Revista Comércio & Cia - 6ª Edição

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    23-Mar-2016

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Revista do Sistema Fecomrcio MS.

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<ul><li><p>1COMRCIO &amp; CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012</p><p>P U B L I C A O B I M E S T R A L D O S I S T E M A F E C O M R C I O M A T O G R O S S O D O S U L | A N O 2 | E D I O N 6 | J A N E I R O / F E V E R E I R O 2 0 1 2</p><p>Shopping ou CentroO primeiro passo para acertar na escolha do local analisar o perfil da empresa.</p><p>Parcerias: Para atender com agilidade um cliente cada vez mais exigente, as parcerias se tornaram vitais.</p><p>DEVOLUOGARANTIDA</p><p>CORREIOS</p><p>Carreira &amp; MercadoProfissionais com mais de 40 anos esto cada vez </p><p>mais presentes no mercado de trabalho de MS</p><p>Meio Ambiente &amp; CidadaniaCidadesLei que obriga a medir a emisso </p><p>de gases poluentes comear a ser aplicada em abril.</p><p>Porta de entrada para o Pantanal, Aquidauana se destaca pelo turismo e polo comercial.</p></li><li><p>2 COMRCIO &amp; CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012</p><p>CAMPOS CARAND PRTICO, RPIDO E TEM TUDO QUE VOC PRECISA</p><p>Segunda a sbado das 7h s 21hDomingo e feriado das 7h30 s 20h</p><p>Frutas secas, castanhas e </p><p>conservasprodutos </p><p>nacionais e importados.</p><p>Os melhores vinhos as melhores </p><p>marcas e safras.</p><p>Frutas verduras e legumes fresquinhos todos os dias.</p><p>Grande variedade de pratos de sushi e sashimi. O melhor salmo de Campo Grande e produtos orientais como tofu, saque, shitake e shimeji fresco.</p><p>Rua Antonio Teodorowick, 10 Carand Bosque 1 Campo Grande MS Tel.: (67) 3213-1065</p><p>Domingo e feriado das 7h30 s 20h</p><p>Calcula-se que, no mundo, consumido 1 milho de sacos de plsticos por minuto, o que constitui problema ambiental em escalas preocupantes. </p><p>No vamos deixar que o plstico sufoque o Planeta: use sacolas de papel ou retornveis.A natureza agradece!</p><p>Utilize as sacolas de papel reciclvel que custam R$ 0,15. </p><p>Casacam</p><p>NsacA n</p><p>Ut</p><p>SACOLA DESCARTVEL CAMPOSPARTICIPE VOC TAMBM!</p><p>Aceitamos os cartes de dbito e crdito</p></li><li><p>3COMRCIO &amp; CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012</p><p>EDISON FERREIRA DE ARAJOPresidente do Sistema Fecomrcio </p><p>de Mato Grosso do Sul</p><p>Comear um novo ano sempre um desafio, principalmente quando se acumu-lam resultados positivos de anos anteriores. Em 2010 alcanamos nmeros jamais vistos, tanto na gerao de empregos e renda quanto nas vendas do comrcio va-rejista. Tambm podemos comemorar o saldo de 2011, ainda que com resultados mais modestos, considerando que j partimos de um patamar elevado. </p><p>Ao que tudo indica, as vendas no ms do Natal reagiram de 4% a 5%, um nmero significativo se pensarmos que tivemos em 2010 o melhor Natal em 10 anos. O consumidor est mais planejado, a pesquisa da Confederao Nacional do Co-mrcio de Bens, Servios e Turismo (CNC) de dezembro apontou que o ndice de famlias endividadas em Campo Grande atingiu 43,1%, o menor patamar do ano.</p><p>O saldo de empregos tambm se manteve alto, com acrscimo de mais de 32 mil vagas at novembro, praticamente a metade no setor tercirio. O que podemos esperar daqui para frente e como ser assertivo na deciso de abrir ou expandir a empresa? Preparamos esta edio da Revista Comrcio &amp; Cia com opinio de es-pecialistas e cases de sucesso que podem ajudar a dirimir essas dvidas. Em um cenrio de investimentos pesados em infraestrutura, esperamos para 2012 bons resultados na gerao de empregos, inclusive com a valorizao daqueles profis-sionais maduros, com idade acima dos 40 anos, antes praticamente margem do mercado de trabalho.</p><p>Mas para que a gerao de vagas esteja em alta preciso que os empregado-res sejam bem-sucedidos em seus negcios e o primeiro passo nesta trajetria acertar na escolha do local que vai abrigar o empreendimento. Centro ou shop-ping? Elencamos as vantagens, desvantagens e o ponto crucial para a tomada de deciso: definir o pblico-alvo. Seja qual for, a clientela cada vez mais exigente, quer qualidade e velocidade de atendimento, um perfil que estabeleceu um mo-delo cada vez mais utilizado de atuao no setor tercirio: as parcerias. </p><p>A edio tambm traz um apanhado das aes do Sistema Fecomrcio MS em suas bases, ouvindo os sindicatos em seus municpios, recebendo suas sugestes e encaminhando demandas. Entre os municpios pujantes de nosso Estado, desta vez destacamos Aquidauana, considerada porta de entrada para o Panta-nal, com a economia baseada no campo e no comrcio. </p><p>Enfim, preparamos com muito zelo esta nova edio, que traz um farto cardpio de notcias no intuito de contribuir com o nosso setor e tambm reforar que o ambiente de otimismo para este incio de ano. A equipe da Revista Comrcio &amp; Cia pede licena para entrar na sua empresa e deseja uma tima leitura.</p><p>Palavra do Presidente</p></li><li><p>4 COMRCIO &amp; CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012</p><p>SumrioP U B L I C A O B I M E S T R A L D O S I S T E M A F E C O M R C I O M A T O G R O S S O D O S U L | A N O 2 | E D I O N 6 | J A N E I R O / F E V E R E I R O 2 0 1 2</p><p>Comerciantes abordam vantagens e desvantagens nos empreendimentos localizados em ruas e avenidas e tambm nos shopping centers.</p><p>Aquidauana passa por mudanas econmicas e sociais. Com forte vocao turstica, empreendedores investem no segmento e tambm no setor tercirio.</p><p>O superintendente regional do trabalho Anzio Pereira Tiago aposta no aquecimento da economia e fala, ainda, sobre os desafios para 2012.</p><p>06 14 18Capa</p><p>10. Economia MS Filiais. A expanso geogrfica revela o vigor do comrcio varejista. O nmero de filiais aumentou quase 14% em 2011 comparado a 2010.</p><p>22. Comrcio &amp; Servios Aumenta o nmero de servios personalizados direcionados para uma clientela que busca agilidade e qualidade no atendimento.</p><p>26. Estratgia Reunies de planejamento melhoram o atendimento, mostram o potencial da equipe, lanam metas e desafios. Se a empresa j faz, pode melhorar; se no, a hora de comear.</p><p>28. Carreira &amp; Mercado Em 2011, pessoas com mais de 40 anos foram contratadas 15,4% a mais do que 2009. Por que as empresas esto oferecendo mais oportunidades para eles?</p><p>34. Tecnologia &amp; Inovao Quem no visto no lembrado. Empreendedores tm de investir no ambiente virtual para no serem massacrados pelos concorrentes.</p><p>36. Ponto de Vista Alvira Melos explica como a Feira Turstica e Central de Campo Grande se prepara para o futuro e se tornar mais do que uma referncia para a capital. </p><p>38. Empresrio do Ms Roberto Rech, um dos scios da PANAM, conta a trajetria do empreendimento no Estado e as expectativas para 2012.</p><p>Cidades Entrevista</p></li><li><p>5COMRCIO &amp; CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012</p><p>PRESIDENTE DA FECOMRCIO/MSEdison Ferreira de Arajo</p><p>DIRETORIA</p><p>1 VICE-PRESIDENTEDenire Carvalho</p><p>2 VICE-PRESIDENTEJos Alcides dos Santos</p><p>1 SECRETRIOHilrio Pistori</p><p>2 SECRETRIOManoel Ribeiro Bezerra</p><p>1 TESOUREIROSebastio Jos da Silva</p><p>2 TESOUREIRORoberto Rech</p><p>SUPLENTES DA DIRETORIARicardo Massaharu Kuninari; Valdir Jair da </p><p>Silva; Carlos Roberto Bellin; Benjamin Chaia; lvaro Jos Fialho; Cludio Barros Lopes </p><p>SINDICATOS REPRESENTADOS PELA FECOMRCIO/MS</p><p>Sind. do Com. Atacadista e Varejista de Dourados; Sind. do Com. Varejista de Amambai; Sind. do Com. Varejista de </p><p>Aquidauana e Anastcio; Sind. do Com. Varejista de Campo Grande; Sind. do Com. </p><p>Varejista de Corumb; Sind. do Com. Varejista de Gneros Alimentcios de Campo Grande; </p><p>Sind. do Com. Atacadista e Varejista de Materiais de Construo de Campo Grande; </p><p>Sind. do Com. Varejista de Navira; Sind. do Com. Varejista de Paranaba; Sind. do Com. Varejista de Trs Lagoas; Sind. do </p><p>Com. Varejista de Ponta Por; Sind. do Com. Varejista de Produtos Farmacuticos de MS; Sind. dos Despachantes Documentalistas do </p><p>Estado de Mato Grosso do Sul;Sind. dos Representantes Comerciais do Estado de Mato Grosso do Sul; Sind. dos Centros de Formao de Condutores de </p><p>Veculos do MS; Sind. dos Revendedores de Veculos Automotores de C. Grande</p><p>SUPERINTENDENTE DA FECOMRCIO/MSReginaldo Henrique Soares Lima</p><p>DIRETOR SUPERINTENDENTE IFMSThales de Souza Campos</p><p>DIRETOR REGIONAL DO SENAC/MSVitor Mello </p><p>DIRETORA REGIONAL DO SESC/MSRegina Ferro</p><p>COORDENADORA DE COMUNICAONbia Cunha</p><p>Visitas a sindicatos do comrcio varejista oportunizam a troca de conhecimento sobre as aes e os servios do Sistema S e de cada categoria.</p><p>O PRONATEC, do Governo Federal, vai oferecer qualificao para alunos do ensino mdio e para beneficirios do seguro- desemprego e do bolsa-famlia.</p><p>32 Fecomrcio MS</p><p>46. Legislao Dispensar funcionrios deve ser um ato de gesto bem pensado, pois a Lei do Aviso Prvio impe regras que podem onerar o financeiro da empresa.</p><p>48. Nosso Ambiente &amp; Cidadania Lei sobre Inspeo Veicular deve ser aprovada neste semestre e MS ser um dos primeiros estados a aderir.</p><p>52. Parcerias Empresas com o mesmo pblico-alvo unem esforos para oferecer variedade de servios, com qualidade e agilidade. Uma tendncia que s tem a crescer.</p><p>54. Gesto &amp; Finanas As despesas de incio de ano devem ser previstas pelas empresas para no desequilibrar o caixa. Planejamento e organizao ajudam os empresrios.</p><p>56. Sindical Trabalho em conjunto com empresas pblicas e privadas ir fortalecer as aes do Sindicato do Comrcio Varejista de Aquidauana e Anastcio.</p><p>58. Artigo Presidente da CNC Antonio Oliveira Santos fala sobre as taxas de juros.</p><p>42 Senac/MS</p><p>EDIO: Infinito Comunicao Empresarialinfinitocomunica@gmail.com</p><p>EDITORA-CHEFE: Neusa Pavo MTB/MS 035</p><p>REPORTAGEM: Neusa Pavo, Fernanda Mathias MTB/MS 041, Marineiva Rodrigues MTB/MS 114, Rosana Siqueira MTB/MS 08, Diogo Rondon, Michele Abreu</p><p>REVISO: Vanderlei Verdoim</p><p>FOTOS: Mrio Bueno MTB/MS 166; Edson Ribeiro MTB 050</p><p>PROJETO GRFICO E DIAGRAMAO: Futura Marketing e Propaganda</p><p>COMERCIALIZAO: Departamento de Relaes com o Mercado - FECOMRCIO/MS</p><p>PUBLICIDADE: Cndido da Costa Silva</p><p>GESTORA DE RELAES COM O MERCADO: Ionise Catarina Piazzi Tavares</p><p>CONSULTORA DE RELAES COM O MERCADO: Ctia de Almeidacomercial@fecomercio-ms.com.br</p><p>Rua Almirante Barroso, 52, Bairro Amamba, CEP: 79008-300, Campo Grande/MS Fone: (67) 3321-6292 / Fax: (67) 3321-6310</p></li><li><p>6 COMRCIO &amp; CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012</p><p>Capa</p><p>Fator de diferenciao que pode ser o primeiro passo para o sucessoMuitos brasileiros sonham em abrir o prprio negcio, mas no sabem por onde comear. Escolher o ponto comercial o primeiro passo, mas nessa hora tambm surge a dvida: abrir uma loja nas vias centrais da cidade ou em shopping centers? Uma boa localizao do comrcio pode ser a chave para alcanar o sucesso. </p><p>Escolha do ponto</p><p>Segundo estudo feito pelo Centro de Excelncia em Vare-jo da FGV/EAESP, o primeiro passo analisar qual o perfil do negcio. Isso significa saber quem o pblico-alvo e que produto ou servio se deseja vender, alm de avaliar os prs e os contras de cada situao antes de decidir. Outra dica analisar as possibilidades, pois cada local tem vantagens e desvantagens. No momento da escolha importante observar tambm se o negcio se encaixa no perfil do lugar. Alm de oferecer a infraestrutura apropriada e permitir que o comrcio expan-da, caso seja necessrio, a localidade deve ser de fcil acesso aos clientes e fornecedores. O estudo da FGV aponta que, ao comparar os espaos disponveis nas ruas e em shoppings, os empresrios usam o item custo como fator preponderante - e, para muitos, usa-do como critrio definitivo - j que h uma notvel diferena de valores entre as duas opes. Deixando esse indicador de lado, outro ponto a ser consi-derado se o produto ou servio a ser oferecido adquirido de forma planejada ou se algo que costuma ser comprado por impulso. Em se tratando de uma compra planejada, a melhor opo so as lojas nas ruas ou avenidas da cidade. Mesma orientao quando os produtos tm menor valor agregado, cuja margem de lucro mais baixa. Agora, se a inteno atrair consumidores dispostos a gastar por com-pulso, o shopping a melhor alternativa. Segundo o consultor em Empreendedorismo Cludio Forner, na hora de abrir um estabelecimento, seja uma loja em via pblica ou em shopping center, preciso considerar determinadas caractersticas de segmentao ou mix de lo-jas e servios. Outro ponto a ser levado em conta, segundo o consultor, a classe social dos frequentadores de ambos os </p><p>locais. Isso determinante para o sucesso de um empreen-dimento na rea do varejo.</p><p> SEGURANA</p><p> Ricardo Kuninari, dono da rede de franquias Le Postiche em MS, acredita que o item segurana um dos fatores pri-mordiais na hora de escolher um ponto comercial, e que o comrcio nas ruas ou avenidas sai em desvantagem nesse quesito. Apesar disso, o empresrio aposta na diversificao dos pontos para atender bem o cliente e garantir o sucesso da marca e o retorno nas vendas.</p><p> Tenho oito lojas em Campo Grande e uma em Dourados. Minhas lojas esto espalhadas pela cidade, pois minha prio-ridade atender a todas as faixas de pblicos e, de prefern-cia, em momentos e horrios que eles possam ir at as lojas. Quanto mais opes eu ofereo, melhor para ambas as partes. Para ter um comrcio, independentemente do local, preciso estar preparado. Foco e dinamismo fazem a diferena. Em relao ao comrcio no centro, Kuninari diz que um dos aspectos positivos o fluxo de pessoas, principalmente com a hora extra durante o horrio de vero. As pessoas saem dos seus trabalhos mais dispostas a ficar na rua. Elas aproveitam o sol para seus afazeres antes de irem para casa e fazer compras um deles.</p><p> ORGANIZAO </p><p> J a rede de lojas Riachuelo prefere investir em shopping centers, segundo o gerente de Expanso Marcos Tadeu. Nos-so foco em shopping centers por serem um centro comercial organizado. Temos a garantia de que a administrao centra-lizada cuidar do mix de lojas, da segurana, limpeza, entre outros. A principal desvantagem, se que podemos classifi-</p></li><li><p>7COMRCIO &amp; CIA JANEIRO/FE VEREIRO 2012</p><p>car desta forma, termos que contar com a capacidade de gesto dos administradores do shopping, mas isto no tem sido problema. </p><p> Segundo o gerente, as lojas nas vias pblicas so esco-lhidas por oportunidades ou em casos especficos. Ele diz que a principal vantagem desse ponto comercial a pre-sena de grande fluxo de pessoas dispostas a comprar e no apenas passear. A maior desvantagem a falta de uma gesto centralizada, o que pode comprometer a qualidade do entorno, principalmente se o poder pblico no atuar.</p><p> DIVERSIFICAO </p><p> Aps dois anos trabalhando apenas com uma loja na rea central de Campo Grande, a empresria Luciana Fer-reira Tondati, dona da loja de roupas feminina Cianitta, em Campo Grande, resolveu abrir uma filial em um shopping da cidade. Ela acredita que os dois pontos tm aspectos po-sitivos e negativos. No shopping, a principal vantagem a concentrao maior do pblico, quase que constante, alm do fator segurana. As lojas centrais tm sofrido com o van-dalismo. A vantagem do centro, com certeza, o custo, que bem menor.</p><p> A empresria cita ainda outro fator que considera van-tajoso para as lojas nas ruas ou avenidas. Percebo que no centro as pessoas entram de fato para comprar; j na loja do shopping existe muita especulao; creio que pela quantidade de lojas do mesmo segmento to prximas. A concorrncia acirrada. Luciana Tondati est otimista com o novo empreendimento e j faz planos para ampliar. Es...</p></li></ul>