Revista Painel Político - 4ª Edição

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    06-Mar-2016

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Como reportagem principal, um material completo sobre a Operao Termpilas, que desarticulou um pesado esquema envolvendo parlamentares e secretrios do governo Confcio Moura.

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<ul><li><p>PAINEL POLTICO 105 Novembro 2011</p><p>TURISMO</p><p>ANO I - N 4 - 05 Novembro de 2011 - Porto Velho - Rondnia Valor: R$ 6,50</p><p>De Porto Velho a Cuzco, uma viagem do Peru! </p><p>Dom Moacyr Grechi Arcebispo da Arquidiocese de Porto Velho</p><p>enTReVISTa</p><p>CHER</p><p>Y</p><p>CONQ</p><p>UIST</p><p>A PO</p><p>RTO </p><p>VELH</p><p>O </p><p>TeRMPILaS</p></li><li><p>PAINEL POLTICO2 05 Novembro 2011</p></li><li><p>PAINEL POLTICO 305 Novembro 2011</p></li><li><p>PAINEL POLTICO4 05 Novembro 2011</p><p>SUMRIO</p><p>PAINEL POLTICO4 05 Novembro 2011</p><p>editorialEstamos de volta!Pg.03</p><p>artigo Herbert LinsPg.40</p><p>Coluna Alan Alex Pg.41</p><p>estamos de OlhoPg.42</p><p>CulturaUma sinopse sobre o livro Mulheres Pg.44</p><p>OpinioPg.45</p><p>Coluna Viver Bem Pg.46</p><p>HIDROPOnIa Porto Verde atinge marca recorde de produo</p><p>34eCOnOMIa</p><p>18CaPaTeRMPILaSPF prende deputado, assessores do governo e empresrios</p><p>12TURISMOVIaGeMDe Porto Velho a Cuzco, uma viagem do Peru!</p><p>enTReVISTa</p><p>DOM MOaCyR GReCHI Confira a entrevista com o Arcebispo de Porto Velho</p><p>6</p><p>24eSPeCIaL 31 OBRaS 38PORTO VeLHO</p></li><li><p>PAINEL POLTICO 505 Novembro 2011</p><p>Estamos de volta!</p><p>Alan Alex - Editor </p><p>eDITORIaL</p><p>Foi um ano turbulento com muitas promessas, dificuldades, coisas boas e ruins acontecendo s vezes ao mesmo tempo, mas estamos conseguindo organi-zar e voltar com a Revista Painel Poltico, uma publicao que vem sendo cobrada desde que editamos a terceira edio, ainda em maro, quando noticiamos as trgicas mortes de Manelo, Paulo Quei-roz (colaborador da revista) e Eduardo Valverde.Desde ento por problemas alheios a nossa vontade, a revista teve que dar uma pausa, mas agora estamos de volta e com flego para entrar 2012 com o p direito. O ano de 2011 vai ficar marcado na vida da maioria dos rondonienses, alm das perdas de grandes personalidades, tambm tivemos recentemente a Operao Termpilas da Polcia Federal com participao do Ministrio Pblico do Estado que desmontou uma suposta quadrilha que seria responsvel por atuar em duas frentes, a primeira de conseguir, atravs de lobistas, obter con-tratos e conseguir reajustes de valores entre empresas que prestam servios ao governo do Estado. Parte do dinheiro obtido por esses contratos era repassa-do ao ento presidente da Assembleia Legislativa, Valter Arajo que mantinha uma base de sustentao na Casa de Leis, mantendo com quantias diversas uma espcie de mesada a sete parlamentares. A reportagem completa sobre o caso voc acompanha nesta edio.Tambm trouxemos a nossos leitores um panorama sobre a segurana pblica em Rondnia. O ano de 2011 tambm vai entrar para a histria como o que mais </p><p>teve crises na segurana. No incio do ano foram duas greves da Polcia Militar, sendo que a segunda paralisao quase termina em confronto armado. Situaes esdrxulas envolvendo policiais tambm foram registradas, como o flagrante da compra de cervejas em uma viatura, incidentes envolvendo delegado de po-lcia, troca de tiros entre policiais civis e militares e insatisfao generalizada dentro da Polcia Civil. Voc vai saber quais as perspectivas desse importante setor para 2012.Esta edio tambm apresenta mat-</p><p>rias sobre empresas que deram certo em Rondnia e uma entrevista exclusiva com o arcebispo de Porto Velho Dom Moacir Grechi, figura que sempre combateu a corrupo em nossa regio.Tambm j podemos adiantar uma novidade. A partir de 2012 voc poder acompanhar em nosso site www.painel-politico.com os vdeos das entrevistas apresentadas na revista, alm de udios e fotos inditas das reportagens produ-zidas. O contedo multimdia de nossas edies estar totalmente disponvel, assim como edies anteriores em for-mato digital.PAINEL POLTICO volta com fora to-tal e dessa vez para ficar. Agradecemos o apoio dado a todos que ao longo desse ano ajudaram ao retorno desse projeto.</p><p>PAINEL POLTICO volta com fora total e dessa vez para ficar</p></li><li><p>PAINEL POLTICO6 05 Novembro 2011</p><p>enTReVISTa</p><p>DOm mOACYR GRECHIEu fui eleito muito novo, hoje j no se faz mais isso, eu tinha apenas 36 anos</p><p>PAINEL POLTICO6 05 Novembro 2011</p></li><li><p>PAINEL POLTICO 705 Novembro 2011</p><p>D om Moacyr Grechi Arcebispo da Arquidiocese de Porto Velho, 75 anos, natural da cidade de Turvo em Santa Catarina, frade religioso perten-cente Ordem dos Servos de Maria, datada do ano de 1.200, tendo sido eleito bispo de Rio Branco no Acre a partir de 1972, sucedendo o em ento arcebispo Giocondo Grotti, falecido em um desastre areo, por 27 anos, at a sua transfe-rncia para Rondnia em 1998. Est h 11 anos a frente da Arquidiocese con-cedeu entrevista a PAINEL POLTICO, onde aborda a sua histria e os principais problemas sociais encontrados na Rondnia que hoje vivemos.Por Danny Bueno</p><p>PAINEL POLTICO - O se-nhor conhecido com um grande defensor de causas sociais. Como foi seu envol-vimento com essa temtica?</p><p>Dom Moacyr - Sempre fui ligado s questes de amparo e incentivo as comunidades, quando fui enviado ao Acre assumi o cargo de chefe pro-vincial da Ordem dos Servos de Maria no Brasil, e como tal, temos esse compromisso de viver em comunidade, conse-qentemente a obrigao de me envolver com os membros da igreja e da sociedade para alar as construes das igre-jas desta regio norte do pas, entregue a Ordem dos Servos de Maria por determinao de Roma.</p><p>PAINEL POLTICO Com quantos anos o senhor as-sumiu a cadeira de bispo da Igreja Catlica, considerada uma posio importante diante da expressividade e liderana que a funo exige?</p><p>Dom Moacyr Eu fui eleito muito novo, hoje j no se faz mais isso, eu tinha apenas 36 anos, houve um processo de </p><p>escolha, o que muito compli-cado, foi muito doloroso pela maneira trgica como foi o fa-lecimento antecessor, a regio era extremamente conturbada e precisei absolver todas as cri-ses que o meu clero vivia, entre elas, a da grilagem de terras. Tinha a migrao desordenada para a Amaznia, onde desma-tar era beneficiar, o movimento dos seringueiros com Chico Mendes, o crime organizado a servio dos fazendeiros, onde servimos de abrigo na Casa Pa-roquial por seis meses ao lder seringueiro, pois era constan-temente ameaado de morte, e acabamos ficando muito chegados, pois apesar de no ser um membro fervoroso, mas, fazia parte da nossa igreja.</p><p>PAINEL POLTICO Ou-tro captulo histrico que trouxe o lado violento e poltico daquele Estado foi priso do ex-deputado e ex--coronel da PM Hildebran-do Pascoal, como era esse perodo?</p><p>Dom Moacyr Infeliz-mente, naquela poca quem mandava no Acre era o terror, e eu tive que passar por aquele momento de terror com aquele </p><p>povo. A fama daquele homem realmente era de serrador de gente, mas quando tudo isso terminou, graas a Deus, nos sentimos aliviados pela ma-neira como foi conduzido pela justia quela condenao. Aps essas passagens, tanto o governador do Acre como o presidente do Tribunal de Justia, que tinham trabalha-do comigo quando jovens, me lisonjearam com a seguinte de-clarao: Bom, Dom Moacyr... agora quem manda no Acre o senhor, quando o senhor quiser alguma coisa nos chame que ns vamos obedecer.</p><p>PAINEL POLTICO Ao final de 1998 o senhor foi transferido para Porto Ve-lho, como foi essa nossa misso aps 27 anos de convivncia com o povo do Acre?</p><p>Dom Moacyr Eu sincera-mente achava que terminaria meu sacerdcio por l, assim como os que me precederam passaram por l, e aqui che-gando fomos acolhidos com toda ternura e carinho que a marca registrada de toda a populao que foi trazida pelas circunstncias mais ad-</p><p>PAINEL POLTICO 705 Novembro 2011</p></li><li><p>PAINEL POLTICO8 05 Novembro 2011</p><p>versas para essa regio do pas, aos quais procuro retribuir com cada clula do meu ser a cada novo dia que Deus me d.</p><p>PAINEL POLTICO - Nos dias atuais Rondnia vive uma exploso de crescimen-to, e esse crescimento acar-retaro futuros problemas sociais, que refletiro em todas as camadas da socie-dade, como o senhor v esse quadro que se forma e quais as suas perspectivas para esse futuro?</p><p>Dom Moacyr J se vo quase 13 anos desde a minha chegada Rondnia, e j nos primeiros anos procurei me ater aos fatos e relatrios histricos desta terra, tendo j participado de grande parte desta histria. O que posso dizer desse cres-cimento repentino que mais uma vez Rondnia palco de um progresso desgovernado e as conseqncias desta ressacas que viro sempre recaem sobre os mais pobres. No houve um preparo para esse crescimento, hospitais que deveriam ter sido construdos no foram, assim como escolas, creches e mora-dias, fazendo com que os novos habitantes promovam mais uma ocupao desfigurada, reafir-mando a imagem de Amaznia Colnia do Brasil. Eles querema energia produzida aqui levar sem compensao alguma e todo mundo concorda, ficam s os rios contaminados, buracos da cassiterita, florestas devas-tadas para a criao de gado de forma ambgua e insustentvel que s favorece a alguns e decre-ta a destruio do Estado. Fica-mos sem esperana de reverso, </p><p>a no ser que ns abramos o olhos e reconheamos que no podemos cavar a nossa prpria sepultura.</p><p>PAINEL POLTICO O se-nhor tem uma maneira es-pecial de olhar os problemas estaduais com os reflexos que estes provocaro sobre a Amaznia, existe alguma forma de controlar essas ameaas ambientais ou po-demos dizer que j no h mais esperanas?</p><p>Dom Moacyr No pode-mos jamais perder as esperan-as, e no deixar de insistir. A Amaznia tem que ter o seu lugar no Brasil e no mundo, por que ela especial, portanto, tem que ser tratada de forma espe-cial. Se ela diferente das outras partes do mundo, ento que ela tenha compensaes diferentes, justamente para resolver pro-blemas como estes de migrao excessiva, a Amaznia sempre relegada a desigualdade. Imagi-nem quanto ouro, madeira e dia-mantes foram extrados daqui ilegalmente, e em alguns casos protegidos por autoridades, que muitas vezes so os prprios donos das serrarias, usinas e </p><p>mineraes.</p><p>PAINEL POLTICO Como lder religioso como o se-nhor se posiciona diante destas mazelas e como a igreja orienta a agir nestas situaes?</p><p>Dom Moacyr A ordem promover a educao e cons-cientizao dos membros da igreja, aconselhando atravs das missas, das nossas comunidades eclesiais de base, os nossos gru-pos de reflexo, cartilhas, cam-panhas e das comisses, como a CJP (Comisso de Justia e Paz). Dessa forma trabalhamos trans-mitindo as informaes neces-srias para que o povo perceba o que progresso, o que no progresso, que justia, o que no justia, que a funo da po-ltica a busca do bem comum e no os interesses isolados, assim como fizemos na campanha de arrecadao de assinaturas para a Lei da Ficha Limpa. En-quanto o Par e o Amazonas coletaram dez mil assinaturas, nos conseguimos vinte mil.</p><p>PAINEL POLTICO Em re-centes debates a igreja, atra-</p><p>enTReVISTa</p><p>PAINEL POLTICO8 05 Novembro 2011</p></li><li><p>PAINEL POLTICO 905 Novembro 2011</p><p>enTReVISTa</p><p>vs da Comisso de Justia e Paz CJP, vem apoiando os protestos de manifestantes que resistem ao aumento da passagem do transporte coletivo na capital, at onde a igreja enxerga que os aumen-tos so abusivos?</p><p>Dom Moacyr Sem querer misturar as coisas, a igreja apia o movimento pacfico e ordeiro, e desaprova qualquer atitude de violncia, seja de qual lado for, pois contra o evangelho, mas, jamais poderemos nos omitir ou concordar com a opresso ou os desmandos em favor do interes-se de grupos econmicos. Eu li uma informao de que a nossa passagem de nibus a segun-da mais cara do pas, e eu sou testemunha de um acordo que fizeram anteriormente em que </p><p>prometeram mais nibus, ni-bus melhores e terminais e at hoje nada disso foi feito. O preo no est compatvel com a qua-lidade, isso fato, o prefeito me disse que a maioria dos usurios no paga passagem, que eu dis-cordo e percebo que o discurso da prefeitura est muito voltado para a empresa. Acredito que cada governo tem que encon-trar os seus caminhos, e sempre voltado para o povo e no para empresas, tanto que se o Con-selho Municipal de Transporte for isento, vai averiguar a quali-dade e a estrutura destes nibus que esto circulando pelas ruas, e o prefeito precisa buscar o bem da comunidade, sem preju-dicar a empresa claro, muito menos a favorecendo, em cima de dados objetivos, usando a matemtica e no esquecendo </p><p>que a populao no est mais inerte as evidncias de excessos cometidos por autoridades.</p><p>PAINEL POLTICO Qual a sua mensagem para esses dias difceis que o mundo atravessa diante de tantos desastres provocados pela fria da natureza?</p><p>Dom Moacyr A mensa-gem do evangelho, no existe qualquer outra a ser lembrada, alm das palavras do Cristo que sempre garantiu que jamais es-taramos sozinhos, e mesmo que Ele no se fizesse mais presente nos enviaria o Consolador para suprir todas as nossas angstias, e devemos confiar hoje mais do que nunca que nas horas mais negras que a luz aquecer os nossos coraes.</p><p>PAINEL POLTICO 930 Janeiro 2011</p></li><li><p>PAINEL POLTICO10 05 Novembro 2011</p><p>CHERY CONQuIsTA PORTO VELHO COm PREOs POPuLAREs </p><p>O mercado de venda de carros permanece aquecido mesmo com o aumento do IPI, o numero de veculos circulando comprova que o porto-velhense est se dando o luxo de gastar mais com o seu bem-estar. A concessionria chinesa Chery que abriu as portas este ano em Porto Velho mais uma marca de automveis que vem para deixar os clientes em dvida, sobre qual marca de carros comprar desta vez. Uma das poucas empresas a vender sem aumento do IPI (Imposto sobre Produto Inter-no) e com preo de fbrica. Por apenas R$ 25.990 mil o carro QQ (Quil-quil) a sensao da empresa automobilstica Cher-ry. O veiculo j vem com duplo airbag, roda de liga leve, freios ABS, farol de neblina e som mp3, um carro completo com preo popular. Antes mesmo de o carro estar disponvel para venda j tnhamos uma lista de espera com uns quarenta nomes, explicou o gerente Car-los Miguel. A grande procura </p><p>proveniente das mulheres que gostam de tamanho compacto, o ideal para estacionar numa cidade com trnsito cada vez mais catico.Carlos Miguel acredita que o potencial do carro est as-sociado qualidade oferecida, alm do tamanho ideal para o mundo moderno. Com o preo favorvel, muita gente vai prefe-rir comprar um carro equipado aos bsicos oferecidos pela con-corrncia. R$ 25 mil o preo de um carro popular quem nem sequer oferece qualidade de vida ao motorista. At quem tem moto vai poder trocar por um QQ acredita. No Brasil a Chery chegou em 2009 e j conta com 77 lo-jas em todo o pas. S nos trs primeiros meses do ano apre-sentou dados surpreendentes, um crescimento de 428% com relao ao mesmo perodo do ano anterior. Segundo dados apresentados pelo gerente,j foram vendidos 2.500 mil car-ros desde a instalao da mul-tinacional do Pas.Em Porto Velho a empresa chegou aproximadamente h nove meses foi trazida pelo gru-</p><p>po mato-grossense Canopus que j tem mais de 30 anos de atuao no ramo de veculos, e agora em Porto Velho chegou com a Cygnus veculos. Refor-mamos o galpo por seis meses e investimos em qualidade tambm no ambiente para o nosso publico consumidor, o que tardou a inaugurao alm do esperado, conta Carlos Mi-guel, gerente de vendas da loja que sempre atuou no setor de venda de carros na cidade.A empresa oferece ainda outros quatro modelos, o Face, Cielo hatch, o Cielo Sedan e o Ti-ggo 4x2. Os clientes que esto fazendo o teste drive, elogiam o desempenho do motor, expli-cou Carlos Miguel. E completou, o dono de um grande carro de marca conhecida...</p></li></ul>

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