RESUMO PROJ BAMBINI

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    07-Jul-2015

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<p>RESUMO DO PROJETO EXPERIMENTAL PARA</p> <p>PADARIA EDUCANDRIO EURPEDES "PRODUTOS BAMBINI"</p> <p>Projeto Desenvolvido pela Vox Assessoria de Relaes Pblicas composta por Carla Peregrino Amim, Patrcia de Salvi, Sandra Ramicelli, Teresa Toledo Pitombo e Thas Cabral junto ao Educandrio Eurpedes como pr-requisito para a obteno do ttulo de Bacharel em Relaes Pblicas na Pontifcia Universidade Catlica de Campinas.</p> <p>PUC-CAMPINAS 1994</p> <p>1</p> <p>SUMRIO INTRODUO DELIMITAO DO CAMPO DE INVESTIGAO ANTE PROJETO BRIEFING HISTRICO AUDITORIA DE OPINIO DIAGNSTICO DEFINIO E CLASSIFICAO DOS PBLICOS DEFINIES DE RELAES PBLICAS PLANEJAMENTO PARA CRIAO DA REA DE RELAES PBLICAS. 1. PROGRAMA DE AES MOTIVADORAS 2. PLANEJAMENTO DE PESQUISA 3. PROGRAMA DE PROJEO EXTERNA 4. ATIVIDADES SUGERIDAS 4.1 ATIVIDADES SUGERIDAS DO PROGRAMA DE AES MOTIVADORAS 4.2 ATIVIDADES SUGERIDAS DO PROGRAMA DE PROJEO EXTERNA CONCLUSO REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS 2 4 5 5 6 7 8 8 9 10 13 18 21 26 26 26 27 28</p> <p>2</p> <p>INTRODUO A histria da panificao a histria do trigo e a histria do trigo a histria da humanidade. O trigo foi o primeiro cereal que o homem aprendeu a cultivar e a moer mas a sua origem por assim dizer um mistrio11. Das descoberta das transformaes do gro de trigo at a sua forma completa - "O Po", foram necessrios milnios, tendo o seu primrdio com o homem de Neerdental, passando pelos egpcios at chegarmos aos dias de hoje. Quando o homem primitivo quebrou o gro de trigo entre as duas pedras para eliminar a casca, que celulosa, spera, com sabor madeira e de difcil digesto, estava comeando a indstria de moagem. Quando parte daquela mistura foi umedecida pelo orvalho, iniciavase a fermentao e, finalmente, quando um resto de massa fermentada foi atirado ao fogo e mais tarde evoludo para o cozimento, surge o produto final: "O Po"2. O consumo de po "per capta" vem crescendo no mundo inteiro, com exceo do Japo, comedor milenar de arroz, que agora, para reforar sua dieta est entrando no consumo de trigo3. J no nosso pas, no sentimos decrscimo, devido ao crescente aumento demogrfico. O ramo de panificao no pas est bem desenvolvido, possuindo um mercado que abrange vrios segmentos, havendo espao e competitividade para todos eles. E Empresa, na qual desenvolvemos este trabalho, possui uma estrutura teoricamente distinta, mas de profunda dependncia, pois a empresa supre em 80% as despesas da Instituio que est ligada e tem sob seus cuidados aproximadamente 320 crianas carentes da regio. Percebendo a evoluo do mercado e necessitando se mostrar mais competitiva, sentiu no s a necessidade de um trabalho mais intenso com seus pblicos, mas tambm fazer-se mais conhecida, tendo em vista as tendncias empresariais visando Qualidade dos servios, produtos e com seus clientes internos e externos. Qualquer definio de "Qualidade" deve ser fornecida pelo cliente. Aquela Qualidade que est no olho do cliente comunicada via "voz do cliente"4. Desenvolvemos este trabalho colocando em prtica os conhecimentos adquiridos ao longo de nossa formao acadmica para atingirmos dois objetivos concretos: primeiro, desenvolver um Projeto na rea de Relaes Pblicas; segundo com cunho social, ou seja, estar ampliando os recursos de uma instituio carente. A importncia de relaes Pblicas se faz necessria na busca de um equilbrio entre seus clientes internos e externos e a comunidade, fortalecendo cada vez mais uma identidade positiva capaz de vender por si s.</p> <p>1 2</p> <p>Araujo, Panificao Moderna, pg. 19 Ibid, pg. 21 3 Ibid, pg. 29 4 Eureka, Ryan - QFD Perspectivas Gerenciais do Desdobramento da Funo Qualidade, cap.1, pg.08</p> <p>3</p> <p>Embora a presena do Relaes Pblicas seja clara e de grande valor, no foi encontrado nenhum projeto que tenha sido desenvolvido dentro deste ramo de atividade, especificamente. Cabe salientar que o universo pesquisado composto pela USPbiblioteca da ECA; PUC-Campinas - hemeroteca IACT e arquivos da ABRP e CONRERP.</p> <p>DELIMITAO DO CAMPO DE INVESTIGAO</p> <p> Delimitao Espacial O trabalho ser realizado na cidade de campinas, no estado de So Paulo, em uma empresa de panificao que no possui a rea de Relaes Pblicas.</p> <p> Delimitao Cronolgica A durao do trabalho ocorrer no perodo de abril a novembro do corrente ano. Aps a concluso do mesmo, este ter a validade de cinco anos.</p> <p> Aspectos a serem considerados: Cultura da organizao (poltica e filosofia) Estrutura da organizao Clima organizacional Realidade scio-econmica Campo de atuao</p> <p> rea de conhecimento Para o desenvolvimento do Projeto sero utilizados instrumentos e tcnicas de comunicao, mais especificamente as disciplinas que compem a rea de Relaes Pblicas, ou seja: Teoria e Mtodos de pesquisa de opinio pblica, planejamento, tcnicas de redao, administrao de recursos humanos, marketing, fotografia, produo grfica, comunicao dirigida, teoria da comunicao, organizao de eventos e filosofia.</p> <p>4</p> <p>Levantamento documental Direto: entrevistas dirigidas contatos observaes pesquisas PUC-CAMPINAS, USP, ABRP, CONRERP Indireto: Toda a bibliografia utilizada, mencionada no final do Projeto.</p> <p>ANTE PROJETO</p> <p>1. BRIEFING Razo Social: CEAK - Centro Esprita Allan Kardec Educandrio Eurpedes Endereo: Av. Theodureto Almeida Camargo, 750 - Vila Nova - Campinas CGC: 46076915/0003-43 Tel: (19) 3241 3011 Ramo de Atividade: Entidade Filantrpica (Educandrio) Padaria Educandrio Eurpedes Nome Fantasia: Produtos BAMBINI Nmero de Funcionrios: Educandrio: 41 6 homens e 35 mulheres Padaria: 122 67 homens e 55 mulheres</p> <p>Grau de escolaridade: predominante primeiro grau a nvel superior Horrio de funcionamento: Educandrio - segunda sexta-feira das 7:00 s 18:00 horas. Padaria segunda a sbado das 7:00 s 19:00 horas. Usurios do Educandrio - crianas carentes de 0 a 14 anos Usurios da Padaria - atacado e varejo Principais fornecedores: Moinho de farinha, Usina da Barra (acar), Frigorfico Martini, Arisco, Cica, Bebidas Wilson. Instituies financeiras: Banespa, Banestado. Concorrncia: Panificadoras em geral - Indstrias de panificao e panetones.</p> <p>5</p> <p>Principais servios e produtos: Educandrio - assistncia ao menor carente, educao formal e iniciao profissional, alimentao, assistncia mdica, odontolgica e assistncia familiar (cesta bsica). Padaria - Pes para lanche - hot dog, hambrguer, pes de leite, sovado, forma, bolos e sequilhos. Metas da empresa: Crescimento alm do vegetativo no ramo de pes, implantao de novos produtos no mercado, exemplo: pur de batatas instantneo. Comunicao interna: mural e quadro de avisos. Benefcios: Vale transporte, refeies, lanches. Relaes Pblicas para Empresa: atuar como elo entre empresa, direo e seu quadro de funcionrios e seu pblico, levando a cada um a melhor maneira de intercmbio. Estrutura Organizacional Educandrio: Diretoria, supervisora, diretora da escola, assistente social, supervisora de cursos profissionalizantes, recreacionistas e encarregados de setores. Padaria: Diretoria, gerncia e chefias.</p> <p>2.HISTRICO</p> <p>O Educandrio Eurpedes foi fundado em 1962 pela direo do CEAK Centro Esprita Allan Kardec, com a finalidade de amparar os rfos. Possua regime de internato por muito tempo. Em 1990, foi extinto o internato, passando a dedicar-se somente creche e ao semi-internato. Na instituio, o objetivo principal promover atividades para as crianas carentes em um trabalho preventivo e educativo, atendendo-as em suas necessidades bsicas e procurando oferecer tambm s suas famlias apoio e orientao scio-educativos, atividades sociais e profissionalizantes. Dada as dificuldades econmicas, em 1972 foi criada a Padaria Educandrio Eurpedes com a finalidade de prover recursos e manter o Educandrio. Comeou funcionando nas dependncias do prprio Educandrio, tendo o seu crescimento dado margem construo de suas prprias dependncias.</p> <p>6</p> <p>Hoje, a padaria Educandrio possui um quadro de funcionrios cujos membros so exinternos do Educandrio. Sua produo diversificada, produzindo pes de diversos tipos, sendo seu Carro Chefe os pes para lanche. O nome BAMBINI foi escolhido por significar crianas no idioma italiano. A BAMBINI responsvel em suprir de 70 a 80% das despesas do Educandrio. Logomarca: Na embalagens, veculos da Empresa, impressos (papel ofcio, carta, cartes de visita, pastas e envelopes) e entrada da Empresa.</p> <p>3. AUDITORIA DE OPINIO Com base nas entrevistas dirigidas e nas observaes pessoais, verificamos as necessidades de cada um e avaliamos o nvel de satisfao dos mesmos. Constatamos que por ser uma Empresa com vnculo social ao Educandrio Eurpedes e ter responsabilidade de suprir 80% das despesas do mesmo, possui caractersticas um tanto quanto singulares, pois, em alguns momentos, parece no acreditar no potencial existente. O nvel de escolaridade baixo criando, assim, algumas limitaes frente a exigncias necessrias. Possuem uma preocupao em poderem contribuir com outras instituies assitenciais e a comunidade. Podemos perceber que entre os funcionrios da Empresa e do Educandrio existe uma constante comparao e competio em relao forma de trabalho e regalias existentes, pois outrora, alguns destes fizeram cursos no Educandrio e confundindo as posturas aluno (Educandrio) e funcionrio (Bambini), trazem, agora, dificuldades de relacionamento. Diante dos argumentos apresentados, podemos afirmar que no feito em trabalho de integrao para com os funcionrios nem tampouco um processo de transio dos alunos dos cursos profissionalizantes para a Empresa. Seus produtos possuem boa qualidade e aceitao no segmento de mercado ao qual pertence. Existe uma constante preocupao com o crescimento e desenvolvimento dos mesmos. Os servios parecem atingir um nvel razovel, necessitando uma maior ateno e preocupao. Percebemos, ainda, que a comunicao interna possui poucos instrumentos, causando, assim, vrias lacunas. O mesmo acontece com os outros pblicos. Dado o exposto, vale salientar que nossa preocupao foi ter a viso da Empresa no seu todo, no dividindo em razo de seus pontos fortes e fracos.</p> <p>7</p> <p>4. DIAGNSTICO</p> <p>Podemos detectar que alguns fatores necessitam maior cuidado e ateno para que a Empresa possa atingir as suas metas. Como tal, a comunicao com seus pblicos, dando nfase ao consumidor final e ao pblico interno, o ponto de suma importncia, graas necessidade de uma reelaborao em suas formas e de uma adequao ao pblico alvo. A divulgao dos produtos e servios, bem como do projeto Educandrio -Bambini necessitam de um trabalho meticuloso para atingir a totalidade da comunidade, um trabalho de integrao entre as duas organizaes, dando nfase aos funcionrios de ambas as partes. Com a viso desses pontos poderemos, ento executar aes direcionadas para atingir os objetivos desejados.</p> <p>5. DEFINIO E CLASSIFICAO DOS PBLICOS</p> <p>5.1 CLASSIFICAO DOS PBLICOS PARA O CLIENTE</p> <p>Pblico Interno: Direo, funcionrios e familiares. Todas as pessoas que trabalham e que possuem relao direta com a empresa, mantendo ligaes scio-econmicas e jurdicas, participando de sua rotina</p> <p>Pblico Externo: Clientes, Consumidores, Imprensa, Concorrentes, Comunidade, rgos Governamentais e Instituies Filantrpicas. Composto por aqueles que no apresentam claras ligaes scio-econmicas e jurdicas com a empresa, mas que interessam sob o ponto de vista poltico e ou mercadolgico.</p> <p>Pblico Misto: Distribuidores, Fornecedores e Revendedores. Caracterizado por todas as pessoas que apresentem claras ligaes scio-econmicas e jurdicas com a empresa, porm no ocupam e espao fsico da mesma.</p> <p>8</p> <p>6.DEFINIES DE RELAES PBLICAS 6.1CONCEITO DE RELAES PBLICAS ADAPTADO DO CONRERP PARA O CLIENTE A atividade de Relaes Pblicas a filosofia corporativa e uma funo de direo, de carter permanente, planificado e regular, que, partindo do pressupostos de que a boa vontade da opinio pblica fundamentalmente importante para a vida da Bambini, trabalha junto a essa mesma opinio, especialmente os setores que lhe so mais relevantes ou prximos, visando: conhecer e analisar sua atitudes a respeito da Entidade; recomendar Entidade meios e modos pelos quais possa satisfazer os anseios da opinio pblica; informar a opinio pblica sobre a satisfao de seus anseios por parte da Entidade; promover a imagem de seus produtos ou servios junto opinio pblica. , sem dvida, da real competncia do profissional de Relaes Pblicas promover e analisar resultados de pesquisa de opinio5.</p> <p>6.2 CONCEITO DE RELAES PBLICAS Relaes Pblicas a atividade e o esforo deliberado planejado e contnuo para estabelecer e manter a compreenso mtua entre uma instituio pblica ou privada e os grupos de pessoas a que esteja direta ou indiretamente ligada6.</p> <p>6.3 CONCEITO DE RELAES PBLICAS Relaes Pblicas, como rede de conhecimento, uma cincia social aplicada que utiliza dos conceitos e princpios de outras cincias sociais puras e aplicadas para compreender, prever e controlar a dinmica da relao entre a organizao e seus pblicos. como atividade profissional a tecnologia de administrao da comunicao organizacional, contendo intrinsecamente planejamento estratgico e operacional, no trato com a polmica, o conflito e a controvrsia7.</p> <p>Conceito de Relaes Pblicas da equipe para o cliente adaptado da definio do CONRERP. Conceito da Associao Brasileira de Relaes Pblicas 7 De acordo com o consenso do grupo de profissionais de Relaes Pblicas participantes do Seminrio sobre Paradigmas de Relaes Pblicas, em julho de 1992, em Porto Alegre.6</p> <p>5</p> <p>9</p> <p>7.PLANEJAMENTO PARA CRIAO DA REA DE RELAES PBLICAS.</p> <p>7.1 JUSTIFICATIVA PARA IMPLANTAO DA REA</p> <p>Partindo do pressuposto de que toda empresa possui uma imagem, uma comunicao com seus pblicos-alvo e integrante da sociedade, podemos perceber a necessidade de um profissional que procure aglutinar tais aes, para atingir as metas necessrias. por isso, o profissional de Relaes Pblicas possui as funes para executar tais tarefas, preocupando-se sempre em estar ciente das atribuies a ele destinadas e com os valores ticos e morais adequados ao cliente, sua personalidade e comunidade. Percebemos, ento, a necessidade de criar uma Assessoria interna, situada logo abaixo da direo da Empresa, desenvolvendo atividades institucionais, com finalidades comerciais e com empregados, respeitando as relaes de autoridade que sero desenvolvidas, influenciando nas polticas e diretrizes da Organizao. Ser assumida posio de destaque somente quando for necessrio.</p> <p>7.2 OBJETIVOS Para implantarmos o trabalho de Relaes Pblicas abordaremos os seguintes objetivos: Institucional: transmitir a imagem ou conceito que a empresa deseja aos pblicos a ela ligados. Comercial: transformar, a mdio e longo prazo, consumidores potenciais em consumidores reais, completando o marketing da empresa. Com os empregados: funciona como apoio administrao de pessoal, bem como apoio administrao mercadolgica. 7.3 ESTRATGIAS</p> <p> Sugerir polticas de Relaes Pblicas. Sugerir polticas de Publicidade Institucional. Sugerir polticas de apoio a Marketing.</p> <p>10</p> <p> Sugerir atitudes no tratamento com os diversos setores da opinio pblica. Promover pesquisas. Organizar a comunicao entre a instituio e...</p>