Revista Correios 4ª edição

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    08-Apr-2016

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jan/fev 2015 - Revista Correios 1 Edio n4 jan/fev 2015Publicao produzida porCorreios no Rio 2016Esporte, desafios e negciosA gente joga juntoCorreios e MPEs Gesto AmbientalParceria gera fomento e competitividadeResponsabilidade para o amadurecimento sustentvelPublicao produzida por2 Revista Correios - jan/fev 2015NEGCIOSolues que aproximam.MISSOFornecer solues acessveis e confiveispara conectar pessoas, instituies enegcios, no Brasil e no mundo.VISOSer uma empresa de classe mundial.VALORESticaMeritocraciaRespeito s pessoasCompromisso com o clienteSustentabilidadeIdentidade CorporativaFale com os Correios correios.com.br/ouvidoria correios.com.br/acessoainformacao 3003 0100 (capitais e regies metropolitanas) 0800 725 7282 (demais localidades) Sugestes: 0800 725 0100jan/fev 2015 - Revista Correios 3 ndice04 EntrevistaVice-presidentes falam das reas de administrao e de gesto de pessoas12 Bastidores dos CorreiosCentral fortalece a comunicao dos clientes com a empresa18 Gigante pela prpria naturezaSaiba tudo sobre a participao dos Correios no Rio 201630 Toda a beleza dos Campos GeraisPaisagens nicas encantam visitantes no Paran34 Nascido para saltarConhea a histria de Csar Castro, destaque dos Saltos Ornamentais183034Sees02 Editorial 03 Fica a dica 08 Eu, Correios 10 Nosso negcio 14 Sustentabilidade 16 Cultura e sociedadeEmpregadoNegcioTemas por coresPatrocnioInstitucionalCapa e Entrevista4 Revista Correios - jan/fev 2015EditorialRevista Correios - Ano I - n 4 - jan/fev 2015Diretoria ExecutivaPresidente: Wagner Pinheiro de Oliveira Vice-presidente de Administrao: Clia Corra Vice-presidente de Negcios: Morgana Cristina Santos Vice-presidente de Clientes e Operaes: Glria Guimares Vice-presidente de Tecnologia e Infraestrutura: Antnio Luiz Fuschino Vice-presidente Econmico Financeiro: Lus Mrio Lepka Vice-presidente de Gesto de Pessoas: Nelson Luiz Oliveira de Freitas Vice-presidente de Logstica e Encomendas: Jos Furian Filho Vice-presidente Jurdico: Cleucio Santos Nunes Chefe de gabinete da Presidncia: Adelson TellesExpediente Revista Chefe do DERIN: Alexandre Case Coordenao-geral: Waldenice Preusse Reis Textos: Amanda Madureira, Andria Nobre, Caio Nantes, Flvia Drummond, Marcos Nunes e Priscilla Audi Colaborao: Leonel dos Santos Rosa, ASCOM/PR, ASCOM/RJ Projeto Grfico: Manoela MarcuzzoDiagramao: Hisla Sena e Manoela Marcuzzo Ilustrao: Leonel dos Santos RosaTiragem: 150.000 exemplaresO"Time Correios do Brasil" se une, faz a fora, cria novas oportuni-dades de negcios, gera visibi-lidade e aumenta a sua competitivi-dade como patrocinador e operador logstico oficial dos Jogos Olmpicos e Paralmpicos Rio 2016. Confira a ma-tria de capa e, ao folhear a Revista, voc ver que, alm de ser o palco do maior evento esportivo do planeta, o Rio muito mais. L voc tambm consegue desfrutar de histria, arqui-tetura e arte nos centros culturais da cidade maravilhosa.Por falar em bastidores, essa edi-o mostra como a Central de Aten-dimento dos Correios trabalha inces-santemente em prol da qualidade e melhoria dos servios prestados pela empresa aos seus parceiros comer-ciais e ao cidado. P no cho, mo na massa, mente alerta e ativa sempre fo-ram sinnimo do trabalho dos nossos empregados, que no medem esforos desde a contribuio de formiguinha com hbitos dirios sustentveis s maravilhosas idas e vindas de uma histria de emoes e vida contada por quem j foi carteiro. Ufa! Haja corao! Est tudo aqui, nas prximas pginas.E no para por a! Voc ler tam-bm sobre o comprometimento da instituio mais confivel do pas na rea de gesto de pessoas, o que est sendo feito, quais so as perspectivas para a rea de sade, sustentabilida-de, incluso social, bancria e de que forma uma gesto estratgica volta-da para resultados e a melhoria dos processos contribuem para o avano dos Correios na fala de dois de nos-sos vice-presidentes.Informe-se. Saiba um pouco mais sobre a sua empresa nestas linhas. Voc tambm faz parte do timao dos Correios, seu trabalho contribui inte-gralmente para o sucesso de todos e para consolidao de novas conquis-tas. A gente joga junto!Equipe da Revista Correios Time Brasil, time dos Correios, Time Correios do BrasilExpedientejan/fev 2015 - Revista Correios 5 Fica a dicaAlguns podem afirmar que s os mais ingnuos e desavisa-dos so vtimas de golpes ou fraudes, dada a quantidade de infor-maes disponveis facilmente. Na internet, por exemplo, a praticidade oferecida diretamente proporcio-nal facilidade para se cair em um golpe. Mas pesquisas mostram que, ampliando a lista de vtimas, es-to os espertos e os leigos e, nessa hora, a justificativa da ingenuidade parece no fazer mais sentido.Usando de oportunismo e cria-tividade, fraudadores criam as si-tuaes mais inusitadas, e, em sua maioria, compatveis com a reali-dade. So casos que levam at os mais cticos a acreditar que esto diante de um fato real. Por essa ra-zo, muito importante ficar aten-to e sempre conferir a autenticida-de do que apresentado. Compras na web: fuja das armadilhasDe acordo com uma pesquisa sobre segurana em transaes eletrnicas, realizada em 20 pases, mais segu-ro comprar pela internet no Brasil do que nos Estados Unidos. Ainda assim, 30% dos consumidores brasileiros ainda so vtimas dos golpistas. Para se ter ideia, 1 em cada 4 brasileiros j foi vtima de fraude com carto de crdito na web. Havendo suspeita de fraude, a primeira medida a ser tomada ten-tar contato com o site envolvido para esclarecer se trata-se ou no de uma fraude. Constatada a armadilha, hora de contatar os rgos de defesa do consumidor, tal como PROCON, e procurar o apoio dessas instituies. Se ainda assim no houver soluo, deve-se procurar a polcia, preferen-cialmente as delegacias especializa-das em crimes eletrnicos.Verifique se h evidncias da compra tais como: comprovantes de pagamento, e-mails de cadastro e de confirmao das compras, uma vez que eles sero importantes para o trabalho de investigao no intui-to de identificar os responsveis. Proteja seu computadorUtilize alguns programas que iro formar uma camada de proteo contra algumas ameaas: Antivrus, Firewall pessoal e Anti-Spam.Barra de endereos do navegador: seu aliadoDurante a navegao, verifique se o endereo digitado no mudou. Caso seja uma conexo segura (aquela conexo com endereos iniciados em https:// e com o cadeado ativado), clique no cadeado e verifique se a informao do certificado corresponde com o endereo na barra de endereos do navegador.PagamentoUma das formas rotineiras de aplicao de golpes a exigncia de pagamentos antecipados. Certifique-se sobre a procedncia do site e em caso de dvida, contate a empresa atravs do atendimento on-line ou telefone fixo. Ao sentir qualquer desconfiana, no efetue o pagamento.Participao de sorteiosTodo sorteio deve estar devidamente regularizado atravs da Caixa Econmica Federal, do SEAE (Secretria de Acompanhamento Econmico) ou SUSEP (Superintendncia de Seguros Privados).EmailsNo abrir, em hiptese alguma, anexos de emails vindos de desconhecidos ou mesmo de conhecidos mas com texto suspeito.Prticas para evitar fraudes na internet Fonte: http://www.internetsegura.org1 em cada 4 brasileiros j foi vtima de fraude com carto de crdito na webInformao: melhor arma contra o golpeOs criminosos no buscam desafios, e sim oportunidades. Se voc der chance, ser uma vtima". Ex-fraudador americano Frank Abagnale Jr6 Revista Correios - jan/fev 2015Entre aspasA Vice-Presidncia de Administrao muito importante para a empresa, porque se ela no funcionar toda a rea finalstica fica comprometida. Na Ad-ministrao somos responsveis pelos segmentos de contrataes e gesto de contratos, que est sob a responsa-bilidade da Central de Compras; pelo planejamento e gesto de estoques de todo material que encaminhado tanto para Administrao Central quanto para as Regionais, de responsabilidade da Central de Suprimentos. Tratamos tambm dos assuntos relacionados a veculos, patrimnio, passagem area, servios de copa, jardinagem, adminis-trao predial, coordenado pela Central de Servios Gerais. Somos responsveis ainda pela normatizao de servios e de patrimnio; pela coordenao dos trabalhos de BTS e das aes estrat-gicas do Transporte Areo e do HUB Campinas, projetos estruturantes para nossa logstica, que so administrados pela Assessoria.Quando participei do Conselho de Administrao (Clia j foi membro do CA dos Correios), tinha uma percep-o macro da empresa. Com a minha chegada vice-presidncia pude ter uma viso do que realmente acontece no dia a dia dos Correios. A primeira providncia foi ouvir e registrar todas as observaes da equipe. A partir da, realizamos um primeiro encontro com todos os gerentes, chefes de departa-mentos e assessores para discutirmos os rumos que iramos tomar em 2014, ou seja, elaboramos nosso planeja-mento estratgico. A partir do Plano Estratgico 2020, e dentro das nossas Quais so as reas da Administrao dos Correios?Administrando a casaO objetivo de Clia Correa, a vice-presidente de Administrao dos Correios, a melhoria dos processos da rea e fazer uma gesto voltada para resultados. Veja nesta entrevista como ela pretende fazer issoE o que temos de avano?Quais so os planos para 2015?competncias como administrao, de-finimos nossa misso, viso e objetivos. Institumos uma rede de administrao onde so feitas videoconferncias com as regionais, visando ao cumprimento do que est previsto no planejamento estratgico. Tambm institumos o F-rum de Boas Prticas, em que trazemos todo ms experincias bem sucedidas nas reas de gesto e administrao. Com isso, criamos o Prmio de Boas Prticas, onde premiamos trabalhos dos nossos empregados, que podem ser teis para toda a empresa.Vamos consolidar as conquistas de 2014. Na parte de contratao, nossa preocupao com os prazos. A con-tratao no uma responsabilidade isolada da vice-presidncia de admi-nistrao, s depois de sermos deman-dados que comeamos o processo. Uma das evolues na rea foi dividir a responsabilidade com todos os superin-tendentes executivos, a fim de montar uma matriz de responsabilidade para saber o que cada um vai fazer para ten-tar diminuir esses prazos. Melhoramos muito, mas nossa meta contratar em 90 dias, incluindo a pesquisa de preo. Hoje, sem a pesquisa, nossa mdia j de 109 dias. H algumas dificuldades internas, assim como externas, onde podemos citar fornecedores que no apresentam os documentos que a legislao exige, licitao deserta, entre outras situaes. Precisa haver mudan-a de comportamento. Percebemos uma integrao maior das equipes, bus-cando o aprimoramento dos processos. No podemos desistir na busca do que chamamos gesto por resultado.jan/fev 2015 - Revista Correios 7 Na rea de patrimnio, estamos trabalhando na construo de uma poltica de controle. preciso ter algo que oriente as regionais, seja para alienao de imvel, condies para locao, entre outras. Em 2014, realizamos 38 leiles e arrecadamos R$ 16 milhes s no desfazimento de bens inservveis. Vamos insistir nesse processo, com isso desocupa espao, desonera a empresa e arrecada recei-ta. Vamos continuar no desafio dirio de conter despesas, estipulando limite de passagem e hospedagem, estimu-lando a reduo do uso de papel e incentivando as videoconferncias, assim, contribuindo para a sustenta-bilidade. So ganhos que no dia a dia vo agregando valor aos resultados da empresa. Vamos continuar apostando na melhoria da rea documental, com a reduo da quantidade de papel es-tocado, visando liberao de grande parte das nossas estantes. Estamos elaborando a integrao dos sistemas para controlar a rea de suprimentos, a fim de remanejar adequadamente os produtos. Com a integrao possvel ter um controle melhor sobre os pro-dutos que so distribudos para as DRs.Se tem algo que o empregado perceba, no dia a dia, pode entrar em contato por e-mail para expor sua crtica e/ou sugesto. O capital da empresa feito de pessoas, e o grande desafio manter o empregado integrado. Por isso ele tem que ter a liberdade de reclamar, de propor melhorias, pois essa atitude colabora para o trabalho da diretoria da empresa. Quem est na rea de ad-ministrao tem que ter a sensibilidade de perceber os mnimos detalhes que podem estar travando o bom funcio-namento da empresa. A autoavaliao feita com toda a equipe da VIPAD, alm de todas as outras vice-presidncias, permitiu perceber onde podemos melhorar nossos processos. Quando voc ouve, esse eco emite o tom que voc deve caminhar. Temos hoje uma facilidade enorme de ouvir crticas e estamos crescendo com elas.Quais so os projetos em andamento?Como os empregados podem contribuir para a administrao?Clia Correa vice-presidente da VIPADCaio Nantes - Correios8 Revista Correios - jan/fev 2015Entre aspasTornar-se uma empresa de Classe Mundial o nosso principal objetivo com o Plano Estratgico Correios 2020. Para isso, as pessoas nosso principal patrimnio devem ser estimula-das para se envolver e abraar esse desafio. A rea de Gesto de Pessoas contribui fortemente ao refinar o seu olhar para os processos internos da empresa, valorizando a meritocracia, o dilogo e a negociao permanente entre as partes interessadas. Com isso, estimula-se o crescimento e o desenvolvimento pessoal por meio da capacitao sistemtica, especialmen-te das reas finalsticas e das lideran-as. Tambm estamos aprimorando e fortalecendo as aes de sade ocupacional pela utilizao do novo modelo de gesto, moderno e dinmi-co, incorporado na Postal Sade.O empregado o nosso maior ativo. Nos-sa empresa, uma das maiores emprega-doras do pas, valoriza e respeita seus co-laboradores colocando toda a estrutura da rea de Gesto de Pessoas em funo do desenvolvimento, do apoio e preven-o sade e do dilogo e negociao permanente com a sua fora de trabalho. Diante dessas condies bsicas e do acesso ao aparato tecnolgico cada vez mais amplo e moderno, nossos empre-gados tero contribuio imensurvel no resgate da credibilidade e do aumento da receita e lucros da empresa. por meio da melhoria da qualidade que se opera uma nova relao de confiana, condio preponderante para sermos uma empresa de classe mundial. Como a rea se insere no plano estratgico 2020?Sustentabilidade e comprometimento Ser a instituio pblica com a melhor avaliao de confiana do pas exige da empresa um olhar especial sobre as pessoas. Conhea as perspectivas da rea de Gesto de Pessoas, comandada pelo vice-presidente Nelson Luiz Oliveira de FreitasComo o empregado pode contribuir para a rea atingir seus objetivos?Descreva as perspectivas para os prximos anos.Quais foram os avanos na rea de Gesto de Pessoas ao longo desta gesto? Para os prximos anos, a rea de Ges-to de Pessoas atuar na consolidao da liderana no mercado brasileiro de encomendas expressas. Alm disso, atuar como agente de incluso social, digital e bancria no Brasil, alm da constante busca da hegemonia em outras modalidades do comrcio de encomendas e logstica. Tudo isso encaminha-nos para o nosso maior desafio: transformar os Correios numa empresa que aprende. Esse aprendi-zado organizacional inclui a busca do conhecimento permanente e a capa-citao constante de suas lideranas e ser o vetor capaz de romper com os velhos dogmas e apontar para as trans-formaes e para os novos paradigmas na gesto estratgica de pessoas. A rea de Gesto de Pessoas avanou em diversas frentes. Como destaque, foi definido um Modelo de Merito-cracia e Gesto por Competncias, articulado com um Modelo de Sistema de Liderana, que valoriza os mritos requeridos dos empregados e atribui recompensas queles que se destacam na empresa ao vincular suas compe-tncias e valores aos objetivos estrat-gicos. Diante disso, o aprimoramento do PCCS, no escopo do Projeto de Remunerao e Carreira, permitir am-pliar o grau de aderncia do sistema de remunerao da empresa s prticas salariais do mercado e a elevao do nvel de atrao e reteno de capital intelectual. Visando a captao de pes-soas, estamos preparando o concurso pblico para efetivo e analisando a jan/fev 2015 - Revista Correios 9 possibilidade de realizao de concur-so para contratao temporria. Outro avano importante est na sintonia do programa de bolsas de estudos com as necessidades da empresa. A cooperao com as diversas entidades parceiras dos Correios nos permite oferecer ao empregado a oportunida-de de crescimento e aprimoramento profissional e satisfao pessoal. Tambm, recentemente, implantamos o Sistema Nacional de Negociao Per-manente, com a premissa do dilogo entre os representantes da empresa e dos empregados, minimizando os conflitos nas questes trabalhistas e sindicais. Esse dilogo contnuo com as entidades sindicais permitiu a assi-natura do Acordo Coletivo de Trabalho 2014/2015, com 14 novas clusulas em relao ao Acrdo anterior. A criao da Postal Sade surgiu diante das preocupaes com a sade ocupacional e a melhoria do atendi-mento aos empregados, visando modernizao dos servios prestados e a reduo de custos. Com nova filosofia de gesto (autogesto pessoa jurdica vinculada), a Postal Sade promoveu diversas aes de melhoria, como a negociao de preos de servios/materiais mdicos com a rede creden-ciada para reduzir custos; a melhoria dos processos de auditoria mdica e de processamento de contas mdicas; o faturamento centralizado; as facilidades para a marcao de consultas e atendi-mento pelas empresas conveniadas e especialmente a reduo da burocracia para o empregado com o uso do Carto de Identificao do Beneficirio-CIB. Ainda, demonstrando respeito aos empregados, foi institudo o Comit Pa-ritrio de Qualidade do Plano de Sade, composto por quatro representantes da empresa e quatro representantes dos trabalhadores, com a finalidade de resolver questes atinentes ao cumpri-mento das clusulas de acordo coletivo relativas ao Plano de Sade.E o que est sendo feito na rea de sade?Nelson Freitas vice-presidente da VIGEPCaio Nantes - Correios10 Revista Correios - jan/fev 2015Eu, CorreiosVida de Carteiro A Revista Correios convidou o Leonel, que trabalha na Universidade dos Correios, para escrever uma crnica sobre suas andanas na poca que era carteiro. E ele ainda nos presenteou com a ilustraoIlustrao: Leonel dos Santos Rosa jan/fev 2015 - Revista Correios 11 C onvidaram-me a escrever uma crnica, algo so-bre o Dia do Carteiro. Ainda h o que falar? A cada 25 de janeiro ele extensamente homena-geado, isso por quase meio sculo. Ser que sobrou al-guma nesga de assunto pra mim? Sempre sobra. Esta-va no espelho, na minha prpria vida. Resolvi falar de quando fui carteiro, por que no? Afinal, ex-carteiro tambm tem histria.Tive um encontro casual comigo mesmo; comecei a crnica como se fosse estafeta. Nossa, soou arcai-co algo que aconteceu no incio dos anos 90. Verdade que quem j foi estafeta, mensageiro, entregador de cartas, distribuidor de correspondn-cia postal, carteiro, acaba impreg-nado. No pelo nome ou cargo, mas pela magia que est por trs, as lem-branas da profisso, que marcam e persistem ao longo dos anos.Todo dia eu acordava s seis da manh, tomava banho, um caf sim-ples, escovava os dentes. Ento, bei-java a patroa e as crianas e ia para o ponto de nibus, vestindo azul e amarelo, pronto para o trabalho. No lia jornal, fazia-o nos intervalos, no Centro de Distribuio Domiciliria. Entrava s oito da manh e saa s cinco da tarde. No trabalho, sempre a mesma rotina. Ajudava a descarregar as Kombis. Caixetas, malo-tes, contineres lotados, correspondncias, que em breve estariam nas caixas de correio das casas da regio que o centro cobria, em torno de 24 distritos.Eu tinha o apelido de Ligeirinho. Rpido para triar, colecionar, separar, entregar. Na disputa de velocidade: Csar, Ronaldo, Nivaldo e outros, que j nem lembro os nomes. A correria era grande. Por mos geis passavam milhares de nomes, CEPs, nmeros, logradouros. Alguns j no eram apenas nomes, eram amigos que fiz ao longo do caminho, um percurso de 12 a 15 quilmetros dirios. Pessoas que acompanhei boa parte da vida, de quem co-nheci as histrias. Vidas desfiadas por clientes confiden-tes de porto.Lembro-me o dia em que eu, mais esperado que na-vio em porto, fora cercado inmeras vezes pela senhora polonesa, ainda na rua. Por um ms inteiro, todos os dias, ela me abor-dara. Carteiro, hoje tem carta pra mim?, perguntava se havia carta da irm, que morava na Polnia. Hoje, no, eu respondia e ela ficava triste, os olhos aguados. E hoje, tem?, ela insistia a cada vez que me via. Sim, hoje tem, um dia finalmente respon-di. Ela abriu a carta ali mesmo, leu naquela lngua que eu no entendia patavinas e comeou a chorar na mi-nha frente. O que eu poderia fazer? Era uma senhora de oitenta anos, poxa vida, fiquei sem jeito. Depois, me agradeceu e traduziu toda a carta pra mim. O teor? No posso contar. Segredo de carteiro.Esses anos todos, apesar das mudanas, as duas seti-nhas de vai e vem continuam l, na marca, firmes como os carteiros que vo e vm com as emoes nas sacolas. Creio que as vivncias dos carteiros atuais no so dife-rentes da minha vida de carteiro. Tudo similar e cada um faz a sua prpria histria. Bons tempos em que eu conhecia cada casa do meu distrito, as ruas pelo CEP, as pessoas pelo olhar.Ah, essa gente que precisa tanto! Ah, esses carteiros que fazem tanto!E por a vou contando.Francisco de Assis - CorreiosEscrito porLeonel dos Santos RosaAnalista da Universidade dos Correios"Alguns j no eram apenas nomes, eram amigos que fiz ao longo do caminho. (...) Pessoas que acompanhei boa parte da vida, de quem conheci as histrias"12 Revista Correios - jan/fev 2015O Programa para Micro e Peque-nas Empresas dos Correios foi lan-ado em dezembro de 2014 com a premissa de valorizar ainda mais as empresas em crescimento. Ao facilitar o acesso aos seus servios, a empresa explora este mercado que s aumenta e ajuda no desenvolvimento do pasO s Correios tm papel funda-mental na fomentao do mercado brasileiro. Ao facili-tar as relaes comerciais, fazendo a logstica de entrega das empresas, estimula a venda para outros luga-res, sejam eles prximos ou longn-quos, ainda mais neste momento histrico em que a internet alavan-cou o mercado.Neste contexto, as micro e pe-quenas empresas (MPEs) tambm ganharam mais fora. Desde a empresa que produz ims de gela-deiras customizados at o arteso que trabalha com a manufatura em larga escala de vasos de barro, passando pelo poeta que vende po-emas em adesivos e pelo escritor que imprime os seus livros, todos buscam melhorar as suas vendas e satisfazer seus clientes. Dentro desse cenrio, os Cor-reios buscam estar cada vez mais prximos desses empresrios. Essa parceria s traz ganhos: diminui a dependncia da empresa dos gran-des clientes, estimula o mercado, fo-menta o desenvolvimento do pas e das pequenas empresas. Com essa premissa, a empresa revisou sua segmentao de clientes em 2014, direcionando esforos para atender s micro e pequenas empresas.Programa de apoio MPENo dia 10 de dezembro de 2014 foi lanado, em Braslia, o Programa para Micro e Pequenas Empresas. Na oportunidade, foram assinados acordos de cooperao tcnica en-tre Correios, Secretaria da Micro e Pequena Empresa da Presidncia da Repblica e Movimento Brasil Com-petitivo. Houve ainda lanamento de selo personalizado alusivo ao pro-grama e a entrega do primeiro Car-to Correios Fcil a uma empresa de Braslia/DF.O Carto Correios Fcil merece especial ateno: trata-se da revitali-zao do antigo carto de postagem, Mais prximodas micro e pequenas empresasDe olho em um mercado em crescimento, os Correios esto construindo parcerias e garantindo ganhos com novas solues de servios para cada negcioNosso negciojan/fev 2015 - Revista Correios 13 com layout mais moderno e a faci-lidade para que os clientes possam ter acesso s solues dos Correios, com tabelas diferenciadas, rede de atendimento e crdito mensal para pagamento a prazo. Os Correios tam-bm esto simplificando a anlise de crdito para os clientes e facilitando a forma de contratao.No evento tambm foi lanada a revista Correios para Micro e Pe-quenas Empresas. A proposta di-vulgar informaes teis sobre as solues dos Correios, alm de de-monstrar histrias de sucesso. Os interessados podem se cadastrar no site dos Correios para receber gratuitamente a revista.E as novidades no param por ai. Ao longo de 2015, as agncias dos Cor-reios recebero os Ciclos de Atendi-mento Permanente. Nestes encontros, sero tratados assuntos importantes sobre mercado, negcios, empreen-dedorismo e troca de experincias. Campanha publicitriaDada a importncia do assunto, pela primeira vez uma campanha de pu-blicidade de massa dos Correios foi feita para um segmento de clientes. Com o tema Correios, parceria que fortalece as micro e pequenas em-presas, foram produzidas vrias peas para TV, rdio, revistas e web, com o intuito de estimular estes em-presrios a utilizar os servios dos Correios para conseguir mais proxi-midade com seus clientes e garantir sua competitividade. A campanha foi ao ar entre 21 de novembro e 12 de dezembro de 2014.Os desafios dos micro e pequenos empresrios so grandes, mas os Correios estaro ainda mais prxi-mos para fortalecer e incentivar esse mercado to prspero.Para saber mais, acesse:www.correiosparceria.com.brO lanamento do programa ocorreu em BrasliaFrancisco de Assis - CorreiosMaribel Santos - CorreiosProprietrios da Legacy Agncia Digital recebem o primeiro Carto Correios Fcil14 Revista Correios - jan/fev 2015BastidoresO que voc tem a dizer muito importante para os CorreiosA frase, retirada do site da empresa, define a importncia da opinio dos clientes para a estratgia e a eficincia dos servios prestados pela organizaoA Central de Relacionamento com o Cliente dos Correios tem como objeti-vo a melhoria da qualidade da relao ps-venda com os parceiros comerciais e o cidado. Conhea suas atividades na empresaP or trs de uma chamada telef-nica ou de um acesso inter-net, h uma equipe de trabalho empenhada em filtrar informaes, desenvolver um dilogo entre a em-presa e o cliente e, ainda, dar soluo a um problema. Para dar suporte ao cliente, os Correios oferecem diferentes meios de atendimento, separados por ca-nal ou pela natureza da motivao. So eles: o Fale Conosco (via inter-net), a Central de Atendimento aos Correios (via telefone), a Ouvidoria e os Atendimentos Comerciais. Para receber as manifestaes ex-ternas relacionadas rea negocial da empresa, os Correios aprimora-ram o antigo Servio de Atendimento ao Usurio (SAU) e implantaram, em 2012, a Central de Relacionamento com o Cliente (CEREL). Mas o que a CEREL A CEREL uma das reas respon-sveis pelo Relacionamento com o Cliente e, dentre outras atividades, coordena a Central de Atendimento dos Correios. Ela estabelece os flu-xos dos servios, a forma e o con-tedo com os quais o cliente deve ser atendido. A CEREL padroniza a forma de atendimento e as infor-maes que sero passadas para o pblico. Por exemplo, o horrio de funcionamento de uma agncia, as caractersticas de um produto ou a resposta a uma dvida, define Luiz Cludio Almeida, gerente cor-porativo, h 3 anos na central. Das quatro gerncias que for-mam a estrutura da Central, duas so responsveis por receber as manifestaes diretamente dos clientes: a Gerncia de Processo de jan/fev 2015 - Revista Correios 15 Suporte Central de Atendimento dos Correios (GCAC) e a Gerncia de Processo de Manifestao dos Clien-tes (GMAN). As atividades so executadas conforme a origem das demandas, isto , os contatos telefnicos so atendidos pela Central de Atendi-mento dos Correios (CAC) e o site de relacionamento, conhecido por Fale Conosco, recebe, registra as manifestaes pela internet. Res-ponsvel pelos atendimentos te-lefnicos (contact center), a CAC possui dois sites, sendo um loca-lizado na capital de So Paulo e outra na cidade mineira de Barba-cena, explica a Chefe da Central, Rosangela Alves. As instalaes da CEREL, lo-calizada em Braslia, no recebem ligaes diretamente dos clientes. Ela figura como reguladora dos processos que so realizados den-tro das Centrais de Atendimento. Ns realizamos trabalhos como a criao dos scripts disponibiliza-dos no sistema de informaes uti-lizado pelos atendentes para con-sultas e respostas uniformes aos clientes. Isso possibilita padronizar o atendimento telefnico ofertado pela CAC, acrescenta Luiz Cludio.EstatsticasEntre as reclamaes dos clientes, as mais constantes esto relaciona-das a atrasos, extravio e/ou roubo. Do total de indenizaes, 80% refe-rem-se ao atraso de objetos. Apesar de extravio e roubo representarem somente 5% ou 6% do total de inde-nizaes, considerando a questo fi-nanceira, o percentual para extravio representa em torno 51% e para rou-bo uma mdia de 39%. Atualmente, novos mtodos de segurana tm melhorado significativamente as in-cidncias dessas reclamaes, prin-cipalmente as de extravio. A partir da CAC, os Correios to-mam conhecimento de um novo as-sunto via cliente. Com isso, a rea responsvel sinalizada para em seguida formatar um novo script. So em mdia 25 mil ligaes por dia e 600 mil por ms de manifes-taes registradas no Fale Conosco. Apesar de o volume maior ser de reclamaes ou crticas, a Central tambm recebe elogios, destaca Luiz Cludio de Almeida. Mensagens de elogio so recebi-das, analisadas e respondidas dia-riamente pelos atendentes da CAC. A Central tambm tem uma ferra-menta que mede a satisfao com o cliente. Acima de 80% o atendimento considerado satisfatrio. Central de Atendimento dos Correios de So Paulo Arquivo Correios16 Revista Correios - jan/fev 2015Em tempos de pensamento ver-de, sustentabilidade palavra inevitvel. O termo representa a explorao de reas ou o uso de recursos, naturais ou no, de forma a prejudicar o mnimo possvel o equilbrio do planeta. Ser sustent-vel o ato de usufruir com respon-sabilidade o que o meio ambiente nos oferece, sempre considerando as necessidades das futuras gera-es. Dentro das organizaes o termo sustentabilidade o equil-brio entre trs vertentes: ambien-tal, social e financeira.Das conversas descompromis-sadas aos discursos engajados, a sustentabilidade foi parar no plane-jamento estratgico das empresas. A motivao para colocar a gesto ambiental no nvel mais estratgico das empresas variada e vinculada a retorno financeiro a mdio e longo prazos, mas a principal a preserva-o da vida. A emisso de gases na atmosfera causa milhes de mortes devido a dois grandes perigos para a Modificar hbitos e atitudes dos empregados o grande desafio da gesto ambiental Ser uma empresa sustentvel est longe de ser modis-mo. Apesar de o lucro ser o atrativo inicial, empresas tm compreendido que planejar aes ambientalmente corretas contribui para a preservao da vida humana e para o for-talecimento da instituioespcie humana poluio atmos-frica e mudana climtica.A defesa da existncia humana mobiliza o mundo e gera impactos nas organizaes. Clientes, socieda-de, rgos de controle, entidades in-ternacionais e outros entes cobram respostas. As empresas que aceitam o desafio ficam mais fortes e lucrati-vas. Para se ter uma ideia, no ano de 1995, a maior fabricante de carpetes modulares comerciais do mundo, a InterfaceFlor, incluiu o desperdcio zero no seu planejamento, inovou em processos e design e, at o ano de 2013, havia reduzido os seus re-sduos em 94%, economizando US$ 400 milhes e dobrando seu lucro.P no cho e mo na massaOs Correios esto fazendo sua parte para a melhoria do ar que respiramos ao aderir ao Programa da International Post Corporation, que visa reduzir as emisses de gs carbnico do setor postal no mun-do. A meta dos Correios reduzir, at 2020, em torno 11% na emisso de gs carbnico (CO2) gerada na execuo de suas atividades postais com reduo anual de 1,8%.Todavia, trabalhar a vertente ambiental da sustentabilidade em instituies de grande porte, como os Correios, uma deciso que en-volve, alm de mudanas desafia-doras, o engajamento dos gestores e toda a fora de trabalho. Isto , a conscientizao deve ocorrer em todos os nveis da empresa. Nesse sentido, os Correios tm trabalhado para desenvolver a conscientizao e a responsabilidade pela preserva-o da vida humana. A atuao ambiental correta dos Correios vai alm da tica e da responsabilidade que temos como SustentabilidadePapis, quando em contato com alimentos ou outros resduos, devem ser descartados na lixeira de Orgnicos.Voc sabia?jan/fev 2015 - Revista Correios 17 empresa pblica e alcana a esfe-ra da sobrevivncia mercadolgica. Anualmente, respondemos questio-namentos formais sobre nossas pr-ticas aos grandes clientes, rgos de controle como CGU e imprensa. Alm disso, a sustentabilidade, nas trs vertentes, condio para en-trarmos em mercados internacio-nais como o americano e o euro-peu, aponta Alexandre Case, chefe do Departamento de Relacionamen-to Institucional (DERIN). LegislaoA Constituio Federal de 1988 prev, no artigo 225, captulo VI, que todos tm direito ao meio am-biente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e es-sencial sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Pblico e coletividade o dever de defend-lo e preserv-lo para as presentes e fu-turas geraes. Alm da lei maior, legislaes especficas com a te-mtica socioambiental, como as Leis 12.349/2010 e 12.305/2010 e os Decretos 5.940/2006 e 7.404/2010, tambm obrigam a empresa pr-tica de aes ambientais.Nos Correios, o lanamento do Plano de Aes Ambientais Corpo-rativas (PAAC), do Sistema de Ges-to Ambiental dos Correios (SGAC) e a criao do Comit de Sustenta-bilidade que criar a poltica de sustentabilidade da empresa so impulsionadores da mudana pela qual passa a empresa. O SGAC e PAAC esto alinhados s diretrizes nacionais e internacionais de res-ponsabilidade ambiental e ao Mode-lo de Excelncia em Gesto (MEG). Alm disso, eles foram construdos com a participao de todas as vice--presidncias e sob a coordenao da presidncia, pontua Ftima Go-mes, gerente de responsabilidade social dos Correios. Case de sucessoSer uma empresa sustentvel de-manda gesto, determinao e conscincia por parte de todos empregados da instituio. Atu-almente, os Correios possuem di-versas aes que geram retorno ambientalmente positivo. O pro-grama Eficincia energtica em microcomputadores e emisso de gs carbnico (CO2) merece aten-o pelos resultados eficazes apre-sentados em menos de um ano de implementao.A ao relativamente simples: os computadores, configurados por um sistema central, entram em es-tado de hibernao em horrios previamente planejados, porm o estado das atividades (programas e arquivos abertos) fica armazena-do em disco. Ao retomar o uso da mquina por meio do boto liga/desliga, todos os aplicativos so res-taurados ao estado anterior hiber-nao. Esta ao conjunta resulta em gesto mais inteligente de ener-gia e aumento da disponibilidade do sistema, uma vez que menos tempo requerido para a retomada das ati-vidades do usurio.Com essa ao, os Correios dei-xaram de emitir 2.405 toneladas de CO2 entre os meses de janeiro a no-vembro de 2014. Alm disso, houve a economia de mais de R$ 1,3 milho com energia eltrica. Contabilizan-do, so mais de 50 mil computado-res operando em sistema de eco-nomia de energia, considerando a Administrao Central, as diretorias regionais e as reas operacionais.Demonstrar interesse e realizar aes no mbito da sustentabilidade gera, estrategicamente, saldo positi-vo para a imagem da empresa. Po-rm ser sustentvel ultrapassa esse entendimento, ou seja, o tema uma prtica que visa a harmonia, a qua-lidade de vida e o bem estar do ho-mem no meio em que vive. Traga uma caneca para o ambiente de trabalho. Isso reduz o uso de copos descartveis; Privilegie sempre a iluminao do ambiente com luz natural; Quando possvel, utilize as escadas em vez do elevador; Reutilize papis. Anote recados, faa a lista de trabalhos do dia, imprima no verso da folha. Use a imaginao; Utilize as lixeiras de separao de resduos. Aquelas que se encontram nas estaes de trabalho so destinadas somente para papis sem resduos de alimentos.Trabalho de formiguinha18 Revista Correios - jan/fev 2015A inaugurao oficial da sua pri-meira unidade cultural do Rio de Janeiro, em 3 de agosto de 1993, foi um divisor de guas para os Correios. Hoje, com mais de 350 anos de histria, os Correios tm o marketing cultural incorporado sua atuao essencial de integrao nacional, fortalecendo a imagem da empresa ao difundir arte entre dife-rentes pblicos de capitais e cidades do pas em oito unidades. O Espao Cultural Correios Niteri, inaugura-do em 14 de novembro em 2014, o mais recente presente dos Correios quela cidade e populao. O Centro Cultural Correios Rio de Janeiro fechou 2014 com um p-blico estimado em quase 400 mil visitantes. No perodo, a progra-mao reuniu cerca de 50 eventos, destacando grandes nomes das ar-tes visuais, da dana, msica, litera-tura, do teatro e cinema. Exposies e eventosMuitas pessoas visitaram as expo-sies Rembrantd e a Figura B-blica e Kimi Nii nas Nuvens, especialmente visitantes estrangei-ros, em consequncia do intenso turismo na cidade. No teatro, o es-petculo Agnaldo Rayol A Alma do Brasil encerrou sua temporada no final de 2014 e, na sequncia, o ator Paulo Betti protagoniza o espe-tculo Autobiografia Autorizada.Em 2015, a programao do Cen-tro Cultural Correios do Rio de Janei-ro comea em maro, com a expo-sio O Rio de Janeiro de Debret. A mostra, que homenageia os 450 anos da Cidade Maravilhosa, presti-gia o pblico com 120 obras revela-doras da profunda relao pessoal e emocional entre o pintor e a cidade. Debret, neoclssico pintor e dese-nhista francs, viveu no Brasil du-rante 15 anos, entre 1816 a 1831. No Palcio dos Correios de Niteri est instalado o mais novo Espao Cultural da empresa, inaugurado no dia do centenrio do prdio. A inau-gurao foi marcada com a abertura da exposio Djanira cronista de ritos, pintora de costumes. Os visi-tantes puderam apreciar fotografias da mostra Aqui mesmo, Niteri vista pelas lentes de Pedro Vasquez. As cinquenta peas, que apresentam pontos pitorescos da cidade, foram vistas por mais de 10 mil pessoas.Como parte das comemoraes do centenrio do Palcio dos Cor-reios Niteri, o Espao Cultural reali-zou, no final de 2014, o evento Natal da Cidade. A promoo indita reu-niu cerca de 5 mil pessoas na frente do prdio. A fachada foi o palco do evento, que trouxe uma orquestra, uma banda musical, os corais dos Correios, da Companhia de Limpeza e do Centro Educacional de Niteri. Arquitetura, histria e arte no Rio de JaneiroMais do que apenas espaos para as artes, os centros culturais do Rio de Janeiro fazem parte da histria da antiga capital do pasA travessia da Baia de Guanabara a distncia entre dois belos patrimnios arquitetnicos e duas importantes unidades culturais dos Correios no Rio de Janeiro. Na Cidade Maravilhosa, o prdio em estilo ecltico oferece ao pblico, h mais de 21 anos, uma programao diversificada nos vrios segmentos de artes; em Niteri, o centenrio Palcio dos Correios, em estilo art nouveau, comeou a escrever a sua his-tria na rea cultural em 2014Cultura e sociedadejan/fev 2015 - Revista Correios 19 Na ocasio, tambm se apresenta-ram os cantores Toni Garrido, Elba Ramalho, Altay Veloso, Lorena Les-sa e o msico Srgio Chiavazzolli, trazendo sucessos da MPB e can-es tradicionais de Natal. Um pouco de histria Em 1992, no Rio de Janeiro, o antigo prdio administrativo e operacional da Rua Visconde de Itabora n 20, poca em obra de restaurao e adaptao da estrutura, ganhava ttulo de Espao Cultural dos Cor-reios com a realizao da RIO 92. Mas a definitiva inaugurao ocor-reu em 3 de agosto do ano seguinte, quando sediou a exposio Mundial de Filatelia: Brasiliana 93. Hoje, de-nominado Centro Cultural Correios, tem sua rea de 3.750m distribu-da em trs pavimentos interligados pelo elevador panormico origi-nal. So 11 salas de exposio, um teatro de 200 lugares, um bistr e uma Agncia de Correios. Esse belo conjunto arquitetnico, localizado no corao do corredor cultural da cidade, complementado por uma praa, com rea de 1.200m, utiliza-da para eventos ao ar livre.J o Palcio dos Correios de Nite-ri foi inaugurado em 14 de novembro de 1914, pelo presidente da Repblica Hermes da Fonseca. A construo do prdio resultou de uma iniciativa da populao de Niteri que levou ao presidente um abaixo-assinado pe-dindo que o correio da cidade tivesse um imvel em melhores condies de funcionamento. Na capital federal, Rio de Janeiro, o presidente recebeu a re-presentao niteroiense e determinou que a Unio comprasse um terreno prximo estao das barcas e nele construsse um prdio digno para ser correio. O arquiteto responsvel foi Antnio Vannine. A imponncia do prdio e a exuberncia de sua arqui-tetura deram-lhe, poca, o ttulo de Palcio dos Correios. A sua inaugura-o foi o ltimo ato do presidente Her-mes da Fonseca, pois no dia seguinte Venceslau Brs assumia a Presidncia da Repblica.Cem anos depois, no dia 21 de maro, as portas do Palcio dos Cor-reios foram reabertas populao de Niteri. Alm da reforma completa da estrutura do prdio, houve a restau-rao de toda a fachada e de vrios elementos dos ambientes internos. No imvel, que sempre pertenceu aos Correios, funcionava a sede da antiga Diretoria Regional de Niteri. Atual-mente o prdio abriga a Agncia de Correios Niteri, a sede da Regio de Vendas 8 (unidade administrativa dos Correios) e o Espao Cultural com seis salas expositivas, sala his-trica, auditrio, sala para oficina de arte e rea para livraria e bistr.1 231 - Fachada noturna iluminada do Centro Cultural Correios do Rio de Janeiro; 2 - Obras de Rembrantd expostas no centro cultural; 3 - Fachada noturna do Palcio de NiteriCorreios DivulgaoCorreios DivulgaoJos Carlos Julio - CorreiosO time Correios, a maior empresa de logstica da Amrica Latina, entra em campo como patrocinador e operador logstico do maior evento esportivo do planetaGIGANTE PELA PRPRIA NATUREZACapajan/fev 2015 - Revista Correios 21 Em 5 de agosto de 2016, os olhos do mundo inteiro estaro voltados para o Brasil, mais precisamente, para o Rio de Janeiro. Sero mais de 25 mil jornalistas nos Jogos Olmpicos e cerca de 7 mil nos Jogos Paralmpicos. Ser um momento em que a marca Correios ser amplamente exibi-da. Mas a grandiosidade da empresa no evento no estar s nas telas de TV. Nos bastidores, os Correios tero partici-pao fundamental em cada etapa, infraestrutura e detalhes cruciais para a realizao do eventoGIGANTE PELA PRPRIA NATUREZATM Rio 2016.22 Revista Correios - jan/fev 2015CapaP ara os Correios, o Rio 2016 j comeou. Em 24 de janeiro de 2014, durante cerimnia de en-cerramento dos 350 anos da empre-sa, a instituio foi escolhida como Operador Logstico Oficial dos Jogos Olmpicos e Paralmpicos Rio 2016 e Patrocinador Oficial do evento.Pesou na escolha a expertise da empresa em megaoperaes logs-ticas, como a distribuio de urnas eletrnicas nas eleies, a entrega e coleta de provas do Exame Nacional de Ensino Mdio (ENEM) e, principal-mente, a bem sucedida operao lo-gstica dos Jogos Pan-Americanos Rio 2007, quando, pela primeira vez, uma empresa de correios ficou encarrega-da de todo o transporte e montagem de uma competio do tipo. A operao, pioneira no Brasil, um grande desafio para os Correios, ressalta o presidente da empresa, Wagner Pinheiro de Oliveira. um fato histrico: ser a primeira vez no mundo em que um correio pblico far a logstica dos Jogos. Tambm bom lembrarmos que, para tudo isso, participamos de uma seleo internacional, disputada por gran-des multinacionais. Essa j foi a nos-sa primeira vitria, celebra. Alm disso, os Correios, que so patrocinadores oficiais do Time Bra-sil e de modalidades olmpicas como esportes aquticos, tnis e handebol, fomentam o crescimento do esporte brasileiro h mais de 20 anos. De acordo com o diretor executivo co-mercial do Comit Rio 2016, Renato Ciuchini, nada mais pertinente que associar as marcas. Acreditamos que os Correios so no apenas uma marca de referncia no Brasil, destacando-se em pilares como re-conhecimento e credibilidade, como tambm uma das marcas mais lem-bradas quando o tema logstica. Unir marcas to valiosas como as dos Jogos Olmpicos e Paralmpicos e a dos Correios, que tanto apoiam o esporte brasileiro, faz todo o senti-do. Estamos muito felizes com essa parceria, destaca.E tamanha exposio da marca positiva para os Correios. O objeti-vo reforar nosso posicionamento de empresa pblica moderna, ca-paz de realizar com xito no ape-nas as megaoperaes logsticas do Brasil, mas tambm o maior evento esportivo do planeta. Com esse tra-balho, vamos tambm fortalecer o reconhecimento dos Correios como incentivadores do desenvolvimento do esporte brasileiro, um caminho que a empresa j trilha h mais de 20 anos, afirma Pinheiro.Oportunidade de negcioSediar o maior evento esportivo do mundo, que ocorrer pela primei-ra vez na Amrica do Sul, j est colocando o Brasil na vitrine mun-dial. Do ponto de vista econmico, muda-se a percepo global sobre a capacidade do pas e suas em-presas. a chance que os Correios tm de demonstrar seu potencial, confirmando que esto no mesmo nvel de grandes empresas brasilei-ras, como Bradesco e Embratel.De acordo com a gerente de Mar- keting Esportivo do Departamento de Comunicao Estratgica dos Correios (DECOE), Luciana Ramos da Silva, o Rio 2016 mais que uma questo de visibilidade para a mar-ca, uma grande oportunidade de negcios. Seremos os responsveis pela entrega dos ingressos compra-dos online, fazemos isso com outros eventos que patrocinamos, ento j Ser a primeira vez no mundo em que um correio pblico far a logstica dos Jogos Olmpicosjan/fev 2015 - Revista Correios 23 pretende aumentar o gasto com a atividade. Na Amrica do Norte, por exemplo, calcula-se que o merca-do de patrocnio represente US$ 19 bilhes, com crescimento de 4,4 %, em 2012. Exposio da marca a primei-ra razo que vem em mente quando se pensa em patrocnio. Mas a ati-vidade tambm uma possibilidade nica de transmitir valores corpora-tivos. Os valores olmpicos ami-zade, respeito e excelncia e os paralmpicos coragem, determi-nao, inspirao e igualdade tm muito a ver com os valores organi-zacionais dos Correios. A questo da excelncia algo intrnseco viso da nossa empresa., diz Luciana. Alm disso, o fato de uma moda-lidade olmpica ter tempo definido, trabalho em equipe, isso tambm diz muito a respeito da rotina da em-presa, completa.Unir marcas to valiosas como as dos Jogos Olmpicos e Paralmpicos e a dos Correios, que tanto apoiam o esporte brasileiro, faz todo o sentidoparte de nossa estratgia de negocia-o. Alm disso, vamos ter a chance de criar negcios com outros patro-cinadores, como algumas empresas chinesas que esto vindo para o pas. a ocasio ideal tambm para no deixarmos que a concorrncia se for-talea por aqui, afirma. Mas, para que isso ocorra, Lucia-na lembra que esse um projeto da empresa como um todo. O contrato permeia vrias reas da empresa, como logstica, negcios, filatelia, promoes, e necessita do envol-vimento de todos os empregados, conta a gerente. Reposicionamento da marcaDe acordo com a Consultoria CSM Brasil, pesquisas em nvel mundial revelam um alto crescimento das aes de patrocnio. No mercado atu-al, cerca de 40% dos patrocinadores Outra vantagem do patrocnio a oportunidade de fidelizar clientes, de criar um diferencial competitivo a partir dessas aes. Como o nvel de conhecimento e educao est aumentando, os consumidores co-meam a levar em considerao ou-tros valores, no s o preo. O que leva um cliente a optar entre dois produtos iguais? Se a empresa tem projetos fortes, uma imagem legal, o cliente pensa em investir nos pro-dutos e servios dela, pensando que a organizao vai reverter esses lu-cros em aes, argumenta Luciana.Ser escolhida como patrocinado-ra do Rio 2016 j influencia positiva-mente a reputao da empresa. A partir do momento em que ns nos tornamos um dos patrocinadores dos Jogos, o nvel de empresas que procuraram os Correios, em busca de parceria, mudou. Ento, quando a empresa se apresenta, j h um respeito, uma imagem diferente. Nossa marca j ganhou esse repo-sicionamento, percebemos isso em convites para participar de algumas aes e de novos projetos, destaca a gerente.O apoio comea em casaAo associar a marca Correios ao esporte comum lembrar-se de consagrados atletas patrocinados pela empresa, como Csar Cielo, Com a misso de encantar e envolver o pblico, os mascotes do Rio 2016 foram inspirados na fauna e flora brasileiras. O voto popular, em 14 de dezembro, decidiu que os representantes dos Jogos Olmpicos e Paralmpicos Rio 2016 seriam batizados com os principais nomes da bossa nova. O mascote olmpico que representa a diversidade dos animais do pas ganhou o nome de Vincius. J o mascote paralmpico, que repre-senta a mistura da flora brasileira, recebeu o nome de Tom.Mascotes24 Revista Correios - jan/fev 2015CapaGustavo Borges, Fernando Sche-rer, o Xuxa, e Gustavo Kuerten, o Guga. Mas o apoio a modalidades esportivas ocorre dentro da prpria instituio, nos vrios campeona-tos internos que ocorrem h mais de vinte anos. As competies, que s vezes comeam de forma inova-dora, ldica, e despretensiosa, im-pulsionam talentos, proporcionam diferentes experincias ou trazem oportunidades de mudana de vida, que talvez no fossem poss-veis sem o patrocnio.Joo Antnio Augusto Teubner Neto, analista de sistemas da dire-toria regional do Esprito Santo, foi um dos beneficiados pela iniciativa da empresa. O empregado participa do Campeonato Interno de Natao desde o comeo da competio, que est agora na 23 edio. Sendo um dos destaques do torneio, Joo que foi o ganhador da primeira edi-o do evento e os outros quatro primeiros colocados tiveram a opor-tunidade de participar da 1 Clnica Internacional de Natao, nos Esta-dos Unidos, como contrapartida ofe-recida pela Confederao Brasileira de Desportos Aquticos (CBDA) ao patrocnio dos Correios. Treina-mos com um profissional que tinha sido tcnico da equipe americana de natao, em um centro aqutico com estrutura de treinamento. Com os conhecimentos da clnica, voltei motivado a participar de mais cam-peonatos. A gente estava nadando e, na raia ao lado, podia estar um campeo olmpico. Foi a primeira viagem que fiz ao exterior. Ento foi tudo novidade: viagem, treinamento, Jogos Olmpicos (de 5 a 21 de agosto)10.500 atletas de 205 pases17 dias de evento306 provas com medalhas42 modalidades esportivas33 locais de competio em 4 regies da cidade7,5 milhes de ingressos45 mil voluntrios85 mil terceirizados8 mil funcionriosJogos Paralmpicos (de 7 a 18 de setembro)4.350 atletas de 176 pases12 dias de evento528 provas com medalhas23 modalidades esportivas21 locais de competio em 4 regies da cidade1,8 milho de ingressos25 mil voluntrios45 mil terceirizados5 mil funcionriosRio 2016 em nmeros12Arquivo pessoalHermano Pereira - Correios jan/fev 2015 - Revista Correios 25 conhecimento de outra cultura, essa troca de experincias foi fantstica, conta o analista.O empregado, que continua pra-ticando natao e esteve novamente em 2013 na Clnica dos EUA, voltou inspirado a superar novas metas. Consegui ganhar os Jogos Nacionais do Sesi. Ganhei a etapa estadual e re-gional e depois fui disputar a final em Belm, onde conquistei o primeiro lu-gar nos 50m, revela Joo, que ainda considera a importncia da iniciativa em outros setores de sua vida. Tra-go muito do esporte a disciplina, o foco para a profisso. Sem contar a questo da sade e qualidade de vida, alm da chance de conhecer pessoas, novos lugares e fazer ami-gos e contatos, completa.Tambm foram as piscinas do Campeonato Interno de Natao dos Correios que influenciaram a vida profissional das irms Karla e Kelly de Jesus. Filhas do carteiro Hlio de Jesus, empregado dos Correios h mais de 30 anos, as duas come-aram a participar do Campeonato Interno de Natao quando eram ainda crianas. Participei de seis Clnicas Internacionais de Natao nos Estados Unidos com a seleo dos Correios e posso dizer que a ex-perincia adquirida foi tanto como atleta como profissional. Hoje estou no ltimo ano do meu doutorado em Portugal na rea de biofsica da natao e ainda aplico muitos co-nhecimentos nos meus artigos cien-tficos baseados em experincias adquiridas nessas clnicas, relata Kelly. As clnicas permitiram que nos abrissem as portas para a con-tinuao dos estudos no exterior, acrescenta Karla.Dos Correios para o pdioMais do que proporcionar momen-tos de descontrao e interao entre empregados da empresa e seus dependentes, os campeonatos internos tambm revelam talentos. Entre as braadas do Campeonato de Natao dos Correios, surgiu o jovem Matheus Santana, filho da atendente comercial aposentada dos Correios do Rio de Janeiro, Ma-ria das Graas Batista Paulo. Com apenas 18 anos, o atleta, apesar da pouca idade, j considerado uma das principais revelaes da nata-o nacional. Depois de conquistar trs medalhas nos Jogos Olmpicos da Juventude em Nanquim e bater o recorde mundial jnior na prova dos 100m livre, o nadador j cha-mado de o novo Cielo e avaliado como promessa para 2016.Os bons resultados foram pre-miados no final de 2014, quando 31 - Joo Teubner e o filho na Fase Estadual do Campeonato Nacional de Natao dos Correios 2014; 2 - Matheus Santana, premiado como melhor nadador do pas, no Prmio Brasil Olmpico 2014; 3 - O medalhista olmpico Fernando Scherer, o Xuxa, com o presidente dos Correios, Wagner PinheiroFrancisco de Assis - Correios26 Revista Correios - jan/fev 2015CapaMatheus foi eleito o melhor nadador do Brasil no Prmio Brasil Olmpico 2014, realizado pelo Comit Olmpi-co do Brasil (COB). Maior evento do esporte nacional, o prmio consagra os melhores atletas olmpicos do ano e os melhores atletas de cada moda-lidade. Para o atleta, os Correios tm papel fundamental na natao do Brasil. Por ser o patrocinador oficial da Confederao Brasileira de Des-portos Aquticos (CBDA), ele viabili-za viagens, treinamento e competi-es aos atletas da seleo., afirma. Matheus, assim como Csar Cie-lo, faz parte de uma gerao forma-da sob o patrocnio dos Correios aos esportes aquticos brasileiros, ini-ciado em 1991. Alm do apoio aos atletas de ponta, o patrocnio be-neficia crianas e adolescentes, por meio da manuteno de escolinhas nas modalidades patrocinadas em diversas partes do Brasil.Dcada olmpicaQuem acompanhou o esporte na-cional durante os anos 90, sobre-tudo a natao, no esquece dois gigantes brasileiros: Gustavo Bor-ges e Fernando Scherer, o Xuxa. Os dois, junto com Gustavo Kuerten, o Guga, esto, provavelmente, en-tre os principais atletas olmpicos de destaque j patrocinados pelos Correios, em um perodo em que a delegao brasileira em Jogos Olmpicos, da Juventude, Pan-americanos, Sul-americanos e da Lusofonia. Nesse tipo de competio, no existe uma ou outra modalidade em destaque. Todas se unem para integrar o mesmo time, o Time Brasil. Para o cantor Toni Garrido, um dos dezesseis padrinhos do Time, a marca Time Brasil pretende popularizar o esporte olmpico, aproximando os atletas da populao brasileira. O msico foi escolhido como compositor do hino oficial e curador artstico do Time Brasil, com a funo de intermediar, fazer o contato e a ponte entre os artistas e o Comit Olmpico. Veio como uma surpresa. Os padrinhos escolhidos so pessoas que representam uma coletividade, cada um faz um trabalho popular e ns temos uma relao principalmente com a mdia espontnea, inclusive no mbito da internet. O objetivo do Time Brasil popularizar o esporte nas redes sociais, as modalidades e os desportistas, aproximando os atletas da nossa realidade, da populao brasileira que no tem necessariamente contato com eles. s vezes a gente conhece o esporte, mas no sabemos quem est praticando e muito importante fazer essa aproximao, conta. Time Brasilpatrocnio era algo muito mais raro que nos dias de hoje. Levando o nome da empresa pelo mundo, Xuxa, ganhador de duas me-dalhas olmpicas, lembra-se da impor-tncia do apoio que teve na sua car-reira. A coisa mais importante para o atleta poder ter calma e segurana para viajar e, para isso, o patrocnio fundamental, significa tranquilidade. A partir desse momento voc vira realmente profissional e transforma paixo em carreira futura, pois todos ns, no final do ms, temos contas a pagar. Podemos investir em mdicos, nutricionista, psiclogos e massa-gens, entre tantas coisas necessrias para o melhor desempenho do atleta, argumenta Xuxa.Para a gerente de Marketing Es-portivo dos Correios, esses bons re-sultados ajudam a fomentar a prti-ca do esporte nacional e a inspirar o surgimento de novos atletas. Quan-do o Guga foi campeo mundial, a quantidade de pessoas, o nmero de adeptos e praticantes de tnis au-mentou. Se a gente tem um resulta-do melhor, aumenta a procura. Se o Cielo ganha uma medalha, aumenta o nmero de inscries nas escoli-nhas de natao. Ento h essa re-lao, a exposio na mdia divulga as diversas modalidades, o que im-portante para o desenvolvimento do esporte tambm, refora Luciana. Curiosidade olmpicaDuas novidades nos Jogos Olmpicos Rio 2016: o Rugby, que ficou afastado do evento por 92 anos, e o Golfe, que esteve fora por 102 anos. J nos Jogos Paralmpicos estreiam a Paracanoagem e o Paratriatlo.jan/fev 2015 - Revista Correios 27 Voluntrios no Rio 2016Alm do patrocnio de modalidades esportivas e de toda a logstica do Rio 2016, a equipe Correios tambm vai ser encontrada no trabalho voluntrio do even-to. Cerca de 500 empregados da empresa, de norte a sul do pas, vo colaborar com a realizao do maior evento esportivo do planeta. Os inscritos, que podero ser selecionados para trabalhar com atendimento ao pblico, servios de sade, esportes, transportes, pro-duo de cerimnias e outras reas, j criam expecta-tivas em relao aos Jogos.Quem: Dalice Gomes da Silva, 41 anosO que faz: AdministradoraDe onde: BrasliaPor qu: Oportunidade de fazer a diferena? Talvez. Oportunidade de estar junto dos melhores, dos cam-pees? Quem sabe. O trabalho voluntrio, principalmente representando os Correios, a opo de conectar pessoas, de aproximar diferentes povos. Trabalhar como voluntria dizer: Obrigada atletas, por me permitir partilhar da vitria de vocs."Quem: Snia Azevedo, 61 anosO que faz: Auxiliar de EnfermagemDe onde: Rio Grande do SulPor qu: Fui voluntria da Copa do Mundo e gostei muito de parti-cipar, por conta da interao. Voc conhece pessoas de todo o mundo, con-vive com pessoas de todas as faixas etrias. O esporte, assim como a educao, pode promover essa interao e dar oportunidades. Se puder, gostaria de tra-balhar na rea de atendimento ao espectador no Rio 2016."Quem: Francisco Rabelo, 21 anos O que faz: EstagirioDe onde: ParPor qu: tima oportunidade de aperfeioar meus idiomas estrangeiros. Alm disso, uma chance de participar do maior evento esportivo, estar perto dos meus dolos, pois sou ex-atleta de jud. Tambm j participei de campeonatos sul-americanos, estaduais e brasileiros."Quem: Thaise Ferreira da Silva, 32 anosO que faz: Coordenadora de atendimento De onde: Minas GeraisPor qu: J participei de alguns voluntariados, mas nenhum desse porte. Gostaria de auxiliar, para o evento ocorrer da melhor forma possvel, porque sei que a demanda grande. Mas espero que, com o sucesso dele, a imagem do pas fique cada vez melhor."Quem: Waldomiro de Almeida, 37 anosO que faz: Contador De onde: Gois Por qu: Gosto de atividades es-portivas (sou rbitro da Federao Goiana de Futebol h 13 anos) e vejo a oportunidade de viver novas experincias e poder ter contato com vrias pessoas de outros pases, culturas e idiomas."Quem: Alemir Mulin, 50 anosO que faz: Agente de Correios SuporteDe onde: Rio Grande do NortePor qu: Alm do evento ser de muita importncia, quero auxiliar as pessoas que esto participando. Espero conhecer culturas diferentes e pes-soas de outras nacionalidades.Crditos das fotos - coluna da esquerda: Francisco Emir Teixeira Ferreira - Correios, Arquivo Pessoal, Celeste Vidigal - Correios. Crditos das fotos - coluna da direita: Francisco de Assis - Correios, Arquivo Pessoal, Felipe Santos - Correios28 Revista Correios - jan/fev 2015Capa s 10h do dia 5 de agosto de 2016, quando os primeiros atletas olmpicos no Rio de Ja-neiro abrirem os Jogos com a compe-tio de ginstica rtmica, uma srie de providncias tero sido tomadas muito antes para garantir que tudo d certo. E os Correios so respons-veis pela maioria delas.Para garantir que o tablado des-sa apresentao esteja no cho da Arena Olmpica do Rio, um cruza-mento de informaes ter levado em conta desde sua compra pelo Comit Rio 2016 at o seu armaze-namento; as condies de desloca-mento para lev-lo e o tempo para instal-lo.A dimenso to grande que, embora os Jogos sejam realizados em 2016, o planejamento est sen-do trabalhado desde o incio de 2014. uma operao que envolve o recebimento, a armazenagem e a entrega de 30 milhes de itens. Pre-cisamos estar preparados, destaca o presidente Wagner.Os Jogos Rio 2016 j comearam!Correios trabalham para fazer tudo dar certoGrandes eventos so sempre processos lo-gsticos complexos. preciso assegurar toda a infraestrutura para satisfazer as necessidades de milhares de pessoas e fazer com que tudo funcione em sintonia com o programa propos-to que, afinal, o motivo que rene todas elasMaquete virtual do Parque Olmpico da Barra da TijucaEOM/AECOMjan/fev 2015 - Revista Correios 29 Fora dos olhos do pblico nas arenas ou da grande maioria que assistir aos Jogos pelas telas do mundo todo, at l 2,3 mil pessoas estaro preocupadas somente em fazer com que tudo chegue aos lo-cais certos, no momento esperado. Milhes de objetos, infinitos usosDesde que a empresa assumiu a incumbncia de ser o operador lo-gstico do maior evento esportivo do mundo, at o transporte do ta-blado da ginstica virou tarefa dos Correios, entre tantos milhes de itens.Mas a quantidade de objetos pode ser o menor dos problemas. Jos Furian Filho, vice-presidente de Logstica da empresa, atribui a grande complexidade dessa opera-o enorme diversidade de obje-tos: Uma coisa o nosso transpor-te dirio. Outra coisa transportar tantos equipamentos de tipos dife-rentes, com uma infinidade de fins.Durante a Copa do Mundo no ano passado, aqui mesmo no Bra-sil, apenas um esporte masculino era disputado por 736 atletas de 32 pases. Durante os 17 dias dos Jo-gos Olmpicos e os 13 dias dos Jo-gos Paralmpicos, essa razo ser multiplicada. Ser como se, de 5 a 21 de agosto, 42 campeonatos mundiais de vrias modalidades diferentes, aconteam na cidade. s vezes em vrios lugares ao mes-mo tempo, juntando cerca de 10,5 mil atletas (homens e mulheres), de 205 pases, enumera Furian. As atividades sero retomadas com os Jogos Paralmpicos, do dia 7 at 18 de setembro, com outros 23 cam-peonatos do mesmo porte e mais 4.350 atletas de 176 pases.O processo para participao dos Correios na operao logs-tica comeou em janeiro de 2013, com a apresentao das propos-tas da concorrncia internacional vencida pelos Correios. Um ano e meio depois, em julho de 2014, a Vice-Presidncia de Logstica (VI-LOG) reuniu profissionais de todas as reas da empresa numa fora--tarefa com dedicao exclusiva, que quela altura j comeava a planejar a logstica para o Rio 2016. Em janeiro deste ano (2015), o con-trato de prestao de servios para a operao logstica foi assinado. um trabalho que se estender at dezembro de 2017.A operao logsticaCarlos Henrique de Luca Ribeiro, coordenador-geral desta fora--tarefa, explica que ser papel dos Correios receber e armazenar os itens que viro de vrias partes do mundo para equipar a Vila Olmpica Maquete virtual do Veldromo do Rio 2016EOM/AECOMLidamos com contingncias todos os dias. Elas acontecem. Isso faz parte do negcio. E esse conhecimento nos favorvel30 Revista Correios - jan/fev 2015Capana Barra, a outra em Deodoro e to-das as 98 instalaes 37 espor-tivas (arenas), 20 para treino e 41 instalaes que no sero usadas para competies. As unidades es-taro espalhadas por quatro regies do Rio de Janeiro, alm de estdios com sedes em Braslia, Salvador, Belo Horizonte e So Paulo (onde ser disputado parte do Torneio Olmpico de Futebol); e ainda ser responsvel por todo o pessoal ne-cessrio para fazer essa operao.A logstica vital para o suces-so do evento. Para garantir que to-das as arenas e instalaes dos Jogos estejam em condies de receber as competies, os atletas e as comis-ses tcnicas, alm do pblico, a empresa garante entregar as coisas certas, no lugar certo, na hora certa. Os Correios cuidaro do mobilirio e equipamentos das instalaes onde haver e onde no haver compe-tio; de uma infinidade de equipa-mentos esportivos; equipamentos eletrnicos e de TI como as c-meras que equiparo os centros de mdia e materiais que exigem rgido controle de temperatura alm de 36 mil bagagens dos prprios atletas.O transporte e distribuio de tudo isso aos seus destinos tambm competncia da empresa. O que inclui, por exemplo, 135 mil cadei-ras, 18 mil sofs, 46 mil mesas e a custdia de mais de 8,6 mil amos-tras de testes antidoping dos atletas, realizados ao longo dos Jogos. O que obriga considerar o pacote de obras de mobilidade e urbansticas pelas quais o Rio passa e que podero, at l, interferir no processo de transfe-rncia de carga.A estrutura da gerncia no Rio de Janeiro montada para o Rio 2016 conta com 180 supervisores e co-ordenadores que ficaro direto nas arenas. Mas a partir de abril, os Cor-reios j comeam a operao pro-priamente dita.Quase duas mil pessoas sero contratadas para a execuo indireta desses servios. No auge dessa tare-fa, cerca de 2,3 mil pessoas estaro envolvidas na logstica dos Jogos.Para atender a essa estrutura sero usados trs armazns pri-mrios: um maior, que ser aluga-do pelos Correios, de 75 mil metros quadrados de rea, e que servir como Centro de Distribuio Prin-cipal; um temporrio, na Barra da Tijuca, de 12 mil metros quadrados e dois hangares no bairro de Deo-doro, com 2 mil metros quadrados cada um, cedidos pela Aeronutica para o Comit Rio 2016.Todos os materiais comprados pelo Comit Rio 2016 de fornecedo-res de qualquer parte do mundo e levados para o porto do Rio sero trazidos ao Centro de Distribuio Principal. Fornecedores nacionais levaro sua carga direto para l. Maquetes virtuais das arenas de basquete (acima) e de handebol (abaixo), onde haver participao ativa dos Correios com sua operao logsticaEOM/AECOMEOM/AECOMjan/fev 2015 - Revista Correios 31 Outros armazns menores espalha-dos pela cidade funcionaro como entrepostos para abastecer as arenas onde ocorrero os Jogos.A VilaA Vila Olmpica que vem sendo cons-truda pela iniciativa privada na Barra da Tijuca, zona Oeste do Rio, ser re-cebida pelo Comit Olmpico em 1 de maro de 2016. O trabalho de adapta-o dos 3.604 apartamentos e 12 mil quartos (cada um compartilhado por duas pessoas, em apartamentos de dois, trs e quatro quartos: 40 mil ca-mas e 40 mil colches) para receber os 10,5 mil atletas e 7 mil integrantes de comisses tcnicas comea no se-gundo semestre deste ano.L tambm sero erguidas insta-laes provisrias, como restauran-tes, cozinha e almoxarifado, espaos administrativos, igrejas e discoteca. Todo o equipamento (camas, TVs, ar-mrios) ser transportado, distribu-do e montado pelos Correios. Esta uma diferena da operao realizada nas arenas, onde a etapa de monta-gem ser de responsabilidade do pr-prio Comit Rio 2016.As ArenasNo momento que o Comit Olm-pico comear a montar a arena de basquete, por exemplo, a tabela, a base, o aro e a cesta recebem um cdigo-pai e uma srie de cdigos associados, que sero pedidos pela organizao e sero fornecidos pe-los Correios.Um atleta de salto com vara, por exemplo, s no carrega seu equi-pamento porque ele muito grande e no cabe no apartamento. Peas grandes como barco e vara, entre outras coisas que o atleta no con-siga carregar, sero de responsabili-dade do operador logstico.Para cada peso, para cada disco usado na prtica do esporte, have-r um cdigo homologado. Tudo controlado por um sistema, com tro-ca de informaes o tempo inteiro, para que a bola esteja no meio do campo para ser chutada no incio de uma partida de futebol, por exemplo.Esperar o inesperadoEm uma cidade grande como o Rio, no basta colocar todo esse equi-pamento dentro de um caminho e cruzar os dedos para tudo dar certo. O Ministrio do Turismo calcula que s no perodo dos Jogos Rio 2016, 500 mil turistas estaro circulando pela capital fluminense. No mnimo preciso antecipar problemas nas vias e envolver na negociao, alm do departamento de trnsito da ci-dade, as polcias Civil e Militar, entre outras variveis.Para os imprevistos, ter planos de contingncia capaz de resolv--los uma das vantagens dos Cor-reios. Lidamos com contingncias todos os dias. Elas acontecem. Isso faz parte do negcio. E esse conhe-cimento nos favorvel, explica Carlos Henrique de Luca.Com planos de armazenagem e de transporte muito bem desenha-dos, ele conta que entre uma srie de variveis, h arenas, por exem-plo, que ainda podem ser mudadas de lugar. Tudo isso dificulta o plane-jamento. Nem por isso os Correios deixam de ter que seguir prazos e regras do Comit Olmpico para a operao das arenas, como perodos para a entrega dos equipamentos e revistas de segurana, at o mo-mento em que a arena for devolvida ao Estado do Rio de Janeiro, depois que os Jogos terminam.At o incio dos Jogos, ainda es-to programados 55 eventos-teste entre o incio deste ano e o primei-ro semestre de 2016. Alm de tes-tes para os esportes, esses eventos so a oportunidade para verificar toda a estrutura de apoio ao redor. E o principal teste para a logstica. Os testes so muito importantes. quando a gente aprimora todo o processo, atesta De Luca.Bons negcios a vistaMaior operador logstico do pas, os Correios sero a primeira empresa pblica de correios no mundo a rea-lizar uma operao do porte dos Jo-gos Olmpicos, para ajudar o pas na imensa tarefa de realizar os Jogos. E creem no legado que eles deixaro para todos na forma de infraestrutu-ra e conhecimento.Mas s boa vontade no paga as contas. O trabalho bem feito que a empresa vai apresentar nesse even-to tem capacidade de gerar maior visibilidade que as outras opera-es. Alm de reconhecidos pelo mundo inteiro, os Jogos Olmpicos so a maior operao logstica no militar do mundo. E o reconheci-mento dos Correios como operador logstico pode trazer novas oportu-nidades de negcios.Furian lembra que, para os Cor-reios, os Jogos Rio 2016 j comea-ram. A VILOG coordenadora da operao logstica, mas ela de toda a empresa, esse sentimento precisa ser de todos e todas as reas devem se engajar no projeto. Quando os Jo-gos comearem, so os Correios que sero enxergados ali, representando o Brasil. E com certeza, o mundo in-teiro estar de olho em ns.Uma coisa o nosso transporte dirio. Outra coisa transportar tantos equipamentos de tipos diferentes32 Revista Correios - jan/fev 2015Arenitos e cnion e formam paisagens nicas que encantam visitantes no ParanA s rochas avermelhadas de Vila Velha chamam a aten-o daqueles que passam pela BR-376. Com 3,2 mil hectares, o parque uma ilha verde em meio ocupao humana e serve de ref-gio para animais como a ona parda e o lobo guar, alm de inmeras es-pcies de pssaros e rpteis. Situada em Ponta Grossa, Vila Velha tem trs pontos de visitao: os arenitos, as furnas e a Lagoa Dourada. Formados h 300 milhes de anos, com o derretimento de geleiras, os arenitos so verdadeiras esculturas naturais. A trilha at a taa, carto--postal do parque, tem 1,1 quilmetro de extenso. Em todo o percurso, possvel identificar nas rochas formas como gorila, dinossauro, rinoceronte e garrafa. Placas indicativas auxiliam os visitantes nessa visualizao, alm de oferecer informaes sobre geolo-gia, fauna e flora do local. A alta con-centrao de ferro confere a cor ver-melha aos arenitos. A visita s furnas e Lagoa Dou-rada limitada. So apenas trs os horrios em que os nibus do par-que fazem o transporte ao incio das trilhas. Formadas por desabamen-to de rocha, as furnas so enormes crateras circulares. Duas das que esto abertas visitao possuem 110 metros de profundidade, sendo a metade coberta por gua. Um eleva-dor desperta a curiosidade de quem passa. At ser desativado, em 2001, por questes ambientais e de segu-rana, ele levou os visitantes ao fun-do da furna. A Lagoa Dourada que tambm uma furna, mas assoreada A cada ano a regio dos Campos Gerais, no Paran, atrai mais pessoas que buscam, em suas inmeras trilhas e cachoeiras, a possibilidade de estar prximo natureza e admirar belas paisagens. Os dois parques estaduais mais conhecidos da regio, o de Vila Velha e do Guartel, registram, juntos, mais de 90 mil visitantes anualmenteDestinosExplore a natureza dos Campos Gerais11 - A Taa Parque Estadual de Vila Velha; 2 - Arenitos Parque Estadual de Vila Velha; 3 - Cacheira da Ponte de Pedra Guartel; 4 - Furnas Vila Velha; 5 - Elevador desativado das furnas Vila VelhaMarcelo Ceccon - Correiosjan/fev 2015 - Revista Correios 33 recebeu esse nome por causa do re-flexo da luz do sol no final da tarde. Em 2013, no aniversrio de 60 anos da criao do parque de Vila Velha, os visitantes ganharam duas novas maneiras para aproveit-lo: o passeio noturno, que percorre o caminho dos arenitos at a taa e ideal para quem quer observar e fotografar estrelas; e a trilha da For-taleza, um trajeto de 16 quilmetros que passa por uma rea de acesso restrito. Os passeios so feitos aos finais de semana e necessitam de agendamento prvio. CnionsLocalizado no municpio de Tibagi, a cerca de 200 quilmetros de Curi-tiba, o Parque Estadual do Guarte-l abriga um dos maiores cnions do Brasil. Formado pelo rio Iap, o cnion do Guartel tem mais de 30 quilmetros de extenso. Os visitantes tm duas opes: a trilha bsica, com 5,5 quilmetros, leva aos principais pontos e auto-guiada. Uma passarela de madeira conduz at o mirante e os paneles pequenas piscinas naturais forma-das no leito do Crrego do Pedregu-lho e nico ponto de banho do par-que. Chegar ao mirante da cachoeira da Ponte de Pedra exige flego e um certo preparo fsico, pois o trajeto feito de vrias subidas e descidas sobre as pedras. J a trilha comple-ta, alm de passar pelos mesmos pontos da trilha bsica, tambm d acesso ao stio arqueolgico, onde podem ser vistas pinturas rupestres datadas de 10 mil anos. Mas aten-o: o limite de 40 pessoas por dia e ela s pode ser feita acompanha-da de guia certificado, que pode ser contratado em uma das agncias de turismo de Tibagi. O parque estadual ocupa apenas uma pequena rea do cnion. Proprie-dades particulares no entorno tam-bm se dedicam ao turismo e ofere-cem mais opes aos visitantes, como campings, mirantes e cachoeiras.234 5Fotos: Marcelo Ceccon - Correios34 Revista Correios - jan/fev 2015Quando irOs parques ficam abertos durante todo o ano. O perodo mais procura-do de novembro a maro, quando dias mais quentes e com sol permi-tem aproveitar cachoeiras e rios. Como chegarO carro a melhor opo para se chegar aos dois parques. Para Vila Velha, h nibus que saem de Curitiba ou de Ponta Grossa. J para o Guartel, os nibus saem de Tibagi, Castro ou Ponta Grossa.Onde se hospedarVila Velha: pela proximidade com a capital, normalmente os turistas se hospedam em Curitiba e fazem passeios de um dia para o local. Guartel: h reas de camping prximas ao parque. Quem prefere opo mais confortvel deve procurar pousadas e ho-tis em Tibagi (a 20 quilmetros do parque) ou em Castro (a 40 quilmetros).Quanto custaO ingresso para Vila Velha custa de R$ 10 (arenitos) a R$ 18 (arenitos, furnas e Lagoa Dourada). A trilha bsica no Guartel gratuita, mas a completa precisa de acompanha-mento de guia turstico, que deve ser contratado em Tibagi e custa entre R$25 e 30 por pessoa. O que levarProtetor solar, repelente, chapu, tnis confortvel, roupa de banho e toalha. Quem visita o Guartel deve levar sua prpria gua e seu lanche. J em Vila Velha h lanchonete dentro do parque. Como enviar seus postaisEm Ponta Grossa: Rua Augusto Ribas, 802, CentroEm Tibagi: Rua Guatacara Borba Carneiro, 295DestinosUm tesouro escondidoQuem visita Vila Velha pode aproveitar para dar uma esticada e ir at a cachoeira do Buraco do Padre, que fica no distrito de Itaicoca, em Ponta Grossa. A origem do nome est ligada a padres jesutas que frequentavam o local para meditar. De acordo com o gelogo Antnio Liccardo, do Departamento de Geocincias da Universidade Estadual de Ponta Grossa, a visita um complemento para quem gostou de observar as formaes geolgicas das furnas e se perguntou como estar dentro de uma. O acesso pela PR-513 e depois por uma estrada no pavimentada de 6 quilmetros. A chegada ao local , no mnimo, inusitada: para acessar o estacionamento necessrio desviar do gado que pasta por ali. A trilha at a cachoeira est razoavelmente demarcada e no exige preparo fsico, apenas ateno para no escorregar e um pouco de persistncia no h placas indicativas no caminho e uma bifurcao da trilha leva a um enorme paredo de pedra. A chegada ao Buraco do Padre de tirar o flego. A gua rasa e gelada, a cascata de 30 metros de altura que brota do paredo e as aves entrando e saindo de reentrncias das rochas so elementos do cenrio que mais parece uma dimenso paralela. A histria conta que o Buraco do Padre o local onde os jesutas meditavam, sendo observados por indgenas ou caboclos.Marcelo Ceccon - Correiosjan/fev 2015 - Revista Correios 35 36 Revista Correios - jan/fev 2015EsporteVoando de plataformasPor duas vezes, Csar Castro foi considerado o melhor atletada histria dos Saltos Ornamentais do pasDe passagem por Braslia, o atleta relembrou o tempo em que morou na cidade e ainda fez a alegria de um f, que pratica o esporte inspirando-se em Csar CastroPara muitos, era uma sexta-feira qualquer, mas Deivid Samuel Matias Brito, 16 anos, anda-va pela casa, descendo e subindo as escadas como uma criana que aguarda por um presente prometido. Apesar do dia quente e abafado, as mos do estudante estavam frias e o corpo parecia no se conter den-tro de si. Sabe aquela sensao de quando voc desce da montanha russa? Pois . Estou sentindo isso agora, dizia o rapaz.Sem pretenso, Deivid curtiu um post no Facebook e, por um desses caminhos que a vida traa, teve a chance de conhecer, pesso-almente, o seu dolo, Csar Castro, atleta dos saltos ornamentais do Brasil. um dia especial para o meu menino, dizia o pai, Derinal-do de Oliveira Brito.Csar treinava em uma escola da cidade. Da borda da piscina, Deivid olhava, admirado, as manobras do saltador olmpico. Praticante da mo-dalidade h alguns meses, o garoto faz saltos ornamentais na Defer, em Braslia, mesma escola em que C-sar Castro comeou, em meados de 1991. Aps as apresentaes, Deivid aceitou o desafio de Csar e fez al-guns saltos. Achei que, por estar ao lado de quem eu sempre me espe-lhei, foi fcil. Me senti mais determi-nado ainda. At porque, foi por mo-tivao e orientao dele que fiz um salto que eu tinha muito medo, o de cinco metros, derrete-se o garoto. Nascido para saltarCsar nasceu e cresceu na capital federal. Aos 6 anos, o garoto, natu-ralmente, transbordava energia. Foi quando os pais decidiram matricu-lar ele e o irmo nas aulas de jud para ver se diminuam o ritmo. Aos 9 anos, o atleta comeou a fazer na-tao e, por brincadeira, promovia competies de saltos nos trampo-lins com o colegas da turma. No era nada profissional, no tinha tcnica, claro. O desafio era saber quem pulava mais alto, relembra Csar. O professor, Giovani Casilo mesmo professor de Deivid -, per-cebeu que Csar tinha potencial e o convidou para praticar saltos orna-mentais. Dal, comearam a surgir as participaes em alguns torneios e competies. Aos 15 anos, Csar deparou-se com as dvidas comuns da idade: Ser que isso vai dar certo?, isso O nadador brasiliense no Mundial da FINA 2013, em BarcelonaSatiro Sodrjan/fev 2015 - Revista Correios 37 mesmo que quero para mim?, Es-tou fazendo a escolha certa?. Para ele, nessa idade o jovem tem muita referncias e isso acaba confundin-do. Mas eu tive muita sorte. Tinha o apoio dos meus pais e dos amigos. No momento certo eu resolvi levar a srio. Abracei a causa junto com o Ricardo (Moreira, tcnico). A gen-te falou: ns vamos fazer, seremos bom nisso. Comeou na teoria e co-locamos em prtica, afirma Csar. Da determinao, veio a participa-o no primeiro campeonato sul--americano, na Colmbia. Depois de muito caminho per-corrido, milhares de saltos realiza-dos e dezenas de medalhas conquis-tadas, hoje Csar um veterano que sabe de onde veio. Por isso, capaz de compreender a ansiedade do jo-vem Deivid ao encontr-lo. Aos 18 anos, o saltador olmpico comeou a competir na categoria profissional. Ao lado de nomes consagrados, o brasiliense ficava nervoso. Eu no tinha saltos complexos. Isso me cau-sava insegurana. Mas essa experi-ncia boa para quem est come-ando, porque te d uma referncia para buscar ser melhor, comenta. Csar lembra de ficar observando outros atletas como o saltador bra-sileiro Cassius Duran e pensar: um dia eu vou ser assim. No vou ficar para trs.De esprito competitivo, Csar foi aprimorando suas tcnicas ao longo dos anos. A distncia com seus do-los comeava a ficar cada vez menor. Quatro anos depois, o atleta estava competindo de igual para igual. Foi um processo muito bacana. uma boa lembrana, conta, orgulhoso.Contrariando toda dificuldade ainda encontrada pelos atletas de Saltos Ornamentais no Brasil, C-sar Castro exibe um histrico in-vejvel. Duas vezes considerado o melhor atleta da histria dos saltos ornamentais do pas, o atleta esteve, nos ltimos dez anos, quase sempre entre os dez primeiros colocados do ranking mundial. Chegou a ficar em 3 lugar, em 2009. Em 2002, foi o primeiro brasileiro a subir ao pdio em uma etapa do Grand Prix. Csar tambm competiu nos Jogos Olm-picos de Atenas 2004 (9), Pequim 2008 (24) e Londres 2012 (17).Futuro que se constriCsar do tipo de atleta que se pre-ocupa com a ps-carreira. Formado em Educao Fsica, o brasiliense enfrentou tempos complicados na poca da faculdade. A rotina can-sativa e cheia de compromissos, to-davia, no tiraram do aleta, poca com 17 anos, o foco dos Saltos Or-namentais. Levei o esporte muito a srio, passei a estudar a noite para poder buscar o melhor que eu pu-desse ser no esporte. Quatro anos depois eu estava na Olimpada de Atenas, na primeira final olmpica de que participei, relembra. Eu re-comendo os estudos para qualquer atleta, completa. Morando atualmente nos Esta-dos Unidos, Csar treina em tempo quase integral e aproveita a opor-tunidade para aprender ingls. O estudo tem que estar presente. No pretendo parar jamais. Sempre apro-veito para associar algumas coisas e nunca ficar parado, argumenta. Mas Csar no traz boas no-tcias para os fs brasileiros. Isso porque o atleta pretende finalizar a carreira aps as Olmpiadas do Rio 2016. Satisfeito com a carrei-ra, o saltador considera que bom para um atleta saber a hora de parar para no carregar algo que no seja Eu estou muito satisfeito com minha carreiraTiago FrechianiDeivid Samuel ouve com ateno as orientaes do dolo38 Revista Correios - jan/fev 2015Esportenecessrio. Eu acho que j contribui muito no esporte. Tenho isso muito claro. Penso que acabar como atle-ta, mas quero estar prximo de outra forma: como professor, como consul-tor ou qualquer outra coisa que eu possa contribuir para os Saltos Or-namentais, analisa com serenidade.Apoio de longa dataAtleta ligado Confederao Bra-sileira dos Desportos Aquticos (CBDA), Csar Castro sabe a impor-tncia do patrocnio na vida de uma atleta. Em entrevista, Csar relem-brou a primeira vez que conseguiu um apoio profissional. Junto com o tcnico Ricardo Moreira, consegui-ram passagens de nibus para com-petir em Goinia, cidade a 210 km de Braslia - DF, pelo Trofu Brasil. Tnhamos entre 18/19 anos. Ns vibramos bastante quando conse-guimos. Isso mostra a importncia de ter humildade para comear de baixo e que, o incentivo um pilar na carreira do atleta, argumenta. Desde 1997, os Correios esto presentes da vida de Csar Castro, mas, por volta de 2001/2002, o in-centivo foi intensificado. Os Cor-reios sempre me apoiam, onde quer que eu esteja. Isso muito legal: seja em Braslia, seja no Rio de Ja-neiro, onde eu fiquei 5 anos, e agora nos Estados Unidos, os Correios me apoiam. Para onde vou, os eles esto comigo. Acho que esse o diferen-cial, assegura. Para o brasiliense, a singularida-de dos Correios a liberdade ofere-cida ao atleta. Enquanto alguns pro-fissionais temem a mudana, Csar argumenta que a empresa sempre deu a segurana necessria para to-mar a melhor deciso em sua carrei-ra esportiva. Os Correios falam: vai, escolha o seu melhor e a gente vai estar atrs de voc, dando suporte. Eu tenho um carinho muito grande e reconheo todo o esforo e empe-nho que os Correios me do ao lon-go desses 13 anos, agradece. Origem dos saltos ornamentaisEngana-se quem imagina que a arte de saltar de vrias alturas rumo gua nasceu recentemente. A prtica que deu origem aos saltos ornamentais est registrada em murais pintados h cerca de 4 mil anos. Essas pinturas mostram povos babilnicos, caldeus e os antigos egpcios mergulhando de pontos elevados, com o objetivo de alcanar comida ou buscar tesouros no fundo do mar.Fonte: Portal oficial do Governo Federal sobre os Jogos Olmpicos e Paralmpicos de 2016Csar foi medalha de ouro no X Jogos sul-americanos Santiago 2014Satiro SodrSatiro SodrAtualmente morando nos EUA, Csar treina em mdia seis horas por diajan/fev 2015 - Revista Correios 39 Outros produtos e servios de convenincia oferecidos nos Correios:Produtos e servios de convenincia. mais fcil ali nos Correios. pensando em voc que os Correios oferecem servios e produtos que vo alm de cartas e encomendas. Nas agncias dos Correios, voc pode pagar contas, contratar emprstimo, cadastrar CPF, solicitar o Seguro DPVAT e muito mais. E o melhor, em qualquer lugar do Brasil. Quando precisar agilizar a sua vida, nem pense duas vezes: mais fcil ali nos Correios. Acesse correios.com.br e saiba mais.ABERTURA DE CONTA | TRANSFERNCIA DE VALORES | CERTIFICAO DIGITAL | EMBALAGENS | CAIXA POSTAL | PRODUTOS PERSONALIZADOS | PRODUTOS COMEMORATIVOS | Consulte disponibilidade nas agncias.Fale com os Correios: correios.com.br/falecomoscorreiosCAC: 3003 0100 ou 0800 725 7282 (informaes) e 0800 725 0100 (sugestes e reclamaes)Ouvidoria: correios.com.br/ouvidoriaSIC: correios.com.br/acessoainformacao Veja aqui a agncia mais prxima de voc:correios.com.brGUGA_Correios Conveniencia_Ad pg Simples_205x275.indd 1 20/01/15 10:4240 Revista Correios - jan/fev 2015