PROVA OFA PEB I 2012

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    05-Aug-2015

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<p>GOVERNO DO ESTADO DE SO PAULOSECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAO</p> <p>Processo seletivo simPlificado docentes</p> <p>001. Prova objetiva</p> <p>Professor de educao Bsica i</p> <p> Voc recebeu sua folha de respostas e este caderno contendo 60 questes objetivas. Confira seu nome e nmero de inscrio impressos na capa deste caderno. Quando for permitido abrir o caderno, verifique se est completo ou se apresenta imperfeies. Caso haja algum problema, informe ao fiscal da sala. Leia cuidadosamente todas as questes e escolha a resposta que voc considera correta. Marque, na folha de respostas, com caneta de tinta azul ou preta, a letra correspondente alternativa que voc escolheu.</p> <p> A durao da prova de 4 horas, j includo o tempo para o preenchimento da folha de respostas. S ser permitida a sada definitiva da sala e do prdio aps transcorridos 75% do tempo de durao da prova. Ao sair, voc entregar ao fiscal a folha de respostas e este caderno, podendo levar apenas o rascunho de gabarito, localizado em sua carteira, para futura conferncia. At que voc saia do prdio, todas as proibies e orientaes continuam vlidas.</p> <p>aguarde</p> <p>a ordem do fiscal Para aBrir este caderno de questes.</p> <p>11.11.2012 tarde</p> <p>Lngua Portuguesa Leia as duas produes de alunos em fase de alfabetizao para responder s questes de nmeros 01 a 03, entendendo que a Produo I foi proposta criana pelo professor e a Produo II foi escrita espontaneamente pela criana. Produo I</p> <p>01. A partir da anlise e avaliao dessas produes escritas, pode-se dizer que, em conformidade com as proposies de Magda Soares, (A) ambas no podem ser consideradas bons textos, pois as crianas em fase de alfabetizao j deveriam demonstrar bom domnio da grafia das palavras e da pontuao. (B) por no seguir um modelo textual, no pontuar, nem grafar corretamente algumas palavras, a Produo II no pode ser considerada um bom texto. (C) a Produo I no constitui um bom texto, visto que se trata de uma lista de sentenas independentes e declarativas, sempre no presente do indicativo, sem o uso de continuadores discursivos. (D) a Produo II um bom texto, apesar de a criana demonstrar precrio domnio do gnero narrativo em relao s formas verbais, aos marcadores temporais e unidade temtica. (E) apenas a Produo I tem boa qualidade textual, pois apresenta legibilidade, e a criana domina o sistema de escrita do portugus, pontua e comete poucos erros grficos. 02. Uma das competncias do professor de Ensino Fundamental anos iniciais (PEB I) : Compreender que toda manifestao verbal orientada por um conjunto de caractersticas definidoras do contexto no qual foi produzida, o qual determinou as escolhas conscientes ou no realizadas pelo enunciador; lugar social do enunciador, finalidade do discurso, interlocutor ao qual se destina, esfera na qual o discurso circular, portador e veculo no qual ser tornado pblico, gnero no qual ser organizado. (Resoluo SE 70, de 26.10.2010) Desse ponto de vista, pode-se depreender que (A) o professor no garante adequada condio de produo textual e discursiva criana (Produo I). (B) ao solicitar criana que escreva a partir de um desenho (Produo I), o professor permite que ela siga um bom modelo de gnero narrativo. (C) uma inadequada concepo do que seja a linguagem escrita responsvel por o professor deixar a criana escrever espontaneamente (Produo II). (D) ambos os professores propem adequados contextos de produo textual e discursiva s crianas (Produes I e II).</p> <p>Produo II</p> <p>(SOARES, Magda. Alfabetizao e letramento. So Paulo: Contexto, 2004)</p> <p>(E) os dois professores garantem s crianas adequado modelo de produo do gnero narrativo (Produes I e II).3</p> <p>SEED1201/001-PEB-I-tarde</p> <p>03. Sabe-se que a coeso textual pode dar-se por meio do emprego de pronomes, de repeties, de sinnimos e de conjunes. Na anlise da Produo II, verifica-se o uso apenas de (A) repeties e conjunes. (B) sinnimos e conjunes. (C) pronomes e sinnimos. (D) repeties, sinnimos e pronomes. (E) repeties, pronomes e conjunes. 04. Na avaliao de Lngua Portuguesa aplicada em classes de 3. ano do Ensino Fundamental no SARESP/2010, props-se a questo a seguir: REESCRITA DE TRECHO DE UMA HISTRIA Orientao ao professor: Leia a histria inteira da Bela e a Fera (T) para os alunos, depois leia novamente, pare no lugar marcado e pea para escreverem o restante da histria. AGORA CONTINUE A ESCREVER A HISTRIA A PARTIR DESSE PONTO: O tempo foi passando e Bela tornou-se muito amiga de Fera. Apesar de sua feiura, Fera era muito gentil e delicado com a jovem. Um dia, no espelho mgico que havia em seu quarto, Bela viu que seu pai estava doente. Ficou muito preocupada e pediu a Fera: Por favor, permita que eu v visitar meu pai, que est muito doente.(Fonte: Secretaria da Educao do Estado de So Paulo. Relatrio Pedaggico SARESP 2010: 3. ano EF Lngua Portuguesa, p. 28-29).</p> <p>05.</p> <p>Poeminha o poeminha curto como uma ropa e pelo outro lado comprido por que poeminha um jeito carinhoso de chamar(Mariana 2. ano EF arquivo pessoal)</p> <p>Do ponto de vista do domnio das convenes da escrita, essa criana (A) comete dois equvocos (ropa e por que), provocados, respectivamente, por razo morfolgica e pela pronncia. (B) equivoca-se ao escrever ropa do modo como pronuncia; j a escrita equivocada de por que prende-se razo morfolgica. (C) demonstra que seu repertrio de leitura bastante restrito, pois erra a grafia de duas palavras conhecidas (ropa e por que). (D) comete um deslize reprovvel ao escrever ropa, pois, seguramente, j teve oportunidades de leitura de tal palavra. (E) deve ser advertida para que no torne a errar a escrita da conjuno porque, assim como do substantivo roupa. 06. Sabe-se que entre os critrios a serem considerados na organizao do currculo de Lngua Portuguesa do Ensino Fundamental necessrio atentar para o grau de complexidade dos gneros textuais que sero tratados (DOLZ e SCHNEUWLY, 2004). Pode-se considerar que h progresso didtica de gneros argumentativos em: (A) biografia resenha carta de reclamao. (B) sinopse de filme notcia manifestao oral de opinio. (C) debate regrado reportagem regra de jogo. (D) manifestao oral de opinio carta de solicitao resenha. (E) anncio classificado entrevista autobiografia.</p> <p>Os resultados obtidos demonstraram que cerca de 40% dos alunos atenderam habilidade de escrever esse texto em continuidade, mantendo as caractersticas de linguagem escrita do conto Bela e a Fera. Duas das caractersticas desse conto so: (A) verbos no pretrito; narrador em terceira pessoa. (B) verbos no presente; presena de discurso indireto. (C) verbos no pretrito; narrador em primeira pessoa. (D) verbos no presente e no futuro; narrador em terceira pessoa. (E) verbos no futuro; presena de discurso direto.</p> <p>SEED1201/001-PEB-I-tarde</p> <p>4</p> <p>07. De acordo com o Guia de Planejamento e Orientaes Didticas para o Professor de 3. srie Ciclo I (2010, p. 26-27), recomenda-se ao professor ler para os alunos: I. um livro em captulos ou dividir uma histria mais longa em partes, interrompendo a leitura em momentos que criem expectativa; II. textos com uma trama bem estruturada e a linguagem bem elaborada, diferente daquela usada no cotidiano; III. histrias com finalidades estritamente moralistas, tais como as fbulas e lendas; IV. textos com diversidade temtica e de autoria representativa da esfera literria nacional e internacional. Esto corretas apenas (A) I, II e III. (B) I, II e IV. (C) II e III. (D) II, III e IV. (E) III e IV.</p> <p>TexTo II Alfabetizao: 6 prticas essenciaisConhea as aes para fazer toda a turma avanar, as caractersticas das atividades desafiadoras em cada um dos seis tpicos e os equvocos comuns</p> <p>Realizar atividades com foco nas prticas de linguagem Ajudar as crianas a entender como os textos se organizam e os aspectos especficos da linguagem escrita. Mais que enumerar as caractersticas dos diferentes gneros, o importante levar a turma a perceber as caractersticas sociocomunicativas de cada um deles, mostrando que aspectos como o estilo e o formato do material dependem da inteno do texto (por que se escreve) e de seu destinatrio (para quem se escreve). Isso se faz com a produo e a reflexo sobre bons exemplos, diz Neurilene Martins, coordenadora do Instituto Chapada, em Salvador. Utilizar projetos didticos para alfabetizar Contemplar, na rotina da classe, um processo planejado com a participao dos alunos que resulte em um produto final escrito (uma carta, um livro, um seminrio etc.). Esse tipo de organizao do trabalho preserva a inteno comunicativa dos textos (informar, entreter etc.), respeitando o destinatrio real da produo. Com isso, fornece um sentido maior para as atividades a serem realizadas pelos alunos, j que eles sabem que o resultado final ser lido por outras pessoas, alm da professora.(Disponvel em http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/ alfabetizacao-inicial/alfabetizacao-6-praticas-essenciais-letramento-618025. shtml?page=2 . Acessado em 10.08.2012. Com cortes)</p> <p>Leia os textos I e II para responder s questes de nmeros 08 a 10. TexTo I J a famlia letrada constitui a agncia de letramento mais eficiente para garantir o sucesso escolar e, portanto, a reproduo do privilgio (Bourdieu e Passeron, 1975). Nela, as prticas e usos da escrita so fato cotidiano, corriqueiro, inseparvel de outros fatores e fazeres: a leitura do jornal como parte integrante do caf da manh; a redao de um bilhete ou a consulta a uma agenda como suportes da memria; a leitura de um livro de cabeceira como aspecto importante do lazer ou do descanso; o rabisco como ocupao manual durante a concentrao; o uso escrito como fonte de informaes permitem que, antes de conhecer a forma da escrita, a criana conhea seu sentido e sua funo.(KLEIMAN, Angela B. Ao e mudana na sala de aula: uma pesquisa sobre letramento e interao. In: ROJO, Roxane. Alfabetizao e Letramento. Campinas/SP: Mercado de Letras, 1998, p. 182-183)</p> <p>08. A anlise das finalidades e dos portadores desses textos, dos seus provveis interlocutores, das suas caractersticas lingusticas e textuais indica que pertencem, respectivamente, aos gneros (A) testemunho e reportagem. (B) comentrio e notcia. (C) artigo expositivo e reportagem. (D) verbete e artigo de opinio. (E) resenha e relatrio cientfico. 09. Depreende-se da leitura dos textos I e II que o processo de alfabetizao (A) discursivo e se d na interao com prticas sociais de escrita. (B) ocorre, principalmente, em atividades escolares e rotineiras de escrita. (C) se desenvolve por meio de prticas ortogrficas da escrita. (D) decorrente da interao oral entre pais, alunos e professora. (E) deve priorizar as atividades de leitura de textos literrios pelo professor.5SEED1201/001-PEB-I-tarde</p> <p>10. Pode-se inferir do incio do texto I a famlia letrada constitui a agncia de letramento mais eficiente para garantir o sucesso escolar e, portanto, a reproduo do privilgio que (A) somente a famlia letrada tem direito a alfabetizar seus filhos em boas escolas. (B) quem nasce em famlia letrada j possui condies de acesso aos bens culturais. (C) para ser bem sucedido na escola e na vida, preciso, primeiro, nascer em uma boa famlia. (D) inevitvel que quem nasce em famlia de analfabetos no tenha sucesso escolar. (E) o sucesso escolar tambm depende de mtodos para ensinar as crianas privilegiadas.</p> <p>Considere a produo escrita por criana ao final de 2. ano de ensino fundamental para responder s questes de nmeros 12 e 13.</p> <p>11. Segundo o Guia de Planejamento Ler e Escrever, ao final do 2. ano de escolaridade, so desejveis as seguintes expectativas de aprendizagem em relao comunicao oral: I. participar de situaes de intercmbio oral, ouvindo com ateno; II. formular e responder perguntas; III. explicar e compreender explicaes; IV. manifestar opinies sobre o assunto tratado; V. ler em voz alta, por si mesmo, diferentes gneros literrios. Esto corretas apenas (A) I, II e III. (B) I, II e IV. (C) I, III, e V. (D) I, II, III e IV. (E) II, III, IV e V.</p> <p>Segue a transcrio do texto: Goinia, 2 de setembro de 1997. Sr Presidente Fernando Henrique? (I) No dechi matan os passarinhos (II) Porque enfeita a matureza (III) Porque daci uns dia outros meninos e outras meninas no vai conhecer us passarinhos (IV) Porque eles vu tar mortu. (V) Puriso que eles e elas no vi caiese os passarinhos (VI) eu espero que voc atenda u meu pedido. Aotora Lu(Transcrito de SOUZA, Lusinete Vasconcelos de. As proezas das crianas em textos de opinio. Campinas, SP: Mercado de Letras, 2003, p. 145. (Coleo Ideias sobre Linguagem)</p> <p>12. No texto, so argumentos para convencer o interlocutor apenas: (A) II, IV e VI. (B) II, IV e V. (C) II, III e IV. (D) I, III e V. (E) I, II e III. 13. Pode-se dizer que a criana atinge as expectativas de aprendizagem de final da srie em relao aos padres de escrita, de acordo com as indicaes constantes no Guia de Planejamento e Orientaes Didticas 2. srie, visto que (A) usa maisculas, pontua corretamente final de frases e os elementos de uma enumerao. (B) observa algumas das regularidades ortogrficas da lngua e escreve corretamente as palavras a elas associadas. (C) pontua corretamente final de frases e faz adequada concordncia verbal e nominal. (D) controla os erros relacionados transcrio da fala e faz adequada concordncia verbal. (E) usa maisculas no incio das frases e controla os erros relacionados transcrio da fala.</p> <p>SEED1201/001-PEB-I-tarde</p> <p>6</p> <p>14.</p> <p>As meninas quadradas. Era uma vez uma moa e uma menina que iam acampar. A moa falou: Vamos fazer uma cabana? A menina respondeu: Sim vamos. Estava chegando a noite e elas foram dormir. A me dela estava com muito medo porque escutou um barulho de cobra. No dia seguinte ela falou: Ontem a noite eu escutei barulho de cobra. A filha respondeu: Deve ser o ronco do vizinho.(Transcrito de COLELLO, Silvia M. G. Alfabetizao em questo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1995, p. 86)</p> <p>16. Nas orientaes gerais para favorecer avanos dos alunos de 3. ano, indicam-se vrios procedimentos ao professor, entre eles: (A) encaminhar para reforo extraclasse aqueles alunos que no costumam pedir ajuda porque so indisciplinados, tmidos ou porque preferem no se manifestar. (B) usar pautas de observao diria do desempenho dos alunos a fim de determinar quais deles devem ser remanejados para outras turmas mais fracas, ou mais fortes. (C) organizar duplas de alunos para realizar as avaliaes peridicas em parceria, garantindo que todos faam as atividades corretamente e possam ser aprovados. (D) de posse das pautas de observao e da comparao dos resultados, identificar os alunos que, inevitavelmente, sero reprovados ao final do ano letivo. (E) aps ter orientado os alunos na realizao de determinada atividade, caminhar entre eles e observar seus trabalhos, especialmente daqueles que tm mais dificuldades. 17. H intertextualidade quando um texto retoma ou se refere a outro, estabelecendo com ele uma espcie de dilogo, como em (A) A maior bola do mundo de fogo e se chama sol. a bola mais conhecida a de jogar futebol (B) Mas...</p>