POP Quimioterapias

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    05-Dec-2014

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PROTOCOLO

ADMINISTRAO DE QUIMIOTERPICOS ANTINEOPLSICOS

2 SUMRIO Apresentao Introduo............................................................................................................ Classificao dos quimioterpicos antineoplsicos............................................. Vias de administrao dos quimioterpicos antineoplsicos............................... Dispositivos utilizados para aplicao do quimioterpico.................................. Procedimento Operacional Padro Puno do cateter totalmente implantado. Procedimento Operacional Padro Heparinizao de cateteres antineoplsicos..................................................................................................... Rotina Operacional Padro administrao de quimioterpicos antineoplsico Rotina Operacional Padro Intervenes de enfermagem frente s reaes alrgicas ao quimioterpico antineoplsico......................................................... Extravasamento de quimioterapia antineoplasica ............................................... Rotina Operacional Padro: intervenes de enfermagem frente ao extravasamento de quimioterpicos antineoplsicos........................................... Normas tcnicas para o manuseio seguro dos quimioterpicos antineoplsicos..................................................................................................... Rotina Operacional Padro Intervenes frente ao derramamento acidental de quimioterpicos antineoplsicos..................................................................... Intervenes de enfermagem nos efeitos colaterais mais comuns do tratamento com quimioterapia antineoplsica..................................................... Ficha tcnica dos quimioterpicos antineoplsicos utilizados na Instituio... Competncias dos profissionais de enfermagem na administrao do quimioterpico antineoplsico............................................................................ Referencias .........................................................................................................

1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16.

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3 APRESENTAO

De acordo com a Norma Regulamentadora (NR32) que tem por finalidade estabelecer as diretrizes bsicas para a implementao de medidas de proteo e segurana sade dos trabalhadores dos servios de sade, a Instituio deve assegurar capacitao em biossegurana aos seus funcionrios, bem como fornecer equipamentos de proteo individual especfico. As normas regulamentadoras devem constar no manual de procedimentos de quimioterapia e estar disponvel aos trabalhadores e a fiscalizao do trabalho. Por essas razes, alm do conhecimento cientfico sobre a administrao dos quimioterpicos antineoplsicos, vias de aplicao, cuidados na administrao e preveno e tratamento das complicaes, o profissional de enfermagem precisa estar devidamente orientado quanto s precaues padro para a realizao dos procedimentos tcnicos envolvidos na administrao dessas substncias e no descarte dos materiais, para que a prtica de trabalho se torne mais segura. Diante disso, pretende-se, com as diretrizes assistenciais descritas no presente protocolo, contribuir para a segurana dos profissionais que administram tais drogas, como tambm a do cliente, assegurando desse modo, a qualidade da assistncia prestada.

4 1. INTRODUO

O termo quimioterapia utilizado na rea da sade para designar tratamento de neoplasias, porm a sua definio correta de uma substncia qumica, isolada ou no que tem por objetivo tratar uma patologia tumoral ou no. Assim, denominam-se agentes quimioterpicos antineoplsicos ou citostticos, os frmacos usados para o tratamento de neoplasias quando a cirurgia ou radioterapia no possvel ou ineficaz e como adjuvantes para cirurgia. Elas tm como finalidade: curar, melhorar a sobrevida e/ou promover efeito paliativo. A grande maioria dos agentes quimioterpicos antineoplsicos de natureza txica e sua administrao exige grande cuidado e habilidade. Cometer um erro durante o manuseio ou na administrao de um desses medicamentos pode levar a efeitos txicos graves, no apenas para o cliente, mas tambm para o profissional que prepara e administra estes medicamentos. Por essas razes, a enfermagem deve ter alm de habilidades psicomotoras, o conhecimento cientfico sobre a ao dos agentes quimioterpicos e o preparo do cliente, bem como estar assegurado de equipamentos de proteo individual que atendam as exigncias para a administrao de quimioterpicos antineoplsicos. Alm disso, o enfermeiro deve ter conhecimento, respeito da velocidade de aplicao, efeitos colaterais, toxicidade dermatolgica e cuidados de enfermagem.

5 2. 2.1 2.1.1 CLASSIFICAO DOS QUIMIOTERPICOS ANTINEOPLSICOS Classificao dos antineoplsicos conforme a estrutura e funo em nvel celular Agentes alquilantes: mostarda nitrogenada e derivados (mecloretamina,

ciclofosfamida, clorambucil), etilenamina, epoxidos (dibromomanitol, dibromocitrol), alquil sifonatos (bussulfan), nitrosourias (carmustine, lomustine, streptomizicin), diaquitriazenes (dacarbazina), streptozocina, ifosfamida, melfalan, cisplatina, estramustina, melfalano, tiopeda, semustina, dacarbazina, carboplatina. 2.1.3 Agentes antimetablicos: metotrexato, so anlogos da purina (6-mercapturina, 6tioguanina, azatioprina), anlogos da pirimidina (5-flurouracil, citosin-arabinosidio). 2.1.4 Antibiticos antitumorais: antacclicos (doxorubicina, daunublastina, epirubicina, idarubicina), bleomicina, mitomicina, mitoxotrona. 2.1.5 Plantas alcalides: grupo da vincristina e vimblastina, paclitaxel, teniposido e etoposido. 2.1.6 Outras classificaes: hidroxilrias, asparaginase. 2.2 Classificao dos antineoplsicos conforme as reaes dermatolgicas locais

2.2.1 Quimioterpicos vesicantes: provocam irritao severa com formao de vesculas e destruio tecidual quando extravasados. 2.2.2 Quimioterpicos irritantes: causam reao cutnea menos intensa quando extravasados (dor e queimao sem necrose tecidual ou formao de vesculas); porm, mesmo que adequadamente infundidos, podem ocasionar dor e reao inflamatria no local da puno e ao longo da veia utilizada para aplicao. 2.2.3 Quimioterpicos no vesicantes/irritantes: no causam reao cutnea quando extravasados e no provocam dor e queimao durante a administrao.

6 3. VIAS DE ADMINISTRAO DOS QUIMIOTERPICOS ANTINEOPLSICOS Os quimioterpicos antineoplsicos podem ser administrados pelas vias: oral, intramuscular, subcutnea, endovenosa, intrarterial, intrapleural, intravesical, intra-retal, intratecal e intraperitoneal. 3.1 Via oral Vantagens As mesmas de outra medicao administrada por essa via As mesmas de outra medicao administrada por essa via Complicaes especficas de cada agente Desvantagens Potenciais complicaes Cuidados de enfermagem na via oral Manusear os quimioterpicos com luvas de procedimentos . Orientar e assistir o cliente com relao aos efeitos colaterais. Diluir a droga em gua e administr-la logo em seguida. Comunicar com o mdico imediatamente, se o cliente vomitar. Administrar antiemtico prescrito, se presena de vmitos persistentes. Fazer anotaes de enfermagem descritiva.

3.2 Via intramuscular Vantagens As mesmas de outra medicao administrada por essa via. As mesmas de outra medicao administrada por essa via. Lipodistrofias e abcessos. Desvantagens Potenciais complicaes Cuidados de enfermagem na via intramuscular Diluir os frmacos em pequena quantidade de diluentes. Fazer anti-sepsia rigorosa no local de aplicao.

7 Administrar o quimioterpico em at 5 ml para cada aplicao em adulto e 3ml para criana. Utilizar uma agulha de menor calibre. Fazer rodzios dos locais de aplicao. Orientar e assistir o cliente com relao aos efeitos colaterais. Fazer anotaes de enfermagem descritiva.

3.3 Via arterial Vantagens Aumento da dose para tumores com diminuio dos efeitos colaterais sistmicos Requer procedimento cirrgico para colocao do cateter Sangramento e embolia Desvantagens Potencias complicaes Cuidados de enfermagem na aplicao por via arterial Observar posicionamento e fixao do cateter. Retirar o cateter fazendo compresso por 5 minutos ou mais. Fazer curativo aps a retirada do cateter. Orientar e assistir o cliente com relao aos efeitos colaterais. Fazer anotaes de enfermagem descritiva.

3.4 Via intratecal Vantagens Maiores nveis sricos da antineoplsico no liquido crebro-espinhal Requer puno lombar ou colocao cirrgica do reservatrio ou um cateter implantvel para a administrao da droga Potenciais complicaes Cefalia; confuso; letargia; nuseas e vmitos; convulses Cuidados de enfermagem na aplicao por via intratecal Posicionar adequadamente o cliente em decbito lateral, para favorecer a puno. Desvantagens

8 Manter o cliente em repouso pelo menos por duas horas aps receber a quimioterapia para prevenir cefalia. Orientar e assistir o cliente com relao aos efeitos colaterais. Fazer anotaes de enfermagem descritiva.

3.5 Via intrapleural Vantagens Esclerose da parede da pleura para prevenir a recidiva de derrame pleural Requer insero do dreno de trax Dor; infeco Desvantagens Potenciais complicaes Cuidados de enfermagem na aplicao por via intrapleural Auxiliar o mdico durante a drenagem pleural. Posicionar o cliente em decbito lateral ou sentado com o dorso livre e os braos amparados para o mdico fazer a aplicao do quimioterpico antineoplsico. Ocluir o cateter ou dreno e manter a medicao no espao intrapleural entre 20 minutos a 2 horas, conforme prescrio mdica. Fazer mudana de decbito a cada 15 minutos. Manipular o cateter utilizando tcnica assptica. Orientar e assistir o cliente com relao aos efeitos colaterais. Fazer anotaes de enfermagem descritiva.

3.6 Via intravesical Vantagens Exposio direta da superfcie da bexiga droga Requer insero do cateter de Folley Infeces do trato urinrio, cistite, contratura da bexiga, urgncia urinria, reaes a