revista pc cia 093

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revista pc cia 093

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  • 2010 # 93 # PC&CIA

    Edito

    rial

    Edito

    rial

    Editora Saber Ltda.DiretorHlio Fittipaldi

    Associada da:

    Associao Nacional das Editoras de Publicaes Tcnicas, Dirigidas e Especializadas

    Atendimento ao Leitor: leitor@revistapcecia.com.br

    Os artigos assinados so de exclusiva responsabilidade de seus autores. vedada a reproduo total ou parcial dos textos e ilustraes desta Revista, bem como a industrializao e/ou comercializao dos aparelhos ou idias oriundas dos textos men-cionados, sob pena de sanes legais. As consultas tcnicas referentes aos artigos da Revista devero ser feitas exclusivamente por cartas, ou e-mail (A/C do Departamento Tcnico). So tomados todos os cuidados razoveis na preparao do contedo desta Revista, mas no assumimos a responsabilidade legal por eventuais erros, principalmente nas montagens, pois tratam-se de projetos experimentais. Tampouco assumimos a responsabilidade por danos resultantes de impercia do montador. Caso haja enganos em texto ou desenho, ser publicada errata na primeira oportunidade. Preos e dados publicados em anncios so por ns aceitos de boa f, como corretos na data do fechamento da edio. No assumimos a responsabilidade por alteraes nos preos e na disponibilidade dos produtos ocorridas aps o fechamento.

    Editor e Diretor ResponsvelHlio Fittipaldi

    Editor de TecnologiaDaniel Appel

    Conselho EditorialRoberto R. Cunha

    ColaboradoresAlfredo Heiss,Douglas H. Cetertick,Roberto Brando,Ronnie Arata

    RevisoEutquio Lopez

    DesignersCarlos Tartaglioni,Diego M. Gomes,

    ProduoDiego M. Gomes

    PC&CIA uma publicao da Editora Saber Ltda, ISSN 0101-6717. Redao, administrao, publicidade e correspondncia: Rua Jacinto Jos de Arajo, 315, Tatuap, CEP 03087-020, So Paulo, SP, tel./fax (11) 2095-5333.

    CapaArquivo Ed. Saber

    ImpressoParma Grfica e Editora.DistribuioBrasil: DINAPPortugal: Logista Portugal Tel.: 121-9267 800

    ASSINATURASwww.revistapcecia.com.brFone: (11) 2095-5335 / fax: (11) 2098-3366Atendimento das 8:30 s 17:30hEdies anteriores (mediante disponibilidade de estoque), solicite pelo site ou pelo tel. 2095-5333, ao preo da ltima edio em banca.

    PARA ANUNCIAR: (11) 2095-5333publicidade@editorasaber.com.br

    www.revistapcecia.com.br

    A volta da criatividade

    Neste ano o mercado de computadores no Brasil deve atingir

    a marca dos 13 milhes de unidades vendidas e, dessas, mais

    de 50% sero notebooks e netbooks. Os portteis esto em alta

    e esta febre afetou os fabricantes e lojistas tambm.

    Faa a seguinte experincia: visite algumas lojas e procure

    por um desktop. Voc encontrar interminveis prateleiras de...

    mesmice. A maioria consiste no kit bsico com processador

    dual-core e vdeo onboard da Intel. Sabemos que no exterior forte a imagem de que

    o brasileiro criativo, mas, para quem est aqui, nem parece.

    No h nada de errado com o processador dual-core e tampouco com o vdeo on-

    board da Intel, pelo contrrio, so componentes maduros e muito estveis. O mercado

    que deixou o PC desktop sem graa.

    Felizmente, o mercado dos notes e nets (ainda), ou, simplesmente, portteis, um pouco

    diferente e, mesmo que exista o pozinho francs (Atom, 945GZ, 1GB, HD 160 GB e

    Windows XP), encontramos tambm muitas mquinas projetadas com algum propsito

    em mente. E para atender um propsito vale tudo principalmente usar a criatividade.

    Assim, o comprador e o vendedor de portteis se deparam com muitas mais op-

    es que no mercado desktop. H modelos bsicos, outros voltados para multimdia,

    funes corporativas, etc, outros at nem parecem ter um propsito especfico, mas

    com certeza tm um pblico especfico. Dentre tantas opes, qual escolher? Qual

    voc indicaria para um executivo realizar seu trabalho? E se ele buscasse um porttil

    para a filha dele estudar, qual seria a melhor indicao?

    Neste mercado, indicaes genricas se traduzem em perda de clientes. Em um

    desktop podemos corrigir insuficincias instalando uma placa de vdeo, ou trocando

    o processador facilmente, mas em um porttil fica tudo mais difcil. Por isso, conhe-

    cer os diferentes perfis de portteis ajuda a vender o equipamento correto para cada

    pessoa e garante a participao do profissional nesse mercado que j ultrapassa 50%

    das vendas de computadores do pas. Nem seria necessrio acrescentar que ningum

    quer ficar de fora desta oportunidade.

    Tenha uma boa leitura!

    Daniel Appel

    Os novos chips da Intel

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  • Asus

    EeePC 1201T

    28Lenovo

    Think Pad

    T410

    40

    MSI WindTop AE2020 18

    24para voc?Qual o porttil ideal

    Lenovo ThinkPad

    X100e 30

    MSI X-Slim X340 32

    Positivo Platinum 34

    MSI CR400 38

    Como desempenham

    nossos portteis? 46

    PC&CIA # 93 # 2010

    IndiceIndice

    A Vez do Leitor

    Notcias

    Tendncias

    Opinio

    06086266

    REdES

    TESTES

    HARdWARE

    SSds agora da Kingston

    e Sandisk

    12

    Telefonia, agora, servio de TI 50Asterisk:

    aprenda a distribuir rotas com o dUNdi 58

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  • Onde encontro ?Na edio anterior foi publicado um artigo sobre StorCenter ix2, da Iomega. Fiquei interessado, mas no foi citada nenhuma loja que venda o produto. Onde posso encontr-lo, de preferncia em Santa Catarina?

    Robson S. da SilvaPor e-mail

    A Iomega mantm em seu site uma lista de parceiros no Brasil. Para visua-liz-la, acesse o link http://go.iomega.com/pt-pt/info/where-to-buy-br/?partner=4790.

    PC&CIA # 93 # 2010

    @ Vez do leitor

    @ Vez do leitor

    Colaboraram

    Asus (http://br.asus.com)EeePC 1201T

    Grandstream (http://www.grandstream.com.br)Gateway VoIP GSE-5024

    Kingston (http://www.kingston.com/brasil)SSD Now V Series 128 GB

    Lenovo (http://www.lenovo.com/br/pt/index.html)ThinkPad T410 e ThinkPad X100e

    Leucotron (http://www.leucotron.com.br)ATL+ IP 2200 e Shift

    MSI (http://br.msi.com)WindTop AE2020, X-Slim X340 e CR400

    Positivo (http://www.positivoinformatica.com.br)Notebook Platinum

    Sandisk (http://www.sandisk.com.br)SSD G3 60 GB

    PC&CIA #92Quatro ncleos no Core i3?

    No artigo Arquitetura Clarkdale, da edio n92, as informaes que vocs colocaram sobre este processador i3 da Intel me deixaram de cabelo em p, pois estava pensando que o processador do meu notebook, um Sim+ 6175 que vem equipado com este processador deveria ter quatro ncleos, uma vez que o monitor de sistema do meu Linux identifica quatro ncleos que operam de forma independente, fazendo um tipo de balanceamento da carga do sistema. Achei muito interessante a forma como isso acontece, porm ao ler sobre a arquitetura do i3 e a afirmao de que na verdade ele um processador de dois ncleos, vem a pergunta: O Linux esta identificando dois ncleos fantasmas no meu PC, ou o que pode ser isso de fato?

    Andr Forlin Dosciati - Ijui RS

    A deteco no Linux est correta. Acontece que o Core i3 conta com o recurso Hyper-Threading (ou simplesmente HT), que divide cada ncleo em dois processadores lgicos a fim de maximizar o uso de registradores. Por isso dizemos que este proces-sador tem dois ncleos e quatro threads.Este recurso j era usado desde os antigos Pentium 4, que apesar de terem apenas um ncleo, eram capazes de processar duas threads simultaneamente. A Intel fornece uma lista online com todas as especificaes de seus processadores para verificar o nmero de ncleos e threads suportadas, acesse http://ark.intel.com.

    Artigo sobre IPMIOl feras, vocs tm algum artigo sobre IPMI (Intelligent Platform Management Interface)? No encontro nada em por-tugus.Esta revista demais.

    Kleber SantosPor e-mail

    Caro Kleber,Infelizmente, ainda no tivemos a opor-tunidade de escrever artigos sobre IPMI. Sua sugesto est anotada!

    Dvida sobre memriaPretendo fazer um upgrade no meu Pen-tium D 820 instalando uma placa de vdeo GeForce, mas gostaria de ajuda na escolha do modelo. Achei duas placas que cabem no meu oramento: uma GeForce GT220 com 1 GB de memria e uma GT240 com 512 MB. Vale a pena adquirir a GT240, mesmo com menos memria?

    Fbio MarquesPor e-mail

    Com certeza. A quantidade de memria tem impacto no desempenho sim, mas s em jogos com grande nvel de deta-

    lhes, que exijam tambm grande poder de processamento, justamente a rea na qual a GT220 mais fraca. A GT240 tem 96 Stream Processors, enquanto a GT220 tem apenas 48. Os SPs a mais fazem da GT240 um modelo significa-tivamente mais rpido, ainda que tenha menos memria.Isto levando em considerao o desem-penho para jogos. Se o seu intuito for assistir vdeos de alta definio, ento, qualquer modelo, at mesmo o GeForce 210, atender bem o seu propsito.

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    Notcias

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    A Kingston Digital, aliada da Kingston Technology Company, responsvel pelo desenvolvimento de memrias Flash anuncia o lanamento de dois produtos: um carto microSDHC de 32 GB e um CompactFlash X600 com capacidades de 16 e 32 GB.

    O microSDHC tem o propsito de ser a soluo de armazenamento para smar-tphones, podendo servir, tanto para entretenimento, quanto para aplicati-vos de trabalho. Recentemente, a ne-cessidade de armazenamento tem sido maior com a transio dos telefones de simples aparelhos de comunicao para poderosas ferramentas multifuncionais usadas para ler e-mails, tirar fotos e ouvir msica.

    Classicado como classe 4 de velocidade, o carto tem velocidade mnima de 4 MB/s na transferncia de dados. Est sendo vendido pelo preo de US$ 153 e US$ 155 com adaptador de carto SD.

    J o CompactFlash oferece suporte a UDMA modo 6. Atinge velocidade de

    Kingston lana novos produtos de memria flash

    leitura e escrita de 90 MB/s, mais indicado para o uso em cmeras foto-grcas digitais prossionais. Tambm disponvel com capacidades de 16 e 32 GB, nos preos de US$ 154 e US$

    270, acompanhado de um software gratuito para recuperao de dados, o MediaRECOVER.

    Mais informaes em http://www.kin-gston.com/Brasil/.

    A Asus esta lanando o luxouso NX90, que oferece requinte sonoro sem pre-cedentes. O NX90 possui tecnologia ASUS SonicMaster exclusiva, um pacote de inovaoes de hardware e software desenvolvido em colaborao com a Bang & Olufsen ICEpower. Equipado com CODEC e amplificador de alta qualidade, bem como cmaras de res-sonncia maiores que as dos notebooks convencionais, o NX90 oferece alto volume e graves mais profundos. Este notebook oferece o topo de linha de componentes e tecnologias, proporcio-nando uma experincia de computao perfeita. Equipado com Intel Core, USB 3.0 e conectividade Bluetooth 3.0, o NX90 garantia de extrema rapidez,

    O notebook ASUS NX90 foi projetado pelo mestre designer David Lewis, tambm conhecido mundialmente como

    a principal fora por trs da marca Bang & Olufsen e destinatrio de inmeros prmios internacionais de design, o qual j foi concedido o ttulo de Designer da Indstria de Londres em 1995.O NX90 est destinado a ser a pea principal de sua sala de estar, com estilo e beleza que ir adicionar um toque de classe para qualquer decorao.

    o primeiro notebook do mundo a apresentar dois touchpads de toque elegantes, posicionados em ambos os lados do teclado, que servem como uma forma intuitiva e agradvel para gerenciar e reproduzir o contedo mul-timdia. O NX90 tambm o primeiro notebook do mundo com alto-falantes integrados nas laterais da tela e com um perfeito acabamento polido de alu-mnio espelhado.Concebido como uma central multimdia, o NX90 equipado com tela 18.4 polegadas widescreen retroiluminada por LEDs, com resoluo 1080p (1920 x 1080), impulsionada por uma poderosa placa de vdeo NVIDIA GeForce GT 335m, o que garante ima-gens detalhadas e ricamente coloridas. Abriga tambm um Blu-ray combo ou Super Multi DVD para entretenimento de alta qualidade.

    Asus NX90: notebook para consumidores exigentes

  • 2010 # 93 # PC&CIA

    Notcias

    Notcias

    O ThinkCentre A70 produzido no Brasil pela fbrica da Flextronics em Sorocaba (SP) e focado para pequenas e mdias empresas. Pode ser equipado com pro-cessadores Intel Core 2 Duo, Pentium Dual Core ou Celeron Dual Core, alm de chipset G41, placa grfica integrada GMA X4500 da Intel, disco rgido de 320 GB a 1 TB, at 4 GB de memria DDR3 e conexo Gigabit. Tudo com o preo suge-rido de R$ 819, varivel de acordo com a configurao e a regio do pas. Ainda acompanham o produto, o Office Starter 2010 (verso em que o Word e o Excel so de uso gratuito) e o Windows Seven com o Enhanced Experience que proporciona tempo de boot prximo de 32 segundos e desligamento em 7 segundos.

    Com as configuraes corretas, a empresa ainda afirma que este modelo pode eco-nomizar at 69% do uso de energia.

    Ele o substituto do modelo E200, po-rm, traz configuraes melhores em uma mquina menor e mais leve, com apenas 6,5 kg. Por isso, tambm foi

    Lenovo apresenta o novo ThinkCentre A70

    colocada uma ala na parte superior do produto para facilitar o transporte. O A70 ainda chamado de Tool Less, ou seja, no contm parafusos e dispensa o uso de ferramentas para abri-lo na hora da manuteno.

    O mouse do conjunto de 1000 dpi e o teclado segue o estilo chiclete e vm com as teclas de funes mais otimiza-

    das para os usurios, alm dos canais de dreno, que evitam danos ao teclado em acidentes com gua e caf.

    Outra caracterstica marcante deste modelo o seu projeto, com todas as conexes e o boto liga-desliga na parte superior, que facilitam o uso porque muitos gabinetes so colocados embaixo das mesas de trabalho.

    A nova placa da famlia ROG da Asus baseada no chipset AMD 890FX, vem acompanhada de uma southbridge SB850 e destinada aos processadores AM3, alm de um chip HydraLogix que suporta duas placas grficas de mode-los e de fabricantes diferentes.

    Este modelo tem o foco no pblico over-clocker e foi desenvolvido com diversas melhorias na parte eltrica, que incluem melhor aproveitamento de energia com capacitores Super ML, circuito PWM, recurso ProbeIT, chaves para controle eltrico do PCI-Express, controle de dispositivo iROG Bluetooth, chips fisi-camente redundantes da memria de BIOS, dentre outros recursos.

    A Crosshair IV Extreme tem quatro slots PCI-Express x16, um PCI-Express 1.1 x4 com conector aberto (open-ended), o que permite usar placas maiores que

    Asus oficializa nova placa-me Crosshair IV Extreme

    o slot. Seis portas SATA de 6 Gb/s com controlador SATA 3 Gb/s adicional. Tam-bm tem quatro slots de memria DDR3 dual channel, suportando at 16 GB.

    As conexes incluem 8+2 canais de udio com SPDIF, ethernet gigabit, FireWire, eSATA, duas portas USB 3.0 e sete portas USB 2.0.

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    Anunciado por Andrew Wafaa da equipe Goblin, o projeto Smeegol, um sistema operacional focado para netbooks, chega a sua verso 1.0.

    Este sistema uma unio da interface de usurio do Meego, o tocador de msica Banshee, cliente de e-mail Evolution Express, alm de configuraes pr-definidas de vrias redes sociais para o usurio.

    As principais funcionalidades do projeto so:

    Banshee verso 1.8.0, com a fun-cionalidade de compra de mp3, da Amazon Store. Junto com a ltima verso do player de mdia, vem uma srie de plugins chamados Com-munity Extensions, que adicionam funcionalidades de compartilhar informaes sobre as msicas que esto sendo ouvidas em redes sociais e clientes de mensagem instantnea;Suporte a uma grande variedade de redes sociais;Conexo de rede via NetworkMana-ger (network-manager-netbook);Navegadores Chromium e Firefox, como escolhas-padro do usurio;A escolha da utilizao ou no de um software PIM, para gerenciar dados pessoais.

    Netbooks podero contar com o projeto Smeegol do openSuse

    Quem cadastrado no SuseStudio pode configurar e modificar os appliances prontos do sistema Smeegol atravs da URL http://susegallery.com/a/FbDcLt/smeegol, alm de poder ver mais detalhes, postar comentrios e criar os prprios appliances.

    E quem quiser instalar o Smeegol em seu openSUSE, a aplicao OneClickInstall j est disponvel como metapacote ou pode-se simplesmente baixar o ISO no endereo http://download.opensuse.org/repositories/Meego:/Netbook/images/iso/ e instal-lo no PC.

    A All Nations, distribuidora de produtos de informtica, traz ao mercado bra-sileiro o Powerlite Presenter L, novo projetor da marca Epson. A empresa j distribua outros produtos como outras linhas de projetores e modelos de impressoras. Com este lanamento, refora ainda mais a parceria.

    O Presenter L traz recursos audiovisuais como reproduo de CD e DVD, caixas de som com 20 watts de potncia, porta USB direta para apresentaes, entrada para microfone e conexo HDMI para vdeos de alta definio,

    All Nations distribui lanamentos da Epson

    mltiplas caractersticas que, segundo Andrea Magnoni, diretora comercial da All Nations, faz o produto seguir essa nova tendncia de mercado de unir in-meras funcionalidades em apenas um

    produto. Sem dvida, esse lanamento uma opo nica de negcio para as revendas, principalmente porque no existem concorrentes com esse foco.

    Segundo o fabricante, o Presenter L uma boa soluo para quem busca portabilidade, pois, com os diversos recursos, pode ser til para escolas e salas de reunio, alm de ser uma al-ternativa para o entretenimento como filmes e videogames.

    Para mais informaes, veja a parte de produtos no site da Epson www.epson.com.br.

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    Aps o anncio de quebra de vnculo com a Oracle, um grupo de desenvolvedores da sute aberta de aplicativos OpenO-ffice.Org decidiu cuidar da distribuio de uma verso alternativa chamada LibreOffice.

    Com esta ao, o grupo, nomeado de The Document Foundation, continua com o histrico de brigas entre a Oracle e a comunidade de cdigo aberto que ocorrem desde que a Sun foi comprada pela mesma companhia. O banco de dados MySQL e a ferramenta de de-senvolvimento Java so os principais motivos da briga.

    Charles Schulz, membro do conselho da comunidade, lder da confederao de lnguas nativas, no considera o

    Desenvolvedores do OpenOffice.org anuncia novo conjunto de aplicativos

    LibreOffice como uma diviso, ou um complemento, da sute principal, na ver-dade, ele diz que os novos aplicativos sero a continuao do projeto inicial do OpenOffice.Org.

    O objetivo dessa separao ser mais independente na tomada de decises sobre os rumos do projeto internacio-nal para atender s necessidades de pessoas que j utilizavam as outras verses.

    Por ser um programa de cdigo aberto, o LibreOffice conta com a ajuda de desen-volvedores para a evoluo do projeto, logo, tambm possvel baixar uma verso j com modificaes da verso 3.3 no endereo http://www.docu-mentfoundation.org/download/.

    Com o objetivo de oferecer servios de nuvem privada em todos os cantos do mundo, Cisco, EMC, Orange e VMware se unem, formando a Flexible 4 Business, para estimular as empresas a adotarem o modelo de nuvem privada.

    A plataforma ser baseada no Vblock Infraestructure Packages, lanada em 2009 e rene infraestrutura, armaze-namento, computao e virtualizao, oferecidos pela Cisco, EMC, e Vmware.

    No caso da Orange, a empresa comple-mentar a plataforma com as solues de backup, servios de segurana e

    Aliana para cloud

    comunicao unificada. A empresa pretende oferecer tanto pacotes

    com preos fixos quanto modelo de pagamento por uso.

    A primeira unidade j foi inaugurada e est situada na cidade de Belo Hori-zonte - MG. No entanto, a Ativias, ainda pretende instalar o segundo datacen-ter at 2012 para prestar servios a diversas regies do Pas.

    No dia de inaugurao do primeiro, dez clientes j estavam em operao, antes hospedados temporariamente na Cemig Telecom. Inicialmente, a companhia contava com US$ 50 mil de investimentos, mas Alexandre Siffert, CEO da Ativas, comenta a expectativa de que o projeto receba mais US$ 70 mi para a ampliao da infraestrutura, atingindo a marca de 300 clientes e faturamento de R$ 200 mi at 2014.

    Segundo Siffert, o novo centro ser feito nos mesmos moldes que o pri-meiro, projetado com o foco em Cloud Computing.

    Datacenter no Brasil

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    Hardware

    Unidade de armazenamento em estado slido, ou SSD (Solid State Drive), no uma novi-dade para os leitores da revista PC&Cia. Na edio n 89, apresentamos um dossi completo explicando a tecnolo-gia envolvida e a mudana de paradigma que resultaria dela.

    Neste mercado recm-nascido, ao contrrio do que acontece com os decanos discos rgidos, ainda no foram definidos os grandes jogadores, as empresas lderes, que tero em seu domnio a maior parte dos clientes.

    Aproveitando esta situao, empresas que no tinham o expertise na rea de arma-zenamento de dados mas sim na fabricao de fontes, gabinetes e placas de vdeo, esto apresentando seus SSDs e tentando ganhar sua fatia neste mercado promissor.

    Mas, no so apenas novatas que esto lanando seus produtos. Neste artigo traze-mos dois dos mais conhecidos fabricantes de memrias Flash, a Kingston e a Sandisk, que agora mostram ao mercado seus SSDs. Vejamos quais so as novidades apresenta-das e se estes fabricantes aproveitaram sua ampla experincia oferecendo produtos de qualidade.

    Kingston SSDNowA Kingston entrou no mercado com

    uma linha completa de SSDs, atendendo desde desktops e notebooks, at servidores de alto desempenho.

    Kingston & Sandisk

    agora da SSDs:

    A maior parte dos SSDs oferecidos no

    mercado feita por fabricantes que no

    tm tradio na fabricao de memrias

    Flash. Neste artigo mostraremos as ofertas

    da Sandisk e da Kingston, duas das fabri-

    cantes mais antigas e experientes do ramo

    de memrias de estado slido.

    SSDNow E SeriesVoltado para o mercado corporativo,

    mais precisamente o ambiente de servi-dores, esta a srie de produtos Kingston com melhor desempenho. Para oferecer um produto competitivo em desempenho e estabilidade, que so muito importantes neste nicho, a Kingston fez uma parceria com a Intel a fim de oferecer seus SSDs X25-E (Extreme) com sua marca.

    Este produto no tem o melhor custo/benefcio, mas sim o melhor desempenho. Construdo a partir de clulas NAND SLC (Box 1), o SSD Kingston E Series um produto indicado para servidores com um grande nmero de requisies por segun-do, que tipicamente tm seu desempenho estrangulado pelo subsistema de discos.

    Alm de rpido, ele conta com outros recursos concebidos para garantir a segu-rana dos dados, como o Wear Leveling, que garante que o desgaste das clulas ocorra de forma homognea.

    Para obter mais informaes sobre este produto, a PC&Cia edio n 89 apre-senta um teste completo com o SSD Intel X25-E, que essencialmente o mesmo da Kingston. Leia gratuitamente em nosso site www.revistapcecia.com.br.

    SSDNow M SeriesA verso para o mercado mainstream

    tem uma tarefa complicada: precisa ser rpida e, ao mesmo tempo, oferecer gran-de capacidade. Para conseguir isto, este

    Alfredo HeissFormado em Eletrnica e Tcnico em TI, com mais de 10 anos de experincia nas reas de hardware, sistemas operacionais para servidores e redes. Atualmente membro da

    equipe de redatores da revista.

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    Hardware

    drive foi construdo com clulas MLC, que armazenam dois bits cada, aumen-tando sua densidade porm perdendo desempenho em relao aos SSDs feitos com clulas SLC.

    Encontramos um outro conhecido de nossos leitores neste produto, por causa da parceria feita entre Intel e Kingston, este SSD compartilha as mesma especi-ficaes do X25-M. Da mesma forma, o leitor pode obter mais informaes sobre este produto na edio n 89 da nossa revista.

    SSDNow V+ SeriesEste produto no resultado de

    uma parceira com outro fabricante, projetado pela prpria Kingston e visa atender desktops e notebooks profissionais (workstations).

    A diferena deste produto para os demais o suporte ao TRIM, um recurso que aumenta o desempenho dos drives (principalmente depois de muito tempo de uso) por informar controladora do SSD sobre a existncia de espao no utilizado na mdia que pode ser anteci-padamente eliminado do flash.

    O tempo de vida estimado deste drive de 1.000.000 de horas antes de falha, suporta leitura de erros por SMART e o que a Kingston chama de Wear Leveling Avanado, um recurso que usa as clulas livres do TRIM para evitar o desgaste antecipado do SSD (box 2).

    Infelizmente, no recebemos em nosso laboratrio uma unidade para testes. As informaes do fabricante mostram ve-locidade de algo em torno de 230 MB/s para leitura e 170 MB/s para gravao sequencial.

    SSDNow V SeriesO SSDNow V Series o produto que

    abrir portas para a Kingston, voltado para o mercado domstico e de notebooks (figura 1). So fabricados com memrias NAND MLC justamente por oferecerem uma alta capacidade de armazenamento.

    Com um tempo de vida estimado de um milho de horas, ele oferece todos os recursos presentes no V+, incluindo o TRIM e Wear Leveling. As diferenas so uma menor quantidade de memria cache, apenas 64 MB contra os 128 MB presentes no SSD voltado para worksta-

    Memrias Flash foram desenvolvidas na dcada de 80 para substituir as EEPROM. Foram criados dois tipos de memria, NOR e NAND, que recebem estes nomes graas semelhana com portas lgicas do mesmo nome.As memrias Flash do tipo NOR tm a velocidade de leitura muito rpida, porm suas taxas de gravao/deleo no acompanham o mesmo desempenho. Devido a estas caractersticas, este tipo de memria normalmente usado para substituir EEPROM .J as memrias Flash NAND tm como caracterstica a programao em blocos enormes de dados, normalmente na ordem de 512 KB, tornando sua velocidade de gravao/deleo muito mais rpida do que sua irm NOR. Alm disso, como o acesso acontece em blocos, o nmero de linhas de endereamento e de vias de aterramento muito menor, economizando espao e permitindo o aumento da densidade das clulas de memria do circuito. Com velocidade de gravao e leitura maior que um HD comum, e sua densidade maior que a memria NOR, as memrias Flash NAND foram as escolhidas na fabricao de SSD. Existem dois tipos de clulas usadas:MLC (Multi-Level Cell): Permite o armazenamento de dois, ou mais, bits de infor-mao em uma nica clula. Isto viabiliza no mnimo o dobro da capacidade de arma-zenamento, mas em contrapartida torna a memria mais lenta, principalmente na gravao de dados, visto que deve ser realizada em velocidade menor para garantir a consistncia dos dados.SLC (Single Level Cell): Cada clula armazena apenas um bit de informao. Perdemos 50% da capacidade de armazenamento, mas ganhamos em velocidade de gravao/dele-o, j que muito mais fcil escrever, e a probabilidade de acontecer erros menor. Outra vantagem que esta memria tambm suporta um nmero maior de regravaes. Este tipo de memria usado em SSDs que atendem servidores de grande porte, onde o desempenho e a segurana dos dados mais importante do que o volume disponvel ou seu preo.

    BOX 1: O que so memrias NAND MLC e SLC?

    Wear Leveling, que pode ser traduzido como balanceamento de desgaste, uma tcnica que evita que determinadas clulas sofram desgaste prematuro devido ao excesso de gravaes. Este recurso evita que repetidamente utilizemos a mesma clula enquanto outras permanecem ociosas.TRIM um recurso ligado ao desempenho do drive. Ele procura por blocos que estejam marcadas como livres para o sistema operacional, mas que ainda guardam os dados j que no foram utilizados em uma nova gravao, e os apaga. Como a clula est livre, a gravao executada de forma mais rpida, uma vez que no necessrio executar antes um comando de limpeza.Os dois so recursos diferentes, tanto que existem drives sem suporte a TRIM mas com eficientes algoritmos de Wear Leveling. A Kingston, em seus drives SSDNow V e V+ Series, aproveita em seu algoritmo de balanceamento de desgaste os dois recursos, mas isto uma soluo dessa empresa.

    BOX 2: Wear Leveling e TRIM

    V Series V+ Series M Series E Series

    Capacidades 30 GB, 64 GB, 128 GB64 GB, 128 GB, 258 GB, 512 GB

    80 GB / 160 GB 32 GB / 64 GB

    Leitura Sequencial 180 MB/s a 200 MB/s 230 MB/s 250 MB/s -

    Gravao Sequencial

    50 MB/s a 160 MB/s 180 MB/s 80 MB/s -

    Consumo 5,2 W 4,2 W 0,15 W 2,4 W

    Expectativa de Vida

    500.000 horas para o 30 GB, 1.000.000 horas demais

    1.000.000 horas em mdia

    1,2 milho de horas em mdia

    2 milhes de horas em mdia

    F1. Especificaes dos SSDNow Kingston.

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    Hardware

    tions, e outra diferena seria a variedade de modelos apresentados, o V Series conta com verses de at 128 GB.

    A Kingston optou no projeto deste dri-ve por usar uma controladora de memrias NAND baseada na Jmicro JM602, com serigrafia Toshiba (figura 2), justamente pela compatibilidade desse fabricante com quase todos os fornecedores de memria e sistemas operacionais, garantindo que este produto atinja a maior parte de clientes. A falta de homogeneidade no desempenho desta controladora foi resolvida com a adio dos 64 MB de cache externo (a controladora originalmente tinha apenas 16 KB de cache).

    A empresa nos forneceu uma unidade deste modelo para testes. Na tabela 1 detalhamos as especificaes de todos os produtos SSDNow da Kingston.

    Sandisk G3 SSDA Sandisk foi fundada em 1988 e

    tornou-se um gigante na rea de armaze-namento de dados em memria de estado slido. Alm de ter produtos com sua prpria marca, que so vendidos mundial-mente por intermdio de mais de 240.000 pontos de venda, tambm fornece unidades personalizadas para outras empresas, no regime OEM.

    Outro fator que conta muito a favor da Sandisk sua experincia com drives de es-tado slido. Alm disso, tem mais de vinte anos de experincia no desenvolvimento de memrias NAND e, desses, so nada menos que quinze fornecendo SSDs para clientes do setor militar e aeroespacial, que so muito mais exigentes tanto em quali-dade como especificao do produto. A empresa nos forneceu um G3 SSD (figura 3) para testes, uma verso voltada para o mercado corporativo, que visa substituir HDs de notebooks com necessidades es-pecficas de alto desempenho e consumo de energia.

    interessante notar que, ao contrrio do que muitos outros fabricantes fazem, a Sandisk desenvolveu seu SSD inteiramente, desde a memria Flash at a controladora (figura 4), que pode oferecer recursos es-pecficos deste fabricante, no encontrados em nenhum outro drive de estado slido. Algumas caractersticas deste produto nos chamaram muito a ateno, destacamos alguns pontos.

    nCacheTodos os drives tm uma quantidade

    limitada de memria RAM para a funo de cache.

    Como a RAM um tipo de memria vo-ltil, ou seja, depende de alimentao eltrica para guardar as informaes, sempre existe o perigo de ocorrer uma falha de energia e perdermos as informaes que ainda no foram armazenadas na memria Flash.

    O sistema operacional conhece esta vulnerabilidade, de modo que, quando existe uma grande fila de IOs para gra-vao, o drive SSD obrigado a salvar os dados do cache nas memrias NAND, no volteis, atravs da instruo flush cache. Estima-se que o Windows mande cerca de trinta destes comandos por segundo

    quando em stress, perdendo boa parte da eficincia do cache.

    O nCache da Sandisk um grande cache feito com memria no voltil, que protege o sistema operacional de surtos de energia ao mesmo tempo em que libera o cache do drive para funcionar como planejado.

    ABL NANDABL a abreviao para All Bit-Line,

    um tecnologia desenvolvida pela Sandisk para um novo tipo de flash MLC, que tem como caractersticas ser duas vezes mais rpido e consumir menos energia que o MLC NAND tradicional.

    Todos os chips de NAND MLC tm duas linhas de acesso s clulas de mem-

    SSDNow V Series, produto de entrada para o mercado brasileiro, voltado para substituir HDs de Desktops e Notebooks.

    Vista interna do SSD Kingston V Series. Apesar da serigrafia indicar uma controla-dora de memrias NAND Toshiba, este produto baseado no Jmicro JM602.

    F1.

    F2.

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    Hardware

    rias, a word line e a bit line, cada uma com suporte a at duas pginas de informao que so chamadas de lower page e upper page. As duas linhas formam um vetor de memria, ou memory array.

    Quando solicitamos uma gravao em uma das pginas, por exemplo, a contro-ladora de memria do SSD deve realizar algumas operaes como gravao e che-cagem, ou deleo, gravao e checagem. Para cada uma destas operaes, aplicada uma tenso de alimentao.

    A funo ABL uma forma de pa-ralelizar estas requisies, de forma que, em vez de aplicarmos trs vezes tenso de alimentao, fazemos isso uma vez s por um perodo e realizamos todas as opera-es. Com isso economizando energia e

    ganhando velocidade para as operaes. Veja a figura 5 com um grfico.

    ExtremeFFSEste um recurso desenvolvido a partir

    do gerenciamento de memria Flash da Sandisk chamado TruFFS (de 1994), que est presente nos principais sistemas que usam este tipo de memria. FFS significa Flash File System (sistema de arquivos para Flash) e um algoritmo para acelerar o processo de gravao aleatria em um SSD. Extreme foi o nome dado para caracterizar um recurso premium da marca Sandisk.

    O ExtremeFFS divide os canais inter-nos de acesso a memria Flash em pginas e permite que o SSD escolha onde mais conveniente que a gravao ocorra. Como

    todos os canais so independentes, enquan-to um est realizando uma operao de gravao, outros podem atender as demais requisies. Podemos comparar com um cliente que se dirige para uma fila de banco. Ele sempre procurar a menor fila de espera ou o caixa livre para realizar a transao de forma rpida.

    ConsumoA preocupao com o consumo de

    energia para alguns dispositivos algo pri-mordial, como em netbooks e notebooks. De acordo com a Sandisk, o G3 SSD uma tima escolha para este tipo de produto, uma vez que seu consumo alterna entre 0,3 e 0,4 watts apenas.

    Os SSDs, por sua natureza isenta de dispositivos mecnicos, j tm baixo consumo, mas estes drive merece o seu destaque por ter consumo especialmente baixo.

    TestesDos computadores de uso pessoal,

    duas categorias so especialmente benefi-ciadas pelo uso de drives SSD: notebooks e netbooks, j que o conceito por trs da tecnologia dos HDs no adequado para o uso em dispositivos mveis.

    Recebemos para testes dois modelos diferentes, Kingston V Series de 128 GB e o Sandisk G3 SSD de 60 GB. Ambos so indicados para net e notebooks, porm o Sandisk focado no ambiente corporativo enquanto o da Kingston um produto de entrada no mercado.

    Preparamos uma bateria de testes para verificar se estes modelos atendem aos clientes para que so destinados. importante frisar que este teste no um comparativo, pois so produtos com per-fis diferentes que visam atender pblicos diferentes.

    Nossa configurao de testes foi a seguinte:

    Intel Core i7 920 2,8 GHz2 x 2 GB DDR3 1333 MHzPlaca-me Intel DX58SON V IDI A 9600GT 512 MB DDR3Samsung 500 GB HD501LJFonte AKASA 650 W

    A controladora SATA Intel conhecida por sua estabilidade e bom desempenho, aliado ao processador i7 920 que pode

    F3.

    F4.

    Sandisk G3 SSD com 60 GB de espao, um produto voltado para note e netbooks corporativos.

    A natureza do SSD garante que no exista partes mecnicas, o que viabiliza sua maior resistncia a impactos e baixo consumo de energia.

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    Hardware

    Crystal DiskMark BenchmarkV Series G3 SSD V Series G3 SSD

    Sequencial 165,60 93,57 227,67 210,63

    512 KB 118,29 57,94 194,83 93,32

    4 KB 13,97 12,56 11,92 9,58

    4 K Fila de 32 Blocos 16,01 9,86 13,19 12,69

    HD Tune Pro BenchmarkGravao LeituraV Series G3 SSD 1 V Series G3 SSD 1

    Mxima 141,87 109,00 205,27 125,63

    Mdia 84,27 86,23 191,87 100,77

    Mnima 4,93 63,63 186,40 89,60

    Leitura GravaoMin Med Max Min Med Max

    512 B 1534 1555 1571 1050 1075 1105

    4 KB 1292 1301 1344 793 797 880

    64 KB 471 472 473 128 150 151

    1 MB 57 57 57 34 34 34

    Leitura GravaoMin Med Max Min Med Max

    512 B 3654 3783 3892 909 1354 5898

    4 K 2519 2620 2634 380 4327 4507

    64 KB 1193 1224 1266 532 1569 1606

    1 MB 176 176 178 148 150 271

    Min Med MaxKingston V Series 186 599 833

    Sandisk G3 SSD 525 528 538

    processar at oito threads simultaneamente, nos d uma excelente base para este teste dos drives SSD.

    Utilizamos os seguintes softwares como base para o teste de desempenho: HD Tach, CristalDiskMark, HD Tune PRO e o IOMeter.

    HD TachEsta uma das ferramentas mais sim-

    ples e rpidas para se testar um drive SSD ou um disco rgido, e por ser to fcil uma das mais utilizadas pelo mercado e seus resultados podem ser referenciais. Seu teste de desempenho se limita a leitura sequencial e randomizada, nos informando picos e latncia para estas operaes.

    A tabela 2 nos apresenta os resultados obtidos pelos dois drives. O V Series teve maior destaque devido maior vazo de dados, sendo que a velocidade mdia de transferncia ficou bem prxima ao mxi-mo suportado pelo SSD.

    CrystalDiskMarkAlm de teste de leitura sequencial e

    randomizada, o CrystalDiskMark realiza testes de gravao nas mesmas condies.

    A tabela 3 nos d todos os resultados obtidos pelos drives. O SSD Kingston V Series manteve desempenho de leitura sequencial proporcional ao obtido no teste anterior, diferente do G3 da Sandisk que apresentou um salto de desempenho. Acreditamos que este salto se deva exi-gncia de uma partio com sistema de arquivos deste utilitrio de benchmark, enquanto o HD Tach realiza acesso direto ao dispositivo de blocos. A Sandisk deve ter realizado otimizaes, ou talvez o cache de arquivos do Windows tenha ajudado, situao esta que no teria influncia no primeiro teste.

    Outra particularidade que encontra-mos neste teste foi a velocidade de gravao do Kingston, que apresentou uma variao 69 MB/s at 146 MB/s. Usaremos outros benchmarks para avaliar esta oscilao de desempenho.

    HD Tune PROO HD Tune PRO um dos testes mais

    completos e fceis de usar em sistemas ope-racionais da Microsoft. Este benchmark faz uma srie de testes de leitura e gravao, tanto sequenciais como randmicos.

    F5.

    T3.

    T4.

    T5.

    T6.

    T7.

    HDTach BenchmarkV Series Sandisk SSD

    Taxa Mxima 207,67 182,33

    Taxa Mdia 195,00 104,00

    T2.

    Ilustrao fornecida pelo fabricante para

    mostrar queem vez de gerar vrios pulsos,

    a ABL executa vrias funes de uma vez

    s, economizando energia.

    Resultados obtidos com o HD Tach, um benchmark bem simples mas muito usado no mercado para testes.

    CrystalDiskMark Benchmark, um segundo teste, dessa vez feito com filesystem.

    O Benchmark HD Tune PRO um dos utilitrios mais completos de teste para o sistemas Windows.

    Resultados obtidos para leitura e gravao randomizada no SSD da Sandisk, resultados estveis e sem variao de desempenho, um timo resultado para o mercado corporativo.

    Resultados obtidos para leitura e gravao randomizada no SSD da Kingston, apresentando altos picos para leitura.

    O IOMeter um simulador que usamos para estressar os drives e colher seus resultados no limite de desempenho.

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    Hardware

    o testes de servidor de arquivos para obter o limite em estresse destes drives.

    Basicamente, em nosso teste temos duas threads requisitando uma fila de dados cada nos drives, sendo que destas requi-sies 20% so gravaes de diferentes tamanhos de blocos. A tabela nos apresenta os resultados obtidos.

    O Sandisk G3 SSD obteve pratica-mente os mesmos resultados, mostrando um produto bem planejado para o pblico ao qual ele direcionado. O Kingston tem picos de desempenho por causa de sua controladora otimizada para leituras, pecando na gravao de dados.

    ConclusoJ comprovamos que nem todo drive

    SSD igual, e justamente por causa disso podem ser direcionados para os mais diferentes mercados. Tivemos a oportuni-dade de conhecer melhor neste artigo dois produtos de fabricantes muito antigos no mercado de memrias Flash.

    O Sandisk G3 SSD um produto volta-do para os note e netbooks corporativos. Se revela um produto maduro e com desem-penho homogneo. A unidade fornecida para testes, apesar de ter apenas 60 GB de espao para informaes, mostrou-se adequada para este tipo de funo.

    Para o uso domstico, que precisa de maior espao para programas e dados, o Kingston V Series tambm comprovou o seu valor, com altssimas taxas de leitura randmicas e sequenciais. Um timo pro-duto de entrada para o mercado.

    Ambos os produtos se mostraram aptos a serem o drive principal de um computa-dor, trabalhando em paralelo com HDs de alta capacidade de armazenamento para os dados. Para programas que dependem muito da velocidade de gravao, como o Photoshop que faz um backup das altera-es processadas nas imagens em uma rea no disco, a previsibilidade do desempenho do Sandisk G3 em todas as ocasies pode ser um fator decisivo. Por outro lado, para quem depende menos de escrita, como quem usa o PC em casa ou para jogar, o Kingston SSDNow V Series oferecer desempenho superior.

    Qual o melhor deles? Nenhum. Cada um bom para um tipo de utilizao e ambos os fabricantes tiveram sucesso nos seus projetos.

    A tabela 4 nos mostra os resultados para os testes sequenciais. A otimizao dos drives Kingston para leitura surpreenden-te e vale uma boa nota, e a variao entre a taxa mnima e mxima pequena.

    O drive G3 da Sandisk nos surpre-endeu pelo seu desempenho homogneo. Independentemente do teste que est sendo realizado, seus resultados so sempre muito prximos e previsveis.

    Nos testes randomizados, separamos os resultados de forma a ficar mais fcil a visualizao. Em vez de MB/s, usamos a mtrica de IO/s, ou o nmero mximo de operaes realizadas por segundo.

    Para garantir que os resultados so verdicos, repetimos vrias vezes os mes-mos testes (na verdade dezenas de vezes). Foi a que ficou clara a grande variao de desempenho de escrita do V Series. No grfico so apresentados o melhor e o pior resultado registrado, e possvel ver uma diferena gigantesca entre eles.

    J o Sandisk novamente nos surpre-ende pelo equilbrio dos resultados. A tabela 5 nos fornece o resultado de leitura e escrita randmica no drive. Note que a variao entre o melhor resultado e o menor mnima.

    O Kingston V Series apresentou um timo resultado para leituras randomiza-das, mostrando que o foco deste produto realmente atender desktops e notebooks, onde quase a totalidade das requisies so leituras. Note na tabela 6 que, enquanto as linhas de leitura so constantes e paralelas, a gravao altamente oscilante sendo que as velocidades mais lentas so muitas vezes inferiores mdia. Este drive apresentaria problemas em ambientes onde bom desem-penho de escrita seja importante, como no ambiente corporativo.

    IOMeterO IOMeter no apenas um benchma-

    rk. Este programa pode ser utilizado como simulador de cargas reais, j que consegue variar o tamanho da fila de requisies, do bloco da solicitao, se a solicitao randmica ou sequencial, ou ainda se ser uma leitura ou gravao.

    A equipe da PC&Cia criou alguns perfis, que simulam a carga de servidores WEB, de Arquivos e de Streaming. Apesar de nenhum destes se encaixar com o perfil dos drives SSD que recebemos, vamos usar PC

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  • Testamos o all-in-one WindTop AE2020

    da MSI, um produto com a proposta de ser

    uma estao completa de entretenimento

    dentro de casa.

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    Hardware

    MSI WindTop AE2020

    Na PC&Cia n 91 tivemos a oportunidade de testar um tudo em um (all-in-one) da MSI. O WindTop AE1900 testado um produto bonito, e como dife-renciais apresentava uma tela touchscreen e rede sem fio integrada, com um preo bem competitivo no mercado.

    Como sabemos, nada de graa neste mundo, e infelizmente este produto pecava em um detalhe: o processador Atom e, principalmente, o chipset que o acompanha no merecem destaque. Na verdade o Atom um bom processador, o problema o chipset que a Intel impe a ele, que ruim, tem baixo desempenho, tem uma controla-dora de vdeo estvel mas de desempenho sofrvel, impossibilitando que o WindTop AE1900 se torne uma central completa de entretenimento dentro de casa.

    J nesta edio temos a oportunidade de testar o segundo all-in-one da MSI, o AE2020, que traz vrias novidades. Primeiro, uma aceleradora grfica 3D integrada, tambm usada para acelerar vdeos em alta definio. E depois, alm de todos os outros acessrios j presentes nos outros modelos, uma tela multi-touch e um receptor de TV digital compatvel com o padro brasileiro.

    Acompanhe os testes deste produto.

    MSI AE2020O WindTop AE2020 apresenta soluo

    para centrais de entretenimento, reunindo todos os recursos necessrios em um nico lugar. Sua tela de 20 com resoluo de 1600x900 pixels, e proporo 16:9, apre-senta uma excelente rea, inclusive para reproduo de filmes em alta definio.

    Alfredo Heiss

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    Hardware

    Para no correr o risco de no conseguir atender seu cliente nestas tarefas, a MSI apostou na plataforma ION Graphics neste projeto, no com um processador Atom, mas juntou ao chipset um Pentium Dual Core T4200 de 2,1 GHz, que oferece acelerao para contedo em H.264, alm de uma acelerao bsica em 3D, suficiente para alguns jogos leves e para a interface do Windows Seven (que vem instalado de fbrica no produto).

    Na figura 1 podemos ver o WindTop AE2020. O visual segue o mesmo padro do WindTop AE1900, inclusive a moldura de policarbonato transparente est presente.

    Na parte frontal do equipamento temos uma webcam de 1,3 Mpixel, no interpo-lados, que pode ser usada tanto para vide-oconferncia como para fotos e diverso. Na lateral esquerda encontramos o leitor de

    EspecificaesSistema Operacional Windows Seven Home Premium

    Processador Pentium T4200 2,1 GHz

    Chipset / Southbrigde Nforce 730i ION Graphics

    LCD 20 WXGA 16:9 LCD Display

    Vdeo NVIDIA 8200 Integrado

    Memria 3 GB DDR2 800

    HD 3,5 320 GB SATA

    udio HD udio, 2 alto-falantes 3 W

    Drive ptico DVD Super-Multi

    Webcam 1,3 Mpixel

    Rede RJ45 10/100/1000 Mbps

    Rede s/ fio 802.11 b/g/n

    LCD Anti-glare SIM

    Brilho LCD 250 cd/m2

    Contraste LCD 1000:1

    Tempo de Resposta 5 ms

    Touch Screen Sim, multi touch screen

    Leitor de Cartes 6 x 1

    Portas USB 6

    Entrada/Saida Som SIM (padro P2)

    Dimenses 510 x 392 x 55 mm

    Alimentao Adaptador AC/DC 120W

    WindTop AE2020 e sua tela mult- touch, que nos do mais opes de interao com o computador.

    F1.

    F1A. F1B.

    T1.

    Lateral direita com botes de re-gulagem de volume e contraste, alm do liga/desliga.

    Lateral esquerda com o DVD-RW Slim, duas portas USB e o leitor de cartes 6x1.

    Especificaes do MSI Wind AE2020.

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    Hardware

    cartes 6x1 (SD, SDHC, MMC, MS, MS PRO e XD), duas portas USB e o gravador de DVD Slim, normalmente usados em notebooks. Na lateral direita encontramos o boto liga-desliga, os de ajuste de brilho do LCD e tambm os de controle de volume dos alto-falantes.

    Na parte traseira so encontradas a entrada de alimentao eltrica do produ-to, uma sada de som digital SPDIF para o uso em hometheaters e duas sadas de vdeo, uma analgica DB15 e outra digital HDMI.

    Ainda na parte traseira do equipamen-to, temos quatro portas USB e um outro tipo de porta no muito comum de se ver neste tipo de produto: uma porta eSATA, que pode ser usada para expandir a capa-cidade de armazenamento do WindTop por meio do uso de HDs externos de alto desempenho.

    Como o conceito all-in-one valoriza ter a menor quantidade de cabos que for pos-svel, o equipamento da MSI tem, alm da interface Gigabit Ethernet, um adaptador para rede sem fio compatvel com o padro 802.11 b/g/n.

    O MSI AE2020 vendido com teclado e mouse sem fio, da mesma cor do produto. Os maiores diferenciais deste produto so sua potncia, oferecendo suporte para v-deos em alta resoluo, o receptor de TV digital e a tela multi-touch.

    As especificaes completas deste pro-duto podem ser vista na tabela 1.

    Tela Multi-TouchUm diferencial deste produto perante

    os concorrentes do mercado a tela capaz de reconhecer mais de um toque ao mes-mo tempo, o que permite que certas aes como expandir uma imagem na tela, ou gir-la, sejam feitas diretamente na tela do computador, sem interveno do mouse.

    Pessoas que no tenham intimidade com computadores, com certeza ficaro impressionadas com as facilidades pro-porcionadas por este tipo de interface. E com algumas configuraes no sistema operacional, como abrir programas com apenas um clique, essa imerso no mundo touch screen ficar ainda mais fcil.

    EasyViewerPara se tirar proveito de todas as fun-

    cionalidades, alm do suporte ao hardware,

    F2.

    F3.

    F4.

    Visualizador de Imagens EasyViewer fornecido pela MSI, com suporte a tela multi touch screen do equipamento.

    WindTouch, uma nova interface para uso do Windows Seven com suporte a tela multi touch screen.

    Receptor de TV Digital USB e cabo com suporte para SVIDEO e vdeo composto.

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    CPU Compresso DescompressoWindTop AE1900 1048 1515

    WindTop AE2020 2749 4016

    Atom 330 1924 3026

    Sempron 3400+ 754 928 1195

    Athlon 64 3000+ AM2 1264 1619

    Pentium IV 2,66 GHz 1064 968

    Pentium IV 3,0 GHz 1900 2192

    Core i3 2,8 GHz 2717 5356

    CPU Passo 1 Passo 2Atom 330 + ION 10,8 3,09

    WindTop AE2020 26,2 6,5

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    Hardware

    so necessrios softwares otimizados para trabalhar com os recursos oferecidos. A MSI entende esta necessidade e fornece algumas ferramentas otimizadas para este computador.

    Por exemplo, para visualizarmos as fotos neste computador, expandindo e gi-rando as imagens com as pontas dos dedos, a MSI fornece o EasyViewer (figura 2), um visualizador que oferece compatibilidade com a interface mult-touch do AE2020.

    A interface do programa nos oferece alguns botes na parte superior, como ampliao de imagens, apresentao de fotos como slides, e seleo de pasta. Aps selecionarmos a pasta, sero apresentadas miniaturas das fotos que podem ser am-pliadas e giradas com o toque das mos.

    Wind TouchA interface grfica do Windows Seven

    Home Premium, apesar de bonita, no foi projetada pensando em produtos touch, ou multi-touch, como o caso deste equi-pamento.

    Para facilitar seu uso, a MSI oferece um lanador de aplicativos chamado de Wind Touch (figura 3), que divide as principais tarefas em quatro grupos, Work (trabalho), Fun (diverso) Tool (Ferramentas) e Web (Internet). Estes quatros grupos podem ser acessados atravs do menu, algo como uma roleta, que deve ser usada interagindo com a tela do computador.

    Apesar do menu em forma de roleta ser fcil de interagir, e para abrir os softwares necessrio apenas um toque com o dedo, o Wind Touch no uma nova interface grfica. Os programas, aps abertos, se comportaro exatamente como no Win-dows, com os mesmos menus e atalhos.

    TVO WindTop AE2020 vem acompa-

    nhado de um receptor de TV digital, com suporte a antenas coaxiais e entradas de vdeo S-VIDEO ou vdeo composto (fi-gura 4). fornecida uma pequena antena, com aproximadamente um metro de cabo, que em nossos testes descartamos a favor do uso de uma antena externa.

    O software fornecido pela MSI cumpre o seu papel de sintonizar corretamente os

    canais, mas infelizmente ele no otimi-zado para o hardware do AE2020, por exemplo, ao sintonizarmos um canal com transmisso em FullSEG, em qualidade HD, o uso do processador para decodificar o vdeo de 100% (figura 5). Conside-rando que o padro ISDB-T utiliza um transporte MPEG-4, poderia haver um auxlio do GPU para a decodificao.

    TestesJ que o Wind Top AE2020 um

    sistema bem mais robusto que seu irmo menor, o AE1900, no nos prendemos aos testes em benchmarks sintticos, que mui-tas vezes no representam o desempenho real do equipamento.

    Tentamos estressar ao mximo os componentes a f im de conseguir o

    F5.

    T2.

    T3.

    Infelizmente, o soft-ware de TV no otimizado para usar a GPU na decodificao do vdeo.

    Resultados obtidos com o 7-Zip, software para

    compactao opensour-ce disponvel tanto para

    Windows, como Linux.

    Teste de CPU para codificao de vdeo em

    alta definio utilizando o X264 HD Benchmark.

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    Hardware

    melhor resultado e o mais prximo possvel de uma situao real de uso, no dia a dia, de uma residncia ou peque-no escritrio. Para isto, utilizamos os

    seguintes softwares: 7-Zip, X264 HD Benchmark, X3 Terran Conf lict, HD Tach e o vdeo em alta definio do Big Buck Bunny.

    7-ZipUma tima maneira de demonstrar

    o poder de processamento presente neste all-in-one atravs do software de com-

    F6.

    F7.

    Teste de desempenho de leitura feito atravs do software HD Tach.

    Uso da CPU para exibio da

    animao Big Buck Bunny, com e sem suporte da GPU, no formato

    1080p.

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  • presso 7-Zip, uma ferramenta gratuita com suporte a vrios formatos, algoritmos de compresso e sistemas operacionais.

    Comparamos o WindTop AE2020 com outro all-in-one da MSI, o AE1900, vrios processadores antigos, encontrados facilmente em lares e pequenos escritrios, e com um processador Intel Pentium G6950, linha de entrada da gerao Cla-rkdale. Os resultados so apresentados na tabela 2.

    O processador presente no MSI AE2020 apresenta um resultado com-patvel com os processadores de entrada encontrados hoje no mercado.

    X264 HD BenchmarkNa tabela 3 vemos os resultados do

    AE2020 para codificao em vdeo em alta definio, isto usando a ferramenta X264 HD Benchmark. Comparamos os resultados ao projeto da plataforma ION original, com um processador Atom.

    O resultado obtido pelo Pentium T4200 melhor do que o Atom 330, isto para um equipamento que ter vrias funes, como o caso proposto pelo WindTop AE2020, este desempenho adicional ser bem utilizado.

    HD TachHoje um dos maiores gargalos em

    qualquer computador o HD, o nico componente mecnico que ainda est presente na maioria dos sistemas. Para testar o desempenho do HD usado no AE2020, utilizamos o benchmark HD Tach, uma ferramenta de fcil utilizao.

    A figura 6 nos mostra o desempe-nho do Western Digital Caviar Blue WD3200AAJS presente no AE2020, um disco rgido de 3,5 com 7200 rpm e 8 MB de buffer interno, que demonstrou picos de transferncia de 223 MB/s e vazo mdia de 89 MB/s. Um resultado satisfatrio, considerando que a maioria dos outros all-in-one utiliza HDs de 2,5 (usados em notebooks) que muitas vezes no so to rpidos. O lado negativo que o Caviar Blue requer mais energia, gera mais calor e produz mais barulho e vibrao que faria

    ConsumoMdio 48 W

    Mximo 70 W pcT4.

    um Scorpio (modelo para notebooks do mesmo fabricante), entretanto no pode-mos dizer que ele seja barulhento.

    Big Buck Bunny sabido que a carga de processamen-

    to imposta por um vdeo em alta defini-o grande, tanto que processadores mais simples normalmente no tm a potncia necessria para tal tarefa.

    Usamos a animao gratuita Big Buck Bunny, que pode ser baixada gra-tuitamente no site www.bigbuckbunny.org, para avaliar o desempenho de re-produo de vdeo com e sem acelerao por GPU.

    Na f igura 7 obser vamos que o processador T4200 de 2,1 GHz tem potncia para a decodificao do vdeo em alta definio, mas com o auxlio da GPU integrada ao chipset, notamos uma sensvel reduo na taxa de uso da CPU. Isto significa uma melhor resposta do sistema para outras funes que estejam sendo executadas em paralelo.

    ConsumoO consumo eltrico do equipamento

    eletrnico algo importante, que no deve ser desconsiderado. Durante os testes de desempenho do MSI AE2020, averiguamos o quanto de energia era necessrio para alimentar o equipamen-to. A tabela 4 apresenta os resultados medidos, sendo que o consumo mdio deste equipamento de 50 watts, um bom resultado.

    ConclusoCada vez mais encontramos produtos

    all-in-one em pontos de vendas de com-putadores no Brasil, isto porque estes produtos so bonitos e prticos para se ter em casa, uma vez que no tm muitos cabos que atrapalham a organizao do espao em uma mesa.

    O produto Wind Top AE2020 da MSI nos revelou vrios diferenciais, como o receptor de TV j preparado para o padro brasileiro ISDB-T e a tela multi-touch, que oferece um outro nvel de interao com o computador.

    Este produto j encontrado em vrios distribuidores e revendas, com o preo sugerido de R$ 2.990,00 de acordo com a MSI.

    Consumo eltrico do MSI Wind AE2020.

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    Hardware

    Ronnie ArataMembro da equipe de redao e laboratrio da revista, dedica-se ao estudo de jornalismo

    e Tecnologia da Informao.

    O consumidor mudou de perf il e agora, com medo de investir em algo que possa causar-lhe decepo no futuro, avalia muito bem os produtos que deseja comprar antes mesmo de ir loja, se que j no realiza a compra diretamente pela internet no mesmo site em que faz as pesquisas.

    Entretanto, quando o produto em vista um computador, nenhuma pesquisa pa-

    Qual o porttil idealpara voc?

    Cada vez mais, o consumidor dispe

    de diferentes opes na hora de decidir

    a compra de um notebook ou netbook.

    Entretanto, com tantos modelos diferentes

    que lhe so oferecidos, como saber qual

    ser o seu melhor arremate?

    Para tomar a melhor deciso, voc pre-

    cisa se conhecer e entender os diferentes

    perfis de produto existentes no mercado. Um deles ideal para voc.

    rece ser suficiente para definir a compra, pois a grande quantidade de promoes que aparecem nas pginas da web, ou ainda, na televiso e catlogos impressos dos mercados, saturam o consumidor com informaes diferentes. Isso pode deix-lo indeciso e, normalmente, ele procurar outra fonte de informao como um amigo ou parente que conhea mais sobre computadores.

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    Hardware

    A escolha do produto adequado ficar mais fcil se voc souber qual o seu perfil e que tipo de usurio voc . Assim, no gastar dinheiro desnecessariamente com um computador mais potente do que pre-cisa, nem ir se arrepender de ter comprado um produto que no consiga executar operaes da maneira desejada.

    Quem voc?Voc pode ser um profissional do ramo

    executivo, que precise de um notebook de aparncia compatvel, sbria. Para este tipo de usurio, visual aprimorado no uma qualidade indispensvel no notebook, mas sim, sua confiabilidade e discrio. Muitos homens de negcios no toleram a apario de um notebook verde limo com ilustra-es pin-stripe em uma mesa de reunio.

    Alternativamente, voc pode ser algum que precise de um poder de processamento maior, como um engenheiro ou designer. Nestes casos, prefervel um notebook que pese meio quilo a mais do que outro, mas no deixe a desejar no desempenho. Muitos netbooks, apesar de convenientes, no do conta de executar softwares de editorao e projetos.

    Ao contrrio, voc ainda pode ser al-gum que precise de um computador com mais nfase em um visual estiloso do que no poder de processamento. Para muitos tcnicos de informtica, isto pode parecer no fazer sentido (para eles, poder de processamento tudo), mas existem pro-fisses nas quais uma aparncia moderna e estilosa praticamente uma ferramenta de trabalho. O notebook escolhido dever se encaixar nisso.

    J percebemos que um usurio diferente do outro, por isso, pense sobre as necessidades do futuro usurio do no-tebook de forma neutra e racional, pois, muitas vezes, determinado aspecto que ns, profissionais da informtica, julgamos importante, pode ser quase irrelevante para outra pessoa.

    Tipos de usurio claro que estes so apenas exemplos

    de perfis bem distintos uns dos outros e a maior parte dos usurios podem no se

    encaixar em nenhum deles. Entretanto, para nos permitir direcionar os produtos com um pouco mais de preciso, vamos identificar alguns grupos principais.

    Domstico / PessoalEste tipo de usurio tem objetivos

    pessoais ou familiares: trabalhos de escola, pesquisas na internet, leitura de notcias, acesso a contas bancrias por internet banking, etc.

    Para este usurio, muitas vezes, o teclado espremido dos netbooks desconfortvel. Por outro lado, alguns insistem nos peque-nos netbooks por questes de portabilidade e leveza (se bem que, alguns notebooks ultraleves j concorrem nesse mercado).

    Boa parte dos usurios domsticos j tm um computador desktop e deseja um porttil para funcionar como uma exten-so. O trabalho principal feito no desktop, mas para ser apresentado, ele transferido para o porttil. Este o perfil dos estudantes universitrios e tambm de profissionais que utilizam seu prprio computador porttil em eventuais viagens e visitas a clientes.

    EntretenimentoH tambm aquele usurio que quer

    um porttil para seu entretenimento par-ticular. Normalmente, este usurio almeja executar jogos e vdeos, muitas vezes at conectando o porttil diretamente ao te-levisor e utilizando-o como um pequeno Home Theater porttil.

    A preferncia por um processador mais potente para garantir que o udio e o vdeo no sejam executados com lentido. H necessidade de maior espao de armaze-namento para guardar os filmes e msicas, alm de conexes USB e HDMI apropria-das para HDs externos e televisores.

    Um dos componentes mais importan-tes ainda a GPU, que ser responsvel pelo bom desempenho de jogos e filmes, mantendo a usabilidade do sistema e uma boa autonomia de bateria.

    Mas, no para por a: importante uma conexo prtica para fone de ouvido e conexo Bluetooth que permitir trocar dados com celulares e tablets facilmente.

    CorporativoOs usurios corporativos, normal-

    mente, utilizam os notebooks comprados pela empresa onde trabalham e, em geral, estes equipamentos precisam ter algu-mas caractersticas como: bom poder de processamento, estabilidade, plataforma padronizada e capacidade de trabalhar em uma rede corporativa.

    O que faz a diferena no uso dos equipamentos corporativos exatamente a produtividade do uso coletivo. Mais importante do que o poder individual de cada equipamento, a facilidade de gerenciamento do parque de mquinas de forma coletiva. No aceitvel para este pblico que cada notebook da empresa utilize sistema operacional, drivers e programas diferentes uns dos outros, pois isto exige uma ins-talao personalizada para cada equipamento, o que aumenta os custos de TI.

    Como, em muitas ocasies, os funcionrios esto na rua, so necessrios recursos de segurana como criptografia e biometria, que so totalmente dispensveis para notebooks de uso pessoal. Para o usurio corporativo, a informao vale dinheiro e no pode ser perdida devido a problemas de funcio-namento ou at roubo.

    Este perfil tambm opta por notebooks e netbooks com a aparncia mais sbria, a fim de no comprometer a imagem da empresa.

    ProfissionalDiferente do perfil corpora-

    tivo, o profissional que compra seu prprio notebook de tra-balho, atua normalmente de forma independente ou em um grupo pequeno. Muitos desses profissionais, provavelmente, usaro o equipamento para fa-zer tarefas muito mais pesadas

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    Hardware

    do que os outros tipos de usurios. Logo, tambm iro demandar um poder de pro-cessamento maior e j estaro conformados com o peso adicional.

    Outra caracterstica a possibilidade de trabalhar com outros tipos de conexes, como por exemplo, a sada HDMI, a porta SATA, USB 3.0, Bluetooth e ExpressCard, que permitem ao profissional ter alterna-tivas para realizar diferentes atividades e no ficar preso, dependente de outros equi-pamentos. Em outras palavras, precisa de uma mquina que no o deixe na mo.

    Tipos de equipamentoVoc pode at ter um perfil nico, mas

    no se preocupe, pois encontrar modelos com as mais diversas caractersticas de potncia, memria, capacidade de armaze-namento, visual, tamanho de tela, etc.

    Dificilmente todas essas caractersticas esto presentes em um nico modelo: um tem o visual mais elaborado, mas pouca memria RAM. Outro vem com processa-dor dual-core, porm, a sua aparncia no agrada tanto. Voc ainda ir se perguntar porque um outro tem placa de vdeo 3D, mas apenas uma CPU single-core. Ou, ain-da, por que o mais feio o mais caro?

    NotebookA famlia dos notebooks caracteri-

    zada pelo tamanho e peso mais elevados em relao aos outros tipos. o equipamento mais usado para ta-

    refas que dependam de maior poder de processamento sem perder a portabilidade, alm de virem acompanhados de um drive ptico para a leitura e gravao de trabalhos armazenados em CDs e DVDs. Costumam ter baterias grandes, pois, com tantos peri-fricos, tm uma exigncia eltrica maior.

    UltraleveOs modelos que se encaixam nessa

    categoria disputam o ttulo de o mais fino. Para isso, deixam de fora alguns componentes, como o drive ptico e outros tipos de conexes como menor quantidade de portas USB, por exemplo.

    Tambm no costumam ter muito poder de processamento, pois foram planejados para tarefas mais especficas. Isso se reflete em uma maior autonomia de bateria, que pode ser maior que a dos notebooks.

    So equipamentos com poder limitado, mas que se preocupam em oferecer mobi-lidade com um pouco mais de conforto graas a telas e teclados maiores que os netbooks no oferecem.

    NetbooksO principal objetivo do netbook

    ser o mais enxuto possvel sem

    sacrif icar a usabilidade de aplicaes simples como e-mails e acesso internet em geral.

    Entre os trs tipos de equipamentos, o que tem menor poder de processamento, o que, por outro lado, se traduz em maior durao de bateria.

    Para reduzir o seu tamanho, alm de abdicar do drive ptico, tem o tamanho das teclas e da tela reduzidos, o que para alguns usurios pode ser desconfortvel, especialmente para aqueles que tm mos maiores. Por outro lado, em geral, mulheres e adolescentes se identificam muito com esse tipo de equipamento, pois ele bem mais leve.

    ConclusoAgora que j sabemos definir nossa

    necessidade e conhecemos a utilidade de cada tipo de equipamento porttil, pos-svel ter um base para uma compra mais adequada.

    Existem aparelhos que combinam cada um dos tipos de pblico com cada um dos perfis de hardware que apresentamos. Por exemplo, o usurio que busque um equipa-

    mento leve pa r a s eu entreteni-

    mento, poder escolher entre os no-

    tebooks ultraleves e alguns netbooks especialmente projetados

    para multimdia. Da mesma forma, um usurio corporativo poder decidir entre

    poder de processamento ou porta-bilidade e encontrar produtos

    das categorias dos notebooks e netbooks que atendero suas

    necessidades.Por t a nto, no

    podemos af irmar que uma catego-ria especfica (por

    exemplo netbook) seja totalmente inadequada

    para um certo tipo de usu-rio. A questo ter conscincia na

    hora da compra e no escolher algo por impulso.

    Nos artigos a seguir analisaremos vrios computadores portteis, cada um com um perfil diferente. Esperamos que o leitor se familiarize com as diferenas e possa esco-lher ou indicar a melhor compra. PC

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  • O Eee PC 1201T tem te-clado chiclete

    e aceleradora grfica ATI Radeon HD

    3200.

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    Ronnie ArataMembro da equipe de redao e laboratrio da revista, dedica-se ao estudo de jornalismo

    e Tecnologia da Informao.

    H algum tempo, quando os primeiros netbooks comearam a ser lanados, eles eram mais conhecidos como subnotebooks. Eram mquinas secundrias, usadas para operaes de apoio e uso tpico, portanto tinham mais preocupaes com a reduo de tamanho e de peso do que com o poder de processamento.

    Mas o Brasil mostrou grande aceitao por este tipo de equipamento, de forma que o netbook passou a ser at mesmo, o primeiro computador de muita gente. E com a fabricao de novos modelos equipados com componentes mais po-derosos, o netbook tambm ganhou a possibilidade de ser uma poderosa, seno a principal, ferramenta de trabalho de muitos profissionais.

    Agora j h at modelos com acelera-doras grficas, que ajudam ainda mais no desempenho de aplicaes de entreteni-mento como, por exemplo, na reproduo de vdeos de alta resoluo. E um exemplo

    Asus Eee PC

    1201TH quem pense que os modelos de net-

    books mais poderosos servem apenas para

    o pblico corporativo e profissional. No verdade: quando voc conhecer o Asus Eee PC

    1201T, ter certeza que este modelo tambm um bom companheiro para os momentos de entretenimento.

    desses aparelhos o modelo 1201T, da linha Asus Eee PC.

    Os trs Es no nome da linha fazem referncia ao slogan que a Asus criou para ela, e refere-se, basicamente, aos trs fato-res mais importantes para os usurios de notebooks e netbooks: estudo, trabalho e diverso. Easy to learn, Easy to work, Easy to play, ou seja, fcil de aprender, fcil de trabalhar e fcil de jogar.

    O site da linha (http://eeepc.asus.com/) indica que o modelo 1201T tem o foco no entretenimento e o conjunto de CPU e GPU confirmam essa indicao. O vdeo Big Buck Bunny na resoluo 1080p foi executado junto com um monitor, conectado na sada VGA, sem perda de frames. O desempenho timo, mas h um pouco de incoerncia no projeto do 1201T: em um aparelho com o propsito de entretenimento poderia haver pelo menos conexes HDMI ou DisplayPort, mas elas no esto presentes, s mesmo a antiquada VGA.

    F1.

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  • F2.

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    Testes

    Mas com uma Radeon integrada, ser possvel estender a tela para o segundo monitor e trabalhar com uma worksta-tion porttil , certo? Infelizmente, no. Acontece que o sistema operacional que acompanha este netbook o Windows 7 Starter Edition, que, dentre vrias outras limitaes srias, incapaz de trabalhar com mltiplos monitores. Ao detectar um monitor conectado porta VGA o Windows o configura como dispositivo padro e apaga a tela do netbook. Com o auxlio do driver Catalyst da ATI foi possvel ativar o modo clone, mas a resoluo ficou limitada do LCD de 12 e 1366x768 pixels.

    AparnciaOs modelos da linha Eee PC so cha-

    mados de Seashell por causa do seu design inspirado em conchas do mar (figura 1). E, olhando bem, at que eles lembram mesmo uma.

    J na parte de dentro, o teclado ergo-mtrico e tem as teclas no formato quadrado bem achatado, chamado de design estilo chiclete, que oferece conforto superior ao de outros netbooks com teclas menores. Por fora, nenhum detalhe foi colocado no seu acabamento, os nicos desenhos que podemos ver nele so as marcas de dedos que ficam no plstico liso.

    EspecificaesO modelo que recebemos para teste

    veio equipado com um processador sin-gle-core AMD Athlon Neo MV-40 de 1,6 GHz, 2 GB de memria RAM DDR2, placa de vdeo ATI Radeon HD 3200 com 256 MB de memria e

    HD de 250 GB. Tambm tem cmera de 0,3 megapixel com microfone, integrados na parte superior da tela, e touchpad com funo de multitoques.

    ConexesO EeePC no tem nenhuma conexo

    fora do comum e a distribuio dos conec-tores foi feita de maneira muito inteligente. No lado direito ficam as mais usadas: en-trada e sada de som separadas, conector ethernet, slot de leitor de cartes SD e duas portas USB colocadas uma longe da outra (figura 2). O que uma tima disposio, pois evita que pendrives e outros dispositi-vos USB maiores fiquem mal encaixados, ou at impedidos de se conectarem simul-taneamente no notebook.

    J do lado esquerdo, ficam o conector VGA para sada de vdeo, o adaptador de energia e uma porta USB adicional, totali-zando trs portas USB neste modelo.

    A nica exceo digna de nota a de um conector de vdeo mais moderno como HDMI ou at um DisplayPort. Com a excelente performance grfica deste equi-pamento, teria sido timo poder lig-lo a um aparelho de televiso LCD FullHD.

    ConclusoOs jogos mais pesados que dependem

    de CPU e GPU poderosos podem no funcionar a contento no 1201T. Con-venhamos, se o objetivo for jogar com alto desempenho, mais conveniente comprar um desktop mais potente e no um netbook.

    Po r u m p r e o s u g e r i d o d e R$ 1.400,00 voc no estar comprando um porttil para trabalhar na internet ouvindo msica, mas sim um porttil com excelente desempenho multimdia, capaz de reproduzir com perfeio filmes em resolues dignas dos mais caros monitores e televisores LCD do mercado.

    uma pena que s seja possvel conec-tar um ao outro por meio de cabo VGA e que, uma vez conectados, no se possa fazer muita coisa graas infeliz escolha do Windows 7 Starter Edition, que deve-ria ser evitado a todo custo.

    Por outro lado, limitaes de sof-tware so contornveis (substituindo o software) e comparando com a oferta de netbooks disponveis no mercado, o hardware do Asus EeePC 1201T bastante forte.

    A distncia das portas USBs

    tal que no atrapalham uma

    outra.

    PC

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  • Quando os netbooks comearam a aparecer no mercado, eles vi-savam suprir a necessidade dos usurios domsticos. Tinham pouco poder de processamento e o prop-sito de serem usados apenas para internet e aplicativos de escritrio, acompanhados de um HD de tamanho nfimo, suficiente apenas para os programas bsicos. Por contarem com tamanho e peso diminutos, tambm comearam a acompanhar mais a vida dos usurios, pois os notebooks, s vezes, eram considerados pesados para serem levados a todos os lugares.

    Lenovo X100e

    O X100e da Lenovo um netbook

    com configuraes mais potentes, com foco no pblico corporativo. Com seu pequeno tamanho, oferece mobilidade sem ficar devendo nada em capacidade de expanso.

    Ento, os desenvolvedores contem-plaram os netbooks com designs e cores, diferenciando-os do padro quadrado preto (ou cinza) dominantes nos note-books. Assim, os netbooks se afastaram do perfil corporativo, para o qual nenhum executivo tem a pretenso de aparecer em uma reunio com um notebook rosa choque todo grafitado. Isso porque a in-teno desse executivo no se exibir com o equipamento, mas sim chegar ao fim da reunio sem problemas com a mquina, sendo ele o palestrante ou apenas um dos espectadores.

    F1.USB amarela que continua fornecendo

    energia.

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    Ronnie Arata

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  • Porm, com o modelo X100e, a Lenovo aproveita o conceito de mobilidade dos netbooks e o equipa com hardware mais potente, indo contra a ideia de que esta ca-tegoria de equipamentos se destina apenas para o usurio domstico. Logo, o pblico corporativo pode contar com a aparncia profissional do X100e, mas sem perder a mobilidade, o desempenho e o conforto para trabalhar com aparelhos portteis longe do escritrio. Muito parecido com outros modelos da linha Thinkpad, o X100e tambm comprova a sua presena no estilo corporativo pela aparncia sria e configurao adequada.

    EspecificaesO ThinkPad X100e que recebemos

    para testes, vem com processador AMD Athlon Neo MV-40 de 1,6 GHz, 2 GB de memria RAM e GPU ATI Radeon HD 3200, que se encaixa muito bem nas especificaes pois auxilia no desempenho do vdeo, liberando a CPU dessa tarefa. Com o auxlio da GPU, a carga na CPU durante a decodificao de um vdeo H. 264 1080p (o curta-metragem Big Buck Bunny, que usamos em todos os testes por ser gratuito), fica na mdia de 30 % a 40 %, sendo o vdeo executado sem perda de frames.

    O HD tem capacidade de 250 GB e velocidade de rotao de 5400 rpm. As conexes so Wireless, BlueTooth e 3G. Tambm acompanham o leitor de carto, microfone integrado na parte inferior, pr-ximo ao teclado (o que no considerado um bom local, pois pode captar barulho da digitao), cmera de 0,3 megapixel integrada na parte superior, e bateria de Li-on de seis clulas que durou 1h47min no teste do Battery Eater.

    Se voc estranhar que h apenas uma entrada P2 na lateral esquerda, saiba que se trata de um conector combo que une o fone e o microfone, semelhante ao encontrado em telefones celulares. Este tipo de conec-tor dever tornar-se um padro em futuro prximo, mas, enquanto isso no acontece, existem adaptadores que permitem usar headsets convencionais.

    O modelo X100e ainda vem com a tecnologia de marca registrada da Lenovo, o Active Protection System, que consiste em um acelermetro que detecta a movi-mentao do aparelho e protege os dados

    do disco rgido contra acidentes como quedas e batidas, corriqueiras na rotina de um aparelho porttil.

    Mesmo sendo um netbook, suas teclas no foram reduzidas e, assim, junto com a tela de 11,6, o conforto de trabalho, tanto na digitao quanto na rea de tra-balho, continua o mesmo dos aparelhos maiores.

    O Trackpoint caracterstico da linha e a USB amarela (figura 1), que se mantm energizada mesmo com o netbook desli-gado (mas conectado tomada) tambm esto presentes no modelo X100e.

    ExpansoAlm destas configuraes, tambm

    impressionante a capacidade de expanso do X100e. Ao remover a parte inferior do modelo pudemos ver todas as peas que o compem, mais um slot adicional de memria RAM, um encaixe para usar um SIM card para a conexo com 3G e um inusitado slot mini PCI Express extra (figura 2).

    O que esse ltimo slot tem de especial? Bem, o slot em si perfeitamente normal,

    o que inusitada a presena de um tipo desses em um netbook! Observe na figura que h um outro slot j preenchido com uma placa de rede wireless, mas nem por isso a Lenovo deixou de reservar um segun-do para o usurio instalar o que quiser. At os fios para a antena esto l!

    ConclusoMais uma vez a Lenovo demonstra o

    cuidado e a ateno no desenvolvimento de um produto para um pblico especfico. Mesmo com o foco corporativo, o preo de R$ 1.799,00 ainda pode chamar a ateno de consumidores de outros segmentos: para o trabalho, para a escola, para uso domstico, ou at para os trs juntos. J a potncia exigida para isso, ele tem, e com um peso de 1,5 kg, fica fcil lev-lo para diferentes locais.

    O X100e realmente tem um propsito diferente de outros modelos e, se o mercado o entender, muitos profissionais podero se beneficiar das vantagens de mobilidade de um netbook com maior poder de pro-cessamento, sem abandonar o conforto de trabalho e a aparncia corporativa.

    F2.Slots para memria RAM,

    mini PCI Express e SIM card.

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  • MSI X-SlimX340

    Toda semana novos modelos de note-

    books ultrafinos so lanados no mercado, mas apenas a diminuio de peso e es-pessura no so fatores suficientes para destacar um modelo. Outras caractersticas precisam estar presentes para chamar a ateno dos consumidores.

    O modelo X-Slim X340, da MSI, aposta na imagem de alta definio.

    Sempre que o consumidor pesquisa os modelos de notebooks e net-books disponveis no mercado, ele avalia muito bem as especi-ficaes e as compara antes de realizar a compra. Raramente, um computador adquirido por causa de uma caracterstica apenas. Por exemplo, ningum compra um notebook s porque ele tem 4 GB de memria, ou s porque ele tem um Core i5 Lynnfield de 2,6 GHz.

    Alm dos 4 GB, o consumidor vai se certificar de que o seu processador e o seu sistema operacional suportam esta quanti-dade de memria, ou de que o equipamen-to, alm de um timo processador, ainda venha acompanhado de uma placa grfica que possa auxiliar no desempenho.

    No fcil achar o modelo dos sonhos no mercado, pois mquinas equipadas com praticamente tudo que queremos podem no ser sucesso de vendas por conta do preo final. Assim, muitos fabricantes decidem quebrar uma linha em diferentes modelos, fazendo com que cada um deles tenha propsitos diferentes, podendo atin-gir um pblico maior.

    o que a MSI faz com a sua linha X-Slim Series: todos so considerados no-tebooks ultraleves (ultra thin), mas cada um deles tem uma configurao diferen-te. O modelo que recebemos para testes, o X-Slim X340, infelizmente no vem equipado com um hardware to poderoso, mas no falha com o propsito de executar vdeos em alta definio.

    EspecificaesO X-Slim vem equipado com a pla-

    taforma Intel Centrino que integra uma CPU Core 2 Solo SU3500, de 1,4 GHz, o chipset Intel GS45 + ICH9M-SFF, vdeo integrado Intel GMA 4500MDH e inter-faces de rede Gigabit Ethernet e wireless 802.11n. O modelo recebido tem 2 GB de memria RAM DDR2 667/800 MHz, tela de 13 polegadas com resoluo de 1366 x 768 pixels e iluminao por LED, alm de conexo Bluetooth V2.0 EDR.

    Este modelo tambm conta com sa-das VGA e HDMI, alm de um leitor de cartes no lado esquerdo (figura 1). J as conexes de udio ficam do lado direito entre a entrada para adaptador de energia e as duas portas USB que, alis, so bem prximas uma da outra, o que ruim, pois dispositivos USB de maior tamanho po-dem bloquear a porta ao lado (figura 2).

    Como os vdeos em alta definio podem ocupar bastante espao, o X-Slim X340 traz um HD de 320 GB para o ar-mazenamento dos filmes preferidos.

    Outras Caractersticas

    comum encontrar artigos que colo-quem os notebooks ultraleves em disputa para ver qual o mais fino ou o mais leve, mas no podemos medir com exatido qual deles , de fato, o mais porttil. O X-Slim X340 pode no ser o mais fino do mundo, mas a MSI conseguiu fazer um bom traba-lho e chegou espessura de 22 mm em toda a superfcie e peso de 1,3 kg com bateria

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  • de quatro clulas (Figura 3). verdade que o manual demasiado otimista ao informar a espessura de 19,8 mm. Mesmo assim, consideramos que os 22 mm ainda merecem reconhecimento.

    Um dos aspectos negativos a falta de rigidez do teclado: quando uma tecla pressionada, todas as adjacentes afundam junto. Isso no modifica a taxa de acerto da digitao, mas um teclado firme pode dar mais confiana para o usurio.

    Outro aspecto negativo o sistema operacional Windows Vista Home Pre-mium, que pesado demais, exige muita memria e j deveria ter sido abolido em favor do Windows 7.

    ConclusoCom um chip grfico que tem a ca-

    pacidade de decodificar vdeos 1080p no lugar da CPU, o X-Slim X340 pode ser conectado a um televisor e reproduzir qualquer contedo de alta definio sem perdas de frames.

    O peso de 1,3 kg equivalente ao de muitos netbooks, bem como a potncia do processador single-core de 1,4 GHz. Porm a tela de 13 maior, fazendo com que o X340 seja uma boa opo para quem no demande alto poder computacional mas deseje uma boa rea de tela para trabalhar.

    Um mouse ptico USB com fio re-trtil e uma capa protetora acompanham o pacote do X-Slim X340 pelo preo de

    R$ 1.500,00, que razoavelmente bom comparando-se com outros modelos que esto no mercado.

    O Chipset GS45 direcionado para decodificao de vdeos, motivo da conexo HDMI estar presente.

    Portas USB muito prximas podem impossi-bilitar a conexo de dois

    dispositivos.

    At a bateria fina no X-Slim, com ape-nas quatro clulas.

    Mas a autonomia no ruim.

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  • Antes da computao em nuvem,

    os notebooks evoluam com a inteno

    de diminuir o peso e aumentar o poder

    de processamento, pois precisavam ter

    mobilidade e desempenho. Porm, com

    a migrao dos aplicativos para a web e

    com o acesso internet cada vez mais

    fcil, a Positivo adotou uma nova linha de

    pensamento para os dispositivos portteis:

    a dos Ultra Thin Notebooks.

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    Positivo Platinum

    Quem compra um netbook, sabe que no ter muito poder de processamento. Tambm sabe que, na maioria das vezes no precisar disso, uma vez que a inteno desse consumidor , basicamente, usar o equipamento para edies de texto, acesso internet e, quando muito, ouvir msica enquanto navega.

    Isso ocorre porque, com a ascenso da computao em nuvem, criou-se um novo conceito, o qual prope que o processa-mento no seja algo com que o usurio precise se preocupar.

    No entanto, os netbooks podem ofere-cer pouco conforto para trabalhar, tanto pelo tamanho das teclas, que resultam na digitao de caracteres indesejveis, quanto pelo tamanho da tela, que exige mais esforo da viso do usurio, alm de mostrar uma rea menor das pginas e documentos.

    Assim, o Positivo Platinum se mostra como uma mquina diferenciada, pois, diferente de outros notebooks ultra-thin,

    preocupa-se com o conforto de usabilida-de, com a segurana dos dados pessoais e tem o objetivo de ter a mobilidade e peso comparados aos dos netbooks.

    EspecificaesO Platinum vem com processador Intel

    Core 2 Solo SU3500, 3 GB de memria RAM DDR2, HD de 120 GB, interface de rede de 10/100/1000 Mbps, teclado em portugus de 84 teclas, bateria de Li-on de 3150 mAh. H tambm sada HDMI de alta definio, boa para pessoas que esto frequentemente em reunies onde um televisor fica a disposio dos parti-cipantes, ou para professores que optam por dar aulas com projetores. Alm de ser uma mquina leve, com peso de apenas 1,5 kg, este modelo fcil de ser carregado e executa vdeos e apresentaes de slides sem nenhuma dificuldade.

    Platinum Desligado primeira vista, as dimenses de

    336 x 227 mm no representam o maior

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    Positivo Platinum destaque des-te modelo, mas sim a

    espessura de apenas 22 mm (fi-gura 1). A maioria da parte externa tem acabamento emborrachado em tom azul, que ajuda a dar um design diferenciado e tambm a evitar arranhes.

    Este modelo no inclui o drive ptico, o que um conceito compreensvel, pois, seguindo a linha de pensamento dos net-books (box 1), a tendncia do uso de mdias pticas diminuir, j que o uso de Cloud Computing e a facilidade de transferncia de dados por pendrive e redes sem fio, anulam os benefcios de armazenamento

    e transfe-rncia de dados .

    Logicamente, essas mdias no sero extintas de uma vez, mas o

    seu uso continuar a ser mais proveitoso em desktops e no em dispositivos port-teis, por isso o Platinum aboliu o drive.

    As poucas conexes ficam na parte traseira (figura 2), deixando as laterais apenas para as sadas de ar para dissipao de calor. Podemos ver uma porta USB, a sada de som, HDMI e um adaptador e replicador MFC que contm o conector para alimentao de energia, duas portas USB adicionais, alm dos conectores de rede e vdeo. A entrada de microfone P2 tambm uma das peas que ficou de fora, a nica forma de falar com o Platinum usando o microfone integrado ao monitor.

    A opo de no incluir o drive ptico do modelo Positivo Platinum, tambm pode ser encontrada nos netbooks em geral. Afinal, o drive o componente que, no final das contas, o que mais ocupa espao fsico e o que mais tem a funo substitutvel por outros dispositivos. Da mesma fabricante, apresentamos o Mobo 3G 2060 Positivo que vem com processador Atom N270 de 1,6 GHz, 1 GB de memria DDR2 667, HD de 160 GB e chip de vdeo GMA 950 da Intel. Suas conexes so 3 USBs, entrada e sada de som, conexo Ethernet e VGA, leitor de carto, alm de microfone e webcam de 1,3 megapixel integrados na parte superior da tela. O Mobo 2060 tambm tem a entrada para SIM Card para o uso da conexo 3G e uma boa ferramenta para uso tpico como edio de textos e acesso a internet. visto que operaes mais pesadas dependem de um hardware mais potente que os notebooks no tm.

    Box 1 Mobo 2060 Positivo e a ausncia dos drives pticos

    F1.Espessura comparada com

    uma caixa de DVD.

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  • Ajuste dos eixos x, y e z.

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    Conexes e extensor MFC.

    Design com teclas espaosas.

    Aberto, o destaque vai para o teclado que tem um bom espao entre as teclas e leveza na digitao (figura 3). O fecha-mento feito por m.

    O modelo Platinum ainda tem tela LCD de 13,3 com iluminao por LEDs, touchpad com dois botes, alm de cmera de 1,3 megapixel e microfone integrados na parte inferior da tela.

    SeguranaUm dos recursos mais interessantes que

    este modelo oferece o sensor biomtrico integrado ao touchpad. Com ele possvel proteger o computador na inicializao, onde o sistema pede a leitura da impresso digital cadastrada pelo usurio e substitui a senha de login, alm de permitir a escolha de alguns aplicativos para serem iniciados pelo sensor, tambm possvel criptografar arquivos e pastas e substituir as senhas de sites na web.

    Tudo isso feito pelo software de reconhecimento de impresso digital Pro-tect Suite 2009 que funciona muito bem, fizemos o teste e somente a pessoa que cadastrou as digitais conseguiu fazer o login depois de reiniciar a mquina.

    O modelo Platinum ainda vem com o Windows 7 Home Premium instalado, pacote Microsoft Office com 60 dias de teste, Windows Live Suite e o Norton Anti-Virus 2010 que pode ser ativado para uso de um ano.

    AcelermetroOutro componente que agrega valor

    ao Positivo Platinum o acelermetro que, como o prprio nome indica, um componente que detecta a acelerao e impactos sobre o aparelho que est ins-talado e, assim, pode ajudar a proteger o HD alm de fazer a rotao da imagem da tela.

    Quando ligar o Platinum pela primeira vez, ser necessrio calibrar os eixos x, y e z (figura 4) para que o acelermetro saiba a posio em que est o notebook e ajustar a imagem. Depois de calibrado, a tela pode ser virada em qualquer sentido, que a imagem ser reconfigurada auto-maticamente, posicionando no sentido correto(figura 5).

    VdeoO Platinum se mostrou bom na repro-

    duo de vdeo. Utilizamos o filme Big

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  • F9. Programa 3G Positivo ajuda a

    utilziar o SIM Card.

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    Buck Bunny (disponvel para download gratuito no site www.bigbuckbunny.org) nas resolues 480 p, 720 p e 1080 p no Windows Media Player. Mesmo na maior resoluo, no houve delay ou perda de frames.

    F6. Recurso Always Aware.

    ConectividadeAlm do wireless, o Positivo Platinum

    ainda inclui conexes Bluetooth e modem 3G integrado. Na parte inferior encontra-se uma entrada para conectar um SIM card para utilizar com o 3G Positivo (figura

    6), um programa que j vem instalado no sistema. Basta configurar a conexo com a operadora do seu SIM card, depois pode montar a agenda dos seus contatos, mandar mensagens de texto diretamente para ou-tros celulares, alm de gerar as estatsticas da sua conexo.

    ConclusoEm alguns sites, vimos depoimentos

    que acusam este modelo de ser um aspiran-te a Macbook com 3G. Mas o que acontece que a Positivo quis caprichar na carcaa do modelo e acabou por deixar uma seme-lhana com os Macbooks.

    O desempenho do sistema bom para uso de aplicativos online, redes sociais e cloud computing. Mas no muito mais do que isso, ele at trabalha bem com textos e planilhas, mas o processador single-core no favorece a multitarefa.

    Pontos negativos so o boto liga/desli-ga, que difcil de ser apertado; a necessi-dade de um replicador MFC para usar uma simples porta ethernet; a ausncia de um conector para microfone externo e a presen-a de apenas uma porta USB no corpo do aparelho (as outras esto no replicador).

    O preo meio amargo: R$ 3799,00. Os compradores deste notebook pagam pela proteo que o sensor biomtrico oferece, pelo conforto de trabalho, pela leveza e pelo visual diferenciado. Verdade seja dita, um Mac custa muito mais caro. PC

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  • A srie C de notebooks da MSI faz referncia palavra Classic, por isso, no h uma grande preocupao em deixar os mo-delos dessa linha com aparncia moderna demais.

    Eles so equipados com melhor hard-ware, a maioria vem com o Core i5 da fam-lia nova de processadores Intel, outros vm com o Core 2 Duo e apenas um modelo da linha inteira vem com o AMD Athlon II Dual Core.

    O CR400 que testamos j fabrica-do no Brasil. Tem um processador Intel Pentium Dual Core T4400, que faz parte da famlia Core 2 Duo. Como ainda acompanhado de uma GPU NVIDIA GeForce 8200M G, este modelo consegue contemplar as expectativas de profissionais e estudantes, no s no momento de traba-lho como tambm no de lazer.

    EspecificaesA unidade CR400 que recebemos para

    teste veio com processador Intel Pentium Dual Core T4400 de 2,2 GHz, 4 GB

    MSI CR400

    O modelo CR400 da MSI no o mais

    leve nem o mais fino dos notebooks, mas seu conjunto equilibrado de CPU e GPU pode fazer a relao custo/benefcio ser positiva para o consumidor.

    Com as suas configuraes, este modelo pode ser um computador multiuso, permi-tindo utiliz-lo tanto para trabalho quanto para jogos.

    de memria RAM DDR2 800, chipset NVIDIA MCP79MVL, que o seu grande diferencial pois traz integrada a excelente GPU da NVIDIA.

    A GeForce 8200M uma GPU de tima relao custo/benefcio e executa a maioria das funes com desenvol-tura. Entretanto no um modelo de alto desempenho, portanto, no vai executar os jogos mais pesados, como os mais recentes, em seu nvel mximo de detalhes.

    Mas, diferentemente do que acontece com a maioria dos outros notebooks encontrados no mercado, a 8200M torna o CR400 capaz de executar mais do que jogos casuais, alm de outras atividades como execuo de vdeos em alta defini-o e trabalhos com programas de criao de contedo multimdia.

    O HD de 320 GB, da Seagate, mo-delo Momentus 5200.6, que moderno e veloz, alm de ter bom espao para arma-zenar os trabalhos acadmicos, programas e arquivos de edio de imagens, msicas e jogos preferidos do usurio.

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  • No h nenhuma conexo incomum, no lado esquerdo so duas portas USB, entrada e sada de som e o drive de DVD (figura 1), afinal o CR400 um note-book completo. Na parte de trs ficam os conectores RJ11 e RJ45 e, por fim, no lado direito esto o adaptador de energia e uma porta USB adicional.

    O leitor de cartes protegido por uma tampa removvel e funciona com um mecanismo simples: para colocar ou remover tanto a tampa quanto o carto de memria, basta apert-los at o clique.

    Finalmente, h uma cmera de 1,3 megapixel e um microfone integrados parte superior da tela que funcionam bem para chamadas de vdeo e udio na internet.

    Outras CaractersticasO teclado deste modelo tem as teclas

    cncavas e a fabricante o caracteriza como EDS (Ergonomic De-Stress), teclado ergo-nmico antiestresse, que, alm de ser mol-dado para os dedos proporcionando mais conforto, ainda tem a rea de superfcie das teclas maior.

    O touchpad no contm indicao do scroll lateral, mas essa funo est presen-te. Infelizmente, o suporte a multitoque no est.

    Um dos fatores mais discutidos deste modelo o Bluetooth, que realmente no est incluso. A empresa decidiu no incluir os dispositivos Bluetooth no modelo fabri-cado nacionalmente e, para no precisar desenhar um novo modelo de teclado, foi usada a mesma malha de teclas. Ento, por mais que os botes e o LED indicativo do Bluetooth estejam presentes, no adianta tentar acion-los.

    ConclusoO CR400 tem como propsito ser

    um notebook para qualquer pessoa. um

    modelo clssico, ou seja, no h nenhuma ideia inovadora implementada nele: o m-ximo que podemos encontrar de design, na linha C da MSI, so algumas texturas ou a pintura mais brilhante (como neste caso), mas a linha C inteira no tm modelos com cores mais vivas. Essa aparncia dis-creta pode ser um grande trunfo, pois eles tambm podem fazer sucesso no ambiente profissional.

    Com a GPU da NVIDIA e um preo estimado de R$ 1.500,00, podemos abrir mo de alguns dispositivos. Afinal, o que conta aqui um desempenho direcionado para pessoas que necessitem de um poder mdio/alto de processamento e, mesmo no sendo um gaming notebook, pode fun-cionar bem com alguns jogos.

    O drive de DVD uma caracterstica do notebook clssico.

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    O primeiro notebook da l inha ThinkPad foi lanado em 1992. Trazia o Windows 3.1, tinha processador Intel 80486SL de 25 MHz, drive de disquete, tela de 10,4, HD removvel de 120 MB, memria RAM de 4 MB (expansvel at 16 MB) e peso de quase 3 kg. Tudo isso pelo preo de US$ 4.350,00.

    Como a tecnologia avana a passos cada vez mais largos, hoje, aos 18 anos de vida da linha ThinkPad, um dos seus novos modelos - o T410 - vem com Windows 7 Professional, processador Intel Core i5 vPro de 2,53 GHz com tecnologia HT (Hyper Threading), leitor e gravador de DVD, tela de 14,1, controladora de vdeo NVIDIA Quadro NVS 3100M,

    ThinkPad

    T410Tivemos a oportunidade de testar o notebook ThinkPad

    T410, que tem aparncia profissional e que foi desenvolvido com o propsito de alcanar um compromisso entre desempenho e portabilidade.

    HD de 250 GB, memria RAM de 2 GB (expansvel at 8 GB), peso de 2,27 kg e preo na mdia de US$ 950,00.

    Sabemos que a evoluo das peas e do poder de processamento dos notebooks acontece rapidamente, e este o principal motivo que leva muitos fabricantes a lana-rem novos modelos, pois precisam sempre oferecer o produto mais veloz e poderoso para seus clientes.

    Na linha ThinkPad o poder computa-cional tambm levado em conta, mas, alm disso, todo modelo desta linha tem, durante seu desenvolvimento, uma ateno especial dada a detalhes que se traduzem em grandes diferenciais, como menor peso, medidas, preo e outras funcionalidades, algumas surpreendentes, como veremos a seguir.

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    O ThinkPad T410, alm de todas essas preocupaes, ainda permite variados tipos de conexes e a possibilidade de funcionar em modo de economia de energia com o recurso Battery Stretch, visto que a ener-gia sempre uma questo abordada nos notebooks.

    Aspectos fsicosCom as medidas de 33,4 x 23,5 x 3,5

    cm, muitos diro que o T410 um modelo quadrado e no teremos como discordar (figura 1). Os ThinkPads, se comparados leva de notebooks estilosos e coloridos que invadiu o mercado recentemente, po-dem aparentar uma carncia de charme, mas isso no significa falta de capricho. Na verdade, ao observarmos o T410 com

    a t e n -o, fica evidente o grande cuidado que a Lenovo teve ao projet-lo, at nos detalhes menores.

    Sua tampa feita de plstico ABS (Acrilonitrina Butadieno Estireno), reco-nhecido pela alta resistncia a impactos, enquanto a base composta por uma liga polimrica com reforo de fibra de carbo-no. O acabamento fosco, de cor preta, alm de dar a aparncia profissional ao produto, tambm ajuda a evitar marcas de arra-nhes. O T410 apresenta poucos detalhes no seu design exterior. Ele tem apenas o

    logotipo co-locado no canto e dois pequenos LEDs que permitem ao usurio saber se o notebook, quando fechado, est ligado em modo de espera e se est conectado energia (figura 2).

    F1.ThinkPad e sua aparncia.

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  • Leds indicativos de energia e modo de espera.

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    InterfacesAssim que recebemos a unidade para

    testes, ficamos com a impresso de que, quanto mais usamos o T410, mais cone-xes encontramos nele.

    VdeoH duas sadas de vdeo, a tradicional

    VGA e a menos conhecida DisplayPort (figura 3).

    Esta ltima foi apresentada em deta-lhes na edio n 91 da PC&Cia, mas, resumidamente, trata-se de uma alter-nativa livre de royalties e tecnicamente superior ao HDMI. Amplamente usada na linha Machintosh, pela Apple, a conexo DisplayPort capaz de atingir resolues

    superiores com maior taxa de atualizao que o HDMI.

    Ao adotar o DisplayPort na linha ThinkPad, a Lenovo d um grande incen-tivo adoo deste padro, uma atitude que boa tanto para seu consumidor quanto para o restante do mercado.

    USBSo quatro portas USB 2.0 dispostas

    nas laterais do equipamento, trs do lado esquerdo e uma sozinha, amarela, do lado direito (figura 4).

    Por qu amarela? Esta uma porta especial que a Lenovo inclui em seus produtos da linha ThinkPad, chamada de porta Always-On. Ao contrrio das

    Assim, possvel carregar dispositivos USB como celulares, players de udio MP3, entre outros, sem a necessidade de deixar o notebook ligado e gastando energia toa.

    IEEE 1394Ao lado da porta USB Always-On

    est um conector IEEE 1394 de quatro pinos (do mesmo tipo usado em cmeras de vdeo). Este conector dificilmente encontrado em notebooks destinados ao usurio domstico, mas como o T410 um produto com foco corporativo, sua presena se justifica, pois, profissionais que utilizam o ThinkPad, podero querer aproveitar a velocidade e a compatibili-dade desta conexo em perifricos como cmeras de vdeo de alta definio e HDs externos.

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    demais portas USB, a amarela permanece energizada enquanto o notebook estiver co-nectado ao carregador, mesmo que o sistema esteja desligado.

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  • Conexo DisplayPort incomum em notebooks.

    cone indicativo de dreno do teclado.

    Vista da parte inferior.

    Porta USB sempre alimentada.

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    F5. Entrada para eSata.

    eSATAOutra deciso que deixa claro o foco

    no usurio corporativo a incluso de uma porta eSATA (figura 5). A maioria dos modelos de notebooks do mercado se limita a oferecer interfaces USB (a maior parte dos HDs externos encontrados no Brasil USB), que de fato atendem as necessidades da maioria dos usurios.

    Para realizar backups, a menor velocidade do USB faz o processo demorar um pouco mais, mas isso no chega a ser um impediti-vo. Entretanto, s vezes, pode ser necessrio trabalhar diretamente em um drive externo e, neste caso, o eSATA faz toda a diferena.

    Em teoria, a banda de 480 Mbps (60 MB/s) do USB 2.0 seria capaz de oferecer praticamente a mesma vazo de um disco interno, todavia nunca vimos uma imple-mentao que alcanasse esta marca. A maior parte dos HDs externos consegue atingir vazes de apenas 33 MB/s (cerca de 260 Mbps).

    Enquanto isso, o eSATA conecta o HD externo diretamente ao barramento SATA da placa-me e oferece desempenho idntico ao de um HD interno. Quem precisa trabalhar com projetos grandes sabe a diferena que isso faz.

    Outras conexesAt aqui, o T410 j nos pareceu ter co-

    nexes suficientes, mas ainda no tratamos do modem, nem do leitor de cartes, drive de DVD-RW e da sada de som, que do tipo combo, semelhante s usadas nos celulares, onde fone e microfone utilizam um s conec-tor. Alis, a Lenovo lanou recentemente um headset prprio que utiliza esta pinagem, a fim de facilitar a vida do seu cliente durante o perodo que o mercado levar para adotar o novo conector.

    Impossvel ter mais conexes? Melhor no duvidar. Na parte inferior (figura 6) ainda encontramos o conector para Docking Station (Box 1), o que forma uma boa com-binao para uso no meio corporativo. E se voc estiver se perguntando o que aquele furo detalhado na figura 7, saiba que se trata de um dreno para o teclado. isso mesmo! Sob o teclado do T410 h canais de drenagem que salvam o seu notebook de acidentes fatais com refrigerantes e cafe-zinhos. Isto tudo porque, para o pblico a que se destina, o T410 no pode se dar ao luxo de parar de funcionar.

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  • F8.Iluminao de LED

    para uso noturno.

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    Apesar de pouco divulgado por aqui, a Lenovo oferece uma ampla linha de acessrios e perifricos que podem tornar a vida do usurio muito mais prtica.Um exemplo disso o Docking Station (figura A), que um timo acessrio para usar o notebook como se fosse um desktop, bom para profissionais que utilizam computadores dentro e fora da empresa. Quando este profissional voltar da rua com os dados coletados, no ser necessrio usar pendrives ou passar os arquivos pela rede, s conectar o notebook no docking station e os dados j estaro acessveis, alm de que alguns dockings podem ser ajustados na altura e angulao mais confortvel para o usurio.

    Box 1: Perifricos Lenovo

    Recentemente, a empresa anunciou uma nova linha de acessrios e, entre eles, est o conjunto de mouse e te-clado wireless modelo N30B (figura B). Imagine ter um ThinkPad T410, mais um docking station com mouse e teclado sempre disponveis.O teclado est no padro ABNT e o mouse de 1000 dpi, o que faz a sua movimentao ser bem precisa.Para utilizar o kit s conectar o adaptador, que fica no compartimento de pilha do mouse, numa porta USB. Coloque as pilhas e mude a chave na parte inferior do mouse para On. O sinal alcana at quatro metros de distncia e as pilhas, segundo o fabricante, duram uma mdia de trs meses.

    LEDsEste modelo est repleto deles. Um

    muito til o indicador de estado do Caps-Lock, que fica na prpria tecla. Na moldura da tela ficam os indicadores de conexo wireless, bluetooth e o de operao de disco, enquanto no teclado ficam os LEDs que indicam se as entradas e sadas de udio esto suspensas e, obviamente, o LED que indica se o equipamento est ligado.

    Porm, o LED mais interessante, para no dizer surpreendente, de todos, no indicador de nenhuma funo, mas sim um LED-lanterna para iluminao do teclado. Chamado de ThinkLight (figura 8), ele pode ser acionado com o comando Fn + PgUp (a tecla tem a figura de uma lmpada) e torna mais fcil a utilizao deste notebook em ambientes com pouca ou nenhuma iluminao.

    Este um exemplo perfeito da ateno aos detalhes que a Lenovo aplica linha ThinkPad. Como estes produtos so volta-dos a usurios corporativos, que dependem do notebook para trabalhar, recursos como o ThinkLight so teis, podem salvar a vida do usurio, e dificilmente sero encontrados em notebooks da moda, mais coloridos e baratos.

    Sensor BiomtricoAlm de todos os aspectos j apre-

    sentados, o modelo T410 ainda vem

    com um sensor biomtrico (figura 9), que mostra a preocupao do fabricante com a segurana. O sensor f ica aloca-do pouco mais ao centro do que no modelo SL400 da edio n 89. Nesse local, evita-se o acionamento acidental j que as teclas direcionais so usadas frequentemente.

    TrackPointOutro acessrio o caracterstico

    TrackPoint da IBM, localizado entre as teclas G, H e B (tambm na figura 9). O TrackPoint um dispositivo apontador, como um mouse, com o funcionamento semelhante ao de um Joystick. Tambm est num local apropriado, onde no atrapalha as funes de outras teclas, nem a digitao. Caso se tenha problemas com o seu acionamento, pode ser desa-bilitado com o comando Fn + F8.

    Teclas removveisSe voc se perguntar qual a razo

    de ter as teclas removveis, lembre-se de que este modelo tem os canais de dreno no teclado. Agora, imagine que o lquido que voc derramou no seu T410 no seja gua, e sim um refrigerante ou caf, por exemplo. Ainda assim, o notebook estar salvo, mas com as teclas removveis (fi-gura 10) possvel limp-lo facilmente, caso isso acontea.

    FA.

    FB.

    Docking Stations tambm fazem parte do portflio da Lenovo

    A empresa oferece ainda outros perifricos teis, como o kit com mouse e teclado wireless.

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    Testes

    AcelermetroO ThinkPad T410 ainda vem com um

    acelermetro que detecta a movimentao do notebook e desliga o HD para proteger os dados. O propsito deste recurso dimi-nuir ao mnimo as chances do HD sofrer danos no s durante a movimentao como tambm durante uma queda. Teoricamente, se o T410 for derrubado de uma mesa, ele conseguir estacionar o brao atuador do HD antes de chegar ao cho.

    Fizemos um teste com o HD Tune para comprovar o funcionamento deste mecanismo de proteo. Na figura 11 pode-se ver que, um pouco antes da metade do teste, h um momento em que a vazo de dados do disco vai a zero. Isto acontece porque, neste momento, levantamos o notebook e o deslocamos at outro local. O teste do HD Tune no continua enquanto o HD no for religado, assim, somente de-pois de colocarmos o T410 de volta em uma superfcie estvel que o teste conseguiu ter continuidade, retomando a taxa normal de transferncia.

    O HD Tune conseguiu captar isso, provando que o acelermetro realmente tem efeito. ThinkVantage Toolbox

    A ThinkVantage uma tecla com funo especial, localizada na parte de cima no te-clado (figura 12). Ao acion-la, uma janela se abre e mostra vrias opes que indicam sade de sistema, segurana, trabalhos em rede, diagnsticos e assistncia tcnica, cada opo com subsees, timas para a manuteno do sistema. Alm de mostrar o cdigo do produto, nmero de srie e os dias restantes para o trmino da garantia.

    F9. F10.

    F12.

    Acessrio para segurana e usabilidade.

    O teclado pode ser facilmente remontado.

    Teste do HD Tune comprova acelermetro.

    Boto ThinkVantage para manuteno do sistema.

    como os canais de drenagem sob o teclado, o mecanismo de proteo do disco com acelermetro, o ThinkLight, TrackPoint e leitor biomtrico, deixam claro que a preocupao principal direcionada a este produto no foi com o estilo, poder de processamento ou baixo custo, mas sim com a confiabilidade e oferta de recursos teis para o profissional que no pode parar de trabalhar.

    O conjunto do processador Core i5 com a placa Quadro NVS 3100M, oferece bom poder de processamento com suporte s tec-nologias grficas mais usadas no ambiente corporativo. A tima oferta de portas de conexo aliada presena de um gravador de DVD torna este produto muito verstil.

    O ThinkPad T410 pode no ser o notebook mais rpido do mercado, mesmo assim apresentou bons resultados nos testes de desempenho e se mostra uma excelente

    escolha. Mas recomendamos que o leitor adquira este notebook com pelo menos 4 GB de memria, diferente da unidade que recebemos para teste com apenas 2 GB. Assim, poder utilizar melhor o grande poder de processamento e, com certeza, ir aproveitar ainda mais do que a linha ThinkPad pode oferecer.

    T a m b m por meio da tecla ThinkVantage que se pode fazer a res-taurao automa-tizada do sistema operacional. Para iniciar este proce-dimento, basta pres-sion-la durante o POST (Power On Self Test).

    ConclusoO Think Pad

    T410 uma mqui-na feita para que o usurio no pare de trabalhar. Recursos

    F11.

    PC

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  • Ao longo desta edio, vimos que, muitas vezes, o desempe-nho no o fator decisivo no momento da escolha de um equipamento. H certos produtos que so to eficientes para um tipo de usurio que, mesmo com desempenho mais modesto, consistem na escolha ideal graas s suas outras caractersticas.

    Dessa forma, seria injusto comparar diretamente o poder de processamento de produtos com perfis diferentes. Ento, gostaramos de lembrar ao leitor que este artigo no tem o objetivo de declarar um campeo de desempenho.

    Mas, ento, qual o melhor? Essa res-posta sempre depender da necessidade do consumidor. Porm, como a nossa misso esclarecer, preparamos um apanhado de consideraes sobre o desempenho dos equipamentos que testamos nesta edio.

    Cinebench R10O Cinebench faz os testes de desem-

    penho OpenGL e de renderizao de imagem por RayTracing com suporte a multiprocessamento. Ao final, informa-da uma pontuao prpria do benchmark medida em CBs. Veja a figura 1 com a pontuao dos portteis.

    Conforme podemos observar nos re-sultados, h uma grande diferena entre os modelos de notebook e netbook. Falando

    Como desempenham Nossos Portteis?

    Vimos nessa edio, vrios portteis com perfis muito diferentes entre si, cada qual com qualidades e vantagens nicas, sendo que, muitas vezes, mesmo um produto um pouco mais lento pode ser mais adequado para voc.

    Mas no por no ser o nico fator determinante da compra que devemos desprezar o desempenho de um equipamento. Veja aqui como se saram os portteis avaliados nesta edio.

    de CPU, vemos que os netbooks so mais fracos, porm, no teste de OpenGL, o Asus EeePC 1201T e o ThinkPad X100e conseguem pontuaes melhores que os ULs (ultra leves) Platinum e X340, cujas GPUs no tm o mesmo nvel de desempenho.

    Tanto o ThinkPad T410 quanto o MSI CR400, alm de contarem com multiprocessamento, tambm se benefi-ciam de boas placas grficas, pontuando ainda mais. No surpresa, j que esses dois produtos sacrificam tamanho, peso e autonomia de bateria.

    J no primeiro teste, confirmamos que os dois netbooks testados no oferecem o poder de processamento de um notebook de maior porte, mas seu desempenho mul-timdia, que o que importa para jogos, filmes e msicas, surpreendentemente bom. O que mostra que eles no tm poder demais, tm sim, o poder no lugar certo. Afinal, ningum usaria um netbook para renderizao de imagens.

    7-ZipIndependentemente do seu perfil de

    trabalho, todos, mesmo que involuntaria-mente, utilizam compactao de arquivos nos seus cotidianos. Isto um pr-requi-sito para transferncia de arquivos na internet, backups, trabalhos com imagens, vdeos e som, bem como para o trabalho em VPNs corporativas.

    Ronnie Arata

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    Testes

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  • O 7-Zip um utilitrio especialmente conveniente, pois alm de tima taxa de compresso, ainda oferece uma prtica ferramenta de benchmarking.

    Os resultados podem ser conferidos nas figuras 2 e 3, que mostram o desem-penho de compresso e descompresso, utilizando todos os ncleos disponveis nos processadores dos equipamentos.

    Obviamente, os processadores com mais de um ncleo conseguem alcanar pontuaes maiores, como o Core i5 do ThinkPad T410, o nico dual core com suporte a quatro threads (Hyper Threa-ding) entre os modelos que testamos. O CR400 tambm tem um processador re-lativamente poderoso, custa praticamente o mesmo que os netbooks, mas foi cerca de trs vezes mais rpido para este tipo de processamento, e isso deve ser levado em considerao na hora da compra, embora infelizmente tenha o defeito de ser bem mais pesado.

    importante ressaltar que na maior parte do tempo utilizamos a descompres-so de arquivos, a compresso ocorre com muito menos frequncia. No quesito de-sempenho de descompresso temos um empate tcnico entre quatro produtos: os dois netbooks e os dois notebooks ultrale-ves. Em termos de reproduo de contedo compactado, todos estes oferecero o mes-mo conforto para os seus usurios.

    HDProcessador e GPU so fatores impor-

    tantes no desempenho do sistema, mas s podem desempenhar suas funes com desenvoltura se receberem dados do HD com velocidade suficiente. Com um HD lento, o mais poderoso dos sistemas seria tambm lento, principalmente na agilida-de de abertura de programas e no trabalho com arquivos de grandes dimenses.

    Os testes de desempenho dos HDs foram feitos com o HD Tach, que pode medir a vazo de dados e o tempo de acesso randmico.

    O subsistema de disco que atingiu maior mdia de vazo foi o do Lenovo X100e com 66,3 MB/s, mas os outros sistemas no esto to longe assim, com a notvel exceo do Platinum. J a melhor mdia de tempo de acesso randmico foi do X340. Os resultados podem ser vistos na figura 4.

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    Testes

    F1.

    F2.

    F3.

    Pontuao no teste de renderizao de imagem por RayTracing no Cinebench.

    O processador Arrandale chega a quase 86000 KB/s.

    Na tarefa de compresso, o Asus Eee PC no se saiu muito bem.

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  • Independentemente do porte do equi-pamento, o desempenho dos subsistemas de disco se mostrou muito semelhante. Com certeza, conforme os SSDs entrem no mercado com mais fora, veremos maiores discrepncias que influenciaro, positiva ou negativamente, no desempenho desses sistemas.

    AutonomiaA durao de bateria um dos fatores

    mais importantes para quem compra um porttil, afinal, um aparelho que no liga por causa da falta de energia no serve para nada, a no ser para adicionar peso na bagagem.

    Para medir a autonomia dos portteis, utilizamos o Battery Eater, que tem por funo estressar os componentes dos equipamentos a fim de gastar o mximo de energia que for possvel. Em todos os modelos, os sistemas operacionais foram configurados para utilizarem o mximo de energia possvel, desativamos o modo de espera e os dispositivos de udio e conexo wireless ficaram ligados durante todo o tempo dos testes. Nem a tela desligou.

    Ou seja, este teste representa o pior dos casos, a durao absolutamente m-nima da bateria, coisa que praticamente nunca dever acontecer com o uso real do sistema.

    Pelos resultados da figura 5, podemos perceber que o T410 realmente sacrifica a autonomia pelo seu poder de processamen-to, obtendo a menor durao: 1h 07min. J o Eee PC impressiona: suportou 2h 37min de estresse antes de esgotar a bateria!

    Vendo os resultados, podemos dizer que a autonomia dos portteis no depende somente do tipo de equipamento, mas sim do direcionamento do sistema e da quan-tidade de clulas da bateria. Neste caso os dois netbooks foram os que duraram mais tempo fora da tomada, o que pode ser um fator contribuinte para eles serem os mo-delos de maior preferncia quanto ao uso e transporte para diferentes lugares.

    Concluso vlido lembrar que este artigo no

    deve ser encarado como um comparativo direto entre os produtos, mas sim como uma referncia para ajudar o leitor a es-colher o tipo de produto que melhor o atender.

    Os equipamentos que apresentamos tm perfis diferentes, configuraes dife-rentes e pblicos-alvo diferentes.

    Para quem precisa de maior poder de processamento e telas maiores, os note-books ainda so as melhores escolhas. Ser preciso carregar um equipamento maior e mais pesado, mas para quem no pode abrir mo de desempenho isso um preo pequeno a pagar.

    Os notebooks ultraleves so opes para aqueles que no precisam de alto desempenho mas acham os netbooks pe-quenos demais. So produtos mais focados em estilo e leveza do que em desempenho, mas para quem no precisa de um sistema

    poderoso demais, tm a vantagem de pesarem muito menos e ocuparem menos espao na mochila.

    Tambm ficou evidente que errado tratar os netbooks como notebookzi-nhos baratos, como muita gente ainda insiste em fazer. Estes produtos tm uma identidade prpria e so dimensionados de forma a no desperdiarem energia com processadores poderosos. Nem por isso deixam a desejar em desempenho, as GPUs dos dois modelos apresentados so timas.

    Sabendo o que esperar dos produtos, fica mais fcil escolher o melhor para cada funo.

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    Testes

    F4.

    F5.

    Velocidade do HD tambm conta para o desempenho da mquina.

    Durao mnima de bateria, os sistemas fora confi-gurados para gastar o mximo de energia.

    PC

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    Redes

    Telefonia, agora, servio de TI

    A telefonia, tradicionalmente, traz

    muitas dores de cabea para empresas de

    todos os tamanhos, principalmente pelo

    costume dos profissionais deste setor

    de tentarem prender o cliente em suas

    solues.

    Ensinamos neste artigo como o pro-

    fissional de TI pode se encarregar da rea de telefonia, aumentando sua carteira

    de servios e oferecendo sua empresa

    produtos melhores e mais baratos.

    Toda empresa precisa ter um n-mero telefnico fixo para receber ligaes. Mesmo esta linha tele-fnica no sendo essencial para o negcio funcionar, os clientes exigem que exista tal n para poderem entrar em contato, e isto um legado que continuar existindo por muitos anos.

    Na expectativa de segurar seus clientes, muitas empresas de telefonia (no confun-dir com operadoras) costumam dificultar o acesso s configuraes de equipamentos como o PABX, de forma a forarem seu clientes a abrirem uma ordem de servio para coisas banais como uma simples mu-dana de ramal. Esta prtica chamada de lock-in e, exceto pela empresa que a pratica, ningum gosta.

    Ns, como profissionais de TI, acredi-tamos que uma boa infraestrutura aquela que no deixa o cliente amarrado a um profissional, sistema, plataforma, etc, oferecendo sempre a maior flexibili-dade possvel.

    Infelizmente, at hoje o m-ximo de interao que o tc-nico de informtica tinha com a rede telefnica era no processo de passagem de cabos, que, por questes de custo era executado si-multaneamente para as redes de telefonia e de dados.

    Mas com o crescimento do mercado VoIP, maior oferta de servios e a popula-rizao de preos de equipamentos, ter uma rede de telefonia totalmente digital tornou-se acessvel por custos at mesmo mais baixos que os de uma rede analgica.

    Estrutura de uma rede VoIPA evoluo digital para a telefonia

    trouxe a capacidade de dividir uma es-trutura que antes era usada apenas para a linha telefnica em dezenas de outras simultaneamente. Hoje em dia dizemos que as linhas analgicas de telefone s existem de nossa casa at a operadora local, pois a partir dela sero convertidas para o formato digital.

    J para o consumidor final a era digital da telefonia traz o poder de escolha, uma vez que ele agora o dono da linha e no

    depende mais da operadora local de telefonia. Ele tem o

    F1.Modelo de Telefone IP facilmente encontrado no mercado.

    Alfredo Heiss

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    Redes

    poder de escolha de qual ser o seu prove-dor. Mas, para usufruirmos de uma opera-dora digital (entenda VoIP) precisamos de um provedor local para Internet.

    A maior parte das grandes cidades do Brasil j tem uma boa rede de acesso banda larga Internet, com preos atrativos para as empresas. Esta rede de dados muitas vezes chega a beneficiar cidades satlites.

    J cidades menores, principalmente no interior do Brasil, sofrem com o acesso precrio Internet. Mesmo nesses casos, possvel montar uma estrutura de telefonia mista (digital e analgica) pronta para usufruir de toda a vantagem do VoIP assim que estiver disponvel na regio.

    Comentaremos algumas estruturas possveis para empresas e quais as vanta-gens e desvantagens delas.

    Telefones IP + ProvedorProfissionais autnomos e microescri-

    trios, com trs ou quatro pessoas, no tm a necessidade de uma grande infraes-trutura de voz e dados. Muitas vezes, uma linha telefnica para receber ligaes o suficiente.

    Existindo um ponto de acesso In-ternet, possvel conectar um telefone IP (figura 1) diretamente ao provedor telefnico. Qual a vantagem? O preo da ligao local e DDD por VoIP varia hoje de R$0,11 a R$0,20 o minuto, o que chega a ser mais barato do que o oferecido por algumas operadoras de telefonia comum.

    Para recebermos ligaes, o custo men-sal de uma linha VoIP parte de R$15,00, o que tambm mais barato do que um plano residencial de telefonia.

    A figura 2 mostra um pequeno es-critrio composto por quatro telefones digitais. A rede interna tem um roteador com quatro portas que distribui a Internet. Os telefones esto ligados diretamente ao router, enquanto os computadores se ligam segunda porta de rede que a maioria dos telefones IP oferece como forma de no exigir um cabo a mais.

    Como todos os telefones esto au-tenticados diretamente pelo provedor de telefonia IP, nada impede que estes nmeros tambm sejam usados com um note/netbook, internet tablet ou at telefone celular com cliente SIP e acesso a internet 3G. Essas possibilidades garantem certo nvel de mobilidade para profissionais que

    F2.

    F3.

    F4.Se o modelo do IPPBX comprado oferecer suporte para linhas

    analgicas, podemos adicion-las em nosso esquema, garantindo redundncia em uma

    emergncia.

    Esquema de interliga-o de um pequeno

    escritrio feito somen-te com telefones VoIP. Simples e barato, mas sem muitos recursos

    para oferecer.

    Com a adio de um IPPBX interno, temos

    todas as funcionali-dades de um PABX analgico e mais o atraente custo das

    ligaes VoIP.

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    Redes

    passam o dia visitando clientes ou que no tenham escritrio fixo.

    Mas, apesar de cada mesa ter o seu prprio telefone, este tipo de infraestrutura muito simples e no existem alguns recur-sos como transferncia de chamadas, sala de reunies ou secretria eletrnica.

    Para evitar problemas, pontos que precisam ser estudados so a qualidade do sinal de internet no local e a possibilidade de instalao de vrios links para garantir redundncia, porque se ocorrer qualquer falha no sistema, no teremos nenhum tipo de comunicao externa.

    Proxy + Provedor IPNa figura 3 vemos um diagrama onde

    os telefones digitais so autenticados na rede interna e funcionam como ramais, o proxy controla as ligaes para as contas VoIP.

    Adicionando um servidor VoIP, ou proxy, na rede podemos oferecer recursos como transferncia de chamadas entre ramais, sala de reunio, atendimento auto-mtico, sem perder os benefcios do custo de ligao reduzido.

    Outro motivo a favor da adio de um servidor VoIP em nossa rede a flexibilida-de em caso de expanso. Adicionar ramais em um PABX convencional envolve, mui-tas vezes, a compra de placas de expanso, mas quando utilizamos um proxy digital a adio de novos ramais envolve apenas a autenticao destes na infraestrutura j montada.

    O custo desta estrutura maior do que o primeiro caso, mas adiciona todos os recursos presentes com centrais de PABX comuns, alm de diminuir os custos com telefonia analgica. Mas, assim como no primeiro caso, o modelo proposto depen-de da qualidade dos servios de Internet oferecidos na regio, sendo que em muitos lugares do Brasil no seria possvel a apli-cao deste modelo.

    Sistema HbridoUm sistema hbrido tem a vantagem

    de aproveitarmos ao mesmo tempo a rede analgica de telefonia, como canal redun-dante de comunicao, enquanto nosso sistema interno j funciona como uma rede digital (figura 4).

    Apesar do custo total ser maior neste caso, j que existe a manuteno das linhas

    analgicas e o servidor VoIP precisa dar suporte a estas, ganhamos funes como segurana extra, garantindo que os clientes sempre conseguiro entrar em contato com a sua empresa.

    As vantagens dos outros sistemas esto presentes neste sistema hbrido, visto que por meio de regras de discagem, conse-guimos o melhor preo para as chamadas. Alm disso, a flexibilidade para expanso de ramais e linhas.

    Grandstream GXE5024A Grandstream forneceu para testes o

    IPPBX GXE5024 (figura 5), que atende a todos os requisitos para montar um com-pleto sistema de telefonia digital dentro de uma empresa.

    Trata-se de um appliance com su-porte a voz, vdeo, fax e dados, voltado para pequenas e mdias empresas. Este all-in-one procura integrar o mximo de funes para evitar a necessidade da

    Especificaes GXE5024Portas FXO 4 FXO

    Portas FXS 2

    Portas Ethernet 1 x WAN, 1 x LAN (10/100Mbps, integrated PoE)

    Linhas de Emergncia 2 Linhas de emergncia PSTN

    Portas Auxiliares USB, Audio In, Audio Out

    Sala de Conferncia 2

    Storage Unificado de Mensagens

    75 horas de Voicemail, 5000 pginas de fax, 2 horas de vdeo mail

    Nmero mximo de ramais registrados

    100

    Codecs de Voz G.711, G.723, G.729 A/B/E, G.726, iLBC, T.38 fax relay

    Codecs de Vdeo H.264, H.263/H.263+

    Comunicao / Protocolos de Segurana

    TCP/UDP/IP, RTP/RTCP, ICMP, ARP/RARP, DNS, DDNS, DHCP, NTP, TFTP, TELNET, HTTP/HTTPS, PPoE, SIP(RFC3261),STUN, SRTP, TLS/SIP

    Compliance

    FCC : Part 68 & 15B; CE: EN55022, EN55024, TBR21, EN60950, C-Tick: AS/NZX CISPR22, CIS PR24 A-Tick : AS-ACIF S002, AS/NZS60950 UL (power supply)

    Fonte de EnergiaEntrada: 100-240V, 50-60Hz Sada: 12 Vdc, 1.25Amp

    Configurao e Administrao

    HTTP/HTTPS, TELNET, Syslog, TR-069 (pendente)

    F5.

    T1. A lista de especificaes suportadas pelo GrandStream GXE5024.

    Grandstream GXE5024, um IPPBX que oferece vrias funes s encontrados em PABX caros, alm de oferecer suporte a linhas analgicas convencionais.

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    Redes

    compra de outros equipamentos para a estrutura da empresa, alm da infraes-trutura e dos telefones para receber as chamadas.

    Temos presentes vrias funes para atendimento de chamadas, muitas vezes s encontradas em PABX de valores mais altos, como reteno de chamadas, fila de espera, msica personalizada, atendimento customizado automtico, configurao de grupos de atendimento, transferncia de ligaes e sala de conferncia.

    J que citamos funes de PABX, este equipamento pode ser utilizado em arquiteturas mistas de telefonia, uma vez que tem quatro entradas para linhas analgicas.

    A configurao de ramais e linhas telefnicas simples, o equipamento pos-sui um servio automtico de deteco de IP Phones instalados. Alm disso, na hora de configurar ramais e grupos no necessrio ficar digitando um monte de cdigos em um ramal, pois ele tambm tem uma interface WEB.

    Algumas das funes do GXE5024 podem parecer desnecessrias para um IPPBX, mas temos que lembrar que a qua-lidade do servio VoIP est diretamente ligada a banda reservada para as ligaes, por isso o equipamento j vem integrado com um router e QoS (Quality of Service), evitando um custo adicional na compra de equipamentos que faam esta funo. A lista de especificaes suportadas pode ser vista na tabela 1.

    Descrevemos, a seguir, os procedi-mentos para instalao do GXE5024 da Grandstream em uma rede.

    InstalaoUtilizaremos o esquema j apresenta-

    do na figura 3, trabalhando um sistema telefnico totalmente digital. Nossa porta de sada para a internet ser feita atravs do prprio GXE5024, que est ligado ao modem. Na rede local, temos um switch no gerencivel de 16 portas, que est ligado a porta de sada para os demais computadores.

    Ligamos o modem de Internet di-retamente porta WAN do GXE5024, este equipamento ser o responsvel pelo roteamento interno. Para conect-lo s demais mquinas, ligamos sua porta LAN ao switch. O GXE5024 j vem por

    default com um servidor DHCP habili-tado e, assim que for iniciado, teremos uma rede TCP/IP bsica funcionando. Conecte qualquer computador rede, abra o navegador e digite o endereo 192.168.10.1 para acessar o painel de configurao.

    A figura 6 mostra a tela de entrada, solicitando o usurio e senha de adminis-trao. O padro de fbrica admin tanto para o usurio como para a senha.

    No primeiro login, ser aberta automa-ticamente uma tela de configurao rpida, onde definiremos o bsico para nosso sis-tema de telefonia VoIP. Caso este passo de configurao no ocorra automaticamente, o Express Setup pode ser acessado atravs do menu direito.

    Configuraes de ramaisO primeiro passo definir quantas

    casas decimais sero usadas nos ramais e qual ser o prefixo utilizado nos grupos. A figura 7 ilustra a configurao sugerida, sendo que no tamanho, ou nmero de algarismos, deve ser usado um nmero entre 3 e 6.

    Aps este primeiro passo, so suge-ridos alguns nmeros de ramais j pr-configurados para reteno de chamadas, sala de reunies e para o uso de equipa-mentos analgicos, como fax, atravs de duas linhas fornecidas na parte de trs do equipamento (figura 8).

    Terminada a configurao expressa, a primeira tela que nos mostrada traz as configuraes para os ramais internos. Aqui podemos criar at 100 ramais, que podem ser autenticados por telefones digitais, ATAs (Adaptador de Telefonia Analgica), ou Softphones.

    Configuraes de roteamentoVamos configurar o acesso a Inter-

    net para IPPBX de modo a podermos autenticar as linhas digitais de telefonia e fazermos o roteamento de dados para todos os computadores na rede. Acesse no menu lateral esquerdo a opo Ne-twork Settings (figura 9). Neste menu encontramos as configuraes do DHCP Server, interface WAN e alguns outros recursos oferecidos pelo GXE5024, como roteamento de portas e FTP Server.

    F6.

    F7.

    F8.

    Tela de entrada do painel de configurao do IPPBX.

    Aps o primeiro login, so solicita-das algumas informaes para con-figurao rpida do equipamento.

    Conforme preenchemos as configu-raes rpidas, so sugeridos alguns ramais para o atendimento, sala de reunies e ramais de fax.

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    Redes

    Configurando linhas digitaisAgora, acessando o menu Trunk/Phones

    Lines do lado esquerdo (figura 10), vamos configurar o aparelho para se autenticar nas linhas SIP, ou VoIP. Clique na opo SIP Trunk e logo aps no boto Add.

    Quando adquirimos uma linha VoIP, a operadora de telefonia nos passa uma srie de informaes para autenticao do usurio. A figura 11 nos indica o campo onde preenchemos estas informaes para que o GXE5024 faa a autenticao e tenha disposio a linha SIP.

    A partir deste pontos j temos uma rede bsica TCP/IP funcionando, com internet distribuda em todos os pontos, alm de um PBX IP com vrios ramais e uma linha digital com baixo custo de tarifao.

    Aproveitando a infraestrutu-ra analgica

    O custo de compra de um telefone IP bem mais alto do que um analgico comum, isto considerando o investimento inicial, j que a mdio e longo prazo o formato digital traz maiores lucros. Muitas

    pessoas se perguntam se no seria possvel aproveitar os aparelhos antigos do escrit-rio e migrar aos poucos para um sistema digital de telefonia.

    De forma simples e curta: sim, possvel migrar de um sistema analgico existente para operadoras digitais de tele-fonia. S que no uma tarefa to fcil de ser feita, precisaremos de um equipamento para autenticao na operadora VoIP e de um tcnico de telefonia para configurar o PABX para usar a nova linha como sada padro de telefone.

    Tendo em vista que nosso foco neste artigo ensinar como podemos oferecer mais servios sem depender de mo de obra adicional, por exemplo um outro tcnico de telefonia, no iremos abordar este tema. Mas existem no mercado diversas empresas especializadas que fornecem a mo de obra necessria para que esta migrao ocorra sem maiores dores de cabea.

    Telefone Analgico + ProvedorPara utilizar um telefone comum (fi-

    gura 12), encontrado nos mais diversos pontos de venda junto com um provedor de telefonia digital precisamos usar um ATA, ou Adaptador de Telefonia Analgica. Este equipamento ter a funo de fazer a autenticao no provedor VoIP e trans-formar esta linha para o formato analgico compatvel com os telefones comuns.

    O custo de um ATA mais um telefone comum muito prximo ao de um telefone SIP, a vantagem de usar um adaptador que normalmente ele d suporte a dois ramais analgicos e a duas linhas VoIP.

    A figura 13 nos mostra um esquema de uma pequeno escritrio com um ATA e dois telefones analgicos. Cada um destes telefones tem sua linha telefnica indepen-dente, sendo autenticados em um provedor de telefonia IP.

    Com esta simples estrutura j possvel desfrutar dos custos menores do VoIP. Infe-lizmente a estrutura simples, no oferece reteno de chamadas ou transferncia para outros ramais, isto porque no existe um IPPBX ou proxy intermediando as ligaes. Vejamos o prximo esquema.

    Telefone Analgico + ProxyQuando existe a necessidade de uma

    estrutura com atendimento automtico, transferncia de ramais, secretria eletr-

    F9. Aps as configuraes iniciais, temos que configurar nossa rede interna.

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    Redes

    nica, transferncia e chamadas em espera para o ambiente, necessria a instalao de um Proxy VoIP com estas funes.

    A figura 14 apresenta o esquema de uma estrutura com um IPPBX instalado. Este equipamento tambm pode ter linhas telefnicas comuns instaladas, em um sistema hbrido como j apresentado, ou uma estrutura puramente VoIP.

    Os telefones analgicos so usados como ramais desta estrutura, mas o respon-svel por autenticar cada ramal ao Proxy o ATA. Enquanto em um telefone IP fazemos as configuraes de autenticao no prprio equipamento, neste caso ne-cessrio configurar o ATA.

    A vantagem para o cliente final desta estrutura o custo dela ser um pouco inferior aos apresentados nas figuras 3 e 4, mesmo com a adio de um ATA, por causa dos telefones comuns usados. A des-vantagem que algumas funes existentes em telefones digitais, como identificador de chamadas, so perdidas.

    Leucotron ATL+ IP 2200A Leucotron Telecom uma empresa

    mineira que desenvolve vrios produtos voltados principalmente para o mercado SOHO (Small Office/Home Office). Esta empresa oferece trs adaptadores anal-gicos para telefonia dentro da famlia de produtos ATL+ IP.

    A principal diferena entre os trs produtos o nmero de portas com a rede e conexo com telefones. O modelo testado em nosso laboratrio o ATL+ IP 2200 (figura 15), o mais completo, oferecendo duas portas para ligar aparelhos telefnicos.

    J apresentamos diversos ATAs em edies anteriores, e o ATL+ IP 2200 tem especificaes muito semelhantes s de outros equipamentos encontrados no mercado. A Leucotron garante a compati-bilidade deste equipamento com qualquer telefone analgico.

    Uma das vantagens do ATL+ IP 2200 fornecer uma porta WAN e outra LAN com capacidade de operar no modo Bridge ou NAT. Ele pode operar como roteador de acesso internet, o que algo muito conveniente em residncias que ainda no tenham um roteador. Nesse caso, basta lig-lo diretamente ao modem, autenticar com o provedor e fazer o roteamento para

    F10.

    F11.

    F12.

    Menu para adicionar linhas SIP ao GXE5024.

    Adicionando uma linha SIP ao GXE5024, preencha todos os dados fornecidos por sua opera-dora VoIP.

    Os telefones analgicos comuns tambm podem ser utilizados em um rede VoIP.

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    Redes

    o(s) computador(es). J em empresas que tenham sua estrutura montada, no per-demos um ponto de rede se o colocarmos em modo Bridge.

    Os requerimentos para o funcionamen-to deste equipamento so poucos: uma rede TCP/IP funcionando e uma ponte para a Internet. Mostramos um passo-a-passo de como utilizar este produto.

    InstalaoNa caixa do produto encontramos o

    ATL+ IP 2200, um CD com manuais, cabo de rede ethernet, uma fonte de alimentao e um folheto com um manual rpido de instalao.

    Ligamos o ATA na rede atravs da porta WAN e os telefones analgicos s portas Phone 1 e Phone 2. A porta LAN pode ser usada para evitar a perda de um ponto de rede, ou ainda para permitir o roteamento para a rede interna.

    Por padro, o ATA configurado como um cliente de rede. Para saber qual o nmero IP adquirido, basta retirar o te-lefone ligado ao ATL+ do gancho e digitar #126#. Ouviremos uma voz em portugus dizer os dgitos que formam o IP. Anote este nmero.

    Precisamos de um computador para acessar o painel de configurao. Com o nmero IP do ATA mo, abra um nave-gador e digite o endereo apontando para a porta 9999, por exemplo, http://192.168.1.100:9999.

    Ser solicitado um usu-rio e senha, por padro o usurio AD-MIN e a senha

    F13.

    F14.

    F15.

    Esquema de interli-gao de uma rede VoIP com telefones analgicos comuns.

    A converso para a rede analgica

    feita atravs de um equipamento

    chamado ATA.

    Podemos usar telefones analgicos em estruturas mais

    complexas, que tenham internamente

    um IPPBX.

    Leucotron ATL+ IP 2200, um ATA que permite

    o uso de aparelhos telefnicos comuns em

    ligaes VoIP.

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    Redes

    MASTER (caixa alta em ambos). Vamos configurar o ATL+ para se autenticar no PBX IP da Grandstream ou em uma ope-radora VoIP.

    Conforme mostrado na figura 16, acesse no menu Configuraes do SIP o item Domnio do Servio. Nesta confi-gurao sero solicitados os dados usados para autenticao na operadora VoIP ou no PBXIP.

    No nosso caso j configuramos um servi-dor VoIP interno, o Granstream GXE5024. A figura 17 exibe como ficou a configurao do ATA para autenticar um dos ramais em nosso PBXIP. Aps passada as informaes, clique no boto Submeter.

    Acesse o menu esquerda e escolha a opo Salva a Modificao. Ser ne-cessrio reiniciar o equipamento aps as alteraes salvas. Terminado esta etapa de configurao j podemos utilizar telefones comuns analgicos e ter todas as vantagens de operadoras VoIP.

    ConclusoA implementao de uma rede de telefo-

    nia VoIP bem sucedida envolve o estudo de alguns fatores, como a qualidade de acesso internet, usada para comunicao com a operadora de telefonia. O Brasil tem suas peculiaridades, com grandes cidades que j oferecem acesso a internet por meio de fibra tica at em residncias, enquanto outras mal acesso discado tm.

    Apesar destes problemas existirem para a maior parte das empresas, montar uma rede VoIP possvel do mais simples escritrio at grandes corporaes. E, devido ao enorme custo da telefonia ana-lgica existente, muitas tm migrado para o VoIP, gerando procura por profissionais que tenham, em seu currculo, expertise nesta rea.

    A implementao de uma rede telef-nica VoIP no deve ser encarada como um bicho de sete cabeas. Apesar de exigir certos cuidados, vemos que o raciocnio at que bem simples, e como apresentamos diversos cenrios e implementaes poss-veis, o tcnico ter condies de planejar a infraestrutura do cliente mesmo com um curto oramento disposio.

    Se na rea da telefonia analgica sofre-mos nas mos de empresas que praticam o Lock-in, felizmente podemos ficar tranqui-los de que isso no acontecer na telefonia digital, pois ela baseada em padres aber-tos e universais como o TCP/IP e o SIP. Dessa forma, produtos como o Granstream GXE5024 e o Leucotron ATL+ IP 2200 podem ser usados isoladamente ou at em conjunto, pois obedecem fielmente a todos os padres estabelecidos.

    Alternativamente pode-se usar tambm um servidor Asterisk, Meucci ou FreePBX (que seguem os mesmos padres). O im-portante entender a lgica de uma rede de telefonia e construir a infraestrutura de forma a melhor atender o cliente, ficando livre para sempre do Lock-in. PC

    F16.

    F17.

    Acesse o menu Configuraes

    e Domnio do servio para

    autenticar o ATA na operadora

    de telefonia ou Proxy instalado

    na rede.

    Para autentica-o necessrio

    preencher os dados do

    servidor.

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    Redes

    O que o DUNDi?O DUNDi (Distributed Universal

    Number Discovery) um sistema de pu-blicao e localizador de rotas do plano de discagem entre servidores Asterisk, e permite que voc crie o compartilhamen-to do seu plano de discagem entre vrios servidores Asterisk, sejam estes servidores locais ou alocados pelo mundo.

    No nossa inteno discutir a padro-nizao deste protocolo, e muito menos entrar em discusso sobre RFC ou deta-lhes tcnicos dos protocolos IAX, SIP e H.323. Neste artigo esperamos mostrar ao leitor como implementar, de modo simples e fcil, este poderoso recurso disponvel para o Asterisk.

    O CenrioO cenrio foi montado de uma maneira

    simples e de fcil entendimento, contendo dois servidores Asterisk chamados SERVI-DOR01 e SERVIDOR02.

    Desta forma, quando o leitor assimilar este contedo, bastar seguir a lgica aqui apresentada e apenas incluir mais servi-dores neste sistema, criando e inserindo automaticamente novas extenses que se espalharo pelo ambiente.

    Partiremos da premissa que o leitor j instalou o Asterisk em seu servidor, como j foi mostrado em vrias edies anteriores da PC&Cia (por exemplo, na edio n 91, disponvel no nosso site).

    Configurando o DUNDi no Asterisk

    Faremos alguns passos importantes para que a configurao do DUNDi possa funcionar corretamente.

    Asterisk: aprenda a distribuir rotas com o DUNDi

    Aprenda a disponibilizar um cluster de

    gateways para o seu servio de telefonia

    em Asterisk com este sistema, compar-

    tilhando os planos de discagem entre os

    seus servidores Asterisk e permitindo que

    os protocolos de comunicao possam

    encontrar a rota-destino de uma ligao,

    eliminando qualquer ponto de falha da sua

    estrutura. Este o DUNDi, um protocolo de

    distribuio completo e descentralizado.

    Criao das chavesO primeiro passo a criao das chaves

    de criptografia. Digitaremos os seguinte comandos no console do linux:

    # cd /var/lib/asterisk/keys

    # astgenkey -n SERVIDOR01

    Aps estes comandos, as chaves SER-VIDOR01.key e SERVIDOR01.pub sero geradas e estaro disponveis dentro do diretrio /var/lib/asterisk/keys onde devem residir as chaves criptogrficas. Estas cha-ves sero utilizadas entre os hosts servidores configurados no arquivo /etc/asterisk/dun-di.conf, que ser visto logo mais.

    Antes de prosseguir temos que gerar as chaves do SERVIDOR02. Basta repetir o procedimento do primeiro, tomando o cuidado de utilizar o nome certo (SERVI-DOR02) no segundo comando.

    Copiando as chavesO segundo passo ser copiar a chave

    SERVIDOR01.pub para o diretrio /var/lib/asterisk/keys do SERVIDOR02 que far parte do parque de servidores Asterisk em DUNDi.

    E faremos o mesmo processo a partir do SERVIDOR02, copiando a chave SER-VIDOR02.pub para o diretrio /var/lib/asterisk/keys do SERVIDOR01, para que possa ser feita a comunicao criptografada entre os servidores.

    Estas chaves que foram geradas em cada servidor sero includas no parmetro INKEY e OUTKEY do arquivo /etc/aste-risk/dundi.conf, como ser visto adiante.

    O seu parque de servidores Asterisk poder ter quantos hosts forem necessrios, adicionados no DUNDi. Lembre-se que cada host adicionado dever ter a sua chave gerada

    Douglas Henrique CetertickPs-Graduado em Engenharia de Redes pela Cisco, Bacharel em Cincias da Computao e Anlise de Sistemas. Especialista em infraes-trutura na rea de provedores e datacenters.

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    Redes

    e copiada para cada servidor que far parte do parque, seguindo os passos acima.

    Cada entrada de servidor Asterisk no arquivo de configurao dundi.conf feita pelo mapeamento de MAC-ADDRESS de cada placa de rede do host servidor Asterisk que estaro envolvidos no DUNDi.

    Fechando o TRUNK entre os servidores Asterisk

    Fechar o trunk entre os servidores Aste-risk significa que eles podero conversar entre si. Quando configuramos o arquivo iax.conf, estamos criando um canal de comunicao (um trunk) entre servidores Asterisk.

    Editaremos o arquivo /etc/asterisk/iax.conf com os comandos:

    # cd /etc/asterisk

    # vim iax.conf

    E incluiremos, abaixo da seo [gene-ral], os parmetros a seguir:

    [priv] o contexto que fechar os trunks entre os servidores asterisk, e ser referenciado posteriormente no arquivo /etc/asterisk/dundi.conf;Type o tipo de comunicao que ser efetuado entre os trunks. Neste caso, friend significa que eles podem enviar e receber ligaes entre eles;Dbsecret a senha usada quando a informao de localizao for enviada para solicitar quais servi-dores esto up e ativos. O protocolo DUNDi gera uma nova senha a cada hora na base de dados local Asterisk;Context o ponto de entrada no plano de discagem, por onde entram em chamadas. Para isto, existir no arquivo /etc/asterisk/extensions.conf um contexto [incomingdundi] rotevel, como um goto ou include, onde uma nova chamada pode ser processada corretamente.

    O contedo do arquivo dever ficar como demostrado no Box 1.

    Configurando o DUNDi Nosso prximo passo editar e inserir

    contedo dentro do arquivo que controla o DUNDi. Este o arquivo responsvel por conter as informaes e configuraes dos servidores Asterisk do nosso parque e fazer a interpretao entre as pesquisas.

    [general][priv]type=frienddbsecret=dundi/secretcontext=incomingdundi

    B1: Arquivo iax.conf

    [general]bindaddr=0.0.0.0port=4520entityid=00:A0:B0:CB:D0:EAcachetime=5ttl=2autokill=yes

    [mappings]priv => dundiextens,0,IAX2,priv:${SECRET}@10.12.200.1/${NUMBER},nopartial

    [00:A0:B0:CB:D0:1A]model = symmetrichost = 10.12.200.2inkey = SERVIDOR02outkey = SERVIDOR01include = privpermit = privqualify = yesorder = primary

    Box 2: Arquivo dundi.conf do SERVIDOR01

    Editaremos o arquivo /etc/asterisk/dundi.conf de cada um dos servidores e inseriremos, respectivamente, os parme-tros mostrados no Box 2 e Box 3.

    Explicamos o que significa cada item dentro deste arquivo:

    bindaddr o endereo IP onde voc deseja que a aplicao DUN-Di fique em listen;Ttl o Time To Live entre os ser-vidores. Podemos definir para o TTL um valor de modo que cada host no consulte mais do que o nmero de servidores que teremos no parque.entity o MAC-ADDRESS da sua interface de rede do servidor em questo, e por padro sempre o primeiro endereo MAC-ADDRESS da interface de rede. uma boa prtica especific-lo;cachetime diz ao Asterisk quanto tempo necessrio para colocar em cache local o resultado da consulta;[mappings] abre a nova seo para insero do contexto no DUNDi;priv o nome do contexto dado dentro deste arquivo. Para facilitar, na maioria das vezes, o mesmo nome do contexto dentro do arqui-vo /etc/astersik/iax.conf;

    dundiextens o contexto do plano de discagem onde esto as exten-ses e rotas da rede.0 a prioridade que cada pesquisa recebe. possvel nomear priorida-des diferentes para cada pesquisa;IAX2 o protocolo utilizado pelos canais de adio das ligaes.priv:${SECRET}@10.12.200.(1/2)/${NUMBER} a string de resposta para as pesquisas realizadas no servidor em questo;[00:A0:B0:CB:D0:EA] / [00:A0:B0:CB:D0:1A] abre uma nova seo cujo nome o endereo MAC-ADDRESS da placa de rede dos servidores remotos. Note que o SERVIDOR01 contm o MAC do SERVIDOR02 e vice-versa;model: pode ser inbound (ligaes entrantes), outbound (ligaes de sada) ou symmetric (ligaes de sada e entrantes);host: endereo IP do servidor que corresponde ao MAC-ADDRESS estipulado;

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    Redes

    inkey/outkey: parmetro de au-tenticao pelas chaves geradas;include: incluso do contexto nas pesquisas realizadas;permit: contextos permitidos du-rante as pesquisas;qualify: Keep Alive entre os ser-vidores.order: podemos separar a consulta da ligao entre vrios trunks (IAX ou E1) para vrias rotas, que podem ser definidas como primrias ou secundrias.

    Leitor, como j foi dito, configurar o DUNDi simples. Com isto feito, reiniciaremos o Asterisk ou somente o mdulo do DUNDi pela console CLI do prprio Asterisk. A segunda alternativa feita quando o seu ambiente j se encontra em produo.

    # /etc/init.d/asterisk restart

    ou# rasterisk

    CLI> reload pbx_dundi.so

    O comando dundi show peers no con-sole do Asterisk (CLI>) servir para ver as conexes entre os peers que voc incluiu no arquivo /etc/asterisk/dundi.conf. Voc ver algo similar ao Box 4.

    Plano de discagemInformaremos para o Asterisk o que

    ele deve fazer quando alguma localidade ligar para um ramal que ser apontado para outro servidor.

    Simplificando, o plano de discagem criar rotas para as ligaes.

    A configurao simples, basta editar o arquivo /etc/asterisk/extension.conf do SERVIDOR01 e incluir nele o contedo do Box 5. Depois, repita o procedimento no SERVIDOR02 utilizando o contedo do Box 6.

    O arquivo pode ser editado, em ambos os servidores, com os seguintes comandos:

    #cd /etc/asterisk

    #vim extension.conf

    Com isto, temos o nosso parque de servidores Asterisk com DUNDi pronto para o trabalho.

    Lembre-se que devemos incluir no arquivo /etc/asterisk/sip.conf os ramais inerentes a cada servidor. No caso do SERVIDOR01, os ramais existentes e re-conhecidos por ele so 10001 e 10002. J

    [general]bindaddr=0.0.0.0port=4520entityid= 00:A0:B0:CB:D0:1Acachetime=5ttl=2autokill=yes

    [mappings]priv => dundiextens,0,IAX2,priv:${SECRET}@10.12.200.2/${NUMBER},nopartial

    [00:A0:B0:CB:D0:EA]model = symmetrichost = 10.12.200.1inkey = SERVIDOR01outkey = SERVIDOR02include = privpermit = privqualify = yesorder = primary

    Box 3: Arquivo dundi.conf do SERVIDOR02

    SERVIDOR01*CLI> dundi show peersEID Host Model AvgTime Status00:a0:b0:cb:d0:ea 10.12.200.1 (S) Symmetric Unavail OK (1 ms)1 dundi peers [1 online, 0 offline, 0 unmonitored]

    SERVIDOR02*CLI> dundi show peersEID Host Model AvgTime Status00:a0:b0:cb:d0:1a 10.12.200.2 (S) Symmetric Unavail OK (1 ms)1 dundi peers [1 online, 0 offline, 0 unmonitored]

    Box 4: Visualizando conexes

    no caso do SERVIDOR02 so os ramais 20001 e 20002.

    Assim, se algum discar o ramal 20002 a partir do SERVIDOR01, o DUNDi ser o responsvel por encaminhar (rotear) a li-gao para o SERVIDOR02. Isso acontece pois falamos para o SERVIDOR01, dentro do arquivo /etc/asterisk/extension.conf, na linha exten => _2XXXX,1,Goto(lookupdundi|${EXTEN}|1), que tudo o que for designado para tocar no ramal 20000 at o ramal 29999 seja buscado no contexto lookupdundi. Esta procura ser encaminhada para a seo [lookupdundi] no mesmo arquivo.

    Esta seo faz uma troca de priori-dades, caindo para switch => DUNDi/priv e fazendo um SWITCH para o modo DUNDi que encaminhar o contexto para o contedo dentro do arquivo /etc/asterisk/dundi.conf e rotear a ligao por ali, indo at o TRUNK fechado entre

    os servidores que esto referenciados no arquivo /etc/asterisk/iax.conf.

    ConclusoSimples no? O DUNDi fcil de configurar e ad-

    ministrar, quando a lgica dele fica fcil e de bom entendimento.

    Faa uma boa leitura do material do Asterisk e do material do DUNDi no site do desenvolvedor de cada ferramenta e tambm em artigos que j publicamos em edies anteriores. Somando seus estudos com o que foi apresentado aqui, voc incre-mentar as funcionalidades do seu parque de servidores Asterisk rapidamente e ver o quo poderoso ele realmente , e o porque de ele tambm ser conhecido como O futuro da telefonia digital. Este futuro est presente em suas mos novamente.

    At a prxima! PC

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    Redes

    [general]static=yeswriteprotect=noautofallthrough=yesclearglobalvars=nopriorityjumping=no

    [lookupdundi]switch => DUNDi/priv

    [dundiextens]exten => 10001,1,NoOpexten => 10002,1,NoOp

    [incomingdundi]exten => 10001,1,Goto(internal|10001|1)exten => 10002,1,Goto(internal|10002|1)

    [internal]exten => 10001,1,Answerexten => 10001,2,Dial(SIP/10001|30|tr)exten => 10001,3,Hangupexten => 10002,1,Answerexten => 10002,2,Dial(SIP/10002|30|tr)exten => 10002,3,Hangupexten => _2XXXX,1,Goto(lookupdundi|${EXTEN}|1)

    B5: Arquivo extension.conf do SERVIDOR01[general]static=yeswriteprotect=noautofallthrough=yesclearglobalvars=nopriorityjumping=no

    [lookupdundi]switch => DUNDi/priv

    [dundiextens]exten => 2001,1,NoOpexten => 2002,1,NoOp

    [incomingdundi]exten => 20001,1,Goto(internal|20001|1)exten => 20002,1,Goto(internal|20002|1)

    [internal]exten => 20001,1,Answerexten => 20001,2,Dial(SIP/20001|30|tr)exten => 20001,3,Hangupexten => 20002,1,Answerexten => 20002,2,Dial(SIP/20002|30|tr)exten => 20002,3,Hangupexten => _1XXXX,1,Goto(lookupdundi|${EXTEN}|1)

    B6: Arquivo extension.conf do SERVIDOR02

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    TendnciasTendncias

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    APUsEm fevereiro de 1996, portanto h mais de 14 anos, o mundo dos computadores se encontrou com o mundo dos enxadristas profissionais. O ento campeo mundial de xadrez, Garry Kasparov, natural do Azerbaijo, venceu o supercomputador da IBM chamado Deep Blue aps extenuantes seis partidas de xadrez. Prevendo o que aconteceria no futuro, Kasparov (figura 1) pronunciou uma frase que ficaria famosa, onde disse eu sou o ltimo humano cam-peo mundial de xadrez.

    Realmente Kasparov provou estar correto pois, no ano seguinte, aps um upgrade no supercomputador da IBM (o que rendeu-lhe o apelido de Deeper Blue), Kasparov foi derrotado pela mquina depois de um conjunto de seis partidas. Polmicas e acusaes de ajuda e reconfi-gurao consideradas ilegais, o fato que o computador desenvolvido especificamente para esse fim mostrava-se capaz de dispu-tar de igual para igual contra o campeo mundial dentre os enxadristas.

    Apesar de essa disputa ser atravs de um jogo, o Deep Blue no tinha qualquer propsito de exibir um tabuleiro virtual em um monitor e o jogo se passava em um tabuleiro real, onde um funcionrio da IBM apenas movimentava peas aps receber as coordenadas de movimentos cal-culadas pelo Deep Blue, cuja performance foi estimada em cerca de 11,3 GFLOPS (1 GFLOPS = 1 bilho de clculos por segun-do), suficiente pra calcular a viabilidade de cerca de 50 bilhes de posies dentro do prazo mximo de trs minutos reservados a cada movimento no jogo de xadrez.

    A ATI e sua primeira GPUPouco antes desse confronto, em 1995,

    a canadense ATI Technologies lanava a sua primeira GPU capaz de realizar processa-mento em 3D. Substituindo a ento famlia ATI MACH, a nova famlia de GPUs ATI Rage 3D e suas sucessoras teriam um grande desafio pela frente. A adio de uma nova dimenso no processamento dos jogos au-mentava enormemente o nmero de pontos e a complexidade de clculos na exibio de diretivas grficas descritas na nova linguagem DirectX 5 fornecida pela Microsoft. O supor-te a OpenGL viria apenas dois anos depois, em 1997, na famlia ATI Rage Pro.

    Para vencer o desafio da demanda por mais qualidade grfica, resolues muito maiores de monitores e jogos mais comple-xos, a nica possibilidade para as GPUs foi evoluir extremamente rpido, chegando recm-lanada ATI Radeon 5870 (figura 2), codinome Cypress XT. Mas essa evo-luo aconteceu em vrios pontos alm do processo de litografia de silcio, feita em 500 nm na Rage 3D e 40 nm na Radeon 5870, que conta com mais de dois bilhes de transistores e 1600 ncleos de proces-samento (ou shaders, ou stream processors). Um dos principais pontos propostos pela evoluo das GPUs foi na acelerao de clculos de frmulas usadas para descrever propriedades, movimentos e interaes fsicas do mundo real.

    O surgimento da computao acelerada

    Imagine, por exemplo, um jogo bas-tante simples onde seu personagem tem que desviar de pedras e outros objetos

    Roberto Brando

    A Eradas

    Roberto BrandoCientista da Computao e Doutor em Com-putao Distribuda e de Alto Desempenho. gerente de tecnologia da AMD South America, responsvel por desenvolver e implementar

    tecnologia junto aos parceiros e clientes.

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  • Kasparov: o oponente calculava 200 milhes de jogadas por segundo

    ATI Radeon 5870: so 1600 processadores que podem ser usados em paralelo

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    que caem. Para calcular a posio de cada objeto caindo pelo efeito da fora da gravidade no local, frmulas bastante conhecidas pelos fsicos so usadas. Como muitos jogos usam essas frmulas, dentre outras como as que descrevem movimentos mais complexos como trajetrias balsticas, surgiu a necessidade de implementar um mtodo numrico que as utilizasse dire-tamente na GPU, aliviando o trabalho do processador e possibilitando melhor qualidade no jogo.

    A evoluo certamente passou pelo rpido aumento da capacidade de pro-cessamento total fornecida pelos stream processors da GPU. Usando a histria do confronto Kasparov vs Deep Blue do incio apenas para motivo de comparao, a ca-pacidade de processamento da GPU usada na ATI Radeon 5870 equivale a cerca de 170 vezes aquela oferecida pelo supercom-putador Deep Blue, vencedor em 1997, mas certamente bem maior, mais caro e com maior consumo de energia que uma placa grfica atual que voc pode instalar facilmente em seu PC.

    Sem dvida, os microprocessadores passaram por evoluo semelhante quela sofrida pelas GPUs, mas devido ao tipo de processamento a que cada um desses circuitos submetido, as GPUs tiveram um crescimento maior em capacidade de processamento. Para fins de comparao, o microprocessador x86 considerado como o mais poderoso da atualidade, o AMD Opteron 6176SE usado em servidores, usa seus 12 cores (ncleos) para fornecer cerca de 110 GFLOPS, ou seja, cerca de 10 vezes mais em um nico processador do que era fornecido pelo Deep Blue, mas o chip Cypress XT usado na Radeon 5870 consegue chegar prximo dos 2 TFLOPS de capacidade (1 TFLOP = 1000 GFLOPS).

    Poder para os pesquisadores

    Quando muitos pesqui-sadores e empresas de de-senvolvimento perceberam que era hora de usar as GPUs para atividades diferentes dos jogos e aplicativos multimdia?

    Lembro-me de um pesquisador que, em 2007, me disse que era hora de usar as GPUs para fins mais srios do que jogos. Ele ignorava o fato de que, exatamente no ano de 2007, o faturamento da indstria de jogos no mundo j superava o da indstria fonogrfica mundial, mas concordei que a possibilidade de usar GPUs como acelera-dores de processamento abriria um novo segmento de usurios, os das GPGPUs (em ingls, General Purpose GPUs). Desde ento tenho visto muitos pes-quisadores radiantes aps seus resul-tados de pesquisas serem entregues por seus computadores no apenas um pouco mais rpido do que teriam caso usassem o processador mais atual e, sim, em muitos casos em tempos de 10 a 50 vezes menores.

    Poder para o usurioUm dos desaf ios, mas certamente

    um dos principais objetivos, era levar os benefcios da computao acelerada para usurios em geral, em casas e escritrios. Apareceram algumas ferramentas de de-senvolvimento de aplicaes que pudessem usar a GPU como acelerador, dentre elas a CUDA da Nvidia e compiladores em Brook+, um superconjunto de C++ com diretivas de uma biblioteca chamada Close To Metal, desenvolvida pela AMD e seus parceiros. Mas o padro de desenvolvimen-to come-

    a a ser estabeleci-do atravs da linguagem OpenCL, desenvolvida com a parceria de muitos fabricantes de tec-nologia.

    Atualmente, talvez at mesmo sem sa-ber, muitos usurios j usam a computao acelerada no seu dia a dia. Apli-

    F1.

    F2.

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  • F3. Diagrama oficial da microarqui-tetura da APU proposta pela AMD.

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    TendnciasTendncias

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    cativos bastante populares como o Adobe Premiere j so capazes de identificar a presena de uma GPU e transferir pra ela boa parte do processamento, diminuindo substancialmente o tempo para o trmino das tarefas. Um exemplo mais recente o do plugin Flash desenvolvido pela Adobe e usado, por exemplo, para mostrar vdeos em websites como o Youtube.com. Nesse caso, quando esse plugin detecta a presena de uma GPU ATI, executa cdigo que faz com que o processamento do vdeo seja feito pela GPU e no mais somente pelo processador. Tem a vantagem de aliviar bastante o processador para outras tarefas, alm de economizar bateria em caso de uso em notebooks. esse tipo de funcionalidade que, mesmo aqueles que nunca pensaram em usar seus PCs em jogos, comeam a considerar com o acrscimo de uma placa grfica discreta em seus computadores.

    Nasce a APUQuando no final de 2006 a ATI foi ad-

    quirida pela AMD, surgiram pelo mundo algumas ideias sobre o que poderia resultar dessa unio do ponto de vista de produtos.

    propostas mais esperadas, mas esse projeto teria que resolver alguns pontos importan-tes, dentre eles, talvez o mais importante, o das diferenas de fluxo de execuo de aplicativos submetidos a processadores e GPUs.

    As GPUs, devido caracterstica do processamento de jogos e aplicaes multimdia, foram sendo especializadas para o processamento paralelo de dados. Imagine que voc tenha uma lista com dados de um milho de pessoas onde voc tem cadastrada a data de nascimento, mas precisa calcular, para cada uma, a idade da pessoa. Nesse caso, o clculo da idade de uma pessoa no influencia no clculo da idade da outra, portanto os clculos de ida-de dessa lista podem ser feitos sem ordem especfica ou mesmo todos em paralelo. Se estiver disponvel um nico processador, ele vai terminar a tarefa aps um milho de iteraes. J no caso de ter disponvel um total de um milho de processadores, o tempo pra terminar vai ser o de apenas uma iterao. O poder de realizar centenas, mi-lhares de clculos em paralelo, talvez seja o ponto forte de usar GPUs em aplicaes gerais. O conceito j foi consolidado em arquiteturas de processadores conhecidas como SIMD (do ingls Single Instruction, Multiple Data).

    Nem todo processamento paralelo

    Por outro lado as CPUs, ou processadores, foram

    otimizados para o pro-cessamento sequencial

    de tarefas. Mesmo c on s i d e r a n d o

    processadores superescala-

    res, mul-ticore e a

    inclu-s o de

    instrues de processamento vetorial com as MMX, 3DNow! e SSE, a gran-de especialidade dos processadores no processamento rpido de poucos fluxos independentes de instrues com bastante interdependncia entre os dados usados por cada aplicativo.

    Dessa forma, o projeto de APU (em ingls, Accelerated Processing Unit) atu-almente proposto pela AMD (figura 3) consiste em unir um conjunto de ncleos x86 e uma GPU de ltima gerao em uma nica pastilha de silcio. Oferecer melhor performance grfica com menor consumo de energia certamente um dos benefcios dessa nova tecnologia, mas claramente uma maior simplicidade no projeto de plataforma e a eliminao total da cha-mada North Bridge (ou ponte norte) deve possibilitar tambm ganhos econmicos. Isso porque o trio Processador + North Bridge + South Bridge ser substitudo pela dupla APU+Fusion Hub, sendo esse ltimo a evoluo da South Bridge, integrando controladores SATA, USB, etc.

    O desempenho total do sistema vai se beneficiar dessa nova tecnologia. No apenas por representar a unio de compo-nentes de ltima gerao, mas tambm por maior capacidade de interconexo. Com todos os componentes fazendo parte de uma mesma pastilha de silcio, as distn-cias so encurtadas entre os ncleos x86 e a GPU e entre a GPU integrada e o controla-dor de memria do sistema, melhorando a experincia de uso do PC. Essa foi uma das razes pelas quais foi escolhido um projeto de APU nativa no lugar de simplesmente colocar dois chips dentro do mesmo en-capsulamento metlico, o que no geraria benefcios reais para os clientes.

    ValorUm dos pontos mais fortes dessa

    nova tecnologia sua proposta de valor. Algumas pesquisas recentes pelo mundo mostraram que muitos clientes no sabem qual processador, placa grfica ou chipset tm em seus desktops ou notebooks. Essa concluso era at esperada, mas o mais in-teressante que a grande maioria declarou realmente no se interessar ou mesmo se importar sobre qual componente usava, desde que o seu PC oferecesse o nvel de desempenho, confiabilidade, consumo de energia e preo que melhor lhe conviesse.

    O desenvolvimento de um nico chip que substitusse tanto o processador quanto a placa grfica certamente era uma das

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  • F4.APU AMD: processa-dor e GPU em uma mesma pastilha de

    silcio

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    Portanto, a proposta de APU ter como foco principal no o fato de ser o produto de uma fuso de componentes e sim os benefcios de performance, gerenciamento de energia e potencialmente de custo ofe-recidos pela tecnologia.

    Outro ponto bastante importante que apesar de ainda ser possvel identificar os componentes em uma foto ampliada (figura 4) da litografia de uma APU podemos dizer quais so os ncleos x86, a GPU, os sis-temas de cache e controladores de memria a separao lgica ser mantida inalterada. Para manter compatibilidade total com o software j existente, do ponto de vista do sistema operacional e aplicativos, a APU ser formada por dois componentes independen-tes, o processador e a GPU. Isso significa praticamente eliminar a necessidade de alterao de aplicativos que sero usados em um computador baseado em APU.

    O futuro das placas grficasMuitos se perguntam se o surgimento

    de APUs implica no fim das placas grficas. Certamente que no, e o motivo bastante prtico: dissipao trmica. Uma GPU atual com performance de ponta consome

    mais de 100 W de potncia e no seria prtico ter esse nvel de dissipao trmica dentro de uma APU. Definitivamente os clientes de computadores baseados em APUs vo experimentar nveis superiores de desempenho em seus desktops, note-

    books e netbooks, mas para os entusiastas dos jogos os sistemas usando uma ou mais placas grficas discretas sero no apenas mantidos, como tambm podero usufruir das novas tecnologias de GPUs e barramentos PCIe. PC

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    OpinioO

    pinio

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    Eduardo Gonalves SilvaConsultor de tecnologia na rea de desenvolvi-

    mento de produtos e servios.

    www.digitalwest.com.br

    O que

    qdo

    onde

    como

    pq

    O mundo analgico. Digital s uma forma de converso e arma-zenamento com custo menor e de maior praticidade. A converso do contnuo (analgico) em elementos discretos (zero e um) permite manipular, armazenar e transmitir as informaes fielmente e rapidamente.

    Inicialmente, o custo da memria para armazenamento foi fator limitante no sis-tema digital, e obrigou que os arquivos de udio e vdeo fossem muito comprimidos, na maior parte das vezes sacrificando a qualidade. A opo economicamente vivel foram as mdias pticas, como o CD, cuja capacidade inicial de 670 MB era, em 1984, uma enormidade.

    Com a queda do preo por gigabyte, os arquivos j no precisam ser mais to comprimidos e com isso a qualidade digital deixou de ser questionada. No vdeo, isso pode visto ao comparar um filme em DVD com um em Blu-Ray. E a matriz digital utilizada atualmente a Ultra High Definition (7680 x 4320 pixels), dezesseis vezes maior que a do 1080p, utilizado domesticamente, e que j se mostra totalmente satisfatrio.

    Em relao ao udio, pode parecer con-traditrio, mas h um movimento que est trazendo de volta as gravaes analgicas em LP, devido baixa qualidade do udio digital no formato MP3 ou CD. O que o grande pblico no sabe que as gravadoras hoje utilizam matrizes digitais de at 24 bits a 352,8 kHz, mas se recusam a fornec-las, preferindo explorar o pblico tentando vender a mesma msica nos mais diversos formatos comprimidos.

    Mdias pticas como CD, DVD e Blu-Ray j cumpriram a sua funo histrica quando outros meios de armazenamento ainda eram pequenos e caros, mas a forma natural de armazenar mdia digital a memria de estado slido, como SSDs, Pen Drives, cartes SD, ou at o popular HD. Entretanto, este tipo de memria boicotado, pois permite que se faa cpias facilmente, de forma que a indstria de contedo (filmes, software e msica) ainda insiste nos formatos ultrapassados por serem a nica forma que ainda tm de tentar barrar as cpias e cobrar mais caro.

    Uma companhia chamada Apple j pro-vou com o iTunes que possvel popularizar e distribuir contedo pela internet a preos baixos, aliado a uma enorme facilidade de manuseio. O iTunes tem um bilho de downloads por ano!

    A indstria de equipamentos de udio e vdeo tambm precisa deixar de lado a obsolescncia planejada de sua linha de produtos e, neste aspecto, a informtica vem pressionando essa indstria a aceitar o inevitvel: no mais necessrio um player de Blu-Ray para reproduzir filmes. Um microcomputador ou equipamento como o WDTV Live, da Western Digital, pode fazer a interface entre uma TV e um pen drive, HD externo ou rede local para reproduzir msicas, fotos, vdeos e filmes inclusive em alta definio.

    A convergncia digital para entreteni-mento j uma realidade no microcompu-tador (HTPCs ou Media Centers) e no seu irmo menor representado pelos celulares smartphones. A consolidao disso uma

    tendncia que provavelmente se dar nos novos modelos de tablets como o iPad da Apple: arquivos digitais de filmes, msicas, livros, fotos e similares, ocupando um mnimo de espao fsico.

    Quando as bandas largas verdadeiras se tornarem uma realidade, a tendncia ser a nova modalidade de streaming. Imagine assistir a qualquer contedo de qualquer lugar, diretamente do servidor, em tempo real, sem a necessidade de download, atravs de redes sem fio de internet ou tornando ainda viva e eficaz a ipTV.

    Os provedores de banda larga, infe-lizmente, alm de cobrarem altos preos, no disponibilizam bandas realmente largas. Quem no se sente lesado ao pagar por um servio, receber um dcimo do contratado e no ter para quem reclamar de tal absurdo?

    Enfim, um caminho sem volta, quando a verdadeira banda larga, seja wimax ou outra tecnologia aportar no Brasil e transformar o modo como nos relacionamos com a tec-nologia e seus benefcios, estabelecendo um novo e fantstico mundo verdadeiramente digital, conectado, e democrtico.

    Eu acredito na liberdade!

    O futuro da convergncia digital

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