O Pilar - 28ª Edição

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    28-Mar-2016

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Jornal do NEEC/AAC

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  • COM O APOIO:

    ACIV - ASSOCIAO PARA O DESENVOLVIMENTO DA ENGENHARIA CIVIL

    O PILARJORNAL DO NCLEO DE ESTUDANTES DE ENGENHARIA CIVIL DA AAC

    DISTRIBUIO GRATUITAANO XI | N 28 | dezembro 2012

    PROGRAMAS DE MOBILIDADEO ESSENCIAL PARA PREPARARES A TUA CANDIDATURA PG.14

    FUTURO DOS JOVENS ENGENHEIROSEM PORTUGALENTREVISTA AO PROF. PAULO COELHO PG. 4 a 7

    VISITAS TCNICASVER PARA APRENDER PG. 10 e 11

    aac vai a votosRESULTADOS DAS ELEIES PG. 8

    ciclo de debates - sistemas de transporte em portugal PG. 16

    torneio de futsal PG. 16

    casas de baixo custo resistem a terramotos PG. 15

  • 2 EDITORIAL

    O PILARDEZEMBRO 2012

    PELOURO DA INFORMAODO NEEC/AAC

    FICHA TCNICA:Direo: Joana Fernandes

    Edio & Reviso: Carolina Silva Joana Fernandes Melissa Pereira

    Design & Grafismo: Joana Fernandes

    Redao: Carolina Silva Filipe Teles Joana Fernandes Joo Gonalves Melissa Pereira

    Agradecimentos: Prof. Dr. Paulo Coelho D. Maria Jos Catarina Agreira Diogo Passadouro Diogo Santo Jorge Graa Lus Coimbra Miguel Gueifo Miguel Figueiredo NEEA/AAC

    Tiragem: 250 exemplares

    Impresso: ACIV - Associao para o Desen-volvimento da Engenharia Civil

    Este jornal foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortogrfico.

    NEEC/AAC Departamento de Eng. Civil Rua Lus Reis Santos Plo II da Universidade 3030-788 Coimbra PORTUGAL E-mail: neecivil@gmail.com URL: http://neecaac.com/

    Outro assunto que tem vindo a levantar algumas dvidas o novo regulamento de mobilidade do DEC. O PILAR em parceria com o Pelouro da Pedagogia apresen-ta-te as principais mudanas e os principais passos, se s um dos interessados em participar nos vrios programas de mobilidade disponveis.

    Para concluir, o meu maior obri-gado e desejo de continuao de um bom trabalho a todos aqueles que de alguma forma contribu-ram para esta publicao. Agra-decendo o acolhimento e crtica que a anterior edio teve, com enorme satisfao que esta equi-pa espera renovar o voto de con-fiana daqueles que to carinho-samente nos felicitaram.

    Deixo ainda o convite, a ti que tens uma opinio e gosto pela escrita, para participares com o teu texto no espao Crnica. Os textos, ideias ou sugestes para o PILAR podem ser enviados para o e-mail do Ncleo.

    Resta-me desejar-te boas festas e boa sorte para os exames! At para o ano!

    Joana FernandesCoordenadora-Geral do Pelouro

    da Informao do NEEC/AAC

    Mais um semestre termina qua-se sem darmos por isso e, como habitual, com o fim das aulas vem a tpica correria dos traba-lhos e frequncias. Como se isto no bastasse para deixar qual-quer um stressado, aproxima-se mais uma penosa ronda de exa-mes, que desta vez quase no nos d tempo para digerir a Con-soada. As noitadas de farra vo ser substitudas pelas de estudo, mas nem tudo mau: a edio n 28 do PILAR espera dar-te aque-les minutinhos de descontrao e informao que tanto precisas.

    Com a conjetura econmica atual a sacrificar cada vez mais os es-tudantes, importante a tomada de um papel ativo na luta contra os cortes oramentais que asfi-xiam o Ensino Superior portu-gus. Nesta edio o PILAR d destaque a essas lutas e neste se-guimento apresenta o resultado das Eleies para a Direo Geral da AAC e Conselho Geral da UC, organismos que visam a repre-sentao e a defesa dos alunos.

    Se te perguntas qual o futuro da Engenharia Civil em Portugal e te preocupas com o desemprego e a possibilidade de emigrao, en-to no deves perder a entrevis-ta com o Prof. Paulo Coelho, que entre estes e outros assuntos, d tambm a sua opinio sobre em que formaes e especializaes apostar.

  • 3opinio

    DEZEMBRO 2012O PILAR

    PALAVRAS DO PRESIDENTE

    Novembro. Numa reunio que durou tarde fora foram discuti-dos vrios temas como o possvel fecho de cantinas ou reduo de servios dos SASUC. A todas estas perguntas o reitor deu sempre a mesma resposta: a oferta dos SA-SUC para o ano 2013 no ser em nada inferior do ano 2012, no quer isto dizer que a oferta dos SASUC seja de todo satisfatria para com as necessidades da Co-munidade Estudantil. No entan-to, e tendo em conta o panorama econmico nacional, saber que pelo menos neste setor no ha-vero (ainda mais) cortes faz-nos ter um certo otimismo, ainda que limitado, relativamente ao ano que se apresta a comear.

    Despeo-me deste modo com desejos do maior sucesso no s na exigente poca de exames que se afigura perante ns, mas tam-bm nas realizaes acadmicas e pessoais neste novo ano que se aproxima a passos largos.

    Jorge GraaPresidente do NEEC/AAC

    E eis que chega ao fim mais um semestre. Bem, dizer que chega ao fim um pouco premeditado pois para o estudante universit-rio o semestre s acabar certa-mente para meados de Fevereiro.

    Aproxima-se aquela poca do ano de que toda a gente gosta: Natal e Ano Novo, entre famlia e amigos. altura para recarregar baterias para a reta final deste semestre que apesar de curto j parece ir longo; aproximam-se as ltimas frequncias e os to fami-gerados exames que prometem tirar o sono a muito boa gente. Nada que deva assustar um aluno bem preparado desta prestigiada universidade e deste belssimo curso!

    Olhando para trs foi um semes-tre marcado por diversos aconte-cimentos. Se houve lugar para a folia, a diverso e o convvio, com a Receo ao Caloiro e a Festa das Latas e Imposio de Insgnias, houve tambm lugar para a preo-cupao em relao ao futuro. Muitos comearam o ano com a sombra de um Regime de Prescri-es novo que ameaava colocar em risco a sua continuao no Ensino Superior, outros sentiram

    essa mesma sensao, j a meio do semestre, aquando no ann-cio do Oramento de Estado para 2013.

    No primeiro caso, os Ncleos de Estudantes de tudo fizeram para amenizar o impacto desta imple-mentao, tendo-lhes chegado mesmo a ser dito por elementos dos vrios corpos de representa-o estudantil que haveria uma luz ao fundo do tnel para este problema. A verdade que no h e permanece a dvida se este perodo de adaptao ao novo regime ser alargado.

    J no segundo caso, graas a uma ao conjunta do Conselho de Reitores das Universidades Por-tuguesas, o corte anunciado no OE 2013 para o Ensino Superior foi reduzido em 75% do valor avanado ao incio, permitindo deste modo que a UC se mante-nha no limiar da viabilidade.

    No entanto, inmeras eram as preocupaes dos Ncleos de Es-tudantes em relao Ao So-cial Universitria, preocupaes essas que tivemos a hiptese de expor ao Magnfico Reitor Joo Gabriel no passado dia 22 de

  • 4 ENTREVISTA

    O PILARdezembro 2012

    FUTURO DOS JOVENS ENGENHEIROS EM PORTUGALENTREVISTA AO PROFESSOR PAULO COELHO

    Certamente que, no s como es-tudante de Engenharia Civil mas tambm como cidado portu-gus, j pensaste em todas estas interrogaes. A equipa do Pilar procurou junto do Professor Dou-tor Paulo Coelho algumas respos-tas a estas questes, que tendo em conta a sua experincia e viso do panorama da Engenha-ria em Portugal apontou ainda alguns conselhos que no deves perder!

    O PILAR: Quais prev serem as reas da Engenharia Civil com mais carncia no futuro? Quais as reas que preciso desenvolver tendo em conta o panorama eco-nmico e estrutural do pas?

    Prof. PC: Todas as reas da Enge-nharia Civil tm tido ao longo da histria um papel crucial no de-senvolvimento da humanidade e, no ser uma qualquer crise que ir modificar de forma perma-nente esta situao.

    No imediato, nomeadamente em Portugal, as reas mais ligadas s grandes obras pblicas e cons-truo residencial podero ter um desenvolvimento mais fraco. Em teoria, as reas da Engenha-

    ria Civil com maior dfice de es-pecialistas, como a geotecnia ou a hidrulica, assim como as reas ligadas ao ambiente e cons-truo e desenvolvimento sus-tentveis (novos materiais, pla-neamento de transportes, etc.), reabilitao e preservao de pa-trimnio e eventualmente proje-tos agrcolas e industriais, podem oferecer maiores oportunidades em Portugal nos prximos anos. Ainda assim, a imprevisibilidade econmica e o dfice de viso es-tratgica que atualmente afeta o pas limita fortemente o grau de fiabilidade de qualquer previso.

    Gostaria, porm, de referir que as grandes empresas nacionais esto a encontrar oportunidades de negcio no estrangeiro que abrem novas possibilidades para os profissionais de Engenharia Ci-vil, os quais continuam a ter tam-bm muita procura nos mercados internacionais.

    O PILAR: Que formaes, cursos

    Por Melissa Pereira

    ou workshops so uma mais-valia num Curriculum Vitae?

    Prof. PC: Qualquer formao ou atividade que desenvolva com-petncias complementares ou reforce as j existentes so uma mais valia num CV, sobretudo num recm-licenciado, e mais do que isso, so um fator preponde-rante no sucesso profissional. Os Engenheiros Civis tm, alis, hoje em dia necessidade de fazer for-mao ao longo da vida.

    Na minha perspetiva pessoal, as competncias mais importantes que os nossos alunos precisam de reforar so o domnio de lnguas estrangeiras, com destaque ab-soluto para o Ingls, a capacida-de de comunicao em ambien-tes e com interlocutores distintos, assim como de produzir uma ar-gumentao slida, a motivao e entusiamo no trabalho mais

    Muitos comentrios surgem diariamente nos media sobre o atual estado do pas, e mais especificamente sobre o setor da Construo Civil. Auto-estradas, estdios, escolas, empreendimentos e outras obras p-blicas, so apontadas pela sociedade como criadoras de dvidas e sobre elas recaem agora as culpas do estado do pas.

    Ser que a crise que tem assombrado o nosso pas veio para ficar? Iro os jovens recm-formados em En-genharia Civil ser forados a deixar Portugal? Quais as formaes em que devemos apostar e que podem destacar-nos da concorrncia existente?

    (...) os nossos alunos pre-cisam de reforar o domnio de lnguas estrangeiras, (...) a capacidade de comunica-o em ambientes e com in-terlocutores distintos (...)

    (...) os profissionais de En-genharia Civil continuam a ter muita procura nos mer-cados internacionais.

  • 5ENTREVISTA

    DEZEMBRO 2012O PILAR

    portugueses. Mas para os mais competentes, srios e dedicados, muitos pases estaro certamen-te de portas abertas. Na verdade, os Engenheiros Civis continuam a ser dos profissionais mais procu-rados pelo mundo fora, da Euro-pa Austrlia, ainda que muitos dos nossos recm-licenciados es-tabeleam limites mais restritos, erradamente na minha opinio, apenas por causa da barreira lin-gustica.

    Penso que um erro falar gene-ricamente de pases, sobretudo se misturarmos continentes dis-

    exigente e a adaptabilidade a no-vas situaes. Ainda no domnio das chamadas soft skills, a ca-pacidade de liderana e de tomar decises, esprito de trabalho em equipa e o saber integrar-se em ambientes distintos, com respei-to pela diferena mas sem perder o esprito crtico construtivo, so tambm fatores positivamente avaliados num profissional.

    Qualquer uma destas competn-cias pode ser adquirida/melhora-da atravs da prtica de ativida-des socioculturais e desportivas, muitas vezes fomentadas no mbito da prpria Universidade, mas que no so naturalmente objeto de avaliao. A partici-pao em programas de mobi-lidade e o contacto com alunos estrangeiros em Portugal, o inte-resse por informao em lngua inglesa, a prtica ou a gesto de atividades desportivas ou cultu-rais, o prprio debate de ideias com professores, dentro ou fora das aulas, profissionais, colegas ou familiares, podem contribuir para o desenvolvimento destas competncias, no sendo abso-lutamente necessrio frequentar cursos para isso. Por exemplo, ser que um aluno que opta por se submeter a todas as provas de exame que frequentou nesse ano, em poca normal e de recur-so, sem estabelecer um plano de avaliao coerente e exequvel, demonstra capacidade de deci-so? Ou prefere uma no deci-

    so, na esperana de que esta lhe permita alcanar o sucesso, ainda que a experincia passada muitas vezes demonstre o contr-rio?

    O PILAR: Ouvimos falar cada vez mais no xodo de Engenheiros para pases como Angola, Arg-lia, Moambique Ser o estran-geiro uma opo? Que pases eu-ropeus tambm abrem portas a Engenheiros portugueses?

    Prof. PC: Se o abrir portas sig-nifica oferecer algo fcil, diria que nenhum pas est disponvel para oferecer isso aos Engenheiros

    (...) a capacidade de liderana e de tomar decises, espri-to de trabalho em equipa e o saber integrar-se em ambien-tes distintos (...) so tambm fatores positivamente avalia-dos num profissional.

  • 6 ENTREVISTA

    O PILARdezembro 2012

    tintos, pois so realidades to diversas que no se podem com-parar. O que posso afirmar que conheo alunos formados no DEC a trabalhar em pases em todas as regies mencionadas, e at noutras, com grande sucesso. Os Engenheiros Civis Portugueses tm uma formao longa e slida que lhes permite uma adaptao a condies de trabalho muito di-versas, pelo que quem mais tem a perder com o eventual xodo o pas, porque formou com cus-tos muito elevados uma gerao altamente qualificada que est a desperdiar sem qualquer retor-no.

    Considero, por isso, que os alunos empenhados do DEC tm a feli-cidade, em termos relativos, de

    possuir uma formao de qua-lidade, a custos reduzidos, que lhes permite aspirar a encontrar trabalho aliciante e bem remune-rado, ainda que porventura fora do pas. Naturalmente que para aqueles que preferem manter uma ligao mais slida ao pas e em simultneo contribuir para a recuperao deste, trabalhar no estrangeiro atravs de em-presas Portuguesas uma opo atraente quando vivel.

    O PILAR: Quais so as principais diferenas que se encontram en-tre o mercado estrangeiro (frica e Europa) e o portugus?

    Prof. PC: Todos os pases so di-ferentes, como so diferentes as culturas empresariais. Os merca-

    dos do Norte da Europa tendem a ser mais competitivos, exigen-tes e seletivos, face ao maior desenvolvimento que exibem, mantendo em permanncia uma procura elevada de profissionais nas reas da engenharia ainda que muitas vezes para trabalhar escala global e/ou em reas que, por interesses econmicos momentneos, se situam na fron-teira da Engenharia Civil: explo-rao de petrleo e de minrios, desenvolvimento e explorao de energias alternativas, etc. Es-tas so de facto reas onde tem existido grande investimento nos ltimos anos e em que a inter-veno dos Engenheiros Civis por vezes essencial. frica tem a grande virtude de ser uma regio de oportunidades em grande de-senvolvimento, com um enorme potencial de crescimento, sen-do mais exigente em termos de adaptao ao estilo de vida.

    Penso que os restantes continen-tes no devem ser excludos do ponto de vista profissional, pois todos eles tm pases que ofere-cem boas oportunidades, ainda que as diferenas culturais pos-sam ser tambm muito signifi-cativas, nomeadamente quando pensamos na sia. O denomina-dor comum a todas as alterna-tivas a elevada exigncia que estar sempre presente, pelo que o facilitismo no deve ser um cri-trio a pesar na escolha. As soft skills antes referidas podem ser extremamente teis na adap-tao com sucesso ao trabalho em condies mais complexas ou exigentes sob diferentes perspeti-vas.

    Considero que os alunos empenhados do DEC tm a fe-licidade de possuir uma formao de qualidade, a custos reduzidos, que lhes permite aspirar a encontrar trabalho aliciante e bem remunerado, ainda que porventura fora do pas.

  • 7ENTREVISTA

    DEZEMBRO 2012O PILAR

    O PILAR: Considera que o poten-cial j...