NP2 Ciências Socias

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    15-Oct-2015

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<ul><li><p>5/25/2018 NP2 Ci ncias Socias</p><p> 1/26</p><p>1. A formao da sociedade capitalista no Brasil</p><p>O objetivo desta unidade refletir sobre a maneira como o Brasil foi inserido no mundo</p><p>capitalista, e a partir da, identificar as causas da sua dependncia externa. A sociedade</p><p>brasileira se formou a partir do processo de expanso do capitalismo europeu a partir do</p><p>sculo XV. No incio todas as relaes comerciais eram voltadas para a metrpole e aqui semantinha relaes sociais baseadas na escravido.</p><p>Somente no sculo XIX, com a abolio da escravido e a chegada de um grande contingente</p><p>de imigrantes que se introduziu o trabalho livre. Com o ciclo do caf, outras atividades</p><p>econmicas se desenvolveram como: transporte ferrovirio, o sistema bancrio, pequenas</p><p>indstrias de alimentos e txteis, que dinamizaram a vida nas reas urbanas. Vrios estudos</p><p>indicam que o processo de industrializao do Brasil esteve ligado ao desenvolvimento da</p><p>economia cafeeira no Estado de So Paulo. O processo de industrializao teve incio com a</p><p>introduo do trabalho livre e com o grande surto migratrio que o pas viveu no sculo XIX,</p><p>que gerou um mercado consumidor de produtos industriais.</p><p>Segundo (VITA: 1989,p. 137) a forma como os negcios do caf se organizaram, possibilitou a</p><p>formao de uma conscincia burguesa entre os fazendeiros. Pois o capital acumulado no</p><p>caf era utilizado na diversificao das atividades econmicas. Desde modo, o capital</p><p>acumulado com este comrcio era investido em outra atividade que possibilitasse a obteno</p><p>de lucro. J no incio dos anos 20, grandes empresas norte-americanas instalaram filiais no</p><p>Brasil. Ford, Firestone, Armour, IBM etc. (NOVAES:1984 p.117). Com a crise mundial do incio</p><p>dos anos 30, a economia brasileira deixa de ser voltada para a exportao e se apoia na</p><p>interiorizao e na industrializao. Porm, somente na dcada de 50, com a chegada de um</p><p>grande nmero de empresas estrangeiras, que buscam produzir para o mercado externo, odesenvolvimento industrial ganha impulso.</p><p>Questo:</p><p>Em determinados pases, como o Brasil, a formao de uma indstria local de bens de</p><p>consumo dependeu de recursos acumulados com a exportao agrria. A sociloga Cristina</p><p>Costa , em relao a este processo afirma: "Um caso tpico, neste sentido, ocorrido no Brasil,</p><p>foi a industrializao de So Paulo, que, sem a concorrncia dos produtos europeus, pde se</p><p>desenvolver com a utilizao do capital gerado pela exportao do caf". Esta colocao est</p><p>relacionada:</p><p>A)Aos momentos iniciais do processo de formao da sociedade capitalista no Brasil,</p><p>principalmente, a partir do incio do sculo XX.</p><p>B)Ao processo de globalizao da economia brasileira, iniciado aps a industrializao da</p><p>dcada de 50.</p><p>C)Ao momento gerado pela 2a. Guerra Mundial, independente do que ocorreu no setor</p><p>agrrio nacional.</p><p>D)Ao processo de desenvolvimento da agricultura brasileira que sempre possuiu caractersticasde desenvolvimento capitalista.</p></li><li><p>5/25/2018 NP2 Ci ncias Socias</p><p> 2/26</p><p>E)Ao processo de industrializao atual, incentivado pelas exigncias da globalizao da</p><p>economia.</p><p>Alternativa correta: A</p><p>2. O capitalismo dependente</p><p>O grau de dependncia que a economia brasileira tm com relao s potncias</p><p>estrangeiras pode ser compreendido a partir da anlise do modelo de desenvolvimento</p><p>industrial que o pas teve, onde se privilegiou a indstria de bens de consumo em detrimento</p><p>na indstria de bens de capital. Outro aspecto que merece ser mencionado respeito da</p><p>dependncia estrangeira, diz respeito ausncia de produo de tecnologia no pas, que</p><p>optou por um modelo de desenvolvimento industrial marcado tanto pela dependncia</p><p>tecnolgica como pela de capital estrangeiro.</p><p>Uma das mais importantes teorias explicativas para a dependncia estrangeira, surgiu</p><p>no encontro de exilados de diversos regimes ditatoriais que proliferaram na Amrica Latina</p><p>nos anos de 1960. Destaca-se nos estudos sobre a dependncia, a obra Dependncia e</p><p>desenvolvimento na Amrica Latina de Fernando Henrique Cardoso e Enzo Faletto. a obra</p><p>que teve maior repercusso das Cincias Sociais em nvel internacional. A obra destaca a</p><p>natureza poltica e social do desenvolvimento na Amrica Latina e trata das particularidades</p><p>do desenvolvimento do capitalismo na Amrica Latina. A constituio social do povo brasileiro,</p><p>que tem uma burguesia nacional de origem agrria, colocou a burguesia internacional como o</p><p>principal agente do desenvolvimento capitalista brasileiro. Para no correr os riscos inerentes</p><p>ao empreendedorismo, a burguesia nacional optou por sua aliana com o capital internacional</p><p>e forte dependncia do Estado.</p><p>A obra aponta a fragilidade do povo brasileiro, com uma elite que atua como agente</p><p>dependente do capitalismo internacional e do Estado. Quanto ao povo, a ausncia de uma</p><p>conscincia de classe (veja contedo sobre Karl Marx) dada a situao inicial de um povo</p><p>escravo e sem terra, atua como mero figurante ou espectador nas principais decises sobre os</p><p>destinos do pas. Assim exposta a fragilidade da sociedade civil, o povo age como massa e a</p><p>elite como agente dos interesses internacionais. Por fim, a obra nos permite compreender a</p><p>dependncia das elites empresariais do Estado e do capitalismo internacional e do povo como</p><p>agente passivo. Esta fragilidade da sociedade civil contribuiu para o fortalecimento do Estado,</p><p>que assumiu entre ns a funo centralizadora e agente patrocinador do desenvolvimentoeconmico.</p><p>Questo:</p><p>ENADE 2000 - Aps a Segunda Grande Guerra, muitos pases em desenvolvimento, sobretudo</p><p>os da Amrica Latina, adotaram um modelo de desenvolvimento que ficou conhecido como</p><p>industrializao por substituio de importaes. Esse modelo se caracterizava por:</p><p>A) Incorporar uma estratgia de orientao do desenvolvimento para fora, ou seja, em direo</p><p>ao mercado internacional.</p></li><li><p>5/25/2018 NP2 Ci ncias Socias</p><p> 3/26</p><p>B)Praticar elevado grau de subsdios exportao de produtos manufaturados com o objetivo</p><p>de estimular a produo interna destes bens.</p><p>C)Conceder elevados incentivos exportao de insumos e produtos intermedirios, como</p><p>forma de estimular a produo domstica de bens finais.</p><p>D)Utilizar barreiras comerciais para dificultar a importao de bens manufaturados e,</p><p>consequentemente, estimular a produo interna destes bens.</p><p>E)Incentivar as importaes de bens de consumo final de alto contedo tecnolgico, no lugar</p><p>das importaes de produtos de baixo contedo tecnolgico, com o intuito de modernizar a</p><p>indstria domstica</p><p>Alternativa correta: E</p></li><li><p>5/25/2018 NP2 Ci ncias Socias</p><p> 4/26</p><p>3. O que globalizao</p><p>Nesta unidade, nosso objetivo compreender sob diversos ngulos o fenmeno da</p><p>globalizao e refletir sobre seus impactos na sociedade. O que denominamos</p><p>contemporaneamente por globalizao compreendido por ORTIZ: 1994, como um processo</p><p>de "mundializao do capitalismo" que envolve uma grande diversidade de aspectos denatureza cultural, social, econmica e poltica.</p><p>O capitalismo passa por uma srie de transformaes no final do sculo XX, por um</p><p>processo de liberalizao comercial que levou uma maior abertura das economias nacionais</p><p>resultando em mudanas nos processos de trabalho, hbitos de consumo, configuraes</p><p>geogrficas e geopolticas, poderes e prticas do Estado. No plano econmico a globalizao</p><p>conduziu abertura comercial , com a reduo das barreiras e ampliao dos fluxos globais de</p><p>capitais em circulao. A expanso das grandes companhias mundiais, levou-as a ocupar</p><p>posies estratgicas na produo e distribuio de mercadorias para todo o planeta. A busca</p><p>por novos mercados, conduziu aos processos de fuses e aquisies que culminou naconcentrao das atividades econmicos em torno de reduzido nmero de empresas.</p><p>A globalizao do mundo expressa um novo ciclo de expanso do capitalismo como modo</p><p>de produo e como processo civilizatrio de alcance mundial. No cotidiano, a globalizao se</p><p>manifesta de maneira mais visvel, nas ampliao da circulao de mercadorias, rapidez e</p><p>eficincia no processamento de informaes, com satlites, informtica, telefonia fixa e mvel.</p><p>Alm disso, aumenta a eficincia e rapidez dos transportes areos, supernavios e trens de alta</p><p>velocidade. Neste surto de universalizao do comrcio, o desenvolvimento adquire novo</p><p>impulso, com base em novas tecnologias, criao de novos produtos e mundializao de</p><p>mercados. A globalizao marcada pela transio de um modelo de organizao fordista*para um modelo toyotista, que (HARVEY:1992) denomina passagem para um regime de</p><p>acumulao flexvel.</p><p>Eis algumas caracterstica do regime de acumulao flexvel:</p><p>1. Flexibilidade dos processos de trabalho, dos produtos e dos padres de consumo.</p><p>2. Ampliao do setor de servios</p><p>3. Nveis relativamente altos de desemprego estrutural</p><p>4. Rpida destruio e reconstruo de habilidades e ganhos modestos.</p><p>5. Retrocesso do poder sindica</p><p>Questo:</p><p>Devido ao rpido aperfeioamento dos instrumentos de produo e ao constante progresso</p><p>dos meios de comunicao, a burguesia arrasta para a torrente da civilizao mesmo as naes</p><p>mais brbaras. Os baixos preos de seus produtos so artilharia pesada que destri todas as</p><p>muralhas da China e obriga a capitularem os brbaros mais tenazmente hostis aos</p><p>estrangeiros. Sob pena de morte, ela obriga todas as naes a adotarem o modo burgus deproduo, constrange-as a abraar o que ele chama civilizao, isto , a se tornarem</p></li><li><p>5/25/2018 NP2 Ci ncias Socias</p><p> 5/26</p><p>burguesas. Em uma palavra, cria um mundo sua imagem e semelhana. (MARX, K. e</p><p>ENGELS, F. Manifesto do Partido Comunista. Obras Escolhidas. So Paulo, Alfa-mega, 1953.</p><p>p.25. v.1.)</p><p>O fenmeno da globalizao no to recente no mundo capitalista, pois a partir da anlise do</p><p>texto acima, escrito h 160 anos atrs, j fora identificado a gnese deste fenmeno, que temas seguintes caractersticas:</p><p>a) fortalecimento dos movimentos sindicais, num grave acirramento do conflito de classes.</p><p>b) aumento da interveno do Estado na economia e garantia de emprego para todos</p><p>c) poltica de bem-estar social e fortalecimento do poder dos sindicatos dos trabalhadores</p><p>d) diminuio do comrcio internacional e crescimento da autonomia das economias locais</p><p>e) grande expanso das trocas comerciais entre os pases</p><p>Alternativa correta: E - O texto trata da expanso das atividades comerciais pelo planeta desde</p><p>o sculo XVIII.</p><p>4. A globalizao e suas consequncias</p><p>A mundializao dos mercados envolve um amplo processo de redistribuio das empresas por</p><p>todo mundo. As empresas passam por processos de reestruturao para adaptar-se as novas</p><p>exigncias de produtividade, agilidade, capacidade de inovao e competitividade.</p><p>A globalizao envolve ampla transformao na esfera do trabalho, modificam-se astcnicas produtivas, as condies jurdicas, polticas e sociais. A busca de mo de obra barata</p><p>faz com que as grandes companhias busquem fora de trabalho em todos os cantos do mundo,</p><p>levando o desemprego escala global. As grandes empresas transnacionais operam em todo o</p><p>planeta. Elas vendem as mesmas coisas em todos os lugares atravs da criao de produtos</p><p>universais. Para os executivos das grandes companhias h necessidade de distanciamento de</p><p>suas culturas particulares e seu comprometimento se volta para a competio global. A busca</p><p>por eficincia e produtividade se torna uma obsesso social. (cf. ORTIZ: 1993, p. 153). O</p><p>sistema financeiro global passa por um processo de reorganizao. O mercado de aes,</p><p>mercados futuros, de acordos de compensao recproca de taxas de juros e moedas, ao lado</p><p>da acelerada mobilidade geogrfica de fundos, significa a criao de um nico mercadomundial de dinheiro e crdito. (HARVEY: 1992, p. 152).Desde modo, o sistema financeiro</p><p>mundial fugiu do controle coletivo, o que levou ao fortalecimento do capital financeiro.</p><p>As novas tecnologias tm contribudo para que as fronteiras culturais, lingsticas</p><p>percam o sentido e para que se adote o ingls como lngua oficial dos negcios internacionais.</p><p>Os meios de comunicao baseados na eletrnica, tem contribudo para agilizar o mundo dos</p><p>negcios em escala jamais conhecida. Por ser um processo em curso, h dificuldade de captar</p><p>a natureza das mudanas que estamos vivenciando. H anlises que enfatizam os elementos</p><p>positivos destacando a expanso dos meios de comunicao e do consumo. Aqueles que se</p><p>voltam para anlise dos aspectos negativos, afirmam que a globalizao s tem favorecido ospases desenvolvidos. Enfatizam o crescimento das desigualdes sociais entre os pases e crise</p></li><li><p>5/25/2018 NP2 Ci ncias Socias</p><p> 6/26</p><p>de poder polticos nos pases, que perdem autonomia para a conduo das atividades</p><p>econmicas e sofrem presso dos movimentos sociais e ONG's que transformam</p><p>reivindicaes locais em movimentos de presso internacional.</p><p>Questo:</p><p>... cabe lembrar que os problemas que afetam a humanidade e o planeta atravessam</p><p>fronteiras e tornam-se globais com o processo de globalizao que se acelera [...]. Questes</p><p>como produo, comrcio, capital financeiro, migraes, pobreza, danos ambientais,</p><p>desemprego, informatizao, telecomunicaes, enfim, as grandes questes econmicas,</p><p>sociais, ecolgicas e polticas deixaram de ser apenas nacionais, tornaram-se transnacionais. </p><p>nesse contexto que nasce hoje o conceito de cidado do mundo, de cidadania planetria, que</p><p>vem sendo paulatinamente construda pela sociedade civil de todos os pases, em</p><p>contraposio ao poder poltico do Estado e ao poder econmico do mercado.(VIEIRA, Liszt.</p><p>Cidadania e Globalizao. Rio de Janeiro: Record, 2005 p. 32)</p><p>Ao identificar a necessidade de ampliao da cidadania para uma dimenso planetria,</p><p>constata-se que vivenciamos uma crise dos Estados Nacionais. Identifique as afirmativas que</p><p>indicam a crise dos Estados Nacionais:</p><p>I.Os Estados enfraquecem medida que no podem mais controlar dinmicas que extrapolam</p><p>seus limites territoriais.</p><p>II.Fortalecimento de instituies multilaterais Banco Mundial e FMI, cujo poder reside na</p><p>influncia que exercem sobre os agentes financeiros internacionais.</p><p>III.O Estado perde poder de controle sobre o espao pblico com a expanso das ONGsinternacionais que influenciam as orientaes polticas globais.</p><p>IV. As ameaas ao ecossistema global e os perigos de desestabilizao poltica de dimenso</p><p>mundial, devido s crescentes desigualdades sociais, acabam por exigir novas instncias de</p><p>deciso.</p><p>Est correto apenas o que se afirma em:</p><p>a-) I, III e IV</p><p>b-) I, II, III e IV</p><p>c-) II e III</p><p>d-) II e IV</p><p>e-) I e III</p><p>Alternativa correta B: Todas as afirmativas acima correspondem a indcios da crise do Estado</p><p>Nacional no processo de globalizao. H perda do controle poltico, econmico e social sobre</p><p>os territrios.</p></li><li><p>5/25/2018 NP2 Ci ncias Socias</p><p> 7/26</p></li><li><p>5/25/2018 NP2 Ci ncias Socias</p><p> 8/26</p><p>5. Transformaes no mundo do trabalho</p><p>O objetivo deste contedo e refletir sobre as transformaes do trabalho no contexto de</p><p>globalizao e reestruturao do sistema produtivo. As mudanas na organizao dos</p><p>processos de trabalho j mencionadas na unidade anterior conduziram a uma ntida reduo</p><p>do trabalhador fabril em funo da automao, da robtica e da microeletrnica. Na rea</p><p>rural, h reduo do nmero de empregos oferecidos, tendo em vista a crescente mecanizaodas atividades agrrias, o que tem conduzido ao crescimento sem precedentes da populao</p><p>nas reas urbanas. Tanto no campo quanto na cidade, h o crescimento da presena feminina</p><p>no mercado de trabalho, que segundo pesquisas realizadas pela DIEESE,...</p></li></ul>