REVISTA PC CIA 88

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REVISTA PC CIA 88

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  • PC&CIA # 85 # 2009

    Hardware

    Os novos chips da Intel

    Notebooks:a nova fronteira

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  • 2009 # 88 # PC&CIA

    Edito

    rial

    Edito

    rial

    Editora Saber Ltda.DiretorHlio Fittipaldi

    Associada da:

    Associao Nacional das Editoras dePublicaes Tcnicas, Dirigidas e Especializadas

    Atendimento ao Leitor: atendimento@revistapcecia.com.br

    Os artigos assinados so de exclusiva responsabilidade de seus autores. vedada a reproduo total ou parcial dos textos e ilustraes desta Revista, bem como a industrializao e/ou comercializao dos aparelhos ou idias oriundas dos textos men-cionados, sob pena de sanes legais. As consultas tcnicas referentes aos artigos da Revista devero ser feitas exclusivamente por cartas, ou e-mail (A/C do Departamento Tcnico). So tomados todos os cuidados razoveis na preparao do contedo desta Revista, mas no assumimos a responsabilidade legal por eventuais erros, principalmente nas montagens, pois tratam-se de projetos experimentais. Tampouco assumimos a responsabilidade por danos resultantes de impercia do montador. Caso haja enganos em texto ou desenho, ser publicada errata na primeira oportunidade. Preos e dados publicados em anncios so por ns aceitos de boa f, como corretos na data do fechamento da edio. No assumimos a responsabilidade por alteraes nos preos e na disponibilidade dos produtos ocorridas aps o fechamento.

    Editor e Diretor ResponsvelHlio Fittipaldi

    Editor de TecnologiaDaniel Appel

    Conselho EditorialRoberto R. Cunha,Renato Paiotti

    ColaboradoresDiego Pagliarini Vivencio,Joo Carlos C Bassanesi,Jansen Carlo Sena,Marcus Brando de Moura,Renato Paiotti,Wagner Barth

    RevisoEutquio Lopez

    DesignersCarlos Tartaglioni,Diego M. Gomes

    ProduoDiego M. Gomes

    PC&CIA uma publicao da Editora Saber Ltda, ISSN 0101-6717. Redao, administrao, publicidade e correspondncia: Rua Jacinto Jos de Arajo, 315, Tatuap, CEP 03087-020, So Paulo, SP, tel./fax (11) 2095-5333.

    CapaArquivo Ed. Saber

    ImpressoSo Francisco Grfica e Editora.DistribuioBrasil: DINAPPortugal: Logista Portugal tel.: 121-9267 800

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    PARA ANUNCIAR: (11) 2095-5339publicidade@editorasaber.com.br

    www.revistapcecia.com.br

    Estado slido

    Armazenar dados em mdias de estado slido muda radical-

    mente um conceito que foi criado antes mesmo do surgimento

    do PC: o de que dados devem ser armazenados em discos

    magnticos.

    Esta idia est em vigor h tanto tempo (o conceito surgiu

    em 1956, criado pela IBM) que j achamos natural, parece

    que sempre foi assim e que essa a maneira certa de guardar

    nossos arquivos. Aps tantas dcadas de uso, os discos rgidos conquistaram a confiana

    do usurio de forma que muitos ainda pensam ser mais seguro confiar seus dados a

    discos magnticos frgeis, com baixa resistncia a impactos e vibraes, e que rodam em

    velocidades altssimas, do que a clulas de memria de estado slido.

    Convencer o mercado das vantagens do SSD no ser uma tarefa simples, mas com as

    informaes contidas nesta revista certamente as coisas sero mais fceis. Nestas pginas,

    o leitor encontrar explicaes sobre as vrias tecnologias de memrias de estado slido,

    sua implicao no desempenho do sistema e algumas consideraes sobre a morte (ou

    no) dos HDs. No toa que grande parte dos especialistas concorda que a tecnologia

    mais importante a ganhar espao este ano no o Phenom II ou o Core i7, mas sim a

    dos SSDs.

    Outra tecnologia muito relevante, que vem ganhando fora a tecnologia VoIP.

    Enquanto muitos ainda acham que VoIP sinnimo de Skype, nosso leitor j conheceu

    tecnologias srias como as placas de telefonia IP, que podem transformar um PC simples

    em um competente PBX-IP para vrios ramais.

    Como o potencial desta tecnologia gigantesco mas a adoo tem sido lenta, vamos

    facilitar a vida do leitor ensinando-o a utilizar o MeucciBE, um software para PBX-IP

    que transforma um PC em uma central telefnica dedicada. Use este conhecimento para

    economizar o dinheiro de um PABX e aproveite para cortar custos com ligaes tambm.

    Oferea este tipo de soluo para seus clientes.

    Voc, sua empresa e seus clientes s tm a ganhar.

    Tenha uma boa leitura!

    Daniel Appel

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  • Samsung ML-2010Impressora Laser Recarregvel

    PC&CIA # 88 # 2009

    IndiceIndice

    Editorial

    Segurana High-Tech

    Notcias

    Tendncias

    03050863

    30

    13

    38

    HARDWARE

    Estado Slido 10

    Mega IMP31 34

    Alguns cuidados com discos rgidos comprados pelo grey market 26

    REDES

    PBX-ip de baixo consumo 50

    SISTEMAS OPERACIONAIS

    SpaceMonger 58Desfragmentao otimizada

    de disco 60

    TESTES

    SSD Popular 22

    Fusion-io ioDrive 18

    MSI para AM3 44

    SSDs Intel

    Upgrade para

    Athlon X2

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  • 2009 # 88 # PC&CIA

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    Tech

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    Tech

    Jansen C. Sena*

    No todo dia que nasce um fenmeno musical como Elvis Presley, Frank Sinatra ou John Lennon, todos capazes de per-petuar suas msicas e suas histrias ao lon-go dos anos que sucedem suas existncias. O fato de at os dias de hoje esses nomes serem cultuados mesmo por geraes que surgiram aps suas mortes, apenas ratifica a certeza de que esses artistas ocuparo papis de protagonistas na histria da msica mundial por muitos e muitos anos. Certamente que Michael Jackson, falecido no ltimo ms de junho, faz parte dessa lista de celebridades.

    O seu inesquecvel Moonwalk ganhou at um site (www.eternalmo-onwalk.com) onde annimos criam suas prprias verses do passo inventado pelo Rei do Pop. certo que muitos sequer aproximam-se do original. Antes que voc se pergunte qual relao pode existir entre o falecimento de Michael Jackson e uma coluna de segurana, a vai uma stil mas importante observao: uma das diferenas entre o momento histrico em que faleceu Michael Jackson e a poca em que morre-ram Elvis Presley, Frank Sinatra e Jonh Lennon est, no primeiro caso, na presena mundial da Internet como base tecnolgica para a dita sociedade da informao.

    Aproveitando-se do amplo interesse popular, caracterstico em se tratando de algum como Michael Jackson, atacantes aproveitaram-se, to logo as notcias se espalhavam, para disseminar pragas vir-tuais por meio de emails. As mensagens continham desde SPAMs at vrus e wor-ms que buscavam infectar o computador dos usurios mais curiosos por notcias envolvendo Michael Jackson para roubar, por exemplo, senhas bancrias e outros tipos de acessos. Os assuntos suposta-

    Michael Jackson e os perigos na Internet

    mente tratados nos emails tornavam tais mensagens quase que irresistveis para os usurios: a ltima foto de Michael ainda na ambulncia indo ao hospital; quem matou Michael?; devoluo do dinheiro para aqueles que haviam comprado seus ingressos para os shows do astro pop em Londres; e, enfim, suspeitas em torno de um suposto suicdio do astro.

    Muitos administradores perderam, se que ainda no esto perdendo, tempo considervel para ajustar seus filtros de anti-spam e anti-vrus para conter a con-taminao dos computadores sob suas responsabilidades. Certamente que os menos preparados tiveram uma carga de sofrimento maior. Que lio possvel tirar desse episdio? Simples: a indissoci-vel conexo que existe entre as atividades profissionais de um administrador de sistemas ou um analista de segurana de redes com os fatos que acontecem ao redor do mundo. Negar essa conexo significa colocar em risco o seu prprio sucesso profissional e a segurana e a estabilidade do ambiente corporativo.

    Em geral, quanto maior for o interesse coletivo em um determinado assunto, mais perigoso ele tende a ser no sentido de viabilizar a proliferao de ataques. Isso porque, como dito anteriormente, nesse caso, a mazela digital vem dentro de um contexto que envolve fatos reais, recentes e que vm recebendo uma ampla cobertura por meio dos diversos canais de comunicao.

    Infelizmente esse , dentre muitos ou-tros, um assunto que no est presenteem boa parte da literatura especializada que versa, em sua maioria, a respeito de tc-nicas, ferramentas e polticas. Ainda em tempo, essa discusso no recebe o espao devido nos cursos acadmicos ou mesmo nos treinamentos tcnicos. Ainda so coisas que se aprendem com a experincia e nem sempre da melhor maneira. Bem, acho que isso. At a prxima!

    indissocivel a conexo que existe entre as atividades profissionais de um administrador de

    sistemas ou um analista de

    segurana de redes com

    os fatos que acontecem ao

    redor do mundo

    O mais interessante que atacantes j haviam tentado disseminar os mesmos vrus usando e-cards, mensagens falsas referentes ao acompanhamento de pedi-dos de compras e at mesmo um alerta de atualizao para o Microsoft Outlook. Foi, contudo, atravs da enorme repercusso e do clamor por notcias envolvendo a morte de Michael Jackson que os atacantes encontraram uma maneira eficiente para disseminar tais pragas valendo-se do ativo mais importante e complexo no que diz respeito segurana: o usurio.

    (*) Jansen C. Sena mestre em segurana de redes e administrao de sistemas Unix pelo Instituto de Computao da Unicamp, atual-mente trabalha na Atech Tecnologias Crticas

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    Notcias

    Notcias

    Um dos momentos mais esperados pelos desenvolvedores web que se utilizam de recursos do Google, o GDD2009 foi realizado em So Paulo no WTC Convention Center, no dia 29 de Junho de 2009.

    Este ano o evento, que traz apresen-taes e novas caractersticas dos produtos da empresa, mostrou boas novidades.

    Google e o HTML 5Foram apresentadas vrias novidades do

    HTML 5, cuja verso final, segundo o site da W3C, estar disponvel em 2012. Provavelmente at l surgiro muitas outras novidades na linguagem.

    Entre as novas caractersticas do HTML 5, esto:

    Tag Canvas - possibilita renderizar ima-gens de forma nativa;

    Geolocalizao - o navegador encontra o usurio onde ele estiver atravs do HTML, sem auxlio de GPS e Google Maps;

    Tag de Vdeo possibilita inserir vdeos diretamente no HTML e aplicar efei-tos.

    Bastante comentada tambm foi a evoluo dos browsers como Firefox, Safari, Opera e tambm o Chrome, que por ser o mais novo entre eles, est sendo ajustado.

    Google WaveApresentado como e-mail do futuro e

    substituto do Gmail (um dos produtos de grande sucesso do Google), foi aplaudido em suas demonstraes de integrao e na velocidade de comu-nicao.

    O Google Wave traz aspectos interes-santes, dentre eles:

    Tradutor simultneo - poder ser utilizado em tempo real por pessoas que no teclem no mesmo idioma, facilitando em muito a comunicao. Se disponibiliza hoje em mais de 40 idiomas.

    Rob de Autocorreo - se demonstrou muito eficiente ao corrigir a frase,

    digitada propositalmente sem sentido: Hoje, o presidente Lua ir visitar a Lula. Ela automaticamente foi corrigida para Hoje, o presidente Lula ir visitar a Lua.

    Exibio de contedo de links - ao inserir links em sua mensagem h uma opo para que possa ser capturado e exibido o contedo daquele link, tornando pos-svel que seja inserida uma imagem ou vdeo diretamente no corpo do e-mail. A Inovao nesses exemplos do Google Wave ficou por conta de um conceito de e-mail com muitos recursos j exis-tentes na web, disponveis pelo prprio Google, mas dessa vez ajustados, inte-grados e disposio de forma usual, simples e fcil.

    Google App Engine e JAVAEste ano, diferentemente dos anteri-

    ores, quando foi dada prioridade linguagem Python, o GDD2009 trouxe mais ferramentas e enfatizou a lin-guagem JAVA. Pode-se notar que uma das prioridades do Google investir e disponibilizar para os desenvolvedores ferramentas para facilitar a utilizao

    da linguagem. Tambm foi apresen-tado o GWT (Google Web Toolkit) que traz facilidades implementao de Javascript e AJAX.

    AndroidDurante o evento, muito foi comentado

    sobre o Android, sua performance e sobre debugs desta plataforma. Como uma plataforma livre, h alguns apli-cativos mal escritos e isto pode passar uma impresso ruim da plataforma, alm de uma performance insatis-fatria. Foram apresentadas tambm dicas para desenvolver um aplicativo eficiente.

    O Google Developer Day 2009 acabou e o resultado final foi muito positivo, com o Google mostrando muitas fer-ramentas novas. O encontro de 2010 promete ser ainda melhor, com certeza trar muitas outras novidades , como, por exemplo, o Chrome OS (plataforma para netbooks).

    O Google se prontificou a disponibilizar os vdeos do evento no endereo http://www.youtube.com/googlebrasil . Recomendamos a visita.

    Google Developer Day 2009

    Palestra sobre Google Wave

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    Notci

    asNot

    cias

    As placas de vdeo da Gainward, um dos fabricantes mais conceituados entre os gamers, agora podem ser adquiridas no mercado brasileiro.

    Fundada em 1984 e com fbricas na China e em Taiwan, a Gainward reconhecida mundialmente por utilizar componen-tes de boa qualidade e oferecer uma boa relao custo/benefcio em seus produtos, como nas linhas Golden Sample (GS) e Goes Like Hell (GLH) que possuem diferenciais como overclock de fbrica.

    Adquirir uma placa da Gainward exigia, at recentemente, recorrer a impor-tao direta, mas agora suas placas

    Gainward no Brasil

    podem ser compradas diretamente na WAZ (www.waz.com.br) , que assinou acordo de distribuio oficial das placas de vdeo da marca no pas.

    O acordo estende a garantia de 18 meses oferecida pela empresa nos seus produtos tambm aos consumi-dores brasileiros.

    A MSI fechou parceria com a Digitron para a produo de placasme no Brasil.

    A Digitron um dos maiores fabricantes nacionais de placasme, participando do mercado h mais de vinte e oito anos e com parcerias firmadas com cinco empresas. Agora, a MSI entra no grupo de marcas com fabricao nacional.

    A produo das placas j foi iniciada e as duas empresas esperam produzir trezen-tas mil unidades at o final de 2009, dos modelos G31M3L-V2 e K9N6PGM.

    Estas placasme acompanham trs apli-cativos especialmente desenvolvidos pela MSI, os softwares de atualizao de BIOS Live Update Online e Live Update 3, e o Dual Corev2, um utilitrio de monitoramento do processador.

    A G31M3-L-V2 uma placa do tipo micro-ATX baseada no chipset Intel G31+ICH7. Tem suporte aos processa-dores LGA-775 desde o Pentium 4 at o Core2Quad, com FSB de at 1333 MHz e at 4 GB de memrias DDR2-800 Dual-Channel. Oferece um slot PCI-Express

    MSI e Digitron: nova parceria

    x16 Gen 2.0, dois slots PCI, quatro portas Sata II (alm de conectores IDE e Floppy), interface Ethernet 10/100 e quatro portas USB 2.0. Por fim, h tambm um conector de vdeo, pois o G31 conta com GPU X3100 onboard.

    Existe ainda o modelo G31M3-LS-V2, que tem exatamente as mesmas espe-cificaes do G31M3-L-V2, mas utiliza capacitores slidos.

    A K9N6GM-V tambm adota o formato micro-ATX, baseada no chipset NVIDIA MCP61 e suporta processadores AMD Athlon 64 X2 e Sempron com Hyper-transport de at 1 GHz. Aceita memrias DDR2 800 Dual-Channel, at o mximo de 8 GB, e conta com slots PCI-E x8 e x1, conectores IDE e Floppy, duas portas Sata II com suporte a RAID 0 e 1, porta Ethernet 10/100, quatro portas USB 2.0, alm do conector de vdeo para o GPU GeForce 6100 onboard.

    A variante K9N6GM-F um pouco mais sofisticada e conta com PCI-Express de 16 vias e rede Gigabit.

    A Comunidade do Mozilla Firefox comem-ora o bilionsimo download, feito no dia 31 de julho de 2009, sexta-feira, s 7 h e 47 min (fuso horrio da costa oeste dos Estados Unidos).

    Isto mostra o quanto cresceu a partici-pao da Mozilla no mercado. Em 2004 o browser Mozilla Firefox tinha 8% do mercado, mas atualmente supera os 30% e um dos navegadores mais utilizados no mundo.

    Visite tambm o site de comemorao do bilionsimo download em http://www.onebillionplusyou.com/.

    Mozilla comemora downloads

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    Hardware

    Os HDs esto com os dias contados.

    Mais rpidos, resistentes, silenciosos e

    econmicos, logo os SSDs tomaro conta

    do filo de mercado dominado pelos discos rgidos, os ltimos componentes mecnicos

    de um computador.

    Estado Slido

    Daniel Appel

    Que a evoluo da tecnologia usa-da na informtica rpida, isso no se discute. Em questo de meses os processadores dobram de performance, os mdulos de memria duplicam sua capacidade e os HDs acom-panham o ritmo oferecendo-nos cada vez mais espao.

    Porm, a evoluo dos discos rgidos no total. O aumento de performance no proporcional ao aumento de capacidade, simplesmente porque a natureza mecnica do disco no permite isso. Fazer um disco rodar a 10.000 rpm muito mais difcil do que a 7.200 rpm, e o salto para 15.000 rpm pior ainda. Portanto, no toa que desde o incio desta dcada os modelos disponveis para o consumidor ainda oferecem a mesma velocidade de rotao.

    claro que a performance de um HD no depende exclusivamente da rotao dele. Fatores como cache, nmero de cabe-as, densidade dos discos e algoritmos de otimizao como NCQ (Native Command Queueing) colaboram bastante para seu bom desempenho, mas infelizmente as barreiras fsicas a serem transpostas so implacveis.

    Chegamos a um ponto em que de-vemos nos perguntar: ser mesmo que o HD a melhor forma de armazenamento de massa? No haveria local melhor para armazenar seus dados do que em um disco magntico delicado, rodando a velocidades estonteantes?

    Estado SlidoArmazenamento em dispositivos de

    estado slido no nenhuma novidade, a maioria das pessoas j o utiliza apesar de, talvez, no se dar conta disso.

    Qualquer pendrive ou carto de mem-ria flash serve como exemplo deste tipo de tecnologia que, embora bem difundida, s agora se tornou vivel para uso em dispositi-vos de grande capacidade para o mercado de massa, ou seja, para substituir os HDs.

    Um drive de estado slido denomi-nado SSD, do ingls Solid State Drive, e no se deve cham-lo de HD de estado slido pois ele no um disco. Mas po-demos dizer drive de estado slido sem incorrer em erro.

    Como este tipo de dispositivo ar-mazena suas informaes em clulas de memria, ele no tem partes mveis como

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    Hardware

    um HD tradicional. Quando falamos de equipamentos eletrnicos, partes mveis so totalmente indesejveis e tanto melhor se pudermos evit-las.

    Armazenar informaes em chips de es-tado slido tem inmeras vantagens, dentre elas a resistncia a vibraes, choques e desgaste mecnico, tradicionalmente pon-tos fracos nos discos mecnicos.

    Outra caracterstica interessante que as clulas de memria tm tempo de acesso muito baixo e constante. Acessar o bloco de dados desejado no leva mais do que alguns microssegundos, ao passo que deslocar a cabea de leitura e aguardar o disco dar uma volta completa leva milissegundos. Ou seja: um SSD pode acessar uma infor-mao milhares de vezes mais rapidamente que um HD tradicional.

    Memria EEPROMA EEPROM (Electrically Erasable

    Programmable Read-Only Memory) uma memria no voltil, muito usada para armazenar pequenas quantidades de dados de forma persistente, pois ela no perde a informao nem quando a corrente eltrica que a alimenta desligada.

    Esta memria tem a capacidade de apa-gar e reprogramar o valor de suas clulas livremente, em nvel de bytes. Infelizmente, esta operao no muito veloz de forma que a EEPROM adequada para arma-zenar elementos como firmware e BIOS, que so pouco alterados, mas no muito conveniente para dispositivos de armaze-namento de massa.

    Memria FlashEste tipo de memria foi criado no

    incio da dcada de 80 nos laboratrios da Toshiba, como uma alternativa mais barata para substituir memrias EEPROM em aplicaes que exigissem armazena-mento persistente (no voltil) de volume elevado. Na verdade a Flash ainda uma EEPROM, porm com algumas diferenas especficas que tornam seu custo por byte mais atraente.

    Dois tipos de memria Flash foram criados, NOR e NAND, e recebem estes nomes graas semelhana com portas lgicas de mesmo nome.

    Memrias Flash do tipo NOR so usadas como substituio de memrias EEPROM tpicas. Tm velocidade de

    leitura muito alta, porm a velocidade de programao/deleo infelizmente no acompanha a de leitura.

    Assim como a NOR, a NAND mantm a capacidade de apagar e reprogramar as clulas de memria que fez da EEPROM uma tecnologia to difundida. A diferena que a EEPROM e a NOR programam suas clulas de byte em byte, enquanto a NAND faz isso em blocos enormes, normalmente de 512 KB cada. A velocidade de programao das clulas muito superior, bem como a de deleo, entretanto, a de leitura no tem o mesmo destaque. Ainda assim, mais veloz que os discos mecnicos.

    H tambm uma outra vantagem da NAND: como o acesso acontece em blocos, o nmero de linhas de endereamento e de vias de aterramento muito menor, o que economiza espao e permite o aumento da densidade de clulas do circuito. Ou seja, para um determinado tamanho de chip, as memrias NAND podem oferecer capaci-dades de armazenamento muito maiores.

    Com velocidade de leitura e programa-o superiores s dos HDs e maior densi-dade que a Flash NOR, a Flash NAND se mostrou a tecnologia mais adequada para substituio dos discos rgidos.

    Tecnologias de clulas NANDDois tipos de clulas diferentes so

    usados em dispositivos de armazenamento baseados em memrias NAND.

    MLCA tecnologia MLC (Multi-Level Cell)

    consegue armazenar quatro estados lgicos em uma nica clula. Cada bit requer dois estados lgicos (pois binrio), de forma que uma clula MLC pode armazenar dois bits de informao.

    Isto permite o dobro da capacidade de armazenamento, no entanto torna a memria mais lenta, pois as operaes de escrita devem ser feitas mais devagar para garantir a consistncia de ambos os bits. Uma operao de escrita pode levar cerca de 1 ms, o que um tanto lento para uma memria f lash, porm continua sendo muito mais rpido do que um HD.

    SLCQuando a performance mais impor-

    tante do que o volume de armazenamento, utiliza-se memrias do tipo SLC (Single-

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    Hardware

    Level Cell ) cujas clulas so binrias, armazenando apenas dois nveis lgicos, ou seja, apenas um bit por clula.

    bvio que este tipo de tecnologia apresenta menor capacidade de armaze-namento, afinal reduzimos a quantidade de bits por clula pela metade. Como vantagens, cada clula muito mais fcil de escrever, a probabilidade de erros diminui e o processo todo pode ocorrer mais rapida-mente. Alm disso, at o nmero de ciclos de programao suportados pelas clulas aumenta consideravelmente.

    Portanto, este tipo de memria mais utilizado em aplicaes onde custo e volume de armazenamento no so mais importantes do que performance e durabi-lidade. O maior cliente deste tipo de SSD o mercado corporativo, com seus servidores com alto nmero de requisies.

    DesgasteUma das caractersticas da memria

    Flash que ela tem vida til limitada. Cada vez que uma clula completa um ciclo de programao/deleo ela sofre um pequeno desgaste, e sua capacidade de reter infor-maes diminui. Conforme o tempo passa e esta mesma clula reescrita vrias vezes, ela vai se desgastando at o ponto em que no consegue mais segurar informao digital. Neste ponto a clula fica inutilizada (mas no o SSD inteiro).

    A tecnologia MLC especialmente sensvel, tem uma durabilidade estimada em 10.000 ciclos. Clulas SLC resistem at dez vezes mais. Este desgaste no acontece em operaes de leitura, apenas nos ciclos de limpeza/escrita, portanto uma informa-o pode ser lida infinitas vezes sem causar preocupao.

    Wear-LevelingA fim de evitar que este desgaste na-

    tural comprometa a durabilidade do SSD, os fabricantes lanam mo de um artifcio chamado wear-leveling, que pode ser tradu-zido como balanceamento de desgaste.

    Esta tcnica consiste em no permitir que uma clula seja repetidamente utiliza-da enquanto outras ficam ociosas.

    Por exemplo, digamos que um arquivo seja salvo em trs blocos que chamaremos de 1, 2 e 3. Se o contedo deste arquivo for atualizado, seria razovel reescrev-lo nos mesmos blocos. Mas digamos que este

    arquivo seja um log atualizado a cada 5 minutos, os blocos 1, 2 e 3 seriam reescritos 288 vezes por dia, e portanto no durariam mais do que 35 dias.

    Aplicando a tcnica de wear-leveling, ao invs de reescrever os blocos 1, 2 e 3, o SSD escreve o arquivo nos blocos 4, 5 e 6 e marca os blocos anteriores como livres. A prxima escrita ser nos blocos 7, 8 e 9, e assim por diante. Ao invs de sobrecarregar algumas clulas com muitas escritas, o SSD distribui o estresse por toda sua superfcie e s utiliza um bloco novamente quando todos os outros j tiverem sido usados.

    Como cada drive SSD tem centenas de milhares de blocos, isto eleva muito a vida til do produto. No h como prever exatamente quanto durar um drive, pois isto varia com o uso, mas podemos fazer uma continha bem simples: em um caso hipottico onde o SSD com clulas MLC tenha sua superfcie inteira reescrita todos os dias, teoricamente elas durariam at 10.000 dias, ou seja, 27 anos.

    J vimos anteriormente que o tempo de acesso constante para todos os blocos, portanto no h penalidade de perfor-mance em se utilizar blocos espalhados pelo drive.

    Futuro dos HDsO fim dos HDs j algo esperado h

    muito tempo. Utilizar um dispositivo mecnico para armazenar dados no a forma mais elegante e eficiente de faz-lo, especialmente se considerarmos que o computador um equipamento eletrnico, composto essencialmente por elementos de estado slido. Nada mais natural do que levar isso ao subsistema de armazenamento de dados.

    Mas isto significa que as vendas de HDs devem parar? Ainda no.

    Drives de estado slido ainda so caros, tm pouca capacidade e no so to rpidos quanto poderiam ser. Por ora so produtos de nicho, especialmente indicados para equipamentos que necessitem de resistncia a impactos, baixo consumo eltrico e baixo tempo de acesso.

    O HD teve muitas dcadas de evoluo e, apesar de ser o componente mais lento de um computador, tem uma relao custo/benefcio muito atraente. A transio entre as tecnologias comea agora, mas difcil prever quando ele deixar de existir.

    O mais provvel no curto prazo o sur-gimento de sistemas mistos, com um SSD de pequeno tamanho para o sistema operacional e um HD maior para armazenar os dados de maior volume. A Western Digital, por exem-plo, lanou sua srie de discos Green Power , que trazem controladores de velocidade que podem variar a rotao livremente entre 5400 rpm e 7200 rpm, buscando reduo de con-sumo e de rudo. Esta srie no tem sequer a inteno de competir em performance com os concorrentes, mas faz todo o sentido em um sistema misto, com os programas e o sis-tema operacional instalados em um pequeno SSD de 32GB e o restante dos dados arma-zenado em um HD Green Power de 1 TB. Um sistema assim apresentaria performance muito superior de um sistema inteiramente baseado em discos.

    ConclusoO subsistema de armazenamento de

    dados , hoje, o maior gargalo de perfor-mance de um sistema, especialmente dos de alta performance como os servidores. Libertar-se da interface mecnica era algo que todos queriam, mas infelizmente a tecnologia disponvel no podia oferecer volume de armazenamento suficiente para justificar a mudana.

    Atualmente, os SSDs j oferecem ca-pacidades razoveis. O custo por gigabyte ainda extremamente desfavorvel se com-parado com o dos HDs, mas podemos dizer que os SSDs atingiram massa crtica com capacidades que j so plenamente teis, especialmente em sistemas mistos, com um disco rgido secundrio para armazenamen-to de dados de grande volume.

    A diferena de performance percep-tvel principalmente graas ao baixssimo tempo de acesso, inferior a 1 ms na maioria das vezes. Alta vazo importante para copiar e trabalhar com arquivos muito grandes, mas a maior parte dos acessos que um sistema realiza a uma grande quanti-dade de arquivos pequenos que compem o sistema operacional e os programas. E neste caso, o tempo constante de acesso proporcionado por um SSD representa ganho de usabilidade sensvel

    Com certeza o prximo salto de per-formance dos computadores no est nos processadores com mais de quatro ncleos, nem nos barramentos triple-channel de me-mria DDR3, mas sim nos SSDs. PC

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    Hardware

    Os novos chips da Intel

    Daniel Appel Poucos visualizam a Intel como um fabricante de dispositivos de armazenamento. De fato, nunca houve um HD com a marca Intel, mas a empresa no novata no segmento das memrias Flash.

    O que melhor, ento, do que utilizar sua expertise e influncia neste segmento para tentar resolver (ou ao menos amenizar) um dos grandes gargalos de desempenho de um computador? Assim, surgiu a linha de SSDs X25, que vem impressionando pela excelente velocidade.

    Tivemos a oportunidade de testar dois modelos desta linha: o X25-M, direcionado ao consumidor final, e o X25-E, voltado para o mercado de servidores.

    PC29AS21AA Intel no a criadora do conceito

    que est por trs dos SSDs, e muitas empresas j comercializam este tipo de produto h algum tempo. Entretanto boa parte destas empresas no desenvolveu sua prpria tecnologia, tendo apenas adquirido controladoras de terceiros e simplesmente

    SSDsIntelmontado o SSD com chips de memria de sua escolha, a fim de no perder o momento de mercado.

    Esta abordagem permite um custo de produo bastante baixo, mas tem como inconveniente nivelar a performance de todos os produtos pela da controladora. Um dos modelos de controladora mais utilizados do mercado o JMF602, da Jmicron, que conhecido pelo seu pssimo desempenho. No de se estranhar, afinal este modelo no tem mais do que 16 KB de cache, quantidade totalmente inadequada para um barramento SATA, e algoritmos de write combining meramente funcionais.

    A Intel optou por criar sua prpria controladora, denominada PC29AS21A, e colocou nela uma quantidade decente de cache, 256 KB, alm de bons algoritmos de write combining e wear leveling. Como resultado, o gargalo de desempenho deste dispositivo no a controladora mas sim a prpria memria NAND, e ainda por cima a controladora consegue extrair mais desempenho do conjunto ao executar escritas de forma inteligente.

    A Intel est entrando com tudo

    no mercado dos SSDs. Saiba como a

    empresa pretende resolver um dos

    maiores gargalos de desempenho dos

    computadores modernos.

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    Hardware

    X25-MA verso para o mercado mainstream

    (provavelmente por isso o sufixo M) tem uma tarefa complicada: precisa ser rpida e, ao mesmo tempo, oferecer grande capacidade de armazenamento (figura 1).

    Para atender a estes requisitos sem au-mentar demasiadamente o custo do produto, foi utilizada a tecnologia MLC (Multi-Level Cell), que armazena dois bits em cada clula da memria Flash. Isto aumenta a densidade de dados e permite maiores capacidades de armazenamento.

    O lado negativo que se torna necessrio desacelerar um pouco as operaes de leitura e escrita, afinal inserir dois bits por clula requer mais cuidado do que inserir um s. Dessa forma, apesar da maior capacidade de armazenamento, uma memria Flash MLC naturalmente mais lenta, e uma operao de escrita pode levar cerca de 1 ms, o que um tanto lento para uma memria flash, porm continua sendo muito mais rpido do que um HD.

    Intel X25-EO sufixo E desta famlia significa

    Extreme, e o leitor acertou se pensou que o propsito destas unidades serem muito rpidas. A linha X25-E (figura 2) voltada para servidores e aplicaes onde performance mxima mais importante que capacidade de armazenamento.

    Para tanto utiliza-se clulas SLC (Single-Level Cell), que armazenam apenas um bit por clula. bvio que este tipo de tecnologia apresenta menor capacidade de armazena-

    mento, afinal reduzimos a quantidade de bits por clula pela metade. A vantagem que cada clula muito mais fcil de escrever, a probabilidade de erros diminui, e o processo todo pode ocorrer mais rapidamente.

    No foi difcil constatar isto nos nossos testes.

    PropostaComo vimos, os SSDs da Intel so

    divididos em duas famlias: Mainstream e Extreme. Cada uma foi desenvolvida para atender a um tipo de uso diferente.

    Por pura e simples falta de informao, o consumidor eventualmente escolhe o produto errado e acaba por ficar insatis-feito. Como vimos, nem todo SSD igual e devemos prestar ateno para escolher o ideal para cada caso.

    CorporativoServidores e workstations de alta perfor-

    mance precisam de grande velocidade de I/O, tanto em vazo quanto em tempo de acesso. Por isso frequentemente so usados arranjos RAID com HDs SCSI de 15 krpm, pois neste cenrio vale a pena adquirir componentes de desempenho mais elevado (mesmo que custem mais) para atender a um nmero maior de requisies. O custo alto, mas o ganho tambm alto e se traduz em maior produtividade, gerando maior lucro.

    Hoje, nenhum SSD com clulas MLC consegue oferecer o nvel de performance exigido pelo mercado corporativo, pois com a tecnologia atual um HD SCSI de alto desempenho ainda superior. J um modelo com clulas SLC acionadas por uma controladora eficiente pode oferecer vazes semelhantes a uma estrutura SCSI pr-existente, porm com tempo de acesso muito menor. Mesmo discos de alta perfor-mance no tm como fugir da sua natureza mecnica, e no conseguem oferecer tempos de acesso to baixos.

    O desempenho mais importante do que a capacidade de armazenamento. Muitos servidores trabalham perto do seu limite de troughput e mais importante resolver o gargalo de desempenho do que do espao de armazenamento (para resolver este, basta comprar mais um SSD). por isso que os SSDs com clulas SLC so os mais indicados pois, apesar da capacidade de armazenamento ser inferior da tecnologia MLC, sua velo-cidade muito maior. E em razo disso que a Intel concebeu o X25-E com clulas SLC, para atender este mercado.

    SSD para desktops.F1.

    O X25-E foi criado para servidores. F2.

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    Hardware

    ConsumidorO mercado de produtos para o con-

    sumidor domstico ou profissional sem necessidade de alto desempenho bastante diferente. Aqui o SSD no chama a ateno somente pela velocidade, mas tambm pelo silncio de operao, resistncia a impactos e economia de energia.

    Neste nicho a tecnologia de clulas MLC encontra seu lugar. Um desktop no to sen-svel ao tempo de leitura e escrita randmica de seu subsistema de armazenamento quanto um servidor, de forma que podemos abrir mo da velocidade da tecnologia SLC em prol da maior capacidade de armazenamento de um SSD baseado em clulas MLC.

    Aqui, a capacidade de armazenamento mais importante que a performance. Para a grande maioria dos consumidores, a di-ferena de velocidade sentida entre as duas tecnologias no suficiente para justificar menores capacidades de armazenamento, de forma que a tecnologia MLC acaba ofe-recendo um custo/benefcio maior.

    Dos computadores de uso pessoal, duas categorias so especialmente beneficiadas pelo uso de SSDs: notebooks e netbooks. O conceito por trs da tecnologia de discos rgidos no adequado para uso mvel, pois h a presena constante de vibraes, impactos, variaes de temperatura e ainda por cima suprimento limitado de energia (por causa da bateria). Um SSD se mostra muito mais conveniente neste cenrio.

    TestesNada melhor para testar este tipo

    de dispositivo do que uma placa-me de servidor. Por isso foi escolhida uma Intel S3200SH equipada com um Xeon 3075. Esta placa conta com uma controladora de discos ICH9R, que suporta NCQ e apresenta bom desempenho.

    Para que o leitor possa comparar o resultado dos SSDs com um dispositivo j

    conhecido, colocamos no teste tambm um HD Western Digital Raptor WD740ADFD de 74 GB e 10.000 rpm. Este disco j figurou em inmeros testes antes, e servir como um bom gancho para que o leitor tenha um referencial de performance.

    O sistema operacional utilizado foi o Ubuntu Server 8.10, sem nenhum servio em execuo. Para gerar as operaes de I/O foi executado o Iometer, que simulou algumas cargas escolhidas manualmente. A fim de evitar a influncia de sistemas de arquivos, o Iometer foi configurado para realizar acesso direto aos dispositivos. Este teste destrutivo, ele no respeita a formatao das parties, mas a melhor maneira de comparar dispositivos de arma-zenamento pois mede o desempenho bruto, desconsiderando otimizaes e overheads de sistemas de arquivos.

    Todos os resultados foram tabelados e plotados na forma de grficos para facilitar o entendimento do leitor.

    Operao randmicaOperaes de natureza randmica

    so aquelas que no seguem uma ordem sequencial de disposio no disco.

    Para o disco Raptor utilizado como referncia no teste, este tipo de carga

    extremamente desfavorvel. Como as reas de dados acessadas esto espalhadas pela superfcie do disco, necessrio deslocar as cabeas de leitura a cada operao. No caso dos SSDs, como no se tratam de discos mas sim de matrizes de memria, acessos de ordem randmica no devem ser problemas.

    Operaes por segundoPodemos ver claramente no grfico

    da figura 3, criado a partir dos dados da tabela 1, no qual so mostrados os nmeros de operaes de entrada e sada de cada dispositivo com vrios tamanhos de blocos diferentes, que acesso randmico no problema para os SSDs.

    O X25-E domina incontestavelmente com blocos pequenos, at 512 KB. Isto acontece porque o SSD tem baixssima latncia (como visto na figura 4) e no tem dificuldade alguma de acessar informaes de forma no sequencial, ao contrrio do Raptor, que precisa deslocar suas cabeas de leitura a cada nova operao. Repare que o X25-M tambm se mostra superior ao HD com blocos menores de 512 KB, apesar de no chegar perto do modelo Extreme.

    Mas o que acontece quando os blocos crescem acima dos 512 KB? Chegamos em um ponto onde os pacotes de dados

    512B2k4k16k32k128k512k2M8M32M128M

    X25-E12992,26967,764435,2333072688,051001,8420,9156,7915,694,621,3

    X25-M15811514,711319,36795,59571,73153,4841,0412,915,491,840,59

    Raptor121,75120,77120,49116,57112,692,3660,0624,076,531,730,41

    Operaes de I/O por segundoT1.

    Nmero de operaes de

    I/O execu-tadas por segundo. F3.

    Tempo de acesso por

    tamanho de bloco. F4.

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    Hardware

    j esto com um tamanho suficiente para dependerem menos da latncia e mais da vazo do dispositivo, pois, quando as cabe-as de leitura chegam no seu destino, elas permanecem l por tempo suficiente para lerem uma grande massa de dados de forma sequencial. E o Raptor sempre foi forte no quesito vazo sequencial.

    Isto significa que um SSD de uso cor-porativo como o X25-M consegue atender um nmero muito maior de requisies de dados, desde que eles sejam de pequeno tamanho. Conforme o tamanho cresce, o nmero de requisies atendidas por segun-do cai consideravelmente e se aproxima do territrio dos HDs.

    Veja que o SSD X25-E continua sendo mais rpido, mas j no impressiona tanto. Uma matriz de discos rgidos com certeza atinge este nvel de desempenho, espe-cialmente se estivermos falando de discos SCSI corporativos. Mas para combater este arranjo, basta montar uma matriz RAID com alguns X25-E (situao que no tive-mos oportunidade de testar) e o nmero de requisies atendidas por segundo crescer proporcionalmente.

    512B2k4k16k32k128k512k2M8M32M128M

    X25-E6,3413,6117,3351,6784125,23100,45113,57125,51147,76166,65

    X25-M0,772,965,1512,4317,8719,1920,5225,8343,9158,8974,96

    Raptor0,060,240,471,823,5211,5430,0348,1452,2555,253,05

    Vazo de dados em MBT2.Vazo de

    dados para operaes

    randmicas. F5.

    O nmero de operaes de I/O aumenta, mas nem assim

    o Raptor alcana os SSDs.

    F6. Este o melhor cenrio

    para o HD.

    F7.

    VazoPara terminar os testes com acessos

    randmicos, apresentamos o grfico da figura 5 (e a tabela 2, de onde o grfico foi gerado), onde vemos a vazo obtida com cada tamanho de bloco. Como espe-rado, tamanhos de bloco maiores oferecem vazes maiores, especialmente no caso do disco rgido.

    Este tipo de operao

    Operao sequencialAgora entramos em um territrio onde o

    disco rgido se sente mais confortvel. Aqui o SSD perde a vantagem do tempo de acesso nfimo, pois o HD no precisa mais mover suas cabeas de forma no ordenada.

    Operaes por segundoO nmero de operaes de I/O realiza-

    das por segundo substancialmente maior quando estas so sequenciais, principalmente no caso do disco rgido, uma vez que o deslocamento de suas cabeas bastante reduzido. Das 120 operaes por segundo

    com blocos de 512 bytes, o Raptor salta para mais de 2600 (figura 6) ao passo que os SSDs tambm mostram ganho, mas nem de perto na mesma proporo.

    Pode parecer um trunfo do HD, mas na verdade uma demostrao clara de fraqueza da tecnologia. Apenas quando os dados esto alinhados o HD consegue oferecer boa performance, enquanto os SSDs no dependem tanto desta organizao.

    VazoEste o melhor caso para um drive

    mecnico como o Raptor. Uma vez que suas cabeas tenham sido posicionadas sobre uma trilha do disco, basta aproveitar seus timos 10.000 rpm e ler as trilhas sequencialmente.

    Com operaes pequenas, de 512 bytes, nem mesmo o X25-E foi capaz de apresentar alta vazo, mas isto justificvel pela natu-reza deste tipo de operao. Por outro lado, ele foi capaz de oferecer cinco vezes mais dados que o Raptor, e trs vezes mais que o X25-M (figura 7). Em situaes de gargalo,

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    Hardware

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    a capacidade de atender cinco vezes mais requisies pode ser muito importante.

    Fica claro que o X25-M, o modelo para uso em desktops, no preo para a verso corporativa. importante que o consumidor saiba a diferena, do contrrio pode acabar adquirindo o SSD mais barato para uso em um servidor e certamente ficar frustrado.

    No outro extremo, com operaes de 128 MB, grandes o suficiente para mostrar a vazo de um HD, vemos uma situao diferente. Aqui o Raptor se recupera e ultrapassa o X25-M, e no por uma margem pequena. O X25-E impressiona novamente, mas este tambm um caso onde dois discos rgidos em RAID podem oferecer desempenho semelhante, em muitos casos por preo menor, especialmente se a infraestrutura j existir.

    importante ter em mente que aplicaes que exijam alta vazo de dados podem tam-bm exigir alto volume de armazenamento, e isto o X25-E no oferece, de forma que o custo-benefcio pode apontar na direo dos HDs, pelo menos por enquanto.

    ConclusoCom a linha X25 a Intel deixa claro

    que pretende eliminar o maior obstculo do desempenho de um sistema atual.

    Tambm fica claro que nem todos os SSDs so iguais, eles podem apresentar caractersticas muito diferentes. O X25-M, por exemplo, um produto muito vivel para o usurio de um sistema desktop, pois apresenta performance muito superior de um veloz Raptor para acessos randmicos de pequeno tamanho, e vazo de dados compatvel com a categoria. Mas ele de-finitivamente no serve para uso em um servidor, e um bom disco SCSI apresentar desempenho superior.

    J o X25-E fica no outro extremo. Ele capaz de realizar um nmero muito alto de operaes de I/O por segundo, o que permite que um servidor atenda mais requisies de usurios, aumentando sua eficincia. Mas sua capacidade de armazenamento baixa, alm do aceitvel para o mercado desktop, seu preo substancialmente maior e seu desempenho extra no aproveitado por um sistema desktop.

    Mas gostaramos de deixar uma obser-vao: neste artigo, a presena do Raptor serviu apenas para oferecer ao leitor um drive conhecido, que j participou de inmeros testes na revista, de forma que o leitor possa comparar os resultados com o que ele j conhece. O Raptor utilizado antigo e no representa a performance de discos rgidos mais modernos, a prpria Western Digital tem drives mais velozes, isso sem falar nos modelos SCSI de alto desempenho. Se a oportunidade aparecer, colocaremos um SSD uso corporativo frente a frente com um bom disco SCSI.

    Os SSDs vieram para ficar e j so preo para os discos rgidos. Mesmo para computadores de uso domstico, o tempo de acesso baixssimo aumenta a agilidade de resposta do sistema e reduz o tempo de espera enquanto o HD realiza operaes randmicas nas quais ele notoriamente lento.

    Mas importante comprar o produto certo para cada caso ou, como sempre acontece em compras mal direcionadas, o consumidor sair frustrado.

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  • O poder de processamento disponvel

    nos computadores evolui a passos largos,

    mas s vezes limitamos o desempenho

    devido a um sistema mal dimensionado de

    entrada e sada de dados.

    Analisamos Fusion-io ioDrive, que tem

    por objetivo diminuir esta deficincia nos sistemas de armazenamento.

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    Testes

    Alfredo HeissFormado em Eletrnica e Tcnico em TI, com mais de 10 anos de experincia nas reas de hardware, sistemas operacionais para servidores e redes. Atualmente membro da

    equipe de redatores da revista.

    Fusion-io ioDrive

    Muitos servidores de grande porte que so atendidos por Storages, conjuntos de discos SAS ou Fibre Channel em RAID, acabam limitados, eventualmente, por estes componentes.

    Apesar de disporem de boa vazo de dados, da ordem de centenas de MB/s, para um grande nmero de requisies peque-nas e randmicas, workload muito comum em servidores, o fator limitante no a vazo e sim o tempo de acesso do disco, que representa o tempo que ser necessrio para que a cabea de leitura do disco se desloque at a informao procurada e faa a leitura. Uma soluo baseada em RAID costuma ajudar, mas muitas vezes o resultado ainda fica abaixo do esperado.

    Para detalhar isto iremos estudar o caso do RAID 0 (striping), que divide as operaes de leitura e escrita entre dois ou mais discos. Por causa desta distribuio dos dados, este modelo tem o melhor desempenho entre as solues RAID. O ganho de desempenho para grandes transferncias irrefutvel, j que o arquivo ser dividido em vrios pedaos menores e ser lido (ou gravado) ao mesmo tempo de vrios discos.

    Mas para um grande nmero de peque-nos IOs, o ganho ser muito menor. Todos os discos envolvidos no RAID tero que deslocar suas cabeas de leitura at as reas nas quais as informaes desejadas esto, ler uma pequena quantidade de informa-es, e se deslocar novamente para outras

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    Testes

    SLC um tipo memria no voltil baseada na tecnologia NAND. Significa Single-Level Cell ou clula com estado nico. Este tipo de memria conhecido por sua alta velocidade na gravao e lei-tura de informaes, j que suas clulas guardam apenas um bit de informao, em compensao sua densidade baixa. Construir equipamentos com alta capaci-dade de armazenamento com este tipo de memria algo muito caro.H um problema que afeta todas as memrias NAND. Com o tempo de uso, as clulas de memria perdem a capacidade de reter informaes.

    B1: Flash NAND SLC

    F1. ioDrive de 80 GB.

    reas e assim por diante. Outros modelos de RAID, como 5 ou 10, sofreriam basica-mente do mesmo problema, visto que neste caso no a vazo total dos discos que est em jogo, mas sim o nmero mximo de solicitaes atendidas.

    CacheA maneira mais rpida de solucionar

    este problema, comumente usada por DBAs (DataBase Administrators), a uso da memria RAM como cache. Normal-mente grandes servidores tm enorme quantidade de memria RAM e alocar parte dela para cache a fim de eliminar um gargalo do sistema se mostra muito proveitoso.

    Desse modo, as pequenas operaes seriam feitas dentro da memria cache, e aps terminadas as operaes de lei-tura e escrita seriam encaminhadas em blocos maiores para o sistema de arma-zenamento, evitando IOs desnecessrios sobre este.

    Mas existem dois empecilhos que de-vem ser avaliados quando se for usar este tipo de soluo.

    O primeiro com respeito a segurana dos dados. Todos sabem que a memria principal do sistema do tipo voltil, a informao armazenada nela depende de alimentao eltrica. Caso acontea um erro no servidor, pane eltrica, ou erro de operao e este precise ser reiniciado brus-camente, todas as informaes contidas no cache do sistema sero perdidas. Ao implementar este tipo de soluo, o DBA deve estar ciente deste risco e calcular a melhor forma para minimiz-lo.

    O segundo a quantidade de memria disponvel no servidor. Apesar de a me-mria RAM ser um recurso relativamente barato, ele no infinito. O uso deste re-curso tambm deve ser analisado, pois caso seja necessrio a adio de memria RAM no servidor dever ser feito um estudo de compatibilidade para se tentar expandir ao mximo este recurso.

    Independentemente da soluo ado-tada, o ideal seria que tivssemos disposi-tivos de armazenamento no volteis com baixa latncia na busca de informaes, que pudessem atender o maior nmero de IOs possveis. Este tipo de recurso j

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    Testes

    existe e est se popularizando na forma dos SSDs. Enquanto o tempo de busca mdio de HD SAS de 15.000 rpm de 3,4 ms, um disco SSD tem uma latncia mdia de 0,15 ms. Alm do baixo tempo de acesso, SSDs apresentam consumo muito menor de energia.

    Existe ainda uma outra alternativa, um equipamento fornecido pela empresa Fusion-io, chamado ioDrive, que prope um tempo de acesso de aproximadamen-te 50 s (0,05 ms) para cobrir a defici-ncia de conjuntos RAID e/ou Storages. Segundo o fabricante, o ioDrive tem capacidade de atender mais de 20.000 requisies de IO por segundo e taxa de transferncia de 700 MB/s.

    ioDriveRecebemos o modelo de 80 GB do

    ioDrive para avaliao (figura 1). A placa adota um formato Low Profile, acompanha dois espelhos para os formatos mais co-muns de gabinete e um pendrive contendo drivers para Windows.

    Esta placa oferece suporte aos seguintes sistemas operacionais:

    CentOS 4CentOS 5Debian EtchDebian LennyFedora 10Fedora 9Fedora 8Fedora Core 6OpenSuSE 10.3OpenSuSE 11.1RedHat Enterprise Linux 4RedHat Enterprise Linux 5

    SuSE Linux Enterprise Server 10SuSE Linux Enterprise Server 11Ubuntu 8.04Ubuntu 8.10Ubuntu 9.04Windows Server 2003 Windows Server 2008 Windows XPWindows Vista

    No pendrive s esto disponveis os drivers para Windows. Drivers para Linux devem ser baixados no site do fabricante (www.fusionio.com) e, caso no haja uma verso pr-compilada para o seu kernel, pode-se baixar o cdigo-fonte.

    importante ficar claro que, em todos os casos, existe a exigncia de um sistema operacional de 64 bits. No h suporte para sistemas de 32 bits.

    Da mesma forma que outros disposi-tivos de armazenamento de estado slido, o ioDrive utiliza memria Flash. So utilizadas clulas SLC pela sua melhor performance, e uma controladora espe-cializada assume a funo de gerenciar estas clulas da forma mais eficiente que for possvel.

    A comunicao com a placa-me feita pelo barramento PCI-Express, uti-lizando quatro vias (x4). Este um dos pontos mais fortes do ioDrive: ao contr-rio do que acontece com SSDs, mesmo os de alta performance, ele no conectado a um canal SATA limitado em 3 Gbps, ou at mesmo a um canal SAS, portanto est livre das limitaes presentes nestes tipos de interface. O desempenho pode ser muito maior do que o de um sistema de armazenamento tpico.

    Como esta placa se prope a atender uma def icincia de equipamentos de grande porte, como Storages, natural que exista uma preocupao com a segu-rana das informaes que esto sendo gravadas neste dispositivo.

    Por isso o ioDrive implementa um algoritmo de controle com ECC, que d a segurana que os dados gravados estejam disponveis por um tempo de at 24 anos.

    Apesar de se tratar de um modelo de 80 GB, h mais de 80 GB de memria Flash instalada na placa. Os gigabytes adicionais so usados para substituio de clulas de memria danificadas, e tambm pelo algoritmo de wear-leveling, para distribuir o desgaste e aumentar a vida til do produto.

    Durante sua operao a placa est constantemente utilizando toda a mem-ria instalada, mas oferece ao usurio sem-pre os 80 GB nominais. Isto garante que o algoritmo de wear-leveling funcionar corretamente mesmo quando o drive estiver quase cheio. O wear-leveling feito alternando as escritas entre as clu-las livres, evitando repetir escritas sempre nas mesmas clulas. Entretanto, quando h pouco espao livre no volume, sobram poucas clulas para este procedimento, o que faz com que estas ltimas sejam escritas incessantemente. Existem muitas maneiras de contornar este problema, e a quantidade de memria extra aumenta a superfcie de troca das memrias, evitan-do um desgaste excessivo nos chips.

    A seguir a verificao dos dados for-necidos pela FusionIO.

    LINUXAcesso 100% Randomizado 80% Leitura

    Windows Server 2008Acesso 100% Randomizado 80% Leitura

    Tamanho dos Blocos Total I/O Transferncia MB/sLatncia Mdia de Acesso (ms)

    Total I/O Transferncia MB/sLatncia Mdia de Acesso (ms)

    512 B 25964,63 12,68 0,04 20755,63 10,13 0,05

    2 K 23397,31 45,70 0,04 18981,21 37,07 0,05

    4 K 17391,19 67,93 0,06 15945,44 62,29 0,06

    16 K 5585,58 87,27 0,18 5389,4 84,21 0,18

    32 K 3256,21 101,76 0,31 4238,77 132,46 0,24

    128 K 1134,93 141,87 0,88 1269,13 158,64 0,79

    512 K 310,1 155,05 3,22 371,95 185,97 2,69

    2 M 92,98 185,97 10,75 97,01 194,02 10,31

    8 M 26,85 214,78 37,23 27,9 223,22 35,82

    32 M 8,76 280,24 114,17 7,86 251,63 121,13

    128 M 2,24 286,45 446,81 2,13 272,36 469,2

    Resultados obtidos com leituras 100% randmicas, sendo 80% de leitura e 20% escrita.

    T1.

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    Testes

    TestesUtilizamos o seguinte sistema para os

    testes do ioDrive:Xeon 3075Placa-Me Intel S3200SH2x 1GB DDR2 800 CorsairWestern Digital Raptor 74 GB SATAWindows Server 2008 64 bitsUbuntu Server 8.04 LTS 64 bits

    A placa foi inserida no conector PCI-Express x8 disponvel nesta placa-me da Intel. Aps instalados os drivers para os sis-temas operacionais do teste, o dispositivo foi detectado corretamente e iniciamos o teste usando o benchmark IOMeter. Todos os testes realizados foram feitos diretamen-te sobre o hardware da placa, sem a adio de filesystem ou parties, justamente para medir a sua capacidade bruta, sem a inter-ferncias de cache ou do sistema.

    A Tabela 1 nos mostra os resultados obtidos com acessos randmicos de leitura e escrita.

    Ficamos satisfeitos com os resultados obtidos nos testes de leitura e gravao aleatria. A placa com pequenos blocos de leitura, entre 512 B e 2 K, conseguiu aten-der mais do que as 20.000 requisies por segundo anunciadas pelo fabricante. Ape-nas como comparao, um disco SSD de alto desempenho com clulas SLC (mesmo tipo usado no ioDrive), nas mesmas con-dies de testes, consegue atender pouco menos de 13.000 requisies de leitura e escrita com blocos de 512 B. O ioDrive conseguiu 25.964, aproximadamente o dobro de desempenho.

    Outro resultado que merece destaque foi a vazo de dados oferecidas com blocos de informaes maiores, chegando a uma taxa de 286 MB/s.

    J a tabela 2 apresenta os resultados obtidos com acessos sequenciais ao ioDrive.

    natural, neste tipo de acesso, obtermos um resultado melhor do que no acesso randmico de informaes. A tabela foi resumida aos principais resultados obtidos. Novamente a placa apresenta um excelente desempenho em atender volumes enormes de requisies pequenas de entrada e sada. Foram atendidas 46.732 solicitaes de lei-tura e escrita por segundo com um tempo de acesso mdio de 40 s.

    Um disco rgido SATA de 10.000 rpm no consegue atender nem 10% deste vo-lume de operaes, e mesmo drives SSD de alto desempenho no rivalizam este tipo de soluo.

    Possveis usosEste nvel de desempenho de I/O pode

    dar a um servidor a capacidade de subs-tituir dois ou trs outros servidores que ainda utilizem armazenamento em discos rgidos. Muitas empresas acabam por adquirir mltiplos servidores para imple-mentar estruturas de load balancing a fim de reduzir o gargalo de I/O, mas com um ioDrive este cenrio muda totalmente

    Por exemplo, o maior gargalo de um servidor de mquinas virtuais o subsis-tema de disco, no tanto pelo volume de armazenamento mas sim pela natureza randmica das operaes de disco soli-citadas pelas vrias mquinas virtuais. Chega-se rapidamente ao ponto em que o servidor fica lento no por falta de me-mria ou de capacidade de processamento, mas por um gargalo no sistema de discos. A soluo mais tradicional adicionar mais discos operando em paralelo, mas isto apenas ameniza o problema, no o resolve. A adio de um ioDrive pode, potencialmente, resolver o problema, permitindo que um servidor execute o dobro de mquinas virtuais, ou at mais, sem adquirir novos servidores.

    certo que a capacidade de armaze-namento deste dispositivo no muito alta, especialmente se comparado com HDs modernos, que j atingiram os 2 TB e continuam crescendo. Dificilmente ser possvel armazenar todos os dados da empresa dentro de um destes dispositivos a um custo vivel (existem verses de at 640 GB, mas o preo naturalmente mais alto), entretanto, basta que ele armazene os dados mais acessados, como o banco de dados e as mquinas virtuais, para que o desempenho do servidor d um salto. Dados menos aces-sados podem ficar em discos rgidos.

    Como sempre, o maior benefcio ser obtido pelos administradores que dimen-sionarem corretamente seus sistemas, utilizando um ioDrive para as operaes pesadas, que precisam de acesso rpido, e discos rgidos para os demais dados.

    ConclusoA crescente demanda por informaao

    cria a necessidade de se planejar todo o ambiente de TI para atender este grande volume de requisies. Existem tcnicas que podem ser aplicadas para melhorar o desempenho dos servidores ou dos bancos de dados, mas em muitos casos este tipo de tcnica no pode ser aplicado ou no oferece o ganho de desempenho necessrio.

    Muitas vezes, disperdia-se enormes quantidades de dinheiro adquirindo todo um conjunto de servidores e storages para atender esta demanda, quando a simples adio de um dispositivo de armazenamen-to de estado slido de alto desempenho, como o ioDrive, pode eliminar o gargalo de performance e permitir que um servidor substitua dois ou trs outros que ainda utilizem armazenamento mecnico. A diferena de custo enorme, e o tempo de implementao muito pequeno. Os benefcios so imediatos.

    LINUXAcesso 100% Sequencial 80% Leitura

    Windows Server 2008Acesso 100% Sequencial 80% Leitura

    Tamanho dos Blocos Total I/O Transferncia MB/sLatncia Mdia de Acesso (ms)

    Total I/O Transferncia MB/sLatncia Mdia de Acesso (ms)

    512 B 46731,98 22,82 0,02 38309,19 18,71 0,03

    4 K 21885,82 85,49 0,05 21824,57 85,25 0,05

    128 K 1390,34 173,79 0,72 1518,6 189,83 0,66

    32 K 9,58 306,63 104,35 9,61 307,56 103,92

    128 K 2,63 336,03 380,74 2,74 350,94 364,65

    Resultados obtidos com leituras 100% sequenciais, sendo 80% de leitura e 20% escrita.

    T2.

    PC

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    Testes

    Joo Carlos C BassanesiMdico especializado em Psiquiatria e ps-graduado em Sade Mental e Ateno Psicossocial. Membro do Departamento de Informtica da ABP - Associao Brasileira de

    Psiquiatria. Consultor em TI para mdicos.

    SSD Popular

    Como montar, instalar e configurar um Solid State Disc (SSD) contrudo com adapta-dores e cartes de memria tradicionais.

    SSD PopularNo projeto de construo do SSD

    popular, utilizamos como base um adap-tador que permite conectar um carto de memria flash ao PC via porta SATA (exis-tem adaptadores IDE e PCI tambm).

    A semelhana do SSD popular com os de mercado incrvel. Temos basica-mente o mesmo princpio de construo e aplicao: uma placa controladora, a memria flash e a interface SATA. O di-ferencial est por conta da tecnologia da controladora e da construo direcionada dos SSDs de mercado, o que se reflete em sua melhor performance frente con-troladora adaptada utilizada no SSD montado por ns.

    O grande atrativo do projeto a expe-rimentao da nova tecnologia proporcio-nada pelos SSDs a um custo relativamente baixo e com componentes acessveis ao consumidor brasileiro. Alm disso, uma porta de entrada rpida para a tecnologia que promete destronar os discos rgidos.

    Por muito tempo convivemos com restritas opes de armazena-mento de dados. O HD ainda domina a tecnologia e segue como um dos ltimos dispositivos mec-nicos indispensveis ao PC. Mas, eis que surge no mercado, com crescente fora, o Solid State Disc (SSD) inaugurando um novo patamar de armazenamento para PCs e, para muitos, anunciando breve aposentadoria aos HDs.

    Basicamente, o SSD um tipo de dispositivo sem partes mveis para arma-zenamento no voltil de dados digitais.

    Construdo em torno de um circuito in-tegrado responsvel pelo armazenamento, diferindo, portanto, dos sistemas mag-nticos (HDs) e ticos (CDs). Os SSDs utilizam memria RAM ou memria flash como unidade de armazenamento.

    As taxas de transferncia dos SSDs (na maioria dos modelos) so equivalentes s de um HD modesto. Seu mais importante diferencial, entretanto, o baixo tempo de acesso, que reduz bastante o tempo de boot e de acionamento de aplicativos. Outros mritos so a reduo do consumo de energia e sua resistncia fsica. Porm, para os padres atuais de mercado e apli-cao, os dispositivos SSD ainda so caros se comparados a dispositivos magnticos. Modelos mais modernos, com alguns problemas das geraes inicias corrigidos, acenam com performances bem melhores. Recentes quedas de preo, e a melhora da performance e capacidade, comeam a atrair usurios para essa nova opo de armazenamento.

    F1.Adaptador de baixo custo

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    Testes

    Hardware necessrioAs principais limitaes da construo

    residem no custo da memria utilizada, tanto melhor quanto maior desempenho e armazenamento, o que acaba por elevar o preo final do dispositivo e pelas limitaes do adaptador que no apresenta o desem-penho final de um SSD nativo.

    Como regra para definio da capaci-dade do SSD versus o SO utilizado temos para o Windows XP no mnimo 2 GB de memria, sendo o ideal 4 GB. Se a opo for pelo Windows Vista, o mnimo acei-tvel so 8 GB e o ideal 16 GB elevando o seu custo final.

    O adaptadorO mercado oferece uma vasta gama de

    adaptadores para memrias FLASH com interface SATA, IDE e at PCI. Existem adaptadores para um ou mais cartes de memria como Secure Disc (SD) e Com-pact Flash (CF). Estes produtos so cada vez mais comuns em lojas online.

    O adaptador CF-SATA escolhido (fi-gura 1) permite ligao de um carto CF (memria muito usada em cmeras digitais profissionais pela sua rapidez) que passa a ser reconhecido como um disco SATA comum. O adaptador pequeno e pode

    ser instalado em notebooks e em desktops. O padro SATA usa as mesmas conexes para discos de todos os tamanhos (ao contrrio do padro IDE).

    O cartoA escolha do carto de memria deve

    recair sobre modelos mais rpidos, garan-tindo melhor performance do dispositivo. Cartes CF de 266X e os novos de 300X constituem as melhores escolhas.

    Para este projeto focamos a soluo para Windows XP com um carto CF Transcend 300X de 4 GB (figura 2), tendo como objetivo o baixo custo aliado a um bom desempenho.

    MontagemA montagem dos componentes

    extremamente simples e intuitiva. Basta acoplar o carto CF ao adaptador e este ser ligado ao cabo de energia e de dados SATA j dentro do PC, e pronto! Mais fcil, impossvel.

    Alguns adaptadores so encaixados diretamente nos conectores IDE ou SATA, enquanto outros so ligados atravs de cabos. Existem alguns que acompanham uma placa de fixao para baias de 2,5, ou um espelho para fixao na parte traseira

    do gabinete em um slot PCI. Portanto, a forma de acomodao da pea dentro do computador pode variar. Na pior das hipteses, o adaptador vir sem qualquer forma de fixao e o leitor precisar usar um pouco de criatividade na sua instalao. A sugesto neste caso usar uma caixa pr-pria para circuitos eletrnicos, facilmente encontrada no mercado.

    FuncionamentoO aparelho reconhecido pelo BIOS

    como um dispositivo SATA comum. A instalao do Sistema Operacional (utiliza-mos o Windows XP) feita normalmente, como em qualquer HD tradicional.

    Para melhorar o desempenho do SO, algumas otimizaes devem ser implementadas visando evitar excesso de escritas sobre o CF e reduzir o chamado footprint (as pegadas ou rastros deixados pelo sistema). O objetivo tentar deixar o SSD direcionado somente para leitura, usando outro dispositivo para a escrita e para os programas adicionais.

    A fim de obter isto, o sistema Win-dows XP foi modificado pelo programa nLite, ficando menor e mais enxuto, mas mantendo todas as funcionalidades (mais informaes no Box 1).

    F2. CompactFlash de alta velocidade.

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    Testes

    O objetivo ocupar o menor espao possvel no CF com a menor quantidade de arquivos e programas. A pasta Meus Documentos foi movida para uma par-tio em outro HD (um disco rgido de verdade), onde tambm foram instalados todos os demais programas. O recurso de recuperao do sistema foi desabilitado, a pasta de e-mails foi redirecionada e o arquivo de memria virtual tambm foi re-locado. Essas otimizaes so importantes para o sucesso do projeto.

    Para evitar perder o trabalho todo caso o Windows se corrompa, recomendvel fazer backup com programas especiali-zados, tais como o Norton Ghost ou o Clonezilla. A recuperao muito rpida, uma formatao/reinstalao/reconfigura-o que levaria horas acontece em menos de 10 minutos.

    TestesOs testes comparativos foram feitos em

    um computador baseado no processador Core2Quad Q9450, placa-me Asus P5Q-E com 4 GB GSKILL DDR2 1000 MHz de memria e um HD Samsung HD502IJ SATA II de 500 GB.

    Notamos taxas de transferncia abaixo das de um HD comum. O grande diferen-cial fica no baixo tempo de acesso, critrio muito importante que, alm de reduzir bastante o tempo de boot (tabelas 1 e 2 ), torna o SO extremamente disponvel para as aplicaes.

    Como podemos ver nas figuras 3 e 4, a velocidade de leitura do HD bastante superior do nosso dispositivo de arma-zenamento de estado slido. Mas, por que o tempo de boot melhora tanto com o uso do SSD?

    O programa nLite (http://www.nliteos.com) permite a criao de uma in-stalao personalizada do Windows. Vrios itens podem ser modificados, removidos ou adicionados. Podem ser excludos drivers, programas e outros componentes no usados, ou integra-dos novos drivers, atualizaes ou programas instalao original. Toda a estrutura do XP pode ser tu-nada e sua instalao automatizada. O programa facilmente instalado (requer apenas o .NET Framework 2) e bem intuitivo. As modificaes so divididas em etapas bem explicadas. Existem opes de salvamento e recu-perao das alteraes feitas.Para inciar o uso tenha em mos o CD original do XP e a chave serial usada. Vrios tutorias na internet do mais detalhes sobre o uso do nLite, uma ferramenta muito interessante para enxugar o XP.

    Box 1: nLite

    A resposta pode estar no tempo de aces-so muito baixo e na velocidade linear do SSD, que formam o diferencial necessrio para a melhora de desempenho obtida.

    Outro fato que ponderamos o isola-mento do SO em uma unidade dedicada (no caso o SSD) que corre em paralelo com os aplicativos acionados em outro HD, o que tambm pode influenciar na melhora de performance do sistema.

    ConclusoToda a expectativa criada com a cons-

    truo do SSD popular foi recompensada pela melhora obtida e mais, pelo prazer de estudar e experimentar uma nova tendncia a um preo bem conveniente ao bolso.

    Na prtica, obtivemos um SO que carrega muito mais rpido e uma resposta mais imediata dos aplicativos utilizados (mesmo aqueles instalados em outros HDs). O sistema todo ficou mais esperto. O dispositivo est funcionando no referido computador desde outubro de 2008 e j conta com muitas horas de uso sem apre-sentar defeito algum.

    Assim, mos obra e rumo tecnologia que promete virar padro de armazena-mento muito em breve.

    Tempo de carregamento do Windows

    CF Transcend 300X 15,4 s

    Samsung HD502IJ 22,3 s

    Tempo total de boot

    CF Transcend 300X 26,5 s

    Samsung HD502IJ 36,1 s

    T1.

    T2.

    Tempo de inicializao do Windows XP

    Tempo total de inicializao da mquina, contando o tempo do POST

    F3. F4.Performance aferida com o HDTach Resultado do teste com HDTune

    PC

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    Hardware

    Marcus Brando de MouraBacharelando em Sistemas de Informao.

    Certificado Nexans em cabeamento e D-Link DBCex e DBC, atualmente compe a equipe

    de redatores da revista.

    Finalmente meu HD novo chegou...

    Invariavelmente, vai chegar um mo-mento em que precisaremos de um novo disco rgido. Certamente este novo componente ter capacidade de armazena-mento superior ao seu antecessor, caso ele v substituir o disco atualmente em uso, ou ento, um disco adicional est sendo adquirido. Neste caso, a capacidade de armazenamento j no o ponto principal a ser analisado.

    Independentemente de qual for a situa-o, precisamos prestar ateno a algumas coisas no muito boas que esto ocorrendo com muitos discos rgidos SATA vendidos a preos baixos pelo chamado grey market.

    comum encontrarmos no Brasil muitos discos rgidos sendo vendidos no mercado cinza. Em segundo lugar vem o mercado legal, original do fabricante, e por ltimo o mercado negro. Pelo menos esta uma boa notcia.

    Como vimos o grey market no necessariamente ilegal ou imoral, ele s no mantm as caractersticas originais de garantia e suporte tcnico do fabricante. Nesse sentido, esse tipo de produto acaba saindo mais barato, principalmente se con-siderarmos um preo de compra inicial mais baixo e a ausncia da embalagem original do mercado varejista.

    Alguns cuidados com discos rgidos comprados pelo grey market

    Comprou um disco novo? De reven-

    dedor autorizado? No?! Ento, preste

    ateno aos casos relatados aqui para

    poder evit-los.

    Por falar em embalagem, esta muito importante em um disco rgido. Os discos rgidos atuais so bem resistentes podendo atingir at 350 g de choque mecnico, mas eles foram projetados para serem trans-portados em uma embalagem que oferece um excelente acondicionamento, propor-cionando reduo e controle de umidade, temperatura e choques mecnicos.

    O chamado white market (mercado branco) formado pelas vendas de produtos a partir da rede de distri-buidores autorizados pelos fabricantes e/ou seu varejistas credenciados. Nesse tipo de mercado, a garantia original do fabricante repassada integralmente.J o grey market (mercado cinza) formado pela venda de produtos originais obtidos a partir de grandes compradores OEM que no conseguiram dar sada em todo o quantitativo dos produtos e resolveram vender o excedente no mercado. Esses produtos no costumam ter a garantia original do fabricante e s vezes nem mesmo o suporte tcnico o contempla.O segmento que sobrou o black market (mercado negro). Esse sim, desleal e perigoso. Trata-se da comercializao de produtos falsificados, muitas vezes contrabandeados. Garantia?! Suporte tcnico?! melhor no esperar por isso.

    Box 1: Cores do mercado

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    Hardware

    Uma caracterstica intrnseca do grey market que o disco rgido far mais via-gens para chegar at o cliente final do que os produtos do mercado branco, com isso, esse produto sofrer uma maior quantidade de choques mecnicos, ser exposto a uma variao de temperatura sem controle e poder ser estocado ou transportado em ambientes midos.

    Qual a consequncia disso?

    Meu HD est meio esquisitoO que pode ocorrer com um disco do

    mercado cinza pode ser representado por problemas relacionados a um manuseio excessivo e descuidado. S isso? No. Isso faz toda a diferena.

    Outro detalhe desse tipo de manuseio recai sobre aquela conhecida prtica dos

    revendedores e lojistas aplicarem etique-tas adesivas como forma de controle de garantia. Com isso, faz-se necessrio violar a embalagem plstica antiesttica, a ltima proteo do disco rgido.

    As boas empresas fazem seus controles de garantia pelos nmeros de srie e cdi-gos dos modelos dos discos rgidos, mtodo muito eficaz, uma vez que no existem dois nmeros de srie iguais de um mesmo modelo de disco rgido.

    Essas informaes vm impressas na etiqueta do disco e tambm na etiqueta do saco anti-esttico, tornando desnecessria a violao da embalagem. Entretanto, h quem abra a embalagem e curiosamente conecte o disco rgido a um computador sob o pretexto de ver se est funcionando bem. Muito zelo, no mesmo? E que mal h nisso?

    Este, ilustrado na figura 1.Observe atentamente a figura. Note

    dois detalhes: o primeiro que o dente, trilho ou projeo plstica, como queira, do conector de alimentao SATA (o mais largo) est quebrado. Compare-o com o conector de dados. Pois bem, justamente essa projeo que impede que o conector de alimentao saia de sua posio correta ou ainda que no encaixe corretamente.

    E se acontecer dessa projeo que-brar e o conector deslocar-se de posio e for energizado posteriormente? Agora vamos notar o segundo detalhe. Houve um curto-circuito entre os pinos 3 e 4. A contagem dos pinos feita a partir da projeo plstica, esquerda, de acordo com a figura 1. Os trs primeiros contatos so +3,3 VCC (laranja), os trs seguintes so terra da fonte (preto), aps isso vem mais trs com +5,0 VCC (vermelho), mais uma camada com trs contatos de terra da fonte e finalmente os trs contatos de +12,0 VCC (amarelo).

    No precisamos dizer que esse curto-circuito s foi possvel graas quebra da projeo plstica que impediria o desloca-mento do conector de alimentao. E ago-ra, o que aconteceu com o disco rgido?

    Qualquer um pode dizer que trata-se de perda total e que quaisquer R$ 10,00 obtidos na venda de um disco desses pode ser lucro. Isso est errado, esse disco pode estar em perfeito estado de funcio-namento.

    Bem, mas e o curto-circuito? No houve avaria? Em muitos casos no, porque os discos rgidos destinados a ambientes domsticos e de micro e pequenas empresas no so utilizados em perfis que exijam hot swap ou hot plug, com isso, a linha de +3,3 VCC acaba ficando sem sua principal funo. Experimente utilizar um daqueles conhecidssimos adaptadores de conectores da fonte de alimentao para alimentao SATA, sem o fio laranja (figura 2). V em frente, provavelmente vai funcionar.

    Excelente! Salvamos o disco rgido comprado pelo grey market! No mes-mo?

    Bom... No necessariamente. Ainda existem os perigos invisveis, como as exposies descontroladas a umidade, temperatura e choques mecnicos.

    Ento, o disco ainda pode estar avaria-do? Infelizmente sim.

    F1. Conector macho de alimentao de um disco SATA avariado.

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    Hardware

    Mas veja bem, se desta vez talvez no possamos curar o seu disco, pelo menos podemos verificar se realmente ele est com problemas. Isso s pode ser feito com ele em funcionamento.

    Inicialmente ligue o seu disco rgido na posio horizontal, com a face do circuito virada para baixo. Faa isso do lado de fora do gabinete. Concentre-se em ouvir curtos rudos secos (se os rudos forem longos e agudos, o disco j foi...). Voc poder tornar essa tarefa muito mais fcil se puder utilizar um estetoscpio neonatal. No caro e ajuda muito a ouvir todos os rudos do disco rgido.

    O disco parece bem? Ento pros-sigamos com um teste de desempenho bem revelador, usando o HDTach 3.0 que pode ser baixado em (http://www.simplisoftware.com/Public /index.php?request=HdTach). Instale e execute o software de forma que ele faa um teste no disco em questo.

    Observe a figura 3. Note que a curva do grfico a decrescendo de forma suave at que de repente mergulha vertiginosa-mente e volta a patamares mais normais. Isso preocupante. Capture, salve esta tela

    verdade, alguns discos Seagate da linha Barracuda 7200.11 apresentaram problemas de desempenho e compatibi-lidade com algumas controladoras. Meio chato, mas de fcil soluo.Os discos afetados so de 160, 320, 640, 1000 e 1500 GB e podem ser mel-hor identificados mediante a utilizao do software Drive Detect (http://sup-port.seagate.com/kbimg/utils/dri-vedetect.exe).Se o seu disco Seagate precisar de atualizao de firmware, que corrigir o problema, visite a pgina (http://seagate.custkb.com/seagate/crm/selfservice/search.jsp?DocId=207957&Hilite=) para maiores detalhes de como fazer. Boa sorte, mas no se preocupe, bem simples.

    Box 2: Problema com discos Seagate?

    e desligue o computador. Espere uns 20 minutos e ligue seu sistema novamente de forma a repetir o teste.

    Caso essa queda abrupta no grfico se mantenha presente, mesmo que em diferentes pontos da curva, conveniente executar o software de diagnstico do fabricante. Conseguimos um candida-to ideal para isso, nosso disco de teste, um Seagate Barracuda 7200.11 modelo ST31000333AS foi comprado no grey market e j chegou com problemas. S que piorou bastante em menos de duas semanas, veja s a figura 4.

    De fato, o disco parecia morto mesmo, como gostaramos para este artigo.

    Baixamos ento o software Seagate Sea-tools (http://www.seagate.com/ww/v/in-dex.jsp?locale=en-US&name=seatools-win-eula&vgnextoid=d0d51d4dad651110VgnVCM100000f5ee0a0aRCRD) para fazer um diagnstico completo no disco. Quando o amigo leitor precisar fazer esse teste, prepare-se com muita pacincia porque leva mais de quatro horas em um disco de 1 TB.

    A figura 5 mostra o disco em questo sendo testado pela opo teste automtico

    completo. Aps esse teste, o disco pareceu se comportar melhor. Como no tnhamos nada importante gravado nele, realizamos o teste avanado, que no oferece garan-tia da continuidade dos dados gravados no disco aps o teste. Ao final desse teste avanado, aps compras no supermercado,

    F2. Adaptador de alimentao SATA sem os 3,3 VCC.

    PC

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    Hardware

    banho no cachorro, janta preparada e uma sesso de cinema, o disco ficou limpo e nenhum erro foi reportado. O teste com o HDTach foi muito bom.

    Ento o disco est curado? Calma, no bem assim. Internamente ele pode estar com avarias que se refletiro em desgaste acentuado de forma prematura, normal-mente sobre o atuador.

    Use o disco, mas mantenha o anterior como backup.

    Se for acionar a garantia, espere ele apresentar um pouco mais de defeito, mas cuidado para no perder o prazo da garantia. Os seis primeiros meses de um disco rgido so suficientes para que se diga se o disco vai ou no apresentar defeito.

    ConclusoProcure testar o seu disco periodica-

    mente e compare os resultados obtidos, como nas figuras 3 e 4.

    Discos rgidos no se curam. O nosso, utilizado nos testes, nunca ser confivel, mesmo parecendo estar tudo bem, por isso estaremos sempre monitorando sua atividade. At a prxima.

    F4.

    F3.

    F5.

    Queda abrupta no desem-penho. Preocupante.

    L se vai o disco...

    Disco em teste.PC

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    Hardware

    Os novos chips da Intel

    No painel do seu carro voc nota que o combustvel est no re-serva, voc para no posto mais prximo e estaciona sobre um macaco hidrulico, onde o frentista levanta o seu carro. Com diversas ferramentas ele comea a remover o seu tanque de gasolina, juntamente com a bomba de combustvel e bicos injetores, coloca bicos novos, uma bomba nova e um tanque novo porm cheio de combustvel. Pode parecer absurdo mas assim que funciona a maioria das impres-soras a laser, onde a cada recarga de toner que o usurio tem que fazer, troca-se todo um conjunto de cilindros, engrenagens e repositrio de toner s para ter as mesmas peas porm com o repositrio cheio.

    Mesmo que exista no mercado uma certa quantidade de empresas que remanufaturam estes toners, ou a prpria empresa recicle este

    material, nem todos so reaproveitados e acabam indo para o lixo municipal. Outro fator o econmico, pois no pagamos pelo refil do toner e acabamos pagando pelo conjunto inteiro (cilindro e engrenagens) que estavam novos no refil anterior.

    Aproveitando para atender a necessidade dos usurios que estavam procura de um meio mais barato de adquirir uma impressora a laser, a Samsung lanou a ML-2010, que tem o toner recarregvel.

    No site do fabricante no existe a in-formao de que o cartucho que compe a impressora recarregvel. O procedimento de troca indica que o usurio deve abrir a impressora, remover o cartucho vazio, colocar um novo e fech-la, no mencionando nada sobre a recarga. Porm, possvel adicionar somente o toner, sem a necessidade da troca do refil.

    Em tempos em que a economia

    e o respeito ao meio ambiente so

    fatores importantes na aquisio de

    produtos, uma impressora com toner

    recarregvel se encaixa bem nos atuais

    clculos de custo-benefcio.

    Samsung ML-2010

    Renato Paiotti

    Impressora Lasereconmica e recarregvel

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    Quarenta e sete milhes de transistores empilhados em uma rea de 22 mm: este Atom, o menor processador da Intel.

    Caractersticas da impressoraA ML-2010 tem uma velocidade de 22

    ppm (pginas por minuto), sendo que a primeira pgina comea a ser impressa em menos de 10 segundos. Outra caracterstica importante desta impressora que o acesso ao cartucho do toner pela parte frontal do equipamento, facilitando a vida do usurio na hora da troca , ou quando for necessrio remover algum papel atolado. Caso o papel fique preso depois de ter passado pelo cilin-dro, existe uma tampa na parte superior que pode ser aberta para remov-lo.

    Esta impressora tem sido muito bem aceita pelo mercado por apresentar suporte a todos os principais sistemas operacionais. Alm do Windows XP e Vista, h drivers para o Windows 98/ME e ainda suporte oficial ao Mac OS e ao GNU/Linux, oferecendo os drivers no prprio CD que acompanha a impressora, e tambm no site. O driver para Linux o mesmo da Samsung ML-4500, que j acompanha a base de drivers Foomatic usada no CUPS, portanto sequer precisamos do CD para configurar a impressora em nosso laboratrio. O funcionamento da impressora, tanto no Windows XP quanto no Linux, foi exemplar.

    Outro item importante o prtico boto Toner Save (figura 1), que aciona o modo de impresso econmica, reduzindo

    a quantidade de toner aplicada no papel e aumentando a autonomia da impressora em at 40%. Este recurso remete ao boto Draft presente em impressoras jato de tinta mais antigas, a impresso fica um pouco mais fraca mas gasta-se menos tinta, ou toner, neste caso.

    Com seu formato compacto ela se encaixa bem nos padres home/office, com baixo rudo e duas bandejas de suporte de papel.

    O RefilO refil pode ser encontrado em gar-

    rafinhas contendo 80 gramas para uma simples recarga, que custam em mdia de R$ 10,00, ou em garrafinhas com 1 kg que recarrega o cartucho por at 12 vezes - por R$ 70,00.

    O refil que utilizamos neste artigo foi o de 80 gramas (figura 2), adquirido na eLaser (www.elaser.com.br).

    Recarregando o tonerPara a recarga do toner importante

    ter em mente a sujeira que pode ocorrer caso algum movimento em falso acontea, pois o p do toner muito fino. Por este motivo, separe uma mesa para esta tarefa. Feita com todo o cuidado, a sujeira ser mnima, o mximo que pode acontecer sujar as pontas dos dedos.

    Remova o cartucho da impressora, sempre com cuidado, pois o cilindro sensvel. H uma ala especfica para remoo e instalao do cartucho.

    Depois, com uma chave philips solte os dois parafusos da tampa lateral direita que protege as engrenagens (figura 3).

    A tampa que protege o reservatrio lembra uma tampa de garrafa de produto de limpeza, ou seja, ela no rosquevel, e sim por presso. Remova-a com cuidado, lembrando de deixar o cartucho na posio vertical para no deixar escapar o pouco de toner que resta no reservatrio, a fim de evitar sujeira. Veja a figura 4.

    Agora que voc j conhece o segredo para abrir o cartucho, basta realizar a recarga. Antes de colocar o toner novo, elimine o restante do antigo dando leves batidas no cartucho para que ele se solte mais facilmente. Para colocar o toner novo, utilize um pequeno funil, que pode ser feito com uma folha de papel, e acrescente o contedo inteiro da garrafa no reservatrio. Para encher o reservatrio da ML-2010, 80 gramas so suficientes.

    Feche a tampa do reservatrio e, com um pincel, limpe eventuais vestgios de toner na parte externa do cartucho antes de recolocar a tampa lateral com os dois parafusos.

    Boto Toner Save aciona o modo de impresso econmica.

    F1. Refil de 80 gramas, junto do cartucho original da impressora.

    F2.

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    Samsung Q1U-XP, um produto que ir se beneficiar de um Atom Z500.

    Insira o cartucho na impressora e feche a tampa dianteira. Imprima uma pgina de teste e pronto.

    importante, durante a recarga, evitar tocar no cilindro verde para no manch-lo com a gordura ou sujeira que temos nas mos, pois isto pode danific-lo ou diminuir a qualidade da impresso. Eventualmente o cilindro precisar ser trocado, como em qualquer outra impressora, mas ele tambm est disponvel separadamente nas lojas especializadas. O preo bem em conta.

    ConclusoPara uso pessoal ou profissional, a Sam-

    sung ML-2010 se mostra uma das opes mais atraentes do mercado. A qualidade de impresso est no mesmo nvel das concorrentes, a velocidade boa e ela no especialmente barulhenta.

    No todo dia que temos a oportunida-de de testar uma impressora que funcione nativamente em sistemas GNU/Linux e, ainda por cima, oferea a possibilidade de recarregar o toner facilmente. Micro e pequenas empresas certamente encontraro na ML-2010 tudo o que procuram em uma impressora de qualidade.

    Apesar de custar em mdia R$ 450 (as concorrentes custam R$ 300), a capacidade de recarga do toner faz toda a diferena. Aps a segunda recarga j recuperamos a diferena de valor, e da em diante s teremos economia.

    Removendo a lateral do cartucho.

    F3.

    Removendo a tampa do

    reservatrio.

    F4.

    PC

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    Est estreando no mercado brasi-leiro uma nova marca, a Mega Ultimate Technology, com pla-cas de baixo custo, oferecendo uma opo de placas para os integradores de computadores com garantia e suporte nacional. Por trs, na fabricao desta nova marca, se encontra a Digitron.

    Para os leitores que ainda no co-nhecem o nome Digitron, este um dos maiores fabricantes nacionais de placas. Hoje emprega mais de 1200 funcionrios e o seu centro fabril se encontra na Zona Franca de Manaus. Se voc j comprou ou compra placas-mes das marcas Gigabyte, SuperMicro ou Intel fabricadas nacional-mente, provavelmente est levando para casa um produto da linha de produo da Digitron.

    No ano 2007 a Digitron decidiu inves-tir na fabricao de produtos com marca prpria, desta iniciativa nasceram as mar-cas PCWARE e MEGA. A distribuio

    Alfredo HeissFormado em Eletrnica e Tcnico em TI, com mais de 10 anos de experincia nas reas de hardware, sistemas operacionais para servidores e redes. Atualmente membro da

    equipe de redatores da revista.

    Mega IPM31Avaliamos a placa-me Mega IPM31, um novo produto

    da Mega Ultimate Technology, voltado para os integradores

    que desejem um produto com um bom desempenho e

    baixo custo.

    destes produtos no mercado nacional feita atravs de uma rede de revendas que j atendem todo o Brasil.

    Em breve o leitor ter em mos algu-mas placas destas marcas, como a IPM31, que foi cedida para testes no nosso labo-ratrio.

    DetalhesEsta placa destinada ao mercado de

    baixo custo, onde integradores buscam um produto acessvel e que proporcione um bom desempenho. Como a produo nacional, o integrador tambm ganha uma garantia maior e facilidades para reposio em caso de defeito.

    Sua caixa para transporte e venda simples, apresentando na parte frontal algumas especif icaes do modelo de processador, FSB e memrias que so suportados. No raro em lojas de in-formtica, os vendedores confundirem as especificaes de algumas placas, por causa

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    de caixas e nomes de placas parecidos. Com estas informaes disponveis de forma bem clara na frente do produto, evitamos alguns problemas. Tambm encontramos na caixa alguns selos da Intel e outro da RoHS, mostrando que a marca tem uma preocupao com o meio ambiente. Todas as informaes na embalagem e o manual esto em portugus.

    A placa vem embrulhada com material antiesttico. O kit da placa bem reduzido, encontramos apenas um cabo Sata com um adaptador de fora, um cabo IDE 80 vias e um cabo para disquete 3 , um espelho traseiro para o gabinete e um CD com drivers para Windows XP e Windows Vista 32 bits.

    O layout da placa bem distribudo. Os bancos de memria DDR2 se encontram livres, no h dificuldade para se instalar memrias, mesmo com a adio de uma placa de vdeo de grandes propores na conexo PCI-E 16x. As portas SATA no esto na direo desta ltima conexo, no havendo dificuldades para instalao de HDs ou drives de DVD. O nico com-ponente que no est com uma posio favorvel o southbridge, que se encontra muito prximo ao conector PCI-E 16x.

    Existem dois conectores de alimentao para ventoinhas, um para a CPU e outro para uma ventoinha de gabinete. O que nos chamou a ateno que ambos usam um conector de quatro pinos, comumente usa-do em ventoinhas com controle de rotao PWM. Na maioria das placas-me, mesmo as de alto custo, so oferecidos vrios co-nectores, mas apenas a ventoinha da CPU controlada por PWM. Infelizmente esta placa no fugiu regra e apenas a ventoinha da CPU controlada por PWM, o segundo conector fornecido no tem esta funo implementada.

    A figura 1 nos d uma viso geral da placa. No corao da placa-me existe o chipset G31 da Intel, com suporte a pro-cessadores Celeron, Pentium Dual Core, Core2Duo e Core2Quad. A placa-me suporta FSBs de 800, 1066 e 1333 MHz.

    A placa oferece dois conectores para memrias DDR2, onde podemos instalar at o mximo de 4 GB. So suportadas as frequncias de 533, 667 e 800 MHz.

    Na refrigerao do chipset foi usado um dissipador de alumnio com aletas finas, o que ajuda na troca de calor apro-

    veitando a ventilao gerada pelo cooler do processador, mantendo a temperatura do chipset baixa.

    O responsvel pela ponte sul o antigo ICH7, que se encaixa perfeitamente com o objetivo de oferecer um produto com um bom desempenho a um custo baixo. Este chip possui quatro portas SATA 2.0, uma conexo IDE, uma conexo para disquetes e algumas portas USB.

    O som com 6 canais fornecido por um chip Realtek ALC662, que compatvel com o padro High Definition. A sada de rede Gigabit tambm fornecida por um outro chip da Realtek, modelo RTL8111B. Estes dois dispositivos tm suporte nativo no Windows Vista e na maioria das dis-tribuies GNU/Linux recentes, mas no CD que acompanha a placa apenas so fornecidos drivers para Windows XP e Vista 32 bits.

    A placa oferece as expanses comuns para placas de baixo custo padro micro-ATX. Internamente encontramos um cone-xo PCI-E 1x, uma PCI-E 16x normalmente usada para a placa de vdeo, duas PCI 32 bits. O painel traseiro apresenta duas portas PS-2, uma sada VGA DB-15, uma porta serial e uma porta paralela, trs conectores para o som e uma sada RJ45 para a rede Gigabit. Internamente so oferecidas mais quatro portas USB e uma porta adicional serial. Portas seriais no so comuns hoje em dia, mas so teis para comunicao com equipamentos legados.

    Um grave defeito desta placa a falta de um dissipador para a ponte sul. A tempera-tura deste chip era de 76C com o sistema em repouso, aberto em cima de uma ban-cada dissipativa. Se estivesse dentro de um gabinete com pouca refrigerao, fechado em baixo de uma mesa por exemplo, com

    Viso geral da placa IPM31.F1.

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    certeza teramos temperaturas maiores que 90C neste componente, correndo o risco de danific-lo. Notem na figura 2 um outro problema que temos na regio da ponte sul. O layout deste componente na placa se encontra muito prximo da trava de segurana do conector PCI-E 16x. Isto nos obriga a instalar um dissipador de per-fil baixo. A boa notcia que existe furao na placa-me para facilitar a instalao de um dissipador neste componente.

    InstalaoO manual que acompanha o produto

    muito simples, e est em Portugus. O manual aborda temas como o layout da placa, especificaes, instalao do proces-sador e perifricos, conectores externos do painel traseiro e internos, mas esquece de comentar temas importantes como limpar as configuraes salvas na BIOS em caso de erro com um clear CMOS, ou detalhes das configuraes existentes na BIOS.

    A BIOS fornecida com a placa da AMI, mas infelizmente no oferece mui-tas opes de configurao. Esta placa realmente voltada para o mercado de integradores que no podem perder tempo configurando componentes. No existem opes para configurar a velocidade de trabalho das memrias, caso tenham sido detectados incorretamente parmetros como latncias ou o barramento central do processador. Apenas configuraes e opes para habilitarmos os dispositivos onboard so encontradas no BIOS.

    No primeiro boot da placa, as opes carregadas de fbrica so as Fail-safe De-faults. Esse modo seguro de iniciar garante uma maior compatibilidade com os com-ponentes instalados, evitando algumas dores de cabea de princpio. Mas como as opes deste modo so muito conser-vadoras, recomenda-se que a placa tenha seu BIOS configurado para o modo de operao mais eficiente. Como as opes so poucas, no existe nenhum segredo, apenas prestar ateno em alguns detalhes como habilitar as portas USB para o modo de operao 2.0.

    Para a instalao do sistema opera-cional, fornecido suporte apenas para sistemas Windows de 32 bits. Caso se deseje utilizar um sistema operacional de 64 bits da Microsoft, os drivers devero ser baixados no site dos fabricantes dos

    componentes. No site da Mega no en-contramos suporte a sistemas operacionais de 64 bits.

    No existem softwares para manuteno ou monitorao do sistema, como os forne-cidos por outras marcas, nem mesmo para leitura da temperatura ou linhas de tenso na placa-me. Caso seja necessrio algumas destas ferramentas, seremos obrigados a recorrer a algum programa de terceiros (existem muitos gratuitos).

    Os integradores que trabalham com dis-tribuies Linux podem utilizar esta placa, uma vez que os componentes utilizados so suportados por boa parte das distribuies existentes no mercado, entre eles citamos o Ubuntu 9.04 e o Mandriva 2009.1. Mas infelizmente o suporte dever ser dado pelo prprio integrador, a Mega parece desco-nhecer o incentivo que est sendo dado ao software livre para computadores de baixo custo e nem sequer cita suporte ao Linux nos seus produtos.

    TestesImaginamos as seguintes situaes para

    realizar os testes. Primeira, o micro tpico de escritrio:

    um processador com fraco desempenho, barato e com o vdeo integrado. Uma configurao tpica para escritrios que trabalham com editores de texto e planilhas, vendidos em grande volume por micro e pequenos integradores.

    A segunda situao seria um computa-dor voltado para um escritrio que necessite de um poder de processamento maior, seja por causa do sistema de ERP ou outro aplicativo mais exigente.

    Por fim, a terceira situao proposta a de um PC domstico, que hoje precisa de um custo baixo mas com possibilidades de upgrade no futuro. O vdeo onboard desta placa jamais ser usado para jogos pesados que demandem alto desempenho, entretanto mostraremos como a adio de uma placa de vdeo de alta performan-ce pode resolver este problema facilmente.

    Processadores Intel Pentium Dual Core 2140 1,6 GHz / Intel Core 2 Quad Q6600 2,4 GHz

    Placa-Me Mega IPM31

    Memria 2x 1 GB DDR2 800 Patriot

    Vdeo Onboard - Nvidia 8800 GTS 768 MB

    HD Seagate SATA 400 GB 7200 RPM

    Fonte PC Power & Cooling 610 W Silencer

    Sistema Operacional Windows Vista Ultimate 64 bits SP1 / Windows XP Professional SP3

    Configurao usada no TesteT1.

    Southbridge da placa muito prx-imo ao PCI-E 16x, dificultando a

    instalao de um dissipador.

    F2.

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    Hardware

    Para os testes, usamos a configurao descrita na tabela 1.

    O primeiro passo foi verificar o desem-penho da placa dentro do sistema Windows Vista. Com os drivers devidamente insta-lados, a nota do sistema foi de 3,4 pontos. Como o sistema de pontuao do Windows Vista sempre considera a nota do subsistema mais lento como a nota final, e esta foi a do vdeo integrado, no h mudanas nessa nota independentemente do processador utilizado. O vdeo integrado no chipset G31 da Intel oferece suporte ao Aero do Vista, mas infelizmente no existe um bom supor-te a instrues 3D, nem suporte a shaders grficos ou ainda acelerao de vdeos de alta definio para serem usados com um bom computador residencial.

    J que comum micros de baixo custo virem com o sistema operacional Windows XP, aps um teste de compatibilidade com o Vista, instalamos este com o Service Pack 3 para darmos continuao aos testes de desempenho. Usamos trs softwares de benchmarking, cada um com propsito distinto. O primeiro foi o PCMark 2005, usado para avaliar o conjunto montado. O segundo teste foi testar a desempenho 3D da placa-me, e mostrar a vantagem de se utilizar um placa de vdeo para algumas funes. E um ltimo teste, uma avaliao da controladora de memria integrada no chipset G31 da Intel e as diferenas de desempenho com o vdeo integrado e uma placa de vdeo discreta.

    Os resultados do PCMark podem ser conferidos na figura 3. A configurao mais simples, com o processador Pentium Dual-Core teve um resultado de 3438 pontos, o que muito bom para um computador de baixo custo como o sugerido nessa confi-gurao. J com adio de um processador QuadCore, o Q6600, tivemos um resultado de 5198 pontos.

    J a variao do resultado no benchmark 3DMark 2006 est diretamente ligada ao uso de uma placa de vdeo. Como vemos na figura 4, o processador Quadcore no teve potncia suficiente para alterar o resultado neste teste, mas com a adio de uma placa de vdeo GeForce 8800GTS ambos os processadores tiveram timos resultados. A adio de uma placa de vdeo simples, como uma Nvidia GeForce 8400GS ou uma ATI Radeon HD3450 j seria suficiente para melhorar muito o desempenho 3D do vdeo

    onboard, fora a adio de recursos como acelerao para mdias digitais em formato de alta definio.

    No teste da banda disponvel no barra-mento da memria notamos uma pequena diferena devido influncia da placa de vdeo, porque o vdeo onboard consome um pouco de banda j que compartilha da memria principal. Os resultados de largura de banda podem ser vistos na figura 5.

    ConclusoA placa tem vrias qualidades interes-

    santes para o pblico ao qual ela direcio-nada, tem boa capacidade de expanso e um bom desempenho. S no daremos maiores recomendaes para esta placa devido ao fato de no existir um dissipador de calor no southbridge, obrigando este componente

    a trabalhar com uma temperatura muito alta, correndo o risco de sofrer algum dano irreversvel.

    A Mega fornece outros modelos de placas com o chipset Intel G31, como os modelos WG31M e WG31M-L, que no tm este problema de aquecimento, e con-sequentemente, tero um vida til maior sem trazer dores de cabea ao integrador que us-los.

    As marcas Mega e PCWARE, ambas da Digitron, oferecem os mesmos modelos de placa, provavelmente por terem a mesma linha de montagem, apenas mudando as embalagens dos produtos. Ento a reco-mendao desta placa tambm se aplica ao modelo IPM31 da PCWARE, que possui as mesmas qualidades, mas infelizmente o mesmo defeito. PC

    Resultado PCMark 2005F3.

    Pontuao do 3DMark. A grande diferena se deve placa de vdeo utilizada.

    F4.

    Resultado do Sandra. Resultado em GB/s.F5.

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    Os novos chips da Intel

    Pode-se dizer que a plataforma AMD AM2 obteve sucesso no mercado. encontrada em todo o tipo de computador, desde simples com-putadores de escritrio com processadores Sempron, at os mais caros e poderosos com processadores Athlon X2.

    Com o lanamento do Phenom X4, surgiu a plataforma AM2+, uma reviso da AM2 com barramento Hyper Transport mais veloz e com gerenciamento de energia mais avanado, capaz de controlar separadamente os ncleos do processador e a controladora de memria interna.

    Apesar da reviso, o AM2+ manteve a compatibilidade com a verso anterior. Tornou-se possvel aproveitar qualquer processador AM2 em uma placa AM2+, bem como instalar processadores AM2+ em boa parte das placas-me mais antigas, bastando, para isso, que o fabricante dispo-nibilizasse uma atualizao de BIOS com o suporte aos novos processadores.

    Mas, como bem sabemos, o mundo da informtica no para e as evolues so constantes. O Phenom j no mais o processador topo de linha da AMD, cedendo lugar para seu irmo mais novo,

    Upgradepara Athlon

    AM2o Phenom II. Junto com o novo processa-dor chega uma novo padro: o AM3, que vem atualizar a plataforma da AMD para utilizar as memrias DDR3, que esto ga-nhando mercado rapidamente. Entretanto, foi tomada a deciso de manter o mesmo socket das geraes passadas e esta deciso no foi aleatria.

    Para usufruir de todo o potencial dos novos processadores Phenom II, necessrio ter uma placa-me AM3, com suas mem-rias DDR3. Mas a estratgia de manter o mesmo socket da plataforma antiga cria a possibilidade de upgrades para os usurios j de placas AM2 e AM2+, que podem migrar para este novo processador sem a necessidade de trocar todo o sistema.

    Isto possvel porque os processadores AM3 trazem duas controladoras de me-mria integradas, uma DDR3, para a nova plataforma, e uma DDR2, revisada, para manter compatibilidade com as plataformas antigas. A seguir demonstraremos o quo vlido um upgrade para um processador AM3 e detalharemos o procedimento. Para tal, usaremos dois processadores de geraes diferentes mas com frequncias de trabalho iguais.

    Alfredo Heiss

    Placas-me no padro AM2 ganham

    um novo flego com a possibilidade de

    um upgrade para os novos processadores

    Phenom II.

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    Quarenta e sete milhes de transistores empilhados em uma rea de 22 mm: este Atom, o menor processador da Intel.

    Athlon 64 AM2No ano de 2003, a AMD inovou com o

    lanamento dos Athlons 64. Os processadores Hammer ou K8, at ento como eram conhe-cidos, traziam integrados a controladora de memria, e no usavam mais o FSB (Front Side Bus) para a interligao com o chipset e perifricos a favor do HTT (Hyper Transport Technology), uma interligao ponto a ponto em alta velocidade que facilita a comunicao entre o processador e os demais componentes. (figura 1), e consegue fornecer uma vazo de dados de at 8 GB/s.

    Em 2006 ocorreu um processo de evoluo nestes processadores. Tanto o padro como o socket mudaram para o padro AM2. Destas mudanas, destacamos alguns pontos.

    Controladora de MemriaA controladora de memria integrada

    passou a dar suporte apenas a memrias DDR2. As verses single-core deste proces-sador suportam memrias at a frequncia de 667 MHz, enquanto as verses dual-core aceitam frequncias at DDR2 800 MHz. Uma caracterstica destes processadores, a frequncia de operao das memrias era obtida atravs de uma diviso da frequncia do processador pela metade do seu multipli-cador padro, e no pela frequncia base do HTT. Como o divisor para a memria era calculado somente com nmeros inteiros, infelizmente, os processadores com o mul-tiplicador interno mpar no conseguem aproveitar toda a banda oferecida por uma DDR2 800. Um Athlon 64 X2 6000+ tem um multiplicador interno de 15x, consequen-temente suas memrias trabalham a 375 MHz (3000 / 8) ou DDR2 750 MHz.

    CacheInternamente este processador tem

    dois nveis de cache, ambos exclusivos por ncleo. O nvel um, ou L1, tem 128 KB, 64 KB para instrues e 64 KB para dados. O segundo nvel (L2) tem 512 KB ou 1 MB. Quando uma informao se faz necessria, o processador realiza uma busca de forma ordenada, comeando pelo cache nvel um. Se a informao desejada no estiver l, a busca prossegue ao cache de nvel dois e, por fim, memria principal.

    VirtualizaoTodas as verses do Athlon 64 X2 na

    plataforma AM2 tm instrues para aumen-tar o desempenho de mquinas virtuais. Na poca no parecia fazer muito sentido incluir este recurso em todos os processadores, mas a longo prazo esta se mostrou uma tima escolha da AMD. Todos os processadores AM2 j podero executar o Windows Se-ven, que requer este recurso para oferecer

    compatibilidade com softwares antigos (a compatibilidade com o Windows XP feita atravs de uma mquina virtual).

    Phenom IIAo contrrio do que aconteceu na

    gerao passada, a primeira gerao dos processadores Phenom e sua arquitetura K10 foi criticada pelo pblico e mdia em geral, devido a alguns erros de engenharia (Bug TLB), inadequao do processo de fabricao ao tamanho do chip, e falta de otimizao do software, uma vez que o sistema operacional Windows no tem um agendador de processos capaz de trabalhar de forma eficiente com vrios ncleos em modo power save.

    Com a segunda gerao de processadores Phenom, a AMD espera corrigir os erros e melhorar o desempenho (figura 2).

    Vamos analisar as principais diferenas entre as arquiteturas.

    Controladora de MemriaA controladora de memria da gerao

    K10 passou por uma srie de revises. A primeira mudana foi a adio de um canal, oferecendo dois canais de 64 bits ao invs de apenas um de 128 bits. Como o nmero de ncleos por processador tende a aumentar, a adio de um canal garante um uso melhor da banda de memria total disponvel.

    O suporte a memrias DDR3 foi adi-cionado atravs de uma nova controladora de memria, sem remover a controladora DDR2, o que torna os processadores AM3 compatveis com placas-me antigas.

    Processador Athlon 64 X2 6400+ no padro AM2.

    F1.

    Processador AM3 Phenom II 955 Black Edition com uma frequncia de trabalho de 3,2 GHz e compatibilidade com a plataforma AM2.

    F2.

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    Hardware

    HyperTransport 3.0Mquinas Gamers, s vezes com quatro

    placas de vdeo de alto desempenho, exigem um barramento de alta velocidade para comunicao entre o PCI-E e a CPU. Ser-vidores multiprocessados tambm precisam deste barramento de alta velocidade para comunicao entre os seus ncleos.

    Para satisfazer esta demanda, a AMD passou a utilizar na arquitetura K10 o HyperTransport 3.0 que fornece uma vazo de dados de 16 GB/s.

    CacheNos processadores Phenom II existem

    trs nveis de cache. Os dois primeiros so exclusivos de cada ncleo e o terceiro compartilhado entre todos eles. A principal diferena entre a primeira gerao de pro-cessadores Phenom e esta a quantidade de memria compartilhada entre os ncleos, que passou de 2 MB para 6 MB.

    A diferena desta gerao para os primei-ros Athlons 64 a maneira que os acessos ao cache so feitos. O Phenom sempre busca as informaes no nvel mais prximo ao ncleo, o cache L1 do processador, ao invs de ficar solicitando a informao desejada aos vrios nveis de memria como era feito nos primeiros Athlons.

    Apesar deste cache ser muito rpido e oferecer um vazo de dados grande, o L1 limitado em 64 KB para dados. Por causa disto, o circuito responsvel pelo pre-fetch (busca antecipada) foi totalmente revisado, e agora trabalha com o segundo e terceiro nveis de cache como grandes bancos de dados para o primeiro nvel.

    Como cada ncleo tem seu prprio cache e apenas o L3 de acesso comum, o circuito de pre-fetching mantm nele apenas as informaes que sero teis a mais de um ncleo. Se este no for o caso, melhor descartar do L3 e manter apenas no cache do ncleo que a est utilizando.

    Este tipo de arquitetura tem suas vantagens e desvantagens. Como apenas as informa-es relevantes para mais de um ncleo so mantidas no L3, existe mais espao livre no cache. Mas caso a informao que um ncleo precise esteja de posse de outro ncleo e no no cache L3, ser preciso consultar todos os outros ncleos atrs desta informao, o que chamado de snoop traffic.

    Eficincia EnergticaO recurso CoolnQuiet ganhou novos

    estgios para diminuir ainda mais o clock do processador. Alm disso, quando no h instrues na fila de processamento, existe um modo de economia de energia mais profundo, chamado C1E, que permite que os ncleos dos processadores sejam desligados por alguns ciclos.

    Na primeira gerao de processadores Phenom este controle mais apurado, sen-do possvel controlar a frequncia de cada ncleo isoladamente e at colocar aqueles que no estiverem sendo utilizados em estado de dormncia. Este recurso muito interessante, entretanto, acabou sendo pre-judicial ao Phenom porque no dependia apenas do processador mas tambm do sistema operacional.

    O raciocnio por trs deste recurso diz que se houver, digamos, apenas um processo em execuo, podemos baixar a frequncia, e at desligar trs ncleos, e manter apenas um funcionando em sua frequncia m-xima. O problema reside no fato de que o agendador de processos dos sistemas ope-racionais Windows no consegue entender este conceito de power saving. Ao invs de manter o processo em um ncleo o tempo todo e permitir que os demais descansem, o Windows o mantm 25% do tempo em cada um dos quatro ncleos, dividindo a carga igualmente entre eles - mas infelizmente no permitindo que entrem em estado profundo de dormncia.

    Dessa forma, o processo fica um tempo em um ncleo e em seguida transferido para outro, que provavelmente estar em modo de economia de energia, com a frequncia

    reduzida. Alguns milissegundos vo se pas-sar at que o ncleo volte sua frequncia original, para em seguida o processo ser movido novamente para outro ncleo, que tambm estar em modo de economia de energia. E assim sucessivamente. O resultado final que o processo cai repetidamente em ncleos que esto com a frequncia mais baixa, o que faz com que o processamento no seja to rpido. E isto apareceu nos benchmarks, deixando o processador em desvantagem.

    Sistemas GNU/Linux conseguem aproveitar muito bem este recurso. Mas como o Windows maioria, a AMD optou por retirar esta capacidade do Phenom II, fazendo com que os quatro ncleos alterem suas frequncias simultaneamente.

    Alimentao do ProcessadorAlm do circuito de alimentao dos

    ncleos de processamento, o Phenom II tem um exclusivo para o northbridge interno, onde se encontram a controladora de memria e o barramento HTT. Com isso, mesmo que os ncleos do processador estejam no modo desligado, possvel que a placa de vdeo e outros componentes continuem a trocar informaes com a memria RAM.

    VirtualizaoAs instrues para virtualizao conti-

    nuam presentes, e foram adicionadas algu-mas novas funcionalidades que permitem ao Phenom II aliviar o processamento do hypervisor e melhorar o desempenho das mquinas virtuais.

    Umas das tarefas mais complicadas para o hypervisor a de ficar traduzindo a tabela de memria virtual de cada VM para a me-mria fsica do computador. A gerao K10 de processadores AMD consegue entender as duas tabelas e faz esta traduo de forma automtica para o hypervisor, dispensando-o desta tarefa.

    Verificando a compatibilidadeO Phenom II um processador hbrido

    AM3 e AM2+. Dessa forma, ele foi feito para ser compatvel com a maioria das pla-cas AM2+ que j existem no mercado. Se a placa for recente, as chances so grandes de ela j suport-lo, no entanto, se for um pouco mais antiga, provavelmente ser apenas necessrio atualizar o BIOS para uma verso mais nova.

    Imagem do CPUID com detalhes da placa-me.F3.

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    Mas se este processador foi projetado para ser compatvel com AM2+, que por sua vez foi projetado para ser compatvel com o AM2, como fica o caso do Phenom em uma placa AM2? Ser que ele funciona?

    Infelizmente no so todas as placas AM2 que o suportaro. Existe uma srie de pr-requisitos que devem ser satisfeitos para que o suporte ao processador seja homologado, principalmente no que diz respeito ao circuito de alimentao.

    Alm da placa oferecer recursos de ali-mentao suficientes, tambm necessrio que o fabricante disponibilize um BIOS que reconhea o novo processador. Aqui surge outro problema: muitas vezes no interessante para o fabricante disponibilizar o suporte para uma placa antiga demais. Ele perde a venda de um produto novo, e ainda por cima assume responsabilidade pelo funcionamento de um processador novo em uma placa que at j saiu de linha. Dor de cabea certa, por isso no so todos que topam fazer isto.

    Para conferirmos se um sistema suporta um novo processador, basta visitar o site do fabricante e verificar a lista de CPUs supor-tadas pela placa. Se o fabricante constatou que a placa pode aceitar o Phenom II, ele ter adicionado este processador lista.

    Se o modelo da placa no for conheci-do, pode-se usar software gratuito CPU-Z para fazer essa identificao (figura 3). O procedimento segue no Box 1.

    Verificada a compatibilidade, feita a atualizao de BIOS para que o processo de POST da placa-me reconhea o novo processador, o nosso sistema j est pronto para o upgrade.

    TestesPara a comparao de desempenho

    entre um processador no padro AM2 e o novo padro AM3 foi usada a seguinte configurao:

    Phenom II 955 Black Edition 3,2 GHz;Athlon 64 X2 6400+ 3,2 GHz;Asus M4N82 Deluxe;2 x 1 GB DDR2 800 Patriot;VGA Geforce GTX 275 896 MB;Seagate 1,5 TB SATA;Fonte PC Power & Cooling 610 W com PFC;Windows Vista Ultimate 64 bits SP2.

    Compatibilidade entre sistemasanotado para podemos verificar em seu site as informaes sobre o modelo de nossa placa, que est marcado no campo Model.Passo trs Procure no site do fabricante as especificaes de sua placa-me. comum existir um campo chamado CPU Supported List ou Pro-cessadores Suportados. Procure nesta lista de processadores os Phenom II, e a partir de qual verso da BIOS h suporte para estes. Se estes processa-dores no forem encontrados na lista de processadores, improvvel haver algum suporte na placa.Passo quatro Se existirem proces-sadores Phenom II suportados por sua placa-me, anote os modelos e baixe na parte de downloads o ltimo BIOS de sua placa, ou a verso indicada pelo fabricante que habilita o suporte a estas CPUs.Passo cinco Faa a atualizao de BIOS com o software indicado pelo fabricante. Muitas placas-me j possuem em suas BIOS algum utilit-rio para esta atualizao. Aps esta atualizao, sua placa-me j est pronta para receber os processadores Phenom II.Um ltimo comentrio: se o leitor deste texto no conhece os procedimentos para realizar a atualizao de BIOS de sua placa-me, recomendamos que este servio seja prestado por um tcnico experiente de sua confiana. Apesar de ser algo simples, esta atualizao crtica e caso ocorra algum evento ou erro no programado, a estabilidade do sistema pode ser afetada.

    O CPU-Z um software para Windows que faz a leitura das informaes sobre processador, memria e placa- me de nosso sistema. Com ele possvel verificar de forma fcil o modelo de nosso processador, confirmar suas frequncias de trabalho, quantidade de memria instalada, configuraes de timmings feitas na BIOS entre outras opes.O download deste software deve ser feito no site www.cpuid.com ou atra-vs deste link www.cpuid.com/down-load/cpuz/cpuz_151_setup.exe. A ltima verso disponvel na data em que este artigo foi escrito a 1.51, mas recomendamos que o leitor use sempre a ltima verso.Caso o leitor j conhea o modelo de sua placa-me e o fabricante, pule os passos um e dois deste tutorial.Passo um - Faa a instalao e execute o software. natural demorar alguns segundos para este iniciar, visto que ele ir realizar uma leitura de todo o hardware suportado.Na tela de entrada do sistema deve-mos confirmar se as informaes de nosso processador atual esto sendo lidas corretamente, incluindo o campo Package com as informaes se nosso sistema um AM2 ou AM2+ com 940 pinos. Se o processador instalado for de geraes anteriores, no ser poss-vel fazer este upgrade.Passo dois Para verificar a modelo de sua placa-me. Existe uma aba chamada Mainboard, onde esto as informaes que necessitamos. O campo Manufacturer apresenta o nome do fabricante, este nome deve ser

    A placa-me M4N82 obedece o padro AM2+ e, portanto, tem suporte ao Hyper-Transport 3.0 presente nos processadores AM3 e AM2+. Apesar da alta velocidade de comunicao, muitos argumentam que o HyperTransport 3.0 no traz um ganho de desempenho muito grande sobre a verso 1.0 (2 GHz DDR). Para tirar esta dvida, limitamos o barramento do Phenom II a 2 GHz, igual ao HTT 1.0, e repetimos alguns

    testes para comparar os resultados com os obtidos com a frequncia original. A diferena desprezvel, e provavelmente isto se deve s mudanas internas do Phenom, cujo cache L3 compartilhado entre os ncleos o torna menos dependente do HTT.

    Usamos o software de benchmarking Sandra 2009 SP3 para avaliar as diferenas internas entre os processadores AM2 e AM3. A figura 4 nos apresenta os resultados

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    das taxas de transferncias entre ncleos dos processadores e de sua controladora de memria.

    Uma comparao direta dos resultados chega a ser injusta. A arquitetura do pro-cessador Athlon X2 6400+ tem pelo menos seis anos de idade, enquanto o Phenom II um produto recm-nascido, com inmeras melhorias no seu cache, que garantem uma taxa de transferncia muito maior do que a gerao antiga. A controladora de memria DDR2 tambm foi muito aprimorada e garante um desempenho maior.

    O bechmark SuperPI foi utilizado para demonstrar a potncia de clculo das unidades aritmticas dos processadores. Apesar de ser um teste simples, existe uma caracterstica nele que o torna interessante para ns: este teste mononuclear, ou seja, utiliza apenas uma thread, independentemente se temos dois ou quatro ncleos, o resultado ser dado apenas por um deles. A figura 5 nos apresenta o resultado deste teste.

    Como esperado, o processador Phenom II tem o melhor resultado, mas a diferena menos expressiva que nos outros testes. Sem a vantagem dos quatro ncleos, o Phenom II vence exclusivamente por causa da sua arquitetura revisada.

    Utilizando softwares que fazem uso dos ncleos adicionais, o resultado dife-rente. O compactador 7zip um exemplo de como vrios ncleos podem ajudar em determinadas tarefas (figura 6).

    Os dois ncleos adicionais do Phenom II X4 garantem uma boa diferena sobre o Athlon X2. A alta paralelizao do 7zip garante que todos os ncleos sejam utilizados e, como operam com a mesma frequncia, quanto maior o nmero de ncleos, maior ser o resultado final.

    O ltimo teste o Cinebench R10, que baseado no software profissional Cinema 4D, muito usado em produes para o cinema. Ele apresenta a possibilidade de executar o teste tanto no modo single-thread quando multi-threaded, utilizando todos os ncleos disponveis em nosso(s) processador(es).

    Alm do teste de renderizao, que realizado exclusivamente pelo processador, h um ltimo teste que consiste em uma cena acelerada pela placa de vdeo. Como utilizamos sempre a mesma placa de vdeo, conseguimos avaliar se a troca do processador poderia ajudar no desempenho 3D do sistema. Observe os resultados na figura 7.

    Taxa de transferncia interna e das contro-ladoras de memria.

    F4.

    Taxa de transferncia interna e das contro-ladoras de memria.

    F5.

    Softwares otimi-zados para utilizar vrios ncleos sero beneficiados por um upgrade de CPU.

    F6.

    Resultados dos testes obtidos com o software Cinebench R10 64 bits.

    F7.

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    Athlon 64 X2 3.2GHz

    Phenom II 9 55 3.2GHz

    Mnimo 0,8 A (9,6 W) 1,2 A (14,4 W)Mximo 8,4A 7,5A

    Mesmo no teste single-thread, que usa apenas um ncleo do processador, notamos que o tempo de renderizao do Phenom II foi 24% melhor que o do Athlon. Lembrando que ambos os processadores trabalham na mesma frequncia e que o teste utiliza apenas um ncleo, teoricamente estariam em igualdade de condies. A vitria do Phenom II neste teste, assim como no SuperPI, deixa claro que seus ncleos so mais eficientes que os do Athlon, portanto mesmo aplicaes que no se beneficiem de multiprocessamento vo se beneficiar de um Phenom II.

    claro que dividindo a imagem entre os ncleos o ganho de desempenho maior, pois os dois ncleos do Athlon no fazem frente aos quatro do Phenom II.

    J no desempenho 3D, notamos que em algumas situaes o processador pode ser um gargalo para a placa de vdeo de alto desempenho. A simples troca da CPU trouxe um ganho de aproximadamente 20%.

    ConsumoDurante os testes de estresse, fizemos

    medies da corrente consumida pelo processador para averiguar se o ganho de desempenho tambm seria acompanhado por um gasto maior de energia.

    A tabela 1 apresenta os resultados das duas plataformas. O CoolnQuiet foi ativado em ambos os processadores, e as leituras foram feitas com os sistemas em carga mxima (com o auxlio do software CPU Stability Test) e mnima (sistema em repouso).

    Apesar do Phenom II ter um processo de fabricao refinado (45 nm) se comparado com o antigo Athlon 64 X2 6400+ (90 nm), ele consome mais energia quando em repouso, mesmo com os recursos de economia de energia habilitados. Isto provavelmente acontece devido aos ncleos extras. Em compensao, em situaes de carga total, o consumo mximo deste processador inferior ao do antigo 6400+, com um desempenho muito melhor se levarmos em considerao a adio de ncleos no processamento. Isto representa uma maior eficincia energtica, ou seja, ele processa mais informaes por watt consumido. Aqui cabe um pequeno comentrio: a placa testada segue o padro

    AM2+, portanto, j tem suporte ao geren-ciamento de energia avanado presente nos Phenom II. Com este controle possvel desligar os ncleos de processamento quando estiverem ociosos, deixando ligados apenas o controlador de memria e northbridge interno. Se a placa-me seguir o padro AM2, este recurso no estar presente e provavelmente o consumo do sistema ser maior.

    Concluso excelente que os fabricantes continuem

    a oferecer produtos para padres antigos.Mesmo que no seja possvel utilizar todos

    os recursos do Phenom II, como o HTT 3.0 e a sua nova controladora de memria DDR3, o ganho de desempenho, frente ao agora antigo Athlons X2, expressivo.

    Vrias placas montadas e vendidas em nosso mercado oferecem suporte para a nova gerao de processadores. Entre as mais facilmente encontradas, podemos citar os modelos Gigabyte GA-MA69VM-S2 e Foxconn M61PMV, mas no desanime se voc no tiver uma destas placas. Visite o site do fabricante do seu modelo e verifique sua compatibilidade. PC

    Resultados das duas plataformas.T1.

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    Testes

    Alfredo HeissFormado em Eletrnica e Tcnico em TI, com mais de 10 anos de experincia nas reas de hardware, sistemas operacionais para servidores e redes. Atualmente membro da

    equipe de redatores da revista.

    Uma das principais caractersticas dos processadores AMD a con-troladora de memria integrada. Este trunfo garante um acesso bem mais rpido s informaes presentes na memria RAM frente aos processadores que utilizam o sistema de FSB.

    Mas existe uma desvantagem da controladora de memria integrada: para adicionar suporte a um novo tipo de memria necessrio trocar tanto o processador quanto a placa-me.

    Por exemplo, existem vrias vantagens de se utilizar DDR3 frente a antiga DDR2, como sua tenso de alimentao mais baixa e suas frequncias de operao mais eleva-das. Por isso a AMD est evoluindo o seu padro AM2+ para o AM3, que adiciona o suporte a memrias DDR3.

    MSI para a plataforma AM3

    As caractersticas do padro AM3 j so conhecidas h bastante tempo, mas s agora

    ele chega ao nosso mercado, trazendo vida nova para a plataforma da AMD.

    A MSI j oferece todos estes benefcios no seu modelo 790FX-GD70. Saiba tudo sobre

    esta placa nas prximas pginas.

    Os processadores Phenom II mais recentes j tm esta controladora de me-mria com suporte a DDR3. Mas para usufruirmos de todos os recursos ofereci-dos por esta CPU, necessitamos de uma placa que esteja no padro AM3.

    Felizmente, recebemos da MSI uma placa-me 790FX-GD70, que oferece suporte completo a estes processadores e uma srie de atributos voltados para um pblico high-end. Neste artigo co-nheceremos todos os detalhes da placa e testaremos seu desempenho.

    MSI 790FX-GD70A MSI sempre teve uma grande

    preocupao em atender bem os seus clientes, que exigem alto desempenho e estabilidade. Esta placa est no topo da

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    Testes

    pirmide das placas na plataforma AM3 e um exemplo desta preocupao. Voltado para gamers, um pblico exigente que pede o melhor desempenho nos produtos com um visual que destaque para serem apresentados em gabinetes com janelas de acrlico ou com casemods.

    Foi escolhida para esta placa uma PCI envernizada com uma cor escura, para criar um belo contraste com os conectores e LEDs azuis presentes nela que, alis, no so poucos. H vrios LEDs que indicam quantas fases do regulador de tenso esto ativas, uso dos HDs, um display para men-sagens de POST mostradas em cdigos hexadecimal. Alm destes recursos, a MSI colocou alguns botes como Power On, Reset e um Clear CMOS, na borda inferior da placa que facilitam muito o overclock.

    O conjunto que acompanha a placa relativamente simples, com cabos SATA, IDE e FLOPPY na cor vermelha, alguns manuais e guias de instalao rpido, duas pontes para ligar placas de vdeo AMD em CrossFire, e um espelho traseiro com algumas portas USB extras. Mas o conjunto de softwares interessante, prin-cipalmente por um utilitrio para criao de uma imagem do HD, o HDDBackup. O CD deste software inicializvel, nos d a opo de criar uma nova imagem ou restaurar um sistema. O processo muito simples, basta ter duas parties, escolher qual ser a de origem e destino e pedir para ele realizar o backup.

    Mas o grande destaque a placa 790FX-GD70 . Construda com o conjun-to de chipset AMD 790FX e o southbridge SB750, este conjunto nos fornece 42 linhas PCI-E, sendo que, destas, trinta e duas so voltadas apenas para os conectores PCI-E 16x, que nos permitem implementar um CrossFireX com at quatro placas de vdeo (figura 1). As demais linhas so usadas para conexo interna dos componentes da placa, sendo quatro exclusivas para a comunicao com a ponte sul.

    A utilizao deste conjunto tambm garante que todos os recursos disponveis

    no Phenom II so suportados, incluindo o seu barramento HyperTransport 3.0 at 2,6 GHz e os recursos para economia de energia do processador. Este chipset tambm garante compatibilidade com os futuros lanamentos da famlia AM3, ten-do uma boa longevidade e possibilidade de upgrades futuros.

    A 790FX-GD70 foi construda pen-sando no pblico entusiasta, que exige um excelente desempenho, com opes de overclock e muitos recursos. A tabela 1 detalha todos os recursos encontrados nesta placa.

    Dissipadores de calor foram instala-dos em cima do circuito de alimentao do processador, do northbridge e do sou-thbridge. Todos estes dissipadores esto interligados com um heatpipe, que ajuda na distribuio homognea do calor. Estes dissipadores esto posicionados de forma a aproveitar a refrigerao do processador e do gabinete.

    A ponte sul oferece seis portas SATA, com suporte a RAID 0, 1, 0+1 e 5. Uma novidade nos southbridges da AMD o suporte a RAID 5, nenhum modelo anterior tinha este recurso. Alm destas, foi adicionado um chip Jmicron modelo JMB322 que fornece duas portas SATA adicionais, alm de uma porta E-SATA no painel traseiro. Estes conectores esto organizados de forma muito prtica, com todos eles voltados para o lado de fora da placa-me. Como este produto direcio-nado para o pblico gamer, e placas de vdeo de alto desempenho costumam ser maiores, poderia haver certa dificuldade na instalao dos HDs se estes conectores estivessem voltados para cima.

    Outra caracterstica que vale ser citada a utilizao de capacitores slidos em toda a placa, que ajudam na estabilidade e aumentam o tempo de vida deste produto. O cuidado com o regulador de tenso tambm deve ser mencionado, pois um processador de alto desempenho ou em overclock consome uma quantidade razo-vel de corrente eltrica. Se estes circuitos forem mal dimensionados tero sua vida til reduzida. Neste caso, o fabricante usou um regulador de tenso com cinco fases, mon-tados no esquema 4+1, sendo um exclusivo para a ponte norte interna do Phenom II, e quatro para o restante do processador. Todas

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    F1. Vista superior da placa.

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    Plataforma AM3

    HyperTransport 3.0

    NorthBridge 790FX

    SouthBridge SB750

    Slots para Memria 4x DDR3 DIMMs (240pinos / 1,5 V)

    Frequncias Suportadas 1066/1333/1600*/1800*/2133*

    Quant. Mxima RAM 16 GB

    Rede 2x Gigabit Realtek

    Firewire Sim

    USB 2.0 7 Traseiras / 4 Internas

    udio 8 canais

    SATA 8 Internas + 1 E-SATA

    IDE 1

    FLOPPY 1

    RAID 0, 1, 0+1 e 5**

    Conexes PCI-E 4x PCI-E 16x, 1 PCI-E 1x

    Conexes PCI 2x PCI 32bits

    *Frequncias suportadas apenas em Overclock.**Raid 5 suportado apenas com a controladora AMD SB750,

    Se a AMD mantivesse uma linha de produo para cada modelo de proces-sador produzido, os custos de produo seriam enormes e o preo do produto seria proibitivo para todos. Para evitar tais custos, ela mantm apenas uma linha principal, e de acordo com as car-actersticas dos chips de silcio feitos, remarca estes processadores como Phenom II X4, X3 ou X2.Para nossa sorte, a ponte sul SB750 da AMD trouxe o recurso AAC, que alm de aumentar a estabilidade no overclock, traz a possibilidade de destravar os ncleos desativados na fbrica da AMD. Uma pessoa que comprou um Phenom II X3 720 de 2,8GHz, poderia ativar o quarto ncleo e ganhar um Phenom II X4 920.Mas existe um porm, os ncleos podem estar desativados devido a algum de-feito encontrado na linha de produo e a AMD remarcou aquele processador para ser um Phenom II X2 ou X3. Neste caso, se habilitarmos os ncleos desati-vados, teremos instabilidade no nosso sistema.

    Desbloqueio de ncleos no Phenom II

    as fases do regulador de tenso possuem indutores blindados, que tambm ajudam na estabilidade do sistema. A MSI garante suporte a CPUs at 140 W.

    BIOSPara entusiastas de overclock, a BIOS

    da Award presente nesta placa garante vrias opes de ajustes finos de tenso e latncias. Para pessoas que gostariam ter um overclock em suas mquinas mas no tm experincia, so fornecidos alguns utilitrios e ferramentas para um overclock seguro. Destacamos a funo OC Gear & OC Drive, onde atravs de dois botes (figura 2) presentes na parte inferior da placa, conseguimos realizar um overclock dinmico, mesmo com o sistema ligado, independentemente de sistema operacional ou drivers instalados. Com o uso destas funes, aumentamos e diminumos o

    FSB do processador girando apenas um boto no sentido horrio ou anti-horrio, de maneira simples e indolor.

    Outra opo presente nesta placa para overclocks o ACC (Advanced Clock Calibration), um recurso que troca o gerador de clocks interno do processador por outro presente no chipset, que supos-tamente oferece estabilidade e frequncias maiores. Existe uma segunda funo para este recurso: devido a um bug dos processadores Phenom II possvel ativar, em alguns modelos, os ncleos que foram desabilitados na fbrica. Neste artigo no vamos explorar este recurso, mas o faremos em um momento apropriado. Para mais informaes, leia o Box 1.

    GreenPowerMas esta placa no limitada a apenas

    bons recursos para overclock. Para as pes-

    de corrente, em stress, de aproximadamen-te 8 A, ou 96 watts. De acordo com a MSI, a placa suporta processadores com at 140 watts de potncia, o que nos d uma boa margem de segurana para overclock e um rendimento de aproximadamente 55% em cada fase do regulador de tenso. J em repouso, este mesmo processador no ultrapassa 3 A de consumo, o que diminui o rendimento para 20%.

    Quando o recurso GreenPower est habilitado, a placa-me desliga fases desnecessrias na alimentao do pro-cessador, aumentando o rendimento das demais. No caso acima citado, com um consumo de 3 A, os leds da placa-me indicam que apenas duas fases do regulador de tenso esto ativas com um rendimento de 51%. Neste exemplo, desconsideramos o consumo dos compo-nentes do regulador de tenso.

    importante explicar que, aqui, consideramos que as cinco fases do regulador de tenso fornecem a mesma potncia, uma vez que so construdas

    soas que gostam de comprar produtos que tenham um bom rendimento e qualidade, a MSI adicionou alguns recursos que au-mentam sua efici-ncia eltrica, como o GreenPower.

    O processador Phenom II X4 955 trabalhando em sua frequncia-padro tem um consumo

    F2.

    T1.

    Detalhe s da placa com os botes de Power, Reset, ClearCMOS, OC Gear e OC Drive.

    Especificaes da 790FX-GD70

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    Testes

    Consumo do Processador

    Mnimo 12 W

    Mximo 98,4 W

    com os mesmos componentes e no existe esquema eltrico para identificarmos qual fase a responsvel pela alimentao do northbridge interno do processador.

    TestesMontamos um sistema AM3 para

    testes, para avaliar o desempenho da plataforma em geral e os recursos para overclock da placa-me, e ainda (por que no?) o potencial de overclock do Phenom II. Abaixo segue a descrio de todo o hardware utilizado nos testes.

    Phenom II 955 Black Edition 3,2GHzCoolerMaster Hyper 212 PlusPlaca Me MSI 790FX-GD702x 2 GB DDR3 1600 Corsair 9-9-9-24VGA Geforce GTX275 896 MB GDDR3HD Seagate Barracuda 1,5 TB 7200.11 DVD SATA SamsungFonte PC Power & Cooling 610 W com PFCWindows Vista Ultimate SP1

    Os softwares utilizados para os testes foram Sandra Lite 2009 SP3, Cinebench R10 64 bits e o 7Zip Benchmark e o CPU Stability para verificar a estabili-dade do sistema e consumo mximo do processador. Na medio do consumo, uti l izamos um a licate-ampermetro modelo Yokogawa CL250.

    Todos os testes foram realizados em suas configuraes padres, o clock da memria foi reduzido para 1333 MHz, o mximo suportado pelo processador Phenom II sem overclock e configurado em DualChannel no modo Unganged, que nos garante uma largura de banda maior, especialmente com softwares pa-ralelizados, j que este modo nos fornece dois canais com 64 bits ao invs de um s, de 128 bits.

    O primeiro teste realizado foi a ferra-menta de benchmark includa no software de compactao 7zip. Essa ferramenta pode ser usada em vrios sistemas opera-cionais, e seu resultado dado em MIPS (Milhes de Instrues por Segundo), tornando muito simples a comparao entre vrios sistemas. Este software tam-bm faz muito bom uso de processadores multinucleares. A figura 3 apresenta os resultados obtidos.

    At o presente momento, esta a

    pontuao mais a lta obtida por um processador em nossos testes. Estamos ansiosos para comparar estes resultados com a nova plataforma da Intel.

    O segundo teste mostra a possibili-dade deste conjunto ser usado como uma estao de trabalho profissional. Foi usada a ferramenta CineBench R10 64 bits, um pequeno benchmark baseado no Cinema 4D, software de renderizao de imagens em 3D. O resultado pode ser conferido na figura 4.

    O ganho de desempenho quando o software utiliza todos os ncleos enor-me. Infelizmente jogos e aplicaes de nosso dia-a-dia so mal otimizadas para processadores multinucleares, e no veem ganhos to grandes.

    Realizamos um ltimo teste para verificar as larguras de banda disponveis na comunicao interna do processador, seus ncleos e a banda disponvel com as memrias DDR3. O software utilizado neste teste o Sandra 2009 SP3 e os re-sultados so mostrados na figura 5.

    Os dados referentes a taxa de transfe-rncia no cache interno interno no sofrem alterao para um Phenom II se ele estiver sendo usado em uma plataforma AM2, mas h uma grande diferena na vazo de dados entre o processador e a memria na

    plataforma AM3, devido s frequncias elevadas das memrias DDR3.

    Durante todos os testes realizados, verif icamos atravs de um alicate-am-permetro a potncia consumida pelo processador. Apresentamos na tabela 2 o consumo dele em repouso e em carga total.

    Apesar do alto consumo em carga mxima, este processador tem um bom rendimento, visto que temos quatro ncleos trabalhando paralelamente. At poucos anos atrs, tnhamos processa-dores Pentium IV que apresentavam um consumo to alto quanto este, mas nem de perto o seu desempenho.

    OverclockRealizamos um overclock no proces-

    sador Phenom II para verificar os recursos da placa nesta situao. O overclock foi feito utilizando-se a opo Cell Menu dentro do BIOS da placa-me, onde configuramos manualmente as opes disponveis.

    Elevamos a frequncia do proces-sador at atingirmos o ponto de insta-

    F3.

    F4.

    T2.

    Resultado do benchmark 7zip dado em MIPS (Milhes de Instrues Processadas por Segundo)

    Pontuao do Cinebench nos modos mono e multi processado

    Comsumo medido no conector ATX - 12V

    PC88_AM3.indd 48 13/8/2009 17:10:49

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    49

    Testes

    aproximado em cada ncleo do processa-dor. Os resultados podem ser conferidos na figura 6.

    Obtivemos um ganho de aproxima-damente 25% com o overclock. Con-siderando que no foi usada nenhum tcnica de refrigerao extrema, como um watercooler, ou tenses abusivas, este um bom resultado.

    ConclusoO novo padro AM3 corrige muitos

    dos erros cometidos anteriormentes e im-plementa uma srie de melhorias, trazendo novo flego para os processadores AMD.

    A MSI tambm est de parabns pelo produto ofertado para o padro AM3. A placa 790FX-GD70 tem muitos recursos, da qual destacamos os quatro slots PCI-E 16x que permitiriam montar um com-putador de altssimo desempenho para jogos, as oito portas SATA internas que combinadas com HDs de alta capacida-de, como os Seagate de 2TB, possibilita montar timos sistemas mesmo para os mais exigentes, sem esquecer o sua preo-cupao com qualidade e eficincia.

    bilidade a 4,0 GHz, quando recuamos at aproximadamente 3,9 GHz, onde obtivemos total estabilidade. Realizamos

    um teste mononuclear j conhecido por overclockers no mundo, o SuperPI, para visualizarmos o ganho de desempenho PC

    F5.

    F6. Resultado do SuperPI na frequncia padro e overclock.

    Vazo de dados aferida com o Sandra 2009 SP3

    Quando tratamos de assuntos como Segurana, Firewall e Trafc Control, a busca por materiais de estudo no nosso idioma e com bom contedo algo difcil de se fazer. Sempre h a necessidade de peneirar as informaes encontradas na Internet durante horas e horas, o que diculta muito o aprendizado.O entusiasta Andr Stato tambm j passou por esta diculdade, desde quando iniciava sua pesquisa com Ipta-bles at assuntos mais complexos como Controle de Banda, uso de QOS, trafc control e roteamento.Juntando sua experincia em redes com certicaes Cisco e LPI, Stato escreveu o livro LINUX - Controle de Redes que aborda o tema Firewall no sistema operacional GNU, junto com a ferramenta Iptables e mais de quinze mdulos adicionais, incluindo controle de software na camada 7 de rede.

    Linux - Controle de Redes

    Nos primeiros captulos do livro feita uma introduo aos tipos de Firewall e suas aplicaes e uma pequena introduo ao Iptables e seus mdulos. A seguir, o autor nos inunda com muita informao e experincia prtica sobre o uso destas ferramentas para aprimo-rar a segurana de sua rede. Tambm abordado o tema de roteamento dinmico com vrios protocolos atravs da ferramenta livre Quagga.O material encontrado neste livro ser muito bem usado por administradores de redes em ambientes mistos/Linux, estudantes de segurana e/ou pessoas que pensem em se aprimorar com uma certicao SANS Mdulo Security ou LPI 303 Security.

    O livro pode ser encontrado na loja vir-tual da Saber Marketing (http://www.sabermarketing.com.br) por R$ 59,90.

    Linu

    x - C

    ontr

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    de R

    edes

    Nos primeiros captulos do livro feita uma introduo aos tipos de Firewall

    introduo ao Iptables e seus mdulos. A seguir, o autor nos inunda com muita informao e experincia prtica sobre o uso destas ferramentas para aprimo-rar a segurana de sua rede. Tambm

    dinmico com vrios protocolos atravs

    O material encontrado neste livro ser muito bem usado por administradores de redes em ambientes mistos/Linux, estudantes de segurana e/ou pessoas que pensem em se aprimorar com uma certicao SANS Mdulo Security ou

    O livro pode ser encontrado na loja vir-O livro pode ser encontrado na loja vir-O livro pode ser encontrado na loja virhttp://www.) por R$ 59,90.

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    Resenha por:Alfredo Heiss

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    Redes

    PBX-IP, do que se trata?Um PBX-IP uma plataforma com-

    putadorizada de telefonia, ou seja, um equipamento constitudo normalmente de um computador do tipo PC que, utilizando um software, proporciona um sistema de telefonia com todas as funcionalidades de um PABX convencional e muito mais. Pode oferecer desde sistemas de telefonia simples at sistemas mais complexos, aliando recursos como: atendimento automtico de chamadas, correio de voz, salas de conferncia, filas de atendimento (utilizadas por exemplo em Call Centers), redirecionamento de chamadas, fcil inte-grao as operadoras de telefonia pblica e IP (Telefonia IP), o que poder oferecer uma reduo significativa de custos nas ligaes pelo uso da internet.

    Outro motivo para utilizarmos um PBX-IP, e o fato deste sistema ter se tor-nado to popular, que o leitor no estar

    PBX-IPde Baixo Consumo

    Quando procuramos solues de alto

    desempenho e baixo consumo de energia,

    temos nas mos um grande problema. Mas,

    neste artigo, mostramos uma soluo para

    PBX-IP que alia estes dois requisitos.

    Utilizando placas de voz para telefo-

    nia da DigiVoice e uma placa-me Mini-

    ITX com processador Core2Duo Mobile,

    podemos construir um PBX-IP para

    atender a muitos tipos de empresas - sem

    pesar na conta de energia.

    preso aos grandes fabricantes de PABX do mercado, o que o torna muito mais fcil de instalar e configurar do que um sistema de telefonia proprietrio.

    Podemos obter configuraes desde pequeno porte como um PBX-IP de 4 ou 8 troncos analgicos, utilizando placas VB0408 para 4 ou 8 canais FXO da Di-giVoice, at um PBX-IP de maior porte, contendo um link E1 (R2/MFC ou ISDN) utilizando uma placa VB3030, e em torno de 50 ramais IP, empregando softphones, ATAs ou IpPhones (telefones IP).

    Para iniciarmos este projeto iremos usar uma plataforma baseada em GNU/Linux, utilizando o Asterisk como software de PBX-IP. Escolhemos a distribuio Meuc-ciBE, desenvolvida pela Digivoice, por conter todos os aplicativos necessrios para criarmos um PBX-IP em uma nica dis-tribuio e tambm por j estar preparada para suas placas, alm de estar traduzida

    Wagner Barth

    Bnus

    DigiVoice

    Leitor PC&

    CIA

    ganha des

    conto

    exclusivo

    Veja p.33

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    Redes

    para o nosso idioma, Portugus Brasil. Esta distribuio ativa automaticamente as pla-cas da DigiVoice, desta forma o leitor no precisar se preocupar em instalar drivers para as placas de voz.

    Para obter gratuitamente a distribuio MeucciBE e obter maiores detalhes sobre a distribuio, acesse o site www.meucci.org. L o leitor encontrar tambm um frum de dvidas, de acesso gratuito.

    Como detalhes para o hardware utili-zado vale lembrar que no desenvolvimento deste tipo de soluo o que menos impacta no custo final do projeto so o HD (disco rgido) e a memria RAM. Como estes componentes tm baixo custo, a escolha de HD e memria com boa performance e capacidade bastante recomendvel, se possvel instalando o mximo suportado pela placa-me (a grande maioria aceita pelo menos 4 GB).

    Esta recomendao tem como base a longevidade da soluo, mas a capacidade mnima de HD e memria dependem do projeto final do PBX-IP, variando confor-me os recursos que sero utilizados. Para o nosso projeto no sero necessrios muito espao de armazenamento nem grande capacidade de memria RAM, portanto o leitor poder utilizar, por exemplo um HD de 160 GB e 1GB de memria RAM.

    Neste artigo estamos propondo a cria-o de um sistema dedicado para a funo de PBX-IP baseado na placa-me J9F2-EXTREMER3-LF, fabricada pela Jetway, que o leitor j teve a chance de conhecer na edio anterior. O principal motivo da escolha dessa placa a economia de energia que ela proporciona, pois utiliza um pro-cessador Core2Duo Mobile, o mesmo tipo usado em notebooks. muito importante utilizar hardware econmico pois este tipo de sistema permanece ativo 24 horas por dia, sendo seu impacto na conta de energia bastante visvel.

    InstalaoPara instalarmos a distribuio basta

    inserir o CD no drive e bootar o siste-ma. Ser iniciada a instalao, devemos apenas nos ater s informaes que sero apresentao na tela de boot (figura 1), e selecionarmos o tipo de HD disponvel em nossa plataforma (o processo de instalao ir apagar todo o contedo da HD onde ser instalado). Aps selecionarmos o tipo

    de HD basta teclarmos enter e aguar-darmos pelo trmino da instalao. No podemos nos esquecer de j termos inserido a placa da DigiVoice no slot PCI da placa-me antes de iniciarmos a instalao, pois durante o processo a placa ser detectada e ter seus drivers instalados automaticamen-te. Caso isso no seja feito, a placa poder ser instalada posteriormente, porm no iremos abordar este processo.

    bom lembrar ao leitor que estamos desenvolvendo um servidor de telefonia, e portanto este computador estar dedicado a esses servios apenas, no devendo ser utilizado para outros como servidor de e-mail, firewall, etc, pois estes servios con-somem recursos e poderiam comprometer os servios de telefonia.

    Quando a instalao terminar o com-putador reiniciar automaticamente, e neste momento recomendvel retirar o CD de instalao do drive.

    Como todas as configuraes deste PBX-IP sero feitas por meio de um brow-

    ser, a partir de outro computador, o PBX-IP deve estar conectado rede para permitir este acesso. O MeucciBE esta preparado para receber um IP automaticamente quando conectado a uma rede com um servio DHCP disponvel, o IP atribudo ser mostrado na tela de console (figura 2) aps efetuarmos o logon, utilizando como usurio root e senha digi. Sugerimos que o IP do PBX-IP seja fixo, pois trata-se de um servidor de telefonia e portanto ter clientes (ramais) logados, no devendo ter seu IP trocado durante sua operao.

    Definir o IP manualmente fcil. Como a distribuio MeucciBE baseada no sistema operacional openSuSE 10.2, a sua configurao pode ser facilmente realizada utilizando a ferramente Yast, que pode ser acessada com o comando yast no console. Selecione ento Network Devices, seguido da interface desejada e configure seus parmetros de rede. Um exemplo da tela de configurao do Yast pode ser visto na figura 3.

    F1.

    F2.

    Menu de boot do CD do MeucciBE.

    IP atribudo por DHCP pode ser visto na tela de

    console

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    Redes

    Configurando o seu PBX-IP.Antes de iniciarmos as configuraes a

    DigiVoice solicita que seja feito um cadas-tro gratuito da distribuio para que seja fornecida uma licena de uso. interes-sante observar que a DigiVoice utiliza este cadastro para ter um controle estatstico de quantos sistemas MeucciBE existem, e dessa forma mais fcil desenvolver me-lhorias para o sistema e manter os usurios informados sobre novas verses.

    Utilizando o browser de sua preferncia podemos acessar o sistema digitando o IP do servidor, a solicitao de cadastro ser feita apenas na primeira vez que o sistema for acessado (ver figura 4).

    Aps realizar o cadastro ser enviado um cdigo de registro por e-mail que ir habilitar o seu PBX-IP. Copie e cole este cdigo no campo Chave de Licenciamento para habilitar o seu sistema, como mostra a figura 5.

    Depois de feito o registro, ser apresen-tada ao leitor a tela do MeucciBE. Clicando no logo ou no link entrar sero solicitados usurio e senha, que por padro so ad-min e digi, respectivamente.

    Vrios recursos esto disponveis nesta distribuio, como relatrios de chamadas, salas de conferncia, filas, correio de voz para os ramais, URA etc. Vamos passo a passo criar um PBX-IP que ir permitir ao leitor receber e fazer ligaes, servindo como base para dar prosseguimento a configuraes mais especficas como con-ferncias entre outras.

    Ramais IPPodemos criar ramais IP utilizando

    protocolos SIP ou IAX2. Qual a vantagem de utilizarmos ramais IP? Como principal vantagem temos que o leitor no necessitar de uma fiao separada para a telefonia, pois a conexo com os ramais IP so feitas usando a prpria rede de dados (Intranet ou Internet) alm de permitir que estes ramais possam ser conectados, em qualquer lugar dentro da empresa, casa, etc, pois basta que o ramal seja conectado a uma porta ethernet que tenha acesso ao PBX-IP.

    Para o protocolo SIP temos disponveis desde softwares que funcionam como tele-fones (chamados softphones), alguns deles gratuitos e outros pagos, at telefones IP digitais, passando pelos ATAs, que forne-cem sadas para conexo com aparelhos de telefones convencionais.

    F3.

    F4.

    F5.

    Tela do Yast para configurar opes de

    IP, entre outras.

    Tela de cadastro

    Tela de registro

    PC88_PBX.indd 52 17/8/2009 10:39:45

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    Redes

    Existem vrios softphones disponveis para download, podemos citar o X-Lite como um dos mais utilizados por suportar o protocolo SIP e ser gratuito. Suporta vrios codecs, porm no suporta o codec G-729 que o mais utilizado pelas opera-doras VoIP (Voice over Internet Protocol), na figura 6 vemos a interface do X-Lite, que pode ser encontrado no site do fabricante (www.counterpath.com).

    Como exemplo de ATA e IpPhone podemos citar o modelo IPA-210, um ATA com duas portas FXS (ramais analgicos) que suporta o protocolo SIP e o codec G-729, e o telefone IP IPM-400, tambm com suporte ao protocolo SIP a ao codec G-729 (figura 7). Tanto a ATA IPA-210, quanto o telefone IP IPM-400 suportam uma variedade de codecs alm do G-729, tais como o GSM, G-711a e G-711u, entre outros. Maiores informaes podem ser obtidas no site do fabricante (www.stracta.com.br).

    Criando o ramal IP com protocolo SIPPara criar um ramal utilizando pro-

    tocolo SIP devemos selecionar a opo Ramais do menu Configuraes (figura 8), selecionar o dispositivo SIP na caixa de rolagem e clicar na opo Aplicar.

    Na tela que ser apresentada (figura 9), devero ser colocados os parmetros para o ramal, caso desejemos ter uma ramal de nmero 1000, por exemplo, deveremos pre-

    F6.

    F7.

    F8.

    F9.

    Softphone X-Lite

    Telefone IP IPM-400 da Stracta

    Selecionar ramal do tipo SIP

    Configurando um ramal do tipo SIP

    PC88_PBX.indd 53 13/8/2009 17:12:02

  • Barra de Aplicar Alteraes

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    Redes

    encher os campos que iro criar esta conta, estes parmetros devero posteriormente ser adicionados ao terminal SIP (ramal) que ser utilizado pelo usurio. Os campos de preenchimento necessrio so:

    Ramal: Onde deve ser colocado o nmero do terminal, no nosso caso 1000Secret: Deve ser colocada a se-nha que ser utilizada para que o terminal SIP faa o registro nesta conta.

    Os demais campos adicionam outras funcionalidades ao ramal, para saber mais sobre elas o leitor pode posicionar a seta do mouse no campo para receber uma caixa de ajuda, que ir aparecer em seu browser.

    Gravando um ramalPodemos gravar as ligaes deste ramal,

    tanto as entrantes quanto as que saem, ou ambas. Existem trs opes disponveis, que podem ser encontradas na tela de criao de um ramal, so elas:

    SempreNuncaPor demanda (gravao acionada pelo usurio)

    A opo por demanda significa que o ramal iniciar a gravao somente quando o usurio do ramal assim desejar, para isso basta que seja digitado durante a conversa-o o cdigo *1, e a gravao comear. Para que a gravao termine, basta colocar o telefone no gancho novamente.

    Devemos lembrar que o processo de gravar ramais consome recursos de m-quina, devendo portanto ser utilizado com cautela para no comprometer o sistema.

    Habilitando Correio de VozOutro recurso muito utilizado o de

    correio de voz para os ramais, recurso este que no est disponvel na maioria dos PABX de mercado, porm em PBX-IP baseados em plataformas Asterisk como o MeucciBE encontra-se disponvel para to-dos os ramais que forem criados. Para adi-cionar este recurso ao ramal que estamos criando, basta mudar o campo Estado da seo Correio de Voz para Habilitado, fi-gura 10, e j temos uma caixa postal criada para o ramal, os demais campos definem as caractersticas da caixa postal.

    O principal campo a ser preenchido o Senha do Correio de Voz, pois quando

    o leitor for consultar uma mensagem de caixa postal o sistema ir solicitar que seja digitada esta senha. A consulta a caixa postal pode ser feita de qualquer ramal do PBX-IP utilizando o cdigo *98, o leitor ouvir um menu de navegao aos recursos da caixa postal, semelhante aos utilizados em telefonia celular.

    Finalizando a criao do ramalPara terminarmos a criao deste ramal

    devemos clicar na opo Aplicar. Todas as configuraes feitas at o momento esto sendo preparadas para serem salvas, ser apre-sentada uma barra vermelha na parte superior da tela (figura 11), com os dizeres Aplicar Alteraes, deve-se clicar com o mouse nesta

    barra, aps este clique o leitor receber uma janela que ir solicitar a confirmao das alteraes ou cancelamento das alteraes. Clicando em Continuar, o ramal ser salvo e estar disponvel para ser registrado por um aparelho de telefone IP ou softphone.

    O leitor poder adicionar ao PBX-IP mais ramais, que j estaro prontos para que possam falar entre si pois a distribuio MeucciBE automaticamente adiciona as regras de ligaes entre ramais.

    Criando troncos com operadoras de telefonia

    Agora que j temos ramais em nosso PBX-IP, o prximo passo ser criar troncos com as operadoras de telefonia, pblicas

    F10.

    F11.

    Configurando uma caixa postal para o ramal

    PC88_PBX.indd 54 17/8/2009 10:39:58

  • Placa VB0408 FXO da DigiVoice para linhas analgicas

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    Redes

    e VoIP. O que um tronco? Tronco o termo utilizado para o grupo de linhas de telefone com a operadora de telefonia pblica ou VoIP.

    Para nos conectarmos s operadoras de telefonia pblica podemos usar troncos analgicos, tambm conhecidos como POTS (Plain Old Telephone Service), que consistem nas linhas de telefone tradi-cionais que utilizam um par de fios. Para nos conectarmos a uma operadora VoIP necessitaremos que o sistema de PBX-IP tenha acesso internet.

    Criando um tronco PSTN (Rede de telefonia Pblica Comutada)

    Neste exemplo utilizaremos uma placa VB0408 de 8 canais analgicos (FXO) da DigiVoice (figura 12). Os canais do tipo FXO (Foreign eXchange Office) servem para receber as linhas de telefone convencionais de uma operadora de telefonia pblica.

    Quando usamos mais de uma linha te-lefnica em um PBX-IP comum criarmos um grupo contendo todas estas linhas, esse mtodo utilizado pois quando o PBX-IP necessita encontrar uma linha disponvel

    (livre) para que uma ligao seja feita, muito mais fcil que o sistema procure por estas linhas em um grupo do que tentar localiz-las uma a uma. Quando utiliza-mos plataformas baseadas em Asterisk este grupo de linhas de telefone comumente chamado de grupos de canais.

    A plataforma MeucciBE automatica-mente cria um grupo de canais, g1, que ser utilizado para ligaes de sada, desta forma o leitor no ter que se preocupar com maiores detalhes sobre como criar um tronco PSTN, podemos visualizar este tronco pela opo Canais do menu Configuraes.

    Para configurarmos a placa VB0408, caso necessrio, devemos editar um arqui-vo-texto pelo console do Linux. O arquivo chama-se digivoice.conf e encontra-se no diretrio /etc/asterisk, este arquivo est ricamente comentado com todos os pa-rmetros disponveis de configurao da placa, e para facilitar a vida do leitor a distribuio MeucciBE j cria um arquivo padro com configuraes default que aten-dem maioria das operadoras de telefonia pblica no Brasil.

    Criando um tronco com uma operadora VoIP

    Normalmente, as operadoras VoIP dis-ponibilizam seus troncos utilizando o proto-colo SIP. Para adicionarmos uma operadora VoIP devemos utilizar a opo Canais do menu Configuraes e selecionar Adicio-nar um canal SIP, figura 13.

    Os parmetros de criao deste tronco VoIP devem ser adicionados na rea de texto do box detalhes de peer, estes parmetros devem ser fornecidos pela operadora VoIP de sua escolha. Na figura 14 temos um exemplo dos parmetros necessrios usados pela maio-ria das operadoras VoIP, devemos observar que importante que o campo Campo de Registro seja preenchido corretamente, pois a partir dele que a operadora VoIP ir identi-ficar o usurio e permitir o seu registro (temos um exemplo da sintaxe utilizada no Box 1). Existem muitas operadoras VoIP no mercado, e como exemplo podemos citar duas grandes operadoras como a VONO (www.falevono.com.br) e TellFree (www.tellfree.com.br).

    Criando Rotas de SadaChegamos ao ponto esperado pelo leitor,

    utilizar os ramais que foram criados no PBX-IP e comear a fazer ligaes a partir deles. Mas o que so rotas de sada? Elas so os caminhos por onde as ligaes saem, ou seja, quando uma ligao feita a partir de um ramal o nmero de telefone digitado analisado pelo sistema por um conjunto de rotas criadas, quando uma destas rotas atender a solicitao entregar a ligao para o tronco que estiver associado a esta rota. Na maioria dos PABX convencionais, para que seja possvel fazermos uma ligao necessrio que seja discado 0 (zero) antes do nmero, de modo que seja feita a captura de uma rota de sada, j no PBX-IP isso no mais necessrio pois ele trata as rotas ana-lisando o nmero discado pelo ramal.

    As operadoras VoIP necessitam que o usurio se registre antes de realizar uma chamada.Sintaxe de registro:conta:senha@hostdaoperadora/idEx: 1121213232:12345@operadora-voip.com.brO parmetro id pode ser opcional em algumas operadoras.

    Box 1: Registro para conta SIP

    F12.

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    Redes

    Com a placa da DigiVoice conectada a PSTN poderemos criar uma rota para que as ligaes locais saiam por ela para completar as ligaes locais, e para fazermos ligaes DDD (Ligaes de longa distncia) criaremos uma rota com destino a uma operadora VoIP.

    Rota para a PSTN (placa DigiVoice)Para termos acesso s rotas de sada da

    plataforma MeucciBE utilizamos a opo Rotas Saintes do menu Configuraes, o MeucciBE j possui uma rota padro, a rota 0 exemplo, que permite a sada de ligaes pelo grupo de canais g1, este grupo de canais criado como padro na distribuio MeucciBE e est associado aos canais da placa de voz Digivoice. Podemos excluir ou editar esta rota, e tambm adicionar outras.

    Iremos editar a rota-exemplo para, a partir do dgito 0(zero), obter esta rota e sair com ligaes para o grupo de canais g1. Permitiremos apenas ligaes locais, incluindo celulares.

    Clique na rota padro 0 Exemplo e altere o modelo de discagem que esta como 0|. para NXXXXXXX (este valor uma mscara, veja mais no Box 2), conforme o exemplo da figura 15. Esta mscara de discagem ir permitir que apenas nmeros de telefones que iniciem pelos dgitos 2 a 9 (mscara N) e que sejam completados com outros 7 dgitos de 0 a 9 (mscara X) sejam encaminhados para o grupo de canais g1, que est associado placa de voz da DigiVoi-ce e conectada a linhas de telefone de uma operadora de telefonia pblica. Podemos inserir mais mscaras em uma mesma rota como, por exemplo, a regra para permitir

    Existem mscaras que nos permitem criar estas regras:Z: Aceita somente um dgito de 1 a 9N: Aceita somente um dgito de 2 a 9X: Aceita somente um dgito de 0 a 9. (ponto): Aceita um ou mais dgitos de 0 a 9 |: Exclui os dgitos a sua esquerda[25-9]: vlido como sendo um nico dgito, utilizado para definir dgitos especficos e/ou range de dgitos, no exemplo aceito o dgito 2 e o intervalo de dgitos de 5 a 9.

    Box 2: Mscaras de plano de discagem

    F13.

    F14.

    F15.

    ---figura01.png---F1:

    ---figura02.png---F2:

    ---figura03.png---F3:

    ---figura04.png---F4: ---figura05.png---F5:

    ---figura06.png---F6:

    ---figura07.jpg---F7:

    ---figura08.png---F8:

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    ---figura13.png---F13: ---figura14.png---F14:

    ---figura15.png---F15: ---figura16.png---F16: ---figura17.png---F17:

    Adicionar um canal SIP para operadoras VoIP

    Detalhes de cadastramento de uma conta para uma operadora VoIP

    Rota de sada para a PSTN

    PC88_PBX.indd 56 17/8/2009 11:22:54

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    57

    Redes

    ligaes para nmeros de emergncia 19X - esta mscara permite que sejam discados nmeros como 190, 192, 196, etc.

    Os campos obrigatrios para esta rota de sada so:

    Nome da Rota: J esta preenchido como exemplo, e pode ser renome-ado caso necessrio.Modelo de Discagem : E s-to sendo utilizadas as mscaras NXXXXXXX e 19XSequncia de Canais: Utilize o canal do tipo DGV com o grupo g1 (DGV/g1)

    H vrios outros campos, mas os impor-tantes para o nosso caso so estes trs. Para finalizar no devemos esquecer de clicar na opo Aplicar Alteraes.

    Rota para operadora VoIPAdicionaremos uma nova rota de sada,

    que ser utilizada para fazer ligaes usando a operadora VoIP, quando o leitor discar para nmeros DDD.

    Clique na opo Adicionar Rota e complete os campos:

    Nome da Rota: VoIPModelo de Discagem: 0ZZN-XXXXXXXSequncia de Canais: Selecione a operadora VoIP que foi cadastrada

    Na figura 16 temos um exemplo de uma rota de sada utilizando uma opera-dora VoIP.

    Para fazer ligaes DDD usando a maio-ria das operadoras VoIP no necessrio discar o cdigo de uma operadora, e sim somente o cdigo de rea e o nmero de telefone, por exemplo, 011, 021, 051, dentre outros cdigos DDD.

    Recebendo ligaesH vrias maneiras de um PBX-IP

    receber uma ligao em um tronco PSTN, VoIP ou interface celular, a mais comum encaminhar a ligao recebida para uma URA (Unidade de Resposta Audvel), aquela mensagem que recebemos nos instruindo para qual departamento ligar; outra maneira encaminhar a ligao para uma telefonista.

    Para recebermos ligaes devemos uti-lizar a opo Rotas Entrantes do menu Configuraes. Nesta opo j existe uma rota de entrada padro, any DID / any CID, que funciona como um catch all, ou seja,

    um pega-tudo dos troncos, caso chegue uma ligao, seja no tronco PSTN ou VoIP, esta rota ir atender a esta ligao. A rota any DID / any CID encaminha a ligao rece-bida para uma URA padro do sistema que reproduz uma mensagem de teste indicando que a plataforma MeucciBE foi instalada corretamente, como no iremos abordar a criao de URA neste artigo, iremos mos-trar como direcionar uma ligao de entrada para um ramal, funcionando como se fosse o ramal da telefonista da empresa.

    Clique na rota padro any DID / any CID e com a barra de rolagem caminhe at o final da tela, onde temos a opo Con-figurar Destino, nesta opo podemos selecionar o destino da ligao entrante, podemos observar que est selecionada a

    opo URA exemplo, para direcionarmos a ligao para um ramal basta selecionarmos a opo Ramais e escolhermos o ramal de destino para a ligao, figura 17.

    ConclusoAgora s o leitor colocar a mo na

    massa, ou no telefone, e comear a fazer ligaes, receber, usufruir da caixa postal dos ramais e das demais facilidades que um PBX-IP pode proporcionar. Caso o leitor esteja interessado em conhecer mais sobre a plataforma MeucciBE, a DigiVoice oferece cursos gratuitos em seu Centro de Trei-namentos para os clientes que adquirirem um de seus modelos de placas de voz para telefonia. Maiores informaes podem ser obtidas no site www.digivoice.com.br. PC

    F16.

    F17.

    Rota de sada para operadora VoIP

    Indicando o destino de uma ligao entrante

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    Sistemas Operacionais

    Anibal B. Nascimento Jr.Atualmente faz parte da equipe do laboratrio

    da Revista. Entusiasta das reas dehardware e programao.

    Esta situao mais comum do que se imagina: voc est fazendo o download de um arquivo grande, a transferncia est acontecendo com boa velocidade, mas j na casa dos 90% surge na tela a mensagem fatal Es-pao em disco insuficiente.

    Normalmente ,o prximo pensamento Onde foi parar o espao do meu HD? seguido de uma grande frustrao. Pois , voc no tem idia do que possa estar ocupando todo o espao do disco, e no sabe nem por onde comear.

    Mas, felizmente, isso acabou, pois com o SpaceMonger voc pode descobrir facilmente e limpar os diretrios e arquivos responsveis pelo sumio do espao livre que havia antes.

    DownloadEste utilitrio pode ser obtido no site do

    fabricante: http://www.sixty-five.cc/. At a data de concluso deste artigo a verso mais recente era a 2.1, que comercial, portanto, paga.

    Entretanto, na prpria seo de downloads do site h a verso 1.4 dispo-

    SpaceMongerEncontre facilmente o espao perdido

    no seu HD. Para isto basta um software que

    mostre quanto cada diretrio (ou pasta) e

    arquivos esto usando do seu HD. Estes

    softwares so muito teis, pois se voc

    precisa de espao de imediato, suficiente abrir o software e procurar por arquivos

    desnecessrios e apag-los.

    nvel gratuitamente. Esta antiga verso contm apenas funcionalidades bsicas, mas que so mais do que suf icientes para a tarefa que precisamos executar. Ainda por cima, trata-se de um execu-tvel autocontido, que sequer precisa ser instalado, ou seja, voc pode lev-lo para qualquer lugar em um pendrive e execut-lo diretamente no PC de clien-tes ou amigos.

    UtilizaoComo no precisa ser instalado, basta

    executar o arquivo SpaceMonger.exe para iniciar o programa.

    Em seguida, clique no boto Open, que est localizado no canto superior es-querdo da janela do programa. Surgir a janela Select Drive to View, que solicita qual unidade (drive) voc deseja explorar.

    O que voc ver deve se assemelhar figura 1. O programa l os diretrios e arquivos da sua partio e os organiza grafi-camente na forma de blocos aninhados. Ar-quivos maiores so representados por blocos maiores, todos so desenhados dentro dos blocos dos diretrios aos quais pertencem. PC

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    Sistemas Operacionais

    Para navegar nos diretrios, basta clicar duas vezes sobre eles.

    Ainda na figura 1, h um diretrio cheio de arquivos que no queremos mais. Ele pode ser eliminado facilmente, basta cli-car sobre ele para que seja selecionado e a seguir clicar no boto Delete na barra de ferramentas. Aps a deleo, o SpaceMon-ger recalcula o espao do disco e atualiza a tela, conforme visto na figura 2.

    ConclusoO SpaceMonger

    bem eficaz e seu mapa grfico claro, o que facilita a busca por arquivos e diretrios grandes, que eventual-mente estejam ocupan-do mais espao do que deveriam. uma boa ferramenta para aquela avaliao peridica que sempre adiamos por falta de tempo, ou at por preguia.

    Para o tcnico em informtica ele pode ser bem til pois, alm de ser freeware, pode ser executado a partir de um pendrive ou qualquer outro dis-positivo mvel como um CD. Isto permite executa r uma l im-peza nas mquinas de clientes de forma transparente, sem ter de instalar nada.

    De forma geral, o SpaceMonger se saiu muito bem e cumpriu o que prometeu sem qualquer tipo de erro, portanto, recomen-dado.

    F1.

    F2.

    HD com pouco espao livre.

    Agora temos 2 GB de espao livre.PC

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    Sistemas Operacionais

    Os novos chips da Intel

    Da mesma forma que durante nossa vida nos acostumamos a juntar muitas coisas, na vida digital no diferente. Fotos, documentos, vdeos, jogos, muitas vezes itens que nem tm mais serventia, tudo vai se acumu-lando nos discos rgidos. sempre aquele pensamento: e se eu precisar algum dia? No raro buscar por um determinado arquivo e descobrir ter trs ou quatro cpias espalhadas pelo disco. Conforme o disco ocupado, tem-se a impresso de que ele est mais lento, e nessa hora a primeira ao que vem cabea desfragment-lo.

    Desfragmentar oferece alguns benef-cios, dos quais o mais conhecido o ganho em desempenho pelos arquivos estarem armazenados sequencialmente. Um efeito indireto a reduo do desgaste do disco, pois a agulha precisa mover-se menos para acessar os dados. Em conjunto com a des-fragmentao, possvel adotar polticas de posicionamento dos dados, situando arquivos acessados frequentemente na parte mais rpida do disco, ou agrupando os arquivos utilizados durante a inicializao do sistema.

    Desfragmentao otimizada de disco

    Antes de desfragmentarAlgumas medidas simples podem auxiliar

    no processo de desfragmentao. Uma delas fazer uma limpeza no disco, livrando-se de arquivos temporrios e restos deixados por programas. O prprio Windows tem um utilitrio para esse tipo de limpeza, alm das vrias alternativas gratuitas disponveis.

    Softwares antivrus podem causar pro-blemas se estiverem configurados para varrer cada dado lido do disco. Certifique-se que no essa a situao, caso contrrio desative a proteo temporariamente.

    Parties muito ocupadas oferecem pssimos resultados ao serem desfragmen-tadas, o tempo total da operao aumenta consideravelmente e vrios arquivos conti-nuaro fragmentados no final do processo. Uma opo tentar compactar os arquivos pouco usados (recomendamos o 7-Zip, cujo formato .7z tipicamente comprime melhor que os tradicionais .zip e .rar), liberando espao para que o desfragmentador possa atuar em melhores condies. Uma sugesto no momento da aquisio comprar um disco maior do que o necessrio. Ter bastante espao livre diminui a taxa de fragmentao,

    A desfragmentao de disco uma soluo normalmente adotada

    quando o computador j no to rpido como nos primeiros dias

    de uso. Apesar de trazer benefcios em muitos casos, saber a hora

    certa e ter ferramentas adequadas essencial.

    Diego Pagliarini Vivencio

    Diego Pagliarini VivencioBacharel em Cincia da Computao e mestrando na rea de virtualizao e

    sistemas multi-core pela UFSCar. Analista de Informtica e trabalha com virtualizao

    de servidores no Instituto de Qumica da Unesp Araraquara.

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    Sistemas Operacionais

    Quarenta e sete milhes de transistores empilhados em uma rea de 22 mm: este Atom, o menor processador da Intel.

    Tela inicial do JkDefrag Portable.F1.

    alm de facilitar o trabalho da ferramenta empregada. Atualmente a diferena para comprar um disco um pouco maior muito pequena, compensando o investimento.

    O JkDefragO JkDefrag (www.kessels.com/Jk-

    Defrag) um desfragmentador gratuito desenvolvido por Jeroen Kessels e licenciado sob a LGPL. Ele utiliza a API (conjunto de bibliotecas) de desfragmentao do Windows, presente em todas as verses partir do 2000. Essa API empregada na maioria das ferra-mentas de desfragmentao, inclusive na que vem inclusa no Sistema Operacional.

    Ele apresenta vrias vantagens em relao ao desfragmentador embutido no Windows. Sua velocidade de operao sensivelmente superior. Muitos podem se perguntar como isso possvel, se so baseados na mesma API? A biblioteca oferece apenas os meca-nismos para garantir a movimentao segura dos dados dentro do disco rgido, mas a implementao do software influencia no resultado final ao tomar melhores decises ao definir quais e como os dados devem ser movidos.

    Seu principal diferencial a organiza-o dos dados nas parties. O JkDefrag classifica os dados em trs grupos:

    Grupo 1: esse grupo composto por diretrios. Diretrios esto entre os itens mais acessados no disco, e com essa informao espalhada podem ocorrer momentos de lentido ao abrir uma pasta;Grupo 2: nesse grupo esto os arquivos em geral. Aqui se incluem arquivos menores e aqueles acessados/modificados frequentemente;Grupo 3: nesse grupo ficam os ar-quivos classificados pelo criador do programa como space hogs (devora-dores de espao). So arquivos pouco acessados ou que so muito grandes. Nessa categoria se inclui o contedo da lixeira, dados de restaurao de sistema, arquivos compactados (.zip, .rar, .7z, etc) e arquivos que no so acessados h mais de 30 dias ou maiores que 50 MB.

    Como otimizao, ele organiza os dados nas parties da seguinte forma: primeiro ficam os diretrios, seguidos pelos arquivos comuns, deixando os space hogs no final da partio. O segredo do JkDefrag deixar

    um pequeno espao vazio (por padro 1% do tamanho total da partio) entre cada um dos grupos. Apesar de parecer simples, esse detalhe primordial. Sem isso, todos os dados ficariam agrupados no incio da partio, e ao salvar arquivos temporrios e novos arquivos eles acabariam sendo salvos aps os space hogs, forando a agulha do disco a se deslocar mais.

    Alm dessa tcnica, ele oferece vrias otimizaes acessveis atravs de linha de comando. possvel aumentar o espao entre os grupos, ou adotar estratgias especiais na ordenao dos arquivos, dentre elas:

    Nome completo: arquivos de um mesmo programa ficam agrupados, minimizando o tempo de abertura dos aplicativos;ltimo acesso: os arquivos acessados frequentemente ficam no incio do disco, otimizando sua abertura;Data de criao: arquivos mais anti-gos tem grande chance de fazer parte do sistema operacional, de drivers ou programas utilizados diariamente, sendo interessante posicion-los no comeo do disco.

    importante pensar muito bem na tcnica que ser utilizada, pois h fatores secundrias a observar. Por exemplo, a tcnica de ordenar pelo ltimo acesso con-flita com a varredura automtica de alguns antivrus, que ao escanear o disco atualizam a informao de ltimo acesso de todos os arquivos. Neste caso, apesar de inteligente, esta tcnica pode ser invivel.

    O funcionamento padro do progra-ma analisa todas as parties no sistema, desfragmenta e realiza a otimizao rpida (separao dos dados em grupos). Para outras opes que apresentamos, necessrio recor-rer linha de comando. Felizmente, vrias pessoas desenvolveram interfaces grficas que permitem escolher as parties a serem

    processadas ou acesso s opes avanadas. Iremos analisar uma verso desenvolvida para rodar diretamente de um pendrive ou CD, perfeita para que faz manuteno.

    Verso PorttilO JkDefrag Portable (http://portablea-

    pps.com/apps/utilities/jkdefrag_portable) um peso pena de apenas 1 MB mantido pelo PortableApps.com, um grupo focado em desenvolver verses portteis de softwa-res convencionais. Softwares portteis so aqueles que podem rodar diretamente de um dispositivo removvel, sem a necessidade de instal-los no sistema. H verses portteis de vrios aplicativos conhecidos, como o Firefox, ClamWin, VLC e at mesmo o OpenOffice.org, permitindo manter um ambiente de trabalho completo no bolso da camisa. Vale a pena visitar o site, pois h ferramentas para as mais diversas reas, desde utilitrios de manuteno at jogos simples para passar o tempo.

    Devo desfragmentar o pendrive?

    Dispositivos baseados em memria flash, como pendrives, cartes de memrias e SSDs no precisam nem devem ser desfragmentados. Como no so dispositivos mecnicos, acessar qualquer regio da memria leva o mesmo tempo. Alm disso, esse tipo de memria tem um nmero limite de gravaes por clula e por esse motivo os dispositivos empregam uma tcnica conhecida como wear-leveling, na qual os dados gravados so distribudos pela memria a fim de evitar que uma certa regio se degrade antes do restante. Ainda que os arquivos apaream de forma contgua no sistema de arquivos, eles estaro fragmentados internamente.

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    Sistemas Operacionais

    Samsung Q1U-XP, um produto que ir se beneficiar de um Atom Z500.

    PC

    A interface padro pode ser vista na figura 1. Atravs dela possvel selecionar qual partio ser processada pelo JkDefrag, alm de permitir escolher se ser realizada apenas uma anlise, uma desfragmentao simples ou otimizada. til analisar antes de fazer qualquer tipo de operao, pois possvel ter uma idia do tempo necessrio baseado no grau de fragmentao. Uma desfragmentao otimizada pode ser demo-rada na primeira vez que for realizada, mas nas execues subsequentes, com os dados antigos j otimizados, a operao ser bem mais rpida.

    O processo de desfragmentao ilustrado na figura 2. As reas em amarelo so arqui-vos fragmentados, as reas em verde-claro so arquivos desfragmentados e aquelas em verde-escuro so os space hogs. Regies pretas correspondem ao espao vazio. Arquivos que no podem ser movidos aparecem em verme-lho. A regio rosa quase no meio da partio corresponde MFT (Master File Table) do NTFS, que armazena a estrutura do sistema de arquivos. Ela ocupa 12,5% do tamanho total da partio, mas essa reserva no fixa, podendo ser utilizada por arquivos comuns se no houver espao disponvel.

    O resultado mostrado na figura 3. As informaes dos diretrios ficaram logo no incio da partio (uma faixa fina na parte inferior da representao grfica), seguido pelos arquivos comuns e no final os space hogs, intercalados pela MFT. possvel observar os intervalos entre as regies, bem como alguns espaos vazios no meio das regies. Isso normal, o JkDefrag procura conciliar eficcia com desempenho, e tentar eliminar todos os espaos vazios aumentaria o tempo dispendido sem trazer benefcios. O importante ter espao livre contguo, evitando que novos arquivos acabem frag-mentados.

    ConclusoApresentamos ao leitor uma ferramenta

    simples, mas que permite trazer benefcios no desempenho geral do equipamento. um excelente diferencial em um servio de manuteno, saindo do lugar comum de usar o utilitrio embutido no sistema sem precisar recorrer compra de licenas.

    Uma possibilidade configurar o Jk-Defrag para atuar a cada boot, atravs das tarefas agendadas do Windows. Como o disco estar sempre com baixa fragmentao, o tempo para desfragmentar ser reduzido. Para isso necessrio algum conhecimento da linha de comando, cuja documentao est disponvel no site oficial do utilitrio.

    No incio de julho o criador do JkDe-frag liberou a verso 4.0, sob o nome de MyDefrag (www.mydefrag.com). Junto com a alterao, ele passou a ser fornecido sob uma nova licena de uso, que exige que o software seja utilizado na forma como distribudo (atualmente s est disponvel no formato de instalador). No se sabe ainda se o novo licenciamento pode afetar a criao de verses portteis, mas at o encerramento desta edio a variante portable ainda era baseada na verso 3.36 do JkDefrag. Isso no chega a ser um problema, pois essa verso muito slida e confivel, e as principais melhorias da verso 4.0 foram na interface grfica e no suporte a scripts para operaes complexas.

    Pra quem quiser utilizar os recursos avanados, recomendamos explorar o site oficial, onde est disponvel toda a docu-mentao, alm de outras interface grficas de terceiros que facilitam o acesso a outras funcionalidades desse pequeno notvel.

    At a prxima!

    Processo de desfragmentaoF2.

    Sistema de arquivos otimizadoF3.

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    Tend

    ncia

    sTe

    ndn

    cias

    63Na ltima semana de maio, o professor Fernando S. Meirelles apresentou imprensa os re-sultados da 20 pesquisa anual e tendncias de software, realizada entre agosto de 2008 e abril de 2009 pelo Centro de Tecnologia de Informao Aplicada da Escola de Administrao de Empresas de So Paulo da Fundao Getlio Vargas. O prof. Meirelles e sua equipe fazem um trabalho muito bom para quantificar o mercado brasileiro desta rea e facilitar as informaes a todos os que necessitam delas, desde 1989.

    ndicesEntre os ndices utilizados na moderna

    administrao da informtica, destaca-se o gasto total medido como percentagem da receita lquida da empresa. Este ndice reconhecido como um dos principais indicadores, permitindo o planejamento, o monitoramento e a comparao com outras empresas. O percentual da receita lquida aplicado em informtica aparece cada vez mais como um fator-chave estratgico de-terminante no sucesso da empresa.

    Outro indicador para complementar o anterior o custo anual por teclado. Uma evidncia da sua relevncia o uso crescente de uma variao conhecida como Total Cost of Ownership ( TCO ) ou Custo Total de Propriedade, termo muito popular na rea e um conceito que aparece no vo-

    20 Pesquisa da FGV

    Os investimentos em TI continuaro a crescer a taxas vigorosas! Isto o

    que mostra a 20 pesquisa anual da Administrao de Recursos da Informtica,

    conduzida pela FGV.

    Ter conscincia da realidade do mercado uma necessidade para quem tra-

    balha em qualquer ramo, e no da informtica no poderia ser diferente. Conhea

    as tendncias e use esta informao a favor do seu negcio.

    cabulrio utilizado em artigos orientados para a gesto de TI pelos fabricantes de equipamentos, produtos de informtica e pelas consultorias. Empresas como IBM, HP, Microsoft e Dell, entre outras, ofere-cem sua receita e metodologia de clculo e reduo do TCO.

    A pesquisa d continuidade ao Frum de Informaes sobre a Administrao de Recursos de Informtica nas Empresas, atualizando as anteriores, bem como as publicadas no livro do prof. Meirelles, No-vas Aplicaes com Microcomputadores, editado pela Pearson/McGraw-Hill na sua 34 reimpresso em 2008.

    A amostra teve duas mil respostas vli-das, dentro de mais de cinco mil empresas pesquisadas por alunos de graduao e ps-graduao da FGV (Fundao Getlio

    Vargas). Esta amostra bastante repre-sentativa das mdias e grandes empresas nacionais de capital privado, sendo que mais de 60% das empresas pertencentes ao grupo das quinhentas maiores do Brasil esto entre as pesquisadas.

    Pesquisa reconhecidaAs grandes empresas nacionais, multi-

    nacionais da indstria e comrcio na rea de TI e rgos do governo, reconhecem o valor e a qualidade deste trabalho desenvol-vido pela FGV em estabelecer parmetros, visto a dificuldade, principalmente em anos passados quando o mercado ilegal destes equipamentos era muito significati-vo e o professor Meirelles com sua equipe conseguiu, de maneira criativa e utilizan-do outros marcadores (como exemplo, a

    F1.Evoluo histrica do valor mdio do

    ndice G.

    Hlio Fittipaldi

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    TendnciasTendncias

    64

    Mercado Brasileiro e Uso Corporativo Evoluo anualndices e Valores 1988 2002 2008/9 20 anos 6 anos 2008

    Venda no ano (milhes de micros) 0,4 4,4 12 19,00% 19,00% 16,00%

    Base Instalada (micros em uso, milhes) 1 18 56 21,00% 21,00% 22,00%

    Preo do micro padro (US$ 1.000) 5,4 0,5 0,4 -12,00% -5,00% -4,00%

    Custo Anual por Teclado (US$ 1.000) 16 10 10 -2,00% 0,00% -1,00%

    Custo Anual por Usurio (US$ 1.000) 9 10 10 1,00% 0,00% 1,00%

    Custo Anual por Funcionrio (US$ 1.000) 2 7 8 6,00% 3,00% 3,00%

    Gastos Informtica / Faturamento Lquido 1,30% 4,70% 6,00% 8,00% 4,00% 5,00%

    Micros em uso nas empresas (mdia) 20,00% 6,00% 8,00%

    Usurios Ativos nas empresas (mdia) 14,00% 4,00% 6,00%

    Relao Usurio / Micro nas empresas 3 1,2 1,1 -5,00% -1,00% -2,00%

    Micros em redes nas empresas 5,00% 94,00% 98,00% 16,00% 1,00% 8,00%

    % de usurio (usurios/funcionrios) 7,00% 64,00% 78,00% 13,00% 3,00% 1,00%

    Relao funcionrios / teclado 20 0,2 1,7 -12,00% -3,00% -1,00%

    produo de monitores de vdeo nacionais que no sofriam a concorrncia da impor-tao ilegal), estabelecer os nmeros deste mercado. A quantidade e a qualidade das informaes obtidas na pesquisa permi-tem muitas anlises e a quantificao de diversos ndices para monitorar e planejar o uso da Tecnologia de Informao nas empresas.

    Gastos e Investimentos em Informtica

    No diagrama da figura 1, podemos notar a evoluo histrica do valor mdio do ndice G que igual a gastos (despesas e investimentos) sobre o faturamento lquido anual.

    O ndice G composto pelo gasto total destinado informtica compreendendo: investimentos, despesas e todas as verbas alocadas em informtica como instalaes, equipamentos, suprimentos, softwares, te-

    leprocessamento, treinamento, custos com o pessoal direto e indireto, entre outros. Telecomunicaes tambm entra na conta, pelo menos a parte referente a dados, se estendendo a todo o custo de telecom nas empresas onde informtica j cuida da telefonia com voz e dados.

    O gasto total das empresas nacionais costuma estar entre 1% e 20% do fatu-ramento lquido. O mais frequente um valor entre 1% e 10%. Encontra-se, com certa frequncia, empresas de determinados setores que alocam, por vrios anos, valores crescentes acima de 6% do faturamento em sua informatizao e automao.

    Este ndice depende de vrios fatores: os dois principais so o estgio ou nvel de informatizao e o setor no qual a empresa opera. Mas, infelizmente, no existe ainda uma forma simples e direta de estabelecer o estgio ou nvel de informatizao de uma empresa com preciso.

    Quando a empresa progride no proces-so de uso da informtica o ndice de Gastos cresce, um conceito que no costuma ser facilmente aceito pelos executivos. Nos ltimos 20 anos o ndice de Gastos tem crescido em mdia 8% ao ano, passando de 1,3% em 1988 para 6% em 2008/9, exis-tindo ainda muito espao para alcanarmos os nveis dos pases mais desenvolvidos.

    Setores da economiaNo diagrama da figura 2, temos o n-

    dice de Gastos por setor da economia, no qual se v diferenas significantes entre os setores clssicos onde temos a indstria, o comrcio e os servios.

    Os valores mostram que, em mdia, o setor de Servios o que mais gasta e investe em TI. Neste setor, os bancos lide-ram e apresentam valores 50% superiores aos outros participantes do mesmo setor, conforme mostra o diagrama da figura 3.

    F2. F3.

    T1.

    ndice de gastos por setor da economia. Liderana dos bancos em gastos e investimentos

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    Tend

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    O valor do ndice de Gastos para os bancos maior devido a dois fatores estruturais: o segmento o mais informatizado e o denominador do ndice medido de outro modo.

    A evoluo do ndice de Gastos para as empresas do Comrcio comeou com um pequeno crescimento at 1993, quando passa a ter uma acelerao devido ao fen-meno da automao comercial. O compor-tamento do varejo foi diferente do restante do comrcio, seus gastos com informtica eram superiores aos outros e oscilaram de forma levemente decrescente em torno de 1,1% at 1995, quando retomaram um crescimento e comportamento semelhantes ao do setor. Os valores para o comrcio comprovam a evidncia emprica de que o ndice de gastos em funo do setor e do estgio de informatizao. At 1995 o varejo era pouco informatizado, com ndice prximo de 1,1%, mas quando as empresas comearam a usar mais recursos da informtica, com automao, o ndice passou a crescer 9% ao ano, passando de 1% entre 1991 e 1995 para 2,7% em 2008, como mostra o diagrama da figura 4.

    Os diagramas mostram que o comrcio cresceu um pouco menos que a mdia das empresas, e o varejo ainda menos que o comrcio. A curva de tendncias aponta para um crescimento na direo dos valores do setor comercial.

    Custo Anual Por TecladoOutro indicador proposto para analisar

    o uso de TI o CAPT (Custo Anual Por Teclado). O CAPT uma varivel que foi calculada para cada empresa da amostra a partir da seguinte frmula:

    Onde:F0x = Faturamento anual lquido em US$ milhes (F08 = valor em 2008);G0x = Gastos totais com informti-ca no ano (despesas + investimen-tos) / F0x;TEC0x = Nmero de teclados instalados (TEC08 = teclados em uso pela empresa no final de 2008). Esta varivel representa o total de estaes de trabalho instaladas, levando em considerao tanto mi-crocomputadores quanto eventuais terminais leves.

    O valor mdio em 2008 de US$ 10.200 por ano por teclado, ou R$ 18.800,00. Veja na figura 5 que em 1999, o

    valor do CAPT caiu 15%, de US$ 14.200 para US$ 12.100 (prximo do valor inter-nacional para grandes empresas dos pases mais desenvolvidos). O principal motivo foi a desvalorizao cambial. Em moeda nacional o custo por teclado subiu 10%, passando para cerca de R$ 22.000,00. Ficou estvel em dlares at 2002, quando caiu quase 20% para US$ 10.000, mas subiu prximo de 15% em reais, para um valor de R$ 29.000,00. De 2003 a 2006 permaneceu em torno de US$ 9.000, crescendo 14% em 2007 para um valor de US$10.300.

    Nmeros do mercadoOs investimentos em TI devero conti-

    nuar crescendo a taxas vigorosas, medida que mais empresas percebam os benefcios associados, assim como as empresas que j empregam TI continuem ampliando sua utilizao. Isso ocorre devido evoluo tecnolgica reduzindo o custo por usurio, o que tende a aumentar a atratividade dos investimentos. Tal ciclo, potencialmente

    CAPT =(Gastos+investimentos em TI)

    Teclados

    CAPT =(F0x) x (G0x)

    TEC0x

    F4. F5.

    F6.

    Crescimento do ndice de gastos para as empresas do comrcio

    Variao do valor mdio do CAPT

    Evoluo dos PCs em uso nas empresas

    brasileiras.

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  • PC&CIA # 88 # 2009

    TendnciasTendncias

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    Evoluo de Pcs em USOBase Nacional Ativa por Tipo nas EmpresasANO XT 286 386 486 Pentium I P II PIII P4 + Outros

    1988 97,00% 3,00%

    1990 82,00% 14,00% 4,00%

    1992 57,00% 22,00% 19,00% 2,00%

    1994 21,00% 10,00% 36,00% 31,00% 2,00%

    1996 1,00% 4,00% 22,00% 52,00% 21,00%

    1998 1,00% 7,00% 30,00% 53,00% 8,00%

    2000 1,00% 7,00% 49,00% 38,00% 4,00%

    2002 2,00% 21,00% 31,00% 38,00% 10,00%

    2004 1,00% 8,00% 17,00% 27,00% 46,00% 1,00%

    2005 5,00% 13,00% 22,00% 58,00% 2,00%

    2006 2,00% 10,00% 17,00% 69,00% 2,00%

    2007 1,00% 6,00% 13,00% 78,00% 2,00%

    2008 4,00% 10,00% 84,00% 2,00%

    Tendncias 1,00% 49,00% 50,00%

    virtuoso para as organizaes, impe aos gestores um importante desafio: gerenciar a informatizao da organizao de for-ma consistente e coerente, garantindo o alinhamento com a estratgia empresarial e a evoluo conjunta dos modelos de organizao e gesto.

    Segundo a pesquisa, existem, em maio de 2009, 60 milhes de computadores em uso no Brasil, corporativo e domstico (figura 6). Em 2008 foram vendidos 12,2 milhes de PCs, mais de 30.000 unidades por dia, com crescimento de 16 % sobre 2007 quando pela primeira vez superaram as vendas de televisores. A base instalada ativa de computadores no Brasil atingiu 56 milhes em 2008. O preo de um compu-tador padro tem cado em reais, e devido ao cmbio valorizado nos ltimos anos ficou em dlares, por volta de US$ 400.

    Temos hoje no Brasil um computador para cada trs habitantes. A previso para 2012 de 100 milhes de mquinas, ou seja, um computador para cada 2 habi-tantes, afirma o professor Fernando S. Meirelles.

    Evoluo do hardwareQuando observamos o nmero de

    computadores nas empresas em nosso pas, organizados pelo modelo do processador (no diagrama da f igura 7), podemos extrair informaes importantes sobre o comportamento do mercado em relao atualizao de hardware.

    Em 2008, modelos baseados em processadores Pentium I, II, III e IV (ou

    equivalentes de outros fabricantes como a AMD) e modelos posteriores (Core), representaram 98% da base ativa de mi-crocomputadores nas empresas nacionais. A categoria Outros representa proces-sadores que no se encaixam nas demais categorias, como os Atom e outros que ainda vo ser lanados.

    Este grfico no representa as vendas, mas sim o nmero de computadores exis-tentes e funcionais. A tendncia mostra que em 2012 estes outros processadores podero dominar 50% do mercado, o que significa que comeam a ser vendidos agora.

    Se acrescentarmos a esta estatstica as pequenas empresas, o valor deve ser semelhante incluindo o mercado SOHO (microempresas, pequenos escritrios,

    profissionais liberais e principalmente os de uso domstico), uma vez que tambm tm sua base ativa formada por modelos mais recentes.

    ConclusoA pesquisa da Fundao Getlio

    Vargas um instrumento til para o administrador, pois uma ferramenta de planejamento poderosa entre as reas de TI e permite aos executivos compararem n-meros da sua empresa com os do mercado e as projees para o futuro.

    Mostramos nesta breve matria apenas alguns aspectos desta pesquisa, pois ela extensa e detalhada demais para ser publi-cada aqui na ntegra. Se o leitor se interes-sar, poder adquirir a pesquisa completa diretamente na livraria da FGV.

    T2.

    F7.Evoluo de PCs em Uso

    PC

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