Newsletter 2ª Edição, Fevereiro, 2015

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    07-Apr-2016

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Esta a segunda edio de 2015, a qual ser dedicada ao nosso fundador, Baden-Powell.

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<ul><li><p> Robert Stephenson Smyth Baden-Powell nas-ceu em Londres, a 22 de fevereiro de 1857, e por ns carinhosamente designado como o Pai do escutis-mo. </p><p>Sendo esta edio respeitante ao ms de fev-ereiro, foi facilmente adoptada como tema central a Vida e Obra de Baden-Powell.</p><p>Assim sendo, e ao longo habituais seces da nossa newsletter, pretendemos dar a conhecer melhor aos escuteiros da nossa regio as diferentes facetas que fazem deste homem uma pessoa de ex-</p><p>celncia. So-nos apontadas diversas referncias, bem como diversos talentos, mas talvez fosse o con-tacto com culturas e pessoas to diversificadas que lhe permitiu criar o movimento escutista.</p><p>A sua vida est repleta de momentos mar-cantes e de pequenos pormenores que tornaram o escutismo mais rico, permitindo que este seja hoje considerado por muitos como o mtodo informal de educao das crianas e jovens mais aplicado em todo o mundo. </p><p>Baden-Powell: Vida e Obra</p></li><li><p>Baden-Powell:o Chefe Mundial </p><p>Foi em 1920, em Londres, que se reuniram em grande acampamento, os Escuteiros de vrias na-cionalidades. Nesse primeiro acampamento mundial, chamado Jamboree, Baden-Powell foi aclamado como Chefe Mundial, pelos 20.000 jovens participantes.</p><p>Desde essa altura que o Escutismo continuou sempre a crescer at chegar aos dias de hoje com cerca de 40 milhes de escuteiros em todo o mundo, sendo de 216 pases. De realar que nem as duas guerras mun-</p><p>diais conseguiram enfraquecer o movimento escutista.Hoje com grande orgulho que o CNE Corpo Na-</p><p>cional de Escutas, e todos os escuteiros portugueses, v um portugus, Joo Armando Gonalves, a ser o Presi-dente do Comit da Organizao Mundial do Movimento Escutista, o cargo mais alto do Escutismo Mundial, e no fundo a ser a imagem de Baden-Powell no tempo atual.</p><p>Chefia Regional</p><p>Maria de Lurdes Gameiro Chefe Regionalchefia@santarem.cne-escutismo.pt</p></li><li><p>o futuro Mundial do esCutisMo</p><p>No dia 27 de janeiro Joo Armando, recentemente eleito Presidente do Comit Mundial do Escutismo, apre-sentou no Espao 34 os resultados da Conferncia Mun-dial do Escutismo. A sesso foi subordinada ao tema A Conferncia Mundial da Eslovnia e o Futuro do Movimen-to Escutista e durante a mesma foram apresentadas as vrias resolues e estratgias definidas na ltima Con-ferncia Mundial.</p><p>A sesso abordou principalmente a Misso, Viso e Estratgia definidas, e se a primeira no sofreu alter-aes, isto , o Escutismo continua a ter como Misso con-tribuir para a educao dos jovens, partindo de um siste-ma de valores enunciado na Lei e na Promessa escutistas, o mesmo no se pode dizer das restantes.</p><p>A Viso passou a ter como horizonte temporal o ano de 2023, ano em que se espera que o Escutismo seja o maior movimento de educao da juventude, contan-to com 100 milhes de jovens preparados para serem ci-dados activos, criando uma mudana positiva nas suas comunidades e no mundo, com base em valores partilha-dos.</p><p>Quando Estratgia, esta passou a contemplar seis prioridades estratgicas: a participao dos jovens no Movimento; os mtodos educativos; a diversidade e incluso; o impacto social; a comunicao e relaes; e a governana.</p><p>Finalmente, aps a apresentao houve ainda es-pao para fazer algumas questes ao Joo Armando e discutir assuntos que hoje em dia impactam todo o Mov-imento. De entre as questes e assuntos discutidos en-contram-se o papel dos jovens nos rgos de deciso do Movimento e a necessidade de cativar os mesmos para junto desses rgos; o Escutismo integrado nas escolas e, como no podia deixar de ser, uma breve conversa sobre o escutismo nacional e o que se faz l fora. </p><p>Andr DuarteER Internacionalinternacional@santarem.cne-escutismo.pt</p></li><li><p>Baden-Powell: o Crente</p><p>Baden-Powell viveu acreditando que a religio essencial para a felicidade e por isso apresentava de vrias formas, a sua preocupao com a irreligio e com as sociedades que no acreditam em Deus. A orao fazia parte da sua vida e quando saiu do exrcito, rezava para que Deus lhe indicasse o caminho, para O continuar a servir. E foi ao rezar que encontro um novo sentido para a sua vida, ao surgir a ideia de fundar o primeiro grupo de escuteiros. </p><p>Para Baden-Powell a f essencial em qualquer escuteiro. Assim, diz-nos que O homem de pouco vale, se no acreditar em Deus e obedecer s suas leis. Por isso todo o escuteiro deve ter uma religio. A religio parece coisa bem simples: Primeiro: Amar e servir a Deus. Segundo: Amar e servir o prximo. </p><p>De acordo com BP, a felicidade assenta numa relao de amor com Deus e para tal essencial conhec-Lo e aproveitar o melhor possvel a vida que Ele nos deu, realizando o que Ele quer de ns. </p><p>Ao querer expor e explicar a f, Baden Powell prope a leitura de dois livros especiais: a Bblia, na qual est presente a Revelao Divina e narrativas histricas, de poesia e de moralidade; e o Livro da </p><p>Natureza, pois o conhecimento da natureza um passo para a compreenso de Deus. A natureza um lugar de deleite de belezas e maravilhas, mas tambm de encontro com o divino, no qual o homem se sente mem-bro da criao e acha a melhor forma de servir a Deus.</p><p>No campo da educao para a f, Baden-Powell in-siste na aprendizagem pela ao e numa relao positiva com os mais velhos. Assim, reala a necessidade do exemplo pessoal do dirigente, que acompanha os rapazes numa fase de estruturao da suas vidas.</p><p>Assim, se compreende que o desenvolvimento do Escutismo marcado por duas ideias bases, que Deus um infinito Esprito de Amor que no repara nas pequenas diferenas de forma, crena e confisses e que abenoa todo o homem que procura a srio, conforme os seus conhecimentos, servi-Lo o melhor possvel. E que a Natureza um lugar privilegiado para o encontro com o divino, que nos leva ao Criador.</p><p>Assistncia Regional</p><p>Isabel VitorinoSR Pedaggicapedagogica@santarem.cne-escutismo.pt</p></li><li><p>iniCiativa da QuaresMa j no prximo dia 18 de fevereiro, quarta-feira, </p><p>que o Tempo Litrgico da Quaresma ter inicio, com a Celebrao de Quarta-Feira de Cinzas.</p><p>A Quaresma surge como um tempo de prepa-rao para a Pscoa, o momento esperado por todos ns enquanto Cristo, o momento em que Cristo vence a morte e ressuscita para ns.</p><p>As tradies levam-nos a encarar este tempo como pesado e negativo, mas no o tem de ser, deve antes ser um tempo de preparao para recebermos esta grande alegria que sabermos que Cristo ressus-citou.</p><p>Este um caminho que deve ser realizado de forma gradual e tendo em conta os diferentes tempos e rituais prprios, pelo que, a Junta Regional de San-tarm decidiu lanar-vos um desafio... Para esse efeito crimos mais uma iniciativa, a qual pretendemos que seja dinamizada localmente nos Agrupamentos, para que as crianas e jovens da nossa regio possam viver de forma mais intensa esta preparao para a alegria da Pscoa.</p><p>Vimos por isso propor-vos um conjunto de </p><p>oraes, reflexes e dinmicas, adaptadas a cada idade e momento da Quaresma. A participao nesta iniciativa deve ser encarada como um caminhar conjun-to, de todos os Escuteiros da Regio, para alcanar-mos juntos a felicidade de celebrar em pleno a Pscoa do Senhor.</p><p>Estejam atentos, deixem-se envolver pelo de-safio que vos lanamos, deixem-se conduzir pelo que Ele deseja para ns.</p><p>Pe. Paulo Marques Assistente Regional Adjuntoassistencia@santarem.cne-escutismo.pt</p></li><li><p>Censos 2015:o Balano</p><p>Durante o ms de janeiro decorreu a entrega dos Censos por parte dos Agrupamento, sendo assim possvel apurarmos o efetivo de cada Regio, essa in-formao posteriormente validada pela Regio para os Servios Centrais apurarem o efetivo da Associao.</p><p>Este um processo por vezes demorado nos Agrupamentos, quer seja pela dificuldade de fechar o nmero de efetivos, quer seja pelos dados de ordem financeira que so pedidos, os quais devem ser regis-tados no SIIE.</p><p>Existem diversas dificuldades associadas a este processo, as quais decorrem na maior parte das vezes da sobrecarga do servidos do SIIE nesta poca, uma vez que todos os Agrupamentos optam por fazer a entrega nas ltimas semanas do prazo. Assim sendo, aproveitamos </p><p>este momento para apelar ao preenchimento dos dados ao lado do ano, referentes ao Progresso Pessoal e Vida Escutista, bem como no que diz respeito rea Finan-ceira.</p><p>Terminado o prazo, e faltando apenas verificar um Agrupamento, nos j possvel fazer uma previso de quais sero os resultados para este ano de 2015.</p><p>A nossa regio tem vindo a crescer ano aps ano, desde 2010, tendo atingido o seu efetivo mximo em 2014, com 2499 escuteiros no ativo, dos quais 482 so Dirigentes.</p><p>No presente ano de 2015, o nmero apurado at data aponta para um manter do efetivo, com um total de 2486 escuteiros no ativo, que apesar de aparente-mente corresponder a um ligeiro decrscimo, traduz-se num aumento do nmero de associados e na ligeira di-minuio do nmero de Dirigentes para 454.</p><p> com alegria que vemos o manter do efetivo nas nossas crianas e jovens, mas deixa-nos tambm alerta o ligeiro diminuir no nmero de dirigentes, na ordem dos 5%. Estando j contabilizados neste valor global </p></li><li><p>os cerca de de 90 Candidatos a Dirigente, os quais se espera concluam com sucesso a sua formao nos prx-imos dois anos. </p><p>Em breve, iremos realizar uma anlise destes nmeros no que diz respeito a cada Agrupamento, bem como do seu impacto em cada Seco, para que nos seja possvel elaborar respostas para as eventuais ne-cessidades que possam existir.</p><p>A expanso do escutismo na nossa regio uma preocupao da atual Equipa da Junta Regional, no apenas na sua vertente quantitativa, mas tambm na sua qualidade, pelo que esperamos que esta ma-nuteno do efetivo se possa tambm traduzir num man-ter, e quem sabe aumento, da qualidade do escutismo na nossa regio.</p><p>Para terminar, deixo-vos com uma breve reflexo sobre algumas concluses sobre a possibilidade de au-mento dos efetivos dos Agrupamentos da regio. A taxa de penetrancia do movimento elevada, atingindo um grande nmero de crianas e jovens, verificando-se no entanto um enorme movimento dos efetivos, ou seja, existem muitos escuteiros que entram de novo todos os anos nos Agrupamentos, mas existem igualmente mui-tos que abandonam o movimento. Assim sendo, e na nossa perspectiva, a grande questo no se encontra na captao de novos elementos, existindo em muitos casos filas de espera para a entrada no movimento, </p><p>mas sim na capacidade em mantermos os elementos no ativo. A anlise dos movimentos dos efetivos a nvel nacional apontam para um mdia de permanncia no movimento de 4 anos apenas. talvez neste ponto, na procura de novas estratgias para levar as crianas, e principalmente os jovens, a permanecerem mais tempo no ativo.</p><p>Terminamos felicitando todos os Agrupamentos por mais uma processo de Censos que decorreu de acor-do com as expectativas, apelando boa continuao desta prtica.</p><p>Joo Soares FerreiraChefe Regional Adjuntochefia@santarem.cne-escutismo.pt</p></li><li><p>Baden Powell:o Pedagogo</p><p>Baden-Powell, no tinha formao de professor. Possua no entanto um dom para educar e s algum com este dom, poderia implementar um movimento como o Escutismo.</p><p>Apesar de ser militar, Baden-Powell no acredita-va no modelo militar como instrumento de educao, pois este era excessivamente autoritrio e limitava a criatividade e os movimentos dos jovens.</p><p>No sendo acadmico, era um homem de mente aberta e espirito prtico, tendo procurado nos seus es-critos e nos livros de filsofos e tericos, a base para uma educao emancipadora e criativa, sem no entan-to pretender reinventar a educao ou substituir o pa-pel da escola.</p><p>Influenciado pelas suas ideias de educao e pelos tericos de educao do incio do sculo XX, re-solveu lanar um livro para rapazes, que j h algum tempo comeara a escrever, denominado Scouting for Boys. No entanto antes de lanar o livro, B.P quis testar as suas ideias. Recrutou desta forma vinte ra-pazes pobres e ricos e convidou-os para um acampa-mento. O acampamento foi um sucesso, tendo sido o livro editado em 1908. Surgiu assim o Escutismo como movimento pedaggico. </p><p>Com o Escutismo, Baden-Powell procurou de-senvolver uma educao onde as crianas e os jovens </p><p>pudessem ter mais liberdade e ao mesmo tempo apreendessem valores humanos, os quais so a base de uma sociedade feliz e equilibrada. </p><p>Baden-Powell acreditava que com o mtodo es-cutista os jovens poderiam desenvolver-se fisicamente e espiritualmente, de forma a tornarem-se fortes e saudveis quando adultos, para assim aproveitarem melhor a vida e cumprirem o seu papel como membros ativos da sociedade.</p><p>No que diz respeito a ensinar disciplina aos jovens, Baden-Powell afirmou que: No se obtm dis-ciplina ao castigar uma criana por mau hbito, mas substituindo-o por outra e melhor ocupao, que lhe absorva a ateno e gradualmente a faa esquecer e abandonar o velho hbito. </p><p>Hoje, mais de um sculo aps o aparecimento do Escutismo, as diretrizes para a educao do sculo XXI, incluindo a orientao da UNESCO, so para uma educao que resgate os valores essencialmente hu-manos, e que tais valores interiorizados pelos futuros homens e mulheres, conduzam a uma sociedade global voltada para a multiculturalidade e a busca da paz mundial.</p><p>Sofia GualdinoER Programa Educativoprogramaeducativo@santarem.cne-escutismo.pt</p><p>SR Pedaggica</p></li><li><p>so Paulo15: uM testeMunho</p><p>Nos dias 23, 24 e 25 de janeiro em Montemor o-novo, os Caminheiros das Regies de Santarm, vo-ra, Beja, Portalegre e Castelo Branco celebraram em acampamento, o Dia de So Paulo.</p><p>Organizado pela regio de vora, o So Paulo 2015 teve como imaginrio a Converso de Saulo de Tarso. </p><p>Neste encontro, todos os caminheiros eram Sau-lo de Tarso e no ltimo dia de acampamento, foi feita a nossa converso em So Paulo, tal como a histria do patrono da IV seco. </p><p>A principal ideia do imaginrio seria, para alm de nos dar a conhecer ainda melhor a vida de So Pau-lo, fazer com que todos os Caminheiros encontrassem o seu caminho, acreditassem nele e percebessem o quo importante so quando praticam o bem. </p><p>Ns, Caminheiros, iniciamos no primeiro dia deste encontro um processo de descoberta da nossa espiritualidade, com dinmicas que trabalharam a unio das novas tribos formadas. </p><p>No segundo dia trabalhamos o nosso percurso enquanto cidados ativos e responsveis, com aes de servio pela cidade de Montemor e tambm um Jogo de Vila para conhecermos o local. Neste segundo dia realizamos ainda um jantar de competio entre os vrios agrupamentos presentes, em que saiu vencedo-ra uma das tribos do Agrupamento 119 Coruche. </p><p>No ltimo dia celebramos a converso de todos no verdadeiro caminho a seguir, com o realizar de uma dinmica matinal dada pelos assistentes regionais de cada uma das regies enquadrada no imaginrio e ter-minamos a dinmica com a celebrao da Eucaristia na </p><p>Igreja do Calvrio.Este So Paulo, para alm de proporcionar uma </p><p>experincia intimista e pessoal, tambm contribuiu como hbito, para a partilha de ideias, objetivos, novos projetos, novas maneiras de pensar. </p><p>Foi um encontro cheio de boa disposio, alegria, caminheirismo, fogo, boas vontades, coraes ao largo e tambm muito frio.. mas quem corre por gos-to no cansa! </p><p>Criaram-se novas amizades, reforaram-se as an-tigas e celebrou-se da melhor maneira o dia do nosso patrono e o espirito da IV seco, junto daqueles a q...</p></li></ul>