Revista Placenta - 10ª ed

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    21-Mar-2016

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Nasce a 10 edio da revista Placenta, feita por alunos de Comunicao Social de Braslia. Tema: De tudo um pouco.

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  • 10 ed.a

  • Editor ia l

  • Oi. Voc est convidado para prestigiar a dcima edio da Revista Placenta.

    Nesta edio mais que especial, a revista est de carinha nova.

    Nossa equipe de chefs colocou a mo na massa e acrescentou temperos secretos para trazer

    pra voc uma revista coberta de publicidade e com recheio de mate com recheio de matrias incrveis.

    Vamos fazer uma viagem no tempo para Vamos fazer uma viagem no tempo para

    contar tintim por tintim desses 13 anos de

    Matriz; vamos falar sobre uma empresa jnior que, assim como a nossa, est bri-

    lhando no mercado. Alm disso, vamos dizer o que a Amy Winehouse e um bigode

    tm em comum; o que esperar do mercado publicitrio em 2012 e muito mais.

    Por enquanto s. Se voc ficou com gostinho de quero mais, no pode deixar de se deliciar com nossas outras matrias.

    Bom apetite!

  • I nd ice

  • um jeitobem divertido de fazer design.

    Por Tavany Vieira07

  • O Fundesign uma tendncia onde a ideia de decorao mais ousada e personalizada. Cada vez mais, as pessoas esto em busca de produtos que fujam da normalidade, sejam inovadores, criativos e com um design diferenciado. Um exemplo claro da ascenso do Fundesign no mercado a rede de lojas Imaginarium. A loja chama a ateno pelo design moderno, formatos diferenciados, e as ideias pra l de criativas por trs de cada produto. Com essa nova tendncia, os produtos ganham um toque especial, ficam com um ar mais divertido e deixam o ambiente mais descontrado. A cada dia o Fundesign cresce mais, os produtos esto sendo reinventados e o leque para quem procura produtos criativos e diferen-ciados aumenta cada vez mais. Hoje em dia, as lojas que investem nessa tendncia chamam a ateno dos consumidores e conseguem obter um retorno financeiro bem interessante. A Imaginarium, por exemplo, em apenas quatro anos abriu 15 franquias pelo Brasil no seu incio, atualmente so 75 lojas espalhadas pelo Brasil. Isso mostra a grande fora e a im-portncia que o Fundesign vem conquistando no mercado. Se voc est buscando algo diferente e divertido seja para presentear ou simplesmen-te deixar qualquer ambiente mais descontrado, optar por um produto com a pegada do Funde-sign sem dvidas uma tima opo.

    facebook.com/movegamesmovegames.com.br

    Quer saber mais sobre games?

    08

  • 09Por Sulen Emerick

  • Boas ideias esto valendo ouro como nunca, fique atento as dicas de quem usa a criatividade como instru-mento de trabalho.

    A resposta comum quando se indaga estudantes de Publicidade e Propaganda sobre a escolha do curso: Me considero uma pessoa criativa, comunicativa e etc. Mas em um mercado de trabalho em que quase tudo parece j ter sido pensado, manter-se criativo um desafio. A velocidade da dissemi-nao que as redes facilitaram, su-pervaloriza a qualidade e a neces-sidade de inovao. A criatividade est diretamente relacionada busca de solues di-ferentes para resolver uma mesma situao. Henrique Teles, da agncia Inkmustache, acredita que um bom exerccio para estimular o pensa-mento criativo, tentar criar novas associaes entre pontos aparen-temente incomuns: Quando perce-bemos essas associaes, perce-bemos tambm as situaes de uma

    forma diferente e conseguimos en-contrar solues alternativas para resolv-las explica. Para Jeferson Freiry, editor chefe do site publicifique.com, a inspirao tem de ser desperta-da e essa uma busca cotidiana: Devemos buscar sempre situa-es que nos estimulem, seja em uma conversa com profissionais desta rea, a participao em workshops, seminrios e festivais e principalmente, convivendo em ambientes que despertem nossa criatividade, tanto em carter intra-pessoal at interpessoal opina. Fbio Amado do projeto Live Work e professor de Design Thinking na Escola So Paulo, defende que um insight diferente de uma ideia. Um publicitrio no pode contar sempre com o momento de inspirao, inovar um exerccio: Ideias se transformam em solues ressalta.

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  • Ns viemos da menor provncia da Argentina: Tucumn. So cerca de um milho e meio de pessoas vi-vendo no Jardim da Repblica. Dizemos isso porque Tucumn conhecida por sua vegetao e pela beleza de suas paisagens. Uma mistura de plancies e colinas faz parte do lugar onde vivemos.

    Aos fs de futebol, os principais times so: Atltico Tucumn e San Martin de Tucumn. Os tucumanos so caras simpticos e prestativos. a terra da famosa Mercedes Sosa, uma cantora que espalha nossas razes pelos cantos do mundo. No existem estradas, nem engarrafamentos. O corao da cidade a Praa Independncia. Ao seu redor est o Palcio do Governo, a Catedral e outros edifcios que tm um valor imen-survel para a nossa histria. A arquite-tura reflete um estilo barroco.

    Temos uma rea comercial que est crescendo rapidamente e sem muito planejamento. Durante os eventos es-

    peciais, os pedestres, algo que no en-contramos aqui, so confundidos com um formigueiro, cheio de pessoas. A tecnologia de hoje permite-nos conhe-cer rapidamente locais diferentes. Voc pode pesquisar na Internet e, certa-mente, vai ver muito mais do que estas palavras podem descrever.

    As meninas argentinas

    Chegamos a Braslia no dia 4 de fe-vereiro, graas a uma bolsa de estudos do Banco Santander. Somos estudantes da Universidade do Norte Santo Toms de Aquino (Unsta), onde cursamos a li-cenciatura em Comunicao Social. uma instituio privada e tem em torno de trs mil alunos. Nossos objetivos foram e so muitos. Pouco a pouco esto sendo realizados.

    Ns duas conhe-camos o Brasil pelas fotos, e provavelmen-te, como a maioria das pessoas, a ideia que t-nhamos era Carnaval o ano todo. Mas, rapi-

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  • damente, comea-mos a perceber que isso no verdade.

    Brasil e Argentina so culturas dife-rentes, mas com

    muitas coisas parecidas. Felizmente, estamos tendo a possibilidade de co-nhecer as duas. Ento, o que diferen-te e o que semelhante? As diferenas so mnimas, mas conseguimos per-ceber quando moramos em um lugar diferente. A comida um ponto bem diferente, na Argentina a gente costu-ma comer mais carne do que frango ou peixe. A vestimenta outro ponto, ns vimos que no Brasil as roupas tm mais cores e so mais chamativas.

    Argentina e Brasil nas comunicaes:

    A rea da comunicao na Argen-tina especial. menor do que aqui, mas no porque temos uma popula-o menor ou porque no somos to desenvolvidos como no Brasil. Ter um bom trabalho na Argentina mais dif-cil. No necessria apenas a profisso,

    mas tambm, ter contatos e ser muito bom. Temos menos possibilidades, por isso, achvamos importante a bolsa de estudos, porque na Argentina ter muito estudo, vale mais do que ter experin-cia. Essa a principal diferena com o Brasil, vemos que aqui h mais oportu-nidades na nossa profisso. At agora no conhecemos muitas coisas, mas estamos cientes que ainda h muito que explorar pelo Brasil.

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  • BRASILIACYPHER

    Por Igor Carneiro e Vicente Ramos

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  • A equipe da Revista Placenta cobriu um dos mais importantes eventos de break do mundo, o Red Bull BC One, que pela segunda vez vem ao Brasil. A primeira passagem do evento foi em 2006, na cidade de So Paulo e nesse ano o Rio de Janeiro ser o palco da grande final mundial que acontecer em dezembro. Braslia foi uma das cidades brasileiras escolhidas para receber uma das muitas Cyphers, que funcionam como uma seletiva para as eliminatrias con-tinentais. O vencedor da Cypher Braslia viajar para a cidade de Monterey, no Mxico, para representar o Brasil e lutar por uma vaga na grande final mundial.

    O local escolhido para sediar a Cypher Braslia foi o Sesc Garagem, na 713/913. Ao chegarmos no local, a batida inconfundvel do hip-hop j se fazia presente antes mesmo do incio do evento principal. Marcado para s 20 horas, o evento teve incio bem mais cedo, por volta das 16 horas, com as classificatrias para dar vaga a mais 4 competidores no time de 16 b-boys que competiriam. Vrias rodas de break se formavam e os participantes do evento danavam ao comando de um DJ. Na pista principal antes do incio oficial da competio, os b-boys j se preparavam. s 20 horas a pista principal foi aberta. Algo marcante no evento a proximidade com que o pblico fica dos competidores. As batalhas foram de-finidas por sorteio e o esquema era o seguinte: dois b-boys se enfrentavam de cada vez e cada um tinha direito a duas entradas. A entrada o momento em que o b-boy toma a frente e mostra suas tcnicas e movimentos. Ao final das entradas de cada atleta, a deciso de quem passava para a prxima fase ficava por conta dos trs jurados: B-Boy Ronnie (Red Bull BC One All Star - EUA), B-Boy Tito (Aliados Force Crew SP) e o Pblico lotou o Teatro Sesc Garagem.

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  • Spin Crew SP). Durante a competio, a pick-up ficou por conta do DJ Niko. Uma surpresa foi a participao de uma b-girl entre todos os participantes. Entre as oitavas e as quartas de final houve um intervalo de 10 minutos com a pista liberada para o pblico mostrar que tambm manda bem no break. Ao fim das semifinais, os b-boys Klesio e Xandin disputariam a grande final. Enquanto os finalistas descansavam para a grande final, o grupo de basquete D Ruas, da Cufa (Central nica das Favelas) se apre-sentou misturando o basquete com a dana de rua. Aps a apresentao a final se iniciou. A disputa foi acirrada e

    dessa vez os competidores tiveram trs entradas para mostrar o seu melhor. Apesar da disputa equilibrada, s um podia sair vitorioso. E o vencedor acabou sendo o b-boy Xandin do grupo de dana Over Kingz. Com apenas 21 anos o b-boy ter a responsabilidade de representar o Brasil no Mxico. Foi sem dvidas um excelente evento, bem organizado, pontual com o incio da competio, e claro, muito animado. Se voc um dia tiver a oportunidade de ir ao Red Bull BC One, v, pois, com certeza voc no vai se arrepender. uma expe-rincia nica no universo do break dance.

    Xandin com seu passaporte para a eliminatria latino americana no Mxico.Fotos (crdito): Theo Ribeiro/Red Bull Content Pool

    B-boy Ronnie um dos jurados da disputa.

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    Uma agncia jnior um lugar de aprendizado. Uma oportunidade para aprender, na prtica, os conceitos apre-sentados pela academia. Na Matriz, essa prtica constantemente exercitada desde 1999, quando foi fundada. Durante a faculdade, os alunos Alex Coelho e Romualdo Lopes idealizaram uma agncia como projeto final de uma das disciplinas do curso. A ideia de concretizar o projeto j era um desejo dos garotos e recebeu ajuda do professor Ronaldo

    Carvalho, que chegou Universidade Catlica de Braslia em 1999 e, logo de cara, topou apoiar a criao da agncia. Ainda em 1999, alguns alunos do curso de Comunicao conseguiram uma sala para ser usada como laboratrio de produo grfica (a K - 117). Era um espao usado tanto pelos estudantes de jornalis-mo quanto de publicidade. Surgiu, ento, a ideia de usar esse espao para abrigar a futura agncia. Depois de eleita a pri-meira diretoria, ela comeou a funcionar

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  • ali mesmo, na K 117. No entanto, falta-va um nome. Decidiu-se que o nome seria escolhido com base em um concurso em que todos os alunos do curso poderiam participar. Um grande papel foi colado na parede do corredor. Qualquer estudante poderia ir l e escrever um nome como sugesto. Depois de sugestes e vota-es, a agncia jnior ganhou um nome: Matriz. Uma curiosidade a disparidade do nome escolhido para outros nomes que quase foram escolhidos: Fazenda de ideias e Agncia de ideias, por exem-plo. Para oficializar toda situao, foi pre-parada uma confraternizao numa pista de boliche. Um coquetel, na verdade, para comemorar a escolha do nome. Como a comemorao aconteceu no dia 14 de junho, a data acabou sendo oficializada como o aniversrio da Matriz. Com um espao para trabalhar e um nome definido, a empresa precisava de gente. Pessoas dispostas a trabalhar em uma agncia que ainda era apenas um em-brio. Os integrantes da Matriz convida-ram os alunos a estagiarem na agncia. E ela foi crescendo cada vez mais. Ganhou um espao novo, a sala k-135. E no demorou muito

    para que a sala fosse reformada. Primei-ro, porque o espao precisava ser melhor aproveitado; segundo, a reforma ajudaria a consolidar a identidade da Matriz. Kssio Borba, diretor de arte durante o perodo da reforma, ajudou durante a realizao das mudanas na sala. A Matriz, na K135, era composta por mesas em L grandes, que ocupavam muito espao, comporta-vam poucas pessoas, e no favorecia uma diviso de reas adequada, explica. A ideia do projeto da reforma era aproveitar o espao da sala. E o desafio foi lidar com o pouco oramento. A Universidade Cat-lica de Braslia colaborou providenciando a instalao de redes, que ficou mais or-ganizada do que a de antes. Algum tempo depois, a Matriz cresceu mais. A equipe e a demanda aumentaram e a necessidade de um espao maior do que a sala K-135 tor-nava-se cada vez mais evidente. No segun-do semestre de 2010, outra mudana teve incio. Dessa vez, a agncia migra-ria da j apertada k-135 para a k-262.

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  • A nova sala era maior e conse-guia acolher a equipe que aumentava.

    A porta

    A porta da sala onde funciona a Matriz chama ateno de quem passa. Vrias imagens, fotos, ilustraes e palavras circundam um grande M, feito tambm de colagens diversas. O projeto da porta foi um dos primeiros JOBs do ex-Matriz Pedro Ximenes. No incio, ele

    comeou criando vrios adesivos inspirados

    em grandes artistas e coisas que achava bonitas. Durante o processo de cr iao, Pedro p erceb eu que nada daquilo servir ia para representar a Matr iz. A Matr iz, na minha opinio, muito mais que um lugar b onito. Aquilo pra mim uma casa formada p or p essoas. Quando pensei nisso, entendi que o projeto da porta no poderia ser algo limitado ao que eu gosto e acho bonito ou a inspirao em grandes artistas. Ela deveria ser formada por aquilo que con-tava a histria de cada uma das pesso-as que estavam ali. Deveria ter o dedo de todas elas, explica. Foi neste mo-

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  • mento que Pedro teve a ideia de fazer a colagem. Segundo ele, esta foi a manei-ra que encontrou para que todos pudes-sem participar do processo.

    As festas. Ah, as festas!

    As festas marcam quem passa pela Matriz. At mesmo os mais acanha-dos, que no so muito festeiros tm histria pra contar. o caso de Edgar Lus. Em maro de 2006, ele entrou na Matriz para atendimento; pouco tempo depois, j tinha convite para festa. Na minha primeira semana, eu tinha aca-

    bado de entrar, teve uma festa fan-tasia, conta. Mesmo no conhecendo muita gente ainda e no sendo f de ba-ladas, resolveu sair um pouco. O anfi-trio dessas comemoraes , muitas vezes, o prprio Ronaldo, coordenador da Matriz. A casa do Ronaldo por excelncia a casa dos Matrizes e sede oficial dos eventos da agncia. Sejam festas comemorativas, sejam festas simplesmente para integrar a galera. Sempre fomos muito unidos, isso foi uma caracterstica de todas as gera-es, conta Kssio.

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  • Ideias tao bo

    as que

    nao couberam

    na caixa,

    Ideias tao boas que

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    Ideias tao boas que

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