REDES SOCIAS: O TWITTER NA SALA DE ?· REDES SOCIAS: O TWITTER NA SALA DE AULA SCARABOTTO, Suelen do…

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    08-Nov-2018

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<ul><li><p> REDES SOCIAS: O TWITTER NA SALA DE AULA </p><p> SCARABOTTO, Suelen do Carmo dos Anjos PUC PR </p><p>suu.anjos@gmail.com </p><p>TOSATTO, Carla PUCPR ctosatto@positivo.com.br </p><p> RUARO, Laurete Maria UNICENTRO </p><p>lauretemaria@yahoo.com.br </p><p>TORRES, Patrcia Lupion PUCPR patorres@terra.com.br </p><p> Eixo Temtico: Comunicao e Tecnologia </p><p>Agncia Financiadora: no contou com financiamento </p><p>Resumo O presente trabalho tem como objetivo discutir a experincia pedaggica a partir da utilizao didtica das redes sociais desenvolvida no primeiro semestre de 2011 na disciplina de Teoria e Prtica na Educao a Distncia do programa de ps-graduao strictu sensu da Pontifcia Universidade Catlica do Paran. Considerando que a internet um veculo de comunicao que dissemina grande parte das informaes no cenrio atual, faz-se importante discutir as possibilidades de utilizao educacional de alguns sites que so bastante populares, dentre elas, as redes sociais como o Twitter, Facebook, Orkut, MySpace e Youtube. Sob a luz de contribuies de autores como Moran (2007); Recuero (2005); Torres (2007), buscou-se teorizar a ao desenvolvida nessas redes sociais vislumbrando analisar o seu possvel potencial para envolver estudantes e docentes em um processo mais dinmico, interativo e significativo de aprendizagem em que h possibilidade tanto de democratizao e produo de conhecimento como de desmitificao da banalizao desses espaos virtuais. Entendeu-se que, a princpio, necessrio conhecer todos os suportes textuais e comunicacionais que permeiam o universo de nossos alunos para, ento, aproximar-se e usufruir dos canais de que eles dispem favorecendo maior dialogicidade e subsidiando instrumentos para que esses veculos de comunicao dos quais eles se alimentam e disseminam mensagens no se tornem lineares e mesmo distanciados de interpretao crtica. As possibilidades didticas para as redes sociais podem ser intencionalmente organizadas de modo a privilegiar a criatividade, a colaborao e a superao do senso comum sem perder de vista, entretanto, suas limitaes uma vez que sua natureza privilegia o entretenimento e que nem todos os espaos virtuais contribuem para organizao efetiva de processo educativo sistematizado. Palavras-chave: Redes sociais. Ensino e aprendizagem. Didtica. </p></li><li><p>8041 </p><p>Introduo </p><p>Junto a reorganizao social frente ao advento das tecnologias, percebe-se que as </p><p>estratgias utilizadas para comunicao vem sendo transformadas significativamente. Com </p><p>maior acesso rede mundial de computadores, observa-se que, no obstante a incluso digital </p><p>como parte da incluso social ainda seja utpica em um pas continental e com distribuio de </p><p>renda desigual como o Brasil, cada vez mais jovens, crianas e adultos de diversas condies </p><p>sociais, culturais e econmicas acessam informaes, assim como disseminam sua cultura em </p><p>espaos virtuais na internet. </p><p>Nesse contexto, no Brasil, h crescente procura pela utilizao de sites de </p><p>relacionamento como ferramenta principal de comunicao. Conforme matria publicada pela </p><p>Folha Online em 2008, </p><p>[...] o brasileiro fica, em mdia, cinco horas por ms em sites relacionados a comunidades. Nos outros pases, esse valor no passa das duas horas, com exceo dos internautas do Reino Unido, que gastam duas horas e meia nesses portais. A empresa inclui na categoria "comunidades" as pginas de redes Orkut e MySpace, blogs, microblogs, bate-papos, fruns, grupos de discusso, mundos virtuais e outros sites semelhantes que renem grupos de interesse e de relacionamento. (FOLHA, 2008) </p><p>O interesse do brasileiro pela leitura e produo de contedos na internet pode ser uma </p><p>grande possibilidade de constituir formas mais significativas de organizao da didtica </p><p>escolar. As redes sociais podem ser consideradas como elemento ldico para potencializar o </p><p>prazer pela produo dos contedos referentes ao currculo assim como aproximar a escola da </p><p>realidade concreta dos alunos. </p><p>Conforme Moran (2007, p. 100) se os alunos fizerem pontes entre o que aprendem </p><p>intelectualmente e as situaes reais, experimentais, profissionais ligadas a seus estudos, a </p><p>aprendizagem ser mais significativa, viva, enriquecedora, os espaos virtuais j habitados </p><p>pelos alunos pode ser caracterizada como veculo para essa aproximao. </p><p>Considerando essa condio, discutiu-se na disciplina de Teoria e Prtica na Educao </p><p>a Distncia do programa de ps-graduao strictu sensu da Pontifcia Universidade Catlica </p><p>do Paran, ministrada pela professora Patricia Lupion Torres, a presena das redes sociais no </p><p>contexto contemporneo a fim de estudar estratgias didtico-pedaggicas para explorao </p><p>educacional desse recurso. </p></li><li><p>8042 </p><p>Para alm das discusses tericas a partir de fundamentao de autores estudiosos da </p><p>temtica, as aulas permitiram organizao de laboratrios de aprendizagem que tiveram como </p><p>suporte as redes sociais Twitter, Facebook, Orkut, MySpace e Youtube. Cada grupo de alunos </p><p>produziu situaes de aprendizagem, as props e as dinamizou nesses espaos virtuais </p><p>coordenando o processo de construo coletiva do conhecimento a partir dos recursos e </p><p>limitaes de cada rede. </p><p>Essa situao provocou na turma de alunos uma nova condio de pensar o </p><p>planejamento educacional impulsionando a deslocar a centralidade do processo da sala de </p><p>aula para o mundo virtual. Nem sempre fcil transpor os limites tradicionais da educao e </p><p>redimensionar formas de comunicao j cristalizadas, principalmente quando h necessidade </p><p>de maior pesquisa e cuidado na organizao e mediao das aes de ensino. </p><p>O presente texto discutir essa experincia sob o enfoque da utilizao pedaggica do </p><p>Twitter, rede social na qual esse grupo aprofundou a pesquisa e organizao de atividades </p><p>pedaggicas. Sero apresentadas as caractersticas positivas e limitadoras da rede, assim como </p><p>as possveis estratgias para, a partir dessa interface, desenvolver movimento de comunicao </p><p>menos linear com os estudantes e incentiv-los a refletir sobre esse suporte e os contedos </p><p>veiculados nele. </p><p>Redes sociais e educao </p><p>O uso das redes sociais faz parte da vida dos alunos e de muitos professores, pois, </p><p>trata-se de uma linguagem que vem sendo amplamente inserida nos novos modos de </p><p>produo, comunicao e interao social e cultural. No h, por conseguinte, como ignorar </p><p>as transformaes advindas com o uso das redes sociais, que imprimem na vida de todos ns, </p><p>novas possibilidades de dilogo e interao com os outros e com o mundo. </p><p>Interao, dilogo, comunicao so palavras que vem sendo amplamente utilizadas </p><p>para pensar a educao em uma perspectiva inovadora, comprometida com a produo do </p><p>conhecimento, com a compreenso, a criao, a transformao e, com um novo olhar para os </p><p>alunos, mais ativos, participativos, coautores e produtores de conhecimento e cultura. </p><p>Conforme Rangel (2007), as redes sociais numa perspectiva ecossistmica so o </p><p>suporte para a convivncia humana uma vez que, a partir delas, h comunicao e </p><p>estabelecimento de vnculos dos mais variados gneros e nveis. A autora menciona que </p></li><li><p>8043 </p><p>As redes sociais esto estabelecidas tambm enquanto interaes entre seus membros. Estas interaes se caracterizam, alm dos vnculos, da comunicao e das relaes, pela organizao ao redor do fazer, de estruturar o tempo e o modo como este se utiliza. Assim, as relaes sociais permitem dar sentido s vidas das pessoas que nelas participam, favorecendo a construo de suas identidades, propiciando a sensao de que esto ali para algum, que tem os recursos necessrios para dar conta de diversas tarefas e dar suporte social. Desta forma, promovem o sentido a suas aes e prticas de cuidado social e autocuidado. (RANGEL, 2007, 27) </p><p>Nesse sentido de pertencimento, construo de identidade e busca de um lugar em que </p><p>se tenha espao para falar e ser ouvido, Rangel (2007) menciona que podem ser definidas </p><p>como funes das redes: companhia social, apoio emocional, guia cognitivo, regulao social, </p><p>ajuda material e de servios, acesso a novos contatos. </p><p>Esses mesmos conceitos podem ser utilizados quando pensamos em redes sociais </p><p>virtuais; devido a facilidade de acesso rede mundial de computadores, observa-se que alguns </p><p>modelos de organizao social migram para o ciberespao e so fortalecidas pela aceitao </p><p>que essa opo tem na contemporaneidade. Conforme Rheingold (citado por RECUERO, </p><p>2005, p.13) as comunidades virtuais so agregados sociais que surgem da Rede [Internet], </p><p>quando uma quantidade suficiente de gente leva adiante essas discusses pblicas durante um </p><p>tempo suficiente, com suficientes sentimentos humanos, para formar redes de relaes </p><p>pessoais no espao ciberntico. </p><p>Inserir as redes sociais em propostas pedaggicas a serem desenvolvidas na escola </p><p>importante devido s novas formas de organizao cultural assim como por ampliar as </p><p>possibilidades de desenvolvimento dos alunos, ou seja, eles tero a oportunidade de transitar, </p><p>conhecer e produzir diferentes gneros textuais, com diferentes intenes sociocomunicativas, </p><p>desenvolvendo sua competncia leitora e escritora. Sabemos que o trabalho com a linguagem </p><p>oral e escrita na escola deve estar pautado no trabalho com os diferentes gneros textuais </p><p>inseridos em prticas sociais de uso da leitura e da escrita. Isso est vinculado com a ideia de </p><p>que usar a linguagem uma forma de agir socialmente, de interagir com os outros e de que </p><p>essas aes somente acontecem em textos, ou seja, falamos ou escrevemos sempre em textos </p><p>que circulam em diferentes suportes, entre eles a web. </p><p>Portanto, a lngua deve entrar na escola da mesma forma que existe fora dela, ou seja, </p><p>por meio das prticas sociais, reais e significativas de leitura e escrita. A inteno formar </p><p>alunos que saibam produzir e interpretar textos de uso social - orais e escritos - e que tenham </p><p>trnsito livre nas vrias situaes comunicativas que permitem plena participao no mundo </p></li><li><p>8044 </p><p>letrado. Faz parte desse mundo letrado e conectado, as redes sociais e seus mltiplos espaos </p><p>de interao e comunicao. </p><p>De forma geral, pode-se dizer que o uso das redes sociais favorece o trabalho em </p><p>grupo, o uso e a produo de diferentes formas de comunicao e a troca de ideias e de </p><p>informaes. Uma das ferramentas de comunicao existentes em quase todas as redes sociais </p><p>so os fruns de discusso, nos quais os membros podem abrir um novo tpico e interagir </p><p>com outros membros compartilhando ideias e saberes sobre um determinado assunto. </p><p>Por meio do uso das redes sociais no interior da escola, possvel: criar uma </p><p>comunidade de aprendizagem para a escola, para a turma ou para uma disciplina especfica; </p><p>compartilhar informaes e ideias com outros profissionais e especialistas nos temas que </p><p>esto sendo estudados em sala, ampliando as possibilidades de interao, pesquisa e produo </p><p>e novos conhecimentos; criar canais de comunicao entre os alunos de diferentes turmas, </p><p>entre escolas diferentes, entre comunidades que compartilham de interesses em comum. </p><p>Ratifica-se que essas possibilidades didticas s tero sentido se inseridas em um </p><p>projeto educacional inovador, tico, ou seja, no adianta inserir as redes no ensino e continuar </p><p>com prticas arraigadas em uma organizao tradicional na qual o contedo esteja sendo </p><p>trabalho de forma mecnica e sem significado. </p><p>O Twitter na sala de aula </p><p>O Twitter um espao colaborativo no qual se podem postar mensagens de no </p><p>mximo 140 caracteres. Neste espao de colaborao as pessoas compartilham o que esto </p><p>fazendo, pensando ou sentindo, o que esto lendo, por onde navegam e o que mais for </p><p>possvel dizer de forma breve e sucinta. No Twitter possvel seguir vrias pessoas e ser </p><p>seguido por elas. Desta forma, uma grande rede construda. </p><p>Segundo Zago (2008) o microblogging, assim como o blog, tem como caractersticas o </p><p>formato de publicao em ordem cronolgica inversa e publicaes com microcontedo, que </p><p>no caso do microblogging possui limitaes de tamanho, diferenciando-o do blog. O Twitter </p><p>permite ao usurio postar mensagens, links, compartilhar imagens. Foi criado em 2006 e a sua </p><p>popularidade tem aumentado, hoje a ferramenta, nessa proposta, mais popular em escala </p><p>global (ZAGO, 2008). </p><p>Entre as funes disponveis, h o twittar: permite postar mensagens, links e imagens; </p><p>Retwittar: permite disseminar uma mensagem postada por algum; Seguir amigos e ser </p></li><li><p>8045 </p><p>seguido: todas as publicaes sero divulgadas na pgina inicial do seguidor; Criar listas </p><p>selecionando as pessoas iro interagir. No seu profile (pgina visvel aos demais), aparecer </p><p>os seus tweets e retweets em ordem cronolgica inversa, ficando visvel a todos, caso queira </p><p>postar mensagens particulares deve ser selecionada a opo e ao citar algum em seu texto, </p><p>basta colocar @ antes do nome do usurio e o post aparecer na pgina inicial da pessoa </p><p>citada. </p><p>Trata-se de um veculo de comunicao gil, j que so mensagens muito curtas, e de </p><p>muito alcance, pois o nmero de seguidores que se pode ter ilimitado. Embora seja uma </p><p>ferramenta que apareceu h pouco tempo na rede, conta com uma popularidade crescente. </p><p>A inteno inicial de seus idealizadores em 2006, Jack Dorsey, Evan Willians e Biz </p><p>Stone, era operacionalizar um sistema que permitisse maior agilidade na comunicao a partir </p><p>de um sistema de troca de SMS. Devido a essa natureza, a inteno de comunicao compacta </p><p>permaneceu e limita o nmero de caracteres possveis de ser encaminhados em cada </p><p>mensagem. </p><p>Conforme matria publicada no site EducaRede, as dez melhores maneiras de utilizar </p><p>essa ferramenta so: </p><p>Quadro de avisos: comunicar aos estudantes mudanas no contedo dos cursos, horrios, lugares ou outras informaes importantes. Resumo: pedir aos alunos que leiam um texto e que faam um resumo dos principais pontos, com um limite de 140 caracteres. Compartilhar sites: periodicamente, cada aluno tem o compromisso de compartilhar um novo site interessante que tenha conhecido na Web. Twitter espreita: seguir uma pessoa famosa e documentar sua trajetria. Twit* em outros tempos: eleger um personagem importante da histria da civilizao ou de seu pas e criar para ele uma conta no Twitter. Num determinado prazo de tempo, escrever no Twitter como se fosse esse personagem, com estilo e vocabulrio da poca, imaginando o que ele diria. Microencontros: manter conversas nas quais participem todos os estudantes que assinam o Twitter. Microtextos: escrita progressiva e colaborativa para criar micro-histrias. Lngua do Twitter: enviar twits* em lnguas estrangeiras e pedir que os alunos respondam na mesma lngua ou que traduzam o twit* em seu idioma nativo. Corrente de texto: comear um meme* para que todo o contedo criado possa ser capturado automaticamente por um agregador*. Intercmbio cultural: estimular os alunos para que encontrem um tuiteiro* de outra cidade, estado ou pas e converem regularmente com ele durante um perodo de tempo para conhecer sua cultura, seus interesses, amigos, familiares. Ideal para aprender sobre outras culturas. (EDUCAREDE, 2009) </p></li><li><p>8046 </p><p>Observa-se, dentre as sugestes de atividades, que h um grande estmulo anlise e </p><p>produo de contedos a partir da perspectiva dinmica que a ferramenta oferece, assim </p><p>como, incentivo gerao de snteses sobre os assuntos discutidos. um recurso que se </p><p>aproxima bastante do perfil comunicativo dos jovens contemporneos e pode aproximar </p><p>bastante o espao formal de educao com as necessidades reais de aprendizagem da demanda </p><p>atual. </p><p>Torna-se indiscutvel, entretanto, que o professor empreenda uma nova organizao de </p><p>seu planejamento. Conforme Moran (2007, p.103) os professores podem ajudar os alunos, </p><p>incentivando-os a aprender a perguntar, a enfocar questes importantes, a definir critrios na </p><p>escolha de sites, na avaliao de pginas, a comparar textos com vises diferentes. </p><p>Nesse ponto, para alm da motivao sugerida pelas redes sociais, chegamos ao </p><p>necessrio entendimento de que a educao para a comunicao o elemento base do </p><p>processo de ensino e aprendizagem a partir de contedos disponibilizados na internet. </p><p>Conforme Ruaro (2007, p.51) </p><p>Educar para a mdia estende a abrangncia do uso das TIC como recurso didtico para demonstrao e/ou ilustrao de contedos. Na verdade este conceito implica em preparar o receptor para leitura crtica tanto da intencionalidade do meio que se escolheu como da informao que se veiculou. Educao para a mdia sugere que o tratamento das informaes acontea de forma detalhada, planejada, dirigida de modo a facilitar a transposio do elementar, transformando informao em conhecimento. </p><p>Os textos interpretados e produzidos na web precisam se constituir numa perspectiva </p><p>que supere a proposio de pretextos para dinamizar os contedos. Eles mesmos tornam-se </p><p>contedos para anlise crtica considerando os fatores de textualidade nos quais foram </p><p>construdos. Esse um cuidado que no pode ser dispensado quando da utilizao das </p><p>tecnologias da informao e comunicao no contexto didtico. </p><p>Consideraes sobre a experincia pedaggica nas redes sociais </p><p>Estudar o impacto das redes sociais no cotidiano das pessoas possibilitou a </p><p>compreenso de que existe um processo significativo de migrao para o virtual de muitos </p><p>processos comunicativos na organizao social contempornea. Essas redes, junto a outros </p></li><li><p>8047 </p><p>diversos espaos online oferecem uma variedade enorme de informaes que so </p><p>disseminadas em grande escala e muita velocidade. </p><p>Conforme Moran (2007, p. 101) uma das dimenses fundamentais do ato de educar </p><p>ajudar a encontrar uma lgica dentro do caos de informaes que temos (grifos do autor); a </p><p>informao se faz em grande parte na internet pode tornar-se material pedaggico quando </p><p>existe perspiccia e planejamento intencional do professor. </p><p>Nesse sentido, gera-se a possibilidade de empregar um suporte que j est inserido na </p><p>prtica cotidiana dos alunos para fomentar discusses, pesquisa, anlises e produes que se </p><p>aproximem de suas realidades e as desmitifiquem. Pois, a inteno pedaggica para utilizao </p><p>das redes aproveitar o potencial ldico da ferramenta que em sua origem essencialmente </p><p>voltada ao entretenimento, dando um significado crtico s formas de recepo da informao </p><p>mesmo que por meio de canais que no possuem tendncia especificamente pedaggica. </p><p>Esse talvez, tenha se constitudo o maior desafio com a utilizao das redes nessa </p><p>experincia: a desmitificao do conceito de que no possvel construir alternativas </p><p>educacionais nesses espaos sem banalizar ou massificar a ao. Realmente, conforme a </p><p>abordagem, h o risco de que as discusses educativas no sejam to atrativas a ponto de </p><p>provocar a mesma curiosidade que os alunos teriam por situaes puramente voltadas ao </p><p>entretenimento. </p><p>Ainda, conforme a organizao cultural em que privilegiada a informao rpida e </p><p>condensada, recorre-se internet como forma de minimizar a necessidade de aprofundamento </p><p>terico; pois, naquele espao sabe-se que sero redefinidas e sintetizadas informaes que se </p><p>necessita para responder a um esforo de pesquisa que se quer compactar ou mesmo desviar. </p><p>A esse respeito Moran (200