revista corrosao e protecao - edio-51-bx.pdf

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  • ISSN 0100-1485

    entrevista

    Gutemberg de

    Souza Pimenta

    ex-presidente da

    ABRACO

    entrevista

    Ano 11N 51Mar/Abr 2014

    Gutemberg de

    Souza Pimenta,

    ex-presidente da

    ABRACO

    eficincia e proteoambiental

    inibidores de corrosoinibidores de corroso

    eficincia e proteoambiental

    Capa51:Capa35 4/29/14 6:57 PM Page 1

    ,

  • Sumrio

    4Editorial

    INTERCORR: tudo pronto para a largada

    5ABRACO Informa

    ABRACO amplia seu leque de atuao

    6Entrevista

    Um profissional ecltico

    8Inibidores de Corroso

    Eficincia e proteo ambiental

    33Notcias do Mercado

    34OpinioMudasil

    Jus

    C & P Maro/Abril 2014 3

    A revista Corroso & Proteo uma pu bli cao oficial daABRACO Asso ciao Bra sil eira de Corroso, fundada em17 de outu bro de 1968. ISSN 0100-1485

    Av. Venezuela, 27, Cj. 412Rio de Janeiro RJ CEP 20081-311Fone: (21) 2516-1962/Fax: (21) 2233-2892www.abraco.org.br

    Diretoria Executiva Binio 2013/2014PresidenteEng. Rosileia Mantovani Jotun Brasil

    Vice-presidenteDra. Denise Souza de Freitas INT

    DiretoresAcio Castelo Branco Teixeira qumica unioEng. Aldo Cordeiro DutraCesar Carlos de Souza WEG TINTASM.Sc. Gutemberg de Souza Pimenta CENPESIsidoro Barbiero SMARTCOATEng. Pedro Paulo Barbosa LeiteDra. Simone Louise Delarue Cezar Brasil

    Conselho Cientfico M.Sc. Djalma Ribeiro da Silva UFRNM.Sc. Elaine Dalledone Kenny LACTECM.Sc. Hlio Alves de Souza JniorDra. Idalina Vieira Aoki USPDra. Ida Nadja S. Montenegro NUTECEng. Joo Hipolito de Lima Oliver PETROBRS/TRANSPETRODr. Jos Antonio da C. P. Gomes COPPEDr. Lus Frederico P. Dick UFRGSM.Sc. Neusvaldo Lira de Almeida IPTDra. Olga Baptista Ferraz INTDr. Pedro de Lima Neto UFCDr. Ricardo Pereira Nogueira Univ. Grenoble FranaDra. Simone Louise D. C. Brasil UFRJ/EQ

    Conselho EditorialEng. Aldo Cordeiro Dutra INMETRODra. Clia A. L. dos Santos IPTDra. Denise Souza de Freitas INTDr. Ladimir Jos de Carvalho UFRJEng. Laerce de Paula Nunes IECDra. Simone Louise D. C. Brasil UFRJ/EQSimone Maciel ABRACODra. Zehbour Panossian IPT

    Reviso TcnicaDra. Zehbour Panossian (Superviso geral) IPTDra. Clia A. L. dos Santos (Coordenadora) IPTM.Sc. Anna Ramus Moreira IPTM.Sc. Srgio Eduardo Abud Filho IPTM.Sc. Sidney Oswaldo Pagotto Jr. IPT

    Redao e PublicidadeAporte Editorial Ltda.Rua Emboaava, 93So Paulo SP 03124-010Fone/Fax: (11) 2028-0900aporte.editorial@uol.com.br

    DiretoresJoo Conte Denise B. Ribeiro Conte

    EditorAlberto Sarmento Paz Vogal Comunicaesredacao@vogalcom.com.br

    ReprterCarlos Sbarai

    Projeto Grfico/EdioIntacta Design julio@intactadesign.com

    GrficaAr Fernandez

    Esta edio ser distribuda em maio de 2014.

    As opinies dos artigos assinados no refletem a posio darevista. Fica proibida sob a pena da lei a reproduo total ouparcial das ma trias e imagens publicadas sem a prvia auto -ri zao da editora responsvel.

    Artigos Tcnicos

    16Perfil de rugosidade de superfcies de

    ao-carbono x espessurade pintura: um tema importante

    para ser debatidoPor Celso Gnecco e Fernando L. de

    Fragata

    24Sensores de monitoramento do risco

    de corroso nas estruturas de concretoatmosfricas

    Por Adriana de Arajo e ZehbourPanossian

    Sumrio51:Sumrio/Expedient36 4/29/14 6:43 PM Page 1

  • ntre os dias 19 e 23 de maio, Fortaleza ser a capital nacional da corroso e proteo.Nesse perodo, est programado o INTERCORR 2014, o maior evento internacional de corrosoque se realiza no Brasil. Reunindo a comunidade tcnica e cientfica das universidades, institutos de

    pesquisas, empresas e profissionais da rea de corroso, o INTERCORR tem tradio de proporcionar umgrande intercmbio de conhecimentos e experincias.

    O INTERCORR rene cinco eventos: 34 Congresso Brasileiro de Corroso, 5th InternationalCorrosion Meeting, X Congreso Iberoamericano de Corrosin y Proteccin, 19 Concurso de Fotografia deCorroso e Degradao de Materiais e a 34 Exposio de Tecnologias para Preveno e Controle daCorroso.

    Nesta edio, tambm ser realizada o evento anual da Asociacin Iberoamericana de Corrosin yProteccin AICOP, consolidando, desta forma, o INTERCORR como referncia para o desenvolvimen-to industrial no Brasil e no exterior, sendo um excelente cenrio para empresas de diversos segmentos apre-sentarem suas tecnologias, divulgarem sua marca e darem visibilidade aos seus negcios, ampliando rela-

    cionamento e conhecimento. E exatamente por isso que a Expo -sio de Tecnologias para Preveno e Controle da Corroso ganha acada edio mais notoriedade, sendo que em 2014 sero 20 empre-sas participantes.

    Deve-se tambm abrir parnteses para o trabalho desenvolvidopelo Co mit Executivo, capitaneado por Neusvaldo Lira de Almeida,do IPT; e Comit Tcnico-Cientfico, tendo frente a pesquisadorada URFJ Simone Louise D. C. Brasil, que buscam aprimorar con-tinuamente o evento, a partir da experincia acumulada nas edies

    anteriores, observaes de congressos mundiais e acompanhamento das inovaes relacionadas corroso.Uma novidade da edio 2014 ser a conferncia de abertura. Sob o ttulo Construindo uma Tropa de

    Elite, ter como palestrante Paulo Storani, ex-capito do BOPE (Batalho de Operaes Policiais Especi -ais) da PM do Rio de Janeiro e o principal consultor para a construo do personagem principal do filmeTropa de Elite. A palestra prope estabelecer uma relao entre a rea lidade do BOPE e a das atividadesdo mundo corporativo, abordando, por exemplo, processos, compromisso com a marca, foco no resultado,trabalho em equipe, superao de limites, autorrealizao no cumprimento da tarefa, misso e liderana.

    A programao tcnica extensa e aborda praticamente todas as reas de interesse (veja programaocompleta no site www.abraco.org.br). So trs painis: Corroso Externa de Dutos: Normalizao, Gestoe Desafios; Galvanizao; e Proteo Passiva contra Fogo; cinco conferncias e a apresentao de trabalhosna forma oral e pster.

    Destaque tambm para os minicursos que sempre so acompanhados por um nmero expressivo deprofissionais. O INTERCORR 2014 tem programado os seguintes: Noes de Revestimento Anticorrosivode Dutos Terrestres (ministrado por Andr Koebsch, da Petrobras), Ensaios em Tintas Anticorrosivas (CelsoGnecco, da Sherwin-Williams), Corroso em Estruturas Martimas Offshore (lvaro Terra, da Petrobras),Uso de Inibidores de Corroso na Indstria (Isabel Correia Guedes, da USP) e Corroso em Sistemas deGerao de Vapor Caldeiras (Hermano Cezar Medaber Jambo, da Petrobras).

    Patrocinadores necessrio sempre reforar a importncia dos patrocinadores para a realizao doINTERCORR. Nesta edio, o evento conta com o apoio da Innospec (patrocinador platina); Inter -national Paint, Tinco Anticorroso, Tintas WEG, Sherwin Williams, Jotun e Blaspint (patrocinadoresouro); e SmartCoat, Air Products, CSP e Tintas Jumbo (patrocinadores prata).

    Boa leitura!

    Os editores

    INTERCORR: tudo pronto para a largada

    Carta ao leitor

    A novidade da edio 2014 ficar por conta da

    palestra de Paulo Storani, ex-capito do BOPE e

    consultor do filme Tropa de Elite, que estabelecer

    uma relao entre o BOPE e o mundo corporativo

    4 C & P Maro/Abril 2014

    Editorial51:Editorial36 4/29/14 5:09 PM Page 1

  • ABRACO Informa

    ABRACO amplia seu leque de atuao

    A ABRACO Associao Brasileira de Cor roso promo -ver, no final de julho, uma votao pa ra alterar sua denomi-nao, ampliando dessa for ma seu escopo. Queremos ampli-ar o nome pa ra Associao Brasileira de Corroso e Deteri -orao de Materiais ABRACO. Alm disso, pre ten de mosestender nosso leque de atendimento no sen tido de promovera capacitao, qualificao e cer tificao de pessoas, em presas,produtos e ser vios relacionados ao controle de corroso edeteriorao de materiais, com todos os benefcios propor-cionados pela associao, revela o gerente geral da entidade,Mar cos Morete.

    Morete informou ainda que a votao ser ele trnica e quea ABRACO receber, por intermdio de e-mail, os votos. Es -tamos disposio para for necer todas as explicaes e proce -dimentos, bem como login e senha para que a votao seja rea -li zada com sucesso. importante que o cadastro dos associados estejam atualizados na associao, prin-cipalmente os e-mails. As inscries para novos scios tambm podem ser feitas atravs do nosso endereoeletrnico: abraco@abraco.org.br., alerta Morete. O gerente lembra que a misso da ABRACO di -fundir e desenvolver o conhecimento da corroso e da proteo anticorrosiva, congregando empresas,entidades e especialistas e contribundo para que a sociedade possa garantir a integridade de ativos e pro-teger as pessoas e o meio ambiente dos efeitos deletrios da corroso e da deteriorao de materiais.

    Mais informaes podem ser obtidas diretamente no site www.abraco.org.br.

    ABRACOInforma51:Mercado36 4/29/14 4:32 PM Page 1

  • Um profissional ecltico

    Passando por todos os segmentos da indstria de pe trleo, Gutemberg de Souza Pimenta esteve

    sempre na linha de frente de diversas pesquisas voltadas para a preveno e o combate

    corroso e hoje dedica-se ao trans porte de petrleo e seus deri vados

    Entrevista

    m dos mais proeminentespesquisadores que atuamna rea de corroso, Gu -

    tem berg gra duado em Enge -nha ria Mecnica pela PontifciaUniversidade Ca tlica do Rio deJaneiro PUC-RJ, com mestra-do em En ge nha ria Metalrgica eCincia dos Materiais pela Uni -versidade Fe deral do Rio de Ja -neiro COPPE. Desde 1979,trabalha na rea de corroso,quando in gressou no Centro dePesquisas da Petrobras CEN-PES, onde seguiu carreira atchegar, no ano 2000, ao cargo deConsultor S nior da Petrobras.

    Desde 2006, responsvelpe la implantao da Rede Tem -ti ca de Materiais e Corroso (redede pesquisa de desenvolvimentointerligada por vrios centrosavan ados de estudos), projetode senvolvido pela Petrobras eANP (Agncia Nacional de Pe -trleo) nas universidades e ins -titutos de pesquisas do Brasil.

    Gutemberg tambm umin centivador da participaodos pro fissionais em associaestcnicas. Ele mesmo atua ativa-mente na ABRACO, Associa -o Brasileira de Corroso, on -de foi pre sidente du rante osanos de 2001 e 2002, e hojeintegra a diretoria, alm de par-ticipar de di versas formas pa -lestrante, con gressista ou orga-nizador de diversos eventos e

    desempenho tive a oportunidade deentrar no Centro de Pes quisas daPetrobras e a vaga era para traba -lhar com pesquisas na ge rncia res -ponsvel pela corroso.

    Quais foram seus mestres e co -mo eles lhe influenciaram?Pimenta Isto teve um grandepeso na minha deciso de traba -lhar com corroso, pois sempre fi -quei ligado aos mestres que eramreferncia em corroso na Petro -bras, no Brasil e no mundo.Apren di muito com eles os quaistam bm confiaram no meu traba -lho, na postura profissional e navontade de atuar com pesquisas emtemas ainda desconhecidos na d -cada de 1980. Devo muito aosmeus trs grandes mestres: o Dr.Pau lo Cesar Loyola, o Dr. Mar cioAlmeida Ramos e o Dr. Fernan doBene dito Mainier.

    Quais as principais linhas depesquisa a que se dedicou?Pimenta Sempre procurei tra -ba lhar com pesquisas de alto riscoe grande valor agregado para asati vidades da empresa. Comeceimi nha linha de pesquisa em sis-temas de produo, plataformasfixas, estudando os efeitos do H2Sna corroso sob tenso nos mate -ri ais de li nha de produo. Parti -ci pei da cons truo de um siste -ma mooring de corroso paraes tudar a perfor mance da prote -

    aes relevan tes para a consoli-dao da entidade.

    Nesta entrevista, Gutem bergconta um pouco de sua histria.

    Conte um pouco da sua opopela engenharia e a especializa-o em corroso?Gutemberg Pimenta Desenvol -ver e construir sistemas de testessem pre foi um exerccio que prati-cava muito na minha adolescncia,razo pela qual optei pela me c -nica. Ainda na PUC, participeicomo monitor de dois laboratriosnovos e tinha como tarefa principalestudar e especificar procedimentosde testes para as aulas pr ticas dodepartamento. Isto me fez buscarconhecimentos necessrios pa ra asatividades atravs de pes quisas,con sultas a normas tcnicas, almde conhecer no mercado do Rio deJaneiro empresas que trabalhassemcom os sistemas que eu estava mon-tando. Outro fato im portante foi omeu trabalho fi nal de curso, noqual tive como responsabilidade oprojeto de uma es tei ra rolante, queme levou a fa zer tambm umagrande pesquisa na literatura exis-tente e conhecer mquinas e aces -srios existentes no mercado. Aotr mino do curso de engenhariapas sei por outros na Petrobras, o deEngenharia e Ins peo de Equipa -mentos, e l tive diversas matriasde corroso que no existiam nauniversidade. Em razo do meu

    6 C & P Maro/Abril 2014

    Gutemberg deSouza Pimenta

    Entrevista51:Entrevista36 4/29/14 4:35 PM Page 1

  • o catdica e corroso sob frestaem at mil metros de profundi-dade. Outro pro jeto de pesquisafoi a de estudar inibidores de cor-roso para poos onshore, on deau mentamos a vida til das co -lunas. Coordenei o projeto de pes -quisas de corroso sob tenso emetanis, mostrando que o meca -nis mo de falha que estava ocor-rendo nos EUA no acontecia emetanol de cana-de-acar, par -ceria reali zada com o INT, IPTe UFGRS. Tambm coordenei opro jeto de cor roso e medidas pre-ventivas em dutos e tanques ondeforam geradas vrias solues pa raos nossos sistemas, evitando fa lhas emelhoria da nossa logstica detrans porte e armazenamento de pe -trleo e seus derivados. Esta ati -vidade teve como grande parceiro oIPT. Mi nhas principais linhas depesquisa foram o moni toramento egerenciamento e ini bio da cor-roso. Pas sei por to dos os segmentosda indstria de pe trleo. Hoje euestou vol tado mais ao trans porte depetrleo e seus deri vados, etanol,bio diesel e produtos cidos geradospelas petroqumicas.

    O que se discute hoje a respei -to da corroso?Pimenta Meio ambiente e quali -dade do produto so dois fatos queno Brasil sempre esto em pauta. Ovalor do ativo, equipamentos eaces srios, fica em segundo plano. Aao corrosiva degenera o produto eo vazamento de fluidos, por exem-plo, em dutos pode causar proble-mas graves ao meio ambiente.

    O pas est no mesmo patamardo que os pases mais desen-volvidos? Como o senhor ava -lia essa questo?Pimenta No que se refere com-parao entre os pesquisadores doBrasil e no exterior estamos nomes mo patamar. O nosso grandepro blema ainda o apoio do go -ver no em pesquisa e a infraestru-

    tura. No exterior, alm de apresen -ta rem equipamentos de pesqui sasde ltima gerao, os pesquisa doresain da tm como caractersticaapre sentarem pesquisas com umcus to baixo, funo esta devido aoapoio muito maior dos rgos go -vernamentais nos EUA e Europa.

    O senhor tem uma destacadaatuao associativa. Na sua vi -so, qual a importncia de par-ticipar ativamente de associa -es profissionais?Pimenta A associao deve tersempre como meta principal a di -vulgao dos temas ligados a suasatividades, como congressos, semi-nrios, cursos e normas tcnicas.Tu do isto s possvel se tivermosuma equipe de trabalho muito boae que consiga sempre enxergar nomercado os temas que esto empauta. Eu tenho esta caractersticae gosto de estar sempre em contatocom os pesquisadores e manter-meatualizado na atividade. atravsda associao que devemos realizareste trabalho. Fui um dos princi-pais articuladores de trazer o LA -TINCORR para o Brasil, assimcomo da elaborao do COTEQ,onde participam a ABRACO,ABENDE e IBP, evento bianualque realizado no...