O Saquá 157

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    28-Mar-2016

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Edio de abril de 2013 do jornal O SAQU, de Saquarema, Rio de Janeiro. O Jornal O SAQU produzido mensalmente em Saquarema pela Tupy Comunicaes, distribudo na Regio dos Lagos e enviado para assinantes no Brasil inteiro.

Transcript

  • Dia da Terra chama ateno do planetaPGINA 2

    Ano XIII n 157 1 a 30 de abril de 2013 Saquarema Rio de Janeiro www.osaqua.com.br Diretora: Dulce Tupy

    FUTEBOL

    Destaquepara times

    da casaPGINA 13

    SADE

    Epidemiade denguena regio

    PGINA 5

    OAB

    A posse de MiguelSaraiva

    PGINA 10

    POLCIA

    Descobertagang dosestupros

    PGINA 11

    Colnia dos Pescadores aprova defeso

    Uma reunio na Colnia de Pes-cadores Z-24, no Areal, aprovou por unanimida-de o novo perodo do defeso na Lagoa de Saquarema. Neste perodo, de abril a julho, ficar proibida a pesca de peixes e camares, mas para compen-sar os pescadores cadastrados recebero um salrio mnimo. A fiscalizao tambm ficar mais rigorosa, feita pela guar-da ambiental de Saquarema, em parceria com a Polcia Mili-tar, atravs do antigo Batalho Florestal, e apoio dos fiscais do IBAMA. O defeso essencial para a recuperao da lagoa e preservao das espcies.

    Pgina 3

    AGNELO QUINTELA

    A Lagoa de Saquarema o maior patrimnio natural do municpio e deve ser preservada

    O Frum da Agenda 21 comemorou o Dia Mundial da gua com uma apresenta-

    o na Tribuna Livre da Cmara Municipal, onde foi destacada a importncia de preservao dos recursos hdricos. Representan-do a Agenda 21 Saquarema, a jornalista Dulce Tupy destacou o projeto Rio Rural que vem sendo implantado no Rio Roncador, em Sampaio Corra, com recursos do Banco Mundial, Prefeitura Mu-nicipal e Comit da Bacia Lagos So Joo, da qual Saquarema faz parte. Vrios vereadores se com-prometeram a apoiar. Pgina 7

    Dia da gua comemorado pelo Frum da Agenda 21

    Vereadores Rodrigo Borges e Matheus da Colnia atentos explanao, que tambm despertou o interesse de todos

    Uma experincia pionei-ra est sendo feita na Escola Municipal Osi-ris Palmier da Veiga, em Barra Nova, onde a professora Angela implantou uma Sala de Leitura totalmente inovadora. O pre-sidente da Cmara Municipal

    Paulo Renato e o vereador Chico Peres, patrono da Sala de Leitu-ra, visitaram a sala e ficaram en-tusiasmados com o projeto que tem criado nos alunos o hbito da leitura e uma viso crtica dos livros que leem.

    Pgina 14

    Sala de Leitura destaque na educao de Saquarema

    Na Escola Municipal Osires Palmier da Veiga, em Barra Nova a experincia bem sucedida da Sala de Leitura

    EdioHistrica

    A Tupy Comuni-caes vai lan-ar no incio de maio uma Edio Histrica do jornal O Saqu. Toda colorida, a Edio Histrica do jornal O Saqu ser nica e come-morativa do aniversrio de 172 anos do municpio de Saquarema. a nossa for-ma de dar parabns a esta cidade linda e hospitaleira. No prximo dia 8 de Maio, parabns, Saquarema!

    EDIMILSON SOARES

    AG

    NE

    LO Q

    UIN

    TELA

    EDIMILSON SOARES

  • Agir contra a inflao afeta a

    popularidade da presidente

    A Carta da Terra um documento universal para

    preservar o planeta

    Abril/20132 O SAQU

    Criado por um professor nos Es-tados Unidos, oDia da Terrafoi comemorado pela primeira vez em 1970, chamando ateno

    para a poluio e contaminao da Terra, entre outras preocupaes ambientais. Nesta primeira manifestao participa-ram milhares de universidades, escolas e comunidades e desta presso social resultou a Agncia de Proteo Ambiental (Environmental Protection Agency), alm de uma srie de leis destinadas proteo do meio ambiente. Em1972,celebrou-se a primeira Conferncia Internacional sobre o Meio Ambiente, em Estocolmo, cujo ob-jetivo era sensibilizar os lderes mundiais sobre os graves problemas ambientais e a necessidade de erradic-los do planeta. A partir de ento, o Dia da Terra passou a ser comemorado em vrios pases, tornan-do-se um importante instrumento de educa-o ambiental.

    A partir da Con-ferncia Rio-92, o Dia Mundial da Terra passou a ser divul-gado amplamente. No ano 2000, uma comisso internacional conclui um documento chamado Carta da Terra, uma declarao de princpios, voltada para a construo de uma sociedade global - justa, sustentvel e pacfica - visando o bem-estar da humanidade e das futuras geraes. Com uma mensagem de esperana, focando num futuro sustentvel, a Carta da Terra resultado de um dilogo entre os povos e as naes, em torno de objetivos e valores comuns, que comeou como uma iniciativa da ONU e tornou-se uma proposta global. Verdadeiro marco tico, foi legitimada pela adeso de mais de 4.500 organizaes em todo o mundo, incluindo organismos governamentais e organizaes no governamentais.

    Com valores universais, a Carta da Terra um cdigo universal de conduta para pessoas, instituies e Estados. Com 4 princpios, a Carta da Terra pro-pe respeitar e cuidar da comunidade na Terra; conservar a integridade ecolgica do planeta; justia econmica e social para a humanidade; e democracia, no--violncia e paz entre as naes. Neste momento da evoluo da humanidade, devemos reconhecer que pertencemos a uma mesma comunidade terrestre e temos um destino comum. Por isso preciso construir uma sociedade sus-tentvel, global e baseada no respeito natureza, nos direitos humanos, na justia econmica e numa cultura da paz. Afinal, somos, ao mesmo tempo, cidados de naes e culturas diferentes, mas de

    um mundo no qual a dimenso local e global esto interli-gadas.

    Dia 22 de abril tambm a data em que se comemora o Dia do Descobrimen-to do Brasil. Neste dia, no ano de 1.500, os portugueses apor-

    taram suas naus no nosso litoral, na Bahia, onde encontraram ndios que viviam neste territrio h sculos. A partir da, nunca mais esta terra foi a mesma, iniciando-se um perodo de colonizao, baseada na explorao do pau-brasil, rvore que deu o nome ao nosso pas. Dando suporte ao sistema colonial, a escravido de ndios e negros foi a base do desenvolvimento na Amrica, num processo de devastao que destruiu culturas milenares e devastou recursos naturais, entre eles a prata, o ouro e as pedras preciosas que alimentaram a Europa daqueles tempos. Desta mistura de naes indgenas, europeias e africa-nas surgiu o Brasil de hoje, cuja perspec-tiva o desenvolvimento sustentvel. Um futuro espelhado na Carta da Terra.

    O jornal de Saquarema

    A grande alta de preos dos ali-mentos levou o consumidor a comprar menos nos supermer-cados, segundo a Pesquisa

    Mensal do Comrcio (PMC) feita pelo IBGE. O recuo foi de 1% em fevereiro em relao a janeiro e de 2,1% sobre 2012. Ficaram mais caros cebola, tomate, aa, cenoura, feijo-carioca e batata-inglesa. Devido ao aumento do salrio mnimo, o item empregado domstico passou de 1,12% para 1,53% na maior contri-buio para a composio do ndice de inflao. Em 12 meses, o tomate subiu 122%. E o custo de vida furou o teto da meta do governo (6,5%) pela primeira vez desde novembro de 2011. Para os menos favorecidos, que ganham at 5 salrios mnimos, esse percentual foi ainda maior: 7,22%. Em 66 municpios do antigo Estado do Rio de Janei-ro, incluindo os da Regio dos Lagos, a tarifa de energia eltrica da Ampla foi reajustada em 12,13% a partir de 15 de abril, apesar da tarifa reduzida pela presidente Dilma para conter a inflao. Parte desta redu-o est sendo neutralizada pelo intenso uso das termeltricas.

    Os itens que mais caram de pre-o, nos ltimos 12 meses, tiveram este comportamento pela forte inter-veno do governo: energia eltrica (-15,62%), automvel usado (-8,16%) com automvel novo (-3,22%). Os prefeitos das grandes cidades adia-ram o aumento nas tarifas dos nibus, atendendo ao apelo do ministro da fazenda, mas elas sero reajustadas em junho. O preo da gasolina e do diesel tambm ficou congelado por um bom perodo, causando enormes prejuzos Petrobrs. Tudo isso com-

    prova que a inflao no est restrita aos alimentos e seria bem maior se o governo no tivesse atuado intensa-mente para inibir esses itens.

    medida que o tempo passa e que o governo e PT anteciparam em um ano a campanha eleitoral de 2014, anlises sobre cenrios econmicos no podem deixar de levar em conta as urnas no ano que vem. Fica parecendo que o governo Dilma, a esta altura, no se lanar num combate inflao com o vigor exigido. Quando Dilma, na frica do Sul, defendeu a prioridade do cres-cimento sobre o controle da inflao, foi sintomtico o presidente do Banco Central, Alexandre Tambini, tentar con-sertar a derrapagem da presidente, ao prever que, tambm em 2014, a inflao

    estar acima dos 5%. O governo Dilma est vivendo um grande dilema poltico-elei-toral: agir logo para cortar o flego da inflao e correr o risco de aumentar o arsenal da oposio, ou deixar como est e esperar o primeiro

    ano de um segundo mandato para fazer um ajuste com firmeza, a exemplo do que foi feito por Lula/Palocci. ntido o desejo de conservar o mercado de trabalho aquecido, com desemprego pouco acima de 5%, considerado o principal motivo para os altos ndices de popularidade da presidente Dilma.

    A inflao como se fosse um mons-tro que vai exibindo suas garras pouco a pouco, at que decola rapidamente. Pensando s no PIB e no crescimento, Dilma parece esquecer que h um preo elevado para pagarmos por esse tipo de comportamento. A inflao est exigin-do do governo mais e mais cuidados. importante evitar explicaes simplistas que subestimam o risco.

    Av. Ministro Salgado Filho, 6661Barra Nova Saquarema RJ

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