RADICULARES: REVISÃO DE LITERATURA. w3.ufsm.br/endodontiaonline/artigos/[REPEO] Numero 9 Artigo 2.pdf ·…

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    09-Aug-2018

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<ul><li><p>COMPARAO ENTRE TCNICAS DE INSTRUMENTAO NA </p><p>OBTENO DE UMA EFICIENTE MODELAGEM DOS CANAIS RADICULARES: REVISO DE LITERATURA.</p><p>COMPARISON AMONG INSTRUMENTATION TECHNIQUES TO OBTAIN EFFICIENT SHAPING ROOT CANALS: LITERATURE REVIEW.</p><p>Josiane de Almeida </p><p>Cirurgi Dentista</p><p>Jos Laurindo Machado Marimon</p><p>Cirurgio Dentista</p><p>Professor substituto em Endodontia da Faculdade de Odontologia-UFPel</p><p>Ezilmara Leonor Rolim de Sousa </p><p>Especialista em Endodontia pelo Hospital de Reabilitao Crnio-facial</p><p>USP Bauru</p><p>Mestre e Doutora em Clnica Odontolgica rea de concentrao Endodontia </p><p>UNICAMP </p><p>Professora adjunta nvel 2 em Endodontia da Faculdade de Odontologia UFPel</p><p>Resumo</p><p>Tendo em vista que a ampliao dos canais radiculares deve-se ao </p><p>fsica dos instrumentos endodnticos sobre suas paredes, e os efeitos dessa </p><p>ao variam ao longo do canal em funo de suas caractersticas anatmicas, </p><p>dos instrumentos utilizados e das tcnicas empregadas, cada vez mais se </p><p>procura por uma tcnica de preparo dos canais radiculares que se aproxime do </p><p>ideal, buscando facilitar e agilizar o alargamento destes, dando forma cnica e </p><p>removendo todo o contedo do seu interior. Para tanto, este artigo tem como </p></li><li><p>objetivo discutir algumas consideraes sobre este assunto, baseado nas </p><p>informaes obtidas numa reviso de literatura. Independentemente da gama </p><p>de recursos existentes para a resoluo desta fase da teraputica endodntica, </p><p>ainda permanecem arestas no resolutas, exigindo estudos continuados, uma </p><p>vez que as dificuldades encontradas no preparo de canais radiculares no </p><p>foram totalmente sanadas, mesmo com o uso de sistemas automatizados. </p><p>PALAVRAS-CHAVES: Endodontia, Modelagem, Instrumentao.</p><p>Abstract</p><p>Based in the fact that the shaping of the root canals is done by the </p><p>physical action of the endodontics instruments on their walls and the effect of </p><p>that action vary throughout the canal in function of their anatomical </p><p>characteristics, of the used instruments and of the used techniques, it is </p><p>necessary to look for a root canals preparation technique that approaches the </p><p>ideal, searching to facilitate and to speed the widening of these, giving conical </p><p>form and removing the whole content of its interior. Therefore, this article has as </p><p>objective to discuss some considerations on this subject, based on the </p><p>information obtained in a literature review. Independently of the gamma of </p><p>existent resources for the resolution of this phase of the therapeutic endodontic, </p><p>still problems remain unresolved, demanding continuous studies, once the </p><p>difficulties to root canals instrumentation were not cured totally, even with the </p><p>use of automated systems. </p><p>KEY WORDS: Endodontic, Shaping, Instrumentation. </p><p>Introduo</p><p>A limpeza e a modelagem do sistema de canais radiculares so </p><p>fundamentais para o sucesso do tratamento endodntico, no entanto a </p><p>presena de sulcos e reas cncavas podem ser responsveis pela presena </p></li><li><p>de dentina no-instrumentada ao longo de todo comprimento do canal radicular </p><p>podendo resultar numa adaptao inadequada do material obturador (Bowman </p><p>e Baumgartner3, 2002).</p><p>A instrumentao manual, apesar de amplamente utilizada para esse </p><p>fim, apresenta limitaes no que se refere limpeza dos canais radiculares, </p><p>bem como possibilita a ocorrncia de iatrogenias durante o preparo qumico-</p><p>mecnico tais como transporte do canal, formao de degraus, perfuraes, </p><p>compactao de dentina e fratura de instrumentos (Gonalves e </p><p>colaboradores15, 2001). Devido a isso, verificou-se a necessidade de </p><p>aprimoramento dos instrumentos endodnticos, no sentido de aperfeioar suas </p><p>propriedades fsicas e mecnicas, visando melhorar o seu desempenho. </p><p>Devido suas propriedades de elasticidade e memria plstica, e sua alta </p><p>resistncia fratura, Walia e colaboradores32 (1988) sugeriram o uso de Niquel-</p><p>titnio (NiTi) na fabricao de instrumentos endodnticos. Surgiu, ento, a </p><p>gerao de limas endodnticas fabricadas com liga de nquel-titnio (NiTi), liga </p><p>caracterizada por possuir ultraflexibilidade, menor mdulo de elasticidade se </p><p>comparada liga de ao inoxidvel, alta energia armazenada durante a sua </p><p>curvatura, grande resistncia fratura torcional e flexional (Serene e </p><p>colaboradores24, 1995), entre outras caractersticas.</p><p>A comparao entre os diferentes instrumentos com relao ao desgaste </p><p>de dentina tem como objetivo tentar diminuir o ndice de insucessos, que se </p><p>devem no somente a presena de uma microbiota resistente, mas tambm s </p><p>dificuldades mecnicas em modelar o canal.</p><p>Reviso de Literatura</p><p>A limpeza e a modelagem do canal radicular so fatores de destaque no </p><p>prognstico da terapia endodntica, contudo a plenitude desses objetivos sofre </p><p>limitaes devido complexidade anatmica do canal radicular. Alm disso, o </p><p>sistema de canais torna-se um santurio privilegiado para bactrias e seus </p><p>produtos (Baumgartner e Falkler1, 1991), fundamentalmente no tero apical, </p><p>onde predominam as bactrias anaerbias. Sendo este considerado uma zona </p></li><li><p>crtica (De Deus11, 1992), pertinente a preocupao em obter-se a </p><p>desinfeco e a seqente selagem hermtica dessa rea.</p><p>De acordo com Schilder23, 1974; os instrumentos endodnticos, alm de </p><p>limparem, atuam mecanicamente com o objetivo de: estabelecer uma forma </p><p>cnica, uniforme e contnua do canal radicular, com a parte mais estreita do </p><p>cone voltada para o pice; manter o forame apical na sua posio espacial </p><p>original to constrito quanto possvel, viabilizando, dessa forma, uma obturao </p><p>hermtica de todo o sistema de canais radiculares.</p><p>Segundo Nair e colaboradores19, 1999; na maioria dos casos em que o </p><p>tratamento endodntico fracassa, o insucesso ocorre devido a procedimentos </p><p>insatisfatrios de controle e eliminao da infeco. Cheung8, 1996; afirma </p><p>mais especificamente, que problemas comuns como dificuldades anatmicas, </p><p>falta de controle assptico durante o tratamento, acesso incorreto cavidade </p><p>pulpar, canais no detectados, falhas na instrumentao, obturaes </p><p>inadequadas, e restauraes coronrias insatisfatrias ou ausentes aps o </p><p>tratamento endodntico podem levar ao fracasso da terapia endodntica.</p><p>De acordo com Heuer16 (1963), do ponto de vista estritamente tcnico, a </p><p>teraputica endodntica pode ser dividida em trs fases: a) preparo </p><p>biomecnico, b) controle microbiolgico e c) obturao. Comentando esta </p><p>trade, afirma-se que a importncia do preparo biomecnico no pode ser </p><p>subestimada, pois a limpeza e a forma dos canais radiculares reduzem o </p><p>nmero e o substrato essencial para os microrganismos, favorece a ao da </p><p>medicao intracanal e torna a obturao um procedimento possvel, criando </p><p>condies favorveis de resistncia e reteno do material obturador no interior </p><p>do canal radicular. Desta maneira, torna-se conveniente salientar que as vrias </p><p>fases da teraputica endodntica so interdependentes, somando-se e </p><p>equivalendo-se em importncia e responsabilidade, na medida em que </p><p>comprometam ou auxiliem o sucesso do tratamento na sua totalidade (Bonini2, </p><p>1999).</p><p>Equipamentos automatizados, para auxiliar ou at mesmo substituir os </p><p>instrumentos manuais, foram desenvolvidos, para tentar facilitar o preparo do </p><p>canal e diminuir o tempo de execuo, sendo a primeira pea de mo </p><p>endodntica produzida por Rollins (citado por Walia e colaboradores32, 1988). </p></li><li><p>Tcnicas que se valeram destes instrumentos acionados a motor foram ento </p><p>desenvolvidas possibilitando a ao do instrumento seno em todas, pelo </p><p>menos na maior parte das paredes do canal radicular, e proporcionando uma </p><p>forma adequada de limpeza e modelagem (Pedro20, 2000).</p><p>Recentemente vrias limas de NiTi foram industrializadas e lanadas no </p><p>mercado por causa da sua maior flexibilidade e resistncia a fratura, maior </p><p>deformao, melhor memria elstica, fora balanceada, alto coeficiente de </p><p>dureza e sua maior resistncia ao sofrer toro. As limas de NiTi apresentam </p><p>flexibilidade 50% maior do que as de ao inoxidvel. Quanto eficincia na </p><p>instrumentao dos canais, Espsito e Cunninghan13 (1995); Ganbill e </p><p>colaboradores14 (1996), relataram que as limas de NiTi so mais eficientes na </p><p>manuteno do formato original do canal do que s limas de ao inoxidvel, </p><p>assim como os achados de Zmener e Balbachn30 (1995), instrumentando </p><p>canais de dentes unirradiculares, onde encontraram canais mais centrados em </p><p>dentes submetidos instrumentao com as limas de nquel-titnio. </p><p>Com as alteraes ocorridas nas ltimas dcadas, as tcnicas atuais, </p><p>que utilizam limas de NiTi, possibilitam um preparo mais racional dos canais </p><p>radiculares, melhorando a qualidade do tratamento, facilitando a limpeza e </p><p>desinfeco, diminuindo a incidncia de erros, propiciando maior ndice de </p><p>sucesso, no entanto a sensibilidade manual foi considerada inferior aquela </p><p>obtida com instrumentos manuais convencionais (Duarte Lima e </p><p>colaboradores12, 2002).</p><p>Diante dos fatores anteriormente citados, a busca dessas novas opes </p><p>tem se concentrado na reduo do tempo de trabalho, com menor desgaste do </p><p>operador, e na forma final do preparo, com manuteno da trajetria anatmica </p><p>original do canal radicular.</p><p>O uso de instrumentao completamente automatizada facilitou </p><p>grandemente os procedimentos endodnticos. No entanto, no momento que </p><p>estas tecnologias foram disponibilizadas no mercado odontolgico, surgiram </p><p>vrios questionamentos no que diz respeito performance e segurana deste </p><p>tipo de instrumentao. Alguns estudos (Bryant e colaboradores4, 1998a, </p><p>1998b; Thompson e Dummer27 1998a, 1998b) na literatura referem-se </p><p>manuteno da trajetria original do canal e desvios causados por estas </p></li><li><p>diferentes tcnicas, no entanto, poucos estudos estavam avaliando a habilidade </p><p>de limpeza da superfcie por estas tcnicas.</p><p>Dentre as tcnicas sugeridas ao longo do tempo, pode-se observar que </p><p>muitos estudos reportam a comparao de limpeza promovida por sistemas </p><p>rotatrios com as limas manuais, que utilizam como recursos auxiliares </p><p>instrumentos rotatrios, por exemplo, brocas Peeso e Gates-Glidden.</p><p>Em relao eficincia do corte das limas em nquel-titnio, as opinies </p><p>dos autores so divididas. Estudos comparativos entre instrumentos em ao </p><p>inoxidvel e NiTi, sob o uso de diferentes tcnicas revelaram maior eficincia </p><p>das limas NiTi, com menor perda da capacidade de corte, fatores que, somados </p><p>s suas propriedades superelsticas, fazem destes, instrumentos ideais. </p><p>Entretanto, outros estudos contradizem tais resultados, indicando superioridade </p><p>das limas de ao inoxidvel quanto efetividade de corte (Tepel e </p><p>colaboradores26, 1995b; Kazemi e colaboradores17, 1996). Camps e Pertot6 </p><p>(1995); Ganbill e colaboradores14 (1996); Coleman e Svec9 (1997); tambm </p><p>acreditam que as limas de nquel-titnio so menos eficientes no corte do que </p><p>as limas de ao inoxidvel</p><p>Atravs da comparao dos instrumentos manuais (limas Flex-R) com </p><p>trs sistemas rotatrios (Lightspeed, McXIM and Profile), Short e </p><p>colaboradores25 (1997) no encontraram diferena significante relacionada ao </p><p>desgaste de dentina entre os sistemas rotatrios, enquanto que a diferena </p><p>entre estes e as limas manuais Flex-R foi significante, com maior remoo para </p><p>o ltimo grupo. </p><p>Campos e Del Rio5 (1990) analisaram comparativamente as tcnicas de </p><p>instrumentao manual e mecnica em razes vestbulo-mesiais de dentes </p><p>molares superiores humanos, avaliando a quantidade de dentina removida e a </p><p>intensidade de desvio foraminal. Pela anlise de fotomicrografias de seces </p><p>das razes aps o preparo observaram que, nos teros cervical e apical, o </p><p>aparelho mecnico promoveu maior remoo dentinria, propiciando resultados </p><p>menos satisfatrios com relao ao desvio foraminal. Para mais, ambas as </p><p>tcnicas ocasionaram transporte no tero apical, enquanto no tero mdio a </p><p>instrumentao mecnica promoveu desvio maior para a mesial, e a manual </p><p>para a distal. </p></li><li><p>Tucker e colaboradores28 (1997) avaliaram preparos de canais </p><p>radiculares realizados pelas tcnicas de instrumentao manual e mecanizada. </p><p>Utilizaram 22 dentes molares inferiores humanos extrados, divididos em dois </p><p>grupos de acordo com o grau de curvatura. No primeiro grupo, os canais </p><p>msio-linguais foram instrumentados de acordo com a tcnica anticurvatura </p><p>step-back e limas flexofiles. O segundo grupo foi instrumentado com o sistema </p><p>NiTiMatic e limas de nquel-titnio. Foram realizadas seces a 1, 2,5 e 5mm </p><p>aqum do comprimento de trabalho, digitalizadas, e um "software" especfico </p><p>foi utilizado para calcular a poro instrumentada e o permetro do canal. Os </p><p>resultados no mostraram diferena significante quanto planificao das </p><p>paredes do canal. </p><p>Ganbill e colaboradores14 (1996), atravs da tomografia </p><p>computadorizada, verificaram que os instrumentos em NiTi, removeram menor </p><p>quantidade de dentina, requereram menor tempo de preparo, com canal mais </p><p>centrado e arredondado do que a lima K Flex.</p><p>Valli e colaboradores29 (1996) avaliaram a limpeza dos canais </p><p>radiculares em incisivos centrais superiores humanos recm extrados, por </p><p>meio de microscopia eletrnica de varredura, analisadas atravs de imagens </p><p>computadorizadas, aps serem divididos em dois grupos. Os dentes foram </p><p>instrumentados com a tcnica de Canal Master e instrumentao com limas </p><p>tipo K, para avaliarem a capacidade destas duas tcnicas em limparem as </p><p>paredes dos canais radiculares, chegando a concluso que nenhuma das duas </p><p>tcnicas foram capazes de remover completamente o "smear layer" do interior </p><p>dos canais radiculares, apesar da tcnica do Canal Master ter obtido melhores </p><p>resultados. </p><p>Em considerao ao sistema K3, Schfer e Schlingemann22 (2003) </p><p>encontraram que a utilizao de instrumentos em ao (K-Flexofiles) deixaram </p><p>menor quantidade de remanescentes do que a utilizao do sistema rotatrio. </p><p>Em contrapartida, os estudos de Gonalves e colaboradores (2001), </p><p>comparando o sistema rotatrio GT com instrumentao manual (K-File) e a </p><p>associao de ambas as tcnicas no revelaram diferenas estatisticamente </p><p>significante entre os grupos.</p></li><li><p>Chan e Cheung7 (1996) analisaram os efeitos da instrumentao </p><p>crvico-apical com o uso de limas K e limas NiTi, na forma final dos canais </p><p>radiculares. Utilizaram razes mesiais de molares humanos inferiores extrados. </p><p>As anlises foram realizadas com o auxlio de "software" especfico, que </p><p>permitiu comparar as seces transversais pr e ps-operatrias para </p><p>quantificar a dentina removida, a espessura das paredes remanescentes e a </p><p>existncia e direo do transporte dos canais. Os autores evidenciaram que, </p><p>embora no tenha havido diferena estatstica entre os grupos em qualquer dos </p><p>aspectos analisados, as limas de nquel-titnio ofereceram instrumentao </p><p>mais segura, uma vez que promoveram menor quantidade de alteraes em </p><p>relao s reas de menor espessura. </p><p>Medioni e colaboradores18, em 1999, atravs de microscopia eletrnica </p><p>de varredura avaliaram a performance dos sistemas Profile Srie 29, Quantec </p><p>2000, Hero 6.4.2 e das limas tipo K manuais. Os resultados mostraram serem </p><p>os sistemas interessantes no preparo dos teros cervical, e a superfcie mais </p><p>lisa foi obtida com os sistemas Quantec, depois Hero, Profile e as limas tipo K, </p><p>respectivamente. </p><p>Schfer e Lohmann21, em 2002, avaliaram a cap...</p></li></ul>

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