Nietzsche Aurora

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    26-Oct-2015

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<ul><li><p>http://groups.google.com/group/digitalsource </p></li><li><p> NIETZSCHE </p><p>AURORA </p></li><li><p>COLEO GRANDES OBRAS DO PENSAMENTO UNIVERSAL 1 Assim Falava Zaratustra Nietzsche 2 A Origem da Famlia, da Propriedade Privada e do Estado Engels 3 Elogio da Loucura Erasmo de Rotterdam 4 A Repblica (parte I) Plato 5 A Repblica (parte II) Plato 6 As Paixes da Alma Descartes 7 A Origem da Desigualdade entre os Homens Rousseau 8 A Arte da Guerra Maquiavel 9 Utopia Thomas More 10 Discurso do Mtodo Descartes 11 Monarquia Dante Alighieri 12 O Prncipe Maquiavel 13 O Contrato Social Rousseau 14 Banquete Dante Alighieri 15 A Religio nos Limites da Simples Razo Kant 16 A Poltica Aristteles 17 Cndido ou o Otimismo O Ingnuo Voltaire 18 Reorganizar a Sociedade Comte 19 A Perfeita Mulher Casada Luis de Len 20 A Genealogia da Moral Nietzsche 21 Reflexes sobre a Vaidade dos Homens Mathias Aires 22 De Pueris A Civilidade Pueril Erasmo de Rotterdam 23 Caracteres La Bruyre 24 Tratado sobre a Tolerncia Voltaire 25 Investigao sobre o Entendimento Humano David Hume 26 A Dignidade do Homem Pico della Mirndola 27 Os Sonhos Quevedo 28 Crepsculo dos dolos Nietzsche 29 Zadig ou o Destino Voltaire 30 Discurso sobre o Esprito Positivo Comte 31 Alm do Bem e do Mal Nietzsche 32 A Princesa de Babilnia Voltaire 33 A Origem das Espcies (Tomo 1) Darwin 34 A Origem das Espcies (Tomo II) Darwin 35 A Origem das Espcies (Tomo III) Darwin 36 Solilquios Santo Agostinho 37 Livro do Amigo e do Amado Llio 38 Fbulas Fedro 39 A Sujeio das Mulheres Stuart Mill 40 O Sobrinho de Rameau Diderot 41 O Diabo Coxo Guevara 42 Humano, Demasiado Humano Nietzsche 43 A Vida Feliz Sneca 44 Ensaio sobre a Liberdade Stuart Mill 45 A Gaia Cincia Nietzsche 46 Cartas Persas 1 Montesquieu 47 Cartas Persas II Montesquieu 48 Princpios do Conhecimento Humano Berkeley 49 O Ateu e o Sbio Voltaire 50 Livro das Bestas Llio 51 A Hora de Todos Quevedo 52 O Anticristo Nietzsche 53 A Tranqilidade da Alma Sneca 54 Paradoxo sobre o Comediante Diderot 55 O Conde Lucanor Juan Manuel 56 O Governo Representativo Stuart Mill 57 Ecce Homo Nietzsche 58 Cartas Filosficas Voltaire 59 Carta sobre os Cegos Endereada queles que Enxergam Diderot 60 A Amizade Ccero 61 Do Esprito Geomtrico Pensamentos Pascal 62 Crtica da Razo Prtica Kant 63 A Velhice Saudvel Ccero 64 Dos Trs Elementos Lpez Medel 65 Tratado da Reforma do Entendimeno Spinoza 66 Aurora Nietzsche 67 Belfagor, o Arquidiabo A Mandrgora Maquiavel </p></li><li><p>FRIEDRICH NIETZSCHE </p><p>AAAAURORAURORAURORAURORA </p><p>TEXTO INTEGRAL </p><p>TTTTRADURADURADURADUOOOO ANTONIO CARLOS BRAGA </p></li><li><p>Av. PROF IDA KOLB, 551 CASA VERDE CEP 02518-000 SO PAULO SP </p><p>TEL.: (11) 3855-2100 FAX: (11) 3857-9643 </p><p>INTERNET: www.escala.com.br E-MAIL: escala@escala.com.br </p><p>CAIXA POSTAL: 16.381 CEP 02599-970 SO PAULO SP </p><p>NIETZSCHE AURORA </p><p>TTULO ORIGINAL ALEMO MORGENRTHE </p><p>http://groups.google.com/group/digitalsource </p><p>DIAGRAMAO: CIBELE LOTITO LIMA REVISO: DENISE SILVA ROCHA COSTA E MARIA NAZAR DE SOUZA LIMA BARACHO </p><p>CAPA: CIBELE LOTITO LIMA COLABORADOR: LUCIANO OLIVEIRA DIAS </p><p>COORDENAO EDITORIAL: CIRO MIORANZA </p></li><li><p>CONTRA CAPA Aurora, o despertar de uma nova moralidade. Emancipao da </p><p>razo diante da moral. Uma vez que a moralidade no outra </p><p>coisa que a obedincia aos costumes, de qualquer natureza que </p><p>estes sejam, Aurora quer romper essa maneira tradicional de agir </p><p>e de avaliar. Portanto, medida que o sentido da causalidade </p><p>aumenta, diminui a extenso do domnio da moralidade. De fato, a </p><p>compreenso das ligaes efetivas da causalidade destri </p><p>considervel nmero de causalidades imaginrias que foram </p><p>sendo julgadas no decurso dos tempos como fundamentos da </p><p>moral. O poder liberador da razo tem em si a capacidade de </p><p>desmitificar significados sociais institudos pela tradio; o </p><p>indivduo, em sua atividade racional, se descobre como criador de </p><p>novos valores. O indivduo capaz, portanto, de romper o elo </p><p>histrico que une tradio e moralidade, opondo-lhe o binmio </p><p>razo e afirmao de si. Com essas principais referncias, em </p><p>Aurora, Nietzsche discute a histria dos costumes e da </p><p>moralidade, a histria do pensamento e do conhecimento, alm de </p><p>ressaltar os preconceitos cristos que vararam a histria da </p><p>humanidade. A seguir, se concentra em analisar a natureza e a </p><p>histria dos sentimentos morais, dos preconceitos filosficos e dos </p><p>preconceitos da moral altrusta. Continua depois estabelecendo o </p><p>contraponto entre cultura e culturas ou civilizao e civilizaes, </p><p>para ressaltar a interveno do. Estado, da poltica e dos povos na </p><p>histria. Finalmente, parece divertir-se ao apresentar coisas </p><p>essencialmente humanas e corriqueiras e pintar o universo do </p><p>pensador. Como a aurora anuncia um novo dia, Aurora, para </p><p>Nietzsche, tambm um novo despertar para uma verdadeira vida </p><p> do homem e da humanidade inteira. </p></li><li><p>NDICENDICENDICENDICE </p><p>APRESENTAO ...................................................................... 8 </p><p>VIDA E OBRAS DO AUTOR ........................................................ 11 </p><p>PREFCIO ............................................................................ 14 </p><p>LIVRO PRIMEIRO .............................................................. 22 </p><p>LIVRO SEGUNDO .............................................................. 95 </p><p>LIVRO TERCEIRO ........................................................... 149 </p><p>LIVRO QUARTO .............................................................. 202 </p><p>LIVRO QUINTO ............................................................... 272 </p></li><li><p>APRESENTAO Aurora significa o despertar de uma nova moralidade. a </p><p>emancipao da razo diante da moral. Uma vez que a moralidade </p><p>no outra coisa que a obedincia aos costumes, de qualquer </p><p>natureza que estes sejam, Aurora quer romper essa maneira </p><p>tradicional de agir e de avaliar. Portanto, medida que o sentido </p><p>da causalidade aumenta, diminui a extenso do domnio da </p><p>moralidade. De fato, a compreenso das ligaes efetivas da </p><p>causalidade destri considervel nmero de causalidades </p><p>imaginrias que foram sendo julgadas no decurso dos tempos </p><p>como fundamentos da moral. O poder liberador da razo tem em </p><p>si a capacidade de desmitificar significados sociais institudos pela </p><p>tradio; o indivduo, em sua atividade racional, se descobre como </p><p>criador de novos valores. O indivduo capaz, portanto, de romper </p><p>o elo histrico que une tradio e moralidade, opondo-lhe o </p><p>binmio razo e afirmao de si. O mundo da tradio </p><p>essencialmente aquele em que os valores da autoridade so </p><p>indiscutveis. Para reverter essa situao, para conferir </p><p>humanidade um renovado status de independncia e liberdade, </p><p>nada mais decisivo que a loucura. Com efeito, num mundo </p><p>submisso tradio, idias novas e divergentes, apreciaes e </p><p>juzos de valor contrrio s puderam surgir e se enraizar </p><p>apresentando-se sob a figura da loucura. Quase em toda parte, </p><p>a loucura que aplaina o caminho da idia nova, que condena a </p><p>imposio de um costume, de uma superstio venerada, como </p></li><li><p>diz o prprio Nietzsche. </p><p>Dentro dessa perspectiva, Aurora se configura realmente </p><p>como um novo dealbar, como novos albores na histria da </p><p>individualidade num contexto social. Um novo ser se desenha. </p><p>Uma nova forma de pensar, de agir e de se comportar. Um novo </p><p>ideal de si diante do outro, um novo ideal de cada um diante da </p><p>sociedade. Um novo tempo. Uma nova vida. tudo o que o homem </p><p>quer. Ser e ser ele prprio. Assumir o passado enquanto possa </p><p>representar uma riqueza para o presente e uma projeo para um </p><p>futuro livre, independente e dessacralizado das imposies, </p><p>preconceitos e supersties do passado calcado na moralidade dos </p><p>costumes. Isso significa tambm desmitificar a histria, libert-la </p><p>de seu romantismo, de suas iluses, de suas crenas e de sua </p><p>submisso aos ideais impostos pela f cega e pela religio. Isso </p><p>significa ainda entrar em outro campo da tica e da esttica, ter </p><p>outra viso do mundo e de suas antigas conquistas, como que </p><p>mergulhar em nova perspectiva do possvel real, do racional, </p><p>derrotando o irracional, o irrazovel, tudo o que foi imposto pela </p><p>ditadura do pensamento ultrapassado, da ideologia </p><p>preconceituosa, da religio impostora, nova perspectiva que </p><p>deveria levar a repensar a finitude humana fora de todo enfoque </p><p>teolgico e, por conseguinte, levar a libertar toda moralidade </p><p>daquilo que ela representa, ou seja, o nus dos costumes, de uma </p><p>tradio milenar, de uma religio sufocante. </p><p>Com essas principais referncias, em Aurora, Nietzsche </p><p>discute a histria dos costumes e da moralidade, a histria do </p><p>pensamento e do conhecimento, alm de ressaltar os preconceitos </p><p>cristos que vararam a histria da humanidade. A seguir, se </p><p>concentra em analisar a natureza e a histria dos sentimentos </p><p>morais, dos preconceitos filosficos e dos preconceitos da moral </p></li><li><p>altrusta. Continua depois estabelecendo o contraponto entre </p><p>cultura e culturas ou civilizao e civilizaes, para ressaltar a </p><p>interveno do Estado, da poltica e dos povos na histria. </p><p>Finalmente, parece divertir-se ao apresentar coisas </p><p>essencialmente humanas e corriqueiras e pintar o universo do </p><p>pensador. Como a aurora anuncia um novo dia, Aurora, para </p><p>Nietzsche, tambm um novo despertar para uma verdadeira vida </p><p> do homem e da humanidade inteira. </p><p>Ciro Mioranza </p></li><li><p>VIDA E OBRAS DO AUTOR Friedrich Wilhelm Nietzsche nasceu em Rcken, Alemanha, </p><p>no dia 15 de outubro de 1844. rfo de pai aos 5 anos de idade, </p><p>foi instrudo pela me nos rgidos princpios da religio crist. </p><p>Cursou teologia e filologia clssica na Universidade de Bonn. </p><p>Lecionou Filologia na Universidade de Basilia, na Sua, de 1868 </p><p>a 1879, ano em que deixou a ctedra por doena. Passou a </p><p>receber, a ttulo de penso, 3.000 francos suos que lhe </p><p>permitiam viajar e financiar a publicao de seus livros. </p><p>Empreendeu muitas viagens pela Costa Azul francesa e pela Itlia, </p><p>desfrutando de seu tempo para escrever e conviver com amigos e </p><p>intelectuais. No conseguindo levar a termo uma grande </p><p>aspirao, a de casar-se com Lou Andreas Salom, por causa da </p><p>sfilis contrada em 1866, entregou-se solido e ao sofrimento, </p><p>isolando-se em sua casa, na companhia de sua me e de sua </p><p>irm. Atingido por crises de loucura em 1889, passou os ltimos </p><p>anos de sua vida recluso, vindo a falecer no dia 25 de agosto de </p><p>1900, em Weimar. Nietzsche era dotado de um esprito irrequieto, </p><p>perquiridor, prprio de um grande pensador. De ndole romntica, </p><p>poeta por natureza, levado pela imaginao, Nietzsche era o tipo </p><p>de homem que vivia recurvado sobre si mesmo. Emotivo e </p><p>fascinado por tudo o que resplende vida, era ao mesmo tempo </p><p>sedento por liberdade espiritual e intelectual; levado pelo instinto </p><p>ao mundo irreal, ao mesmo tempo era apegado ao mundo concreto </p><p>e real; religioso por natureza e por formao, era ao mesmo tempo </p></li><li><p>um demolidor de religies; entusiasta defensor da beleza da vida, </p><p>era tambm crtico feroz de toda fraqueza humana; conhecedor de </p><p>si mesmo, era seu prprio algoz; seu esprito era campo aberto em </p><p>que irromperam as mais variadas tendncias, sob a influncia de </p><p>sua agitada conscincia. </p><p>Esprito irrequieto e insatisfeito, conscincia eruptiva e </p><p>crtica, vivia uma vida de lutas contra si mesmo, de choques com </p><p>a humanidade, de paradoxos sem limite. Assim era Nietzsche. </p><p>PRINCIPAIS OBRAS </p><p>A gaia cincia (1882) </p><p>A genealogia da moral (1887) </p><p>Alm do bem e do mal (1886) </p><p>A origem da tragdia (1872) </p><p>Assim falava Zaratustra (1883) </p><p>Aurora (1881) </p><p>Ecce Homo (1888) </p><p>Humano, demasiado humano (1878) </p><p>O anticristo (1888) </p><p>O caso Wagner (1888) </p><p>Crepsculo dos dolos (1888) </p><p>Opinies e sentenas misturadas (1879) </p><p>O viajante e sua sombra (1879) </p><p>Vontade de potncia (1901) </p></li><li><p>AAAAURORAURORAURORAURORA </p><p>REFLEXES SOBRE OS PRECONCEITOS MORAIS </p></li><li><p>PPPPREFREFREFREFCIOCIOCIOCIO </p><p>1 </p><p>Neste livro encontra-se agindo um ser subterrneo que </p><p>cava, perfura e corri. Ver-se-, desde que se tenha olhos para tal </p><p>trabalho nas profundezas, como avana lentamente, com </p><p>circunspeco e com uma suave inflexibilidade, sem que se </p><p>perceba em demasia a angstia que acompanha a privao </p><p>prolongada de ar e de luz; poder-se-ia at julg-lo feliz por realizar </p><p>esse trabalho obscuro. No parece que alguma f o guie, que </p><p>alguma consolao o compense? Talvez queira ter para ele uma </p><p>longa obscuridade, coisas que lhe sejam prprias, coisas </p><p>incompreensveis, secretas, enigmticas, porque sabe o que ter </p><p>em troca: sua manh s para ele, sua redeno, sua aurora?... </p><p>Certamente voltar: no lhe perguntem o que procura l em baixo; </p><p>ele mesmo o dir, esse Trofnio, esse ser de aparncia </p><p>subterrnea, uma vez que de novo se tenha tornado homem. </p><p>Costuma-se esquecer inteiramente o silncio quando se esteve </p><p>soterrado tanto tempo como ele, s tanto tempo como ele. </p><p>2 </p><p>Com efeito, meus pacientes amigos, vou dizer-lhes o que </p><p>procurei l embaixo, vou dizer-lhes neste prefcio tardio, que </p><p>poderia ter-se facilmente tornado um ltimo adeus, uma orao </p><p>fnebre, pois voltei e re-emergi. No pensem que pretendo </p></li><li><p>envolv-los em semelhante empresa feliz ou mesmo somente em </p><p>semelhante solido! De fato, quem percorre tais caminhos no </p><p>encontra ningum: isso peculiar aos caminhos particulares. </p><p>Ningum vem em seu auxlio; ele prprio deve livrar-se, </p><p>completamente s, de todos os perigos, de todos os acasos, de </p><p>todas as maldades, de todas as tempestades que sobrevm. De </p><p>fato, tem seu caminho que prprio dele e, em acrscimo, a </p><p>amargura, por vezes o desdm, que lhe causam esse prprio </p><p>dele; deve-se enumerar, entre esses elementos de amargura e de </p><p>desprezo, a incapacidade, por exemplo, em que se encontram seus </p><p>amigos de adivinhar onde ele est ou para onde vai, a ponto de </p><p>perguntarem s vezes: Como? Ser que isso avanar? Ser que </p><p>ainda tem um caminho? </p><p> Foi ento que empreendi uma coisa que no podia ser </p><p>para todos: desci para as profundezas; passei a perfurar o cho, </p><p>comecei a examinar e a minar uma velha confiana sobre a qual, </p><p>h alguns milhares de anos, ns, os filsofos, temos o costume de </p><p>construir, como sobre o terreno mais firme e reconstruir </p><p>sempre, embora at hoje toda construo tenha rudo: comecei a </p><p>minar nossa confiana na moral. Mas ser que no me </p><p>compreendem? </p><p>3 </p><p>Foi sobre o bem e o mal que at hoje refletimos mais </p><p>pobremente: esse foi sempre um tema demasiado perigoso. A </p><p>conscincia, a boa reputao, o inferno, e s vezes mesmo a </p><p>polcia, no permitiam nem permitem imparcialidade; que, </p><p>perante a moral, como perante qualquer autoridade, no </p><p>permitido refletir e, menos ainda, falar: nesse ponto se deve </p><p>obedecer! Desde que o mundo existe, nunca uma autoridade quis </p></li><li><p>ser tomada por objeto de crtica; e chegar ao ponto de criticar a </p><p>moral, a moral enquanto problema, ter a moral por problemtica: </p><p>como? Isso no foi isso no imoral? A moral, contudo, </p><p>no dispe somente de toda espcie de meios de intimidao para </p><p>manter distncia as investigaes e os instrumentos de tortura: </p><p>sua segurana se baseia ainda mais numa certa arte de seduo </p><p>que possui ela sabe entusiasmar. Ela consegue muitas vezes </p><p>com um simples olhar parali...</p></li></ul>