PC & CIA - 099

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  • 2012 # 99 # PC&CIA

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    Edito

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    Editora Saber Ltda.DiretorHlio Fittipaldi

    Associada da:

    Associao Nacional das Editoras de Publicaes Tcnicas, Dirigidas e Especializadas

    Atendimento ao Leitor: leitor@revistapcecia.com.br

    Os artigos assinados so de exclusiva responsabilidade de seus autores. vedada a reproduo total ou parcial dos textos e ilustraes desta Revista, bem como a industrializao e/ou comercializao dos aparelhos ou idias oriundas dos textos men-cionados, sob pena de sanes legais. As consultas tcnicas referentes aos artigos da Revista devero ser feitas exclusivamente por cartas, ou e-mail (A/C do Departamento Tcnico). So tomados todos os cuidados razoveis na preparao do contedo desta Revista, mas no assumimos a responsabilidade legal por eventuais erros, principalmente nas montagens, pois tratam-se de projetos experimentais. Tampouco assumimos a responsabilidade por danos resultantes de impercia do montador. Caso haja enganos em texto ou desenho, ser publicada errata na primeira oportunidade. Preos e dados publicados em anncios so por ns aceitos de boa f, como corretos na data do fechamento da edio. No assumimos a responsabilidade por alteraes nos preos e na disponibilidade dos produtos ocorridas aps o fechamento.

    Editor e Diretor ResponsvelHlio Fittipaldi

    Editor de TecnologiaDaniel Appel

    Conselho EditorialRoberto R. Cunha

    ColaboradoresDaniel NettoDiego VivencioIgor BeserraMarcio Vinholes FerreiraMarisa VianaRogrio NunesRonnie Arata

    RevisoEutquio Lopez

    DesignersCarlos Tartaglioni,Diego M. Gomes

    ProduoDiego M. Gomes

    PC&CIA uma publicao da Editora Saber Ltda, ISSN 0101-6717. Redao, administrao, publicidade e correspondncia: Rua Jacinto Jos de Arajo, 315, Tatuap, CEP 03087-020, So Paulo, SP, tel./fax (11) 2095-5333.

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    Tablets tambm so para gente grande

    A PC&Cia foi, provavelmente, a ltima revista a publicar

    o teste de um tablet, mesmo ele sendo a febre do momento.

    O problema que no havia no nosso mercado um tablet

    voltado para o pblico profissional. Todos os fabricantes

    estavam criando seus modelos como produtos de lazer - e

    sim, muito bom poder assistir YouTube no sof, mas no

    por isso que o leitor l a PC&Cia.

    Agora, a indstria j se deu conta desse segmento e comeam a surgir modelos dire-

    cionados para quem trabalha. Mas, o que muda em um tablet profissional? Vrias coisas:

    pacote de software voltado para produtividade, suporte remoto, boa oferta de interfaces

    de conectividade e expanso, alm de (e me arrisco a dizer que essa a principal) uma

    forma melhor de escrever (ou desenhar) na tela do que usando o dedo.

    Isso pode parecer um sacrilgio para os adeptos do tablet, mas na verdade faz sentido.

    Um profissional no pode escrever com eficincia com a ponta do dedo. E ele tambm

    precisa desenhar, rascunhar e esboar seus projetos. Ele precisa de uma caneta.

    Com um tablet dotado de uma caneta Stylus, a flexibilidade do profissional aumenta

    muito. Por exemplo: um arquiteto pode fazer seus esboos sobre uma foto, um engenheiro

    pode indicar uma alterao em um projeto, um professor pode corrigir suas provas, e um

    palestrante pode fazer notas diretamente na imagem que est indo ao projetor.

    Os usos so inmeros, e todos esses exemplos so de pessoas que podem se beneficiar

    da nova classe de tablets profissionais, mas que no tm a obrigao de dominar a infor-

    mtica. Elas precisam que algum bem informado lhes apresente esse tipo de tecnologia.

    E esse algum pode muito bem ser voc.

    Tenha uma boa leitura!

    Daniel Appel

    A Revista fica ainda mais rica quando conta com o conhecimento coletivo. Se voc tem uma ideia, ou deseja publicar um artigo de sua autoria na revista, entre em contato atravs do e-mail artigos@revistapcecia.com.br.

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    Tablet bom

    Tablet til

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    TESTES

    HARDWARE

    REDES

    IndiceIndice

    Editorial

    Notcias

    Opinio: Marisa Viana

    Opinio: Rogrio Nunes

    Opinio: Igor Beserra

    0306646566

    Citrix

    XenClient: Virtualizao para viagem!

    Parte Final

    17 Kit Wireless C3 Tech K-W700 GY

    20 Sintonizadores de TV Full Seg Visus

    26 Corsair Force GT

    28 Corsair Performance Pro

    30 Intel 320 Series

    32 Kingston Hyper X

    34 SMART XceedValue

    36 Plextor PX256M3

    38 Seagate Momentus XT

    42 Acesso Remoto com o TeamViewer

    60 Service Desk

    62 Panorama da Virtualizao

    A situao atual dos

    solid-state drives

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    Fique por dentro das ltimas notcias do mundo da TI e saiba, em primeira mo, quando novas edies da PC&CIA estaro disponveis para download em nosso site. Siga @RevistaPCeCia e acompanhe todas as novidades.

    O aumento do nmero de usurios ati-vos da internet no Brasil foi de 16% em 2011, com relao ao ano anterior. Estes usurios acessam a rede de casa ou do trabalho e atingem a marca de 46,3 milhes. Os dados so do relatrio 2012 Brazil Digital Future in Focus desenvolvido pela comScore. Segundo a pesquisa, esse nmero faz do Pas o stimo maior no mundo.

    Outros dados do relatrio ainda mostram que os brasileiros passaram, na mdia, 26,7 horas conectados no ms de de-zembro de 2011.

    As categorias mais visitadas foram os portais de notcias, seguidos pelas redes sociais, sendo o Facebook o lder de visitantes, com 36,1 milhes s no ltimo ms do ano.

    Brasil passa a ser o stimo maior mercado de internet

    J na categoria de vdeos online, o estudo aponta que foram mais de 4,7 bilhes de visualizaes, o que representa um aumento de 74% em relao a 2010.

    O segmento de compras online (e-com-merce), tambm apresentou crescimen-to, 30% de visitantes em lojas virtuais como Americanas.com, MercadoLivre e Buscap. Apesar do aumento expres-sivo, os ingleses e americanos foram os que mais compraram pela internet, enquanto os brasileiros costumam reali-zar uma compra no ms, compara Alex Banks, diretor da comScore no Brasil.

    Na parte de publicidade online, a pesquisa ainda aponta que em 2012 o crescimento continuar. No ano passado, 62,9 bilhes de impresses online foram veiculadas e atingiram 50,8% de usurios. A Netshoes,

    especializada na venda de artigos espor-tivos, liderou no mercado anunciante. E o Facebook foi o maior veiculador.

    Na avaliao do diretor da comScore, os aparelhos que devem oferecer grande oportunidade para anunciantes, este ano, so os tablets e smartphones que correspondem, atualmente, a 1,5%.

    Leve e compacto, o Wi-Drive foi criado para atender s necessidades de ar-mazenamento dos usurios de tablets e smartphones. Este storage fornece at 32 GB de espao adicional para dispositivos mveis por meio de uma rede sem fio (802.11g/n criptografada com WEP ou WPA), que criada por ele prprio.

    Pela mesma rede, ainda possvel compartilhar todos os arquivos, nele armazenados, com vrios usurios simultaneamente (at trs sem perda de desempenho perceptvel) em um raio de aproximadamente 9 metros.

    O produto compatvel com aparelhos que executem Android e tambm com o KindleFire da Amazon, porm o pblico-alvo do Wi-Drive, na reali-dade, consiste nos usurios de IPad, IPhone e IPod Touch, cuja expanso da capacidade de armazenamento mais trabalhosa.

    Muitas pessoas confundem o Wi-Drive com um simples HD Externo, mas na verdade ele um dispositivo de execu-o de mdia streaming em tempo real,

    explica Gerardo Rocha, Gerente de Desenvolvimento de Negcios da Kin-gston. uma soluo excelente para quem deseja adicionar espao ao seu IPhone IPad, e IPod Touch, completa.

    A transferncia de dados para o Wi--Drive precisa ser feita por meio de uma interface USB 2.0, entretanto, uma vez gravados, esses arquivos so facilmente acessados sem cabos ou conexo com a Internet por um aplicativo j disponvel na App Store e Google Play.

    Wi-Drive: storage porttil sem fio, da Kingston

    A bateria do equipamento recarrega-da automaticamente quando conecta-do a uma porta USB e a autonomia de at 4 horas em uso contnuo.

    O Wi-Drive conta com garantia de um ano e j est disponvel no mercado brasileiro nas capacidades de 16 GB (R$ 220,00) e 32 GB (R$ 450,00).Se-gundo Jos Alberto Gervasio, Diretor de Operaes da Kingston do Brasil, a verso de 64 GB ser lanada em breve. Para mais informaes: www.kingston.com/br/usb/wireless.

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    Fabricado com processo de 19 nan-metros, um nico molde de silcio do chip mede 170 mm e menor do que a superfcie de uma moeda de dez centavos. O chip considerado o menor em tamanho fsico, porm a capacidade de armazenamento, feita com memria do tipo MLC, de trs bits, de 128 Gb (128 gigabits correspon-dem a 16 gigabytes).

    A aplicao deste tipo de memria focada em smartphones, tablets e drives de estado slido que buscam,

    SanDisk desenvolve menor memria flash NAND com capacidade de 128 Gb

    cada vez mais, dimenses reduzidas, maior densidade de dados e recursos robustos.

    Com a tecnologia de 19 nanmetros, a SanDisk lana a sua 9 gerao de produtos NAND de clula multinvel (MLC) e a quinta gerao da tecnologia X3 (trs bits por clula).

    Alm do tamanho reduzido, este novo semicondutor alcana a taxa de gra-vao de 18 MB/s.

    Construir um chip de memria flash NAND de 128 Gb com esse nvel de

    Desenvolvido sob medida para uso profissional, o aparelho conta com uma tela antirreflexo FullHD (1920 x 1080p) de 24 polegadas, retroilumina-da por LEDs, e tem um design ergo-nmico que possibilita adequar altura, inclinao, articulao e rotao para atender as necessidades especficas de cada usurio.

    Segundo Marcelo Caf , diretor co-mercial da BenQ, esse equipamento possui caractersticas diferenciadas, pois tem como objetivo unir de-sign ergonmico, custo-benefcio e, principalmente, conforto visual aos colaboradores.

    Com a ajuda da tecnologia Eye-Protect, o brilho da tela do BL2400PT auto-maticamente ajustado de acordo com o nvel de luz do ambiente, o que se traduz em menor fadiga dos olhos dos funcionrios e aumento da eficincia e preciso do trabalho.

    Alm disso, o monitor conta com um sistema de lembrete inteligente, que exibe um alerta, caso o usurio queira realizar intervalos de descanso pr--determinados de 20, 40, 60 ou 100 minutos. Este recurso serve para manter a equipe na melhor condio fsica, ajudando o funcionrio a rela-xar e recuperar o foco no trabalho, comenta Caf.

    BenQ lana no Brasil o monitor FullHD BL2400PT, de 24, para uso corporativo

    Segundo a empresa, o produto apresen-ta um custo total reduzido, pois, alm da retroiluminao com LEDs, que reduz o consumo de energia eltrica em 33%, o BL2400PT equipado com um sensor de presena programado para deslig-lo quando o usurio deixa a frente do monitor e relig-lo novamente quando o usurio retorna. Faz todo o sentido.

    O equipamento ainda traz duas caixas de som embutidas com 1 W de potncia cada (com plugue P2 para fone de ouvi-do), sadas DVI, D-sub e DiplayPort e, seu preo sugerido para o consumidor final de R$ 899,00. Mais informaes: e-mail: commercial_brasil@benq.com. Para es-pecificaes tcnicas mais detalhadas, acesse a pgina do produto: www.benq.com.br/product/monitor/bl2400pt.

    complexidade um feito incrvel, dis-se Mehrdad Mofidi, vice-presidente da diviso de Memory Design da San-Disk. Essa inovao torna a SanDisk lder em ajudar os clientes a construir produtos menores, mais poderosos, e que fazem mais a um custo menor, complementa.

    Esta memria foi desenvolvida atravs da parceira entre equipes da SanDisk e da Toshiba, em Milpitas, Califrnia, lideradas por Yan Li, diretor da diviso de Memory Design da SanDisk.

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    Os modelos SSE-G2252 e o SSE-G2252P anunciados pela Supermicro, empresa especializada em tecnologia para servidores e em computao verde, complementam a linha de switches para Ethernet. Ambos so compatveis com a norma IEEE 802.3az e oferecem conectividade de 1GbE sobre portas 48x RJ45 e portas 4x SFP. O modelo SSE-G2252P ainda compatvel com a norma IEEE 802.3at e d suporte a Power over Ethernet (PoE) e oferece alocao de recursos de alimentao mais flexvel.

    Pertencentes a categoria Layer 2, os novos switches da Supermicro passa-ram por testes de conformidade, para assegurar a compatibilidade com os padres IEEE da Ethernet. Alm disso, ainda tiveram seus projetos voltados para dois tipos de uso, top-of-rack e standalone.

    H duas maneiras de gerenciar os dis-positivos, o modo GUI (Graphic User Interface) com ambiente grfico we-bbased ou por linha de comando, CLI (Command Line Interface).

    O modelo com suporte a PoE tambm d suporte a instalao rpida de outros

    Novos switches de camada 2 do suporte ao padro IEEE 802.3az Energy Efficient Ethernet

    dispositivos PoW, como pontos de acesso wireless para conferncias e shows, telefones VOIP e cmeras de vigilncia.

    Ao incorporar a ltima tecnologia de Ethernet ecologicamente eficiente em nossos novos switches de rede com 1U (rack compacto), acrescentamos uma outra dimenso a nossa iniciativa We Keep IT Green (ns mantemos o ambiente verde para TI), disse o pre-sidente e CEO da Supermicro, Charles Liang. A funcionalidade do PoE, com 30 W por porta, estende ainda mais

    nossas solues para TI empresarial e aplicativos para PMEs. Esses novos switches custo- eficientes oferecem alta densidade, switching de camada 2 com 52 portas de 1GbE, para aten-der s crescentes demandas da TI e complementar nossa extensa linha de servidores de alto desempenho e alta eficincia e produtos de armaze-namento, declarou.

    Para mais informaes sobre a linha completa de produtos para rede da Supermicro, visite www.supermicro.com/Networking.

    Kripton o nome do novo notebook da Megaware, fabricante nacional de equipamentos de informtica. O produ-to equipado com a tecnologia Vision da AMD, que rene processador dual--core e uma aceleradora grfica Ra-deon HD 6250 por apenas R$ 899,00.

    De acordo com Marcio Pena, gerente nacional de varejo da Megaware, a empresa buscou o objetivo de oferecer uma opo de boa qualidade com preo acessvel. O Kripton foi desenvolvido para atender o consumidor com porta-bilidade e processamento de qualidade, dentro de um padro de preo agressi-vo, se tratando de notebook, e de fcil aquisio, afirma Pena.

    Megaware lana notebook com AMD Vision

    O Meganote Kripton vem com Windows 7, HD de 500 GB, tela LED de 14, co-nexes Ethernet e Wireless, cmera de vdeo integrada, gravador de CD/DVD, leitor de cartes 9 em 1 e sada HDMI, para uso com monitor ou TV de alta definio.

    O porttil ainda conta com o touchpad compatvel com multi-touch que per-mite tarefas de zoom ou movimentos para girar imagens.

    Para mais informaes e pontos de venda, acesse: www.megaware.com.br/kripton

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    Parceria entre a distribuidora All Nations e a Trust, fabricante de acessrios para PC, foi feita no incio de 2012. Segundo a GFK Group, agncia responsvel por pesquisas de mercado mundial, a Trust considerada a terceira maior fabricante.

    Para distribuio, a All Nations priorizou produtos que ela considerou de alta tecnologia, com um visual atraente e

    All Nations adiciona a Trust sua lista de fabricantes

    moderno. Alm disso, todos os artigos comercializados possuem trs anos de garantia. Entre eles, linhas de mouses pticos decorados, com cabo USB re-trtil, teclados sem fio, estilizados com designs ergonmicos e a linha de hea-dsets, que trazem um visual urbano, e prometem alta qualidade com microfone integrado e colunas de 40 mm.

    De acordo com Andrea Magnoni, diretora comercial da All Nations, a distribuidora foi buscar no mercado o que h de mais moderno e inovador em acessrios. Nosso objetivo com essa parceria ofe-recer aos nossos clientes produtos que atendam um pblico mais exigente, que aprecia artigos de qualidade e com um design diferenciado, declara Magnoni.

    Primeiras GPUs NVIDIA da arquitetura Kepler so lanadas oficialmente

    A nova arquitetura Kepler (aluso ao astrnomo e matemtico alemo Johan-nes Kepler) sucede a arquitetura Fermi, usada na srie GeForce 500. O lana-mento marca a evoluo do processo de fabricao de 40 nm para 28 nm.

    Os primeiros integrantes da famlia Ge-Force 600 so a GeForce GTX 680, para os computadores de mesa, e a GT 640M para notebooks e ultrabooks.

    A arquitetura Kepler o maior avano tcnico da NVIDIA at hoje, destaca Jen-Hsun Huang , CEO mundial da NVIDIA. Ela representa a grande im-portncia da eficincia energtica para ns, fornecendo nveis de performance sem precedentes. Os gamers sero os primeiros a se beneficiarem dos processadores Kepler, que tornam os jogos muito mais divertidos. Ao longo do ano, os outros produtos de nossa linha tambm migraro para a arquite-tura Kepler, liberando novas capacida-des para os mercados de computao visual, paralela e mvel.

    Segundo a NVIDIA, quando comparada com a GeForce GTX 580, a placa top de linha da gerao Fermi, a GTX 680, fornece o dobro de desempenho por watt, devido aos seus novos stream processors, conhecidos como SMX. Alm disso, a nova arquitetura ainda vem equipada com diversas novas tecnologias como a NVIDIA GPU Boost, que permite o ajuste dinmico das frequncias da GPU, o Adaptive VSync e as tcnicas de antisserrilhamento

    FXAA e TXAA, que prometem melhorar a qualidade grfica sem comprometer o desempenho. O suporte para at quatro monitores com uma nica placa (at trs deles podem exibir imagens em 3D). O modelo vem com barramento PCI Express 3.0 e suporte a DirectX 11.1.

    A GTX 680 simplesmente incrvel e redefine completamente o conceito de GPU para entusiastas. Recentemente, antevimos o sucesso da GPU quando apresentamos a alguns desenvolvedo-res nossa demo de Samaritan rodando com a GTX 680 no pr-lanamento da Unreal Engine 4, comenta Mark Rein, vice-presidente da Epic Games, criadora do Unreal Engine e da franquia Gears of War.

    A GPU NVIDIA GeForce GTX 680 ser disponibilizada por parceiras com preo sugerido de R$ 1.999,00.

    A linha de GPUs NVIDIA GeForce 600M, j disponvel, inclui a GTX 675M, GTX 670M e GTX 660M para notebooks com o foco em entusiastas e gamers; e a GT 650M, GT 640M e GT 640M LE para performance de notebooks finos e leves, alm da GT 620M para ultra-books e notebooks bsicos.

    Os consumidores esto perto de ver os fabricantes de notebooks lanarem uma gama de ultrabooks que so realmente merecedores do prefixo ultra, disse Rene Haas, gerente-geral de produtos para notebook da NVIDIA. As GPUs GeForce 600M so mais eficientes e poderosas e aumentam a performance do segmento de ultra-books at os notebooks para jogos e sero as GPUs independentes mais populares utilizadas com o processa-dor Ivy Bridge a ser lanado pela Intel.

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    Redes sociais so mais perigosas do que sites de contedo adulto

    Segundo a Kaspersky Lab, mais de 20% dos links maliciosos se disseminam atravs das redes sociais, enquanto que 14% hospedado em sites de contedo adulto. A lgica fcil, as redes sociais so mais utilizadas pelos internautas e, quanto mais popular o servio, maior a quantidade de links que direcionam os usurios para sites falsos. O site russo VKontakte, muito semelhante ao Facebook, um dos que contm mais links maliciosos.

    Outro ranking que mede os mtodos mais populares para disseminao de malwares, mostra que os criminosos preferem o servio de download de vdeos do YouTube, onde 1 em cada 3 (31% dos links) foi detectado como malicioso.

    Alm das redes sociais e download de vdeos, os cibercriminosos ainda se utilizam de fraudes em sites de busca, so 22% em manipulao de resultados no Google e de outros sites.

    Mais detalhes sobre esta anlise, acesse o Boletim de Segurana da Kaspersky 2011, em: www.securelist.com/en/analysis/204792216/Kaspersky_Se-curity_Bulletin_Statistics_2011.

    Lanamento nacional da Kingston traz a terceira gerao de sua linha de produtos MobileLite que, alm de ser compatvel com os tradicionais formatos de carto SD, SDHC, SDXC, micro SD/ SDHC/ SDXC e MSPD, agora conta tambm com o suporte ao veloz barramento USB 3.0 SuperSpeed.

    O MobileLite G3 no exige fonte de alimen-tao externa e as duas extremidades so retrteis.

    Isso faz com que o aparelho seja mais com-pacto e proteja os cartes e o conector USB contra possveis danos. Mesmo com a interface USB 3.0, este produto no

    Kingston MobileLite G3: leitor de cartes USB 3.0 compacto

    deixa de ser compatvel com as interfaces USB 2.0 e 1.1.

    A fabricante assegura o funcionamento nos seguintes sistemas operacionais: Windows 7, Windows Vista (SP1, SP2), Windows XP (SP1, SP2, SP3), Windo-ws 2000 (SP4), Mac OS X v.10.3.x ou superior, e Linux v.2.6.x ou superior, e, obviamente, com seus prprios cartes SDHC Classe 10.

    Segundo a Kingston, o produto conta com dois anos de garantia e seu preo suge-rido de R$ 45,00.

    Para mais informaes visite: www.kings-ton.com/us/flash/readers.

    A placa de vdeo ASUS HD 7970 tem 3GB de memria GDDR5 em um barramento de 384 bits. Outra novidade a inter-face com o barramento PCI Express 3.0, que duplica a vazo de dados em relao verso anterior. O poder da ASUS HD 7970 tambm auxilia no desempenho com a tecnologia multi--screen AMD Eyefinity, que permite abrir at seis telas de uma vez para uma visualizao mais expandida.

    Para aproveitar todo o poder da tecnologia contida na nova GPU, a ASUS incluiu o utilitrio GPU Tweak em todas as pla-cas de vdeo da srie. A sute permite aos usurios modificar no somente as velocidades de clock e da ventoinha, mas tambm a voltagem da GPU, per-mitindo um potencial de overclocking ainda maior. Ainda por cima, capaz de trabalhar com at quatro placas - ideal para configuraes CrossFireX.

    O utilitrio pode atualizar, automaticamen-te, o driver e o BIOS da placa grfica para manter o sistema em condies ideais de funcionamento e ainda oferece um pr-tico widget para monitoramento do es-tado do sistema diretamente na rea de trabalho. A ASUS tambm tem trabalha-do em colaborao com a TechPowerUp para integrar o seu renomado programa GPU-Z ao GPU Tweak, oferecendo ainda mais confiabilidade nos dados da placa de vdeo e de monitoramento.

    Asus lanaRadeon HD 7970

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    A Abradisti, Associao Brasileira dos Distribuidores de Tecnologia da Infor-mao, encomendou a IT Data, uma pesquisa que revelou queda significati-va no percentual de ilegalidade de qua-se todos os produtos de informtica.

    Alm do crescimento de 7,6% no fatura-mento do mercado de distribuio de TI de 2011, em relao ao ano anterior.

    Com o ttulo de Segunda Pesquisa do Setor, Salarial e Censo de Revendas,

    Pesquisa da Abradisti mostra queda de ilegalidade em produtos de informtica

    Segundo a HP, o caminho mais curto para as companhias que buscam a inovao e migrao para a computao em nuvem a implementao de uma estratgia hbrida.

    A pesquisa, feita em parceria com a Co-leman Parkes Research, ainda mostra que 80% dos executivos de tecnologia acreditam que o cloud computing ter, pelo menos, o mesmo impacto que a virtualizao e a internet causaram para o mercado.

    Outros pontos importantes da pesquisa apontaram que os principais impulsio-nadores da adoo de cloud computing, (figura 1), so o rpido desenvolvimento de aplicativos, maior agilidade para res-ponder a mudanas no mercado e custos menores das operaes.

    Atualmente, apenas 24% dos modelos corporativos so baseados em nuvem. At 2020, a expectativa dos principais executivos de negcios e tecnologia que esses modelos de fornecimento de nuvem pblica e privada dupliquem.

    Os executivos de negcios e de TI re-conhecem que os projetos de cloud sero essenciais para a promoo de resultados bem-sucedidos e inovao. Cerca de um em cada dois CEOs e di-retores financeiros esto no momento elaborando estratgias de nuvem para suas empresas.

    As organizaes esto priorizando in-vestimentos em nuvem, sendo que a

    Pesquisa da HP diz que o futuro da computao em nuvem hbrido

    expectativa que 43% das empresas invistam de US$ 500 mil a US$ 1 milho por ano em cloud computing de hoje at 2020, e quase 10% planejam gastar mais de US$1 milho por ano.

    Os participantes tambm listaram as trs principais barreiras para a adoo em massa de servios de nuvem (figura 2), preocupao com segurana, preo-cupao com a transformao de seu ambiente de TI e preocupao com conformidade e governana.

    De acordo com os executivos pesquisados, com a maior adoo da nuvem, tambm aumenta a necessidade de aplicar es-tratgias completas de conformidade e governana. Quase 50% dos entre-vistados afirmaram que suas empresas

    utilizam solues em nuvem que no so autorizadas pelo departamento de TI.

    A expectativa que esse problema au-mente, pois confirmado pela resposta de 69% dos principais executivos de negcios e de 54% dos executivos de tecnologia, que estimam que o uso de solues cloud no homologadas pela TI atinja 50% at 2020.

    MetodologiaA HP encomendou a pesquisa para a Co-

    leman Parkes Research e contou com 550 entrevistas feitas entre executivos de negcios e executivos de tecnologia, dentro de grandes empresas com mais de 1.000 funcionrios e empresas de mdio porte, de 500 a 1.000 funcionrios.

    a pesquisa mostra que a categoria de notebooks teve queda na ilegalidade de 23% para 5%.

    Outros produtos como projetores, produtos de rede e componentes de hardware tambm tiveram quedas expressivas. Os tablets, por outro lado, subiram de 5 para 27 pontos percentuais.

    O mercado ilegal est colocando foco em outros produtos que possibilitam

    melhores margens, como bolsas, culos, perfumes etc. Dentro da rea de eletrnicos, a preferncia tem sido pelos smartphones, tablets e consoles de games, que tende a reduzir com a produo local, afirma Mariano Gordi-nho, presidente da Abradisti.

    A pesquisa ainda completa o relatrio com a indicao de que 90% desses produtos ilegais tm origem, direta-mente, no Paraguai.

    Asus lanaRadeon HD 7970

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    A dura realidadePor mais que doa ler isso, a realidade

    que, at hoje, tablets sempre foram brin-quedos. Servem para navegar, ler e-mails, acessar internet banking e jogar, mas tudo isso j podia ser feito por qualquer desktop, notebook, netbook e at celular. Hoje, at mesmo aparelhos de televiso tm essas capacidades.

    A verdade que um tablet no acres-centa nenhuma nova funo ao repertrio do profissional, sendo apenas um formato diferente para acessar as mesmas coisas. E, na nossa opinio, criar um novo formato sem dar a ele nenhuma possibilidade inovadora um desperdcio de oportunidade.

    Mas isso no tem que ser assim, obrigato-riamente. S porque a maioria dos fabricantes copiou um ao outro, inundando o mercado com produtos idnticos, no quer dizer que no exista inovao possvel para os tablets.

    Mudando essa realidadeA Lenovo sempre deixou clara sua nfase

    em produtividade. Em geral seus computa-dores so pretos, sisudos e voltados para

    Tablet bom tablet til

    A grande febre do mercado so os

    tablets. Esto em todo lugar, em todas as

    revistas, novelas e at nas propagandas

    de bancos na TV. Essa contnua exposio

    na mdia tem gerado uma demanda e

    um desejo de consumo muito grandes,

    mas na maioria das vezes as pessoas

    no sabem exatamente para qu vo

    utilizar o aparelho.

    Daniel Appel

    os mercados profissional e corporativo, especialmente quando falamos da sua linha ThinkPad.

    Com esse foco em produtividade, a Lenovo no seria candidata a lanar um tablet, certo? Pois saiba que ela no s lan-ou, como ainda por cima se manteve fiel aos seus princpios, e conseguiu algo que nenhum concorrente conseguiu: um tablet til para o profissional.

    ThinkPad TabletPensado desde o princpio como uma

    ferramenta de trabalho, o ThinkPad Tablet (figura 1) no um tablet como os outros.

    Seu foco no oferecer a melhor ex-perincia multimdia, embora ele seja bem competente nisso. Tambm no tenta ser estiloso demais, mantendo o visual pretinho bsico tpico da linha ThinkPad. Ele no o mais fino, nem o mais leve, tampouco o mais barato.

    justamente isso que faz do ThinkPad Tablet uma ferramenta de trabalho. Ningum compra um pelo seu visual, ou pelo senti-mento que ele inspira . Ele uma compra

    Hardware

    F1. O ThinkPad Tablet, da Lenovo, um tablet srio e profissional.

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    racional, daquelas que fazemos quando comparamos especificaes e recursos.

    EspecificaesO ThinkPad Tablet tem timas es-

    pecificaes, mas no inovador. Assim como os melhores tablets do mercado, ele oferece acelermetro, giroscpio, sensor de luz ambiente e baseado na excelente arquitetura Tegra II da NVIDIA, que une o bem estabelecido processador ARM com uma GPU GeForce.

    Tegra IIPode parecer que o Tegra II composto

    de dois chips ligados por um barramento, mas na verdade ele um chip nico (figura 2).

    composto por dois ncleos de proces-samento ARM Cortex A9 de 1 GHz, com 64 KB de cache L1 por ncleo e 1 MB de cache L2 compartilhado, junto com uma GPU GeForce ULP com oito ncleos, tudo isso dentro de um nico chip produzido com processo litogrfico de 40 nm.

    Dentre dezenas de outros recursos, vale citar que o chip suporta at 1 GB de memria RAM DDR2 667, conexo HDMI e capaz de controlar at dois displays simultanea-mente, acelerados por OpenGL ES 2.0.

    Graas a essas caractersticas, os tablets equipados com o Tegra II tm desempenho excelente, especialmente em multimdia, j que se beneficiam de acelerao de vdeo em resolues de at 1080 p.

    MemriaO ThinkPad Tablet tem 1 GB de

    memria, em funo da restrio imposta pelo Tegra II.

    Acreditamos que essa quantidade de memria seja mais do que suficiente para qualquer operao normal de um tablet, mas no podemos deixar de pensar que a Lenovo teria colocado mais se fosse possvel, para diferenciar ainda mais seu produto da concorrncia.

    TelaA tela do 18392NP praticamente no

    tem defeitos. O contraste bom, o brilho adequado, e sua rea de 10,1 est entre as maiores do mercado. A resoluo de 1280x800 comparvel de um monitor LCD de 15, portanto as imagens so muito ntidas e pode-se assistir contedo 720 p com tranquilidade. Ele capaz de decodificar

    1080 p, mas precisa realizar o downsampling para exibir na tela, pois no existem telas FullHD para tablets (ainda). A resoluo padro para 720p de 1280x720 pixels, ou seja, sobra tela no ThinkPad Tablet.

    Ela suporta Multitouch, portanto, capaz de interpretar o toque de vrios dedos simultaneamente (as antigas somente supor-tavam um toque por vez). Por ser construda com o excelente Gorilla Glass, da Corning, a tela extremamente resistente a riscos e impactos, uma preocupao comum para quem adquire um tablet de valor elevado.

    A malha touchscreen tem excelente sensibilidade e preciso, o que permite operar programas, desenhar e at escrever com total conforto. No com os dedos, claro, mas sim com a caneta (figura 3) que acompanha o ThinkPad Tablet.

    CanetaO jeito certo de escrever em uma super-

    fcie lisa usando uma caneta. intuitivo, pois assim que aprendemos na escola.

    Um dos argumentos de vendas dos tablets que seria mais natural manipular seus softwares usando os de-dos. Ser? Deixando de lado as aulas de

    pintura a dedo da pr-escola, todo nosso desenvolvimento educacional e profissional baseado na escrita com lpis e caneta.

    Alm disso, operar um programa com widgets pequenos usando os dedos frustrante (widgets so os elementos grficos que compem uma interface, como os botes, os menus, as barras de rolagem, etc.), mas com a ponta fina da caneta fica fcil. Isso pode parecer irre-levante, j que a maioria dos programas para tablets desenvolvida com interfaces apropriadas e botes grandes para operar com os dedos. Mas quando falamos de tablets voltados para o pblico prof issional, precisamos ter em mente que nem todos os aplicativos sero to ergo-nmicos assim.

    Arquitetura interna do Tegra II. Esse chip da NVIDIA conta com dois ncleos de processamento ARM Cortex A9 e uma GPU dedicada.

    A caneta Stylus acompanha o ThinkPad Tablet e seu maior diferencial.

    Hardware

    F2.

    F3.

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    Aplicativos baseados em Web como ERPs e CRMs so fceis de acessar pelo tablet, pois basta um navegador Web. J operar esses softwares com os dedos uma questo completamente diferente, pois eles tm links e botes pequenos. Foram pensados para o mouse.

    E temos ainda o maior problema de todos: as aplicaes legadas. comum que empresas utilizem softwares desenvolvidos ainda na poca do Windows 98 ou do XP, com interfaces antiquadas e no muito convenientes para o uso em tablets.

    Aplicativos legados no rodam no sis-tema operacional dos tablets, mas sabemos que muitas empresas vo tentar acess-los de forma remota, por meio de protocolos como o VNC ou at pelo Citrix Receiver. Nisso elas vo ter sucesso, no h nenhuma grande dificuldade em se fazer esse tipo de acesso com um tablet. O problema vai ser depois, na hora de operar os softwares com os dedos.

    Por isso, a caneta no , de forma alguma, irrelevante. Pelo contrrio, ela talvez seja o ponto mais forte do ThinkPad Tablet.

    ConexesEnquanto a maioria dos outros fabricantes

    utiliza portas USB microB, que exigem adap-tadores para conectar praticamente qualquer coisa, a Lenovo adicionou uma porta USB tipo A, protegida por uma tampa deslizvel (figura 4). Essa conveniente adio permite a conexo de qualquer teclado, mouse ou pendrive, que facilitam imensamente a vida do usurio. Afinal, se um tablet para ser conveniente e fcil de usar, por qu dificultar a conexo de dispositivos to comuns?

    O mesmo raciocnio determinou a oferta de um slot para cartes SD, raro nos tablets. A maioria espera a conexo de cartes micro SD, que limita as possibilidades do usurio. melhor mesmo oferecer suporte ao padro SD pois ainda podemos usar o microSD, basta utilizar um adaptador.

    Quando falamos de uso profissional, temos que lembrar que cmeras trmicas, dataloggers e vrios outros equipamentos comuns nas empresas no utilizam cartes micro SD. E por mais que sejam poucos os casos em que se faa necessrio ler esse tipo de carto no tablet, reconfortante saber que poderemos faz-lo em uma emergn-cia, quando no houver um computador por perto.

    Ao lado do slot SD, h uma entrada para SIM card, pois o ThinkPad Tablet suporta 3G, bastando inserir o carto de uma opera-dora. Essas duas conexes ficam protegidas por uma tampa plstica (figura 5).

    Expostos na lateral do tablet esto um conector micro USB, usado para carregar o aparelho, um mini HDMI para conexo com televisores e monitores, e um conector para Dock, uma estao de recarga e conexo com caixas de som que vendida separadamente. Por fim, h tambm o conector combo para headsets, que combina fone e microfone em um nico pino, muito semelhante ao que os aparelhos celulares utilizam h anos.

    CmerasAssim como acontece com qualquer

    celular ou tablet, o ThinkPad Tablet no substitui uma boa mquina fotogrfica.

    Ele tem duas cmeras, uma de 2 Mpixels em cima da tela, focalizando o usurio, e outra de 5 Mpixels na parte de trs. Elas so funcionais, mas a qualidade de

    imagem no grande coisa. O problema no so os sensores das cmeras, mas sim as lentes, que no se comparam nem com as da cmera fotogrfica mais simples do mercado hoje.

    Dessa forma, as cmeras so apenas funcionais. A que fica sobre a tela usada para conferncias, chamadas VoIP, etc, e como normalmente o stream de vdeo bem pequeno, a qualidade de imagem simplria no chega a ser problemtica.

    A melhor cmera a que fica na parte de trs do aparelho, sendo a que efetivamente se usa para registrar fotografias de objetos, pessoas, etc. Sua qualidade de imagem boa para os padres de celulares e tablets, mas no dispensa o uso de uma cmera fotogrfica de verdade para qualquer funo relevante para um profissional.

    TecladoO teclado vem em uma capa de couro

    muito parecida com a de uma agenda (figura 6).

    A porta USB tem uma tampa de proteo.

    Portas SD e SIM Card, bem protegidas.

    Hardware

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    Nele h uma moldura plstica para en-caixe do tablet, com um conector USB que faz a ligao dos dispositivos e a alimentao do teclado (a tampa de proteo da porta USB do tablet deve estar aberta). Gostamos da simplicidade dessa soluo.

    Montado sobre uma mesa, difcil perceber que se trata de um tablet e no de um netbook (figura 7). A sua base de en-caixe magnetizada, e basta aproxim-la do teclado para que ela seja atrada e se encaixe sem esforo algum. H trs posies para o encaixe, que proporcionam trs ngulos diferentes para a tela (figura 8).

    Esse sistema excelente, pois no tem dobradias ou partes mveis, portanto nada para quebrar. Alm disso, a base magnetizada tambm serve como um conveniente suporte para a caneta, pois ela gruda e no cai (na verdade a caneta de alumnio e no reage ao m, mas a pilha em seu interior sim).

    O teclado lembra muito o do ThinkPad X100e que testamos algumas edies atrs. As teclas so bem espaadas e tm excelente resposta ttil,

    chegando a ser mais confortvel do que os teclados de muitos netbooks. Mas no adianta se iludir: mesmo sendo muito mais prtico do que digitar na tela, ele ainda um teclado pequeno, que exige a combinao de teclas de funo para fazer coisas simples como digitar um ponto de interrogao ou uma barra em uma URL.

    Trackpoint pticoNo centro do teclado encon-

    tramos o Optical TrackPoint, uma nova verso do dispositivo apontador clssico em toda linha ThinkPad, que faz as vezes de mouse (figura 9).

    O novo dispositivo se com-porta como um mouse ptico de cabea para baixo, ele percebe o deslocamento do

    dedo sobre sua superfcie e coordena o pon-

    teiro na tela de

    acordo. O dispositivo pode ser configurado com trs velocidades diferentes, prtico e certamente til em algumas aplicaes, mas acreditamos que, na maioria das vezes, o usurio preferir apontar com a caneta diretamente na tela.

    SoftwaresFalar de softwares no caso de um tablet

    complicado, pois h lanamentos todas as semanas. Por exemplo, o sistema opera-cional o Google Android 3.1 (codinome Honeycomb), personalizado pela Lenovo. Ou melhor, era, pois assim que de-volvemos o tablet empresa, foi publicada a verso 4.0.1 (Ice Cream Sandwich).

    O pacote de sof-twares que acompa-nha o ThinkPad Tablet dife-rente daqui-lo que se

    A capa de couro mantm o teclado e o tablet

    protegidos.

    Com o teclado, o ThinkPad Tablet se torna to produtivo quanto um note/net.

    Pontos de encaixe magnetizados encaixam a tela ao teclado. No h encaixe, presilha ou fixao,

    portanto nada para quebrar.

    Hardware

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    normalmente se espera em um tablet, pois focado, principalmente, em segurana.

    Por exemplo, ele traz o McAfee Mobile Security pr-instalado, que atua como an-tivrus e monitor de navegao, indicando quais sites so potencialmente perigosos.

    O Documents To Go, da Dataviz, permite criar e editar documentos nos formatos Mi-crosoft (Word, Excel e Powerpoint) e Google Docs. Ele tambm oferece um aplicativo para Windows que permite sincronizar os documentos com o tablet. Para imprimir, o PrinterShare faz a interligao entre tablet e impressoras compartilhadas em um ou mais PCs.

    Para aqueles que preferem no rodar esses aplicativos no tablet, h tambm o Citrix Receiver, que pode acessar mquinas virtuais ou aplicaes servidas pelos sistemas XenDesktop e XenApp, permitindo que a empresa mantenha suas aplicaes e dados nos seus prprios servidores. Alm de se beneficiar de maior poder de processamento, a empresa ainda se protege em caso de um eventual extravio do tablet.

    Por falar em extravio, o ThinkPad Tablet oferece alguns recursos para lidar com esse tipo de problema. O sistema operacional Android oferece a possibilidade de encriptar tanto o flash interno do tablet quanto ao carto SD. Alm disso, o tablet conta com um agente de software que pode desabilitar qualquer uma das portas de expanso, (inclusive a cmera) impedindo roubo de informaes, bem como travar o dispositivo completamente. Tambm conta com o recurso Rooted Device Detection, que pode alertar o administrador da rede caso o tablet seja rootado, ou seja, caso algum tente instalar qualquer software que d acesso administrativo ao sistema operacional do tablet.

    Nem tudo perfeitoO ThinkPad Tablet at parece no ter

    nada de errado, mas na verdade tem sim.Seu alto-falante fraco, tem volume

    baixo e o som agudo demais. Esse de-feito ns podemos entender, o foco desse produto no multimdia, portanto, basta um speaker capaz de emitir alguns bips para chamar a ateno do usurio. Ainda assim, para conferncias ser obrigatrio usar um headset ou uma caixa de som.

    Um problema maior est na caneta: ela usa uma pilha tamanho AAAA (so quatro As, veja a figura 10), um pouco menores

    que as pilhas palito, as AAA. Usadas prin-cipalmente em canetas stylus e apontadores laser, pilhas nesse formato so muito difceis de encontrar. Como a funo delas apenas gerar um campo na ponta da caneta, essas pilhas devem durar muitos meses ou at anos. Quem sabe at l seja possvel encontr-las com mais facilidade.

    Por fim, tambm razoavelmente pesado: 700 g. mais do que a maioria dos outros tablets do mercado, apesar de ser ainda bem menos que um netbook.

    ConclusoNs evitamos tratar de produtos que no

    tenham um uso prtico e bem definido pois, do contrrio, estaramos apenas incentivando o leitor a gastar seu dinheiro. Infelizmente, esse era o caso dos tablets lanados at hoje.

    O que a Lenovo fez foi analisar o que tornava os tablets essencialmente inteis para os profissionais e consertou isso. No deve ter sido fcil, pois mesmo coisas simples como achar espao para inserir uma caneta stylus so difceis de fazer dentro de um aparelho to fino quanto um tablet. E, como o leitor pde ver nas fotos, a empresa no se limitou a colocar uma canetinha fininha e difcil de segurar como alguns palmtops tm. Foram feitos vrios ensaios de ergonomia at decidir pelo tamanho mais adequado para a caneta.

    O ThinkPad Tablet nos agradou por vrios motivos. Seu visual discreto e pro-fissional o menor deles, passando pela velocidade, disponibilidade de interfaces, confiabilidade, gerenciabilidade, segurana e boa oferta de softwares. Alm disso, ele pode ser adquirido com ou sem o teclado, de acordo com a necessidade.

    Mas, de longe, o melhor a caneta. Ela o fator decisivo, ela que faz do ThinkPad Tablet a melhor opo do mercado. A cane-ta, com boa preciso, era tudo que faltava para que profissionais utilizassem tablets, pois permite rascunhar, traar esboos de projetos, escrever e at mesmo assinar - o que faz toda a diferena no mundo corporativo. Uma assinatura, uma coisa to simples e ao mesmo tempo to importante, mas que nenhum outro tablet consegue registrar. Afinal, sem uma caneta, como o usurio vai assinar? Com o dedo?

    Em resumo: o tablet da Lenovo ganha nossa recomendao por ser um produto til e bem pensado, ao invs de tentar ser mais um em um mar de tablets da moda que pecam em coisas bvias.

    Pilhas AAAA permitem que a caneta seja fina, mas so difceis de encontrar no nosso mercado.

    O TrackPoint ptico mais compacto que um touchpad. E funciona to bem quanto.

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    17H vrios modelos de kits com teclado e mouse disponveis no mercado. Desde os cabeados e os sem fio at os mais simples, ou cheios de botes configurveis. O preo tambm varia bastante, existem kits que custam entre R$50,00 e R$ 600,00 ou mais.

    Com essa oferta to diversa, fica sempre a dvida na hora de escolher um modelo. Muitas pessoas decidem a compra apenas pelo preo mais baixo, outros compram por recomendaes de amigos e h, ainda, os modelos que vm inclusos na compra de um computador completo em lojas de varejo. Porm, o ideal, antes da aquisio, saber qual tipo de uso ser designado para o teclado.

    Quem procura um mouse para longos perodos de jogo, por exemplo, deve pensar em adquirir um modelo especfico. Regulagem de peso e maiores resolues de DPI (dots per inch) para aumentar a preciso dos cliques, so algumas referncias, mas, principalmente, um mouse que no seja desconfortvel e que tenha fio, pois, muitas horas de jogo sero interrompidas por falta de carga na pilha, alm do que, o mouse com cabo responde mais rapidamente. J quem procura um teclado somente para a digitao comum do dia a dia, dever considerar modelos mais simples.

    O kit K-W700 GY, da C3 Tech, no entanto, pelo preo mdio em torno de

    Teclado e mouse wireless

    C3 Tech K-W700 GYO kit K-W700 GY composto por mouse

    de cinco botes e teclado com teclas de atalho

    para quem procura por melhor controle

    de contedo multimdia. Alm disso, com

    preo competitivo, uma boa alternativa

    aos modelos padronizados.

    R$70,00, se diferencia dos modelos standard e oferece melhor controle de udio e de vdeo com botes multimdia. Pessoas que tm o costume de ouvir msica enquanto fazem outras tarefas no computador, por exemplo, tero grande interesse neste modelo.

    Teclado muito comum os usurios deixarem

    um software multimdia, responsvel pela reproduo de msica, em segundo plano enquanto desenvolvem uma apresentao de slides, escrevem um texto ou esto com um jogo aberto em tela cheia. O problema que, quando o usurio quer passar uma msica que no deseja ouvir naquele momento, ele precisa voltar ao programa que estava de fundo.

    O teclado deste kit no o primeiro, tampouco o nico do mercado com a caracterstica de multimdia, mas alguns modelos misturam tantas teclas iguais com o propsito de ajudar, que acabam por atrapalhar, j que se perde mais tempo para encontrar o cone da ao desejada.

    Com as teclas de atalho multimdia do kit K-W700 GY, no necessrio sair do programa principal ou pausar o jogo para trocar a msica (as teclas funcionam para filmes tambm). Como as teclas foram implementadas na lateral do teclado, veja nas figuras 1 e 2, o uso fica mais fcil.

    Ronnie Arata

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    Alm do foco em controle de udio, este teclado ainda oferece mais oito teclas de atalho na parte superior (figura 3). Estas tm as funes de colocar o computador em modo de espera, abrir a pasta de usurio, calculadora, iniciar buscas, atualizar pgina, favoritos do navegador, caixa de e-mails e Internet. Mais especificaes do produto esto dispostas na tabela 1.

    H alguns aspectos que no consideramos bons neste teclado. A implementao lateral das teclas de atalho, por exemplo, facilitam o controle multimdia, mas dificultam o posicionamento das mos no teclado. A orientao pelo tato, para usar a combinao de teclas Alt + Tab, ESC ou o teclado numrico, no ficou boa.

    Outro aspecto que foge do padro so as setas direcionais, que foram deslocadas um pouco esquerda. A tecla zero tambm foi diminuda por conta da aproximao do teclado numrico. Os LEDs indicadores de Num Lock, Caps Lock e Scroll Lock tambm no foram implementados e fazem falta em alguns momentos.

    MouseA aparncia deste mouse foi pensada para

    acompanhar o tipo de uso do teclado. Ele no um daqueles cheios de cores e designs diferenciados voltados para jogadores, mas tambm no extremamente simples (figura 4). um modelo que, certamente, substitui aquele mouse-padro que vem com os computadores comprados em pacotes fechados.

    No entanto, infelizmente, para quem usa o mouse com a mo esquerda, o design deste modelo no bom. Alm do desconforto causado, os botes extras, de avanar e voltar, ficam na lateral esquerda e so melhores se utilizados com o polegar direito.

    Provavelmente, na primeira vez em que o mouse for utilizado, o ponteiro poder se movimentar muito rpido, mas, a sensibilidade regulvel. No entanto, a resoluo do mouse apenas uma, de 1000 DPI (na tabela 2 vemos mais caractersticas do modelo).

    Lamentavelmente no h um boto para desligar o mouse, portanto, sem tirar as pilhas de dentro dele, no h uma maneira eficiente para deslig-lo e economizar pilhas.

    DriversJunto ao kit includo um mini CD

    com os drivers, tanto do teclado quanto do mouse, e possvel instal-los separados ou individualmente (figura 5). Escolha uma opo e depois clique em run setup (Na primeira utilizao, a opo de instalar os dois drivers a mais recomendada). Espere a concluso e reinicie o computador. Assim que o sistema voltar, basta conectar o adaptador USB (figura 6) e o kit j estar pronto para uso.

    Na barra de cones do Windows, possvel abrir as telas de configurao dos dispositivos. Na figura 7, vemos a tela para configurao do mouse. Nela, alm de outras configuraes nativas do Windows, possvel configurar os dois botes laterais para diferentes funes, como a velocidade de clique duplo e boto

    Na lateral esquerda vemos os botes de abrir o media player, play/pause, voltar e passar msica ou captulo.

    Na direita os botes so voltados para o volume: mudo, aumentar e diminuir volume.

    Oito botes de atalhos adicionais ficam na parte superior esquerda.

    possvel ver a ergonomia para a mo

    direita no design do mouse.

    Hardware

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    F3. F4.

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    de scroll (wheel button). Com a tela de configurao do teclado, mostrada na figura 8, possvel configurar quatro teclas de atalho (Media Player, Home, E-mail e Favoritos) para funes diferentes do padro do teclado.

    ConclusoSabemos que o mercado de portteis

    (notebooks, ultrabooks e tablets) est em evidncia e, para este tipo de equipamentos, os perifricos so opcionais, mas isso no significa que os desktops esto extintos e que mouses e teclados no so mais vendidos.

    Pelo contrrio, isso est longe de acontecer. A oferta de perifricos enorme e o kit K-W700 GY um dos modelos que, certamente, se mostra como uma opo interessante e deve ser considerado por quem procura um mouse e um teclado, tanto para trocar o velho quanto na compra de um PC novo.

    Tela inicial de instalao dos drivers.

    Diferente de alguns modelos, o adaptador USB no tem lugar para ficar guardado quando no est em uso.

    Vrias aes podem ser configuradas para os dois botes adicionais do mouse.

    Apenas essas quatro teclas

    podem ser configuradas

    para outras funes no teclado de

    atalho.

    Hardware

    TecladoTeclas 103 Padro ABNT II

    Teclas de atalho 15

    Alimentao 3.0 VDC (2 pilhas AAA)

    Consumo 3 mA (tecla pressionada)

    Dimenso 464 x 145 x 23 mm

    Peso 0,73 Kg

    MouseBotes Scroll, Avanar e Voltar

    Resoluo (ptico) 1000 DPI ptico

    Deteco de movimento At 14 pol/s

    Alimentao 1.5 V DC (uma pilha AA)

    Consumoe de energia ptico

    Dimenso 122 x 73 x 39 mm

    Peso 0,075 Kg

    F5.

    F6.

    F7.

    T1.

    T2.

    F8.

    Caractersticas gerais do teclado

    Especificaes tcnicas do mouse

    PC

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    Hardware

    bastante cmodo poder assistir TV no compu-

    tador, o que incomoda mesmo a baixa resoluo do

    sinal 1seg que, em monitores maiores, deixa a imagem

    ruim. Quem pretende ter experincias melhores com

    esse tipo de aparelho deve estar ciente disso e pro-

    curar os modelos de sintonizador de TV com suporte

    a imagens de alta definio. A Visus apresenta duas

    boas ideias em formato USB: O Visus TV Radicale e

    o Visus TV Duos.

    Ronnie ArataMembro da equipe de redao e laboratrio

    da revista, dedica-se ao estudo de jornalismo e Tecnologia da Informao.

    Sintonizadores de TV Full Seg Visus

    Com o avano da tecnologia, as pla-cas sintonizadoras de TV evolu-ram para as interfaces USB (antes eram PCI). Com esses dispositivos, a possibilidade de assistir TV enquanto se utiliza o computador fica mais fcil. Porm, at recentemente, a maioria dos sintoniza-dores de TV USB s suportava a banda 1 seg, de baixa resoluo, insuficiente para assistir TV com qualidade em modo tela cheia, tanto em PCs quanto em notebooks.

    No queremos condenar o sinal 1 seg, pois ele tem seus mritos e o responsvel por possibilitar a transmisso de imagem digital para muitos aparelhos portteis como celulares, tablets e TVs de bolso. No entanto, quem pretendesse assistir imagens de me-lhor qualidade acabava com poucas opes.

    Felizmente os modelos FullSeg tm sur-gido, e uma das empresas a dissemin-los no nosso mercado a All Nations, distribui-dora da linha Visus. Foi ela que nos enviou dois modelos para testes, que apresentamos neste artigo.

    CaractersticasRecebemos um sintonizador Visus TV

    Radicale e um Visus TV Duos. A principal diferena entre os dispositi-

    vos (figura 1), que o Visus TV Duos tem a funo PIP (picture-in-picture), ou seja, possvel ver dois canais, sendo que a ima-gem do segundo aparece menor no canto inferior esquerdo do monitor (figura 2).

    Esta funo til para ver o que est passando em outros canais, antes de mudar definitivamente, sem perder partes da pro-gramao do canal principal ou sem ter que esperar os intervalos comerciais.

    Ambos os modelos vm acompanhados de uma antena (figura 3), que conectada ao dispositivo atravs de um conector do tipo Belling-Lee. Esse tipo de conexo utilizado principalmente na Europa, e fisicamente in-compatvel com o padro F que utilizamos no Brasil. No caso do Radicale, se for neces-srio conectar uma antena externa usando o padro F ser indispensvel um adaptador, que felizmente fcil de encontrar e barato. J o Duos utiliza um conector MCX (tambm chamado de microcoaxial) e traz adaptado-res para conexes F e Belling-Lee (figura 4), portanto bem mais verstil nesse aspecto.

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    Hardware

    Na etapa seguinte (figura 16), escolha o local de destino da instalao e avance. Ser necessrio avanar mais um passo de-pois de escolher a pasta de programas, que pode ser a pasta padro ArcSoft TotalMe-dia 3.5 (figura 17).

    Por ltimo, espere o trmino da insta-lao e clique em concluir.

    TotalMedia 3.5Alm de sintonizador de TV, o Total-

    Media tem vrias funcionalidades. Ele serve como visualizador de fotos, tocador de m-sica, vdeos e DVD. Mas, a tarefa que nos importa agora a TV. A primeira vez que o programa utilizado, necessrio configurar o sinal - a tela da figura 18 ser iniciada au-tomaticamente. Siga as instrues desta tela.

    A regio selecionada dever ser o Brasil (figura 19), s clicar em poximo nova-mente. Depois, basta escolher o dispositivo

    Tela inicial de instalao do Visus TV Radicale.

    Tela de permisso para instalao do software de

    som e vdeo.

    Seleo de idioma para instalao do software.

    A preparao da instalao no demorada.

    Permita a instalao do software de interface humana.

    Tela de boas-vindas do TotalMedia.

    Mensagem de boas-vindas da DibCom TV Stick.

    Concluindo a instalao do driver.

    A licena deve ser aceita para continuar a instalao.

    Acessrios do Visus

    TV se combinam para

    melhor funcionamento.

    F6.

    F9.

    F12.

    F7.

    F10.

    F13.

    F8.

    F11.

    F14.

    F5.

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  • 2012 # 99 # PC&CIA

    23

    Hardware

    de vdeo e clicar em prximo pela terceira vez (figura 20). Vale explicar que, no caso do Duos, sero exibidos dois dispositivos de captura, mas no importa qual ser selecio-nado pois ambos sero capazes de sintonizar qualquer canal. Na prxima tela, que a de procura de canais, necessrio clicar em iniciar para que o programa procure pelos sinais dos canais disponveis. Este processo pode demorar alguns minutos.

    Ao final da procura, uma tela exibir qual o total de canais que foram encontra-dos (figura 21), clique em OK, e depois em prximo mais uma vez.

    J ser possvel ver a programao de um dos canais encontrados. Clique no boto de Tela Inteira e pronto! Seu PC j agora uma TV tambm.

    Se o software encontrar poucos, ou nenhum canal, certifique-se de mudar a antena de lugar, procure um lugar onde ela

    no fique escondida e nem fechada, e faa a busca dos canais novamente.

    RecursosTanto o modelo Radicale quanto o Duos

    contam com o recurso de Time Shifting. Este recurso permite gravar a programao para assistir depois, inclusive com agendamen-to como visto na figura 22 (esta funo disponvel no boto PROGRAMAO).

    Esta gravao nada mais do que um ar-quivo no formato .mpg. Cada minuto gravado em HD tem o tamanho mdio de 110 MB. Portanto, certifique-se de ter espao no HD para as gravaes desejadas. Uma programa-o de 30 minutos pode ocupar at 3,5 GB.

    Outro recurso, pertencente apenas ao modelo Duos o PIP. Depois de configurar o sinal dos canais, o TotalMedia pergunta se o usurio quer configurar dois sintonizadores. Basta escolher a opo Sim (figura 23).

    ConclusoObviamente, os sintonizadores de TV

    USB no foram feitos para concorrer com a experincia de assistir TV em uma tela de 40 no sof de casa apenas com o con-trole e a pipoca na mo, mas a ideia destes produtos no vencer os televisores mais caros do mercado. Pelo contrrio, o preo o maior aliado.

    Lembra-se de quando as fitas VHS eram utilizadas para gravar os programas da TV? Quem tinha esse costume, encontrar gran-de semelhana nestes sintonizadores com o Time Shifting, mas com grandes vanta-gens como qualidade de imagem melhor e armazenamento maior e mais prtico (feito no prprio computador). Pelo preo de R$ 80,00 (Radicale), e R$ 120,00 (Du-os), os sintonizadores da Visus so opes funcionais e acessveis, e recebem nossa recomendao. PC

    Usurio e chave so importantes. Preste ateno.

    Assistente para sintonizador de canais.

    Encontramos um bom nmero de canais nos testes.

    Avance para inicializar a instalao.

    Seleo da regio. Brasil j deve ser o padro.

    Tela para agendamento de gravao de imagens.

    Escolha uma pasta de destino para instalao.

    Escolha o dispositivo de vdeo correto.

    preciso configurar dois sintonizadores para o PIP.

    F15.

    F18.

    F21.

    F16.

    F19.

    F22.

    F17.

    F20.

    F23.

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  • PC&CIA # 99 # 2012

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    Muitas pessoas, sem entender a tecnologia, no se convence-ram de usar um SSD de 40 GB no lugar de um HD de 500 GB mas, depois que o conceito e o comportamento dos SSDs foi explicado, entendido e disseminado, mais pessoas comearam a ver as vantagens de adot-los para o seu computador e, principalmente, para o notebook, pois, sem conter partes mveis, um SSD muito mais resistente a quedas e movimentos bruscos.

    Neste artigo, j passados alguns anos depois do dossi que fizemos sobre os SSDs, analisamos o que mudou e, depois, nos artigos que seguem, veremos alguns exemplos dos modelos que so ofertados no mercado.

    PreoO maior fator e talvez o nico que ainda

    seja impeditivo para a adoo de drives de estado slido o preo por gigabyte. Enquanto os HDs de 250 GB esto na mdia de R$ 200,00, os SSDs, de mesma capacidade, dependendo da marca, variam entre R$ 1.600,00 a R$ 2.100,00.

    Mesmo assim, importante lembrar de que o preo nunca o nico motivo para decidir a compra de um produto, portanto, no h dvidas, a hegemonia dos HDs j acabou.

    Na edio n 88 da PC&Cia, mostramos tudo sobre os SSDs, sobre o futuro dos HDs e da tendncia que j podia ser observada e hoje utilizada com ainda mais frequncia: a tendncia de uso de sistemas mistos. Ou seja, com um SSD para o sistema operacional e programas e um HD para armazenamento de maiores volumes de dados. Muitos usurios acham sensato balancear a compra de dois dispositivos de armazenamento, um para cada funo.

    A Situao Atual dos SSDs

    Os primeiros SSDs foram lanados com

    pouca capacidade de armazenamento e

    preo alto, comparados com os HDs da

    mesma poca. O resultado disso foi que os

    consumidores no os aceitaram to bem.

    Hoje, com maiores capacidades e a evoluo

    da tecnologia que os envolve, vemos a nova

    onda de drives de estado slido surgirem

    mais atraentes para o mercado.

    No final das contas, no acaba sendo um investimento to caro quanto R$ 1.500,00 e, alm do desempenho, os benefcios obtidos j so satisfatrios.

    CapacidadeAlguns modelos, como o SSDNow V

    Series, da Kingston (testado na edio n 93), que esto disponveis com capacidades desde 30 GB, so acompanhados de um kit para manuteno que prope substituir o HD por um SSD de maneira fcil. Depois de trocados os dispositivos, o usurio pode utilizar um software de clonagem de discos para eliminar a necessidade de reinstalar todo o sistema que veio de fbrica. Com isso, no se perde a funcionalidade de recuperao do sistema de um notebook, tampouco as configuraes personalizadas de usurio, alm do que, aps o upgrade, ganha-se um HD externo (para isso, tambm includa no kit, uma gaveta externa).

    Esse tipo de upgrade o mais recomendado para SSDs com pouca capacidade. Porm, o que vemos atualmente que as fabricantes esto aumentando as capacidades dos SSDs, o que pode at eliminar a ideia de sistemas mistos para boa parte dos usurios, especialmente para os de notebooks.

    Os SSDs j esto chegando na casa dos terabytes, mas o preo tambm sobe (chegando mdia de US$ 1.100), lembrando que estes atingem outro tipo de pblico.

    DesempenhoO desempenho outro diferencial que

    d vantagem ao SSD. Os HDs tm uma limitao fsica e jamais conseguiriam aumentar seu desempenho como aumentam os drives de estado slido. Esse desempenho resultado da evoluo dos prprios circuitos e componentes, principalmente dos chips controladores.

    Ronnie ArataMembro da equipe de redao e laboratrio

    da revista, dedica-se ao estudo de jornal-ismo e Tecnologia da Informao.

    TestesEdio Gratuita. Download em

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    Aqui, o destaque fica com a controladora SandForce, pertencente ao grupo LSI (http://www.lsi.com) desde janeiro de 2012, empresa com foco no desenvolvimento de semicondutores e software para acelerao de servios de internet e datacenters.

    A controladora da SandForce foi premiada e bastante comentada no ano de 2011, o que a tornou escolha de muitas fabricantes de SSDs. Compatvel com a interface SATA 3, as taxas mdias de leitura e escrita conseguem atingir mais do que 500 MB/s.

    importante relembrar que os SSDs sofrem, com o tempo de uso, uma queda de desempenho derivada da ocupao das clulas. Uma forma de correo o comando TRIM. Um recurso que procura por blocos marcados como livres para o sistema operacional, mas que ainda guardam informaes e os apaga de vez. Assim, quando precisar gravar os dados nestas clulas outra vez, gasta-se apenas o tempo da escrita.

    Modelos do mercadoA primeira vez que tratamos de SSDs

    explicamos tudo sobre eles. Agora, nos artigos desta edio, alm de atualizar o leitor sobre a atual situao deste mercado, vamos mostrar alguns exemplos de drives que podem ser encontrados no nosso mercado sem dificuldade.

    Tivemos a oportunidade de testar: Corsair Force GT de 240 GB; Corsair Performance Pro de 256 GB; Intel 320 Series de 160 GB; Kingston Hyper X de 120 GB; Plextor PX256M3 de 256 GB; Seagate Momentus XT de 500 GB; SMART XceedValue de 240 GB.

    MetodologiaEm vez de instalar o sistema nos

    SSDs para test-los, o que no garante repetibilidade, decidimos montar uma plataforma nica (tabela 1). Dessa maneira, garantimos que os testes sejam feitos com os mesmos parmetros em todos os modelos.

    Alm disso, antes de qualquer teste com qualquer modelo, utilizamos o software hdparm para executar o comando Secure Erase diretamente no firmware dos dispositivos, ressetando os drives para o mesmo estado em que saram da fbrica.

    Essa operao no s limpa as clulas como tambm as tabelas usadas para Wear-Levelling, portanto elimina a perda de desempenho que os drives apresentam aps uso estendido. como se testssemos uma unidade recm-sada da fbrica a cada teste.

    Utilizamos os softwares HD Tune Pro 5.0, Crystal Disk Mark 3.0.1 e o IOMeter 2006.07.27 com os perfis personalizados que simulam acessos tpicos a um servidor web, a um servidor de arquivos e a um servidor de streaming.

    No HD Tune, fizemos os testes de escrita e leitura que vm configurados por padro do programa. O HD Tune faz os testes no disco inteiro e nos mostra vrios dados interessantes que comprovam as diferenas entre os SSDs e os HDs. Tempo de acesso, uso de CPU e taxas mnimas, mdias e mximas de vazo de dados.

    J o Crystal Disk Mark os testes foram feitos com o tamanho de 1000 MB. Configuramos o software para repetir os testes cinco vezes seguidas. Todos na mesma configurao padronizada.

    Todos os resultados podem ser vistos nos artigos respectivos de cada modelo, que esto nas pginas a seguir.

    ConclusoOs SSDs j esto bem disseminados

    no mercado brasileiro, mas eles ainda tm um longo caminho para trilhar at se tornarem, de fato, produtos viveis para o consumidor final.

    Mesmo que voc ainda no se interesse pela tecnologia dos SSDs, importante estar atualizado, pois este tipo de investimento ser inevitvel, assim que mais modelos surgirem no mercado, com novas propostas e diferentes pblicos-alvo.

    Testes

    Caractersticas Hardware

    Plataforma Lynx

    APU AMD A8-3850 (2,9 GHz)

    Cooler Zalman CNPS10X Extreme (BOX)

    Placa Me GIGABYTE A75M-D2H (BIOS F4)

    Memria 2 x 4 GB Kingston Hyper X DDR3 1600 MHz

    Armazenamento Kingston SSDNow V Series 128 GB SATA 2

    Fonte Cooler Master 1000W RS-A00-EMBA

    Software

    Sistema Operacional Windows 7 SP1 Ultimate 64 bits

    Drivers

    Catalyst Software Suite 11.9

    AHCI for Windows 7 11.9

    South Bridge Driver 11.9 PCT1. Esta mesma plataforma foi utilizada para os testes de todos os SSDs.

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  • PC&CIA # 99 # 2012

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    Pela cor avermelhada, o Force GT da Corsair causa uma boa primeira im-presso, mas como no adianta ter boa aparncia e faltar desempenho, a fabricante tambm caprichou na escolha da controladora para compor o produto. A SF-2282 da famosa famlia SF-2200 da SandFor-ce proporciona ao Force GT uma boa vazo de dados, tanto de leitura quanto de escrita (na tabela 1 listamos mais caractersticas).

    Se voc procura por um dispositivo de armazenamento para trabalhar com trans-ferncias de grandes quantidades de arqui-vos, o Force GT pode ser uma boa opo. A prpria empresa o classifica como o SSD mais rpido que ela produz. Segundo as es-pecificaes tcnicas do produto, a vazo

    Corsair Force GT

    isso nativamente, antes de grav-los, assim utiliza-se uma quantidade menor de clulas e o SSD consegue funcionar por mais tem-po antes de apresentar falhas. Alm disso, a vazo tambm ser maior.

    O modelo que recebemos veio com ca-pacidade de 240 GB, mas a linha Force GT conta com outras capacidades: 60 GB, 90 GB, 120 GB, 180 GB, 240 GB e 480 GB. No Brasil, possvel encontr-lo na mdia de R$ 1.600. E o preo dos outros modelos varia entre R$ 500 (60 GB) a R$ 3.000 (480 GB).

    Junto com o SSD, includa uma chapa adaptadora para a baia de 3,5 para instalar o SSD em gabinetes. Nas figuras 1 e 2 ve-mos os detalhes interiores do modelo. E na figura 3, o seu perfil trmico, com o ponto mais quente na controladora.

    De todos os drives que testamos, o Force GT foi o que apresentou o maior aqueci-

    Ronnie Arata

    de leitura de 555 MB/s e a de escrita de 525 MB/s. A configurao dos testes que a fabricante utiliza para atingir essas taxas est disponveis no link www.corsair.com/ssd/force-series-gt-ssd.html.

    Vale lembrar que essa velocidade s possvel pela verso 3 do barramento SATA, que teoricamente chega a vazo mxima de 750 MB/s. Obviamente, se utilizado com os barramentos de verses mais antigas (SATA 1 ou SATA 2), a velocidade ser limitada, o que no chega a ser um fator para desmoti-var a compra, afinal o tempo de acesso to baixo que mesmo com vazo limitada o de-sempenho ainda ser excelente. Isso vale para qualquer SSD, no apenas para o Force GT.

    Este SSD tambm tem um comportamento bastante interessante quando trabalha com dados comprimveis. A controladora SF-2282 analisa se o dado pode ser compactado e faz

    Caractersticas Controladora SF-2282

    Capacidade 240 GB

    MTBF (horas) 2000000

    SATA 3

    TRIM SIM

    NCQ SIM

    S.M.A.R.T. SIM

    Peso 80 g

    Consumo mx (Idle) 0,6 W

    Consumo mx (Leitura) 4,6 W

    Crystal Disk Mark Leitura Escrita

    Sequencial 489,20 309,20

    512 k 436,40 309,10

    4 k 30,33 98,70

    HD Tune Pro 5.0 Funo Mdia (MB/s) Tempo de Acesso (ms) Uso de CPU (%)Corsair Performance Pro

    Leitura 337,3 0,057 6,0

    Escrita 262,0 0,074 5,4

    Corsair Force GT

    Leitura 326,6 0,063 6,6

    Escrita 308,7 0,120 6,1

    Intel 320 Series

    Leitura 206,3 0,070 4,1

    Escrita 159,8 0,085 3,2

    Kingston Hyper X

    Leitura 359,7 0,063 5,3

    Escrita 304,9 0,164 6,0

    SMART XceedValue

    Leitura 208,3 0,071 4,4

    Escrita 188,2 0,096 4,3

    Momentus XTLeitura 86,3 0,288 2,1

    Escrita 84,0 6,530 2,3

    Plextor P X256M3

    Leitura 320,4 0,075 6,3

    Escrita 241,7 0,087 5,5

    HD Tune Pro 5.0 Funo Mdia (MB/s) Tempo de Acesso (ms) Uso de CPU (%)HD Tune Pro 5.0 Funo Mdia (MB/s) Tempo de Acesso (ms) Uso de CPU (%)

    Corsair Force GT

    Leitura 326,6 0,063 6,6

    Escrita 308,7 0,120 6,1

    Caractersticas bsicas do modelo.

    Resultados dos benchmarks Crystal Disk Mark com diferentes tamanhos de bloco.

    Resultados obtidos no HD Tune Pro 5.0 de todos os dispositivos para referncia.

    Testes

    T1.

    T2. T3.

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  • 2012 # 99 # PC&CIA

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    mento, chegando at os 70 C. Essa tem-peratura no alta para um chip de silcio, mas existe motivo de preocupao, pois o fabricante no implementou nenhum tipo de elastmero ou condutor trmico que permita transferir o calor da controladora para o exterior do drive.

    Com certeza as temperaturas so ainda mais altas com o drive fechado, o que, em casos extremos, pode influenciar negativa-mente a vida til do produto.

    No acreditamos que a Corsair tenha co-locado um produto no mercado sem test-lo extensivamente, e de fato ele no apresentou nenhum mau funcionamento no nosso la-boratrio.

    TestesNos nossos testes, feitos no HD Tune Pro

    5.0, a vazo de leitura chegou a taxa mxima de 365 MB/s. Os mais de 500 MB/s alegados pelo fabricante no so vistos no mundo real. Ainda assim, o desempenho alto, tornan-do esse drive uma das melhores opes para quem busca desempenho extremo.

    Na tabela 2 vemos os resultados do Crystal Disk Mark e na tabela 3 os resul-tados de todos os modelos, obtidos no HD Tune Pro 5.0 .

    No IOMeter, os resultados do Force GT tambm foram bons, com a taxa de requi-sies que ultrapassam os 15.500 IOPS, no perfil de servidor web, e mais de 5.000 IOPS no perfil de servidor de arquivos. Na figura 4 vemos os resultados de todos os modelos obtidos no IOMeter.

    Controladora da SandForce SF-2282. Podemos ver a grande quantidade de chips que compe o modelo.

    Testes

    PC

    F1. F2. F3.

    F4.

    A controladora do Force GT ultrapassa a tempera-tura dos 70 C, e no h qualquer elastmero ou forma de controle de temperatura.

    Grfico do IOMeter com destaque para o modelo Force GT.

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  • PC&CIA # 99 # 2012

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    Muitos tcnicos se perguntam sobre montar arranjos em RAID com os SSDs, mas j sabido que este tipo de uso no tem afinidade com o comando TRIM e, por isso, o RAID de SSDs depende do recurso Garbage Collection para no ter a perda de desempenho, que acontece naturalmente com tempo de uso dos SSDs.

    Pensando nesse tipo de uso, a Corsair desenvolveu o Performance Pro, que conta com o recurso de Garbage Collection (Box 1) embutido, a fim de o tornar o compo-nente ideal para quem decide compor uma configurao em RAID. Este modelo conta com a controladora Marvell 88SS9174 que,

    Performance Pro

    figura 3, o perfil trmico do Performance Pro mostra pouca variao de temperatura, o que excelente.

    TestesO IOMeter no conseguiu medir a

    taxa de IOPS, no perfil de Streaming, do modelo Performance Pro que recebemos. No conseguimos identificar o problema com exatido, mas acreditamos que tenha sido alguma incompatibilidade com o sistema de testes. No entanto, os perfis de web e servidor de arquivos apresentaram resultados de 7700 IOPS e 3800 IOPS que podem ser vistos no grfico da figura 4.

    J no HD Tune Pro a velocidade de leitura do Performance Pro a segunda maior e fica com a mdia de 337,3 MB/s. E no Crystal Disk Mark a escrita que mostra bom resultado, atingindo quase

    segundo a empresa, o concede a taxa de vazo de leitura de 515 MB/s e 440 MB/s de escrita (na tabela 1 listamos algumas caractersticas interessantes do modelo). No entanto, preciso ter cuidado com esses nmeros, pois eles representam o melhor caso usando uma ferramenta especfica, ou seja, dificilmente o usurio ver esse desempenho todo no dia a dia.

    H apenas duas capacidades disponveis deste modelo, o que faz sentido j que o foco do produto RAID. O menor, que tem 128 GB, pode ser encontrada no Brasil pela mdia de R$ 720,00 e o maior, 256 GB, modelo que testamos, tem o preo na mdia de R$ 1.400,00. Um adaptador para o formato 3,5 tambm includo no pacote, para fixao nas baias do gabinete.

    Nas figuras 1 e 2 vemos os detalhes e a controladora com o logotipo da Marvell. Na

    Caractersticas Controladora Marvell 88SS9174

    Capacidade 256 GB

    MTBF (horas) 1500000

    SATA 3

    TRIM SIM

    NCQ SIM

    S.M.A.R.T. SIM

    Peso 64 g

    Consumo mx (Idle) 0,2 W

    Consumo mx (Leitura) 1,4 W

    Crystal Disk Mark Leitura Escrita

    Sequencial 292,00 306,30

    512 k 263,80 316,70

    4 k 26,55 59,53

    4 k QD 32 264,60 237,40

    HD Tune Pro 5.0 Funo Mdia (MB/s) Tempo de Acesso (ms) Uso de CPU (%)Corsair Performance Pro

    Leitura 337,3 0,057 6,0

    Escrita 262,0 0,074 5,4

    Corsair Force GT

    Leitura 326,6 0,063 6,6

    Escrita 308,7 0,120 6,1

    Intel 320 Series

    Leitura 206,3 0,070 4,1

    Escrita 159,8 0,085 3,2

    Kingston Hyper X

    Leitura 359,7 0,063 5,3

    Escrita 304,9 0,164 6,0

    SMART XceedValue

    Leitura 208,3 0,071 4,4

    Escrita 188,2 0,096 4,3

    Momentus XTLeitura 86,3 0,288 2,1

    Escrita 84,0 6,530 2,3

    Plextor P X256M3

    Leitura 320,4 0,075 6,3

    Escrita 241,7 0,087 5,5

    Caractersticas bsicas do modelo.

    Resultados dos benchmarks Crystal Disk Mark com diferentes tamanhos de bloco.

    Resultados obtidos no HD Tune Pro 5.0 de todos os dispositivos para referncia.

    HD Tune Pro 5.0 Funo Mdia (MB/s) Tempo de Acesso (ms) Uso de CPU (%)Corsair Performance Pro

    Leitura 337,3 0,057 6,0

    Escrita 262,0 0,074 5,4

    Testes

    T1.

    T2. T3.

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  • 2012 # 99 # PC&CIA

    29

    300 MB/s por segundo (na tabela 2 vemos os resultados do Crystal Disk Mark em diferentes tamanhos de bloco e na tabela 3 os resultados de todos os modelos, obtidos no HD Tune Pro 5.0).

    Com essas taxas, o Performance Pro um bom produto mesmo para quem no pretende utilizar uma configurao RAID.

    Detalhe da logotipia da Marvell estampada no chip da controladora.

    Poucos chips conseguem oferecer a capacidade de 256 GB.

    Testes

    PC

    F1. F2. F3.

    F4.

    H pouca variao de temperatura na atividade deste modelo.

    Grfico do IOMeter com destaque para o modelo Performance Pro.

    Box 1 Garbage Collection

    O recurso de Garbage Collection foi inventado por John McCarthy, para resolver problemas com o uso de memria no grupo de linguagem de programao Lisp. Basicamente, o principal objetivo deste recurso detectar quais blocos da memria no so mais utilizados, porm, que ainda contenham informaes, para apag--los efetivamente.No entanto, tambm h desvantagens como maior uso de recursos compu-tacionais e a impreviso de quando o recurso funciona, j que acontece automaticamente.Quando usado em SSDs, o recurso de Garbage Collection ajuda a manter a ordem dos dados na matriz RAID. lim-pando os blocos inutilizados pela tabela de arquivos, deixando que o sistema se preocupe apenas com a nova escrita.Entretanto, nada to simples assim, e o que vimos at agora apenas o conceito de Garbage Collection, mas no seu funcionamento.

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  • PC&CIA # 99 # 2012

    30

    Intel 320 Series

    Caractersticas Controladora Intel

    Capacidade 160 GB

    MTBF (horas) 1200000

    SATA 2

    TRIM SIM

    NCQ SIM

    S.M.A.R.T. SIM

    Peso 84 g

    Consumo mx (Idle) 0,100 W

    Consumo mx (Leitura) 0,150 W

    Crystal Disk Mark Leitura Escrita

    Sequencial 267,50 173,20

    512 k 206,10 172,80

    4 k 19,42 33,86

    4 k QD 32 143,10 101,10

    HD Tune Pro 5.0 Funo Mdia (MB/s) Tempo de Acesso (ms) Uso de CPU (%)Corsair Performance Pro

    Leitura 337,3 0,057 6,0

    Escrita 262,0 0,074 5,4

    Corsair Force GT

    Leitura 326,6 0,063 6,6

    Escrita 308,7 0,120 6,1

    Intel 320 Series

    Leitura 206,3 0,070 4,1

    Escrita 159,8 0,085 3,2

    Kingston Hyper X

    Leitura 359,7 0,063 5,3

    Escrita 304,9 0,164 6,0

    SMART XceedValue

    Leitura 208,3 0,071 4,4

    Escrita 188,2 0,096 4,3

    Momentus XTLeitura 86,3 0,288 2,1

    Escrita 84,0 6,530 2,3

    Plextor P X256M3

    Leitura 320,4 0,075 6,3

    Escrita 241,7 0,087 5,5

    Caractersticas bsicas do modelo.

    Resultados dos benchmarks Crystal Disk Mark com diferentes tamanhos de bloco.

    Resultados obtidos no HD Tune Pro 5.0 de todos os dispositivos para referncia.

    HD Tune Pro 5.0 Funo Mdia (MB/s) Tempo de Acesso (ms) Uso de CPU (%)

    Intel 320 Series

    Leitura 206,3 0,070 4,1

    Escrita 159,8 0,085 3,2

    Diferente de outros produtos que recebem um acabamento mais caprichado, este SSD to dis-creto que at passa a impresso de ser um projeto interno e no um pro-duto final. No entanto, esta a linha que a Intel j adotava em outros modelos de SSD anteriores. Mas, mesmo feitos com a aparncia simples, no deixam de oferecer credibilidade.

    Este da srie 320, especificamente, fabricado com a PCB, as memrias e a controladora da prpria Intel (na tabela 1 listamos algumas caractersticas interessantes do modelo). Coberto com carenagem metlica, apenas com o logotipo

    discreto da Intel e um adesivo com as especificaes do modelo, este dispositivo tem o foco na confiabilidade e segurana dos dados.

    Ele pode no atingir as taxas de vazo maiores que 500 MB/s, mas com 270 MB/s de leitura e 165 MB/s o modelo de 160 GB que testamos ainda muito mais rpido do que os HDs comuns.

    Apesar da velocidade no ser a maior do mercado, outras caractersticas fazem desse drive um produto a ser seriamente considerado. Ele conta com um recurso de proteo contra quedas de energia, na forma de um banco de capacitores, que retm energia suficiente para terminar as escritas do usurio sem corromper os dados em caso de queda de energia.

    Alm disso, suporta criptografia AES de 128 bits, que protege o contedo do

    drive em caso de roubo ou perda. Recursos como esses s costumam ser encontrados em drives para servidores, e podem ser mais importantes do que uma velocidade mais alta. Os modelos da linha 320 de SSDs da Intel esto disponveis em vrias capacidades: 40 GB, 80 GB, 120 GB 160 GB, 300 GB e 600 GB. O preo do modelo de 160 GB que testamos est na mdia de R$ 950,00 e os outros modelos variam entre R$ 300,00 (40 GB) e R$ 2.900,00 (600 GB).

    Um dos diferenciais dos SSDs da Intel a ferramenta Intel SSD ToolBox que ajuda o usurio em vrias aes como execuo do comando TRIM, atualizao do firmware e teste para deteco e diagnstico de falhas de leitura e escrita no dispositivo.

    Outro destaque deste modelo vai para o baixo consumo de energia, o menor entre

    Testes

    T1.

    T2. T3.

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  • 2012 # 99 # PC&CIA

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    A controladora da prpria Intel d mais credibilidade. Espao para mais memria permite

    drives de maior capacidade.

    os modelos que testamos. So apenas 100 mW sem atividade, e 150 mW em operao de leitura.

    Como a Intel desenvolvedora de tecnologia, ela tem experincia para fazer esses pequenos ajustes que lhe conferem diferenciais.

    Nas figuras 1 e 2 vemos os detalhes interiores do modelo e os espaos para mais chips de memria, provavelmente utilizados nos modelos de maior capacidade. E na figura 3, o seu perfil trmico. A imagem com pouca variao de cor, mostra a pequena variao de temperatura entre 31 C e 40 C.

    TestesA Intel indica as taxas de vazo deste

    modelo como 270 MB/s de leitura e 165 MB/s de escrita e os testes do SSD 320 Series de 160 GB, feitos no Crystal Disk Mark, apresentaram resultados que cumprem essa indicao, como vemos na tabela 2, so 267,5 MB/s e 173,2 MB/s, taxas muito boas, lembrando que este modelo de SSD tem o barramento SATA 2.

    O benchmark que destaca este modelo o IOMeter. A taxa superior a 9500 IOPS no perfil de web e 4700 IOPS no perfil de servidor de arquivos, superam os modelos Performance Pro da Corsair e o XceedValue da SMART, e o deixam atrs apenas do Force GT e do modelo Hyper X da Kingston.

    Na tabela 3 os resultados de todos os modelos, obtidos no HD Tune Pro 5.0.

    Testes

    PC

    F1. F2. F3.

    F4.

    O aquecimento da controladora mnimo.

    Grfico do IOMeter com destaque para o modelo da Intel.

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    Caractersticas Controladora SF-2281

    Capacidade 120 GB

    MTBF (horas) 1000000

    SATA 3

    TRIM SIM

    NCQ SIM

    S.M.A.R.T. SIM

    Peso 110 g

    Consumo mx (Idle) 0,455 W

    Consumo mx (Leitura) 2,05 W

    HD Tune Pro 5.0 Funo Mdia (MB/s) Tempo de Acesso (ms) Uso de CPU (%)Corsair Performance Pro

    Leitura 337,3 0,057 6,0

    Escrita 262,0 0,074 5,4

    Corsair Force GT

    Leitura 326,6 0,063 6,6

    Escrita 308,7 0,120 6,1

    Intel 320 Series

    Leitura 206,3 0,070 4,1

    Escrita 159,8 0,085 3,2

    Kingston Hyper X

    Leitura 359,7 0,063 5,3

    Escrita 304,9 0,164 6,0

    SMART XceedValue

    Leitura 208,3 0,071 4,4

    Escrita 188,2 0,096 4,3

    Momentus XTLeitura 86,3 0,288 2,1

    Escrita 84,0 6,530 2,3

    Plextor P X256M3

    Leitura 320,4 0,075 6,3

    Escrita 241,7 0,087 5,5

    HD Tune Pro 5.0 Funo Mdia (MB/s) Tempo de Acesso (ms) Uso de CPU (%)

    Caractersticas bsicas do modelo.

    Resultados dos benchmarks Crystal Disk Mark com diferentes tamanhos de bloco.

    Resultados obtidos no HD Tune Pro 5.0 de todos os dispositivos para referncia.

    Kingston Hyper X

    Leitura 359,7 0,063 5,3

    Escrita 304,9 0,164 6,0

    Crystal Disk Mark Leitura Escrita

    Sequencial 447,20 166,30

    512 k 418,20 166,90

    4 k 30,47 88,11

    4 k QD 32 115,00 163,10

    Na edio n 93, testamos o Kingston SSDNow V Series, de 128 GB, agora, tivemos a oportunidade de testar o SSD Hyper X, que composto por uma controladora SF-2281 da SandForce e proporciona timo de-sempenho, alm de garantia de trs anos e suporte 24/7 (na tabela 1 listamos algumas caractersticas interessantes do modelo).

    Se o leitor ainda no havia se interessado pelos SSDs da Kingston, agora, com o Hyper X no tem mais desculpas. Este modelo indicado pela empresa para entusiastas e, aps test-lo, confirmamos esse direcionamento.

    A Kingston informa que a velocidade de leitura do Hyper X de 525 MB/s e a de escrita 480 MB/s, segundo testes internos, o que achamos excessivamente otimista da parte do fabricante.

    Igualmente a qualquer outro dispositivo com interface SATA 3, importante lembrar que essa velocidade ser limitada, se utilizada com os barramentos das verses anteriores. De qualquer modo, o SSD Hyper X funcionar com as trs verses do barramento.

    O ganho de desempenho, quando se trabalha com dados comprimveis resultado do comportamento da controladora da famlia SF-2200, portanto, o Kingston Hyper X tambm consegue comprimir os dados nativamente, antes de gravar nas clulas.

    O modelo que recebemos veio com capacidade de 120 GB e tem preo oficial de US$ 279,00, mas a Kingston tambm disponibiliza o modelo com 240 GB, pelo preo de US$ 520,00, e o modelo com o bundle kit, utilizado para fazer o upgrade a partir de um HD do notebook ou do desktop. Este kit acresce uma quantia de US$ 20.

    No Brasil, o modelo de 120 GB, com o kit de upgrade, pode custar de R$ 900,00 a R$ 1.000,00, enquanto o de 240 GB atinge cerca de R$ 1.700,00.

    Junto ao produto inclusa uma chapa adaptadora para a baia de 3,5 de cor azulada, que combina com o SSD.

    Nas figuras 1 e 2 vemos os detalhes interiores e, na figura 3, o seu perfil trmico, com o ponto mais quente na controladora chegando a at 61 C.

    Hyper XTestes

    T1.

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    Controladora SandForce 2281. A PCB deste modelo um pouco menor do que que outros e vemos a quantidade de apenas oito chips de cada lado..

    TestesDificilmente, os parmetros dos testes

    de desempenho feitos pelas fabricantes so divulgados, portanto, no possvel confrontar a taxa de 525 MB/s de leitura do SSD Hyper X. Alm disso, os nmeros divulgados pelos fabricantes sempre se referem ao melhor caso, ou seja, uma situao que no acontece no uso real e cotidiano.

    Nossos testes no HD Tune apresentaram a taxa mxima de 357 MB/s de leitura sequencia l, bem abaixo do nmero divulgado pelo fabricante. A velocidade de escrita sequencial no HD Tune tambm bem inferior, mdia de quase 305 MB/s.

    O Cr ysta l Disk Mark tambm apresentou resultado limitado no Hyper X: 165 MB/s de escrita sequencial. Na tabela 2 vemos os resultados do Crystal Disk Mark e na tabela 3 os resultados de todos os modelos, obtidos no HD Tune Pro 5.0.

    J no IOMeter, os resultados so compatveis ao que a controladora da SandForce oferece em outros modelos. No Hyper X a taxa maior do que 15.000 IOPS no nosso perfil de servidor web. Na figura 4 vemos todos os resultados para referncia.

    Apesar de ser inferior ao informado pelo fabricante, o desempenho do HyperX um dos mais altos que j vimos e concorre com outros drives de ponta sem dificuldade alguma.

    Testes

    PC

    F1. F2. F3.

    F4.

    A temperatura de 60 C no muito preocupante, pois elastmeros fazem a transferncia do calor para a carenagem do drive.

    Grfico do IOMeter com destaque para o modelo Hyper X.

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    Caractersticas Controladora SF-1222

    Capacidade 240 GB

    MTBF (horas) 1100000

    SATA 2

    TRIM SIM

    NCQ SIM

    S.M.A.R.T. SIM

    Peso 88 g

    Consumo mx (Idle) 0,4 W

    Consumo mx (Leitura) 1 W

    HD Tune Pro 5.0 Funo Mdia (MB/s) Tempo de Acesso (ms) Uso de CPU (%)Corsair Performance Pro

    Leitura 337,3 0,057 6,0

    Escrita 262,0 0,074 5,4

    Corsair Force GT

    Leitura 326,6 0,063 6,6

    Escrita 308,7 0,120 6,1

    Intel 320 Series

    Leitura 206,3 0,070 4,1

    Escrita 159,8 0,085 3,2

    Kingston Hyper X

    Leitura 359,7 0,063 5,3

    Escrita 304,9 0,164 6,0

    SMART XceedValue

    Leitura 208,3 0,071 4,4

    Escrita 188,2 0,096 4,3

    Momentus XTLeitura 86,3 0,288 2,1

    Escrita 84,0 6,530 2,3

    Plextor P X256M3

    Leitura 320,4 0,075 6,3

    Escrita 241,7 0,087 5,5

    HD Tune Pro 5.0 Funo Mdia (MB/s) Tempo de Acesso (ms) Uso de CPU (%)

    Caractersticas bsicas do modelo.

    Resultados dos benchmarks Crystal Disk Mark com diferentes tamanhos de bloco.

    Resultados obtidos no HD Tune Pro 5.0 de todos os dispositivos para referncia.

    Crystal Disk Mark Leitura Escrita

    Sequencial 241,60 120,60

    512 k 214,70 119,70

    4 k 17,96 53,10

    4 k QD 32 132,40 73,48

    SMART XceedValue

    Leitura 208,3 0,071 4,4

    Escrita 188,2 0,096 4,3

    O grande diferencial da SMART Modular Technologies a pro-duo nacional dos componentes que ela utiliza para a confeco dos seus produtos, anteriormente, a marca j havia entrado para o mercado brasileiro com seus modelos de pendrives.

    Fora do Brasil ainda so ofertados outros modelos de SSDs, mas o primeiro a ser trazido o Xceed Value que, entre os modelos que testamos, o nico feito inteiramente no Brasil. Isso deve se converter em benefcios ao consumidor, que contar com atendimento direto, por exemplo.

    A vazo de leitura indicada, pela prpria SMART, em 280 MB/s e a de escrita em 270 MB/s. importante lembrar que este modelo compatvel com a verso SATA 2. Se utilizado em um barramento SATA 3 ser limitado pela vazo do drive.

    Quem controla o XceedValue um chip SF-1222 da SandForce. Na tabela 1, listamos mais caractersticas tcnicas do modelo.

    Com a capacidade de 240 GB, o modelo que testamos tem o preo de R$ 1.400,00. H outros, da mesma linha, nas capacidades de 55 GB, 115 GB, e 480 GB. Os preos, no entanto, no foram divulgados.

    Recursos importantes como suporte ao comando TR IM, NCQ (Native Command Queuing) e S.M.A.R.T. foram implementados, mas a fabricante no direcionou o uso do drive para nenhum

    perfil. Isso faz do XceedValue um modelo bsico e genrico, ou seja, quem procura por um drive para, facilmente, instalar e usar, este da SMART pode ser uma boa opo.

    O XceedValue, por utilizar uma controladora SandForce, ainda conta com o recurso RAISE, prpria da fabricante do chip, combinado ao recurso ECC (Error Correcting Code). Essa combinao escreve os dados em vrias clulas com o objetivo de evitar a perda de dados.

    Este modelo no veio com um adaptador para o perfil de 3,5. Quem o adquirir, j com o pensamento de utiliz-lo em notebooks, no ser problema, j quem quer equipar o desktop, ser necessrio adquirir um adaptador de baia separadamente.

    Nas figuras 1 e 2 vemos os detalhes interiores do modelo, onde podemos contar

    XceedValueTestes

    T1.

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    Controladora da SandForce SF-1222. 16 chips de memria no total com-pem o modelo.

    oito chips de memria de cada lado, alm d o selo da SMART com a informao de que o produto fabricado no Brasil.

    Na figura 3 temos o seu perfil trmico, que mostra a menor variao de temperatura de todos os modelos testados, por isso sua cor, dificilmente varia do tom azulado.

    TestesNo se deve e spera r o mesmo

    desempenho obtido nos outros dois modelos com a controladora SandForce que testamos, e h vrios motivos para isso: A verso da controladora mais antiga, o barramento SATA da verso anterior e o tipo de memria usada, a memria MLC, mais lenta, pois o processo de gravao ocorre com mais cautela para evitar a perda de dados.

    Mesmo assim, os resultados do SMART XceedValue foram bons para o uso genrico a que o drive se destina.

    No IOMeter, por exemplo, os resultados so semelhantes aos obtidos pelo drive da Intel. Com a taxa prxima de 9800 IOPS, no perfil de servidor web, e 1153 IOPS, em streaming.

    Na tabela 2 vemos os resultados obtidos no Crystal Disk Mark e na tabela 3 os resultados de todos os modelos, obtidos no HD Tune Pro 5.0).

    No HD Tune Pro 5.0, o resultado passa dos 200 MB/s na vazo mdia de leitura, e supera apenas o HD Momentus XT, da Seagate e o SSD da Intel.

    XceedValueTestes

    PC

    F1. F2. F3.

    F4.

    Excelente estabilidade trmica, no h qualquer ponto de aquecimento no SSD da SMART.

    Grfico do IOMeter com destaque para o modelo XceedValue.

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    Caractersticas Controladora Marvell 88SS9174

    Capacidade 256 GB

    MTBF (horas) 1500000

    SATA 3

    TRIM SIM

    NCQ SIM

    S.M.A.R.T. SIM

    Peso 66 g

    Consumo mx (Idle) 0,1 W

    Consumo mx (Leitura) 5 W

    HD Tune Pro 5.0 Funo Mdia (MB/s) Tempo de Acesso (ms) Uso de CPU (%)Corsair Performance Pro

    Leitura 337,3 0,057 6,0

    Escrita 262,0 0,074 5,4

    Corsair Force GT

    Leitura 326,6 0,063 6,6

    Escrita 308,7 0,120 6,1

    Intel 320 Series

    Leitura 206,3 0,070 4,1

    Escrita 159,8 0,085 3,2

    Kingston Hyper X

    Leitura 359,7 0,063 5,3

    Escrita 304,9 0,164 6,0

    SMART XceedValue

    Leitura 208,3 0,071 4,4

    Escrita 188,2 0,096 4,3

    Momentus XTLeitura 86,3 0,288 2,1

    Escrita 84,0 6,530 2,3

    Plextor P X256M3

    Leitura 320,4 0,075 6,3

    Escrita 241,7 0,087 5,5

    HD Tune Pro 5.0 Funo Mdia (MB/s) Tempo de Acesso (ms) Uso de CPU (%)

    Caractersticas bsicas do modelo.

    Resultados dos benchmarks Crystal Disk Mark com diferentes tamanhos de bloco.

    Resultados obtidos no HD Tune Pro 5.0 de todos os dispositivos para referncia.

    Crystal Disk Mark Leitura Escrita

    Sequencial 442,70 362,10

    512 k 356,60 334,00

    4 k 25,73 45,78

    4 k QD 32 280,70 237,60Plextor P X256M3

    Leitura 320,4 0,075 6,3

    Escrita 241,7 0,087 5,5

    A linha de SSDs Plextor nova no mercado brasileiro, mas isso no significa que seus produtos no sejam maduros. Vamos contar um segredo: quem fabrica esses drives, na verdade, a LiteOn. A Plextor apenas cede sua marca por questes de estratgia de marketing.

    O grupo PLDS (Philips LiteOn Digital Solutions) bem conhecido no mercado de drives pticos para PCs e, falando do Brasil, a marca LiteOn muito bem aceita, principalmente por integradores.

    Testamos o modelo M3, que traz uma controladora Marvell 88SS9174. A taxa de vazo de leitura terica, indicada pela

    Plextor PX256M3

    empresa, de 525 MB/s e a de escrita de 360 MB/s (na tabela 1 listamos mais caractersticas do modelo).

    Este modelo o segundo mais novo da linha (o nico mais recente o M3 PRO, lanado na CES 2012). Ele compatvel com as tecnologias S.M.A.R.T., TRIM, NCQ e Garbage Collection, mas o diferencial est na tecnologia proprietria True Speed que, segundo a empresa, a tecnologia responsvel por manter o desempenho do drive por mais tempo. Todos os SSDs perdem desempenho conforme so usados, mas a empresa garante que, com o True Speed, o M3 perder menos velocidade. Infelizmente no podemos dar mais detalhes sobre o funcionamento dessa tecnologia, pois, at a data do fechamento do artigo, o fabricante no disponibilizou mais informaes.

    A linha M3 dos SSDs Plextor conta com trs modelos: 64 GB, 128 GB e 256 GB, e os preos ficam em US$ 97, US$ 161 e US$ 295, respectivamente. O valor em reais no foi informado pela empresa, pois, os modelos so cotados de acordo com a variao do dlar.

    Desenvolvidos para o perfil profissional, a Plextor sabe que seus produtos no vm para concorrer pelo menor preo, mas baseiam esta diferena de custo no diferencial da tecnologia True Speed.

    Junto com o SSD, so inclusos a placa de 3,5 para instalar o produto em desktops e um CD com software para backup, clonagem e e monitoramento do sistema.

    Nas figuras 1 e 2 vemos os detalhes interiores do modelo. E na figura 3, o detalhe da parte exterior em ao escovado, discreto e com boa aparncia. Infelizmente no foi

    Testes

    T1.

    T2. T3.

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  • 2012 # 99 # PC&CIA

    37

    Controladora Marvell 88SS9174. Os chips de memria ficam apenas em um lado da placa.

    possvel capturar um termograma desse drive pois ele chegou atrasado em nosso laboratrio, e o termovisor j havia sido devolvido Fluke. Dessa forma, no podemos fazer nenhuma considerao sobre seu projeto trmico, exceto esperar que a controladora apresente o mesmo baixo aquecimento que apresentou no Corsair Performance Pro. Se tivermos a oportunidade de contar com ambos os produtos no nosso laboratrio ao mesmo tempo, publicaremos a imagem trmica em uma prxima edio.

    TestesAs taxas mdias de 320,4 MB/s de vazo

    de leitura e 241,7 MB/s de escrita, resultados dos testes feitos no HD Tune Pro 5.0, no colaboraram com o PX256M3, mas o Crystal Disk Mark mostrou um comportamento bem mais positivo em relao aos outros modelos.

    Os resultados que devemos apontar aqui so os de escrita, mais a vazo sequencial especificamente, a taxa obtida de 362,1 MB/s (na tabela 2 vemos os resultados inteiros no Crystal Disk Mark e na tabela 3 os resultados de todos os modelos, obtidos no HD Tune Pro 5.0).

    O grfico da figura 4 mostra os bons resultados de pouco mais que 15000 IOPS em servidor de web e a maior taxa, de 5621 IOPS, obtidos no perfil servidor de arquivos. Porm, igualmente ao Performance Pro da Corsair, que tem a mesma controladora Marvell, o resultado de streaming no conseguiu ser mensurado.

    Testes

    PC

    F1. F2. F3.

    F4.

    Design em ao escovado corresponde com a serie-dade do seu pblico.

    Grfico do IOMeter com destaque para o PX246M3.

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  • PC&CIA # 99 # 2012

    38

    Caractersticas Controladora Seagate/eASIC

    Capacidade 500 GB

    MTBF (horas) 50.000

    SATA 2

    TRIM NO

    NCQ SIM

    S.M.A.R.T. SIM

    Peso 110 g

    Consumo mx (Idle) 0,8 W

    Consumo mx (Leitura) 2,4 W

    HD Tune Pro 5.0 Funo Mdia (MB/s) Tempo de Acesso (ms) Uso de CPU (%)Corsair Performance Pro

    Leitura 337,3 0,057 6,0

    Escrita 262,0 0,074 5,4

    Corsair Force GT

    Leitura 326,6 0,063 6,6

    Escrita 308,7 0,120 6,1

    Intel 320 Series

    Leitura 206,3 0,070 4,1

    Escrita 159,8 0,085 3,2

    Kingston Hyper X

    Leitura 359,7 0,063 5,3

    Escrita 304,9 0,164 6,0

    SMART XceedValue

    Leitura 208,3 0,071 4,4

    Escrita 188,2 0,096 4,3

    Momentus XTLeitura 86,3 0,288 2,1

    Escrita 84,0 6,530 2,3

    Plextor P X256M3

    Leitura 320,4 0,075 6,3

    Escrita 241,7 0,087 5,5

    HD Tune Pro 5.0 Funo Mdia (MB/s) Tempo de Acesso (ms) Uso de CPU (%)

    Caractersticas bsicas do modelo.

    Resultados dos benchmarks Crystal Disk Mark com diferentes tamanhos de bloco.

    Resultados obtidos no HD Tune Pro 5.0 de todos os dispositivos para referncia.

    Crystal Disk Mark Leitura Escrita

    Sequencial 112,30 100,00

    512 k 46,63 57,07

    4 k 0,61 0,95

    4 k QD 32 1,36 0,80

    Momentus XTLeitura 86,3 0,288 2,1

    Escrita 84,0 6,530 2,3

    O leitor pode estranhar a presena deste HD entre tantos SSDs. Ex-plicamos: quem ainda no ouviu falar do Momentus XT, trata-se de um HD Hbrido, um misto de tecnologia mecnica e de estado slido. O propsito de unir o desempenho de um SSD com preo e capacidade de um HD. Para isso, utiliza uma quantidade de 4 GB de memria SLC NAND flash integrada a um disco de 7200 RPM. Por causa dessa poro de memria flash, o inclumos nos testes.

    importante lembrar que, mesmo compondo estes artigos, o Momentus XT ainda disco feito de partes mveis, por isso,

    Momentus XT

    continua com as caractersticas deste tipo de dispositivo. Rudo, maior temperatura e vulnerabilidade a movimentos bruscos.

    Por outro lado, este sistema hbrido, junto s tecnologias FAST Factor e Adaptive Memory da Seagate, consegue fornecer maior desempenho do que os HDs comuns e at se aproxima de alguns SSDs compatveis com o barramento SATA 2 (mais caractersticas na tabela 1).

    O truque o seguinte: Os dados so escritos diretamente no disco, igualmente a um HD comum, ento, um algoritmo implementado na controladora, analisa as requisies do LBA (Logical Blocking Addressing), descobre quais so os dados mais utilizados e os grava na memria flash. Quando requisitados novamente, o sistema l os dados diretamente desses 4 GB, muito

    mais rpido do que ler do prprio disco. Esse ganho no aparece nas escritas, apenas nas leituras, tornando esse drive ideal para notebooks, mquinas de escritrio e at para jogadores, que podem ter uma capacidade mais alta do que a maioria dos SSDs oferece.

    O modelo que testamos tem a capacidade de 500 GB e custa na mdia R$ 500. Outros modelos de 320 GB e de 250 GB tambm so disponibilizados pela empresa. Alm disso, uma segunda gerao do Momentus XT, traz o modelo de 750 GB e compatibilidade com o barramento SATA 3, alm de uma memria NAND flash maior (8 GB), que suporta escrita e leitura.

    Como o seu tamanho de 2,5, um produto bem indicado para net e notebooks. Para uso em desktops falta um adaptador para baia de 3,5 . J para quem pretende instal-lo

    Testes

    T1.

    T2. T3.

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    Visto de fora, o Momentus XT igual a qualquer HD de 2,5.

    nos novos ultrabooks, a Seagate disponibiliza um modelo de 7 mm de espessura.

    Na figura 1 vemos que a aparncia do Momentus XT semelhante a de um HD comum, afinal a memria flash fica escondida no outro lado da PCB. Ao remover a placa de controle do drive, fica evidente que h mais chips do que em outros discos rgidos. Na figura 2 vemos a memria Flash NAND (chip da Micron no canto inferior esquerdo) e um ASIC acima dela que, presumimos, o responsvel pelo truque.

    J nas figura 3 e 4 vemos o perfil trmico do HD. No tem nenhum ponto de aquecimento anormal. A rea mais escura na parte frontal (figura 3) a rea metlica, e o fato de ela parecer estar muito fria se deve baixa emissividade do metal. Na verdade ela est na mesma temperatura da etiqueta de papel, material que apresenta um emissividade bem mais alta (explicamos esse fenmeno nos artigos sobre Termografia Infravermelha na edio n 97).

    TestesIgual aos outros modelos, o Momentus

    XT foi zerado para retornar ao seu estado original de fbrica. Tambm precisamos deixar claro que o Momentus XT um disco rgido hbrido com um algoritmo adaptativo em seu firmware, portanto seu comportamento nos benchmarks diferente dos SSDs.

    Se considerarmos apenas o desempenho, certamente os SSDs levam vantagem. Na tabela 2 vemos os resultados do Crystal Disk

    Mark. No HD Tune Pro 5.0 (tabela 3), a taxa de leitura do Momentus XT foi de 86,3 MB/s e 84 MB/s de escrita, no entanto este benchmark sinttico e no permite que o algoritmo do Momentus XT mostre o seu melhor desempenho. O mesmo acontece no IOMeter, a taxa prxima de 380 IOPS tambm no a melhor do drive (figura 5).

    Anlise corretaApenas olhando os resultados dos testes,

    normal estranhar os nmeros baixos. Nos grficos de desempenho, a impresso de que o Momentus XT um produto extremamente

    lento e no competitivo, porm, necessrio analisar cuidadosamente todos os fatos.

    Em primeiro lugar, necessrio explicar que leva-se um tempo at que o algoritmo da Seagate saiba quais dados gravar na memria flash para, s ento, comear a ganhar desempenho. Os testes sintticos que realizamos no levam em considerao o fato de que, na maioria dos casos, os usurios acessam certos arquivos vrias vezes.

    Por exemplo, toda vez que iniciamos um sistema operacional, os arquivos lidos so os mesmos. O algoritmo da Seagate capaz de perceber isso e decide fazer a cpia desses

    O segredo do XT est escondido na face oculta da sua PCB. So 4 GB de memria Flash e um ASIC responsvel por selecionar os dados que sero acelerados.

    Testes

    F1. F2.

    F3. F4.No h nenhum ponto quente no Momentus XT, mesmo considerando a baixa emissividade do alumnio.

    A PCB tem boa distribuio trmica, no h pontos quentes nem abaixo das controladoras.

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    dados na sua memria Flash, oferecendo um grande ganho de desempenho na prxima vez que forem solicitados. Para provar esse comportamento, realizamos um teste simples: clonamos um sistema Windows 7 j usado, com programas e dados de usurio, em quatro drives. Force GT, Hyper X, dois SSDs, o prprio momentus e um HD Barracuda 7200.12.

    O resultado pode ser visto na figura 6, e fica evidente o comportamento atpico do Momentus XT. No primeiro boot, levou 50 segundos para chegar ao desktop, perdendo tanto para o Barracuda quanto para os SSDs. Entretanto, nos boots subsequentes vemos que o Momentus XT ganhou desempenho, chegando a iniciar o sistema em 18 segundos, tempo bastante prximo do alcanado por um SSD e muito melhor que o do Barracuda 7200.12 (que SATA 3, ao contrrio do XT, que SATA 2).

    Agora, sim, estamos vendo este drive em seu territrio: uso cotidiano. Aqui ele consegue se valer dos 4 GB de memria Flash para acelerar as funes que o usurio mais utiliza, e obviamente no est limitado a acelerar apenas a inicializao do Windows, mas tambm a dos programas mais utilizados. Como isso ocorre em nvel de blocos dentro do firmware do HD, sem depender de drivers e softwares, esse tipo de desempenho ser visto em qualquer sistema operacional, seja ele Windows, Linux, Mac OS ou outros.

    ConclusoO grande ponto a favor do Momentus

    XT seu custo/benefcio. O preo mdio de R$ 1.000, cobrado por um SSD com capacidade de 256 GB suficiente para adquirir trs Momentus XT de 500 GB cada (preo estimado de R$ 350,00).

    Ele no um substituto para um SSD, o desempenho no o mesmo. Entretanto, para a maioria dos usurios esse drive a melhor opo, pois ele se adapta ao perfil de uso do dono e pode oferecer desempenho semelhante ao de um SSD nos aplicativos mais usados, sem abrir mo da grande capacidade - que sempre foi o ponto fraco dos drives de estado slido.

    O Momentus XT no um SSD e no deve ser encarado como tal. Ele um HD hbrido e se mostra um produto excelente: rpido, acessvel e tem boa capacidade. Esse seguramente um dos melhores discos rgidos que j testamos.

    Cuidado ao interpretar os resultados do IOMeter. Este drive mais rpido do que parece.

    Conforme aprende o perfil de acesso, o Momentus XT oferece desempenho prximo ao do SSD.

    Testes

    F5.

    F6.

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    Sistemas Operacionais

    Diego Pagliarini VivencioBacharel em Cincia da Computao

    e mestrando em virtualizao pela UFSCar. Entusiasta nas reas de

    sistemas operacionais, infraestrutura e dispositivos mveis.

    Controlar remotamente computadores

    com Windows, GNU/Linux e Mac OS por meio

    de dispositivos Android ou iOS, transferir

    arquivos e fazer apresentaes com VoIP.

    Tudo isso e muito mais, sem se preocupar

    com endereo IP, redirecionamento de porta,

    firewall e credenciais, simplesmente baixe e

    execute o programa, nem instalar preciso.

    Conhea melhor este poderoso aplicativo.

    Daniel NettoEspecialista em TI com experincia nas

    reas de sistemas virtualizados e integrao de hardware para servidores e desktops.

    membro de diversas comunidades sobre hardware, open source e GNU/Linux, ao qual

    dedica grande parte de seu tempo de estudo.

    Acesso remoto fcil com TeamViewer 7

    verdade que a maioria dos sistemas operacionais traz consigo ferramen-tas nativas para acesso remoto. No Windows, por exemplo, encon-tramos a Remote Desktop Connection. No entanto, fazer esses programas funcionarem corretamente nem sempre um tarefa fcil, principalmente quando um NAT (Network Address Translation usado em roteadores) e/ou firewall esto no meio do caminho.

    Frente a esta dificuldade, surgiram muitos aplicativos capazes de realizar todo o trabalho com o mnimo de interveno, abstraindo do usurio boa parte dos proce-dimentos. Enquanto alguns deles requerem a compra de licenas, cobram mensalidades ou exigem que pelo menos uma das partes tenham cadastro, o TeamViewer no exige nada disso, o nico requisito para utiliz-lo fazer o download do software.

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    Sistemas Operacionais

    TeamViewerDesenvolvido pela empresa TeamViewer

    GmbH (box 1), o TeamViewer um software de acesso a desktop remoto, que permite que um profissional conecte e assuma o controle do computador de um usurio para fins de manuteno e suporte.

    Ele est disponvel para Windows, GNU/Linux e Mac OS. Tambm existem aplicativos para Android e iOS (box 2) que permitem utilizar tablets e smartphones para acessar outros computadores de qualquer lugar (o contrrio ainda no possvel).

    O principal propsito do produto o uso corporativo, seja como ferramenta para profissionais de TI resolverem problemas nos computadores de clientes, usurios e servidores, ou como interface para realizao de videoconferncias, apresentaes e at mesmo aulas de ensino a distncia.

    Veja a seguir, o que o TeamViewer oferece de melhor para os dois mundos e como ele pode atender simultaneamente as necessi-dades de profissionais e usurios comuns.

    Para uso pessoalComo o TeamViewer isenta o usurio

    de realizar qualquer tipo de configurao para funcionar corretamente, ele mostra--se bastante conveniente tambm para uso pessoal, mesmo para aqueles sem nenhum conhecimento tcnico.

    Todo profissional tem, alm de clientes, amigos e parentes, e por ser o que mais sabe, acaba assumindo a responsabilidade de elucidar dvidas e resolver eventuais problemas com computadores dos de-mais. Infeces por malwares, trabalhos de faculdade que somem do pendrive na vspera da apresentao (o caso das pastas que viraram atalhos ainda bem comum), gravao de mdias pticas e instalaes de programas, entre outros, so alguns dos chamados mais frequentes.

    Box 1: TeamViewer GmbHFundada em 2005 na cidade alem de Gppingen, a TeamViewer GmbH uma empresa especializada no desenvolvimento e distribuio de solues para comunicao e colaborao online.

    Box 2: TeamViewer App - MobileQuem trabalha com suporte sabe que problemas podem acontecer a qualquer momento, mas nem sempre temos disposio um PC para realizar um acesso remoto para solucion-los. Ao mesmo tempo, cada vez mais carregamos conosco smartphones e tablets, que a cada gerao oferecem telas maiores e maior resoluo: o Galaxy Note, da Samsung, oferece uma tela de 5,3 polegadas com resoluo de 1280x800, enquanto o novo iPad possui uma tela de 9,7 polegadas com nada menos que 2048x1536 pixels, resoluo encontrada em monitores profissionais. Ambos, dentro das restries impostas pelo tamanho e entrada de dados, podem ser utilizados para acessar remotamente um computador em uma situao excepcional.E foi para permitir acesso remoto a um PC de forma ubqua que a TeamViewer disponibilizou verses do seu cliente para aparelhos Android e iOS. Existem algumas limitaes: como geralmente no h teclado nesses dispositivos, necessrio recorrer a um teclado

    virtual; no caso de smartphones, a tela pequena pode tornar uma atividade de maior durao um tanto desconfortvel. Teclas especiais e cliques de mouse podem ser feitos por meio de cliques na tela, o que pode tornar um Ctrl+Alt+Del bem mais complexo que no teclado.No h grandes diferenas na utilizao quando comparado verso desktop. possvel fazer login em sua conta e acessar os computadores cadastrados, ou conectar a um equipamento no cadastrado mediante ID e senha, tal como na verso desktop. A qualidade de imagem pode ser alterada (figura a), essencial para garantir um mnimo de usabilidade ao realizar um acesso via plano de dados mvel.Os resultados da verso mobile foram positivos, especialmente para tarefas simples. Para atividades mais elaboradas, o recomendvel continua sendo utilizar um computador. Mas o acesso mvel pode proporcionar um primeiro atendimento, fornecendo o tempo necessrio para chegar at um desktop ou notebook.

    Comparativo entre os modos

    de baixa (Tela Superior) e alta qualidade (Tela

    Inferior). Fa.

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    Sistemas Operacionais

    Todos esses atendimentos acabam sendo feitos por telefone (geralmente de madrugada), uma vez que orientar um usu-rio a configurar um acesso remoto no uma tarefa trivial, pois normalmente essa pessoa no sabe sequer o seu IP dinmico. Se houver um roteador na rede, ento, as coisas ficaro ainda mais complicadas, pois ser preciso redirecionar a(s) porta(s) usada(s) pelo cliente de conexo remota para o IP de rede local do computador que ser acessado (Port Forwarding). Tudo isso por telefone!

    Com o TeamViewer nada disso neces-srio. No box 3 o leitor encontra um guia passo a passo de como realizar o primeiro acesso, e na figura 1 a interface de controle j conectada a um computador remoto.

    Para uso na empresaQual profissional de TI que nunca foi

    chamado por um usurio, ou cliente, para resolver problemas simples, como um e-mail travado na caixa de sada ou um pendrive para o qual o Windows no atribuiu letra de dispositivo? Se o problema no for resolvido por telefone, deslocar-se at o local ser a nica opo.

    Agora, imagine um executivo viajando a trabalho, em outro pas, com outro fuso horrio, e que precise de assistncia tcnica urgente. Por mais simples que o problema seja, s vezes, no possvel prestar socorro por telefone, pois o usurio nem sempre capaz de expressar com clareza o defeito. Como ajud-lo, uma vez que, provavelmente, ele estar atrs de um NAT do roteador do hotel?

    Para se prevenir destas ocorrncias, voc pode deixar o TeamViewer j instalado (fi-gura 2) nas mquinas dos seus usurios, e se preferir, rodando como um servio do Windows (figura 3) que inicia automatica-mente, permitindo o acesso ao computador desde a tela de logon.

    Ainda durante a instalao, possvel definir uma senha esttica (figura 4) para habilitar o acesso no supervisionado e tam-bm associar o computador sua conta de usurio (figura 5), o que elimina a neces-sidade de saber o ID d mquina, pois os computadores cadastrados podero ser aces-sados a partir de uma lista de contatos, que mostrada ao realizar o login pela interface do programa (figura 6), ou pelo TeamViewer WebConnector (figura 7).

    Aes: Desativa teclado e mouse.

    Opo de mostrar tela preta.

    Ver: Ajusta a resolu-o e a qualidade de exibio da tela do computador remoto.

    udio/vdeo: Inicia conversas via chat e chamadas VoIP.

    Transferncia de arquivo: Abre gerenciador de arquvios.

    Extras: Captura de tela, grava o aten-dimento em vdeo e inicia uma VPN.

    Interface de con-trole j conectada a um computador remoto e a explicao dos menus.F1.

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    Sistemas Operacionais

    Box 3: Primeiro acessoPara poder acessar remotamente outro computador, assumindo que o TeamViewer no esteja instalado em nenhuma das duas mquinas, visite o site www.teamviewer.com/pt, clique no grande boto verde com os dizeres Verso completa gratuita! e salve o pequeno arquivo TeamViewer_Setup_pt.exe de 3,4 MB (figura b).Assim que o download terminar, execute o programa, selecione na primeira tela (figura c) a opo Iniciar (no requer privilgios de administrador) e aceite a licena de uso (em ingls) para que a interface principal do programa seja exibida (figura d). Agora, basta instruir o usurio do outro lado da linha a realizar o mesmo procedimento.Quando as instncias do TeamViewer rodando em cada um dos computadores estiverem com o status Pronto para a conexo (conexo segura), pea que o usurio informe os nmeros dos campos Sua ID e Senha. Digite a primeira sequncia na lacuna ID de parceiro no TeamViewer aberto em seu computador, pressione o boto Conexo ao parceiro e informe a senha quando solicitado. Em poucos segundos, os servidores da TeamViewer iro conectar os dois computadores e a janela com a rea de trabalho remota ser exibida.A partir deste ponto, a ligao telefnica no mais necessria, pois possvel digitar as mensagens no chat, ou continuar a conversa por meio do cliente VoIP incluso no software.

    O TeamViewer, alm de suportar o recurso arrastar e soltar para transferir dados, tambm conta com um gerenciador de arquivos que permite realizar transferncias nos dois sentidos.Caso voc queira testar o programa, mas no tenha outro computador a disposio, digite 12345 no campo ID de parceiro e a senha de quatro dgitos que ser fornecida em um balo de dilogo. Isso ir iniciar uma conexo de teste com um dos servidores da TeamViewer.Perceba que tudo o que fizemos at agora, no requer nenhum tipo de cadastro ou mesmo instalao. No entanto, ao faz-los, algumas vantagem so oferecidas: possivel salvar as informaes das sesses (agiliza o acesso aos computadores mais frequentemente acessados); conectar a partir do navegador e iniciar acessos sem que seja necessria interveo do outro lado (muito til para acessar o proprio computador de casa).

    O mesmo executvel utilizado nas instrues do box 3 tambm pode ser instalado no computador.

    Com esta opo desmarcada, o software no iniciar automaticamente e a senha ser aleatria.

    Fb. Executvel pequeno muito bem-vindo em conexes lentas.Fc. Escolha iniciar.Fd. Digite a ID do computador que se deseja acessar.

    F2.

    Fb.

    Fd.

    Fc.

    F3.

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    Sistemas Operacionais

    Mas, como o nosso leitor bem sabe, a vida dos profissionais de TI no nada fcil. Alguns usurios, principalmente os pertencentes ao alto clero da empresa, no gostam muito da ideia de ter softwares de acesso remoto instalados em seus compu-tadores. Para esses casos, a melhor sada o mdulo TeamViewer QuickSupport (box 4).

    Home OfficeSuporte remoto apenas uma das possi-

    bilidades oferecidas pelo software. s vezes, s queremos uma maneira fcil e rpida de acessar o computador do trabalho ou do

    Home Office. Se o leitor se identificou com este perfil, saiba que a empresa oferece um mdulo exclusivo para suprir essa demanda, e ele se chama TeamViewer Host (box 4).

    Para que ningum ao redor do com-putador acessado interfira e/ou veja o que voc est fazendo, possvel desabilitar o teclado e o mouse alm de mostrar apenas uma tela preta. Essa funo muito bem--vinda em computadores localizados em baias de escritrios movimentados ou em qualquer local onde transitem pessoas que no devem ver certas informaes.

    Alm disso, com poucos cliques possvel iniciar uma VPN (Virtual Private Network)

    entre os computadores envolvidos. Isso de grande interesse para quem trabalha em Home Office, pois pode ser utilizado para acessar documentos e servios (como o ERP corporativo) na rede remota, dentro da empresa.

    Prestao de serviosRevendas de computadores e assistncias

    tcnicas podem utilizar o TeamViewer como uma forma de agregar valor aos produtos e tambm para lucrar com vendas de servios.

    Antes de entregar a mquina para seu cliente, personalize o mdulo QuickSupport com o logo da sua empresa, deixe uma cpia

    Escolha um nome para o computador e defina uma senha segura. Se voc ainda no tiver uma conta, e no quiser criar uma, pule esta etapa e anote o nmero de identificao na prxima tela.

    F4. F5.

    Aps criar uma conta, clique no boto

    Computadores & contatos para fazer o login e ter acesso aos computadores e

    contatos cadastrados. F6.

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    Sistemas Operacionais

    em um diretrio de fcil acesso e explique para ele como o software funciona. Quando ele precisar de voc, utilize o TeamViewer Manager (box 4) e ao final do acesso (ou do ms, no caso de um contrato) utilize a funo de faturamento presente na aba Conexes, para exportar um registro das co-nexes (figura 8) e realizar a cobrana com base nas horas dispendidas com o suporte.

    Treinamentos e reuniesCom apenas um clique (figura 9),

    possvel criar uma sala de reunio virtual temporria para at 25 participantes, que pode ser utilizada para uma simples tele-conferncia, pois suporta captura de vdeo de webcams e VoIP, ou para realizao de eventos mais complexos, como treinamentos baseados em slides ou com o manuseio real de aplicativos (figura 10).

    Os participantes podem ingressar na sala de vrias maneiras: realizando o procedi-mento descrito no box 1, porm digitando o ID da reunio (fornecido pelo apresentador) na aba reunio do aplicativo; por meio do mdulo QuickJoin (box 4); por qualquer navegador com suporte a Adobe Flash Player (URL deve ser fornecida pelo apresentador); ou pelo aplicativo TeamViewer para reu-nies, disponvel para iOS na App Store e Android via Google Play.

    LicenasPara uso no comercial, o TeamViewer

    totalmente gratuito. Entretanto, profis-sionais e empresas que queiram utiliz-lo como ferramenta de trabalho devem ad-quirir um dos trs tipos de licenciamento oferecido. Conhea os preos e diferenas entre eles em: www.teamviewer.com/pt/licensing.

    O TeamViewer vendido sem men-salidades ou anuidades. Um pagamento nico garante acesso a todas as atualizaes dentro da mesma verso principal (da 6.0 para a 6.1, por exemplo). Quando houver uma troca de verso principal (da 6.1 para a 7.0, por exemplo) ser preciso adquirir uma nova licena.

    importante deixar claro que o upgrade opcional, mesmo que o cliente opte por no adquirir a nova verso, seu sistema baseado na verso anterior continuar funcionando indefinidamente. Se surgir o interesse por um recurso novo presente apenas na ltima verso, a TeamViewer ainda oferece descontos.

    Mesmo sendo mais limitado em recursos que uma conexo feita por meio do software, o WebConnector bastante til em emergncias.

    O relatrio pode ser enviado diretamente para a impresso, ou exportado para um arquivo do tipo CSV.

    F7.

    F8.

    Inicie uma reunio ou participe de uma, inserindo as credenciais fornecidas pelo apresentador.F9.

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    Sistemas Operacionais

    Box 4: MdulosAlm da verso completa, que contm todas as funcionaliades, o TeamViewer tambm oferecido em mdulos separados, cada um deles com uma determinada funo.Para os usurios comerciais, a TeamViewer permite uma srie de personalizaes (logotipo, mensagem de boas vindas, avisos legais e instrues) que podem ser inseridas nos mdulos TeamViewer QuickSupport, Host e QuickJoin. Alm disso, o licenciado tem permisso de hospedar seus mdulos personalizados em seu prprio servidor. Deste modo, o cliente pode baixar os executveis j personalizados

    diretamente do site de sua empresa e no da TeamViewer.TeamViewer QuickSupport: Com apenas 2,86 MB, o TeamViewer QuickSupport (figura e) uma verso mais simples do TeamViewer, que s permite acesso em uma direo e no conta com opo de instalao. Sua interface enxuta o torna ideal para acessos nicos e para usurios com pouca experincia. Disponivel para Windows e Mac OS.TeamViewer Host: Este mdulo foi desenvolvido para funcionar como um servio do sistema, permitindo acesso no

    supervisionado permanente a computadores remotos. No caso do Windows, possvel acessar o sistema mesmo quando ele est no modo de segurana. Disponvel para Windows e Mac OS.TeamViewer QuickJoin: A proposta do TeamViewer QuickJoin (figura f) parecida com a do QuickSupport. Um executvel pequeno (2,57 MB) que fornece acesso a apenas uma funo, neste caso a de ingressar em uma sala de reunio. Disponvel para Windows e Mac OS.TeamViewer Portable: Distribudo em um pacote ZIP, pode ser executado diretamente

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    Sistemas Operacionais

    PC

    a partir de um pendrive USB. Disponvel pra Windows apenas.TeamViewer Manager: Por meio de um banco de dados e uma interface intuitiva, este mdulo facilita o gerenciamento de parceiros e computadores. Com ele, possvel pr-definir valores do acesso remoto e utilizar os registros dos acessos para realizar a cobrana individual. Disponvel para Windows e Mac OS.TeamViewer MSI: Disponvel apenas nas licenas Corporate, o TeamViewer MSI um pacote alternativo utilizado na implementa-o em um domnio Active Directory.

    O que poderia ser melhor?A verso para GNU/Linux no nativa.

    Na verdade, o pacote carrega executveis e bibliotecas da verso Windows e faz uso do Wine (www.winehq.org), tambm embutido no pacote, para que o software funcione. Apesar de engenhosa, a soluo acarreta algumas limitaes. A prpria empresa admite que no GNU/Linux no possvel enviar as imagens capturadas por uma webcam, mas apenas visualizar o

    Na esquerda, vista da tela do apresentador. Na direita, viso de um dos participantes da mesma reunio.

    F10.

    Fe. Ff.

    stream dos outros participantes. No Mac OS, as limitaes so menores mas tambm existem. O recurso Drag & Drop (arrastar e soltar) no est disponvel e no possvel gravar as apresentaes.

    Outra funcionalidade que pode fazer falta, principalmente para os usurios do acesso no supervisionado, que o Team-Viewer no oferece Wake on Lan. Recurso presente em algumas solues concorrentes, com algumas limitaes, verdade.

    ConclusoFcil de usar, traduzido para o portugus

    brasileiro e totalmente gratuito para uso pes-soal. Essas so as principais caractersticas que fazem do TeamViewer um excelente meio para o leitor ajudar clientes, empresas e, por que no, amigos e parentes.

    Para os profissionais, o TeamViewer no apenas uma ferramenta de suporte mas sim um meio de lucrar com prestao de servios. Basta oferec-lo como uma fa-cilidade aos seus clientes.

    Como as funes de contabilizao de nmero de acessos e tempo de mo de obra dispendidos no computador do cliente j esto implementadas no sistema, esta soluo indi-cada at mesmo para quem pretende abrir uma empresa no ramo de suporte e manuteno, pois a infraestrutura toda da TeamViewer e as funes de cobrana j esto prontas. Isso permite que profissionais independentes e pequenas empresas entrem imediatamente no mercado, cobrando pelos seus servios.

    Essa perspectiva fica melhor ainda se considerarmos que no h mensalidade ou anuidade atreladas ao uso do software, por-tanto no h necessidade de ter um nmero mnimo de clientes que viabilizem um custo fixo mensal. Uma vez pago o valor nico do software, o profissional est livre para us-lo, e lucrar com ele quanto quiser.

    No se deixe enganar pela simplicidade do TeamViewer. primeira vista um soft--ware simples que facilita algumas operaes remotas, mas na verdade muito mais do que isso: um dos poucos softwares que tm a capacidade de dar uma carreira e mudar totalmente a vida de um profissional. PC

    Mdulo TeamViewer QuickSupport. Mdulo TeamViewer QuickJoin.

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    Parte Final

    Na edio n 98 (disponvel para download gratuito em www.revistapcecia.com.br) o leitor descobriu tudo que o XenClient capaz de fazer operando no modo au-tnomo, apenas com mquinas virtuais no gerenciadas e quais as vantagens de se trabalhar com um hypervisor tipo 1 no computador do usurio.

    Entretanto, o XenClient sozinho no consegue oferecer as principais vantagens da virtualizao de desktops que so o enorme aumento das possibilidades de gerencia-mento e a drstica diminuio do tempo de provisionamento de uma nova estao de trabalho. por isso que a soluo somente fica completa quando o Citrix Synchronizer entra em ao.

    Citrix SynchronizerO Citrix Synchronizer o componente

    para servidor da soluo XenClient. Ele uma virtual appliance entregue no formato XVA (Xen Virtual Appliance), ou seja, uma mquina virtual, feita especialmente para rodar no Citrix XenServer.

    Baseado no Debian GNU/Linux de 32 bits, ele usa um banco de dados para rela-cionar e gerenciar corretamente, usurios, grupos, imagens de instalao e dispositivos. Toda essa administrao realizada por meio de uma poderosa inteface web. A figura 1 mostra o diagrama de funcionamento do Synchronizer.

    preciso lembrar, que ele gratuito para gerenciamento de at dez equipamentos (e nada impede a instalao de um segundo Synchronizer), acreditamos que esse nmero mais do que suficiente para a criao de um pequeno ambiente de testes para uma prova de conceito.

    Para uma implementao de produo, que exceda esse limite, o melhor mesmo

    Citrix XenClient: Virtualizao para viagem!

    Na primeira parte do artigo apresentamos

    o XenClient e o que ele pode fazer pelos

    usurios de notebooks. Agora, conhea

    melhor o Synchronizer, o crebro por trs

    da soluo da Citrix, que adiciona diversas

    funcionalidades para gerenciamento remoto

    por meio de uma prtica interface web. Veja

    o passo a passo da instalao e das principais

    configuraes.

    adquirir o XenDesktop, que a soluo de virtualizao de desktops da Citrix, cujo o XenClient e o Synchronizer esto inclusos.

    Em ambientes com muitos equipamentos, instalar manualmente as mquinas virtuais uma tarefa invivel. Com o Synchronizer, podemos designar uma nica imagem para dezenas de usurios, ou apenas alguns, e ainda permitir que eles, baixem-na em seus notebooks com XenClient, de onde quer que eles estejam. possvel tambm definir se os backups sero realizados de forma au-tomtica em intervalos predeterminados e/ou se caber ao o usurio decidir o melhor momento.

    Para garantir que a mquina virtual cor-porativa sempre tenha recursos suficientes, o administrador pode negar ao usurio o direito de alterar as configuraes de hardware da VM. Caso necessrio, possvel alterar on--the-fly o hardware virtual, bloquear uso de

    Redes

    F1.

    Daniel NettoEspecialista em TI com experincia nas reas de sistemas virtualizados e integrao de hardware para servidores e desktops. membro de diversas comunidades sobre hardware e GNU/Linux, ao qual dedica grande parte de seu tempo de estudo. Diagrama de funcionamento do Citrix

    Synchronizer para XenClient.

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    Parte Final

    dispositivos de armazenamento removveis, como pendrives e leitores pticos ou mesmo do notebook como um todo, em caso de perda ou roubo.

    Todos estes recursos esto disponveis diretamente pela interface web do Synchro-nizer e diminuem bastante a necessidade de o administrador ter contato fsico com os equipamentos gerenciados.

    Caso a rede disponha de um servidor de Active Directory, o Synchronizer pode ser associado ao domnio e importar os usurios. Isso permite atribuir mquinas virtuais para um usurio do AD, ou mesmo para um grupo.

    Requisitos de HardwareComo o leitor j sabe, o Citrix Syn-

    chronizer uma mquina virtual que deve, obrigatoriamente, ser executada sobre o Citrix XenServer (futuros lanamentos podero tambm ser oficialmente compatveis com o VMware vSphere). Porm, para no deixar o artigo muito extenso, no abordaremos o processo de criao do servidor.

    Se voc no ainda souber como montar o seu prprio servidor com XenServer, no se preocupe, pois na edio n 98 publica-mos todo o passo a passo de instalao e configurao do Citrix XenServer 6.

    Posto isso, partiremos do pressuposto que o leitor j conte com um ambiente totalmente funcional (pelo menos um computador com o Citrix XenClient e um servidor XenServer 6 com acesso pelo XenCenter) e que esteja, no mnimo, no ponto em que os artigos demonstraram.

    InstalaoNa edio passada, instrumos o leitor

    a acessar o site www.citrix.com/xen-client, fazer o cadastro e descarregar dois arquivos. Na ocasio, utilizamos apenas

    a ISO com o instalador do XenClient e informamos que o arquivo com a virtual appliance completa seria requisitada apenas na parte seguinte do artigo. Chegou a hora de utiliz-lo.

    No computador com o XenCenter instalado, descompacte o pacote Synchro-nizer_2_1.zip e clique duas vezes sobre o arquivo synchronizer.xva. Isso ir iniciar o XenCenter assim como o assistente de importao (figura 2) onde voc deve conferir a localizao, o nome do arquivo e clicar em Next para, na prxima tela (figura

    3), escolher para qual servidor (ou pool de servidores) o Synchronizer ser enviado.

    Agora, escolha em qual repositrio, dentre os disponveis no servidor escolhi-do, a mquina virtual ficar armazenada. Ns usamos os discos locais do prprio XenServer (figura 4).

    J na etapa seguinte (figura 5), utilize o campo Network para definir qual interface de rede, do servidor, o Synchronizer utilizar para se comunicar com redes externas.

    Na parte inferior da prxima tela ser possvel verificar a existncia de uma opo,

    Escolha o servidor que ir receber o Synchronizer.

    Dispositivos de blocos remotos (iSCSI ou Fibre Channel por exemplo) tam-bm podem ser utilizados como repositrio.

    O servi-dor HP ProLiante DL385 G7 conta com quatro placas de rede, que foram agrupadas aos pares.

    Resumo do procedimento que ser realizado.

    Redes

    F2.

    F3.

    F4.

    F5.

    F6.

    Utilize o boto Browse... para procu-rar por outro arquivo.

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    52j marcada por padro, chamada Start VM(s) after import. Ela tem a funo de iniciar a mquina virtual to logo o processo de importao termine, desmarque-a (figura 6), pois vamos explorar um pouco mais a fundo as configuraes do hardware virtual do Synchronizer.

    Hardware VirtualPara armazenar os dados relacionados

    com as VMs gerenciadas, o Synchronizer pode tanto utilizar um de seus prprios discos virtuais quanto um repositrio NFS, que pode ser configurado mais tarde por meio de sua interface web.

    Optamos pela primeira opo, pois ela mais fcil de ser configurada em um ambiente de testes e at mesmo para im-plementaes pequenas. Porm, os escassos 18 GB alocados durante a instalao so suficientes apenas para armazenar duas ou, no mximo, trs VMs gerenciadas e por isso teremos que aumentar sua capacidade. Para isso, no painel direito do XenCenter, selecione a mquina virtual do Synchronizer e na aba Storage (figura 7) de um duplo clique sobre o disco xt-data-vol.

    Na nova janela (figura 8), selecione a opo Size and Location, altere o valor do campo Size para a capacidade desejada e clique em OK para finalizar.

    Como todos os dados armazenados nesse disco sero automaticamente compactados, acreditamos que 50 GB estejam de bom tamanho para as primeiras experincias mas, se no futuro, o leitor precisar de mais capacidade, desligue o Synchronizer e repita este procedimento.

    A virtual appliance fornecida pela Citrix j pr-configurada para utilizar 1 GB de memria e 1 vCPU, o que pode no ser suficiente dependendo da quantidade de transferncias simultneas, pois as tarefas de des/encriptao e des/compactao so computacionalmente bastante exigentes. Portanto, se voc estiver experimentando baixas taxas de transferncias e alto uso de processamento, uma boa dica adicionar mais vCPUs e aumentar a quantidade de memria disponveis para o Synchronizer, o que pode ser feito na aba General por meio do boto Properties (figura 9).

    Configuraes IniciaisUma vez que o hardware virtual es-

    teja devidamente configurado, podemos, finalmente, ligar o Synchronizer e assim iniciar o processo de configurao. Para que a inicializao da VM possa ser acompa-nhada, acesse a aba Console e ento clique com o boto direito do mouse sobre a VM e selecione Start.

    Devido a execuo de alguns scripts, como o de criao do sistema de arquivos no xt-data-vol, o primeiro boot um pouco demorado, mas logo a licena de uso ser apresentada (figura 10). Clique na tela da VM para que ela capture o teclado e o mouse, pressione Enter para aceitar a EULA (End User License Agreement) e na prxima etapa (figura 11), defina a senha do usurio root para autenticao no console.

    Agora, decida entre o modo de en-dereamento IP manual ou automtico. Selecionando a opo DHCP, ser preciso apenas informar o hostname, que deve ter sido previamente configurado em seu servidor DHCP. Se o leitor preferir realizar os ajustes manualmente, escolha a opo Static.

    Em ambos os casos, no esquea de configurar corretamente o FQDN (Fully Qualified Domain Name) escolhido para o Synchronizer, em seu servidor DNS. Caso contrrio, o prprio endereo IP do Synchronizer ser definido tambm como sua URL, que utilizada para acessar a interface web e durante o registro de computadores.

    Quando o sistema terminar de aplicar as configuraes de rede, ser exibida a tela de personalizao do certificado

    Para continuar, preciso aceitar a licena de uso.

    Redes

    F7.

    F8.

    F9.

    F10.

    Os escas-sos 18 GB armaze-nam no mximo trs VMs com Win-dows 7 64 bits. Fique atento!

    Redimensionamos o disco para 270 GB, metade da capacidade de armazenamento disponvel no HP ProLiante DL385 G7.

    Ajuste a quantidade de mem-ria e o nmero de vCPUs dispo-nveis para o Synchronizer.

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    53digital, usado nas comunicaes HTTPS. Preencha-o como desejar (para teste esse passo opcional) e pressione Enter para avanar. Veja na figura 12 como preen-chemos o nosso.

    A prxima tela mostrar apenas um resumo das propriedades do certificado, se tudo estiver correto tecle Enter novamente e em poucos segundos o certificado ser instalado.

    Na ltima etapa (figura 13) ser preciso criar mais uma senha, mas desta vez, para o usurio admin. Insistimos na ideia de que o leitor crie o hbito de utilizar senhas fortes, compostas de nmeros e letras (maiscu-las e minsculas) assim como caracteres especiais. Feito isso, ser exibida a tela da figura 14, informando que o processo de configurao inicial terminou e tambm o endereo que deve ser digitado em seu navegador para acessar a interface web do Citrix Synchronizer. Pressione Enter para fechar o aviso e em seguida o console de configurao ser exibido (figura 15).

    Por meio desse console, sempre exibido automaticamente, podemos alterar diver-sas configuraes do Synchronizer como: trocar as senhas de root e admin, alterar o endereamento IP, ingress-lo em um do-mnio Active Directory, e tambm desligar ou reiniciar a VM.

    Fuso HorrioPor padro, o Synchronizer configurado

    com o fuso horrio Etc/UTC, que no utilizado em nenhuma parte do territrio brasileiro e por isso vamos troc-lo. Por

    meio do console de configurao, acesse a opo Timzone > Set Timezone, escolha a regio Americas e ento procure pela sua cidade, ou a mais prxima de mesmo fuso (figura 16).

    Esta senha ser requisitada sempre que o leitor autenticar no console.

    Detalhes do certificado

    digital.

    Defina agora a senha para o usurio admin, que ser re-querida para acessar a interface web.

    Esta tela mostra-r qual URL de-ver ser utilizada para acessar a interface web.

    Console de configurao do

    Citrix Synchro-nizer 2.1.

    Procure por sua cidade.

    Redes

    F11.

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    F13.

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    Primeiro AcessoComo o leitor j sabe, todo o gerencia-

    mento de usurios, dispositivos e mquinas virtuais realizado pela interface web. Para se conectar, digite em um browser o FQDN, ou o endereo IP, do Synchronizer e na tela de autenticao (figura 17) utilize o usurio admin e a senha definida na etapa ilustrada pela figura 13.

    No estranhe o aviso mostrado por seu navegador, informando que a conexo no confivel. Isso acontece porque a comunicao, que est sendo feita sobre o protocolo HTTPS (Hypertext Transfer Protocol Secure) na porta 8443, exige um certificado de segurana, que no nosso caso autoassinado (criamos ele na etapa mostrada pela figura 12) e no foi gerado por uma autoridade certificadora.

    Aps o login, um dilogo de boas vindas ser exibido, para fech-lo, clique em no X no canto superior direito. Se voc no desejar mais ver esta janela, marque a opo Dont show at logon, antes de descart-la. Em seguida, a tela Images ser mostrada.

    Quando a interface web do Synchronizer acessada pela pela primeira vez, apenas o usurio admin listado e no h imagens de mquinas virtuais e nem dispositivos cadastrados.

    Explorando a Interface WebA interface web que a Citrix desenvol-

    veu para o Synchronizer bastante gil e tem um visual limpo e intuitivo. Todas as funes so acessadas a partir de apenas cinco botes principais.

    O boto Images lista todas as imagens de mquinas virtuais disponveis, assim

    Tela de autenticao da interface web.

    Uploads s podem ser feitos por usurios com poderes admi-nistrativos.

    Aps o upload, no esquea de reduzir os privilgios do usurio alte-rando o campo Role: para Standard.

    A opo Deny impede que o usurio registre seu dispositivo no Synchronizer.

    Mantenha a tecla Ctrl pressionada para adicio-

    nar vrios usurios de uma s vez.

    Redes

    F17.

    F18.

    F19.

    F20.F21.

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    como quanto espao em disco elas esto ocupando. Tambm possvel selecion-las e atribu-las para os usurios.

    Users agrupa todas as funes de gerenciamento relacionado aos usurios. Tarefas como criao, alterao, deleo, importao de Active Directory so realizadas neste menu. Ao clicar sobre o nome de um usurio, possvel verificar quais so as VMs e mquinas atribudas a ele.

    A pgina Devices exibe todos os disposi-tivos registrados e seus respectivos usurios. Ela ainda permite que voc apague ou defina um dispositivo como desaparecido, o que, na prxima comunicao, bloqueia o uso do XenClient instalado no equipamento.

    Em Activity so listadas todas as transfe-rncias ativas, assim como as j realizadas, e tambm podemos acessar o log do sistema.

    O boto Settings, mostra quais reposi-trios esto atualmente em uso e permite adicionar um novo, via NFS (Network File System). Nesta pgina, tambm possvel ativar ou desativar o recurso registration PIN, que gera um identificador nico para cada usurio, para ser utilizado na hora do registro de uma instncia XenClient no Synchronizer.

    Usurios e GruposAgora que j estamos mais familiarizados

    com a interface, vamos criar um usurio menos privilegiado que o admin, para ser usado no registro do computador com o XenClient no Synchronizer. Tambm vamos criar um grupo para este novo usurio, pois isso facilita a aplicao de polticas para um grande nmero de usurios.

    Clique em Users > Add Local User, pre-encha como desejado os dados referentes ao novo usurio e para finalizar, clique em Add.

    Como usaremos este usurio para enviar a primeira mquina virtual para o Citrix Synchronizer, por ora, deixe o campo Role com a opo Admin selecionada (figura 18), pois somente com este nvel de acesso possvel realizar uploads e acessar a interface web. Porm, o ideal que o usurio seja rebaixado para a categoria Standard logo depois deste primeiro envio (figura 19).

    O procedimento de criao de grupos bastante semelhante ao anterior. No mesmo menu (Users), mas agora na aba Groups clique em Add Local Group, e na caixa de dilogo (figura 20), digite um nome, uma descrio e em VM image access defina se os integrantes podero registrar seus equi-pamentos no Synchronizer (Allow), se no podero (Deny), ou se o controle ser feito individualmente (Not specified).

    Para adicionar um usurio a um grupo, clique no nome do grupo (Usurios no nosso caso), depois em Edit Group e na lacuna esquerda da nova janela, selecione o(s) usurio(s) que voc deseja adicionar ao grupo em questo e mova-os para a coluna da direita (figura 21).

    Registrando o XenClient no Synchronizer

    Para adicionar uma VM ao repositrio de imagens do Synchronizer, precisaremos de um computador com o Citrix Xen-Client instalado e que j contenha pelo menos uma mquina virtual Windows. Esse computador, por sua vez, dever ser registrado no Synchronizer e assim a VM em questo finalmente poder ser enviada.

    O campo tambm pode ser preenchido com o endereo IP do servidor.

    Pressione Enter para confirmar ou Esc para cancelar o re-gistro e fechar a tela de autenticao.

    Depois do registro, utilize o boto Upload VM para enviar a mquina virtual.

    A vazo de envio depende da rede e do conjunto de hardware

    do computador que est enviando.

    Redes

    F22.F23.

    F24.

    F25.

    F26.

    Optamos pelo modo Static, que envia a m-quina virtual completa para o Synchronizer.

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    O registro pode ser feito de duas maneiras: ainda durante a instalao avanada (alm da opo de registro a Advanced install permite tambm a habilitao do acesso externo por SSH), ou aps sua instalao, por meio do Citrix Receiver para XenClient. Neste artigo abordaremos apenas a segunda opo.

    No computador com a mquina virtual que ser enviada, acesse o menu System > Synchronizer > Register e na lacuna Syn-chronizer Host Name: digite o FQDN do Synchronizer (figura 22).

    J na etapa Register, confira se o cdigo mostrado no campo Synchronizer Identi-fication Code confere com a combinao mostrada pelo campo Auth Code que exibido no console de configurao do Synchronizer. Este cdigo bastante til para garantir a segurana dos usurios externos a sua rede, pois uma vez de posse do Auth Code, eles podero ter certeza de que esto registrando seus dispositivos no servidor correto.

    Para finalizar o processo, avance para a etapa Authenticate, pressione a combinao de teclas CTRL + ALT + BACKSPACE para habilitar a autenticao segura e, na nova tela (figura 23), insira as credenciais do usurio que criamos anteriormente. Assim que a comunicao terminar, ser exibida

    Box 1 Sysprep Box 2 Image Modes

    Sysprep (System Preparation Tool) uma ferramenta de preparao para clonagem de instalaes Windows que permite reutilizar a mesma imagem em diversos computadores diferentes. Exa-tamente o que queremos fazer!So vrios os benefcios de se utilizar essa ferramenta. Alm de ser capaz de remover todas as informaes espec-ficas do sistema instalado, incluindo o identificador de segurana do compu-tador (SID), podemos deixar programas pr-instalados na mquina virtual, como por exemplo, XenClient Tools, Publish ou Subscribe to Applications, Firefox, antivrus e atualizaes do Windows.Sem contar que, mesmo utilizando uma imagem padro, podemos oferecer ao usurio uma experincia personalizada, basta, antes de enviar a VM para o Syn-chronizer, configurar no Sysprep que a tela de boas vindas do Windows (OOBE) seja exibida na prxima inicializao.

    As mquinas virtuais podem ser armazenadas no Synchronizer das seguintes maneiras:

    Static: A mquina virtual armazenada em um nico arquivo VHD. As alteraes (instalaes de softwares, atualizaes de sistema e etc) no afetam outros usurios e no so perdidas quando o notebook reiniciado. A implantao inicial da imagem feita por meio do Synchronizer e atualizaes podem ser feitas da forma tradicional, usando as ferramentas de distribuio existentes do Windows.

    Allow back up of user profile only: Se o modo Static for utilizado com esta opo marcada, o perfil do usurio pode ser enviado como um VHD separado do disco virtual que contm o restante do sistema. As alteraes (instalaes de softwares, atualizaes de sistema e etc) no afetam outros usurios e no so perdidas quando o notebook reiniciado. A implantao inicial da imagem feita por meio do Synchronizer e atualizaes podem ser feitas da forma tradicional, usando as ferramentas de distribuio existentes do Windows.

    Dynamic: Neste modo de operao, os arquivos do sistema operacional e os aplicativos so mantidos em VHDs distintos e so compartilhados entre os usurios, que por sua vez recebem um disco virtual adicional exclusivo para armazenar os seus dados pessoais. Somente as alteraes feitas na pasta do usurio so mantidas aps uma reinicializao, todas as outras (instalao de um software, por exemplo) so perdidas, pois as mudanas nunca so gravadas no (VHD) do sistema ou dos aplicativos. Este modo de operao ainda no est totalmente estvel.

    uma tela com algumas informaes sobre o servidor e o estado da conexo.

    A partir de agora, somente estas credenciais sero aceitas na tela de autenticao, que ser exibida todas as vezes que o computador iniciar, mesmo que no haja conexo com o servidor.

    Upload da Mquina VirtualAgora que temos um computador com o

    XenClient devidamente registrado, podemos dar inicio ao upload da mquina virtual que desejamos distribuir, para o repositrio do Citrix Synchronizer.

    Devemos lembrar que, como a mesma cpia do Windows ser executada em vrios dispositivos, necessrio adquirir uma licena para cada uma delas. Outro ponto de ateno a recomendao da Microsoft para que o utilitrio Sysprep (box 1) seja utilizado na gerao desse tipo de imagem.

    Com a VM em questo desligada, mova o cursor do mouse sobre seu cone, clique em Details e na nova janela, clique no boto Upload VM (figura 24). Na caixa de dilogo que ir aparecer, os campos VM Image Name: e Description: j estaro preenchidos, mas possvel alter-los caso o leitor ache necessrio. Ainda na mesma tela, em Image Mode: (box 2), decida, entre as opes disponveis (figura 25), qual o

    melhor modo de envio e armazenamento e clique em Finish para iniciar a transferncia.

    O progresso da operao poder ser acompanhado tanto pelo Citrix Receiver para XenClient (figura 26), quanto por meio do menu Activity na interface web do Synchronizer.

    Por padro, toda a comunicao decorrente do envio e recebimento de mquinas virtuais acontece por meio do protocolo HTTPS (porta 443), sendo portanto criptografada. Alm disso, as imagens so compactadas on-the-fly com a ajuda do utilitrio gzip, que conseguiu reduzir o tamanho do arquivo VHD, da VM usada neste artigo, de 11 GB para 4,1 GB, uma reduo de aproximadamente 63%. Se por um lado, esses procedimentos tornam as transferncias mais seguras e colaboram com a reduo do volume de dados enviados, por outro, eles acabam interferindo negativamente no desempenho.

    Mas acalme-se, esse impacto s chega a ser relevante no interior de uma rede Gi-gabit Ethernet. Utilizando um computador equipado com o processador Intel Core i5 661 de 3,33 GHz, 4 GB de memria DDR3 1333 MHz e o SSD Corsair Performance Pro de 256 GB, foram gastos aproximada-mente seis minutos para enviar os 4,1 GB e atingimos a taxa mxima de 12 MB/s (tanto

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    no envio quanto durante o recebimento da VM), que apesar de ser muito menor que a vazo limite da nossa rede, mais do que suficiente para saturar a vazo de upload dos planos de internet banda larga disponveis no Brasil para consumidores.

    S conseguimos valores maiores quando desabilitamos a criptografia e passamos a utilizar o protocolo HTTP (porta 80), o que no necessrio e nem muito menos aconselhvel, caso a transferncia esteja ocorrendo pela Internet. Com esta configurao, registramos picos de 100 MB/s durante o download de uma mquina virtual, entretanto, no envio, a vazo oferecida pelo processador na compresso gzip foi o fator limitante, no passamos dos 15 MB/s na mesma rede.

    Atribuindo a Mquina VirtualQuando o upload terminar, a mquina

    virtual ser automaticamente atribuda ao usurio que a enviou e a VM presente no computador utilizado para o envio passar a ser do tipo gerenciada e, portanto, j obede-cer as polticas definidas no Synchronizer.

    Para disponibilizar a mquina virtual a outros usurios, permitindo que eles descarreguem-na em seus notebooks, acesse a pgina Images, na interface web do Synchro-nizer, e clique no boto Assign (figura 27).

    Na janela do assistente que ir aparecer (figura 28), utilize o menu Assign to: para definir se a atribuio ser feita para um grupo ou para um usurio e, em seguida, selecione qual ser o grupo, ou usurio dependendo da escolha anterior, e clique em Continue. Utilizando os passos j des-critos, ns criamos o usurio ronnie e o

    Os grficos presentes na interface, requerem que o Adobe Flash Player esteja instalado para serem exibidos corretamente.

    No nosso caso, a

    atribuio foi feita apenas para o usu-rio ronnie.

    Escolha uma mquina

    virtual e uma verso.

    Aliada ao modo Dyna-mic, opo deixa a m-quina virtual User-Proof.

    Cuidado com os backups automticos de usurios

    externos a sua rede. Mui-tas transferncias simult-neas podem congestionar

    a conexo.

    Redes

    F27.

    F28.

    F29.

    F30.

    F31.

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    Parmetro DescrioMemory Quantidade de memria RAM alocada para a VM (em MB).

    Enable Disk Encryption Criptografa o contedo dos arquivos VHD (AES XTS 256-bit).

    Enable 3D Graphics Permite o acesso direto a GPU.

    Enable Autoboot Habilita o inicio automtico da VM.

    Enable Power Control Quando a VM for desligada ou reiniciada, o computador real tambm ser desligado ou reiniciado.

    Allow users(s) to change properties Permite aos usurios alterar as configuraes da mquina virtual.

    Allow wireless network access Garante a VM acesso rede sem fios configurada no Citrix Receiver para XenClient.

    Allow wired network access Permite a mquina virtual acesso rede com fios.

    Audio Configura o nvel de acesso a placa de udio.

    Optical Drive Configura o nvel de acesso ao drive ptico.

    Allow these USB Devices Permite definir com bastante granularidade quais dispositivos USB podem ser utilizados.

    Lease Expiration Define por quantos dias o usurio pode ficar sem comunicao com o Synchronizer at que a VM seja bloqueada.

    Update Schedule Intervalo de tempo (em minutos) entre as verificaes por novas politicas.

    Backup Contents Por padro todos os dados so copiados (All-Data). User-Data faz com que apenas os diretrios do usurio sejam copiados.

    Backup Schedule Ativa e define a periodicidade dos backups automtico. Allow Manual permite ao usurio realizar os backups manualmente.

    Allow users to author new versions of this image Permite que os usurio enviem novas verses da mquina virtual.

    Enable seamless application support Define se a mquina virtual poder atuar como Subscribing VM.

    colocamos no mesmo grupo do daniel (usurio criado anteriormente).

    J na etapa seguinte, por meio dos campos Name: e Version:, selecione, respec-tivamente, a imagem e a verso da mquina virtual que ser atribuda (figura 29) e clique no boto Continue para avanar.

    Enfim, chegamos no ponto onde a soluo da Citrix realmente brilha. na etapa Policy que podemos adequar o hardware virtual s necessidades do usurio e ao hardware real presente no notebook, por meio de, por exemplo, ajustes na quantidade de memria e habilitando ou no acesso direto placa de vdeo.

    Nesta etapa, alm das polticas defini-das pela empresa, tambm precisamos levar em conta alguns aspectos particulares de cada usurio, pois sempre encontraremos aquele funcionrio que pensa que entende de computador e por isso vive mexendo e procurando uma maneira de contornar as restries impostas pelo pessoal de TI. Caso o leitor conviva com este tipo de usurio, aps realizar os ajustes, no esquea de desmarcar a opo Allow user(s) to change properties (figura 30), para impedir que o funcionrio esperti-nho altere as configuraes da mquina virtual. E claro, evite futuras dores de cabea, ajustando o backup automtico na aba Synchronizer (figura 31). Veja na tabela 1 um breve resumo das opes disponveis nesta etapa.

    Quando todos os parmetros estiverem ajustados de acordo, clique em Finish. A m-quina virtual j est pronta para ser distribuda.

    Download da Mquina Virtual

    A fim de simular a implantao da mquina virtual que acabamos de atribuir, instalamos o Citrix XenClient em um segundo computador e o registramos junto ao Synchronizer com o usurio ronnie, seguindo exatamente os passo descritos at este ponto.

    Para descarregar a VM, clique no boto Add VM > Download from Synchronizer. A coluna esquerda da nova janela que ir aparecer (figura 32), mostrar todas as VMs atribudas para o usurrio (ou grupo onde o usurio est contido) e que esto disponveis para download. Basta selecionar a mquina virtual desejada e clicar em Finish para dar incio transferncia.

    Aps o trmino do processo, a mquina virtual j estar pronta para ser utilizada.

    ConclusoCom as instrues publicadas neste artigo

    e no anterior, o leitor ter todos os subsdios necessrios para construo de um ambiente de testes para avaliar o funcionamento da soluo Citrix XenClient, que verdade seja dita, pode ser bem trabalhosa, caso o XenServer no seja o hypervisor padro da empresa. Entretanto, temos que dizer que o esforo pode valer a pena.

    Afinal, fornecendo para seus usurios um notebook com o XenClient e uma mquina virtual obedecendo rgidas polticas definidas pelo Synchronizer, assim como o Windows, por meio do servidor Active Directory, voc estar entregando um sistema de trabalho virtualmente blindado, que trar, ao mesmo tempo, mais mobilidade para eles e mais tranquilidade para voc.

    Tela de seleo da a mquina virtual.

    Redes

    F32.

    T1. Descrio das opes.

    PC

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    Costumo dizer que Service Desk a porta de entrada para a estrutura de TI das organizaes. Com a expanso do modelo de registro das solicitaes para outros departamentos (como RH, Finanas, Compras), deixou de ser o caminho para reportar incidentes e passou a ser um canal interno de solici-tao de servios.

    No entanto, o Service Desk (incluindo pessoas, processos e tecnologias envolvidas) ainda visto como custo e no investimento no relacionamento com o colaborador. O modelo tradicional composto pela sequncia: usurio faz uma ligao pelo telefone, relata o ocorrido, o tcnico analisa e se dirige ao local para realizar o reparo. Isso gera um alto custo para a empresa, improdutivo para o tcnico e lento para o cliente.

    O custo do suporteUm estudo da HDI nos Estados Unidos

    apontou que o custo mdio por incidente e suporte chega a US$ 30,00.

    A presena de um tcnico em campo, j por telefone fica em US$ 20,00. O suporte via autoatendimento custa US$ 7,00, uma economia de quase 65% para o telefone e 76% para a ida do especialista ao local.

    Ou seja, alm de um ganho imenso em tempo de atendimento, os custos tambm so bem inferiores, se comparado abordagem do telefone.

    AutoatendimentoEm um primeiro momento, ferramentas

    de controle ou acesso remoto foram adotadas. Assim, o atendimento a incidentes simples e pequenas solicitaes, que muitas vezes representa a maior parcela do servio prestado, pode ser feito rapidamente, sem deslocamento e com menor esforo. No

    Service Desk: O futuro est no autoatendimento

    O Service Desk ainda visto como um

    custo pelas empresas. Mas no precisa

    ser assim.

    entanto, se analisarmos sob um ponto de vista de custo e no volumetria, as solicitaes mais complexas ainda so atendidas com uma grande parcela de interveno manual.

    Com o passar dos anos e os avanos tecnolgicos, novas ferramentas de abertura de solicitaes online e as solues de autoatendimento foram surgindo, onde o prprio usurio relata o problema e encontra a soluo. Segundo a pesquisa Melhores Prticas 2010/2011 do HDI Brasil, as ferramentas de autoatendimento tiveram um crescimento de 5%. Esse nmero deve ainda crescer nos prximos anos. Guiado pela cultura do acesso e da autossuficincia, o autoatendimento a ferramenta que mais se adequa ao dinamismo das novas geraes que vo se estabilizando e tomando conta de grandes posies em diversos setores da economia.

    Por outro lado, uma estimativa feita entre grandes empresas mostrou que at 15% das solicitaes em um Service Desk se referem somente ao desbloqueio de senhas. Esse um problema simples, que mais fcil ser solucionado pelo autoatendimento, bastando o usurio confirmar algumas informaes e gerar uma nova senha de acesso. um exemplo onde o autosservio, alm de reduzir custos, garante a disponibilidade do atendimento mesmo fora do horrio de trabalho.

    Preparao para o autoatendimento

    A simples publicao de uma relao de servios em sua intranet no o caminho. necessrio organizar a casa antes de anunciar o autoatendimento. O passo inicial estruturar um catlogo, baseado em um portflio de servios j estruturado. Em outras palavras, voc precisa seguir alguns passos importantes:

    Redes

    Marcio Vinholes FerreiraDiretor da Automidia, empresa especializada no desenvolvimento de softwares para gerencia-

    mento de TI.

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  • 2012 # 99 # PC&CIA

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    Portflio CatlogoCriao de um usurio no AD

    Cadastrar novo colaborador

    Conceder acessos a um usurio

    Criao de nova caixa postal

    Incluso em lista de distribuio

    Criao de usurio na aplicao X, Y, Z

    Remover acessos atuais no AD

    Mover colaborador de departamento

    Conceder novos acessos no AD

    Remover de Lista de Distribuio

    Incluir em Lista de Distribuio

    Remover de Lista de Distribuio

    Incluir em Lista de Distribuio

    Bloquear usurio no AD

    Bloquear acessos temporariamenteBloquear acesso ao email

    Bloquear acesso aos sistemas X, Y, Z

    Levantar quais so os servios bsicos executados pela organizao, estes servios muitas vezes no so ainda aqueles prestados diretamente para os clientes internos (por exemplo, a criao de um usurio na rede).

    Estruturar aqueles servios que sero ofertados, que muitas vezes so composies de servios do portflio. Por exemplo, o sim-ples cadastramento de um novo usurio no AD no o suficiente para torn-lo produtivo, ainda necessrio inclui-lo nos grupos e perfis apropriados, cadastr-lo nas aplicaes corporativas: ERP, CRM, RH. Orientar as ofertas dos servios conforme o perfil dos solicitantes, cargo, localizao fsica etc. No adianta publicar um cardpio de solicitaes de novos equipamen-tos, se apenas os gerentes com uma graduao mnima podem faz-lo.

    Embora muitas organizaes ainda no tenham polticas de charge-back (cobrana interna dos servios), ou mesmo o estabelecimento de SLAs (Service Level Agreement) para os servios mais complexos, o catlogo de servios um meio de conscientizao dos custos e esforos envolvidos em uma simples solicitao. No obrigao de um solicitante da contabilidade entender que incluir um novo funcionrio um processo que envolve reas diferentes da administrao de rede, segurana lgica e sistemas

    corporativos. Quando houver ne-cessidade de aprovaes por gerentes ou diretores, indicar os envolvidos tambm pode ser muito esclarecedor para o seu cliente interno.

    Veja na tabela 1 a relao entre portflio e catlogo de servios.

    Os desafios aqui no se restringem a um trabalho de estruturao, mas integrar e coordenar reas internas diferentes que muitas vezes tm motivaes e prioridades contrastantes umas das outras.

    Uma vez estruturada, a publicao de um catlogo de servios em um portal apenas parte do caminho da criao de meios para o autoatendimento. necessrio ter ferramentas de fcil publicao, integrao com demais sistemas corporativos e, fundamentalmente, automao das solicitaes, muitas vezes atravs de um mecanismo de provisionamento em TI.

    ConclusoOs caminhos esto claros, agora

    cabe a TI estabelecer um novo hbito de autoatendimento. Uma importante misso treinar e conscientizar usurios da prtica que j mudou radicalmente a relao das instituies financeiras com seus correntistas (ou voc ainda vai pagar suas contas de luz na boca do caixa de sua agncia). O canal do telefone ainda deve existir conectando o Service Desk aqueles pontos que so realmente crticos.

    A automao do atendimento e o provisionamento so meios fundamentais para deixar os prof issiona is de TI direcionados a aquilo que realmente importa: entender o negcio da sua corporao. PC

    Redes

    T1. Relao entre portflio e catlogo de servios.

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  • PC&CIA # 99 # 2012

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    Redes

    Com o objetivo de inibir gastos desnecessrios, os

    profissionais de TI tm adotado diversas providncias

    e uma boa parte dos executivos j encontra grandes

    solues na virtualizao.

    Ronnie ArataMembro da equipe de redao e laboratrio

    da revista, dedica-se ao estudo de jornalismo e Tecnologia da Informao.

    A Associao Brasileira de E-business (www.ebusinessbrasil.com.br) realizou uma pesquisa com os profissionais da rea de TI com o propsito de traar um perfil e contextu-alizar a virtualizao no cenrio brasileiro atual. As perguntas foram aplicadas a 500 profissionais no incio do ano de 2012.

    O objetivo foi constatar h quanto tempo os processos tm sido adotados pelas empre-sas, quais tecnologias j foram virtualizadas e os possveis motivos que levam a resistir virtualizao.

    VirtualizaoA tecnologia, j discutida em vrias

    edies da PC&Cia, permite separar as aplicaes e o sistema operacional dos ele-mentos fsicos, ao tornar possvel que tudo seja executado em uma nica mquina. Alm disso, reduz gastos com energia e mquinas e poupa espao fsico.

    Os destaques deste estudo incluem os seguintes itens:

    o que j foi virtualizado nas empresas; o que inibe a virtualizao nas empresas;

    quais fatores impulsionaram a vir-tualizao nas empresas;

    tempo de virtualizao nas empresas.Segundo a E-business, apesar do processo

    de virtualizao ser considerado relativa-

    Panorama da Virtualizao na rea de TI

    mente novo e ainda no obter a utilizao de todas as empresas do setor, a maior parte dos entrevistados garantiu que sua empresa j aderiu virtualizao, sendo que a tec-nologia mais usada nos servidores, com 65% do total das respostas. Apenas 13% dos lderes no executam seus projetos uti-lizando a virtualizao. Na figura 1, vemos quais os outros servios virtualizados e suas propores.

    Embora a tecnologia seja bem adminis-trada, ainda existem profissionais que no aderiram ao processo. O motivo que inibe os investimentos e esforos nesta tecnologia est ligado diretamente ao gasto elevado na aplicao do mtodo, mesmo que a virtu-alizao contribua na reduo de custos a longo prazo.

    De acordo com a maior parte dos pro-fissionais que responderam pesquisa, a tecnologia necessria e segura. Entretanto 67% dos profissionais afirmaram que o custo alto a nica barreira para o investimento. A figura 2 nos mostra, ainda, que 1% no acredita na tecnologia.

    Ao mesmo tempo em que o custo uma barreira para os investimentos, 44% dos en-trevistados que responderam esta questo, e aderiram tecnologia, afirmaram que o projeto de virtualizao foi elaborado com o objetivo de reduzir os custos ligados a energia eltrica, espao e compra de equipamentos.

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  • 2012 # 99 # PC&CIA

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    Redes

    Outros 36% garantiram que a adminis-trao do ambiente foi o fator mais relevante na elaborao do projeto de virtualizao, como podemos ver na figura 3.

    Conforme citado anteriormente, a virtua-lizao um processo adotado recentemente na rea de TI pelas empresas. Entretanto, o conceito da tecnologia originou-se na dcada de 60 na IBM, na poca os investimentos eram inviveis financeiramente e poucas empresas adotavam a tecnologia.

    Isso comprovado pelo fato de que 59% dos entrevistados afirmaram que suas empre-sas adotaram a virtualizao nos ltimos 3 anos. Apenas 2% das empresas adotaram a tecnologia h mais tempo. Veja na figura 4, que o perodo em que mais empresas aderi-ram virtualizao foi entre 1 e 3 anos atrs.

    ConclusoOs resultados da pesquisa da E-business

    Brasil nos permitem concluir que as empresas esto confiando cada vez mais nos servios virtualizados, mesmo que o preo inicial ainda seja considerado o maior motivo para no aderirem tecnologia.

    Assim que mais empresas adotarem am-bientes virtualizados, outras se convencero de que h benefcios nesta tecnologia.

    O segredo est em saber planejar e ter uma boa equipe de TI para a implementa-o do projeto.

    Principais motivos para a adoo de virtualizao nas empresas.

    Balano de quanto tempo a virtualizao foi adotada pelas companhias.

    Principal fator da pesquisas que inibe a virtualizao.

    Porcentagem de cada categoria virtualizada nas empresas pesquisadas.

    F3.

    F4.

    F2.

    F1.

    PC

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  • PC&CIA # 99 # 2012

    OpinioO

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    PC

    Marisa VianaGerente Comercial na TrustSign, divi-so da In2Sec com foco em Certifica-

    o Digital e Segurana Web

    No compre apenas um selo para seu site

    Certificadora, que por falhas de segurana teve seu sistema invadido por hackers. De qualquer forma, a maneira com que a CA valida as informaes de seus clientes e a maneira como atende s boas prticas de segurana recomendadas dizem muito sobre sua prpria infraestrutura.

    Muitas pessoas ainda pensam que o certificado digital o selo de validao. constante a solicitao de compra por um selo, e no por um certificado. Entretanto, o selo apenas a maneira visual de demonstrar ao consumidor que o site possui criptografia e autntico, mas o que faz isso ser possvel o certificado. No raro, infelizmente, identificar sites que utilizam selos de validao indevidamente. Por vezes encontramos um selo de uma empresa diferente da que realmente certifica o site e outras vezes, encontramos selos em websites que sequer possuem um certificado digital.

    Essa situao nos coloca diante da necessidade de conscientizao no s dos consumidores finais, mas tambm dos desenvolvedores, gestores e demais profissionais de Segurana. No mercado brasileiro existem diversos tipos de certificados, que atendem desde grandes empresas at certificados especficos para desenvolvedores com valores mais acessveis.

    Portanto, se o seu foco de deciso ao optar por um certificado digital apenas o preo, cuidado. Como j dizia o velho ditado, o barato pode sair caro!

    Hoje em dia, falar de compra segura, no clicar em links, no abrir e-mails de remetentes desconhecidos etc., virou muito mais que lugar comum. Soma-se a esse lugar comum a necessidade de utilizao de um certificado digital. Correndo o risco de ser bvia, o certificado digital nada mais do que o famoso cadeado exibido na barra do navegador web, que tem duas principais funcionalidades: garantir a criptografia dos dados e dar autenticidade pgina. Apenas isso. O certificado no deixa o site mais ou menos seguro, nem mais ou menos rpido. Isso, todo mundo sabe. O que nem todo mundo sabe que na emisso de um certificado digital, a parte mais importante o antes e no o certificado em si.

    Todos os certificados utilizam como padro de criptografia o algoritmo RSA. Por essa premissa, todos tm os mesmos padres de tecnologia e segurana. O que muda ento, alm do preo a se pagar pelo servio? Se o seu foco unicamente o preo, talvez seja necessrio rever alguns conceitos. A validao de informaes e a garantia de que o certificado ser emitido para a companhia qual determinado domnio realmente pertence, so vitais na emisso de um certificado. o processo de validao que garante que uma empresa A no possa comprar um certificado em nome da empresa B.

    Alia-se a essa questo compras efetuadas em empresas fora do Brasil, que possuem

    por esta razo, legislaes diferentes. Existem seguros e obrigatoriedades que as CAs devem possuir. Do contrrio, a empresa que adquire o servio pode no ter respaldo legal e financeiro, caso tenha problemas. No Brasil, apenas duas empresas atuam como Autoridades Certificadoras, ou seja, que emitem e gerenciam diretamente os certificados.

    Alm disso, contar com um tcnico falando portugus a qualquer hora do dia ou da noite, um diferencial nem sempre levado em conta, mas que faz considervel diferena se seu site ou aplicao, seja l por qual motivo, ficar com o certificado digital indisponvel durante o final de semana, por exemplo. Situaes onde o servidor totalmente perdido ou o host exclui indevidamente o certificado, no so to surreais quanto possam parecer, pelo contrrio. E, quando isso acontece, voc faz ideia do SLA para uma nova emisso, se no houver backup, ou at mesmo se ela tem custos? Novamente estamos falando de diferenciais.

    Recentemente, pudemos observar na mdia notcias de fraude em uma Autoridade de Certificao holandesa. Nessa fraude foram gerados vrios certificados de forma ilegal, inclusive um deles para o site google.com. Posteriormente foi descoberto que o certificado em questo foi utilizado para espionar contas de Gmail de mais de 300 mil iranianos. Neste caso especfico, a vulnerabilidade estava na Autoridade

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  • 2010 # 99 # PC&CIA

    Opin

    io

    Opi

    nio

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    PC

    Rogrio NunesVice-presidente da SMART Modular

    Technologies e Diretor-Geral das operaes da SMART no Brasil

    A nuvem em estado slido

    Nunca o compartilhamento na Internet

    e o volume do trfego de dados foram to

    intensos como nos ltimos anos. Seja por

    meio de computadores pessoais, tablets ou

    smartphones, as pessoas esto cada vez

    mais conectadas entre si, dividindo suas

    fotos, msicas, vdeos e trocando experi-

    ncias a respeito de tudo. Assim, cabvel

    perguntar: onde so armazenadas todas

    essas informaes? Nossa tecnologia atual

    est preparada para esse volume?

    Ao contrrio do HD, que possui componentes eletromecnicos e precisa ter seu disco magntico percorrido fisicamente para que a informao seja acessada, o SSD no tem partes mveis e baseado em circuitos integrados semicondutores. Estamos falando de uma memria em estado slido, que torna mais rpida a localizao e o acesso ao dado requisitado.

    Vantagens do armazenamento em Flash

    Enquanto um HD de 15.000 RPM pos-sui tempo de acesso aleatrio de leitura que varia de 5ms a 10ms e depende da distncia a ser percorrida pela cabea magntica e sua inrcia, o SSD demora, em mdia, de 0,1ms a 0,3ms. Alm disso, a memria flash no produz nenhum tipo de rudo, trabalha a uma temperatura mdia inferior e consome menos energia em relao ao disco rgido.

    E as vantagens no param por a. Por no possuir partes mveis, o SSD bem mais leve e muito mais resistente contra choques mecnicos que o HD.

    Por todas as suas vantagens, o armaze-namento em Flash fundamental para o desenvolvimento, a continuidade e o sucesso da computao em nuvem. Embora o preo ainda seja um empecilho para alavancar a entrada definitiva dos dispositivos de estado slido no mercado - so mais caros que os discos rgidos -, as crescentes demandas por espao e o aumento no trfego de dados na Internet tero no SSD sua melhor soluo. Para ter um futuro sustentvel, a computao em nuvem precisa de solidez.

    Ao observarmos o ambiente corpo-rativo, os nmeros assustam. Uma equipe de pesquisadores da Uni-versidade da Califrnia analisou as informaes processadas por empresas ao redor do mundo e a concluso foi que, s no ambiente corporativo, por ano, so quase 10 zettabytes de dados gerados (mais precisa-mente 9,570,000,000,000,000,000,000 de bytes). Servidores, Mainframes e Data Centers se veem obrigados a ampliar sua capacidade e, consequentemente, seu tamanho para conseguir suprir as ininterruptas demandas por troca de informaes.

    perfeitamente plausvel classificar como explosiva a utilizao e a necessidade de memria no voltil, medida que a quantidade e a intensidade do trfego de dados que circulam na rede aumentam.

    Nmeros divulgados na Mobile World Congress, maior feira anual do setor de telecomunicaes realizada no final de fevereiro, em Barcelona, apontam que o fluxo de dados na Amrica Latina vai ser multiplicado por sete em apenas cinco anos. O crescimento mdio anual no perodo, alis, dever ser de 48%.

    Extenso de memriaEsta transformao digital d origem

    ao que chamamos de computao em nu-vem. Trata-se da extenso da memria de armazenamento local para uma plataforma virtual. Mas, ser que as mdias magnticas tradicionais daro conta de suportar toda essa indstria do armazenamento?

    Embora o poder de processamento das CPUs tenha acompanhado as necessidades do atual cenrio de TI, evoluindo de forma dinmica e com potencial para avanar ainda mais, os discos rgidos - hoje a principal fonte existente de memria persistente - do sinais de que seu limite tecnolgico est bem prximo. E a que entram os SSDs.

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  • PC&CIA # 99 # 2012

    OpinioO

    pinio

    66

    H algum tempo, a crescente demanda por espaos cada vez maiores para armazenamento deixou de ser uma necessidade corporativa e se tornou uma exigncia pessoal. Os usurios de laptops, por exemplo, buscam cada vez mais velocidade e capacidade para carregarem para todos os lados os seus dados.

    Vendo que os dispositivos de estado slido no atendiam a todos os usurios, pelo preo ou pela baixa capacidade, a unio dessas tec-nologias traria ao mercado um produto nico, com velocidade prxima aos melhores SSDs, capacidade e confiabilidade dos melhores HDDs, e tudo isso por um preo acessvel.

    Pensando nesses usurios, a Seagate lanou, em 2010, o Momentus XT, uma mistura de disco mecnico e de estado slido. A pri-meira gerao desse modelo foi bem aceita pelo mercado, agora, na segunda gerao os algoritmos, que so os segredos para um disco ter um desempenho prximo ao de um SSD, foram otimizados, e o SSD interno, que era de 4 GB, pulou para 8 GB.

    Eu sinceramente acredito que essa a evoluo dos HDDs, e que os discos hbridos vo ser a melhor opo no mercado, desde o armazenamento de notebooks at desktops e storages.

    O SSD um produto muito bom, mas ainda uma tecnologia nova e tem muito para evoluir. Entre as necessidades de evoluo, eu citaria como principal o preo, e, depois, a perda de performance com vrias escritas na mesma posio.

    HD ainda a melhor opo em relao aos drives slidos

    O preo ainda deve demorar bastante para baixar, isso porque a capacidade mundial de produo muito pequena, se comparada com a demanda do merca-do por dispositivos de armazenamento, e tambm, porque o investimento para aumentar a produo muito grande.

    Percebemos isso mais claramente se mostrarmos os nmeros, onde o TAM (Mercado Total Disponvel) de arma-zenamento de laptops para 2011 foi de aproximadamente 95 exabytes. A pro-duo de memria Flash (matria-prima dos SSDs) em 2011 foi de cerca de 21 exabytes, sendo que apenas 9% dessa produo foi para SSDs (2 exabytes). O restante da produo vai para celulares, tablets e outros dispositivos, e isso ocorre, pois o valor agregado em produtos desse tipo maior quando vendido com mais memria. (Fonte: Gartner).

    O que mais fcil vender: um iPhone com 32 GB ou um notebook com 64 GB? Levando em considerao a expectativa do usurio, o ganho de ter mais espao de armazenamento no celular melhor do que aumentar a performance no notebook e perder espao.

    Quanto s limitaes da tecnologia SSD, isso vai melhorar com o tempo. A prpria Seagate vem investindo nessas tecnologias. Hoje j temos o SSD cha-mado Pulsar, especfico para o mercado enterprise, que j vem sendo usado nos principais data centers do mundo.

    Igor BeserraEngenheiro de Aplicaes para a

    Seagate na Amrica Latina

    PC

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  • CapaEditorialIndiceNotciasHardwareTablet bom tablet tilTeclado emouse wirelessC3 Tech K-W700 GYSintonizadoresde TV FullSeg Visus

    TestesA SituaoAtual dos SSDsCorsair Force GTPerformance ProIntel 320 SeriesHyper XXceedValuePlextor PX256M3Momentus XT

    Sistemas OperacionaisAcesso remotofcil comTeamViewer 7

    RedesCitrix XenClient:Virtualizao para viagem! - Parte FinalService Desk:O futuro est no autoatendimentoPanorama daVirtualizaona rea de TI

    OpinioNo compreapenas um selopara seu siteA nuvem emestado slidoHD ainda amelhor opoem relao aos drives slidos

    Parceiros desta edio:TrendMicroARMSilicomO CoelhoNovaSaberMegabrasC3Tech

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