcerias? EC: Porque, via de regra, o ambiente produtivo est se tornando cada vez mais complexo, onde a multidisciplinaridade de atividades e conhecimentos uma necessidade para o desenvolvimento de novos produtos, processos e servios. Assim, para as empresas, muito difcil manter em seus quadros pesquisadores altamente qualificados de todas as reas necessrias para inovar. Por isso, o desenvolvimento de parcerias com institutos de pesquisa, clientes e fornecedores fundamental para que a empresa inove e efetivamente consiga ter um diferencial competitivo. Em sua opinio, atualmente as empresas esto investindo mais em projetos inovadores? Por que acha que isso est acontecendo? EC: Em nossa atuao nas empresas temos observado uma crescente demanda pela gesto da inovao. Isso porque as empresas brasileiras esto percebendo que a inovao um dos principais caminhos para alcanar a vantagem competitiva. Alm disso, com a entrada dos produtos chineses, no mais possvel competir por preo. Da a necessidade premente de nos diferenciarmos. Este o caminho da inovao. Infelizmente, algumas empresas esto percebendo isso tarde demais, quando no tm mais flego financeiro para reagir. As empresas precisam entender que a inovao no acontece por acaso. preciso investir na qualificao das pessoas, na identificao de oportunidades, nas parcerias e na gesto do processo de inovar. O Prmio Ciser de Inovao Tecnolgica, ao envolver estudantes na busca por novas solues na rea de fixadores, pode ser considerado uma iniciativa de parceria importante entre empresa e universidade? Por qu? EC: Este um excelente exemplo de como a empresa pode identificar tecnologias e ideias que podem ser aplicadas aos seus produtos. Pode tambm identificar potenciais parceiros que tm competncias para seus projetos futuros. Alm disso, uma forma de incentivar pesquisas nas universidades voltadas para as reas de interesse da empresa e fazer com que alunos e professores pesquisadores conheam um pouco mais a realidade empresarial.</p> <p>ABS METALMECNICA IND. E COM. DE MAQS.LTDA AGROTECH DO BRASIL LTDA ALUPRINT-METALGRAFICA LTDA-ME ASCROM - AOS CROMO METAIS LTDA CAMELO METALMECANICA LTDA CHEVRE E COUTINHO LTDA</p> <p>CISMETAL-CE COM. IND. E SERV. METAL. LTDA DUMETAL FERRAG.E GALVANIZ. LTDA - ELIANA CLAUDIO FERNANDES-ME - EMPREENDIMENTOS FUNDIO CAPISTRANO G3 LTDA - ME - FLOW INDSTRIA COMRCIO SERVIO LTDA 143 HINEL HIDRAULICA DO NORDESTE LTDA LUCAS ANTNIO IANONI - (Esquadrias, Coberturas Fortaleza) METALURGICA BACE LTDA METALVI IND. E COM. DE FERRAGENS LTDA PROJEAO IND. E COM. LTDA PROINOX IND E COM DE EQUIPS. P/COZINHAS LTDA PROJEINOX IND E COM DE REFRIGERAO LTDA-ME SK IND. COM. DE BOMBAS HIDRULICAS LTDA-EPP SUPERCROMO NORD. IND E COM PROD. METAIS LTDA TELUZ IND. E COM. D. AZEVEDO LTDA</p> <p>SEITAC</p> <p>Alltec Sistemas de ControleBiosec- Comrcio e Servios Ltda-Me Tecno Indstria e Comrcio de Computadores Ltda IVIA Servios de Informtica Ltda R2 Connect Conectividade e Telecomunicaes Ltda</p> <p>RELAO DE ASSOCIADOS SINDCONFECES11- Razo Social: J.W.M DE OLIVEIRA Nome Fantasia: ANA LUISA LINGERIE</p> <p>Razo Social: JOVELINO DA COSTA GOMES LTDA Nome Fantasia: THALY MODA NTIMA</p> <p>Razo Social: K &amp; R CONFECES LTDA Nome Fantasia: K&amp;R CONFECES</p> <p>16- Razo Social: MARIA ARACILDA LIMA BEZERRA - EPP Nome Fantasia: MARZUCA</p> <p>17- Razo Social: MARV CONFECES LTDA Nome Fantasia: MARV JEANS</p> <p>19- Razo Social: DAYONG IND E COM DE CONF LTDA Nome Fantasia: DAYONG KIDS E TEENS</p> <p>22- Razo Social: MARIA TEIXEIRA DE OLIVEIRA - ME Nome Fantasia: XITO</p> <p>25-Razo Social: SKARF INDSTRIA CONFECO LTDA Nome Fantasia: SKARF</p> <p>31-Razo Social: MIVA INDSTRIA E COMERCIO DE CONFECES LTDA Nome Fantasia: TEEN BRASIL</p> <p>34-Razo Social: MARIA DE FTIMA MESQUITA BARBOSA - EPP Nome Fantasia: SAMYA CONFECES</p> <p>35-Razo Social: ISA INDSTRIA E COMERCIO DE CONFECES LTDA Nome Fantasia: ISA JEANS WEAR</p> <p>36-Razo Social: CARLOS EMANUEL DE SOUZA BARBOSA Nome Fantasia: TATYM JEANS WEAR</p> <p>38-Razo Social: MARIA DO ROSRIO DE FATIMA M. GONALVES Fantasia: FTIMA GONALVES</p> <p>39-Razo Social:KIGAROTA IND E COMERCIO DE CONFE...</p>