O IMPACTO DAS REDES EMPRESARIAIS NO DESEMPENHO ?· O IMPACTO DAS REDES ... Castells (2000) define rede…

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  • O IMPACTO DAS REDES

    EMPRESARIAIS NO DESEMPENHO DE

    MICRO E PEQUENAS EMPRESAS NA

    CADEIA SUPRIMENTOS

    Herlane Suele Alves Martins (FMGR )

    suele.martins@gmail.com

    Este artigo analisou o impacto das redes empresariais de micro e

    pequenas empresas na melhoria do seu desempenho na cadeia de

    suprimentos, em especial nas atividades de compras. Para atingir o

    objetivo proposto foram revisadas as teorias coonsolidadas,

    relacionadas a temtica, atravs de uma pesquisa bibliogrfica e

    realizado um estudo de caso de uma rede de supermercados. Os

    resultados apresentados mostraram que empresas pesquisadas tiveram

    melhorias das suas atividades depois da rede, com reduo de custos

    na atividades de compras, maior poder de negociao e melhoria dos

    servios dos fornecedores, o que sugere que a cooperao entre

    empresa mais vantajosa do que se trabalhar isoladamente e que traz

    melhor desempenho das empresas de porte menor na cadeia de

    suprimentos.

    Palavras-chaves: Redes empresarias; Cadeia de Suprimentos;

    Desempenho

    XXXIII ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO A Gesto dos Processos de Produo e as Parcerias Globais para o Desenvolvimento Sustentvel dos Sistemas Produtivos

    Salvador, BA, Brasil, 08 a 11 de outubro de 2013.

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    Salvador, BA, Brasil, 08 a 11 de outubro de 2013.

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    1. Introduo

    O cenrio empresarial mudou muito nas ltimas dcadas, a competio cada vez mais

    globalizada e em partes o que contribuiu para isso foi uma significativa melhoria da logstica,

    fazendo com as empresas consigam chegar em mercados locais com preos competitivos.

    Alm disto, as aquisies de empresas locais por grandes redes nacionais ou multinacionais

    so cada vez mais comuns. Esses fatores multiplicam o nmero e o nvel de concorrentes,

    gerando dificuldade para empresas de portes menores, com poucos recursos sobreviverem no

    mercado.

    A historia das micro e pequenas empresas (MPE) tem sido marcada pela busca de solues

    criativas frente supremacia de recursos, conhecimentos e poder de barganha das grandes

    empresas, buscando formas de equilbrio competitivo. As micro e pequenas empresas

    contrabalanando a eficincias das escalas de produo e alavancagem operacional das

    grandes empresas, se valem daquelas que podem ser chamadas suas vantagens mais modestas:

    capacidade de reagir mais rapidamente, relaes pessoais e engenhosidades superiores.

    No entanto, embora a MPE tenha seus diferenciais relacionados a uma estrutura mais simples

    e flexvel ela acaba perdendo mercado para concorrentes que possuem maior poder de

    negociao e economia de escala. Um dos modelos que surgiram na busca de aumentar a

    competitividade de empresas de portes menores tem sido a cooperao entre si, atravs das

    redes empresariais, compartilhando atividades estratgicas, como logstica, marketing,

    Treinamento, pesquisa, desenvolvimento de produtos, dentre outras.

    Castells (2000) define rede como sendo um conjunto de ns interconectados, sendo o n o

    ponto no qual uma curva se entrecorta. No tecido empresarial, a conexo entre os ns,

    realizada pelos fios, pode ser entendida como as relaes entre os agentes envolvidos. No

    entendimento de Balestrin e Werschoore (2008, p. 79), ... redes de cooperao constituem

    grupos de empresas coesas e amplamente inter-relacionadas, orientadas a gerar e oferecer

    solues competitivas de maneira coletiva e ordenada.

    Nas redes empresariais os participantes so independentes, existe uma multiplicidade de

    lideranas que se unem na busca de um objetivo comum. Ao mesmo tempo que cooperam as

    empresas em rede competem entre si, essa unio se justifica pelas vantagens obtidas. De

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    acordo com Lipnack e Stamps (1994, p. 40) "os benefcios mtuos tornam tangveis os

    propsitos unificadores."

    As vantagens das redes empresariais empresariais so muitas, de acordo com Martins (2012),

    podem resolver deficincias de marketing, aumentar a qualidade dos servios, diminuir

    custos, melhorar a capacitao gerencial e dos funcionrios, alm de maior poder de compras

    junto aos fornecedores.

    As redes podem ajudar as empresas menores a aumentar o poder de barganha e negociao,

    criando uma relao de cooperao entre agentes da cadeia de suprimentos, que pode ser

    entendida como o conjunto de processos requeridos para obter materiais, agregar-lhes valor e

    disponibilizar aos clientes e consumidores (BERTAGLIA, 2009). Diante da importncia se

    obter bons relacionamento e parcerias na cadeia de suprimentos, este estudo busca resolver o

    seguinte problema: as redes empresariais podem melhorar o desempenho micro e pequenas

    empresas na cadeia de suprimentos?

    O objetivo deste trabalho analisar o impacto das redes empresariais de micro e pequenas

    empresas na melhoria do desempenho das atividades de compras na cadeia de suprimentos.

    Para atingir o objetivo proposto artigo busca revisar as teorias consolidadas, relacionadas a

    temtica, e analisar o estudo de caso de uma rede de supermercados.

    2. Metodologia

    Esta pesquisa caracterizada como descritiva, que de acordo Cervo, Bervian e da Silva (2007,

    p. 62) "trata do estudo e da descrio das caractersticas, propriedades ou relaes existentes

    na comunidade, grupo ou realidade pesquisada." A pesquisa descritiva trata de dados ou fatos

    colhidos da prpria realidade. Ainda de acordo com os autores e com Leite (2008), a pesquisa

    descritiva pode assumir diversas formas, uma delas o estudo de caso.

    O estudo de caso Para Gil (1999, p. 73) caracterizado pelo estudo profundo e exaustivo de

    um ou poucos objetos, de maneira a permitir conhecimentos amplos e detalhados dos

    mesmos. Para Leite (2008) este tipo de pesquisa pode ser auxiliar de outro tipo de pesquisa

    ou tornar-se a pesquisa principal, como o caso, por exemplo, do estudo descritivo de uma

    pessoa, instituio ou organizao empresarial. Assim esta pesquisa caracteriza-se

    principalmente como um estudo de caso, por analisar o caso de uma rede de empresas.

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    A pesquisa caracterizada ainda como bibliogrfica, por ser estudo sistematizado

    desenvolvido com base em material publicado, tais como livros, dissertaes, artigos e redes

    eletrnicas (VERGARA, 2007).

    Os dados foram obtidos atravs de questionrio realizado com os gestores das empresas

    participantes da rede e de uma entrevista com o gestor executivo da rede. O questionrio um

    instrumento de coleta de dado constituido de uma srie ordendas de perguntas, que devem ser

    respondidas por escrito sem a presena do pesquisador (MARCONI E LAKATOS, 2007).

    Tambm foi realizada uma entrevista com o gestor executivo da rede para obteno de dados

    gerais sobre a rede. Para Marconi e Lakatos (2007), a entrevista uma serie de perguntas

    ordenadas feitas com a presena do pesquisador.

    3. Reviso bibliogrfica

    3.1 Contexto das micro, pequenas e mdias empresas

    As MPEs apresentam uma estrutura adaptvel e flexvel, que so caractersticas essenciais

    para a inovao em um ambiente de mudanas constantes. Cada dia mais cresce o nmero de

    empresas destes portes, gerando emprego e renda. Apesar do potencial, estas empresas

    enfrentam vrios problemas no mercado competitivo, tais como baixa capacidade

    competitiva, baixa produtividade, deficincias de marketing, baixa qualidade, tendncia de

    imitao entre os competidores, dificuldade de negociao, falta de controle financeiro e de

    custos, entre outros problemas como deficincia tecnolgica e de capacitao (GOEDERT,

    A. R., 1999).

    Buscando alternativas que elevem as vantagens competitivas, pode-se perceber um

    impressionante crescimento de parcerias estratgicas entre empresas, principalmente as de

    micro, pequeno e mdio porte, que individualmente tem dificuldade de enfrentar as barreiras

    competitivas que o mercado impe. As empresas se vem compelidas a repensar internamente

    seus processos de produo, organizao e gesto do trabalho, em uma perspectiva externa a

    vislumbrar novas alternativas de parcerias, unies, alianas e coligaes.

    3.2 Cadeia de suprimentos

    A logstica por muito tempo foi vista como uma atividade de apoio dentro das empresas,

    porm a logstica moderna vista como uma atividade que pode trazer vantagens

    competitivas para empresa. Segundo Ballou (2010), a logstica tem como meta providenciar

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    bens ou servios corretos, no lugar certo, no tempo certo e na condio desejada ao menor

    custo possvel. Essa viso envolve gerenciar todos os processos envolvidos com o fluxo de

    bens e servios, desde o fornecedor da matria prima ao cliente final.

    Para que uma empresa possa ter uma logstica eficiente torna-se cada vez mais necessrio se

    relacionar melhor com os outros agentes da cadeia produtiva. Assim, necessrio pensar no

    apenas no gerenciamento da empresa individualmente mas no gerenciamento da cadeia de

    suprimentos (Suplply Chain Management), que segundo Meindl e Chopra (2011) consiste em

    todas as partes envolvidas, direta ou indiretamente, na realizao de um pedido de um cliente

    (fabricante, fornecedores, transportadoras, armazns, varejistas e os prprios clientes).

    O gerenciamento da cadeia de suprimentos envolve uma mudana significativa nos

    tradicionais relacionamentos distantes, mesmo antagnicos, que sempre caracterizaram as

    relaes entre comprador e fornecedor. A cooperao e a confiana entre as partes so

    necessrias na cadeia de suprimentos, fazendo com que todos ganhem mais cooperando do

    que agindo somente em busca do seu interesse individual (CHRISTOPHER, 2007).

    A grande tendncia que os elementos da cadeia de suprimentos se integrem cada vez mais

    na busca de reduo de custos e agregao de valor. As redes de empresas tem apresentado

    vantagens na cadeia de suprimentos, pois quando as atividades relacionadas a suprimento e

    distribuio so compartilhadas entre as empresas que compe a rede isso aumenta sua

    capacidade de negociao. Em se tratando de redes de micro e pequenas empresas, que

    possuem isoladamente baixo poder de barganha com fornecedores e limitaes de recursos, a

    integrao com outros integrantes da cadeia de suprimentos pode ser muito vantajosa.

    3.3 Redes empresariais

    Redes vm sendo entendidas como estruturas dinmicas e indeterminadas, uma configurao

    flexvel e orientada por estratgias de auto-regulao (NEGRAES, 2002). De acordo com

    Cndido (2000), as redes so formadas pr uma estrutura celular no rigorosa e compostas de

    atividades de valor agregado que, constantemente, introduzem novos materiais e elementos.

    As redes constituem uma ferramenta poderosa para o aumento das capacidades de

    transposio de fronteiras e melhoria de eficcia das partes envolvidas.

    Ainda segundo Cndido (2000) as redes envolvem um amplo processo de atividades

    conjuntas, podendo ter um grande conjunto de variaes e aplicaes no contexto

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    organizacional desde as Redes flexveis de Pequenas e Mdias Empresas, Redes top-dow (ou

    de subcontratao), redes de relacionamento, redes de informao, redes de comunicao,

    redes de pesquisa, redes de inovao, etc. envolvendo empresas de diversos tamanhos e, que

    atuem em diversos segmentos econmicos.

    Para Casarotto Filho e Pires (2001), existem duas estruturas de redes de empresas que podem

    ser aplicveis as PMEs, que so: As redes topdown, que acontece quando empresas de menor

    porte fornecem direta e indiretamente sua produo a uma empresa-me, atravs de

    terceirizao, subcontratao e parcerias. E as redes flexveis de PMEs que so aquelas em

    que as PMEs renem-se atravs da formao de um consrcio em objetivos comuns, em que

    cada empresa responsvel por uma parte do processo de produo. Neste caso o conjunto

    das atividades faz com que elas atuem como grandes empresas.

    Para Lipnack e Stamps (1994) empresas que participam de redes empresariais flexveis fazem

    negcio em conjunto. Porm em vez de fundirem-se, tais empresas permanecem

    independentes, com suas prprias finanas, funcionrios e reas de especializao. E ao

    mesmo tempo tais empresas atuam como se fosse uma s, somando recursos e fazendo

    intercambio tcnicos e complementares.

    As classificaes de redes empresariais na literatura so extensas, e em glumas nomenclaturas

    de diferentes autores encontramos semelhanas nas caractersticas, como por exemplo, na

    classificao de estrutura modular de Wood Jr. e Zuffo (1998), que se assemelha a de

    Casarotto Filho e Pires (2001) de redes topdown, ou mesmo a estrutura livre com as redes

    flexveis. Escolheu-se neste trabalho estudar mais as caractersticas das redes empresariais

    flexveis tratadas por Casarotto Filho e Pires (2001), por serem mais aplicveis ao contexto de

    empresas de porte menor.

    Os movimentos em prol de redes empresarias flexveis foi iniciado na regio italiana de

    Emlia-Romagna durante os anos 70, nesta poca a regio se encontrava na 18 colocao de

    renda entre 21 regies administrativas da Itlia. Uma dcada depois impulsionada pelo

    crescimento explosivo de suas pequenas empresas utilizando esse modelo de redes, tornou-se

    a segunda regio mais rica do pas (LIPNACK e STAMPS, 1994).

    As redes tem mostrado tantas vantagens que no Estado do Rio Grande do Sul, local onde as

    redes se difundiram bastante, o processo de Redes de Cooperao tomou tal importncia que

    h mais de treze anos o governo estimula as empresas gachas a se organizarem e competirem

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    em rede por meio de uma poltica pblica criada especialmente para o fomento e apoio ao

    desenvolvimento empresarial, em parceria com Instituies de Ensino Superior

    (WOITCHUNAS, 2009) .

    3.3.1 Principais vantagens competitivas obtidas atravs das redes empresariais

    A vantagem competitiva de uma empresa o valor que se cria para o consumidor e que

    ultrapassa o custo de produo, tornado-a uma produtora singular sob a tica do usurio. Que

    advm do fato da empresa operar com baixo custo ou diferenciao (TACHIZAWA E

    REZENDE, 2000).

    A vantagem competitiva pode ser entendida como aquilo que distingue a empresa das outras,

    o que faz com que ela tenha mais clientes, ou mais lucro dentro de um mercado. Seriam os

    efeitos da juno dos elementos internos ou externos diferenciadores na competio.

    Para Porter (1989), a vantagem competitiva no pode ser compreendida observando-se a

    empresa como um todo. Ela tem suas origens nas inmeras atividades distintas que uma

    empresa executa no projeto, na produo, no marketing, na entrega e no suporte de seu

    produto. Cada uma destas atividades pode contribuir para a posio de custos relativos de uma

    empresa, alm de criar base para diferenciao.

    Desta forma Porter (1989), coloca que as vantagens competitivas potenciais podem vir

    basicamente de trs inter-relaes de mercado, de produo e de aquisies e tecnologias.

    Algumas das possveis vantagens competitivas dessas inter-relaes so colocadas no quadro

    1.

    Figura 1 Potenciais vantagens competitivas das inter-relaes entre empresas

    TIPO DE

    INTER-

    RELAES

    FORMAS DE

    COMPARTILHAMENTO

    POTENCIAIS VANTAGENS

    COMPETITIVAS

    Mercado Marca registrada

    Publicidade e promoo

    Marketing

    Processamento de pedidos

    Imagem reforada

    Custos de publicidade e promoo

    reduzido

    Custo de pesquisa de mercado reduzida

    Reduo de custos no processamento de

    pedidos

    Maior poder de negociao

    Produo Sistema logstico

    Controle de qualidade

    Atividades indiretas

    (manuteno, treinamento de

    Custo de frete e manuseio de materiais

    reduzidos

    Reduo de custo de programas de

    qualidades

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    pessoal, por exemplo) Reduo de custos com atividades

    indiretas

    Aquisio e

    tecnologias

    Aquisio de insumos

    Desenvolvimento de tecnologia

    Custos reduzidos de insumos

    Melhor qualidade de insumos

    Custos reduzidos de projeto de produtos e

    processos Fonte: Adaptado de Porter (1989)

    As redes permitem que as empresas se especializem em suas competncias centrais,

    preservando ao mesmo tempo sua abrangncia de atuao no mercado. Outra grande

    vantagem das redes que consegue transferir conhecimento, muitas vezes tcito, ampliando

    os conhecimentos de todos os participantes sem reduo ou perda de ativos para quem

    colabora. Todas essas potenciais vantagens mostram o potencial deste modelo para as

    empresas de micro, pequeno e mdio porte atingirem um melhor desempenho.

    4. Resultados do estudo de caso

    O estudo de caso foi realizado em uma rede de supermercados localizada no interior do Rio

    Grande do Norte, a Rede Oeste de Supermercados. A rede, que teve incio em 2006, possui a

    25 lojas, distribudas em 19 cidades da regio Oeste do estado do Rio Grande do Norte.

    Atualmente a rede possui um escritrio e centro de distribuio na cidade de Pau dos Ferros,

    as empresas participantes so representadas por 22 gestores, pois 3 deles possuem 2 lojas.

    Participaram desta pesquisa o gestor executivo da rede e 13 gestores das empresas que

    compe a rede, que so micro e pequenas, segundo a classificao do SEBRAE (2005).

    A rede implementa aes conjuntas e projetos de cooperao em logstica de aquisio e

    compras, marketing, gesto financeira e gesto da informao. As principais ferramentas

    utilizadas na rede para obter melhorias conjun

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