Resistance Magazine 6

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Physics and Tecnology Magazine

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  • RES STANCEJunho 20126 Edio

  • Junho 2012 RESISTANCE1

    Editorial

    Crise no Ensino SuperiorNo podemos negar que Portugal sofreu os maiores cortes no ensino superior na Unio Europeia, e como tal os estudantes esto a sofrer profundos cortes nas bolsas de apoio e de investigao. O apoio do Estado ao Ensino pblico no pode ser desprezado, de forma que exista igualdade de oportunidades para todos os jovens de Portugal. Infelizmente, durante anos, muitos estudantes possuam bolsas que no mereciam e hoje aqueles que merecem tm dificuldade em obt-las. Portanto, mais importante que protestar o corte das bolsas, necessrio verificar quantas dessas bolsas foram retiradas a estudantes que realmente necessitavam delas. Tambm de notar que, durante a Queima, a crise estudantil no se notou. Pagar 900 euros por dois semestres de ensino, que custa 5 vezes mais um ultraje, mas pagar 47 euros por um bilhete geral ningum protesta.

    Anti Matria

    Gostaramos de salientar o grande trabalho de edio feito no Anti Matria que s peca por tardio. Uma revista concorrente (desculpa Mrio) s pode beneficiar os estudantes, uma vez que tm duas revistas onde podem dar a sua opinio. Esperamos que o prximo ncleo continue o Anti Matria e que juntos possamos dar mais voz aos estudantes do Departamento de Fsica.

    Eleies NEDF/AACComo j era esperado, a lista TAU ganhou as eleies por 30 votos de diferena. Para os mais distrados isto poder parecer uma margem mnima, no entanto, se fizermos uma anlise minuciosa vemos que uma grande diferena. Nestas eleies houve 239 votos, sendo que 124 foram da lista TAU, e 94 para a lista I, 14 brancos e 7 nulos. Uma vez que 110 pessoas faziam parte de ambas as listas, s houve 108 pessoas a votar nas listas que no faziam parte destas. Isto significa que foram somente 108 votos que decidiram as eleies, havendo uma diferena de 30 votos entre as listas. Assim, podemos presumir que 69 votou na lista tau e 39 votou na lista I. Fazendo as percentagens, temos 63,8% de votos na lista TAU e 36,1% na Lista I, o que demonstra que as eleies no foram particularmente equilibradas.Tambm de salientar que 110 alunos se disponibilizaram para trabalhar no NEDF por duas listas diferentes. Este nmero deveras impressionante, e s posso esperar que essas pessoas possam colaborar e trabalhar em conjunto para poderem responder s necessidades dos estudantes. Creio que 110 pessoas podem trabalhar de forma a cumprirem todas as actividades propostas, porque as razes de estas no se cumprirem ou so mentiras partidrias ou a falta de trabalho. No encontro desculpas para as actividades no se realizarem. A Resistance tambm foi questionada porque que este ano no realizou as sondagens das eleies e deveu-se a duas razes. A primeira a falta de recursos humanos para fazer as sondagens, e a segunda razo foi a falta de considerao pelo nosso trabalho de alguns membros da lista vencedora do ano passado. Para quem no se lembra esses membros votaram na nossa sondagem propositadamente ao contrrio.

  • Junho 2012RESISTANCE 2

    ndice1 - Editorial3 - Entrevista_Mrio Ribeiro5 - A vida de Caloiro_Andreia Fernandes6 - Picture Today, inspire tomorrow_Gilberto Silva7 - Repblicas de Coimbra, um patrimnio a preservar_Joo Azevedo8 - Entrevista_Carolina Silveira9 - Estado estacionrio_Andoni Santos10 - Estado exitado_Carla Guerra11 - 24 frames por segundo13 - 78 rotaes por minuto15 - A gamer (re)view16 - Depois do curso_Joo Fernandes17 - Entrevista_Andr Carvalheira19 - Jocelyn Bell, Pulsares e Estrelas de Neutres_Maria Constana M. P. da Providncia S. e Costa 20 - Crnica_Frederico Borges21 - Sobre ser-se parvo_Joo Pedro Ferreira22 - Me, afinal sei cozinhar

    Ficha tcnica:

    Edio:Joana Faria, Pedro Silva, Frederico Borges, Andr Silva, Rui Nunes, Karen Duarte.

    Colaboradores:Catarina Oliveira

  • Junho 2012 RESISTANCE3

    Boa tarde, Mrio. Poderias dispor um pequeno balano do teu mandado, enquanto presidente do ncleo de estudantes do Departamento de Fsica?Bem, a cerca de dois meses do final, posso comear por dizer que, at agora - uma vez que ainda temos mais programas planeados at o fim do ano -, considero que o balano bastante positivo.Penso que, desde o incio, existiram dois pontos que me assustaram um pouco. O primeiro foi a recepo ao caloiro. Como deves perceber, um processo um pouco complicado, dado que se d a tomada de posse, vai-se de frias e, quando se regressa, tem-se umas cem pessoas novas por c. Como tradio no departamento, oferecemos-lhes um booklet, uma camisola e um kit de caloiro. Quanto a este processo, creio que o optimizmos, conseguindo algo formativo e completo. O segundo ponto foi quase imediatamente a seguir, na latada, com a barraca, onde necessrio lidar com entidades exteriores ao prprio ncleo, como a associao, e onde h sempre riscos, uma vez que preciso investir algum dinheiro que, eventualmente, pode no ter retorno, o que acabou por no ser o caso. parte disto, fomos capazes de organizar diversas actividades. Tivemos, ainda no primeiro semestre, uma feira do livro, alguns workshops e uma sesso de esclarecimento de mestrados, com trocas de ideias. No segundo semestre, comeamos por apostar mais no trabalho de fundo, isto , fizemos vrias reunies com a professora Constana e tentamos aperfeioar alguns projectos. Ultimamente, temos sado com uma nova ronda de actividades: um convvio, um ciclo de cinema e workshops de fotografia e de primeiros socorros.

    Como consideras a aderncia dos alunos do departamento s actividades do ncleo?Um misto.

    Quando se planeia uma actividade pode-se pensar, previamente, que se est a realizar uma coisa bastante porreira e a aderncia, no final, ser pouca, o que aconteceu no segundo filme do ciclo de cinema de fico cientfica, em parceria com a Rmulo de Carvalho. Por outro lado, houve actividades com uma adeso enorme, como, por exemplo, o workshop de primeiros socorros, a sesso de esclarecimentos de mestrados e o workshop de escrita criativa, inserido no mbito da feira do livro, uma outra parceira com a Rmulo de Carvalho. Quanto ao desporto, tambm sempre houve muita aderncia. Por isso, l est, acaba sempre por haver um misto, dependendo do interesse pessoal de cada indivduo.

    Quais as actividades em que conseguiram atingir o objectivo da melhor forma e as que deram mais trabalho?Creio que no workshop de primeiros socorros o objectivo foi cumprido. Agora, temos uma actividade que, na minha opinio, ir dar muito trabalho. Ns concorremos ao conselho interncleos, na rea da formao e do empreendorismo, e o nosso objectivo consiste em levar alunos de fsica, engenharia fsica e engenharia biomdica a instituies de trabalho nessas mesmas reas. Aqui, os objectivos esto muito definidos: mostrar comunidade estudantil o que , realmente, exercer funes dentro da

    temtica do seu curso. Esta actividade est planeada para o ms de Maio.Para alm disto, houve tambm, o Encontro Nacional de Bioengenharia, onde fomos convidados a participar na organizao, o que tambm nos exigiu bastante esforo complementar.

    O que que consideras que poderia ter corrido melhor?Creio que, em relao ao site, as coisas poderiam ter corrido de melhor forma mas, agora, estamos a trabalhar nisso muito a srio, remodelando-o e completando-o. Porm, provavelmente, o que mais falhou foi a presena de indivduos nas actividades, o que acabo por considerar um pouco ingrato, uma vez que o ncleo faz trabalho para os alunos do Departamento de Fsica e, embora nos tenhamos de esforar em termos de divulgao, tambm necessrio que quem esteja por fora se tente informar um pouco do que se est a passar.

    De todos os pelouros, pensas que algum deixou algo por cumprir?Por natureza, h pelouros que funcionam mais esporadicamente, fazendo, basicamente, trabalho de fundo, que no se transparece to facilmente. Por vezes, quando no se veem palestras ou workshops, pode ficar a ideia de que nada est a ser feito, mas isso no , necessariamente, a realidade. Por exemplo, o GAPE teve as suas funes mais direccionadas recepo ao caloiro e linha de apoio ao novo aluno, por isso, como disse, h pelouros que tm actividades mais complementares e menos visveis, assim como, tambm, as Relaes Externas.

    Um dos teus planos na candidatura era voltar a usar o B.13 e a sala do trio da entrada. Como correu?Ns remodelamos os espaos, como tnhamos dito, mas ainda temos mais ideias para l, como exposies temporrias. Contudo, em relao B.

    Mrio Ribeirotexto_Frederico Borges

    Entrevista

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    13 no conseguimos captar tanta gente como queramos, o que pode ser, ou no, culpa nossa, uma vez que o pessoal nunca ganhou o hbito de a frequentar.Neste momento, ambicionamos reformar um outro espao, junto C.1, colocando, entre outras coisas, um micro-ondas, uns sofs e uma estante para book-crossing, de forma a tornar o departamento mais interactivo. Ainda que, at o final do mandato, o espao no fique completo, creio que, pelo menos, aberto h-de ficar.

    No inicio da lista, ela tinha cerca de oitenta pessoas. Quantas chegaram ao final?Posso dizer que ficaram bastantes. H pessoas que, simplesmente, dizem que te vo apoiar e que, caso precises delas, podes sempre disponibilizar e, depois, h a malta que est mesmo disposta a trabalhar, como os integrantes dos pelouros e da direco e, destes segundos, praticamente todos se mantiveram.

    Achas que os conseguiste motivar?J disse vrias vezes em plenrios e em reunies de ncleo que estou muito orgulhoso desta equipa. Ns, este ano, adoptmos uma filosofia completamente diferente: todas as decises tomadas foram feitas em reunies e cada pelouro possua uma liberdade extrema, no tendo, necessariamente, de falar comigo para poder tomar a iniciativa de qualquer actividade, tornando cada equipa bastante autnoma e fazendo com que isto funcionasse to bem entre todos o que, na minha opinio, fez com que o grupo se conservasse.