P12 - HISTORIA (1).pdf

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<p> CADERNO DE PROVAS HISTRIA EDITAL N 05/2014-REITORIA/IFRN PROFESSOR DO ENSINO BSICO, TCNICO E TECNOLGICOINSTITUTO FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE 25 de maio de 2014 INSTRUES GERAIS PARA A REALIZAO DA PROVA Use apenas caneta esferogrfica transparente com tinta nas cores azul ou preta. Escreva o seu nome completo e o nmero do seu documento de identificao no espao indicado nessa capa. A prova ter durao mxima de 4 (quatro) horas, incluindo o tempo para responder a todas as questes do Caderno de Provas e para preencher a Folhas de Respostas. O Caderno de Provas somente poder ser levado depois de transcorridas 2 (duas) horas do incio da aplicao da prova. Confira,commximaateno,oCadernodeProvas,observandoseonmerodequestes contidas est correto e se h defeito(s) de encadernao e/ou de impresso que dificultem a leitura. Confira,commximaateno,aFolhadeResposta,observandoseseusdados(onomedo candidato,seunmerodeinscrio,aopoMatria/Disciplinaeonmerodoseudocumentode identificao) esto corretos. EmhavendofalhasnoCadernodeProvase/ounaFolhadeRespostas,comunique imediatamente ao fiscal de sala. A quantidade de questes e respectivas pontuaes desta prova esto apresentadas a seguir: PROVA ESCRITANMERO DE QUESTESTOTAL DE PONTOS PROVA OBJETIVA50100 Para cada questo de mltipla escolha, h apenas 1 (uma) opo de resposta correta. AFolhadeRespostanopoderserdobrada,amassadaoudanificada.Emhiptesealguma,a Folha de Resposta ser substituda. Assine a Folha de Resposta nos espaos apropriados. Preencha a Folha de Resposta somente quando no mais pretender fazer modificaes. NoultrapasseolimitedoscrculosnaFolhadeRespostasdasquestesdemltiplaescolha. Ao retirar-se definitivamente da sala, entregue a Folha de Respostas ao fiscal. O Caderno de Provas somente poder ser conduzido definitivamente da sala de provas depois de decorridas duas horas do incio das provas. NOME COMPLETO: DOCUMENTO DE IDENTIFICAO: P12 CONCURSO PBLICO EDITAL N 05/2014-REITORIA/IFRN FUNCERN P12 HISTRIA 2 QUESTES DE MLTIPLA ESCOLHA AS RESPOSTAS DESTAS QUESTES DEVERO SER ASSINALADAS NAFOLHA DE RESPOSTAS DAS QUESTES DE MLTIPLA ESCOLHA. EDUCAO PROFISSIONAL 1.Cognio o processo deconhecimentoque envolve ateno, percepo, memria, raciocnio, juzo, imaginao,pensamentoelinguagem.Aescolaqueatuanumaabordagemcognitivistadeensino-aprendizagem dever ter como funo A)promover um ambiente desafiador favorvel motivao intrnseca do aluno. B)criar condies para o desenvolvimento da autonomia do aluno. C)oferecer condies para que o aluno possa aprender por si prprio. D)reconhecer a prioridade psicolgica da inteligncia sobre a aprendizagem. 2.Na abordagem cognitivista do processo de ensino e aprendizagem, o conhecimento concebido como umaconstruocontnuaeessencialmenteativaemconstanteevoluo.Nessaabordagem,a aquisio do conhecimento se d por duas fases.Assinale a opo que contm as duas fases de aquisio doconhecimento na abordagem cognitivista e suas respectivas caractersticas. A)exgena-fasedaconstatao,dacpia,darepetio;eendgena-fasedacompreensodas relaes, das combinaes. B)concreta-fase quedurados 7aos 11 anos de idade emmdia; e abstratafase que considera leisgerais e se preocupa com o hipoteticamente possvel e tambm com a realidade. C)formal - fase do pensamento egocntrico, intuitivo, mgico; e operacional fase da capacidade de usar smbolos. D)acomodao - fase das dedues lgicas com o apoio de objetos concretos; e centralizao fase da incapacidade para se centrar em mais de um aspecto da situao. 3.DeacordocomaLDB(Lein9.394/1996),aEducaoProfissionalTcnicadeNvelMdioser desenvolvida nas formas:A)profissionalizanteeformaoinicialecontinuada-FIC,emcursosdestinadosatrabalhadoresque estejam cursando o ensino mdio. B)concomitanteeinterdisciplinar,emcursosdestinadosapessoasquetenhamconcludooensino fundamental. C)pluricurricular,namodalidadepresencial;esubsequente,oferecidasomenteaquemjtenha concludo o ensino fundamental. D)articulada com o ensino mdio; e subsequente, em cursos destinados a quem j tenha concludo o ensino mdio. CONCURSO PBLICO EDITAL N 05/2014-REITORIA/IFRN FUNCERN P12 HISTRIA 3 4.A Lei 9.394/1996 estabelece que a educao profissional e tecnolgica, no cumprimento dos objetivos da educao nacional, A)integra-se aos diferentes nveis e modalidades de educao e s dimenses do trabalho, da cincia e da tecnologia. B)organiza-seem centrosinterescolaresdeacordocomademandaexigidadomercadodetrabalho em diferentes modalidades de ensino. C)proporcionaaoeducandoumahabilitaoprofissionalatravsdeaplicaodetestesvocacionais com base nas experincias adquiridas.D)visa o preparo do indivduo e da sociedade inspirada nos princpios de liberdade com prioridade na formao propedutica. 5.EmrelaoscaractersticasdoPROEJA,analiseasassertivasaseguireassinale(V)para verdadeiro e (F) para falso. ( ) ProgramaqueintegraaEducaoBsicaEducaoProfissionaledestina-seformao inicial e continuada de trabalhadores que tiveram seus estudos interrompidos na fase prpria de escolaridade, conforme determina a legislao educacional brasileira. ( ) Programaque,observandoasdiretrizescurricularesnacionaisedemaisatosnormativos, articula o ensino mdio e a educao de jovens e adultos, cujo objetivo atender formao de trabalhadores necessria ao desenvolvimento cientfico e tecnolgico do Pas. ( ) Programaqueimplicainvestigar,entreoutrosaspectos,asreaisnecessidadesde aprendizagemdosalunos,aformacomoproduziramseusconhecimentos,suaslgicas, estratgias de resolver situaes e enfrentar desafios. ( ) Programa que promove a superao do analfabetismo entre jovens com quinze anos ou mais, adultoseidosos,quevisamauniversalizaodoensinofundamentaleasuperaodas desigualdades sociais no Brasil. A opo que indica a sequncia correta A)F, V, F, V. B)V, F, V, F. C)V, F, F, V. D)F, F, V, V. CONCURSO PBLICO EDITAL N 05/2014-REITORIA/IFRN FUNCERN P12 HISTRIA 4 CONHECIMENTOS ESPECFICOS 6.Oshistoriadoresconsideramosmapasdocumentosimportantesparaoconhecimentodopassado, porque os referidos documentos A)permitem a delimitao de comunidades polticas imaginadas e tm sido utilizados para a criao de sentimentos nacionais. B)so utilizados como uma das fontes principais para o conhecimento da movimentao das etnias e dos grupos humanos desenraizados.C)facilitam a visualizao de processos histricos, nas situaes em que seus autores e impressores gozam de credibilidade.D)ganharamdestaquecomodesenvolvimentodademografiahistricanoperododeexpanso dos imprios coloniais. 7.Otrabalhodohistoriadorrequeramanipulaodotempo,dosespaosedasescalas.Sobreessa questo, conclui-se que A)orelativismo,erigidocondiodemtodo,podesolucionarodilemadasubjetividadedo historiador. B)as teorias ps-modernas reduziram a importncia dos mtodos de representao do passado. C)as grandes narrativas e a histria total permitem a compreenso integral dos acontecimentos.D)omtododetrabalhodohistoriadortrazluzumpassadodistintodaquelequerealmente aconteceu. 8.Em2006,oMinistriodaEducaopublicouasOrientaesCurricularesparaoEnsinoMdio: Cincias Humanas e suas Tecnologias. Essas orientaes A)constroemumcurrculomnimodeHistriaparaserministradonasescolasbrasileiras,definindo contedoscomunsparatodooterritrionacional,oquefavoreceaigualdadedechancesdos alunos que sero submetidos ao ENEM. B)articulam as cincias humanas como um todo, ultrapassam as barreiras disciplinares e integram os contedos de Histria, Geografia,Sociologiae Filosofia, rompendo com as discusses especficas sobre cada um desses componentes curriculares. C)definem os referenciais tericos e metodolgicos que devero ser adotados, obrigatoriamente, pelas propostascurricularesdeHistria,atuandopreventivamentecontraaimplementaodepropostas conservadoras nas escolas brasileiras.D)indicamasexignciasimprescindveisparaqueoprofessoreaescolaelaboremoscurrculosde Histria que melhor se coadunem com as necessidades de formao dos alunos, considerando as especificidades das regies e das escolas. 9.Produtododilogoentremuitosinterlocutoresemuitasfontes,osaberhistricoescolarnaEducao deJovenseAdultos(EJA)permanentementereconstrudoapartirdeobjetivossociais,didticose pedaggicos.Nessaperspectiva,contemporaneamente,oensinodeHistriaministradonaEJAtem como um dos seus princpios: A)Selecionaroscontedosdeacordocomaexperinciaindividualdosalunos,minimizandoas temticas de natureza coletiva que vigoram nas grandes narrativas. B)Considerarqueosalunospossuemcaractersticasespecficas,comoovnculocomomundodo trabalho, as particularidades do convvio social e os aprendizados culturais. C)Respeitar o universo cultural dos jovens e adultos, reconhecendo a primazia dos saberes populares em relao ao conhecimento cientfico. D)Conhecer as realidades dos alunos, em seguida, escolher os contedos, privilegiando os elementos das identidades locais, sobrepondo-os identidade nacional. CONCURSO PBLICO EDITAL N 05/2014-REITORIA/IFRN FUNCERN P12 HISTRIA 5 10.Osdoisfragmentosdocumentaisaseguir,produzidosemespaosetemposdiferentes,demostram percepes sobre patrimnio e identidade. DOCUMENTO 1DOCUMENTO 2 Em25marode1952,CarlosDrummonddeAndrade emitiuParecerTcnicoacercadotombamentohistrico daIgrejamatrizdaNSdaConceio,nacidadede Cachoeira do Sul. O parecer sentenciava: Em seu artigo 1 o Decreto-Lei n 25, de 30 de novembro de 1937, define o patrimnio histrico e artstico nacional comooconjuntodosbensmveiseimveisexistentes nopasecujaconservaosejadeinteressepblico querporsuavinculaoafatosmemorveisdahistria do Brasil, quer por seu excepcional valor arqueolgico ou etnogrfico, bibliogrfico ou artstico. Ao que consta, no seachaaIgrejamatrizdaNSdaConceio,em CachoeiradoSul,EstadodoRioGrandedoSul, vinculadaafatomemorveldenossahistria,que justifiqueasuainclusonoLivrodoTomboHistrico. (grifos do autor) Em9dedezembrode2010,oPortaldoIPHAN noticiou: OConselhoConsultivodoPatrimnioCultural aprovouhojepropostadetombamentodoCentro HistricodeNatalapresentadapeloInstitutodo Patrimnio Histrico e Artstico Nacional Iphan [...]. Destaforma,anecessidadeeajustificativaparao tombamentonoserestringeapenasaumaspecto esttico do patrimnio cultural, mas a um conjunto de fatoresqueincluemosentimentodepertencimento da sociedade em relao a seus bens culturais. Fonte:FONSECA,MariaCecliaLondres.Opatrimnio emprocesso:trajetriadapolticafederalde preservao no Brasil. Rio de Janeiro: EDUFRJ, 2009. p. 253. Fonte: IPHAN. Centro histrico de Natal ganha ttulo depatrimnioculturaldoBrasil.Disponvel em:.Acessoem21abr. 2014 A partir da anlise desses documentos, infere-se corretamente que A)o Documento 1 externa o pensamento poltico do seu autor, que se contrapunha aos privilgios que o Estado brasileiro reservava Igreja Catlica enquanto o Documento 2 uma indicao do poder pblico sobre o que merece ser rememorado em uma cidade.B)o Documento 1 externa uma desobedincia oficial poltica de patrimnio empreendida por Vargas enquanto o Documento 2 uma demonstrao da poltica populista implementada no Brasil, a qual flexibiliza os critrios tcnicos com o intuito de ganhar a simpatia da populao. C)oDocumento1apresentaumvereditodoautor,queespelhaelementosdaideologiasocialista, segundoaqualapatrimonializaodosmonumentosumapolticaburguesaenquantoo Documento 2 explicita as polticas atuais do IPHAN para o tombamento de prdios histricos. D)oDocumento1vincula-seaumsentimentonacionalista,quedesejaconstruirumaidentidade nacionalhomogeneizadaenquantooDocumento2evidenciaqueaconstituiodeumpatrimnio se relaciona com a riqueza das formas de apropriao de um determinado espao pela populao. 11.O estudioso da linguagem, Roland Barthes, em A cmara clara, afirmou que a fotografia produz sobre o espectador um efeito de real, o que dificulta a compreenso de que a fotografia o real representado. Essa afirmao trazum problema a serenfrentado pelo professorde Histria que pretenda explorar a fotografia como recurso didtico na sala de aula. Nesse caso, o professor deve estar atento para o fato de que </p> <p>A)afotografiacontmelementosdesubjetividade,demodoqueseuusoemsaladeaulapodeser recomendado desde que esteja associado a textos escritos. B)o uso da fotografia deve ser acompanhado da crtica interna e externa, desenvolvida e aplicada pela erudio histrica aos documentos, tal como defendem os historiadores desde o sculo XIX.C)ousodafotografiarequerareavaliaodanoodeverdadehistricaquepredominavaentreos historiadores em meados do sculo XIX.D)afotografiaforneceumaimagemestticadarealidade,comprometendooelementodemaior interesse para o historiador, ou seja, a percepo da dinmica social.CONCURSO PBLICO EDITAL N 05/2014-REITORIA/IFRN FUNCERN P12 HISTRIA 6 12.Um professor apresentou aos seus alunos a tela Estao Saint-Lazare: o trem para Normandia, pintada na Franaem 1877por ClaudeMonet, epediuqueeles fizessem uma associao entrea pinturaea sociedade na qual o quadro foi produzido. Disponvel em:. Acesso em 02/05/2014. Considerando seu conhecimento histrico, o professor relacionou a pintura com a sociedade do sculo XIX e afirmou que essa tela de Monet A)exploraasimbologiadoprogressotcnicoeoimpactodosavanostecnolgicossobreomeio ambiente. B)apresenta asimpresses do autorsobreo mundo aps a Revoluo Industrial,demonstrando seu interesse pelas paisagens estticas. C) utilizarefernciasmitolgicasereligiosaspararefletiravidacotidianaeanovaParis,construindo impresses momentneas e fugazes do dia a dia. D) capta a funo da mquina na paisagem urbana e as mudanas gradativas que caracterizam a vida moderna. 13. O componente curricular Histria, nos dias de hoje, pode ser caracterizado A)pelaintegraosCinciasHumanasesuasTecnologias,queserelacionacomaperdada especificidade do seu campo disciplinar na escola bsica. B)pelarealizaodetrocaseaproximaesentreaHistriaeoutrosdomniosdeconhecimento, como a psicologia e a ecologia.C)pelopredominnciadecurrculoscominflunciamarxista,oquetemfavorecidoparao aprimoramento do senso crtico dos alunos. D)pelofortalecimentodeumaidentidadenacionalcomum,emrazodediretrizesestabelecidasem exames padronizados para todos os brasileiros, como o ENEM e o ENADE. CONCURSO PBLICO EDITAL N 05/2014-REITORIA/IFRN FUNCERN P12 HISTRIA 7 14.PesquisandoaaodosrgosestataisnoRioGrandedoNortedadcadade1920,tomamos conhecimentodequeaDiretoriaGeraldeHigieneeSadePblicaformulouumarecomendaoque apareceemdecretodesetembrode1921,estabelecendoasobrigaesdaPolciaSanitriadas Habitaes e do Inspetor Sanitrio e Fiscal Geral.Cabia ao Inspetor Sanitrio e Fiscal Geral: visitassystematicasatodasashabitaesemgeral,privadasoucollectivas,incluindoquintaesepateos, fabricas, oficinas, mercados, hotis,cafs, cocheiras, estbulos, bem como os terrenos e logradouros pblicos, ondeallemdeatenderssuascondieshygienicas,asseio,conservaoeestadodesadedosmoradores, verificarainstalaoeofuncionamentodosaparelhossanitriosedosreservatriosdegua,equaisquer outrascondiesqueinteressemsadepublica,providenciandoparaquesecorrijamasfaltasencontradas, intimando e multando os responsveis pela falta de cumprimento das intimaes. Fonte: Rio Grande do Norte, 1922, apud Uma cidade s e bela: a trajetria do saneamento de Natal, 1850-1969.Org. Angela L. Ferreira et al. Natal: IAB/C...</p>