PONTE NOVA-MG ?· 1º PROCESSO SELETIVO 2019 – FACULDADE DINÂMICA – PONTE NOVA/MG MEDICINA (BACHARELADO)…

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MEDICINA

TIPO 02 - VERDE

FACULDADE DINMICA PONTE NOVA-MG

PROCESSO SELETIVO EDITAL N 01/2019

1 PROCESSO SELETIVO 2019 FACULDADE DINMICA PONTE NOVA/MG

MEDICINA (BACHARELADO) TIPO 02 VERDE

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PROVA DE REDAO Texto I

Brasil tem desafio de garantir envelhecimento populacional com qualidade

No Brasil, o desafio duplo. O pas, que era considerado jovem, vive o aumento da expectativa de vida, que est mudando esse quadro. At 2060, a populao com 80 anos ou mais deve somar 19 milhes de pessoas, diz o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica (IBGE).

At l, o pas tem o desafio de promover a valorizao das pessoas mais velhas e garantir polticas para que elas envelheam com qualidade.

Vice-presidente do Conselho Nacional da Pessoa Idosa (CNDPI), Bahij Amin Auh afirma que a mudana comea com educao. O Brasil conquistou a vitria de aumentar a longevidade da sua populao. Hoje, vive-se mais a mdia de expectativa de vida da populao brasileira de mais de 75 anos. Agora, preciso um amplo programa educacional, para que toda a populao tenha noes bsicas sobre o processo de envelhecimento, para que valorize e respeite a pessoa idosa.

Hoje, j h previso legal, inclusive no Estatuto do Idoso, de 2003, para que os sistemas escolares trabalhem contedos sobre esse tema, mas, segundo Auh, isso no tem sido feito. Representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), ele diz ainda que a promoo dessa valorizao passa pela garantia de mais informaes para os idosos acerca dos seus prprios direitos.

(Disponvel em: http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2017-09/brasil-tem-desafio-de-garantir-envelhecimento-populacional-com-qualidade. Acesso em setembro de 2018.)

Texto II

Se h um mercado que no para de se ampliar aquele voltado para atender s demandas do envelhecimento da populao. De acordo com estimativa da PHI, organizao norte-americana sem fins lucrativos que milita pela valorizao dos cuidadores, com o lema Quality care through quality jobs (Cuidado de qualidade atravs de empregos de qualidade), at 2024 haver um incremento de mais de 600 mil postos para esses trabalhadores nos EUA uma expanso maior do que a de qualquer outra ocupao. Ainda assim, o dficit dessa mo de obra alcanar a marca de 5 milhes nesse perodo. O desafio tambm se aplica ao Brasil e poder se transformar numa bola de neve, obrigando algum membro da famlia a abandonar o mercado para assumir essa funo, com reflexo negativo para a economia do pas.

(Disponvel em: https://g1.globo.com/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/post/2018/09/18/cuidadores-devem-ser-vistos-como-mao-de-obra-prioritaria.ghtml. Acesso em setembro de 2018.)

Texto III

A partir dos textos motivadores redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema:

Perspectivas para uma longevidade com qualidade no contexto atual.

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LNGUA PORTUGUESA E LITERATURA BRASILEIRA

Uma criana morre a cada cinco segundos no mundo, alerta relatrio

Uma criana com menos de 15 anos morre a cada cinco segundos no mundo, a maioria por causas prevenveis. O alerta faz parte do relatrio Mortalidade Infantil, divulgado nesta tera-feira pela Organizao Mundial da Sade (OMS), pelo Fundo das Naes Unidas para a Infncia (Unicef), ONU e Banco Mundial. So 6,3 milhes de crianas que perderam a vida em 2017, 5,4 milhes delas com menos de 5 anos, sendo que recm-nascidos representam metade deste nmero.

Sem ao urgente, 56 milhes de crianas com menos de 5 anos iro morrer at 2030 disse Laurence Chandy, diretora de Dados, Pesquisas e Polticas do Unicef. Ns conseguimos progresso marcante para salvar as crianas desde 1990, mas milhes ainda esto morrendo por quem so e por onde nasceram. Com solues simples como medicamentos, gua limpa, eletricidade e vacinas, podemos mudar a realidade para cada criana.

Entre as regies, a frica Subsaariana registrou metade de todas as mortes de menores de 5 anos e outros 30% das mortes acontecem no Sul da sia. Em mdia, uma em cada 13 crianas morreram antes de completar o quinto aniversrio em pases da frica Subsaariana, contra taxa de uma em 185 nos pases ricos.

Milhes de bebs e crianas no deveriam morrer todos os anos por falta de acesso gua, ao saneamento bsico, nutrio apropriada ou a servios bsicos de sade lamentou a mdica Princess Nono Simelela, diretora-assistente para a Sade de Famlia, Mulheres e Crianas na OMS. Ns devemos priorizar o acesso universal aos servios de sade de qualidade para cada criana, particularmente logo aps o nascimento e nos primeiros anos, para dar a elas as melhores chances de sobreviverem.

Entre as crianas com menos de 5 anos, a maioria das mortes acontece por causas prevenveis ou tratveis, como complicaes no parto, pneumonia, diarreia, sepse neonatal e malria. J entre as crianas entre 5 e 14 anos, ferimentos so a principal causa da morte, especialmente por afogamento e acidentes de trnsito. Dentro deste grupo, as diferenas regionais tambm existem, com uma criana nascida na frica Subsaariana tendo 15 vezes mais chances de morrer que as crianas europeias.

Em todo o mundo, o perodo de maior risco o primeiro ms de vida. Em 2017, 2,5 milhes de crianas morreram antes de completar os primeiros 30 dias. Neste perodo, um beb nascido na frica Subsaariana ou no Sul da sia tem nove vezes mais chances de morrer que um beb nascido num pas rico. E as disparidades existem dentro dos pases. As taxas de mortalidade de menores de 5 anos em reas rurais so, em mdia, 50% maiores que nas reas urbanas.

A morte de mais de 6 milhes de crianas antes de completarem os 15 anos um custo que no conseguimos arcar afirmou Timothy Evans, diretor de Sade, Nutrio e Populao no Banco Mundial. Acabar com as mortes prevenveis e investir na sade infantil so fundaes bsicas para a construo do capital humano dos pases, que levaro a um futuro de crescimento e prosperidade.

Apesar das taxas alarmantes de mortalidade infantil, o mundo registrou progresso nas ltimas dcadas. Em 1990, 12,6 milhes de crianas menores de 5 anos morreram, contra 5,4 milhes no ano passado. No Brasil, 235 mil crianas nessa faixa etria morreram em 1990, contra 43 mil no ano passado.

(O GLOBO, 18/09/2018.)

01 Leia o trecho Milhes de bebs e crianas no deveriam morrer todos os anos por falta de acesso gua, ao saneamento bsico, nutrio apropriada ou a servios bsicos de sade lamentou a mdica Princess Nono Simelela, diretora-assistente para a Sade de Famlia, Mulheres e Crianas na OMS (4) e assinale a afirmativa correta em relao s estruturas lingusticas. (A) A expresso no deveriam morrer manteria a correo gramatical caso fosse substituda por no deveriam morrerem. (B) Respeitando as normas de regncia gramatical, facultativo o uso da preposio diante da expresso nutrio

apropriada. (C) A regncia empregada diante da expresso servios bsicos de sade provoca inadequao resultando em falta de

paralelismo no texto. (D) Mesmo que apenas um dos ncleos do sujeito composto Milhes de bebs e crianas fosse mantido, a concordncia

verbal vista em no deveriam morrer permaneceria a mesma.

02 A introduo do discurso de autoridades em relao ao assunto tratado no desenvolvimento do texto tem por objetivo: (A) Trazer para o enunciado a credibilidade da autoridade citada. (B) Influenciar o leitor levando-o a aprofundar-se na rea de conhecimento citada. (C) Permitir que haja embasamento para contestao do quadro apresentado tendo em vista as declaraes citadas. (D) Apresentar a opinio do meio miditico em que circula o texto, demonstrando a veracidade dos fatos apresentados.

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03 Em relao s formas verbais presentes em alerta relatrio e lamentou a mdica, pode-se afirmar que (A) possuem valor conclusivo em relao ao fato a que fazem referncia. (B) expressam uma reao psicolgica diante de uma situao de crueldade e polmica. (C) provocam sentidos distintos, ou seja, expressam a importncia do referido assunto e a carga de afetividade presente na

fala, respectivamente. (D) a omisso da segunda forma lamentou poderia conferir maior dinmica ao texto, o mesmo no ocorre com a omisso

da primeira forma alerta.

04 No segundo pargrafo do texto, em Ns conseguimos progresso marcante para salvar as crianas desde 1990, mas milhes ainda esto morrendo por quem so e por onde nasceram. possvel reconhecer operadores que expressam: (A) Finalidade, adversidade e causa. (B) Consequncia, oposio e finalidade. (C) Comparao, concluso e alternncia. (D) Explicao, concesso e conformidade.

05 De acordo com o texto: (A) Fatores externos contribuem de forma predominante para que os resultados apresentados em relao morte de

crianas sejam uma realidade. (B) Os riscos que uma criana enfrenta nos primeiros meses de vida podem ser potencializados de acordo com os fatores sociais,

portanto, desconhecidos para a Cincia. (C) O quadro apresentado em relao ao nmero de mortes infantis visto como um alerta tendo como conhecimento o fato

de que as causas desta situao so omitidas. (D) A formulao dos direitos humanos tais como acesso ao saneamento bsico e a uma alimentao adequada uma

garantia de que crianas e adolescentes teriam melhores condies de vida.

06 Considere as afirmativas referentes ao seguinte poema de Drummond:

PORO

Um inseto cava cava sem alarme perfurando a terra sem achar escape.

Que fazer, exausto, em pas bloqueado, enlace de noite raiz e minrio?

Eis que o labirinto (oh razo, mistrio) presto se desata:

em verde, sozinha, antieuclidiana, uma orqudea forma-se. (Carlos Drummond de Andrade Obra Completa.)

I. Os versos de Drummond so pentasslabos e as rimas, irregulares. II. O tema apresentado a ideia de constncia, fazendo oposio a qualquer tipo de mudana. III. A forma potica utilizada a mais recorrente desde o Renascimento. Trata-se de uma forma fixa, ou seja, construda

segundo um esquema rgido: o soneto. Est(o) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s) (A) I. (B) II. (C) I e III. (D) II e III.

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07 Observe as imagens e analise as afirmativas a seguir.

I. A intertextualidade situa-se numa relao do autor consigo mesmo aludindo a seu prprio texto.

II. A intertextualidade seria a relao de um texto com outro texto previamente existente, isto , efetivamente produzido.

III. A intertextualidade um princpio constitutivo que trata o texto como uma comunho de discursos e no como algo

isolado.

Est(o) relacionada(s) s imagens apenas a(s) afirmativa(s):

(A) I.

(B) III.

(C) I e II.

(D) II e III.

08 Leia o trecho a seguir retirado de Memrias Pstumas de Brs Cubas, de Machado de Assis.

O despropsito fez-me perder outro captulo. Que melhor no era dizer as coisas lisamente, sem todos estes solavancos! J

comparei o meu estilo ao andar dos brios. Se a ideia vos parece indecorosa, direi que ele o que eram as minhas refeies

com Virglia, na casinha da Gamboa, onde s vezes fazamos a nossa patuscada, o nosso luncheon. Vinho, frutas, compotas.

Comamos, verdade, mas era um comer virgulado de palavrinhas doces, de olhares ternos, de criancices, uma infinidade

desses apartes do corao, alis o verdadeiro, o ininterrupto discurso do amor. s vezes vinha o arrufo temperar o nmio

adocicado da situao. Ela deixava-me, refugiava-se num canto do canap, ou ia para o interior ouvir as denguices de Dona

Plcida. Cinco ou dez minutos depois, reatvamos a palestra, como eu reato a narrao, para desat-la outra vez. Note-se

que, longe de termos horror ao mtodo, era nosso costume convid-lo, na pessoa de Dona Plcida, a sentar-se conosco

mesa; mas Dona Plcida no aceitava nunca. (ASSIS, Machado de. Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.)

No trecho do primeiro romance realista brasileiro possvel identificar as seguintes caractersticas em sua narrativa:

(A) Realizao dos ideais estticos romnticos como liberdade de criao, entrega total ao subjetivismo e imaginao.

(B) Utilizao de tom irnico, quebra da linearidade narrativa por constantes digresses, metalinguagem e conversas com o

leitor.

(C) Registro de uma linguagem tipicamente brasileira com marcas constantes de oralidade, reafirmao da independncia

literria.

(D) Transbordamento emocional de pessimista aproximando-se do irracionalismo romntico, chegando o egocentrismo aos

extremos da morbidez.

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09 Leia o poema a seguir Congresso internacional do medo escrito por Carlos Drummond de Andrade.

Provisoriamente no cantaremos o amor, que se refugiou mais abaixo dos subterrneos. Cantaremos o medo, que esteriliza os abraos, no cantaremos o dio, porque esse no existe, existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro, o medo grande dos sertes, dos mares, dos desertos, o medo dos soldados, o medo das mes, o medo das igrejas, cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas, cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte. Depois morreremos de medo e sobre nossos tmulos nascero flores amarelas e medrosas.

(Sentimento do mundo.)

Acerca do poema, est correta a afirmativa: (A) A linguagem seca retrata as ideias polticas contestadoras decorrentes do contexto histrico vivido. (B) O modernista Drummond demonstra, por meio de sua poesia, a unio do lirismo e participao social. (C) Partindo de situaes cotidianas, o autor apresenta profundos questionamentos em uma poesia intimista. (D) A principal temtica drummondiana vista no poema retrata a problemtica dos sertes e a seca enfrentada.

10 Dentre as caractersticas do texto literrio, esto listadas algumas a seguir. possvel notar uma inadequao apenas em: (A) Subjetividade: associa-se expresso pessoal de experincias, emoes e sentimentos. (B) Plurissignificao: permite que as palavras assumam diferentes significados, nos textos literrios. (C) Funo esttica: trata-se de uma das caractersticas mais marcantes do texto literrio fazendo oposio funo utilitria. (D) Ficcionalidade: em toda a narrativa, para que o texto seja considerado literrio, os fatos apresentados no podem ser

identificados com a realidade.

LNGUA ESTRANGEIRA (INGLS)

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