Revista Comércio & Cia - 6ª Edição

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    23-Mar-2016

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Revista do Sistema Fecomrcio MS.

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  • 1COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

    P U B L I C A O B I M E S T R A L D O S I S T E M A F E C O M R C I O M A T O G R O S S O D O S U L | A N O 2 | E D I O N 6 | J A N E I R O / F E V E R E I R O 2 0 1 2

    Shopping ou CentroO primeiro passo para acertar na escolha do local analisar o perfil da empresa.

    Parcerias: Para atender com agilidade um cliente cada vez mais exigente, as parcerias se tornaram vitais.

    DEVOLUOGARANTIDA

    CORREIOS

    Carreira & MercadoProfissionais com mais de 40 anos esto cada vez

    mais presentes no mercado de trabalho de MS

    Meio Ambiente & CidadaniaCidadesLei que obriga a medir a emisso

    de gases poluentes comear a ser aplicada em abril.

    Porta de entrada para o Pantanal, Aquidauana se destaca pelo turismo e polo comercial.

  • 2 COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

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  • 3COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

    EDISON FERREIRA DE ARAJOPresidente do Sistema Fecomrcio

    de Mato Grosso do Sul

    Comear um novo ano sempre um desafio, principalmente quando se acumu-lam resultados positivos de anos anteriores. Em 2010 alcanamos nmeros jamais vistos, tanto na gerao de empregos e renda quanto nas vendas do comrcio va-rejista. Tambm podemos comemorar o saldo de 2011, ainda que com resultados mais modestos, considerando que j partimos de um patamar elevado.

    Ao que tudo indica, as vendas no ms do Natal reagiram de 4% a 5%, um nmero significativo se pensarmos que tivemos em 2010 o melhor Natal em 10 anos. O consumidor est mais planejado, a pesquisa da Confederao Nacional do Co-mrcio de Bens, Servios e Turismo (CNC) de dezembro apontou que o ndice de famlias endividadas em Campo Grande atingiu 43,1%, o menor patamar do ano.

    O saldo de empregos tambm se manteve alto, com acrscimo de mais de 32 mil vagas at novembro, praticamente a metade no setor tercirio. O que podemos esperar daqui para frente e como ser assertivo na deciso de abrir ou expandir a empresa? Preparamos esta edio da Revista Comrcio & Cia com opinio de es-pecialistas e cases de sucesso que podem ajudar a dirimir essas dvidas. Em um cenrio de investimentos pesados em infraestrutura, esperamos para 2012 bons resultados na gerao de empregos, inclusive com a valorizao daqueles profis-sionais maduros, com idade acima dos 40 anos, antes praticamente margem do mercado de trabalho.

    Mas para que a gerao de vagas esteja em alta preciso que os empregado-res sejam bem-sucedidos em seus negcios e o primeiro passo nesta trajetria acertar na escolha do local que vai abrigar o empreendimento. Centro ou shop-ping? Elencamos as vantagens, desvantagens e o ponto crucial para a tomada de deciso: definir o pblico-alvo. Seja qual for, a clientela cada vez mais exigente, quer qualidade e velocidade de atendimento, um perfil que estabeleceu um mo-delo cada vez mais utilizado de atuao no setor tercirio: as parcerias.

    A edio tambm traz um apanhado das aes do Sistema Fecomrcio MS em suas bases, ouvindo os sindicatos em seus municpios, recebendo suas sugestes e encaminhando demandas. Entre os municpios pujantes de nosso Estado, desta vez destacamos Aquidauana, considerada porta de entrada para o Panta-nal, com a economia baseada no campo e no comrcio.

    Enfim, preparamos com muito zelo esta nova edio, que traz um farto cardpio de notcias no intuito de contribuir com o nosso setor e tambm reforar que o ambiente de otimismo para este incio de ano. A equipe da Revista Comrcio & Cia pede licena para entrar na sua empresa e deseja uma tima leitura.

    Palavra do Presidente

  • 4 COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

    SumrioP U B L I C A O B I M E S T R A L D O S I S T E M A F E C O M R C I O M A T O G R O S S O D O S U L | A N O 2 | E D I O N 6 | J A N E I R O / F E V E R E I R O 2 0 1 2

    Comerciantes abordam vantagens e desvantagens nos empreendimentos localizados em ruas e avenidas e tambm nos shopping centers.

    Aquidauana passa por mudanas econmicas e sociais. Com forte vocao turstica, empreendedores investem no segmento e tambm no setor tercirio.

    O superintendente regional do trabalho Anzio Pereira Tiago aposta no aquecimento da economia e fala, ainda, sobre os desafios para 2012.

    06 14 18Capa

    10. Economia MS Filiais. A expanso geogrfica revela o vigor do comrcio varejista. O nmero de filiais aumentou quase 14% em 2011 comparado a 2010.

    22. Comrcio & Servios Aumenta o nmero de servios personalizados direcionados para uma clientela que busca agilidade e qualidade no atendimento.

    26. Estratgia Reunies de planejamento melhoram o atendimento, mostram o potencial da equipe, lanam metas e desafios. Se a empresa j faz, pode melhorar; se no, a hora de comear.

    28. Carreira & Mercado Em 2011, pessoas com mais de 40 anos foram contratadas 15,4% a mais do que 2009. Por que as empresas esto oferecendo mais oportunidades para eles?

    34. Tecnologia & Inovao Quem no visto no lembrado. Empreendedores tm de investir no ambiente virtual para no serem massacrados pelos concorrentes.

    36. Ponto de Vista Alvira Melos explica como a Feira Turstica e Central de Campo Grande se prepara para o futuro e se tornar mais do que uma referncia para a capital.

    38. Empresrio do Ms Roberto Rech, um dos scios da PANAM, conta a trajetria do empreendimento no Estado e as expectativas para 2012.

    Cidades Entrevista

  • 5COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

    PRESIDENTE DA FECOMRCIO/MSEdison Ferreira de Arajo

    DIRETORIA

    1 VICE-PRESIDENTEDenire Carvalho

    2 VICE-PRESIDENTEJos Alcides dos Santos

    1 SECRETRIOHilrio Pistori

    2 SECRETRIOManoel Ribeiro Bezerra

    1 TESOUREIROSebastio Jos da Silva

    2 TESOUREIRORoberto Rech

    SUPLENTES DA DIRETORIARicardo Massaharu Kuninari; Valdir Jair da

    Silva; Carlos Roberto Bellin; Benjamin Chaia; lvaro Jos Fialho; Cludio Barros Lopes

    SINDICATOS REPRESENTADOS PELA FECOMRCIO/MS

    Sind. do Com. Atacadista e Varejista de Dourados; Sind. do Com. Varejista de Amambai; Sind. do Com. Varejista de

    Aquidauana e Anastcio; Sind. do Com. Varejista de Campo Grande; Sind. do Com.

    Varejista de Corumb; Sind. do Com. Varejista de Gneros Alimentcios de Campo Grande;

    Sind. do Com. Atacadista e Varejista de Materiais de Construo de Campo Grande;

    Sind. do Com. Varejista de Navira; Sind. do Com. Varejista de Paranaba; Sind. do Com. Varejista de Trs Lagoas; Sind. do

    Com. Varejista de Ponta Por; Sind. do Com. Varejista de Produtos Farmacuticos de MS; Sind. dos Despachantes Documentalistas do

    Estado de Mato Grosso do Sul;Sind. dos Representantes Comerciais do Estado de Mato Grosso do Sul; Sind. dos Centros de Formao de Condutores de

    Veculos do MS; Sind. dos Revendedores de Veculos Automotores de C. Grande

    SUPERINTENDENTE DA FECOMRCIO/MSReginaldo Henrique Soares Lima

    DIRETOR SUPERINTENDENTE IFMSThales de Souza Campos

    DIRETOR REGIONAL DO SENAC/MSVitor Mello

    DIRETORA REGIONAL DO SESC/MSRegina Ferro

    COORDENADORA DE COMUNICAONbia Cunha

    Visitas a sindicatos do comrcio varejista oportunizam a troca de conhecimento sobre as aes e os servios do Sistema S e de cada categoria.

    O PRONATEC, do Governo Federal, vai oferecer qualificao para alunos do ensino mdio e para beneficirios do seguro- desemprego e do bolsa-famlia.

    32 Fecomrcio MS

    46. Legislao Dispensar funcionrios deve ser um ato de gesto bem pensado, pois a Lei do Aviso Prvio impe regras que podem onerar o financeiro da empresa.

    48. Nosso Ambiente & Cidadania Lei sobre Inspeo Veicular deve ser aprovada neste semestre e MS ser um dos primeiros estados a aderir.

    52. Parcerias Empresas com o mesmo pblico-alvo unem esforos para oferecer variedade de servios, com qualidade e agilidade. Uma tendncia que s tem a crescer.

    54. Gesto & Finanas As despesas de incio de ano devem ser previstas pelas empresas para no desequilibrar o caixa. Planejamento e organizao ajudam os empresrios.

    56. Sindical Trabalho em conjunto com empresas pblicas e privadas ir fortalecer as aes do Sindicato do Comrcio Varejista de Aquidauana e Anastcio.

    58. Artigo Presidente da CNC Antonio Oliveira Santos fala sobre as taxas de juros.

    42 Senac/MS

    EDIO: Infinito Comunicao Empresarialinfinitocomunica@gmail.com

    EDITORA-CHEFE: Neusa Pavo MTB/MS 035

    REPORTAGEM: Neusa Pavo, Fernanda Mathias MTB/MS 041, Marineiva Rodrigues MTB/MS 114, Rosana Siqueira MTB/MS 08, Diogo Rondon, Michele Abreu

    REVISO: Vanderlei Verdoim

    FOTOS: Mrio Bueno MTB/MS 166; Edson Ribeiro MTB 050

    PROJETO GRFICO E DIAGRAMAO: Futura Marketing e Propaganda

    COMERCIALIZAO: Departamento de Relaes com o Mercado - FECOMRCIO/MS

    PUBLICIDADE: Cndido da Costa Silva

    GESTORA DE RELAES COM O MERCADO: Ionise Catarina Piazzi Tavares

    CONSULTORA DE RELAES COM O MERCADO: Ctia de Almeidacomercial@fecomercio-ms.com.br

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  • 6 COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

    Capa

    Fator de diferenciao que pode ser o primeiro passo para o sucessoMuitos brasileiros sonham em abrir o prprio negcio, mas no sabem por onde comear. Escolher o ponto comercial o primeiro passo, mas nessa hora tambm surge a dvida: abrir uma loja nas vias centrais da cidade ou em shopping centers? Uma boa localizao do comrcio pode ser a chave para alcanar o sucesso.

    Escolha do ponto

    Segundo estudo feito pelo Centro de Excelncia em Vare-jo da FGV/EAESP, o primeiro passo analisar qual o perfil do negcio. Isso significa saber quem o pblico-alvo e que produto ou servio se deseja vender, alm de avaliar os prs e os contras de cada situao antes de decidir. Outra dica analisar as possibilidades, pois cada local tem vantagens e desvantagens. No momento da escolha importante observar tambm se o negcio se encaixa no perfil do lugar. Alm de oferecer a infraestrutura apropriada e permitir que o comrcio expan-da, caso seja necessrio, a localidade deve ser de fcil acesso aos clientes e fornecedores. O estudo da FGV aponta que, ao comparar os espaos disponveis nas ruas e em shoppings, os empresrios usam o item custo como fator preponderante - e, para muitos, usa-do como critrio definitivo - j que h uma notvel diferena de valores entre as duas opes. Deixando esse indicador de lado, outro ponto a ser consi-derado se o produto ou servio a ser oferecido adquirido de forma planejada ou se algo que costuma ser comprado por impulso. Em se tratando de uma compra planejada, a melhor opo so as lojas nas ruas ou avenidas da cidade. Mesma orientao quando os produtos tm menor valor agregado, cuja margem de lucro mais baixa. Agora, se a inteno atrair consumidores dispostos a gastar por com-pulso, o shopping a melhor alternativa. Segundo o consultor em Empreendedorismo Cludio Forner, na hora de abrir um estabelecimento, seja uma loja em via pblica ou em shopping center, preciso considerar determinadas caractersticas de segmentao ou mix de lo-jas e servios. Outro ponto a ser levado em conta, segundo o consultor, a classe social dos frequentadores de ambos os

    locais. Isso determinante para o sucesso de um empreen-dimento na rea do varejo.

    SEGURANA

    Ricardo Kuninari, dono da rede de franquias Le Postiche em MS, acredita que o item segurana um dos fatores pri-mordiais na hora de escolher um ponto comercial, e que o comrcio nas ruas ou avenidas sai em desvantagem nesse quesito. Apesar disso, o empresrio aposta na diversificao dos pontos para atender bem o cliente e garantir o sucesso da marca e o retorno nas vendas.

    Tenho oito lojas em Campo Grande e uma em Dourados. Minhas lojas esto espalhadas pela cidade, pois minha prio-ridade atender a todas as faixas de pblicos e, de prefern-cia, em momentos e horrios que eles possam ir at as lojas. Quanto mais opes eu ofereo, melhor para ambas as partes. Para ter um comrcio, independentemente do local, preciso estar preparado. Foco e dinamismo fazem a diferena. Em relao ao comrcio no centro, Kuninari diz que um dos aspectos positivos o fluxo de pessoas, principalmente com a hora extra durante o horrio de vero. As pessoas saem dos seus trabalhos mais dispostas a ficar na rua. Elas aproveitam o sol para seus afazeres antes de irem para casa e fazer compras um deles.

    ORGANIZAO

    J a rede de lojas Riachuelo prefere investir em shopping centers, segundo o gerente de Expanso Marcos Tadeu. Nos-so foco em shopping centers por serem um centro comercial organizado. Temos a garantia de que a administrao centra-lizada cuidar do mix de lojas, da segurana, limpeza, entre outros. A principal desvantagem, se que podemos classifi-

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    car desta forma, termos que contar com a capacidade de gesto dos administradores do shopping, mas isto no tem sido problema.

    Segundo o gerente, as lojas nas vias pblicas so esco-lhidas por oportunidades ou em casos especficos. Ele diz que a principal vantagem desse ponto comercial a pre-sena de grande fluxo de pessoas dispostas a comprar e no apenas passear. A maior desvantagem a falta de uma gesto centralizada, o que pode comprometer a qualidade do entorno, principalmente se o poder pblico no atuar.

    DIVERSIFICAO

    Aps dois anos trabalhando apenas com uma loja na rea central de Campo Grande, a empresria Luciana Fer-reira Tondati, dona da loja de roupas feminina Cianitta, em Campo Grande, resolveu abrir uma filial em um shopping da cidade. Ela acredita que os dois pontos tm aspectos po-sitivos e negativos. No shopping, a principal vantagem a concentrao maior do pblico, quase que constante, alm do fator segurana. As lojas centrais tm sofrido com o van-dalismo. A vantagem do centro, com certeza, o custo, que bem menor.

    A empresria cita ainda outro fator que considera van-tajoso para as lojas nas ruas ou avenidas. Percebo que no centro as pessoas entram de fato para comprar; j na loja do shopping existe muita especulao; creio que pela quantidade de lojas do mesmo segmento to prximas. A concorrncia acirrada. Luciana Tondati est otimista com o novo empreendimento e j faz planos para ampliar. Es-tamos em fase de estudo para ver qual regio comportaria mais uma loja.

    TRATAMENTO DIFERENCIADO

    Para garantir o sucesso em todos os locais preciso estar atento s necessidades do cliente e oferecer como-didade na hora da compra. Com esse pensamento, a dro-garia So Leopoldo, em Campo Grande, saiu frente e vem agradando o pblico com um tratamento diferenciado. Ao perceber que seus clientes tinham dificuldade para encon-trar estacionamento, a farmcia passou a oferecer o servio de manobristas. Alguns desistiam de fazer a compra por esse motivo. Mudamos o atendimento l fora e o retorno foi extremamente positivo, explica o gerente geral Lindomar Matos Fernandes.

    NA RIACHUELO, A ORGANIZAO DE UMA ADMINISTRAO DO SHOPPING APONTADA COMO VANTAGEM, MAS,

    NAS RUAS, A DIREO SABE QUE AS PESSOAS ENTRAM NAS LOJAS PARA

    CONSUMIR E NO, APENAS, PASSEAR

    A EMPRESRIA LUCIANA TONDATI DIZ QUE, NO SHOPPING, A CONCENTRAO DO PBLICO MAIOR; NA

    LOJA DO CENTRO, QUEM ENTRA SEMPRE COMPRA, MAS A FALTA DE SEGURANA AINDA O ASPECTO NEGATIVO

    A REDE LE POSTICHE TEM OITO LOJAS ESPALHADAS POR RUAS CENTRAIS E SHOPPING; DIVERSIFICAO PARA ATENDER BEM O CLIENTE

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    Outro diferencial, segundo Fernandes, percebido logo na entrada da drogaria. Todo mundo gosta de ser bem- atendido e receber a devida ateno na hora de gastar o seu dinheiro o mnimo que o cliente pode levar do seu estabelecimento. Acreditando nessa ideia, ns investimos em treinamento para o nosso pessoal, para que eles estejam sempre atualizados nas tcnicas de vendas e atendimento ao cliente.

    As necessidades dos clientes foram sendo percebidas e as aes colocadas em prtica. Usamos de sensibilidade e colocamos em prtica, efetuando treinamentos para nossos colaboradores. Foi uma forma que encontramos de valorizar a equipe, tambm fundamental para um empreendimento de sucesso.

    CENTROS DE COMPRAS

    Nos ltimos anos, o nmero de shopping centers vem crescendo no Brasil e isso est mudando os hbitos dos consumidores brasileiros. As lojas nas ruas e avenidas, an-tes absolutas, passaram a enfrentar a concorrncia das uni-dades de shoppings. Em 2010, a indstria de malls fechou o ano com um faturamento de R$ 87 bilhes, ante os R$ 74 bilhes de 2009, um aumento de 17,5% no perodo, se-gundo dados da Associao Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). Conforme o mesmo estudo, cerca de 329 milhes de pessoas visitaram os shoppings em 2010. A expectativa de mais crescimento, na medida em que devem ser inaugu-rados mais de 50 empreendimentos no Brasil, nos prximos dezoito meses. Tambm em 2010, segundo o mesmo levantamento, foram inaugurados 16 empreendimentos, que, somados aos dez inaugurados at meados de 2011, totalizam 418

    centros de compras desse tipo no Brasil. Juntos, empregam mais de 720 mil pessoas. Em Mato Grosso do Sul so trs shoppings de grande e mdio porte. S em Campo Grande dois enquadram-se em grande porte e h mais um sendo construdo. O terceiro fica na cidade de Dourados, consi-derado de mdio porte. O mercado de Shopping Centers responsvel por 18,3% do varejo nacional e por 2% do PIB.

    VANTAGENS X DESVANTAGENS

    O avano dos shoppings no destruiu o comrcio nas ruas e avenidas, como alguns temiam, mas colaborou para a modernizao do ambiente a cu aberto. Apesar da fe-bre inicial pelos shoppings, o fato que eles terminam po-tencializando certos nichos de comrcio de rua. O consultor Cludio Forner elenca alguns pontos que devem ser considerados antes de abrir um comrcio na

    rea central ou em um shopping. Entre as vantagens de um centro comercial fechado, ele destaca itens como se-gurana, diversidade de lojas, conforto, acessibilidade, es-tacionamento, conforto trmico e proteo contra chuva, praa de alimentao com mix variados e entretenimento para crianas, funcionamento em horrios mais elsticos e tambm aos domingos e feriados, alm dos cinemas. J as principais desvantagens, ele cita os custos de loca-o e operacionais mais elevados, limitaes em termos de projetos, que precisam passar por aprovao da administra-o do shopping, alterao de mix, segundo os interesses, que muitas vezes so contrrios aos dos lojistas, contratos extremamente complexos, com previses de multas pesa-das em caso de descumprimento de clusulas e normas, baixo poder de negociao perante as regras rgidas, alm do fato de as administraes dos shoppings dificultarem a auditoria das contas do condomnio. Em relao ao comrcio na rea central, Forner destaca como vantagens a liberdade de gesto sobre o funciona-mento do estabelecimento e custos operacionais menores.

    Em contrapartida, tem como desvantagens o perodo de funcionamento menor, alm dos problemas de segurana e de clima.

    REALIDADE DE MS

    O fato que h espao no varejo para todo o tipo de seg-mento. Em relao ao cenrio pelo qual o Estado est pas-sando, principalmente a capital Campo Grande, o consul-tor diz que preciso cautela. Basicamente, esse setor tem crescido de forma muito acelerada. Contudo, nem sempre os objetivos dos empreendedores de shopping centers so sinrgicos com o potencial de cada regio. Ao competirem entre si, muitas vezes ocorre a diviso de pblico, levando prejuzos aos lojistas locais. Vale fazer uma avaliao deta-lhada do cenrio e do tempo de consolidao do negcio que, via de regra, demanda trs anos.

    UMA MANOBRA QUE DEU CERTO: FARMCIA SO LEOPOLDO CONTRATOU

    FUNCIONRIOS QUE ESTACIONAM OS CARROS PARA OS CLIENTES EM RUA

    MOVIMENTADA DO CENTRO DA CAPITAL

  • 9COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

  • 10 COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

    Economia MS

    Filiais brotam a cada dia e atestam o vigor do comrcio em MSQuando os negcios vo bem, h um momento no qual crescer deixa de ser uma opo e se torna inevit-vel. Para atender bem ao pblico e se posicionar geogrfica e estrategicamente para aumentar a clientela, cada dia maior o nmero de filiais, que so termmetros de solidez e vigor das empresas. Dados da Junta Comercial de Mato Grosso do Sul mostram que, de janeiro a dezembro do ano passado, o nmero de filiais constitudas havia crescido 14% comparado a 2010, ao passo em que o nmero geral de empresas que inicia-ram atividades cresceu 4%. So 1.469 filiais constitudas em 12 meses, o que equivale a dizer que a cada dia quatro unidades entram em funcionamento.

    NMERO DE FILIAIS CRESCEU 14% NO ANO DE 2011,

    ENQUANTO O TOTAL DE EMPRESAS CONSTITUDAS

    SUBIU 4%

  • 11COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

    Mas como definir o momento ideal para dar esse gran-de passo e o que o empresrio que pretende se lanar na empreitada precisa ter em mente? Para os economistas, o principal dimensionar o mercado e os custos fixos dessa nova unidade. O economista Srgio Rocha Bastos lembra que a expanso deriva do crescimento econmico do Es-tado e da identificao de oportunidades, tanto na Capital quanto em cidades do interior. Quando se faz uma compa-rao com a ltima dcada, as transformaes foram gran-des e tivemos um crescimento acima da mdia nacional, com fortalecimento do setor de servios e da indstria. O comrcio acompanha este crescimento, que se traduz em um aumento gradativo no nmero de empresas.

    CRESCER COM ESTRATGIA

    Expanso esta que precisa estar calada em uma boa avaliao e estudo de mercado. Se a empresa mobilizar estrutura e a filial no vingar, o prejuzo muito grande. A pesquisa de mercado essencial, diz Srgio. ureo Tor-res, que tambm economista, lembra que o know-how de quem j est no mercado ajuda nesse processo. Ter conhecimento das demandas e das receitas e dos custos de instalao de uma empresa, estar mais informado e ter poder de deciso maior na hora de investir fundamental. O conhecimento nesse caso tem muito valor. ureo orien-ta que na abertura de filial seja considerada que a unidade tem que se manter sem demandar receita da matriz. Para quem est iniciando importante ter ateno aos custos fixos variveis na instalao dessa nova unidade. J o economista Ricardo Senna refora que importan-te considerar tambm se na regio onde se pretende abrir a filial h um concorrente instalado e com maior poder de mercado. Deve, enfim, expandir-se de forma organizada e racionalmente planejada.

    EXPANSO RPIDA

    A rede de lojas de confeco Farfalla figura entre uma das que mais cresceram nos ltimos anos em Campo Gran-de. Focada na nova classe C, que representa hoje 51% da populao brasileira, com um potencial de consumo bilio-nrio, a Farfalla instalou sua primeira loja em dezembro de 2009 e, hoje, apenas dois anos depois, j conta com oito unidades, vrias delas montadas em hipermercados.

    UREO TORRES: TER CONHECIMENTO DAS

    DEMANDAS E DAS RECEITAS E CUSTO DE INSTALAO

    DE UMA EMPRESA PARA GARANTIR MAIS PODER DE

    DECISO EM COMO INVESTIR

    PARA RICARDO SENNA, PRECISO SABER TAMBM - SE NA REGIO ONDE SE PRETENDE ABRIR A FILIAL H UM CONCORRENTE J INSTALADO E COM MAIOR PODER DE MERCADO

    A REDE DE LOJAS FARFALLA TEVE UM CRESCIMENTO EXPRESSIVO EM POUCO TEMPO: EM 2 ANOS DE EXISTNCIA, 8 UNIDADES EM CAMPO GRANDE

  • 12 COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

    A coordenadora das lojas Nayara da Rosa Gonalves conta que o crescimento foi cuidadosamente planejado. Tivemos fortes indicadores que sinalizaram positi-vamente para nossa tomada de deciso, pois o mercado estava muito favorvel a uma poltica de expanso. Ela conta que a escolha de hipermercados para instalao das filiais segue uma leitura de tendncias dos novos negcios, em constante muta-o mercadolgica. Os hipermercados e shoppings de bairros construdos em reas de alta densidade demogrfica confirma-ram isso. Agora, diz a gerente, o foco consolidar a marca, investir na capacita-o dos vendedores e, por que no, abrir mais lojas, se o mercado permitir.

    NAYARA ROSA

    Foi-se o tempo em que para construir ou reformar em Aquidauana com rapidez, qualidade e economia era preciso ir a Campo Grande.

    A Paulista decretou o fim do desperdcio de tempo, dinheiro e de material de construo em Aquidauana. Agora assim:

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  • 13COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

    Foi-se o tempo em que para construir ou reformar em Aquidauana com rapidez, qualidade e economia era preciso ir a Campo Grande.

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  • 14 COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

    Cidades

    Situada na Serra de Maracaju, a 139 km da Capital, Aquidauana conhecida como a porta de entrada do Pantanal sul-mato-grossense. A cidade opo de turismo para muitos, por sua diversidade de flora e fauna caracterstica do Estado. Com uma populao de aproximadamente 45.614 habitantes (IBGE, 2010), possui muitas atraes e propor-ciona excelente vista da plancie, a partir da serra de Piraputanga e Maracaju. Os rios da regio esto entre os mais piscosos do pas e diversos pontos para safris fotogrficos e passeios ecolgicos.

    Aquidauana investe em turismo ecolgico e quer desenvolver a economia

    PONTE ROLDO DE OLIVEIRA SOBRE O RIO AQUIDAUANA; AO FUNDO, A IGREJA MATRIZ: LOCAIS DE VISITAO TURSTICA

  • 15COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

    Aquidauana foi fundada em 15 de agosto de 1892 s margens do Rio Aquidauana (em Guaicuru, signifi-ca rio estreito) e hoje a sexta maior cidade do Estado em ndice popula-cional. Com fortes tradies indgenas das nove aldeias da etnia Terena, Aqui-dauana tem uma populao nativa de 5.813 indgenas. A maior delas, Limo Verde, comporta 1.237 pessoas, segun-do a Funai. As aldeias se destacam pela

    agricultura familiar. O municpio comporta, ainda, 4 distritos: Taunay, Camiso, Cipolndia e Piraputanga. As belezas naturais da regio chamam a ateno de turistas, vindos de toda parte do Brasil. De acor-

    do com a prefeitura, 98% dos domic-lios so atendidos por rede de gua, 14% por rede de esgoto e 100% das residncias so atendidas por energia eltrica na rea urbana. A linha frrea separa o centro da cidade dos bairros, que tambm so cortados pelos crre-gos Joo Dias e Guanandi. Outras reas marcam presena na cidade como o

    Parque Municipal da Lagoa Comprida.

    BASES DA ECONOMIA

    Segundo levantamento do Institu-to de Pesquisa Aplicada (IPEA, 2010), o Produto Interno Bruto (PIB) de Aqui-dauana cresceu 58,23% entre os anos de 1996 e 2007. O levantamento de 2008 do IBGE mostra que Aquidauana possui um PIB de R$ 398,9 milhes. As atividades relacionadas ao co-

    mrcio e agropecuria so a base da economia de Aquidauana. Na agricul-tura, atualmente, a cidade possui uma rea de lavoura temporria de 9.492

    hectares onde se destaca o cultivo de milho, mandioca e hortalias. O mes-mo acontece na pecuria, com desta-que para a de corte, em uma rea de 949.694 ha de pastagem e 810.790 ca-beas de bovinos, segundo dados do IBGE. A Agropecuria gerou em 2008 R$ 101 milhes de acordo com a Se-cretaria de Estado de Meio Ambiente, do Planejamento, da Cincia e Tecno-logia (SEMAC). Os cursos superiores, nas universi-dades da regio, como UEMS, UFMS, UNIDERP, UNIGRAN e cursos tcnicos tambm apontam para uma cidade

    com mo de obra cada vez mais capa-citada, alm de contnuos investimen-tos em ensino, cincia e tecnologia. Com cerca de 1.500 empresas, o co-mrcio de Aquidauana movimenta R$ 214 milhes e se destaca como um cen-tro de abastecimento regional. O co-mrcio aquidauanense gera emprego e crescimento econmico com o intuito de se fortalecer e se desenvolver cada

    vez mais. O Sindicato do Comrcio Vare-jista de Aquidauana, Anastcio e Regio vem buscando parcerias com institui-

    es pblicas e privadas como o Siste-ma Fecomrcio MS, SESC, SENAC e IF. Essas parcerias trazem para a populao qualificao de mo de obra com capa-citao, cursos, treinamentos, benefcios sociais com o objetivo de atender os co-

    merciantes e a populao, afirma o pre-sidente do Sindicato do Comrcio Vare-jista de Aquidauana, Anastcio e Regio, Denire Carvalho.

    AQUIDAUANA A 6 MAIOR CIDADE DE MS COM QUASE 46 MIL HABITANTES; TEM 4 DISTRITOS E NOVE ALDEIAS INDGENAS

    COMRCIO E A AGROPECURIA SO A BASE DA ECONOMIA DO MUNICPIO

    SIRN

    AY M

    ORO

  • 16 COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

    PREFEITO FAUZI SULEIMAN: INCENTIVOS PARA IMPLANTAO DE NOVOS EMPREENDIMENTOS

    Para a presidente da Associao Comercial e Empre-sarial de Aquidauana Adenir Maria Costa, o comrcio a mola propulsora da economia. uma classe que merece ser valorizada, o comrcio de Aquidauana precisa se mo-dernizar e estar atento ao mercado.

    INCENTIVOS FISCAIS

    O municpio de Aquidauana tem procurado atrair em-presas comerciais e industriais. De acordo o prefeito mu-nicipal Fauzi Suleiman, o Programa de Incentivos para o Desenvolvimento Econmico e Social de Aquidauana (PRODESA) auxilia na instalao, modernizao e amplia-o de empresas industriais, comerciais e de prestao de servios. O PRODESA permite a iseno de impostos e tributos municipais por um perodo, auxilia no custeio do aluguel do prdio e oferece a qualificao da mo de obra. Podero ser beneficiados projetos de implantao, modernizao, relocalizao que garantam o aumento da contratao do nmero de trabalhadores locais e da arre-cadao pblica.

    APOSTA NO SETOR

    Acreditando no potencial turstico do municpio e nos novos caminhos que o Governo Municipal tem traado, a empresria Cristina Moreira Bastos, da Pioneiro Turismo, instalou sua filial em Aquidauana em 2008 e pretende contribuir significativamente com o processo de desen-volvimento do turismo local. O objetivo da empresa fazer com que os turistas que passam pelo municpio permaneam mais um pouco, hospedando-se nos hotis da cidade, experimentando os pratos tpicos, passeando pelo comrcio local, os hotis, as fazendas e todos os ou-tros atrativos de Aquidauana.

    O MUNICPIO TEM VOCAO PARA A PECURIA DE CORTE E O TOTAL DO REBANHO ESTIMADO EM MAIS DE 810 MIL CABEAS DE GADO

  • 17COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

    A presena de uma agncia de turismo para investir na re-gio vista como um fator positivo para incentivar o segmen-to. O diretor-presidente da Fundao de Turismo de Aquidaua-na Jos Luis de Souza afirma que a prefeitura d incentivos. muito satisfatrio ver a iniciativa privada sendo parceira, pois cada um tem seu papel e funo que se complementam para um objetivo comum. Iniciativas como o da Pioneiro tambm demonstram confiana do trade turstico local. O que nos en-vaidece e, ao mesmo tempo, nos obriga a manter sempre a busca pela qualidade no turismo de Aquidauana.

    Os empresrios tm o desafio de manter os clien-tes fiis. O comrcio local j est saturado. Este um momento para se preparar para novos investimentos

    e novos negcios, afirma o empresrio Cludio Lopes, da Casa Portuguesa, h 83 anos no mercado. A loja oferece mix variado que vai do alimentcio, passando pela construo civil at produtos agropecurios. Para manter-se no mercado foi preciso fidelizar o cliente, fazendo com que cada um seja tambm um amigo e tenha confiana em nosso trabalho. Atualmente, com o grande poder da mdia em divulgar produtos e servi-os, o consumidor est mais exigente e nossa obriga-o atender a demanda com qualidade. O empresrio mineiro Pedro Caldeira de Castro inau-gurou em dezembro a loja Vertical Material de Constru-o. Acreditando na necessidade do mercado local e o rpido crescimento da construo civil, viu a possibilida-de de um negcio na regio. Est h seis meses em Mato Grosso do Sul. Durante viagem de turismo, percebi que Aquidauana seria celeiro para um novo empreendimen-to. A cidade um polo e est em amplo desenvolvimen-to. Queremos fazer parte desse crescimento.

    UM COMRCIO FORTE E COMPETITIVO QUE GERA EMPREGO E RENDA NO MUNICPIO

  • 18 COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

    Entrevista

    Para o alto e avante: economia aquecida deve manter gerao de empregos Depois de dois anos de sucessivos recordes na gerao de empregos com carteira assinada em Mato Grosso do Sul, difcil no perguntar: seriam esses ndices sustentveis? Para o superintendente regional do trabalho Anzio Pereira Tiago, a resposta positiva, principalmente diante dos fortes investimentos pblicos em infraestrutura com vistas nos eventos mundiais programados para 2014 (Copa Mundial de Futebol) e 2016 (Olimpadas). Formado em Letras e ps-graduado em Administrao, Finanas e Controladoria, Anzio fala sobre aes do poder pblico chancelado por uma larga experincia em rgos do governo. Foi diretor-presidente da Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul), diretor-presidente da Agncia Estadual de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul (Agesul), alm de ter sido fundador e diretor da Agncia Estadual de Regulao de Servios Pblicos de Mato Grosso do Sul (Agepan). Hoje, alm da Superintendncia do Trabalho e Emprego, tambm ocupa a funo de membro do Conselho Diretor do SESC e SENAC. Nas linhas que seguem, o superintendente explica o grande potencial de crescimento do estoque de empregos no Estado, fala sobre os indicativos positivos do setor tercirio e tambm sobre desafios, como a desonerao da folha de pagamento.

    Comrcio & Cia - Aps mais um ano de excelentes re-

    sultados na gerao de empregos formais, o que se

    pode esperar para 2012, especialmente quando ana-

    lisado o comportamento dos setores econmicos?

    Anzio Tiago - Vejo o Brasil com sua economia consoli-dada internamente. O aumento da renda dos trabalha-dores, a gerao de novos empregos e os programas de transferncias de renda do Governo Federal, em forma de programas sociais, modificaram o perfil econmico de grande parte da populao brasileira. Nossa capaci-dade de consumo interno est evidente. As estratgias que o Governo vem adotando para manter nossa eco-nomia em escala de crescimento tm surtido bons resul-tados. As medidas recentes adotadas pelo Banco Central

    no sentido de baixar os juros tm demonstrado isto. Quando analisamos os setores econmicos, obser-vamos que, momentaneamente, a indstria sofreu uma queda no ndice de produo, operando com 76% de sua capacidade, abaixo de 50.000 pontos, o que no significa exatamente um desaquecimento. O bom de-sempenho dos setores de prestao de servios e do co-mrcio demonstra que a economia est impulsionada. Os investimentos em infraestrutura feitos pelo Governo

    Federal por conta dos grandes eventos de 2014 e 2016 contribuem diretamente para que o cenrio continue com esse bom ritmo de crescimento. Portanto esta si-

    tuao momentnea de refluxo no deve ser motivo de preocupao.C&C - Qual o principal sustentculo dos atuais n-

    veis de gerao de emprego?So vrios: os grandes investimentos que o Governo Federal vem fazendo na rea de infraestrutura, como Gerao de Energia (Usina de Girau, Madeira...), Aero-portos, Estdios, Mobilidade Urbana, entre outros, com vistas realizao da Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olmpicos de 2016. Alm do desempenho da indstria da Construo Civil. Adicionado a isto, temos o Banco Nacional de Desenvolvimento Econmico e Social (BN-DES), em condies de garantir financiamentos de longo prazo com juros competitivos para projetos da iniciativa privada. Tendo ainda como complemento, a capacidade de consumo dos brasileiros. De certa forma, todos os se-tores da economia tm buscado sua modernizao. Isto demanda investimentos e gera um movimento positivo para a criao de novos empregos.

  • 19COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

    MRI

    O BU

    ENO

  • 20 COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

    C&C - Em Mato Grosso do Sul, a migrao da matriz

    econmica (do campo para a indstria, comrcio e

    servios) tem contribudo com esses nmeros. Qual

    a anlise que o Ministrio do Trabalho faz sobre esta

    mudana?

    Estamos vivendo um momento de mudanas de para-

    digmas na forma de produzir no Brasil. Os agentes eco-nmicos entenderam que a industrializao de nossa matria-prima agrega valores e impulsiona o lucro de nossas empresas. Mato Grosso do Sul tem experimen-tado um crescimento vertiginoso no sentido da sua industrializao. O papel indutor desempenhado pelo Governo do Estado, com medidas objetivas de apoio ao empreendedorismo, tem sido fundamental para essas mudanas. Temos uma grande concentrao de inds-trias no bolso, onde possumos uma boa posio de logstica de transporte. O setor sucroenergtico vem cumprindo um grande papel na mudana do perfil da nossa economia, com mais de vinte indstrias operando na pro-

    duo de acar, etanol e energia eltrica, para citar os mais emble-mticos. Nem por isso o setor do Agronegcio tem deixado de dar a sua valiosa contribuio.C&C - A crise econmica mun-

    dial pode surtir efeitos no em-

    prego formal do Pas no ano que se inicia?

    O mercado interno brasileiro ainda tem grande poten-cial para expandir. O consumidor tem capacidade de absorver a nossa produo, ou seja, no estamos satu-rados. Nesse sentido, o Governo Federal tem trabalhado para manter o mercado interno aquecido e em evolu-o. Grandes projetos de infraestrura garantem o aque-cimento da economia. evidente que em um cenrio globalizado no estamos imunes a crises. O Brasil, por ter feito a lio de casa, implantando a Lei de Respon-sabilidade Fiscal, fazendo saneamento do seu sistema financeiro na dcada de 1990, acumulando um bom n-vel de reservas cambiais, se sente mais confortvel.C&C - Como o senhor avalia o crescimento do mer-

    cado formal no Centro-Oeste e em Mato Grosso do

    Sul, que, nos ltimos anos, passaram por processo

    acelerado de desenvolvimento? H espao para

    crescer mais?

    O nvel de industrializao no Centro-Oeste ainda muito baixo. Temos muito espao para crescimento. A indstria do Agronegcio est em expanso e este o nosso grande trunfo. MS tem uma posio geogrfica estratgica, tanto para economia interna, como para exportao. Tudo isto, aliado ao bom planejamento estratgico do governo Estadual, permite que esse au-mento ocorra e de forma acelerada. Existe foco muito bem definido por parte do agente poltico estadual. Por isso, a induo ao desenvolvimento se torna mais prtica. O investidor tem percebido isto e apostado muito no Estado.

    C&C - A falta de qualificao de mo de obra ainda uma das grandes barreiras para o casamento

    entre vagas e candidatos. Problemas que sabemos

    no ser exclusivo do nosso Estado. O que o Minis-

    trio do Trabalho e Emprego planeja para 2012 em

    termos de qualificao de mo de obra?

    O Governo Federal tem intensifi-cado seus esforos no sentido de melhor capacitar o trabalhador brasileiro. A criao do Progra-ma Nacional de Acesso ao Ensino Tcnico e Emprego (Pronatec) uma demonstrao disso. At o final de 2014, teremos mais de

    400 unidades de escolas tcnicas profissionalizantes operando em todo o Pas. Pretendemos capacitar 600 mil trabalhadores. Aqui em MS, por Convnio de Dele-gao, o SINE, representado pela Fundao do Traba-lho (Governo do Estado), quem cuida do atendimento das demandas por preparao de mo de obra. Lgico, com recursos federais. Procuraremos estabelecer uma parceria abrangente no sentido de ampliar ao mximo o atendimento de nossas demandas, contemplando to-das as atividades econmicas e regies do Estado.C&C - Qual a importncia da participao efetiva da

    iniciativa privada neste processo e parceiros como o

    SESC e SENAC?

    Nossas parcerias com a iniciativa privada nos deixa muito confortvel no campo da qualificao dos tra-balhadores. Os Planos Setoriais de Formao de Mo de Obra (PlanSeQs) tm sido bastante incentivados. O Sistema S tem uma grande experincia nesta rea.

  • 21COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

    Com a nova formatao de capacitao dos trabalha-dores, sero atores principais nesse processo. O SESC e o SENAC j participam das primeiras etapas desses programas. O Governo tem a clara compreenso que essas demandas devem ser enfrentadas pelos diversos agentes.C&C - Em sua avaliao, quais

    os principais ganhos que

    os trabalhadores tiveram

    em 2011?

    Creio que a grande oferta de vagas no mercado de trabalho. So ganhos de oportunidades. O nvel de renda mdia dos tra-balhadores teve uma pequena variao positiva nos l-timos trs anos: PIB 12,31% e ganhos reais de salrios, 3,13%, indicando que a remunerao mdia no vem acompanhando o desempenho da economia. A massa salarial aumentou em 81,6% em comparao com 2001, porm a remunerao mdia do perodo evoluiu ape-nas 13,10%. Nesse sentido, o Governo tem estimulado o dilogo social entre empregadores e empregados, de

    modo a permitir que a evoluo da remunerao dos trabalhadores acompanhe a mesma intensidade da ge-rao de empregos e o desempenho da economia.C&C - Como est a poltica de incentivo ao empre-

    gador e de que forma o MTE

    enxerga a discusso sobre a de-

    sonerao da folha como forma

    de incentivar a gerao de em-

    pregos?

    Realizamos em 2011, as Confern-cias Regionais de Trabalho e Em-prego Decente. uma discusso tripartite - governo, empregado-res e trabalhadores. Neste ano de

    2012, faremos a Conferncia Nacional. Os debates reali-zados at agora mostram uma grande preocupao dos empregadores com os custos de folha de pagamento. A realizao dos eventos faz parte de um esforo que o Governo est fazendo para modernizar as relaes de trabalho no Brasil. Como uma das grandes economias mundial e mercado globalizado, precisamos nos ajus-tar a esta realidade.

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  • 22 COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

    Comrcio & Servios

    Servios personalizados atraem clientela que busca agilidade e que dispe de pouco tempoO tempo no para. O dia a dia das pessoas requer agilidade para tocar a vida em frente. o mercado de trabalho que exige profissionais mais qualificados e com melhor nvel de estudo; a famlia, filhos e a casa que precisam de dedicao, principalmente em perodos em que as responsabilidades domsticas e profissionais esto divididas entre homem e mulher, na igualdade de direitos.

    O corre-corre repercute na qualidade de vida de algumas pessoas que tm pouco tem-po para se dedicarem s atividades de lazer e de sade. Momentos importantes para o bem-

    -estar mental e fsico. Alguns profissionais no abrem mo de um tempo s seu e conseguem um horrio na agenda para se dedicar ao que gostam ou que precisam. Esse filo de consumi-dores no passou despercebido pelos especia-listas, que tm oferecido trabalho personaliza-do, e a demanda s aumenta.

    MONITORAR CORPO E HORRIO

    Um dos segmentos que esto passando por um boom o de estdio de personal trainer, locais que j substituem as tradicionais acade-mias. De acordo com o Conselho Regional de Educao Fsica de MS (CREF), o mercado mui-to promissor. Atualmente existem 61 empreen-dimentos como este no Estado.

    Cyntia Xavier e Thiago Benevides optaram por abrir um estdio para atender a um p-

    blico exigente, com pouco tempo, mas que se preocupa com a sade corporal. Nos ade-quamos s necessidades do aluno. Os horrios so mais flexveis para melhor atend-lo. Os

    LILIAN E ROSA MARIA: PRATOS SOB MEDIDA PARA UMA CLIENTELA QUE QUER

    QUALIDADE E PRECISO EM CADA PORO

  • 23COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

    estdios tambm atraem aqueles que buscam resultados mais rpidos para modelar o corpo, explica Cyntia. Ela aponta outro benefcio: Temos total controle sobre o treinamento de nossos clientes, orientando-os sobre como deve ser feito cada exerccio. O acompanhamento mais prximo. A produtora rural Maria Jos Falco frequenta o estdio h trs meses e se diz satisfeita com o servio. Meu tempo valioso. S tenho uma hora do meu dia para me dedicar s atividades fsicas, e com o atendimento personalizado temos mais liberdade para adequar meu horrio e o resultado final tem sido satisfatrio.

    CUIDADOS COM A ALIMENTAO

    Um hbito que a correria do dia a dia tem alterado nas famlias o da alimentao. O costume de comer qualquer coisinha na rua e a opo pelos fast foods preocupam aqueles que querem ficar de bem com a balana e tambm desejam optar por uma comida mais balanceada.

    Para clientelas com perfis parecidos com esses, a nutricionista Llian Keller Herrera e a chef de cozinha Rosa Maria Landin Justi, que tambm nutricionista, propem o Personal Diet, servio in-dividualizado no qual a pessoa recebe orientao nutricional e o melhor: os alimentos j esto prontos e na quantidade indicada pela nutricionista. Pesquisamos os hbitos alimentar e cotidiano. Organizamos a dieta que esta pessoa deva seguir e ela j enca-minhada para a chef de cozinha, que prepara as refeies para o caf da manh, lanche da manh, almoo, caf da tarde e jantar. Quatro pores que todos deveramos ingerir diariamente.

    MARIA JOS FALCO BUSCOU O SERVIO INDIVIDUAL DO ESTDIO DE PERSONAL PARA CONSEGUIR FLEXIBILIDADE NO ATENDIMENTO E RESULTADOS MAIS RPIDOS

  • 24 COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

    Cada cliente tem necessidades diferentes, de acordo com Llian: Calculamos o gasto metablico, identificamos os alimentos que ele pode e gosta de comer e cruzamos essas informaes com a rotina diria, para definir-mos - em parceria - os melhores horrios para as refeies. Os resultados so extremamente positivos: em poucas semanas temos relato so-bre a melhoria da sade. O intestino comeou a funcionar melhor, a pele ficou mais bonita, a qualidade do sono ficou boa. Enfim, somos aquilo que comemos. Rosa Maria destaca outro benefcio: quem quer emagrecer e ter uma vida mais saudvel no precisa se preocupar em comprar todos os alimentos prescritos nem com os pesos de

    cada poro. Tudo j vem pronto. Basta des-congelar e a dieta ser cumprida, explica a chef de cozinha.

    MODA PERSONALIZADA

    Esses servios direcionados tambm j so realidade no mundo da moda. O personal stylist Elvir Mar Hoffner atua no ramo h cinco anos. Temos bastante procura por pessoas

    que tiveram uma promoo no servio ou que subiram de classe social. Elas querem se mol-dar a essas novas condies. O trabalho, que pode parecer simples, feito com muito crit-rio. Hoffner, formado em Designer de Moda, ensina: O primeiro passo analisar as carac-tersticas de cada cliente, a estrutura fsica, condio econmica, local de trabalho e onde costuma frequentar e, principalmente, a perso-nalidade. Com tais informaes, oriento sobre o que pode ser usado para cada ocasio, o que vai surtir uma mensagem positiva quando esse cliente estiver usando as roupas.

    Segundo o personal stylist, o atendimento nico e exclusivo, pois at pequenos detalhes so observados, como o jeito de andar, de falar, os trejeitos. por meio dessa anlise que ali-nhamos o que o cliente deseja com aquilo que vai trazer um resultado mais positivo.

    CARACTERSTICAS FSICAS, PESSOAIS E LOCAIS ONDE FREQUENTAM SO AS INFORMAES

    USADAS PELO PERSONAL STYLIST PARA PROPOR UM VISUAL PERSONALIZADO

  • 25COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

  • 26 COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

    Estratgia

    Conhecer o potencial das equipes, lanar metas, desafios e alinhavar as aes. A reunio de planejamento indispensvel, assim como as de avaliao, ao fim de cada perodo. Essa organizao um longo trabalho de construo coletiva, sem imposies de cima para baixo, tudo negociado. Absolutamente todos da empresa devem estar envolvidos, com participao ativa, orienta o presidente do Conselho Regional de Administrao Harduin Reichel.

    No planejamento estratgico preciso considerar o aspecto operacional de cada departamento, para depois construir o planejamento ttico. o momento de a empresa mostrar o que espera de cada um e quais so as metas de cada setor. to importante que mui-tos autores afirmam que uma verdadeira cincia, diz Harduin. No h uma frmula para esse planejamento. Cada empresa precisa estudar o seu produto, merca-do, fornecedor e logstica e sempre vlido conside-rar dados histricos e comportamentais da clientela, alm do cenrio econmico, para montar a previso de compras de estoque e vendas. No Planejamento Estratgico do varejo, por exemplo, o empresrio tem que estar tambm muito atento s tendncias como moda e inovao de produtos.

    NA ROTINA

    Na escola Mace, em Campo Grande, as reunies de planejamento esto integradas rotina, uma exi-gncia do prprio servio oferecido. O processo edu-cativo requer a constante capacitao para o aperfei-oamento das tcnicas pedaggicas. Implemento de novas aes e reviso de melhorias dos itens j traba-lhados. Essa necessidade chega ao administrativo uma vez que a equipe sempre deve estar coesa nas deman-das definidas, pelo projeto pedaggico e pelas linhas administrativas, explica o vice-diretor pedaggico Wilson Buzinaro. Do aperfeioamento profissional s palestras de autoestima e comportamento, as aes visam ao avano da equipe em sintonia com as prioridades es-tabelecidas com o planejamento anual da escola. So

    nesses encontros que a empresa consegue organizar e estabelecer suas metas, tendo o grupo como funda-mento de todo o trabalho, valorizando as competn-cias individuais. Ao fim do perodo proposto, a escola tambm faz reunies de avaliaes para verificar se as metas lanadas foram cumpridas e, no caso contrrio, identificar os motivos que prejudicaram o processo, para redirecionar novas aes.

    Mais um ano comea e a tnica planejar

    PARA HARDUIN REICHEL, PLANEJAMENTO ESTRATGICO UMA CINCIA, O MOMENTO DE A EMPRESA ESTUDAR DADOS COMPORTAMENTAIS E HISTRICOS DA CLIENTELA, DOS FORNECEDORES E AT DO CENRIO ECONMICO

    ORGANIZAO E ESTABELECIMENTO DE METAS PARA VALORIZAR

    COMPETNCIAS INDIVIDUAIS E TAMBM REALINHAR ESTRATGIA PARA O NOVO ANO SO TNICAS DAS REUNIES NA ESCOLA MACE

  • 27COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

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  • 28 COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

    Quarentes ocupam cada vez mais espao no mercado de trabalho

    Eles j no so mais to jovens para concorrer em um mercado de trabalho cada vez mais com-petitivo, mas tambm no esto to velhos para serem colocados de lado. Longe desse dilema, os quarentes ou profissionais acima dos 40 anos esto ampliando seu espao nas empresas de Mato Grosso do Sul. o que mostra o Anurio do Sistema Pblico de Emprego, Trabalho e Renda 2010/2011 divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatstica e Estudos Scio-Econmicos (Dieese). Os dados apontam que, no ano passado, profissionais nessa faixa etria responderam por 15,4% dos inseridos no mercado de trabalho pelo Sine no Estado.

    Carreira & Mercado

    Na Fundao de Estado do Trabalho (Funtrab), os nmeros da empregabilidade com base no Cadastro Geral de Em-prego e Desemprego (CAGED) so ainda mais expressivos. Em 2009 foram 28.019 contrataes em MS na faixa etria entre 40 e 49 anos e, no ano passado, o montante subiu para 30.829, com expanso de 10%. Em 2011, o volume supera o resultado de 2009, e j so 28.572 trabalhadores quarentes que entra-

    ram no mercado. O comrcio o setor que mais emprega esses profissionais, principalmente em cargos de gerncia e chefia. Para a coordenadora de intermediao de empregos da Funtrab, a psicloga Elen Souza, os dados denotam uma supe-rao por parte das empresas que ampliaram a contratao de pessoas mais velhas. Percebemos que, quando as empresas postam as vagas no h mais aquela delimitao de faixa et-

    VIRGNIA LAYNE CABRAL CONSEGUIU TRABALHO PERTO DE CASA E COM HORRIOS MAIS FLEXVEIS

  • 29COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

    ria. Hoje elas querem profissionais com experincia para tra-balhar na funo. A experincia nas relaes interpessoais no trabalho, flexibilidade e, sobretudo, fidelidade na carreira so atributos que as empresas buscam ao contratar os fun-cionrios nesta faixa etria. A coordenadora explica que as limitaes no mercado de quem j passou dos enta so trabalhos que exigem esforo fsico maior. Naquilo que requer inteligncia emocional o profissional com mais de 40 anos muito privilegiado. Ele tem boas relaes interpessoais, ou seja, tem um know-how no tratamento com pessoas. Temos percebido que a gera-o chamada de X e Y muito imediatista na carreira. Isso implica no ficar muito tempo na empresa, que v mais es-tabilidade em contratar um profissional mais maduro. uma situao que d mais segurana para as organizaes. Entre os atributos que garantem um emprego para os profissionais de 40 anos, as empresas elencam o compro-metimento e a facilidade de estar sempre aprendendo. Na empresa damos oportunidades para pessoas dessa faixa etria, diz o gerente de RH, da Rede Serto, Roni Soares. Ao contrrio dessa nova gerao, o profissional com mais de 40 anos, no caso de vendas, por exemplo, conhece bem os pro-dutos e ainda gosta de ensinar os outros colaboradores.

    OPORTUNIDADE A auxiliar de escritrio Virgnia Layne Cabral, de 43 anos, uma dessas profissionais que recentemente retornou ao mercado. Formada em turismo, me de trs filhos crescidos de 21,18 e 14 anos, sentia muita vontade trabalhar. No en-tanto, encontrar uma colocao estava difcil. Sempre quis voltar ao mercado de trabalho, porm no foi fcil encon-trar uma oportunidade. Penso que por causa da idade, isso influencia muito. A chance de uma vaga surgiu na prpria vizinhana. Certo dia, comemorando o aniversrio do meu filho em um restaurante, um amigo comentou que estava precisando de uma secretria e perguntou se eu conhecia algum. Respondi: conheo. Eu. Assim voltei. Virgnia Layne trabalha com horrios bem flexveis. Meus filhos no exigem tanto minha presena e posso me dedicar a novos desafios. Alm disso, o servio est situado ao lado da minha casa, alega a auxiliar que afirma estar sempre es-tudando, mesmo no perodo em que estava desempregada. O motorista Jos Luiz Gonalves Reginaldo, de 40 anos, conseguiu um novo emprego h dois meses em uma em-presa de transportes de Campo Grande. Antes, ele trabalha-va como autnomo. A vaga foi obtida por meio de interme-diao na Funtrab. Mesmo assim ele diz que nunca achou dificuldades em concorrer neste mercado de trabalho por conta da idade. Para mim no faz diferena. Mas eu acho que existe um certo preconceito com os trabalhadores por causa da idade, sim.

    DETERMINAO A escolaridade continua sendo um item importante para os candidatos na hora de conseguir um emprego. Estar es-tudando muito importante. Isso garante galgar um bom emprego. Outro ponto fundamental a determinao. No currculo no deve ser colocado a idade de imediato, mas sim a qualificao profissional, pois ela que habilita o profissio-nal a disputar uma vaga no mercado de trabalho, orienta a coordenadora da Funtrab. Ela ainda destaca que vale explorar melhor a experincia de vida e a capacidade de adaptar-se a ambientes de mudan-as e presso. importante procurar as formas corretas de prospeco,utilizar o sitewww.portalmaisemprego.mte.gov.br uma maneira de ser convocado a uma oportunidade de emprego. um cadastro nacional que oferta vagas de traba-lho em diversas regies. A idade em que o candidato se en-contra com certa estabilidade para se decidir por mudana de cidade ou Estado um ponto a favor.

    SERVIO A Funtrab disponibiliza diariamente vagas para os pro-fissionais. Para isso basta entrar no site www.portalmai-semprego.mte.gov.br ou comparecer pessoalmente com a carteira de trabalho na Rua 14 de Julho, 992 para fazer o cadastro nacional.

    ELEN SOUZA, DA FUNTRAB, ACREDITA QUE AS EMPRESAS BUSCAM MAIS COMPROMETIMENTO E CONHECIMENTO, AO

    CONTRATAR PROFISSIONAIS ACIMA DOS 40 ANOS DE IDADE

    INGRESSO NO MERCADO DE TRABALHO PARA PESSOAS NA FAIXA ETRIA DOS 40 A 49 ANOS EM MS

    ANO

    2009

    2010

    2011*

    28.019 trabalhadores

    30.829 trabalhadores

    28.572 trabalhadores

    CONTRATAES

    *at outubro/2011 - Fonte: Funtrab MS

  • 30 COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

    SESC Camillo BoniAv. Afonso Pena, 3.469 - Jd. dos Estados - Tel.: (67) 3357-1100

    SESC DouradosR. Toshinobu Katayama, 178 - Centro - Tel.: (67) 3410-0700

    Empresa saudvel com o SESC

    Trabalhar com qualidade de vida fundamental para

    a produtividade. Por meio do Programa Educao em

    Sade, o SESC avalia as necessidades da sua

    empresa e oferece palestras e atividades educativas.

    Consulte-nos e proporcione qualidade de vida ao

    dia a dia dos seus funcionrios.

    Educao em Sade SESC Empresa.Um programa que leva mais sade para seus colaboradores.

    Etapas1 Etapa: Coleta de dados na empresa feita pela equipe SESC2 Etapa: Identificao do perfil da empresa - Elaborao de um programa com aes que incluem palestras e atividades para sanar possveis problemas ou preven-los

    Requisitos Empresa acima de 50 funcionrios Agendamento prvio de 3 semanas Envio de e-mail com questionrio eletrnico de coleta de dados respondido com 1 semana de antecedncia a data da ao

    Servios AdicionaisO SESC Empresa oferece cursos com investimentos econmicos para grupos fechados sobre os temas: primeiros socorros e SPA Urbano.

    Temas exploradosObesidade l Diabetes l Sade Bucal l Alimentao Saudvel l Doenas cardiovasculares l Higiene pessoal e coletiva l Importncia da prtica de atividades fsicas

  • 31COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

    SESC Camillo BoniAv. Afonso Pena, 3.469 - Jd. dos Estados - Tel.: (67) 3357-1100

    SESC DouradosR. Toshinobu Katayama, 178 - Centro - Tel.: (67) 3410-0700

    Empresa saudvel com o SESC

    Trabalhar com qualidade de vida fundamental para

    a produtividade. Por meio do Programa Educao em

    Sade, o SESC avalia as necessidades da sua

    empresa e oferece palestras e atividades educativas.

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    Etapas1 Etapa: Coleta de dados na empresa feita pela equipe SESC2 Etapa: Identificao do perfil da empresa - Elaborao de um programa com aes que incluem palestras e atividades para sanar possveis problemas ou preven-los

    Requisitos Empresa acima de 50 funcionrios Agendamento prvio de 3 semanas Envio de e-mail com questionrio eletrnico de coleta de dados respondido com 1 semana de antecedncia a data da ao

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    Temas exploradosObesidade l Diabetes l Sade Bucal l Alimentao Saudvel l Doenas cardiovasculares l Higiene pessoal e coletiva l Importncia da prtica de atividades fsicas

  • 32 COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

    Visitas a sindicatos do setor tercirio promovem troca de conhecimento e aes voltadas para o segmento

    Fecomrcio MS

    A Federao do Comrcio de Mato Grosso do Sul, com o intuito de estreitar o relacionamento com os sindicatos, sendo mais participativa no dia a dia da organizao, realizou visitas aos sindicatos filiados apresentando os trabalhos e aes do Sistema Fecomrcio MS (SESC, Senac e Instituto Fecomrcio). Em contrapartida, conheceu o funcionamento, processos, atividades, aes e, ainda, as necessidades das organizaes patronais.

    O presidente do Sistema Fecomrcio MS Edison Ara-jo liderou uma equipe de gestores que visitou os seguintes sindicatos: do Comrcio Varejista de Gneros Alimentcios de Campo Grande; do Comrcio Varejista de Materiais de Construo de Campo Grande; do Sindi-cato dos Representantes Comerciais Autnomos e Em-presas Comerciais do Estado de Mato Grosso do Sul; do Sindicato dos Varejistas de Produtos Farmacuticos de MS; do Comrcio Varejista de Trs Lagoas; do Comrcio Atacadista e Varejista de Dourados; do Comrcio Varejis-ta de Ponta Por; do Sindicato do Comrcio Varejista de Aquidauana, Anstcio e Regio e do Sindicato dos Cen-tros de Formao de Condutores de Mato Grosso do Sul e Despachantes no Estado de Mato Grosso do Sul. Segundo o superintendente da Fecomrcio MS Re-ginaldo Henrique Soares Lima, a iniciativa foi extrema-

    mente positiva. Mostramos os principais produtos de nosso Sistema nas reas de sade, lazer, assistncia social, educao, cultura, representao, alm dos cur-sos profissionalizantes e como eles podem atender s demandas dos sindicatos e das empresas. Nas reunies, os presidentes e diretores dos sindicatos tambm pude-rem reivindicar servios e aes que foram analisadas pelos gestores das instituies do Sistema Fecomrcio para que fossem adotadas as providncias cabveis.

    REIVINDICAES O Sindicato do Comrcio Atacadista e Varejista de Dourados, que recebeu a comitiva da Fecomrcio na sede do Sindicato em Dourados, em 2011, reivindicou apoio ao Senac MS para a realizao de um Curso de Vendas para os trabalhadores que pretendem conquis-

    EM AQUIDAUANA, A REIVINDICAO FOI PELA PRESENA DA CARRETA DO ODONTOSESC, QUE ATENDER TRABALHADORES DO COMRCIO POR 4 MESES

  • 33COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

    tar uma vaga de emprego temporrio no perodo de fim de ano. Segundo a gerente executiva do sindicato Vanielle Estrada, 60 pessoas concluram o curso que foi realizado em parceria entre o Sindicato e com to-tal apoio do Senac. Para a gerente do departamento de educao profissional do Senac MS Jordana Due-nha, os encontros tm sido de grande valia. Alm de nos aproximarmos dos empresrios de cada segmen-to, permitiram conhecer melhor as especificidades de cada negcio e, assim, passar a planejar aes de educao profissional mais alinhadas aos interesses e necessidades dos comerciantes. Foi uma ao estra-tgica, tambm. O Sindicato dos Representantes Comerciais Au-tnomos e Empresas Comerciais do Estado de MS solicitou apoio do Sistema em uma questo tribut-ria que aflige o setor h vrios anos: a tributao em cima do mostrurios dos revendedores autnomos um custo que onera os trabalhadores. Precisamos da iseno de impostos sobre o mostrurio j que este no ser comercializado. usado apenas como um catlogo. Ns, com a Fecomrcio MS, encaminhamos Secretaria de Fazenda uma proposta mostrando alternativas para a iseno, conta o presidente Jos Alcides dos Santos. O pleito est em anlise. Os dirigentes do SESC MS atenderam solicitao do Sindicato do Comrcio Varejista de Materiais de Construo de Campo Grande que pediu apoio para a organizao de um Campeonato de Futsal entre as lojas de materiais de construo. O evento foi re-alizado de 23 de outubro a 27 de novembro de 2011 com a participao de empresrios e trabalhadores do segmento. O SESC cedeu o ginsio de esportes e ofereceu suporte tcnico na organizao e realizao das par-tidas. Alm disso, a pedido dos empresrios, efetuou

    matrcula dos trabalhadores no prprio local de tra-balho. Estamos cada vez mais presentes no dia a dia das empresas, afirma a Assessora Tcnica e de Plane-jamento do SESC MS Maria das Graas Simes Santos.

    DANDO O EXEMPLO Para o presidente da Federao do Comrcio de Mato Grosso do Sul Edison Ferreira de Arajo, as vi-sitas tm ainda uma objetivo maior: estimular que os sindicatos procurem as empresas de seus segmentos. Que ouam as reivindicaes dos lojistas, conheam melhor como trabalham, fortalecendo a representati-vidade dessas organizaes. Enfim, que cada sindica-to tambm esteja mais prximo, atendendo aos inte-resses de seus filiados. A ao, segundo Edison de Arajo, est alinhada a um dos critrios do Sistema de Excelncia em Gesto Sindical (SEGS) que preconiza que as entidades ou-am seus filiados para melhor atend-los. O objetivo que todos os sindicatos da base da Federao sejam visitados no segundo semestre de 2012.

    ENCONTROS PROMOVEM A TROCA DE CONHECIMENTO DO PROCESSO DAS INSTITUIES E FAZEM PARTE DO PLANEJAMENTO ESTRATGICO DA FECOMRCIO MS

    A REALIZAO DE UM TORNEIO DE FUTSAL FOI SOLICITADA EM ENCONTRO ENTRE SINDICATO DO COMRCIO VAREJISTA DE MATERIAIS DE CONSTRUO

    DE CAMPO GRANDE E DIRIGENTES DO SISTEMA FECOMRCIO MS

    COMITIVA DO SISTEMA FECOMRCIO CONTA COM PRINCIPAIS LIDERANAS DA FEDERAO, SESC E SENAC E RECEPCIONADA POR EMPRESRIOS DO SINDICATO LOCAL; NA FOTO, COM O SINDICOM

  • 34 COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

    Tecnologia & Inovao

    Empresa sem website perde mercado e pode ficar invisvelNa era digital, as vitrines das lojas extrapolam os limites fsicos e os websites se tornaram indispensveis para divulgar, fixar marcas, estabelecer relacionamento com o pblico-alvo e, principalmente, vender. Com o cresci-mento galopante do acesso internet, quem no est estabelecido em ambiente virtual tem evidente desvanta-gem com a concorrncia. De acordo com pesquisa realizada pela Fecomrcio/RJ, em parceria com o Instituto Ipsos, o percentual de brasileiros conectados internet aumentou de 27% para 48%, entre 2007 e 2011, um ndice que acompanha tambm o aumento do poder de compra das classes C e D.

    O Brasil o 5 pas com o maior nmero de conexes internet. So quase oitenta milhes de internautas e, acompanhando esses dados, as compras on line tambm so vultosas.O percentual de brasileiros que fazem compras pela internet passou de 13% em 2007 para 20% em 2011.De acordo com a empresa E-bit, em 2010 as compras pela internet atingiram R$ 14,8 bilhes, crescimento de nada menos que 80% em relao a apenas dois anos antes. Tamanho salto no deixa dvidas: se a empresa ainda no tem seu website est mais do que na hora de criar um. Mas quais ferramentas so necessrias para que a pgina cumpra com seu propsito, seja ele de fixar a marca ou de comercializar produtos?

    NAVEGABILIDADE

    Com 15 anos de experincia no mercado de sites e sistemas, Eduardo Potumati, da Equipe A, lembra que, alm de correr o risco de cair no esquecimento, a empresa que no tem site tambm perde pontos importantes com o

    consumidor. O consumidor quer informao, quer comprar produtos e empresas, o primeiro lugar onde ele procura a internet. Se no encontra informaes sobre determinado produto, no h credibilidade. muito difcil

  • 35COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

    uma empresa se manter atualizada e lembrada sem ter site. o carto de visita da empresa na internet. Alm, claro, das redes sociais. Quando se pensa em um site insti-

    tucional, o ponto principal informar o visitante, mostrar o que a em-presa e o que ela tem para oferecer. Eduardo complementa: No caso do comrcio eletrnico, o foco mostrar rapidez tanto ao navegar no site como na entrega do produto. Em ambos os casos, importante manter um canal de comunicao entre o visitante e a empresa. Dessa forma, alm de trans-mitir confiana ao cliente, a empresa evita repercusso negativa nas redes sociais. A funcionalidade um pon-to fundamental na concepo do site. Quando o cliente tem dificuldades para navegar, acaba se irritando e cria uma viso ruim da empresa. Criativi-dade importante para atrair novos

    visitantes, mas se houver dificuldade em navegar no site, gera uma ima-gem negativa. Tambm importante mant-lo sempre atualizado, quando um cliente visita duas vezes o site e v as mesmas informaes, a tendn-

    cia no retornar. Em resumo, a t-nica para manter o visitante no site

    criar cones atrativos, mas simples de navegao. Outra dica de Eduardo que o layout traga as mesmas cores da logomarca da empresa para faci-litar a fixao da marca.

    CASE DE SUCESSO Dos catlogos para a tela do com-putador, a Anita Online um exem-plo positivo na implantao de site de vendas. Hoje responde por 15% dos produtos comercializados pela rede de calados, que tem 25 lojas entre Campo Grande e Cuiab (MT). So 30 mil pares comercializados pelo sistema eletrnico, conta o diretor da Anita Online Tiago Bellin. A criao do e-commerce surgiu h trs anos, motivada pela grande quantidade de compras que era feita no interior via catlogos e pedidos telefnicos. Com uma base de mais de 500 mil clientes, a Anita Online hoje contribui para os resultados da rede. Nunca deixamos de atingir as metas estabelecidas. Funcional e prtico, o site informa em detalhes as caractersticas dos

    AS VENDAS ON LINE DA ANITA CALADOS SO RESPONSVEIS

    POR 15% DOS PRODUTOS COMERCIALIZADOS PELA REDE

    produtos em oferta, desde medidas, aos materiais e tambm informa cam-panhas promocionais. O atendimen-to via chat, telefone e redes sociais tambm fundamental para que o consumidor tenha a exata noo do que est adquirindo. Nesse sentido, nossa equipe de atendimento recebe treinamento de produto e moda se-

    manalmente, conta Tiago Bellin. Os cuidados com o comrcio eletrnico se traduzem em nmeros, so 160 mil acessos mdios por dia e o site j est em 4 lugar em vendas de calados no Pas, segundo uma pesquisa feita pela WBI Brasil - Agncia de Comuni-cao Digital.

    EDUARDO POTUMATI DIZ QUE O RISCO DE CAIR NO ESQUECIMENTO GRANDE PARA EMPRESAS QUE NO ESTO NA WEB

  • 36 COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

    ALVIRA APPEL MELOS

    Associao da Feira Central e Turstica de Campo

    Grande - AFECETUR Ponto de encontro tradicional e movimentado no centro da Ca-pital Morena, a Feira Central e Turstica de Campo Grande-MS, fundada em 1925, comemora seus 86 anos com exuberncia, sim-plicidade, beleza e liberdade. Acolhe raas, credos e cores, promo-ve matizes e fragrncias e garante a diversidade, tornando a vida dos seus frequentadores mais humana. Lugar de direito a expresso popular, tornou-se com o passar dos anos um ponto de manifestao cultural espontneo e acolhe-dor, no qual as diversas geraes convivem em harmonia. o espao do lazer em famlia, das compras, das manifestaes artsticas, da gastronomia e do artesanato; dos festivais que enalte-cem a nossa cultura e os produtos com a marca sul-mato-grossense, gerando sustentabilidade, a exemplo do sob e do peixe da regio. Da lona para o prdio de arquitetura arrojada. Da caixa de iso-por para o uso de equipamentos com tecnologias modernas. As transformaes na Feira Central nos ltimos anos melhoraram as condies de trabalho do feirante e o atendimento ao cliente. A mudana notvel em termos materiais e visuais. Ao mesmo tem-po, a Feira conserva o orgulho e o envolvimento do ser humano, como trabalhador com renda garantida e autoestima elevada, o que significa famlias mais felizes. Este o crescimento esperado, a luta vencida a cada novo cidado qualificado. As parcerias estabelecidas com vrias institui-es pblicas e privadas so colunas de sustentao para as me-lhorias dos hoje j empresrios, estabelecidos na Feira Central. Campo Grande cresce com fora em todos os aspectos e acom-panhar essa evoluo um desafio para os trabalhadores da Feira. Assim, necessrio oportunizar aos empresrios da Feira Central o crescimento por meio da permanente qualificao para melhor servir, integrando comrcio, turismo e cultura.

    Prosa, pratos e presentes... Feira Central o lugar da gente!

    Ponto de Vista

  • 37COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

    A Prefeitura de Aquidauana abre novas janelasde oportunidades para investimentos empresariais.Novas condies e incentivos especiais para quem deseja investir com segurana em um mercado em plena expanso e com perspecti-vas altamente promissoras. Confira no endereo:

    No endereo eletrnico da Prefeitura de Aquidauana voc vai conhecer o Programa de Incentivos para o Desenvolvimento Econmico e Social de Aquidauana (PRODESA) que foca a oferta de condies e incentivos especiais para que empresrios possam instalar novos empreendimentos de sucesso na cidade...

    ... e encontra tambm o nosso PORTFLIO - Onde o Trabalho Encontra o Desen-volvimento com o perfil demogrfico, poltico, social e econmico completo e atualizado do Municpio de Aquidauana e todo o seu potencial.

    AQUIDAUANA. Conhea e invista.

  • 38 COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

    Empresrio do Ms

    Da coragem e viso empreendedora, surge uma das redes mais slidas de MSA coragem foi o ingrediente principal para que trs amigos gachos se lanassem no desafio de implantar uma nova marca em um mercado ainda desconhecido. E a aposta foi certeira, resultou em um negcio slido: a rede PANAN. O empresrio Roberto Rech, que com seus dois scios veio para Campo Grande no incio da dcada de 1980, conta essa tra-jetria de sucesso. A rede, que comeou pequena, com uma loja de apenas 70 m, hoje est presente em quatro cidades de Mato Grosso do Sul e em outras trs do Mato Grosso. Alm de ser referncia em seu segmento de atuao, tambm tem uma postura exemplar no acompanhamento das transformaes do mercado, seja na capacitao dos funcionrios ou na modernizao da fachada e da disposio dos produtos, que deve ser sempre agradvel aos olhos dos clientes.

    INICIATIVA DE INVESTIR EM OUTRA REGIO FIZERAM DE ROBERTO RECH E

    SCIOS DONOS DE UMA DAS MAIORES REDE DE REFRIGERAO DO ESTADO

  • 39COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

    Comrcio & Cia - Como foi o incio da PA-

    NAN em Campo Grande?

    Roberto Rech - Com coragem, ousadia e muita disposio em vencer em Mato Grosso do Sul. Eu e os meus scios Ger-vsio e Ivanor Peruzzo somos oriundos do Rio Grande Sul, onde trabalhvamos como funcionrios de uma indstria em Caxias do Sul, que muito nos incentivou a vir e a estabelecer o nosso negcio em Campo Grande. Tanto que, em homena-gem ao antigo emprego, adotamos ini-cialmente o nome de Refrigerao Pana-mante ao nosso empreendimento, uma pequena loja de 70 m na Rua 14 de Julho, inaugurada em maro de 1981.

    C&C - O que marcou esse comeo e de

    que forma a empresa consolidou seu

    nome no mercado?

    O que marcou foi o desafio de superar as barreiras do total desconhecimento do mercado local alinhado marca que est-vamos implantando, tambm totalmente desconhecida. Competir com empresas que trabalhavam a mesma base comercial h mais tempo, por si s, j muito difcil. Se somarmos a isso a nossa falta de rela-cionamento, tanto no segmento como na sociedade, a dificuldade duplica. Isso exi-giu de ns planejamento em curto, mdio e longo prazo, bem como diviso de ta-refas. Os resultados, por ns atingidos ao longo dessas trs dcadas, obviamente apontam assertivas e nos animam em di-

    reo a um futuro ainda mais promissor.

    C&C - Hoje, quais so os nmeros da

    rede (de lojas, funcionrios, mix...)?Em quaisquer negcios tudo ocorre den-tro de determinado tempo, desde que

    siga com determinao os planos traados e se estabeleam metas a perseguir. Trabalhando com mquinas e equipamentos para supermercados, padarias, casas de carne, bares, hotis, restauran-tes e convenincias, comeamos, como j disse, com uma pequena loja onde, alm dos dois s-cios, havia dois colaboradores. Hoje, graas ao trabalho srio e de verdadeira parceria com os nossos clientes e amigos, implantamos uma uni-dade industrial em Campo Grande e promovemos

    a expanso do negcio para as cidades de Doura-dos, Trs Lagoas e Corumb, alm de chegarmos tambm ao Estado de Mato Grosso, instalando a marca PANAN nas cidades de Cuiab, Rondonpo-lis e Sinop. Evidentemente, que o crescimento da empresa deve-se aos recursos humanos que nos atendem, totalizando 150 colaboradores.

    C&C - Percebemos que a empresa muito pre-

    ocupada com a formao dos profissionais, por isso investe em eventos e cursos. Na prtica,

    NOSSA CLIENTELA FORMADA POR EMPREENDEDORES QUE AUMENTARAM SUAS VENDAS E INVESTEM EM NOVOS

    PRODUTOS E EQUIPAMENTOS PARA VALORIZAR SEUS CLIENTES

  • 40 COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

    como a atualizao dos funcionrios reflete nos resul-tados da rede?

    A capacitao profissional hoje intrnseca a qualquer ramo de negcio. Tudo muda muito rapidamente. E esse segmento em que atuamos muito dinmico e dos que mais enfrentam concorrncia. Desta feita, a empresa que no investe na atualizao de seus colaboradores no cresce e fica sujeita a desaparecer de um mercado no qual os clientes esto cada vez mais exigentes. Cursos espec-ficos, participao em feiras e congressos, treinamentos e outros proporcionam crescimento empresarial e, prin-cipalmente, profissional para o colaborador. uma busca constante de solues para aumentar a qualidade do nos-

    so atendimento e a produtividade. O resultado, evidentemente, a expanso, abertura de novas lojas e de novas oportunidades de emprego pela PANAN.

    C&C - Como feita a seleo de pessoal?Analisando os candidatos e escolhendo os que apresentam as melhores condies, dentro do perfil e das competncias definidas, para ocupar a vaga que porventura esteja sendo oferecida.

    C&C - No ano passado houve uma reformulao

    total no layout e na estrutura da matriz. Como foi essa iniciativa e o que orientou o atual for-mato da PANAN?

    Ao longo desses 30 anos, a empresa tem buscado estar sempre jovem tanto no seu layout quan-to em seu sistema administrativo. Se o mundo

    caracteriza-se por constantes mudanas, por que no mudar a organizao para atrair e dar mais conforto aos clientes e motivar os colaboradores? gerador de mais negcios e, no caso especfico da matriz, que ainda no est totalmente com a reforma concluda, j est sendo um ponto de re-ferncia para quem mora ou visita Campo Grande.

    C&C - Essas mudanas j trouxeram reflexo em termos de venda? De que forma? Como foi a

    aceitao?

    Layout mais atrativo, mudana no ambiente sem-pre refletem em bons resultados sobre as ven-das. Estamos oferecendo ambiente totalmente climatizado, novas sees, como a de utilidades, aumento no nmero de mix de produtos, amplo estacionamento e outros. Enfim, o retorno que os clientes nos proporcionam altamente positivo.

    C&C - Como o senhor analisa a proposta da re-

    vitalizao e a despoluio da regio central de

    Campo Grande?

    O nosso centro comercial s tem a ganhar com o vi-sual de fachadas limpas e padronizadas. Ganham os empresrios, pois haver um aumento no fluxo de pessoas atradas pela nova roupagem, e a popula-o que ter um bem-estar esttico e cultural, con-forme o prprio objetivo do projeto da Prefeitura de Campo Grande.

  • 41COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

    DIVERSIFICAO DE PRODUTOS, INVESTIMENTOS EM TECNOLOGIAS ATUAIS E MUDANA DE LAYOUT SO ARTIFCIOS PARA ESTAR SEMPRE CHAMANDO A ATENO DA CLIENTELA

    C&C - Hoje qual o principal desafio do empresrio deste segmento?

    O maior desafio de qualquer organizao manter-se no mercado. O avano tecnolgico coloca o mundo nas pontas dos nossos dedos, tamanha a velocidade de informaes e mudanas a que estamos expostos neste mundo globalizado. O plano que traamos hoje pode no ser o ideal amanh, pois novas situaes po-dem surgir inesperadamente. Devemos ter uma viso holstica no apenas no contexto interno da empresa, mas tambm no externo, e buscar, com a rapidez que o mercado exige, solues favorveis ao nosso negcio. A alta carga tributria que afeta os brasileiros ape-nas um item, no rol de desafios que aqui poderamos enumerar. Podemos juntar a falta da mo de obra qua-lificada e a quantidade imensa de leis que emperra o crescimento mais acelerado das empresas.

    C&C - Como a cobrana do ICMS do comrcio eletr-

    nico est refletindo nas empresas que, como a PA-NAN, esto sediadas em nosso Estado?

    O produto adquirido pelo sistema on-line chega ao consumidor por um custo bem mais inferior se com-parado com o comrcio local, porque as alquotas de ICMS de outros estados so menores do que cobrado em Mato Grosso do Sul. uma operao que consi-deramos desleal, pois no gera impostos, empregos e servios para nosso Estado. Portanto, o governo age com justia ao cobrar o ICMS na entrada dessas mer-cadorias, condicionando igualdade com as empresas aqui sediadas. Com isso ganham o comrcio, que pas-sa a ter igualdade na concorrncia, e a populao, mais benefcios gerados com o aumento na arrecadao estadual.

    C&C - Falando em mudana de hbito, como o au-

    mento do poder de consumo das classes C e D tem refletido no movimento da PANAN?Com o poder de compra das classes emergentes surgem, evidentemente, novas oportunidades de negcios para a PANAN. Os nossos clientes so em-preendedores, donos de padarias, supermercados, restaurantes, hotis e outros, que aumentam suas ven-das e, na corrida para no perderem a nova clientela, fazem investimentos em novos produtos e equipa-mentos. Temos traado estratgias para que a marca PANAN seja sempre lembrada na deciso de compra.

    C&C - E o mix de produtos? De que forma que escolhido diante da velocidade nos

    avanos tecnolgicos? A rede faz pesquisa

    de demanda para definir esse mix?Estamos sempre participando de feiras na-cionais e internacionais de produtos e ser-

    vios que nos oferecem novos lanamentos e as tendncias. claro que a PANAN consi-dera em primeiro lugar a vontade e o desejo do cliente, embora orientamos em direo a equipamentos com melhor custo/benefcio.

    C&C - Quais os projetos da PANAN e plane-

    jamento para este ano de 2012?

    Manter a equipe de colaboradores sempre motivada e concluir a ampliao da loja ma-triz em Campo Grande, o que ir nos pro-porcionar um aumento na rea de vendas e no nmero do mix de produtos. Fatores que iro proporcionar condies superiores de atendimento s que j praticamos aos nos-sos clientes, razo principal da existncia de nossa empresa.

  • 42 COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

    SENAC MS

    Gov. Federal e Senac oferecem mo de obra qualificada e cursos profissionalizantes por meio do PRONATEC

    A carncia de mo de obra qualificada fato no Brasil. No entanto, o pro-cesso de capacitao enfrenta dificuldades diversas que vo desde a baixa qualidade da educao bsica at a falta de cursos adequados s ne-cessidades dos empresrios dos diversos segmentos produtivos. Para con-tornar esse problema, o Governo Federal investir R$ 24 bilhes at 2014 para gerar 8 milhes de vagas em cursos de formao tcnica e profissional

    O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Tcnico e Emprego (PRONATEC) um conjunto de aes que visam ampliar a oferta de vagas na Educao Profissional e Tecnolgica (EPT) melhorando as condies de insero de seus beneficirios no mercado de trabalho.

    EM MS, ESTO DISPONIBILIZADAS 2.641 VAGAS PARA ATENDER ALUNOS INTERESSADOS EM CURSOS VARIADOS

  • 43COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

    por meio do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Tcnico e Emprego, destinados a estudantes e tra-balhadores. Segundo o Governo, sero 5,6 milhes de vagas para cursos de curta durao e 2,4 milhes para as de cursos tcnicos, com carga horria mais longa, de - em mdia - um ano. O Sistema S (SENAC, SESC, SENAI e SESI) ter pa-pel decisivo no PRONATEC e o SENAC ser um dos parceiros mais atuantes pois, alm de possuir know- how, docentes altamente capacitados, tem estrutura fsica para atender a demanda por vagas. Para garan-tir a expanso imediata do nmero de matrculas, as unidades da Instituio sero ampliadas. Em Mato Grosso do Sul, o SENAC ampliou a ofer-ta de vagas para receber os alunos que vo com-plementar formao educacional com capacitao tcnica e profissional. De acordo com o diretor re-gional do SENAC MS Vitor Mello, a instituio dis-ponibilizou 2.641 vagas para 2012. Direcionamos cursos que atendem as necessidades das empresas do segmento do comrcio de bens, servios e turis-mo. Ser possvel melhorarmos a empregabilidade das pessoas que passarem pelas nossas escolas e, consequentemente, a qualidade dos servios e a produtividade das empresas tambm, por meio de um quadro de colaboradores mais preparado.

    DESENVOLVENDO CIDADOS E

    O ESTADO

    Uma pesquisa da Confederao Nacional das In-dstrias (CNI) mostra que as empresas localizadas na regio Centro-Oeste so as que mais apresentam dificuldades com a falta de mo de obra qualificada. Esse tema considerado um problema para 64% das empresas da regio. A demanda por profissionais qualificados, que contribuam para o aumento da competitividade, faz com que as chances para quem quer entrar no mercado de trabalho aumentem. O comrcio um dos segmentos mais competiti-vos para quem quer crescer profissionalmente. Para contribuir com esse processo, o SENAC MS disponi-

    biliza cursos gratuitos de educao profissional nos municpios de Campo Grande, Corumb, Dourados e Trs Lagoas, sendo cursos de qualificao e nvel tcnico. O diretor do SENAC MS conta que a partir de 2013 essa oferta ser ampliada para outros munic-pios do Estado. Vale lembrar ainda que os alunos re-cebero todo o material didtico necessrio para as aulas, alm do vale-transporte para deslocamento, lanche, e outros itens necessrios. Podemos dizer que se trata de um ciclo virtuoso: ao mesmo tempo em que apoiaremos a entrada ou recolocao de mi-lhares de pessoas no mercado de trabalho, dando a elas condio de renda e manuteno de uma vida digna, contribuiremos com o desenvolvimento eco-nmico do nosso Estado por meio do aumento da competitividade de nossas empresas.

    COMO PARTICIPAR

    O PRONATEC trabalhar com duas modalidades de formao. A Bolsa Formao Estudante, destina-da a alunos do Ensino Mdio de escolas pblicas, vai ofertar cursos de formao tcnica de nvel mdio. Nesse caso, o grande parceiro na captao e seleo de alunos ser a Secretaria Estadual de Educao. Em Mato Grosso do Sul foi realizado o processo de seleo em dezembro e a previso que as aulas co-mecem no dia 5 de maro nas unidades do SENAC. A outra modalidade ser a Bolsa Formao Tra-balhador. O Ministrio do Trabalho e Emprego (MTE) ser parceiro demandante dessa modalidade e oferecer vagas para os beneficirios do Seguro--Desemprego por intermdio dos postos do Sistema Nacional de Emprego (SINE). Nesse caso, os benefi-cirios sero trabalhadores que estejam solicitando o Seguro-Desemprego. Para esse pblico sero ofer-tados cursos de Formao Inicial e Continuada (FIC), capacitaes com no mnimo 160 horas. A princpio, o processo de seleo no envolver a aplicao de provas, mas depender do encaminhamento do MTE e a quantidade de vagas disponibilizadas pelas escolas ofertantes, incluindo o SENAC.

  • 44 COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

    OPORTUNIDADE

    Desde o ano de 2008 o SENAC parceiro do Governo Federal

    no que diz respeito s Polticas Pblicas de Incluso Social, com-prometendo-se a aumentar sig-nificativamente sua oferta social por meio do Programa SENAC de Gratuidade (PSG). O PRONA-TEC outro programa que vai democratizar a oferta de cursos tcnicos e profissionais de nvel mdio, e de cursos de formao inicial e continuada, sem custo para os alunos. Ao mesmo tem-

    po em que desempenhamos a nossa misso - que Educar para o trabalho - participaremos da mudana de vida de milhares de pessoas que tero a oportunida-de de se qualificar, conseguir um

    emprego, gerar renda e ganhar mais dignidade e qualidade de vida, explica Vitor Mello. Mato Grosso do Sul, por meio do SENAC, foi escolhido para de-senvolver o curso Tcnico em

    Logstica, oferecido como piloto, em um dos eixos do PRONATEC, que beneficia estudantes do en-sino mdio das redes pblicas. O curso atende 40 alunos da escola estadual Padre Jos Scampini, em Campo Grande. Ianca Matos Fer-reira, de 16 anos, faz parte dessa turma piloto e afirma: com o cur-so ampliou a prpria viso a res-peito do seu futuro profissional. Quando comecei o curso, no imaginava que me poderia sentir to capacitada a colocar teoria em prtica. Consigo perceber que

    a rea de atuao muito gran-de, posso ter novos horizontes. Apesar de ser certificada apenas no segundo semestre, j me sinto capacitada e pronta para traba-

    lhar na rea. A faculdade de Di-reito estava nos planos da aluna, mas parte do passado, segundo Ianca. A rea de Logstica mui-to carente aqui em MS. Com a experincia que tenho pretendo somar a um curso de graduao de Engenharia de Produo para - quem sabe, no futuro - ter mais oportunidades de trabalho.

    SENAC MS: ALM DE POSSUIR DOCENTES ALTAMENTE CAPACITADOS, KNOW-HOW, TEM

    ESTRUTURA FSICA QUE PODE SER AMPLIADA PARA ATENDER NOVAS DEMANDAS

  • 45COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

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  • 46 COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

    Legislao

    Desde o ltimo trimestre do ano passado, os empresrios esto tendo de se adequar a Lei n 12.506 que regulamenta o aviso-prvio de acordo com o tempo de servio do trabalhador. A Lei determina que sejam acrescentados trs dias de trabalho para cada ano de servio at o limite mximo de 90 dias para aqueles que tm mais de 21 anos na mesma empresa.

    Passados alguns meses, algumas dvidas so recorrentes para em-presrios, contadores e empregados. O trabalhador que antes cumpria aviso-prvio de 30 dias tinha como direito reduzir duas horas dirias de sua jornada de trabalho ou ento ser dispensado de seus servios na lti-

    ma semana que estivesse cumprindo a determinao trabalhista. Com o aviso-prvio de at 90 dias, o benef-cio vai ter alteraes. De acordo com o consultor sin-

    dical da Federao do Comrcio de Mato Grosso do Sul (Fecomrcio MS), Fernando Camilo As demais exi-gncias do Captulo VI do Ttulo IV da Consolidao das Leis do Traba-lho (CLT) continuam inalteradas, tais como: reflexos no tempo de servio e indenizao de frias e 13 salrios. Assim, nos casos em que o funcion-rio for dispensado do cumprimento do aviso prvio, ele dever ser remu-nerado pelo tempo correspondente

    ao perodo projetado. Ou seja: o cl-culo referente a frias e ao 13 salrio dever contabilizar valores de acordo com o tempo de aviso-prvio que esse trabalhador deveria cumprir. A demisso de funcionrio deve-r ser feita com muito planejamento, a fim de que no se onere o financei-ro da empresa nem que se abra uma

    brecha para que o trabalhador ques-tione os valores na Justia do Traba-

    lho, orienta o consultor.

    IMAGEM COMPROMETIDA

    A psicloga Marialva Pereira Do-mingues acredita que a Lei no ir resolver o problema da rotatividade

    de empregados nas empresas e pode, ainda, criar a indstria da demisso, quando um colaborador forar a pr-pria demisso para que receba os 90 dias de aviso, mais salrio desempre-go e fundo de garantia. Ela cita outro aspecto resultante

    da Lei. O aumento de dias a serem cumpridos pode se tornar uma pro-

    longao do sofrimento e mal-estar entre trabalhador e instituio, nos casos em que as partes esto descon-tentes com a permanncia do funcio-nrio na empresa. Se uma empresa demite ou a pessoa deseja sair, a rela-o entre colaborador e organizao no est mais em sintonia. Se em 30 dias o emocional do empregado j pode ficar abalado, com at 90 dias a pessoa poder ficar ainda mais des-motivada. Em alguns casos a imagem da empresa estar comprometida. Por exemplo, se uma atendente de loja que esteja cumprindo o aviso no tratar a clientela com o mesmo empe-

    nho. Isso prejudica a empresa.

    FUNCIONRIOS COM AT TEMPO DE AVISO PRVIO

    COMO CALCULADO O AVISO-PRVIO:

    1 ano de servio

    33 dias

    36 dias

    42 dias

    57 dias10 anos de servio

    72 dias

    90 dias

    15 anos de servio

    21 anos ou mais

    84 dias

    30 dias

    2 anos de servio

    3 anos de servio

    19 anos de servio

    5 anos de servio

    20 anos de servio 87 dias

    Planejamento financeiro e cumprimento da Lei so palavras-chave na hora de dispensar funcionrios

  • 47COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

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  • 48 COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

    Mato Grosso do Sul deve ser um dos primeiros Estados a implementar a Lei sobre Inspeo Veicular

    Nosso Ambiente & Cidadania

    Medir a emisso de poluentes pelos veculos automotores , verificando se os nveis esto dentro de pa-dres definidos como aceitveis, diminuindo assim a poluio dos grandes centros. Este o objetivo da nova Lei sobre a Inspeo Veicular a qual Campo Grande dever adotar, seguindo o exemplo de So Paulo e Rio de Janeiro, locais onde a inspeo j obrigatria a todos os veculos.

    A elaborao das propostas foi determinada aos Estados pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) por meio da Resoluo n 418, rgo ligado ao Ministrio do Meio Ambien-te. Na maior parte dos casos, as propostas ainda dependem de aprovao dos conselhos estaduais de meio ambiente e de aprovao de leis nas as-

    sembleias legislativas para serem implantadas. To-dos os Estados tiveram o prazo de at 30 de junho de 2011 para entregarem os planos de controle de poluio veicular para os conselhos estaduais de meio ambiente. Segundo dados do Conama, os Estados que optaram pela inspeo devem im-plantar o programa at o dia 25 de abril de 2012.

    AS OFICINAS DE CAMPO GRANDE TERO DE SE ADEQUAR LEI AINDA EM 2012; CAPITAL UMA DAS PRIMEIRAS CIDADES A IMPLANTAR LEGISLAO SOBRE INSPEO VEICULAR

  • 49COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

    COMEAR PELA CAPITAL

    o caso de Mato Grosso do Sul e mais nove Es-

    tados que adotaro o Plano de Controle da Polui-o Veicular (PCPV). Campo Grande ser o primeiro municpio a comear as inspees. Possui cerca de 40% de toda a frota do Estado (400 mil veculos), o que o coloca em lugar de destaque, mas que tam-bm necessita de uma ateno especial. O Secret-rio Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimen-

    to Urbano Marcos Antnio Moura Cristaldo explica que foi firmado um Termo de Cooperao Tcnica entre a prefeitura e o Governo do Estado que esta-belece que a capital adote a inspeo a partir de abril de 2012. O prefeito da Capital sancionou a Lei sobre o Plano de Controle de Poluio Veicular, aprovada pela Cmara de Vereadores. O secretrio explica que ser realizada licitao para contratao de uma empresa especializada no servio e somente aps esse processo ser fi-xada uma taxa a ser paga. A inspeo ser anual e poder ser feita at trs meses antes do vencimen-to da licena do veculo. De acordo com o PCPV, em janeiro de 2013, Dourados e Trs Lagoas tambm iro aderir ao procedimento, e, a partir do ano seguinte, todos os municpios de MS. Segundo o presidente da Associao das Ofici-nas Reparadoras de Veculos Automotores de MS (Assorauto) Edivaldo Matos Martins, h dois anos j vem sendo feita uma conscientizao com as oficinas quanto ao controle de gases poluentes ex-pelidos pelos veculos. Estamos conscientizando e orientando os proprietrios de que a inspeo veicular, alm de contribuir para o meio ambien-te, tambm ir aumentar em cerca de 30% o mo-vimento, j que os veculos tero que ser testados para poder voltar a circular.

    LOGSTICA REVERSA

    Outra ao que est em pleno desenvolvimento a questo da logstica reversa, que consiste em dar destino apropriado a materiais como leo, estopa, filtros, baterias, alm de outros elementos utilizados pelos centros automotivos.

    Para garantir que esses materiais no prejudi-quem o meio ambiente, a prefeitura de Campo Grande incentivou a instalao de uma empresa

    especializada no recolhimento dos produtos. Este procedimento faz parte da Poltica Municipal de Re-sduos Slidos. Para que a oficina obtenha o alvar, precisa da Licena Ambiental, e esta exige que as oficinas apresentem relatrios de como esto des-cartando o lixo. Caso os produtos estejam sendo dispensados de forma incorreta, o estabelecimento pode ter o alvar cassado, explica Marcos Antonio.

    RESPONSABILIDADE AMBIENTAL

    A logstica reversa dever entrar em vigor em breve, j que o projeto de lei dever ser votado pela Cmara de Vereadores ainda neste semestre. Mesmo onerando custos, j que o proprietrio da oficina que paga para a empresa descartar os resduos, o presidente da Assorauto garante que a ao extremamente positiva. uma preocu-pao no s com o meio ambiente, mas tambm com a sade de nossos funcionrios. As pessoas es-to mais conscientes com as questes ambientais e esto dando preferncia por estabelecimentos que tenham este cuidado.

    PRODUTOS E MATERIAIS QUE IRIAM PARA O LIXO COMUM VO SER RECOLHIDOS POR UMA EMPRESA ESPECIALIZADA EM DAR DESTINO APROPRIADO E,

    COM ISSO, PRESERVAR O MEIO AMBIENTE

  • 50 COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

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    Parcerias multiplicam foras e fazem empresas cresceremReunio de indivduos para certo fim com interesse comum. Sociedade, companhia. Essas so algumas definies para a palavra parceria nos dicionrios. Em um contexto no qual o cliente cada vez mais exigente e quer ser bem-atendido no menor espao de tempo possvel, a parceria ganhou um significado ainda mais amplo. sinnimo de sobrevivncia.

    O socilogo Paulo Cabral avalia que esse modelo resultante do processo de especializao. Ele toma como exemplo o perodo ps-revoluo indus-trial, quando se percebeu que a diviso tcnica do trabalho poderia aumentar a produtividade e otimi-zar o tempo. um processo que vai se expandindo ao infinito. Quanto mais o mercado cresce, tanto maior ser a especializao. Depois de amplamente explo-rada no setor secundrio, a parceria tambm passou a ser cada vez mais difundida no tercirio, em espe-cial na prestao de servios. Enxergo esse fenme-

    no fundamentalmente como um desdobramento do processo de especializao e tende a se tornar cada vez mais radical medida que a humanidade cresce e os negcios se multiplicam. uma gama imensa de especializaes. Conheci uma empresa de gesto de documentos, que faz no s o processamento de documentao como tambm guarda os papis, liberando espao nas empresas, exemplifica o soci-logo. Para Cabral, o importante, nesse processo, no perder o foco da articulao do negcio como um todo e acompanhar as mudanas que ocorrem a

    todo o momento e em ritmo

    acelerado.

    Entre corretores de im-veis comum que os neg-cios sejam feitos no siste-ma de parceria. Por isso at

    mesmo a tabela de honor-rios da categoria disciplina a diviso de ganhos nesse sistema. O presidente do Conselho Regional dos Cor-retores de Imveis Eduardo Francisco Castro diz que em seu escritrio, no qual atua com o filho Eduardo e a esposa Ana Margarida, de 70% a 80% dos negcios so feitos em parceria. O mun-do hoje globalizado e no tem como ficar isolado. No adianta o corretor de im-

    Parcerias

    CORRETORES DE IMVEIS J ESTO HABITUADOS A TRABALHAR EM SISTEMA DE PARCERIA PARA DAR RAPIDEZ AOS NEGCIOS E SATISFAZER A CLIENTELA

  • 53COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

    veis insistir em vender sozinho para ganhar todos os ho-norrios, porque vence o prazo estipulado no contrato de exclusividade e ele no atende o cliente, que acaba passan-do o imvel para outro. A corretora de imveis Laurenice Rodrigues Pagot, que uma das parceiras do escritrio de Eduardo, h quatro anos atua na rea e sempre associada a outros colegas. Este tipo de relacionamento amplia meu leque de produtos, no fico limitada. importante ter par-ceiros porque nem todas as horas a gente tem o produto para o cliente.

    A trajetria de um dos laboratrios mais conceituados e procurados da Capital, o Biodiagnostic, tambm est calca-da nesse modelo de parceria. Desde 1993 no mercado, foi h 13 anos que o laboratrio deu o grande salto, quando encontrou um importante parceiro: Ultramedical Centro de Diagnstico. O farmacutico e scio-proprietrio Anisio Aparecido Chacom conta que a facilidade dos pacientes em fazer todos os exames em apenas um local foi a chave do sucesso e o incio para outras parcerias. A empresa in-vestiu em postos de coleta no Bairro das Moreninhas e nas Ruas Marechal Deodoro e Humberto de Campos, e na Ave-nida Jlio de Castilho, alm da filial. Hoje a empresa, que conta com 35 funcionrios, planeja alar voo maior e im-plantar uma nova sede, com rea construda de 1,5 mil m e trs pavimentos, mas a unidade da Ultramedical continuar sendo um brao forte, como define Chacom. O adminis-trador geral da Ultramedical Gil Mrio Soares Calado avalia que a parceria foi a chave para conquistar a preferncia dos pacientes. Antes eles tinham que correr de um lado para o outro e aqui podem fazer exames mdicos e laboratoriais. A parceria salutar para a sobrevivncia das duas empresas. E no para por a, Chacom explica que, para os laborat-rios, tambm fundamental a atuao conjunta com outras empresas que fazem exames especficos, um exemplo claro do processo de especializao citado pelo socilogo Paulo Cabral. Existem laboratrios no Pas que fazem s deter-minados tipos de exame e se tornam referncia. Eles so centros especializados. Ns fazemos a coleta e mandamos para esses locais. Como o exame de DNA, por exemplo. No compensaria montar um centro para esse tipo de exame porque a nossa demanda ainda pequena e a tecnologia empregada dispendiosa.

    O LABORATRIO BIODIGNOSTIC FORMA UMA PARCERIA DE MAIS DE

    UMA DCADA COM O CENTRO DE DIAGNSTICO ULTRAMEDICAL PARA

    AGILIZAR ATENDIMENTO A PACIENTES

    PARA O SOCILOGO PAULO CABRAL, A UNIO ENTRE EMPRESAS QUE TM O MESMO PBLICO-ALVO UM DESDOBRAMENTO DO PROCESSO DE ESPECIALIZAO E SER CADA VEZ MAIS COMUM

  • 54 COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

    Gesto & Finanas

    Depois do Natal, o desafio: como iniciar o ano com o caixa equilibrado?

    O comeo de ano sempre um desafio s finanas das em-presas. Depois do pagamento da folha de funcionrios dobrada pelo dcimo terceiro salrio, vm os impostos e as faturas. Nessas horas, o crdito pode ser a soluo para no desequilibrar o caixa. O advogado e contador Clauber Neckel, da Neckel Contabilidade e Assessoria Jurdica, enftico: , indiscutivelmente, mais interessante fazer um emprstimo bancrio do que deixar os pagamentos de impostos atrasados. As multas e as correes de impostos so pesadas e tambm h restries, a empresa inadimplente no pode gerar certido negativa e no consegue participar de licitao. Neckel lembra que, alm do baque causado pelo custo elevado do benefcio natalino, as empresas tambm se deparam em janeiro com custos operacionais maiores, como despesas com tempor-rios, consumo maior de gua e luz, resultado da atividade pro-longada no ms de dezembro.

    PLANEJAMENTO E PRECISO

    Proprietria da rede Suprimac, que j existe h 26 anos, a empresria Leila Kemp (que tem 35 de experincia no merca-do) sabe bem o que enfrentar fim e incio de ano e, em 20 anos que trabalha com operaes de crdito, no tem dvidas

    de que invivel usar capital prprio para giro de mercadorias. Por isso, ela j inclui no planejamento anual as prestaes dos em-prstimos para giro e tambm usa linha de financiamento para o pagamento do dcimo terceiro salrio dos 180 funcionrios da rede, que conta com duas filiais e uma distribuidora. Para compor o estoque para este incio de ano, as compras j comearam bem antes, em julho do ano passado. J as despesas com im-postos, como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), entram no caixa prprio da empresa, dentro do calendrio anual de com-promissos. Leila afirma que o importante fazer os clculos com preciso, e recomenda: H muitas linhas de financiamento com taxas interessantes. Mas preciso considerar esses

    custos na composio da margem de lucro dos produtos.

    , INDISCUTIVELMENTE, MAIS INTERESSANTE FAZER UM EMPRSTIMO BANCRIO DO QUE

    DEIXAR OS PAGAMENTOS DE IMPOSTOS ATRASADOS, AFIRMA CLAUBER NECKEL

    LEILA KEMP ENSINA QUE OS CUSTOS COM LINHAS DE FINANCIAMENTO J ESTO

    PREVISTOS NA MARGEM DE LUCRO DOS PRODUTOS E QUE UTILIZA FINANCIAMENTOS

    COM TAXAS INTERESSANTES.

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    INFORMAES: (67) 3321-6292 | asindical@fecomercio-ms.com.br

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    VEJA COMO PARTICIPAR:

    Os contabilistas devero apresentar cpia da guia de recolhimento da contribuio sindical patronal

    exerccio 2012 devidamente quitada por seus clientes, contribuntes dos instituidores e parceiros, no

    perodo de 15 de fevereiro a 10 de abril de 2012, na sede dos instituidores e parceiros, quando

    ser substituda por cupom numerado.

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  • 55COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

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  • 56 COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

    Sindical

    Fundado em 25 de julho de 1953, o Sindicato do Comr-cio Varejista de Aquidauana, Anastcio e Regio nasceu da fora e determinao de empreendedores que h dca-das deram os primeiros passos rumo consolidao da ati-vidade varejista da regio. Alm de atender os municpios de Aquidauana e Anastcio, o Sindicato acolhe a demanda dos comerciantes das cidades de Miranda, Bodoquena, Nio-aque, Jardim, Bonito, Guia Lopes da Laguna e Maracaj, ofe-recendo aos empresrios benefcios como organizao de eventos tcnicos com palestras e debates, assessoria tcni-ca com atendimento pessoal e telefnico, auxlio na contra-tao e reciclagem de funcionrios com reunies mensais e apoio tcnico de profissionais especializados, alm dos cursos e treinamentos do SESC e SENAC. De acordo com o presidente Denire Carvalho, que est h sete anos frente do Sindicato, a mudana mais vis-vel nos ltimos anos foi a construo da sede prpria com apoio da prefeitura e tambm do SENAC. Esta nova casa tornou o Sindicato mais representativo e mais reconhecido. Ficamos mais prximos do Sistema Fecomrcio MS e suas aes, atividades e servios e, com isso, temos a oportunida-de de nos aperfeioarmos por meio de cursos e treinamen-tos oferecidos. Estamos nos tornando a cada dia um porto seguro para os lojistas, garantindo a eles um ambiente cada

    Preparar os empresrios para um comrcio forte e competitivoO Sindicato do Comrcio Varejista de Aquidauana, Anastcio e Regio perpetuou e deu origem a um varejo cada vez mais estratgico e tecnolgico, se destacando a cada dia por oferecer novas ferramentas, por exemplo, treinamentos e cursos em parceria com o Sistema Fecomrcio SESC e SENAC.

    vez melhor para uma gesto mais produtiva. Ainda de acordo com o Presidente, uma das melhores estratgias de divulgao das aes do Sindicato foi a implantao do site. Por meio do nosso portal da internet, possvel divul-gar as aes desenvolvidas pela casa. Alm da transparncia, conseguimos levar informaes referentes ao comrcio, aos servios e ao turis-mo s empresas e dirigentes da regio.

    ESTRATGIAS PARA 2012

    O Sindicato conta com 13 diretores e est com planos de aumentar a representatividade

    da classe neste ano. Para isso, preparou aes que devem atrair no s empresrios, mas toda a populao da regio. Uma sede prpria do SESC e do SENAC ser construda para melhorar

    SEDE PRPRIA, COM APOIO DA PREFEITURA E DO SENAC MS POSSIBILITA A OFERTA DE CURSOS TCNICOS PROFISSIONALIZANTES E TAMBM MAIOR APROXIMAO COM O EMPRESARIADO

    DENIRE CARVALHO: META EM 2012 SER CAPACITAR LDERES E EXECUTIVOS PARA ATUAREM EM PROL DAS EMPRESAS

    SIRN

    AY M

    ORO

    Unimed Campo Grande (sede)Rua da Paz, 883 - (67) 3389-2425 / 2421 / 2677Centro Mdico Unimed Rua Abro Jlio Rahe, 1440 - (67) 3321-5600Hospital Unimed Campo GrandeAvenida Mato Grosso, 4.566 - (67) 3318-6610

    Um exame preciso contribui para um diagnstico correto e, logo, um tratamento eficaz.

    O Laboratrio Unimed Campo Grande possui os equipamentos e profissionais capacitados para realizar exames de anlises clnicas em diversas especialidades. E ainda, o nico laboratrio do Estado e o primeiro do Sistema Unimed Brasil a receber o selo do PALC Programa de Acreditao de Laboratrios Clnicos, o maior programa de acreditao do setor na Amrica Latina.

    Por isso, para garantir a sua tranquilidade e a segurana da sua sade, escolha o Laboratrio Unimed Campo Grande.

    Postos de Coleta

    Laboratrio UnimedCampo Grande.

    Preciso e seguranaque garantem

    sua sade.

    ESTACIONAMENTO PRPRIO

  • 57COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

    o atendimento e a oferta de cursos que vo capacitar funcionrios do comrcio. A doao do terreno foi feita pela prefeitura. Alm dis-so, vamos manter nossa parceria com o Instituto Fecomrcio MS para que sejam realizadas pesquisas sazonais, cujos dados subsidiem os empresrios para a tomada de decises, afirma o presidente. Outro destaque para este ano a parceria com o SESC MS e a Prefeitura Municipal. Pelo convnio, o SESC ir oferecer tratamento dentrio gratuito populao com prioridade no atendimento aos funcionrios do comrcio varejista. A carreta do OdontoSESC deve ficar em Aquidauana por 120 dias, a partir de janeiro. Com a Fecomrcio MS, o presidente do Sindicato reafirmou o compromisso de seguir com as aes do Sistema de Excelncia em Gesto Sindical (SEGS) que no ano passado mostrou resultados favo-rveis e aplicveis aos interesses do Sindicato. Desejamos contribuir para a maturidade do Sindicato nos aspectos como associativismo e

    servios oferecidos aos empresrios. Neste incio de ano nossa meta ser capacitar lderes e executivos para melhor atuarem em prol dos interesses das empresas que representam.

    PARCERIAS COM EMPRESAS PRIVADAS E PBLICAS SO ESSENCIAIS PARA TORNAR O

    TERCEIRO SETOR MAIS ATUANTE

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    Um exame preciso contribui para um diagnstico correto e, logo, um tratamento eficaz.

    O Laboratrio Unimed Campo Grande possui os equipamentos e profissionais capacitados para realizar exames de anlises clnicas em diversas especialidades. E ainda, o nico laboratrio do Estado e o primeiro do Sistema Unimed Brasil a receber o selo do PALC Programa de Acreditao de Laboratrios Clnicos, o maior programa de acreditao do setor na Amrica Latina.

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    ESTACIONAMENTO PRPRIO

  • 58 COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

    Causa perplexidade a todos os ana-listas o fato excntrico de ostentar o Brasil as mais altas taxas de juros reais do mundo, tanto para o setor privado como para os ttulos do Tesouro Nacio-nal. De um modo geral, essas taxas so puxadas pela taxa bsica SELIC, fixada pelo Banco Central, cuja explicao ca-rece de uma justificao convincente. Coexistem, no Brasil, duas polticas monetrias: uma patrocinada pelo Go-verno, com vistas expanso dos em-prstimos do BNDES, CEF e Banco do Brasil, e outra comandada pelo Banco Central, que, presumivelmente, atuaria sobre o sistema de crdito privado. No fundo, a elevada taxa de juros SELIC, alm de influenciar o custo da colocao dos ttulos pblicos, tambm serve de parmetro captao de recursos pelos bancos comerciais e de investimentos, inclusive para os Fundos de Renda Fixa,

    que vendem quotas no mercado de capitais.

    A partir da, importante ressaltar que, apesar da nfase desproporcional que tem sido dada taxa SELIC, as taxas pagas pelos consumidores e empres-rios so muito mais elevadas. Isso se deve diferena entre a taxa pela qual

    os bancos tomam dinheiro emprestado e a taxa pela qual emprestam dinheiro, ou seja, o chamado spread bancrio. A taxa de juros mdia paga pelas pessoas fsicas, no Brasil, de 46% ao ano e pe-las pessoas jurdicas, 40% ao ano. Fica difcil imaginar a viabilidade de algum projeto perante esse custo de captao. Da a corrida aos emprstimos dos ban-cos pblicos.

    Mas isto no tudo, diante dos es-candalosos juros cobrados dos inocen-

    tes consumidores. Parece inacreditvel, mas, segundo a Associao Nacional dos Executivos de Finanas e Contabi-lidade (ANEFAC), a taxa mdia de juros paga pelo consumidor gira em torno de 6,5% ao ms ou 116% ao ano. No caso do cheque especial, a taxa mdia est em cerca de 8,2% ao ms. O argumento dos bancos privados, para justificar tamanha discrepncia,

    reside no chamado Custo Brasil, que seria o grande culpado pelas taxas es-tratosfricas cobradas dos clientes. til, ento, recorrer-se ao Relatrio de Economia Bancria e Crdito de 2009, o ltimo divulgado pelo Banco Central, no qual h uma decomposio do spre-ad bancrio, tornando possvel detectar

    as causas de seu inchao. Como demonstra o Relatrio, a car-ga tributria tem um peso considervel, respondendo por mais de 24,7% do to-tal do spread. A inadimplncia tambm possui um peso grande, sendo respon-svel por mais de 27% da totalidade. Alm disso, os custos administrativos dos bancos representam 14,6% do spre-ad. No entanto, o maior componente do spread bancrio a margem lquida dos bancos que responde por mais de 31% do total. Nesse contexto, a diminuio do spread no depende apenas da reduo da taxa SELIC, mas tambm do aumen-to da eficcia do Sistema Tributrio Na-cional, assim como de uma maior com-petio no mercado bancrio no Brasil, tornando-o mais eficiente e reduzindo seus lucros, com o que sairo favoreci-dos os consumidores, que, no caso, so tomadores de recursos.

    Assim, h um excesso de nfase, no Banco Central, quanto formulao da poltica monetria. Muitas das causas que colocam a inflao acima da meta fogem ao raio de ao da taxa SELIC. Se-ria, pois, do melhor alvitre, apostar em uma maior consonncia e consistncia entre a poltica monetria e a poltica fiscal, assim como no encaminhamen-to das reformas que possam resolver o problema da indexao e da cunha fis-cal que pesa sobre os juros bancrios. Adicionalmente, necessrio simpli-ficar o Sistema Tributrio e criar condi-es para elevar a competio entre as instituies financeiras, possibilitando a reduo do spread. Essas medidas con-tribuiriam, significativamente, para a queda das taxas de juros no Brasil e no apenas a queda da taxa SELIC. Isto, alm da correo necessria para impor limi-tes razoveis s extravagantes taxas de juros cobradas na utilizao dos cartes de crdito.

    Artigo

    As taxas de juros no Brasil Antonio Oliveira Santos, presidente da Confederao Nacional do Comrcio (CNC)

    LINHA DE CRDITO

    Juros Comrcio 5,60% 5,54% -1,07% -0,06%

    10,69% 10,69% 0,00% 0,00%

    8,25% 8,23% -0,24% -0,02%

    2,29% 2,24% -2,18% -0,05%

    4,58% 4,47% -2,40% -0,11%

    9,11% 8,94% -1,87% -0,17%

    6,75% 6,69% -0,89% -0,06%

    238,30% 238,30%

    158,90% 158,33%

    31,22% 30,45%

    71,15% 69,00%

    184,69% 179,41%

    118,99% 117,51%

    92,29% 90,99%

    TAXA MS

    AGOSTO/11 SETEMBRO/11 VARIAO VARIAO

    % PTOS. PRECENTUAISTAXA ANO TAXA MS TAXA ANO

    Carto de Crdito

    Cheque Especial

    Emprstimo pessoal(bancos)

    Emprstimo pessoal (financeiras)

    Taxa Mdia

    CDC - bancos

  • 59COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012

    Em 2012, sente-se conosco mesa de parceria e solidariedade O Programa Mesa Brasil SESC em Mato Grosso do Sul cumpriu risca com o seu papel de contribuir com a segurana alimentar e nutricional das pessoas em situao de maior vulnerabilidade.

    Ao mesmo tempo, atuou na reduo do desperdcio, mediante a doao de alimentos, no desenvolvimento de aes educativas e na promoo de solidariedade social.

    Mais de Hum milho e setecentos mil quilos de alimentos foram arrecadados e distribudos em 2011 em Mato Grosso do Sul.

    Com doao de 1.777.718 quilos de alimentos, em trs municpios: Campo Grande 888.972 quilos; Dourados 687.545 quilos e Trs Lagoas 201.201 quilos.

    O Programa beneficiou mensalmente 106.656 pessoas em 309 instituies atendidas, Campo Grande 76.716 pessoas, Dourados 26.674 pessoas e Trs Lagoas 3.266 pessoas.

    Esses nmeros foram alcanados em 2011 com a participao efetiva das empresas parceiras e doadoras. Em Campo Grande foram 153 empresas, Dourados 50 empresas e Trs Lagoas 13 empresas, solidrias com as aes do Programa.

    Em 2012, venha voc tambm para esta Rede Nacional de Solidariedade contra a Fome e o Desperdcio de Alimentos e faa parte desta ao que integra o SESC MS, empresas, instituies sociais e pessoas voluntrias no esforo conjunto para melhoria da qualidade de vida e da cidadania atravs da responsabilidade e solidariedade social compartilhada.

    Informaes:Campo Grande: (67) 3384-0050Dourados: (67) 3421-5070Trs Lagoas: (67) 3521-6799

    Mesa Brasil SESC em Mato Grosso do Sul, busca onde sobra e entrega onde falta.

    www.sescms.com.br

  • 60 COMRCIO & CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012