O GERENCIAMENTO DA PRODUÇÃO ENXUTA E OS ?· The Lean Production System (SPE) is currently one of the…

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    10-Nov-2018

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<ul><li><p> O GERENCIAMENTO DA PRODUO ENXUTA E OS IMPACTOS SOBRE AS </p><p>CONDIES DE TRABALHO: ESTUDO DE CASO EM UMA EMPRESA DO </p><p>SETOR ALIMENTCIO LOCALIZADA EM MOSSOR/RN </p><p>RESUMO </p><p>O Sistema de Produo Enxuta (SPE) atualmente um dos sistemas mais adotados pelas </p><p>empresas, no qual suas prticas esto voltadas para o combate ao desperdcio de fatores de </p><p>produo como: tempo, material, produtos, recursos humanos, entre outros. Nesse sentido, o </p><p>presente trabalho tem como objetivo analisar o gerenciamento da produo enxuta e os seus </p><p>impactos sobre as condies de trabalho em uma empresa do setor alimentcio localizada em </p><p>Mossor/RN. Como fonte de obteno de dados, foram realizadas entrevistas com o gestor de </p><p>produo da empresa e com o tcnico em segurana e sade do trabalho, e aplicao de </p><p>questionrio com os operadores da empresa. Os resultados indicam que a empresa estudada </p><p>se mostra bastante preocupada com a segurana e sade de seus funcionrios, de modo, que </p><p>elabora vrias diretrizes para segurana profissional e os operrios, em sua maioria, no se </p><p>sentem incomodados com as prticas do (SPE), portanto, nota-se que as prticas do sistema </p><p>de produo adotado pela empresa no interfere nas condies de trabalho de seus </p><p>operadores. </p><p>Palavras-chave: Produo Enxuta; Condies de trabalho; Combate ao desperdcio. </p><p>MANAGEMENT OF LEAN PRODUCTION AND IMPACTS ON WORKING </p><p>CONDITIONS: A CASE STUDY IN A COMPANY LOCATED IN THE FOOD SECTOR </p><p>MOSSOR / RN </p><p>ABSTRACT </p><p>The Lean Production System (SPE) is currently one of the most widely adopted by companies </p><p>in which their practices are geared to combat the waste of production factors such as time, </p><p>materials, products, human resources, among others. In this sense, the present work aims to </p><p>analyze the management of lean production and its impact on the working conditions in a </p><p>company in the food industry located in Mossoro / RN. As a source of data collection, </p><p>interviews were conducted with the production manager of the company and the technical </p><p>safety and health at work, and a questionnaire with the operators of the company. The results </p><p>indicate that the studied company proves to be quite concerned about the health and safety of </p><p>its employees, so that draws several guidelines for occupational safety and workers, mostly, </p><p>do not feel uncomfortable with the practice (SPE), therefore note that the practices of the </p><p>production system adopted by the company does not interfere in the working conditions of </p><p>their operators. </p><p>Key-Words: Lean Prodution; Working conditions; combat the waste. </p><p>1. INTRODUO </p></li><li><p>Com o crescimento da concorrncia e a exigncia dos consumidores, as empresas so </p><p>obrigadas a implantar meios de produo mais eficazes e eficientes (CARDOZA; </p><p>CARPINETTI, 2005). Nos dias atuais, a situao se tornou mais intensa, com um cenrio </p><p>extremamente competitivo, no qual a crise fez com as empresas buscassem medidas que </p><p>reduzissem principalmente seus custos de produo. Nesse sentido, muitas delas j veem </p><p>realizando prticas de melhoria contnua em seus processos de produo (BITENCOURT; </p><p>VASCONCELLOS, 2009). </p><p>Diversos autores consagrados, como Moreira (2011), Slack, et al., (2009), Ohno </p><p>(1997) relatam que essa reduo de custos regida por prticas consolidadas dentro de um </p><p>sistema de produo especfico. A esse sistema denomina-se Sistema de Produo Enxuta </p><p>(SPE) ou Sistema Toyota de Produo (STP), cujas caractersticas so a absoluta eliminao </p><p>ou reduo mxima do desperdcio (OHNO, 1997; GIESTA, MAADA; LUNARDI, 2003) </p><p>como combate ao desperdcio, just-in-time (JIT), foco na qualidade, operaes padronizadas, </p><p>poltica de zero-defeito, profissionais polivalentes, entre outras. </p><p>Complementando esse pensamento, Wickramasinghe e Wickramasinghe (2011), </p><p>afirmam que o (SPE) foi alm da sua origem, no ramo automobilstico. Esse sistema acabou </p><p>se tornando uma prtica de produo avanada, de modo a criar uma produo racionalizada, </p><p>atravs da criao dessas caractersticas anteriormente citadas. Segundo Krajewski, Ritzman e </p><p>Malhotra (2009) o sistema de produo enxuta um agrupamento de estratgias de operaes, </p><p>processos, tecnologia, qualidade, capacidade, arranjo fsico, cadeias de suprimento, estoque e </p><p>planejamento de recursos, que juntos trabalham para criar processos eficientes. </p><p>Dentro desse entendimento das prticas de produo enxuta, surge preocupao </p><p>tambm acerca do papel das pessoas envolvidas na produo e quais so os seus </p><p>comportamentos em relao ao sistema adotado. Giesta, Maada e Lunardi (2003), embasados </p><p>por diversas pesquisas, relatam que os princpios do SPE acabam frustrando alguns </p><p>funcionrios e levando-os insatisfao com seus respectivos trabalhos. </p><p>Ferreira (2006) corrobora que apesar dos benefcios oriundos da produo enxuta </p><p>serem conhecidos na produo, seus princpios tem carter controversos aos serem verificados </p><p>do ponto de vista da segurana do trabalho, pois, analisa-se que com uma responsabilidade </p><p>maior por conta das exigncias por produtos sem defeitos, os trabalhadores podem passar a </p><p>ficar com maior nvel de estresse, fadigados, tendo o risco de se tornarem insatisfeitos com </p><p>seus trabalhos por conta do auto nvel de cobrana por seus supervisores e por si prprios. </p><p>Nesse contexto, o objetivo deste artigo analisar o gerenciamento da produo enxuta </p><p>e os impactos sobre as condies de trabalho numa empresa do setor alimentcio localizada na </p><p>cidade de Mossor/RN. </p><p>Logo, esse artigo est composto por trs partes, alm desta introduo e das </p><p>consideraes finais. A primeira trata das prticas e princpios do sistema de produo enxuta, </p><p>a segunda aborda os impactos do sistema de produo enxuta sobre as condies de trabalho, </p><p>e por fim, a ltima parte analisa qualitativamente a relao entre as prticas do SPE e as </p><p>condies de trabalho, na percepo do gestor de produo, do tcnico em segurana do </p><p>trabalho e dos operadores, descrevendo os mtodos e os procedimentos realizados. </p><p>2. REVISO DA LITERATURA </p><p>2.1 Sistema de Produo Enxuta (SPE) </p><p>O Sistema de Produo Enxuta (SPE) surgiu na dcada de 50, mais precisamente, na </p><p>fbrica automobilstica Toyota, localizada no Japo. A bem-sucedida campanha da Toyota </p><p>para se tornar a montadora mais rentvel do mundo foi desenvolvida com a acumulao de </p></li><li><p>sries compostas por inovaes no sistema produtivo (STAATS; BRUNNER; UPTON, </p><p>2010). O principal idealizador dessas mudanas no sistema de produo da fbrica foi o </p><p>engenheiro da prpria empresa, Taiichi Onho. A princpio, a Toyota denominou esse sistema </p><p>de Sistema Toyota de Produo, porm, com o passar do tempo, passou a ser conhecido como </p><p>Sistema de Produo Enxuta (ELIAS; MAGALHES, 2003). </p><p>A manufatura enxuta refere-se a um novo processo de produo que envolve a </p><p>empresa toda, englobando todos os aspectos das operaes industriais (desenvolvimento do </p><p>produto, organizao e recursos humanos) e incluindo a rede de consumidores e fornecedores </p><p>(MOREIRA, 2003, p. 508). O autor ainda relata que esse novo sistema de produo </p><p>administrado por uma juno de mtodos, princpios e prticas. Princpios como: qualidade </p><p>perfeita desde o inicio da produo, eliminao de desperdcios em todas as atividades que </p><p>acrescentam valor de custo, melhoria contnua, flexibilidade, entre outras. </p><p>Nessa mesma linha de pensamento, Conti, et al., (2006) afirma que o (SPE) foi, </p><p>inicialmente, difundido com a poltica do just-in-time (JIT), que consiste em produzir a </p><p>quantidade exata no tempo certo, ou seja, mais uma prtica do combate ao desperdcio </p><p>(ELIAS; MAGALHES, 2003). O objetivo da adoo dessa prtica era sobressair perante as </p><p>outras montadoras que ainda adotavam antigos mtodos de produo. Por exemplo, com a </p><p>adoo do (JIT), as indstrias produziam seus produtos com um tero a menos de hora e com </p><p>um tero a menos de defeitos, quando comparadas s indstrias que ainda adotavam o sistema </p><p>de produo em massa (CONTI, et al., 2006). </p><p>Nesse sentido, Slack, et. al. (2009), define o (JIT) como um sistema de abordagem </p><p>disciplinada, que tem como objetivo a prtica do no desperdcio, cuja finalidade operar em </p><p>uma produo eficaz em termos de custos, assim como o fornecimento apenas da quantidade </p><p>necessria de componentes no momento exato, bem como com qualidade propcia, usando-se </p><p>apenas o nmero mnimo de instalaes, equipamentos e, principalmente, recursos humanos. </p><p>Desse modo, o pensamento enxuto visa basicamente o aumento da produtividade e </p><p>melhoria da qualidade atravs da eliminao de atividades que no agregam valor aos olhos </p><p>do cliente final, mais comumente conhecido como os desperdcios produtivos (RODRIGUES, </p><p>2012). Nessa linha de pensamento, Cirino, et al., (2012), afirma que a produo enxuta possui </p><p>prticas que servem como ferramentas para atingir seu objetivo primordial, que a eliminao </p><p>de desperdcios, tempo esforo, material e recursos. </p><p>Bittencourt e Vasconcellos (2009) corroboram que o princpio bsico da manufatura </p><p>enxuta aliar as tcnicas gerenciais, procurando no processo produtivo toda e qualquer </p><p>oportunidade de reduzir os desperdcios. Ou seja, para se tornar competitivo, a reduo e </p><p>eliminao dos desperdcios devem ser implementados nos processos produtivos. Ohno </p><p>(1997), tambm afirma que alm de combater ao desperdcio de material, o sistema de </p><p>produo enxuta tambm combate espera dos funcionrios por materiais para proceder com </p><p>suas atividades. </p><p>De acordo com Guinato (2000), essa filosofia de operao pode ser definida como um </p><p>sistema de produo que tem como foco o gerenciamento, a qual procura otimizar a </p><p>organizao de forma a suprir as necessidades de sua demanda em curto prazo, na mais alta </p><p>qualidade e no valor de custo mais baixo. Paralelamente, tenta-se manter um nvel de </p><p>segurana e a moral de seus colaboradores (funcionrios), estabelecendo a integrao e o </p><p>envolvimento dos mesmos em todas as etapas da produo. </p><p>Nesse contexto, Hines e Taylor (2000) apud Cavalcante, et al., (2012) afirmam que os </p><p>cincos princpios da produo enxuta so: explicitar o que gera e o que no gera valor sob a </p><p>perspectiva do cliente; identificar todas as etapas imprescindveis para produzir o produto, </p></li><li><p>sem gerar desperdcios; promover aes a fim de criar um fluxo de valor contnuo, sem </p><p>interrupes, ou esperas; produzir apenas quantias requeridas pelo consumidor; esforar-se </p><p>para manter uma melhoria contnua, buscando diminuir perdas e desperdcios. </p><p>Com objetivo principal de impedir a gerao e propagao de defeitos e banir qualquer </p><p>anormalidade no processamento e no fluxo de produo (CAVALCANTE, et al., 2012), </p><p>definidos pela implementao e anlise dos sistemas produtivos que adotam a produo </p><p>enxuta, gestores se basearam em estudos, com o intuito de alcanar a realidade desejada, </p><p>solucionando possveis defeitos para alcanar a mxima eficincia dos processos produtivos, </p><p>o Quadro 1 traz um resumo do conjunto de algumas prticas de produo enxuta, encontradas </p><p>na literatura: </p><p>CARACTERSTICA CONCEITOS </p><p>Produo puxada Conforme Moreira (2003), a empresa deve deixar que a </p><p>demanda puxe o produto, caso o contrrio, a empresa </p><p>ter prejuzos envolvendo o seu capital de giro. </p><p>Controle de Qualidade Zero Defeitos (CQZD) Conforme Guinato (2000) consiste em um mtodo </p><p>cientfico, cuja finalidade combater a ocorrncia de </p><p>defeitos atravs da identificao e controle das suas </p><p>causas. </p><p>Autonomao Corresponde ao direito concedido ao operador ou a </p><p>mquina a autonomia de parar sua atividade quando </p><p>alguma anormalidade na produo for detectada. </p><p>(GUINATO 2000) </p><p>Flexibilizao de mo de obra e </p><p>multifuncionalidade </p><p>De acordo com Ferreira (2006), consiste em capacitar </p><p>os funcionrios para operar em diversas mquinas. </p><p>Segundo este autor, nesse sistema de operacionalizao </p><p>em diversas mquinas, o operador trabalha em diversas </p><p>mquinas simultaneamente, porm, sem seguir o fluxo </p><p>de produo de um produto. </p><p>Nivelamento da produo Guinato (2000), afirma que o nivelamento da produo </p><p> quando h a criao de um programa de nivelamento </p><p>atravs de um sequenciamento de pedidos em um </p><p>padro no espordico das variaes dirias de todos </p><p>dos pedidos para suprir a demanda de longo prazo. </p><p>Operaes Padronizadas Conforme Slack et. al. (2009) tem a finalidade de </p><p>manter uma disciplina e estabilidade, assim como </p><p>estabelecer uma melhoria contnua, permitindo operar a </p><p>atividade de cada trabalhador de modo individual, </p><p>identificando e eliminando os desperdcios nas </p><p>atividades rotineiras dos operadores. </p><p>Layout Como j relatados, a principal finalidade da manufatura </p><p>enxuta combater ao desperdcio, e uma das estratgias </p><p>cabveis esse combate, segundo Guinato (2000) seria </p><p>melhorar o layout da planta da organizao, de modo </p><p>que o nenhum transporte ou maior deslocamento fosse </p><p>necessrio. </p><p>Manuteno Produtiva Total (MPT) De acordo com Ferreira (2006), a MPT est diretamente </p><p>relacionada com a poltica de zero defeitos e com a </p><p>ideia de autonomao, desde que as mquinas possuam </p><p>um dispositivos que impea a continuidade de sua </p><p>atividade assim que uma anormalidade for detectada. </p><p>Troca Rpida de Ferramentas (TRP) A troca rpida de ferramentas uma pratica de produzir </p><p>pequenos lotes de produtos variados, em fluxo </p></li><li><p>contnuo, com uma demanda nivelada e com </p><p>flexibilidade de adaptao s variaes da demanda, </p><p>requer facilidades na troca de modelos de produtos </p><p>(SHINGO, 2000 apud Cavalcante et. al., 2012). </p><p>Transparncia Santos (1999) apud Ferreira (2006) denomina como a </p><p>habilidade de uma atividade de produo manter a </p><p>comunicabilidade entre as pessoas, independente da </p><p>hierarquia. </p><p>Melhoria contnua (kaizen) O kaizen est ligado ao principio da perfeio e </p><p>apresenta trs caractersticas essenciais: ele continuo, </p><p>de fcil implementao e participativo permitindo o </p><p>envolvimento e uso da inteligncia da fora de trabalho </p><p>(BRUNET; NEW, 2003 apud Cavalcante et. al., 2012). </p><p>Quadro 1: Conjunto de prticas de produo enxuta </p><p>Fonte: Moreira (2003); Guinato (2000); Ferreira (2006); Slack et. al. (2009); (Shingo, 2000 apud Cavalcante et. </p><p>al., 2012); (Brunet; New, 2003 apud Cavalcante et. al., 2012). </p><p>Esses princpios e prticas do (SPE) so adotados com o nico objetivo da reduo de </p><p>desperdcios, da qualidade perfeita de seus produtos, produo mais rpida e, </p><p>consequentemente, a reduo dos custos de produo (MOREIRA, 2003; SLACK, et al., </p><p>2009; RODRIGUES, 2012). Com relao aos desperdcios, Silva, Arajo e Gomes (2009), </p><p>afirmam que consistem em: superproduo; nmero de itens em estoque desnecessrio; </p><p>problemas que afetam a qualidade do servio/produto; processamento imprprio; espera; </p><p>produo de bens que a demanda no esteja necessitando; transporte; os desperdcios de </p><p>atividades humanas, reduzindo-se os operadores para meros trabalhadores de atividades </p><p>braais. </p><p>Diante do exposto, analisando essas prticas do sistema de produo enxuta, h o </p><p>questionamento respeito dos impactos dessas prticas sobre trabalho dos operrios. </p><p>2.2 Impactos do (SPE) sobre as condies de trabalho </p><p>Com a implantao de prticas do Sistema de Produo Enxuta, como o combate ao </p><p>desperdcio, uma produo mais rpida, que oriunda da filosofia Just in time (JIT), h uma </p><p>preocupao em relao ao grau de satisfao dos operrios envolvidos nesse sistema ao </p><p>desenvolver essas prticas. </p><p>Como os profissionais so treinados para serem polivalentes, Seppala e Klemolla </p><p>(2004), afirmam que com o maior engajamento dos operrios, h uma implicao positiva em </p><p>termos de qualidade do trabalho, pois existe a oportunidade de uma gama maior de atividades, </p><p>habilidades e responsabilidades que fazem o que o operrio se sinta desafiado a realiz-las. </p><p>Porm, essas caractersticas podem resultar em um trabalho mais estressante (FERREIRA, </p><p>2006). </p><p>Nesse sentido, o autor supracitado tambm critica o (SPE) com relao s polticas de </p><p>autonomia e participao, pois quando h sugestes vindas por partes dos operrios, na </p><p>maioria das vezes, muito modesta, pois sempre acarreta aumento na intensidade e ritmo de </p><p>trabalho. Alm disso, a autonomia dos operrios tem um carter limitado pelo fato deles </p><p>possurem um supervisor, correspondendo a uma hierarquia, que faz uma superviso acirrada </p><p>para garantir o desempenho da equipe, fazendo com que os operrios se sujeitem a regimes de </p><p>produo rgidos, tudo para garantir a produo eficiente, sem desperdcios, rpida e de </p><p>qualidade. </p><p>Quando se trata das prticas da produo enxuta sempre h uma preocupao em </p><p>relao carga de trabalho dos operadores (GUIMARES, 2006 apud FERREIRA, 2006). A </p></li><li><p>carga de trabalho possui vrias dimenses como carga postural, fisiolgica e cognitiva. O </p><p>autor relata que na maioria das empresas que adotam o sistema de produo enxuta, a carga de </p><p>trabalho similar ao das produes mais rgidas, como a produo em massa e considerados </p><p>malficos e extremamente estressantes por gerar trabalho repetitivo. </p><p>Da mesma forma, o ritmo de trabalho nessas organizaes de (SPE) so mais intensos, </p><p>pois, isso ocorre em funo da diminuio das folgas dos trabalhadores em funo do combate </p><p>as perdas. Nesse contexto, pode-se concluir que a busca constante por combate a desperdcios </p><p>faz com que as folgas dos operadores sejam consideradas perdas, o objetivo que o </p><p>trabalhador exera sua atividade de forma rgida durante a sua jornada de trabalho. </p><p>Assim, de acordo com Saurin e Ferreira (2008), as prticas de (SPE) tem potencial </p><p>para aumentar a intensidade do estresse dos operrios por conta dessas novas demandas, as </p><p>quais eles so submetidos. Nesse contexto, Conti, et al., (2006) afirma que prticas de (SPE) </p><p>como combate ao desperdcio de mquinas, pessoal e material, qualidade perfeita, entre </p><p>outras, est aumentando a intensidade das operaes dos trabalhadores. Segundo os autores, </p><p>essa elevao da intensidade aumenta a demanda do trabalho e o potencial de estresse do </p><p>trabalhador. </p><p>3. METODOLOGIA </p><p>Essa pesquisa de natureza terico-emprica. Deste modo, a pesquisa foi realizada por </p><p>meio de um estudo de caso no contexto de gerenciamento da produo enxuta e a organizao </p><p>do trabalho. Nesse sentido, qualifica-se como uma pesquisa descritiva com carter qualitativo, </p><p>pois conclui-se que, uma pesquisa com carter descritivo concerne em descrever os fatos </p><p>ocorridos em uma maior frequncia em um determinado campo de pesquisa. </p><p>A pesquisa foi realizada em uma empresa do setor alimentcio localizada na cidade de </p><p>Mossor/RN. Seu nome no ser divulgado e a pedido da mesma, a empresa receber o nome </p><p>fictcio de empresa Alpha. Foram utilizados, como mtodos de levantamento de dados, </p><p>entrevistas, adaptadas de Ferreira (2006), com o gestor de produo, tcnicos de segurana do </p><p>trabalho e com os operadores da empresa, com a finalidade de levantar questes que retratasse </p><p>a relao entre o gerenciamento da produo enxuta e

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