Revista SaúdePB 4ª edição

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    21-Mar-2016

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Revista SadePB "Comunicao e Sade"

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    Editorial

    EditorEmerson Caldascaldasdeandrade@gmail.com (83) 9901.3866

    Editoria TcnicaDr .Alessandra BrazEmerson Caldas

    Ed. associados nesta edioDr. Leandro TavaresRaquel Guerra e Samuel Henriques

    Projeto grficoRamon Martinsrmn.designer@gmail.com(83) 9673.2331DiagramaoLamark Martinslamarkmartins@gmail.com(83) 9990-3091

    ColaboradoresKepler Wanderley Wilza CarlaAdalberto Fulgncio

    JornalistasEmerson CaldasJnio ArajoSimony Bezerril

    Contatos comercialEmerson Caldas(83)9901.3866(83)9100.2028 Jnio Arajo(83) 9946.3361

    ImpressoGrfica Moura Ramos ( Joo Pessoa - PB)Tiragem5.000 exemplaresEditoraAstus Editora, Publicidade e LivrariaDistribuioMazureik e ModestoECTFotografiaSadePBGoogle ImagensArquivo Bike Tech Pepe

    A Revista SadePB Comunicao e Sade nesta 4 edio completa o seu pri-meiro ciclo, ou seja, fecha o quarto trimestre de existncia e se consolida como instrumento de informao, dissemi-nao das aes de sade, educao e comunicao em sade no Estado da Paraba. Estamos todos de Parabns!!!!

    Nesta publicao, mais uma vez teremos diversos artigos e assuntos rela-cionados sade que so de fundamental relevncia sociedade, tais como hipertenso, Lupus Eritematoso Sistmico, o Programa Brasil Carinho-so, informaes sobre a Revista Ra-dis (da Fiocruz) e Hospital Metropolita-no de Santa Rita/PB. No quadro sobre alimentos e sade os leitores podero consumir uma deliciosa matria sobre pimentas, saber sobre suas variedades, seus benefcios sade, alm de conhecer dicas de como degust-las e algumas receitas de como prepar-las. No destaque desta

    edio, matria de capa, um assunto mui-to interessante e atual: ciclismo e sade.

    Nosso entrevistado princi-pal deste nmero o atual Diretor Nacional do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus), o paraiba-no Adalberto Fulgncio dos Santos Jnior.

    Aos leitores, colaboradores, apoia-dores e empresas anunciantes, agra-decemos pelo sucesso alcanado neste primeiro ano de existncia, pois apesar das dificuldades que um veculo de comu-nicao dessa natureza apresenta, con-seguimos cumprir o papel desejado, e, mais que isso pavimentar a susten-tabilidade do peridico, que vem se consolidando como instrumento de disseminao de aes de sade e como ferramenta de contra-partida e de responsabilidade social, contribuindo para o interesse coletivo.

    Emerson Caldas de AndradeEditor Chefe Revista SadePB

    Out/Nov/Dez de 2012 - Ano 1 - N 4

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    05Nossas Dicas 08/11Entrevista Exclusiva 30/37Ciclismo

    18/21Pimenta 50/52 Brasil Carinhoso 58Humor

    18/21 Pimenta08/11Entrevista

    24/27 Hipertenso 53/54 RADIS40/43 Lpus

    30/37 EspecialNutriente atua na proteo de alguns tipos de cncer e na reduo do colesterol

    Com Adalberto Fulgncio dos Santos Jnior diretor do Denasus

    Joo Pessoa: mdia de mulhe-res hipertensas superior a de homens

    Revista nacional referncia na defesa de uma sade pblica de qualidade

    Pacientes diagnosticados com a doena podem e devem ter vida normal

    Ciclismo e qualidade de vida: saiba os benefcios da prtica de pedalar para sua sade

    CapaRevista SadePB 4 Edio

    CriaoLamark Martins

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    Nossas Dicas

    Mito. O ch verde, e tambm o ch preto, possuem muitos corantes e o ideal no abusar desses produtos. Tomando de forma controlada e fazendo a escovao adequada, pode-se reduzir o escurecimento dentrio. Para manter os dentes brancos importante que se v ao dentista regularmente e se faa a limpeza profunda periodicamente. H tambm processos de clareamento que mantm o brilho e o branco dos dentes.

    Verdade. Por ser uma substncia abra-siva, o bicarbonato de sdio promove a limpeza na superfcie do esmalte dos dentes e promove um ligeiro clareamento. Deve--se estar atento porque o bicarbonato de sdio no deve ser utilizado continuamente. Para manter os dentes brancos e saudveis importante a consulta a um profissional capacitado como forma de preveno.

    Verdade. O cigarro possui grande quantidade de subs-tncias e fumar aumenta a possibilidade de se causar gengivite e at a doena periodontal. importante frisar que os fumantes devem ter maior cuidado com a sade bucal para no terem problemas ainda mais graves, fazendo a lim-peza periodicamente.

    Mito. A escovao e o fio dental so os mtodos mais eficazes para a limpe-za dental, os enxaguantes so usados apenas como complemento. Sozinhos, sem a escovao e o fio, eles no tm utilidade nenhuma.

    Mito. O clareamento dental em si no causa a sensibilidade, porm alguns dentes so natu-ralmente sensveis devido presena de trincas nas superfcies em casos que a raiz est exposta. Nessas situaes o procedimento causar maior sensibilidade, por isso, antes de realizar o clare-amento dental o paciente deve passar por uma avaliao para que o processo ocorra da melhor maneira possvel.

    Ch-verde escurece os dentes?

    Bicabornato de Sdio ajuda a clarear os dentes?

    Cigarro causa gengivite? Enxagantes bucais podem substituir uma escovao?

    Clareamento dental sensibiliza os dentes?

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    DICAS DE SADE Sade Bucal

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    Espao do leitor

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    Uma pgina com o intuito de proporcionar a interatividade entre os leitores e a Revista SadePB

    Aqui na Revista SadePB voc tambm participa, escrevendo e publicando seus comentrios. PARTICIPE!!!!

    Mandando e-mail para:Emerson Caldas Editor Chefecaldasdeandrade@gmail.com ou emerson@saudepb.com.br Sempre mencionando no ASSUNTO: Revista SadePB no ESPAO DO LEITOR

    Ou participe tambm pelas redes sociais. Seguindo-nos e participandoNo TWITTER - @SadePB ou pelo Facebook. Suas sugestes e avaliaes so importantes para ns!

    Onde vocs podero enviar: ELOGIOS,COMENTRIOS,OPINIES,SUGESTES,indicaes de PAUTAS (sugestes de assuntos, notcias ou reportagens) para nossa equipe;CRTICAS; e, demais participaes.

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    Nosso entrevistado desta 4 edio o Senhor Adalberto Fulgncio dos Santos Jnior, atual Diretor do Departamento Nacional da Audito-ria do Sistema nico de Sade (Denasus). O Sr. Adalberto Fulgncio servidor de carreira do Ministrio da Sade na Paraba desde 1983, formado em Direito e em Letras pela Universidade Federal da Paraba (UFPB), com ps-gradua-o em Administrao Pblica, pela Universidade Fortium de Braslia DF e mestrado em Organizaes Aprendentes pela UFPB. Adalberto Fulgncio dentre as vrias atividades que j desenvolveu, destacou-se na direo da GEAP na Paraba, como Secretrio de Articulao Poltico-institu-cional do municpio de Cabedelo/PB (grande Joo Pessoa), e, ainda, como Coordenador Regional da Fundao Nacio-nal de Sade na Paraba (Funasa/PB) durante os exerccios de 2003-2006, alm de ter sido tambm o Coordenador Geral de Recursos Humanos da Presidncia da Funasa, em Braslia/DF, em 2007-2008.

    Nos ltimos tempos, foi nomeado Chefe da Ouvidoria Geral do SUS onde atuou por dois anos e mais recentemente em 2011 foi designado para exercer a funo de Diretor do Departamento Nacional da Audi-toria do SUS onde est at a presente data desempe-nhando suas atividades funcionais, tendo j representa-do o Ministrio da Sade no Mxico, na Inglaterra e no Canad, alm de ter sido convidado pelo governo norte--americano para tratar de assuntos relacionados sa-de publica e s organizaes de movimentos partidrios e sociais.

    No Governo Dilma assumiu um dos principais Departamentos do Ministrio da Sade o Denasus atividade fundamental para o bom funcionamento do SUS. A revista SadePB teve a honra de entrevist-lo.

    Entrevista

    Entrevista:Adalberto Fulgncio dos Santos Jnior

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    zao das nossas aes e programas. A tarefa no fcil. Primeiro, porque a cultura no SUS descola um pouco a elaborao de sua capacidade de ges-to, de execuo; segundo, porque o sistema complexo, caracterizado por relaes federativas sem a cultura cooperativa entre os entes federados e com baixa capacidade de governana da esfera federal, pois quem executa so os municpios e os Estados, en-tre outros aspectos. Por isso, que os servios de auditoria devem se organi-

    zar como espcie do controle interno, de maneira integrada com os demais instrumentos como o monitoramento e a avaliao, mas sem se confundir com os mesmos, principalmente sem se confundir com a regulao do sis-tema. Tais servios devem ainda se organizar como sistema, integrando os componentes estaduais e munici-pais de auditoria do SUS. Precisamos ter servios de auditoria organiza-

    Revista SadePB: Senhor Diretor, como paraibano que s, primeiramente, gostaramos de pedir que falasse aos nossos conter-rneos um pouco dessa sua trajetria vitoriosa e como aconteceu sua inser-o neste universo da sade pblica? Adalberto Fulgncio Sou funcionrio de carreira do Minis-trio da Sade h 28 anos. Participei perifericamente nos anos de 1980 da reforma sanitria. Sou trabalhador da sade, fui dirigente sindical, fui conse-lheiro estadual de sade e agora estou h uns dez anos como gestor do SUS. J tive experincias diversas relacionadas sade no mbito municipal, estadual e federal. Essa insero deu-se com a minha vida. Foi sendo moldada no co-tidiano da minha vida, como os versos de Carlos Drummond de Andrade, sem maiores pretenses de considerar a minha vida uma poesia drumoniana.. Revista SadePB: Dire-tor, aps quase dois anos de gesto no Denasus, qual a avaliao do de-sempenho no enfrentamento des-se grande desafio de garantir o bom funcionamento do SUS, evitar desvios, desperdcios e de certa forma con-trolar um sistema to complexo? Adalberto Fulgncio O mo-mento pelo qual passa o pas exige re-sultados da gesto pblica em todas as suas esferas de governo. Isso obriga os gestores a desenvolver instrumen-tos de controle interno, de transparncia, de responsabilizao e de busca de atingimento de metas. Nesse sentido, a auditoria como espcie instrumental de controle interno passa a ter uma importncia estratgica para a conduo da boa prtica das polticas pblicas, especialmente a sade que tem a sua elaborao e parte significa-tiva de seu financiamento pelo governo federal, requerendo o desenvolvimen-to desses instrumentos de controle interno na busca de combater o des-perdcio e evitar desvios de condutas e de recursos, ensejando maior otimi-

    dos nos estados e nos principais e maiores municpios. Estruturados e financiados pelos entes da federa-o e com equipes constitudas por servidores de carreira e de perfil multidisciplinar. Isso proporcionaria uma programao de auditoria que cobrisse uma amostra significativa dos nossos servios, protocolos originrios das polticas em exe-cuo e relatrios gerenciais que retratassem a situao do objeto auditado a sade pblica bra-sileira, auxiliando os gestores em sua tomada de deciso. Revista SadePB: Como fun-ciona o Departamento Nacional de Auditoria do SUS? Quais suas ati-vidades e competncias? Quais seus maiores desafios? Adalberto Fulgncio O DENASUS o componente fede-ral do Sistema Nacional de Audito-ria SNA. Ele o coordenador do sistema. um Departamento do Ministrio da Sade desconcen-trado, ou seja, temos represen-tao em cada uma das capitais brasileiras, dando uma capilaridade muito boa para as nossas inicia-tivas de auditoria e facilitando a nossa pronta resposta. Revista SadePB: Quais as principais demandas do De-

    nasus atualmen-te e quais os avan-os que poderamos destacar neste De-partamento to importante e fun-damental para o Minis-trio da Sade? Adalberto Fulgn-

    cio O nosso planejamento est voltado para auditar as marcas de governo e os programas dirigi-dos para o combate misria. Os principais programas do Minist-rio esto sendo auditados, bvio, por amostragem. Alm de outras aes desenvolvidas em conjunto com a CGU, TCU, PF, MPF e MPE. Como resultado, temos o aprimo-ramento das normativas de alguns

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    ...Auditoria como espcie instrumental de controle interno passa a ter uma im-portncia estratgica para a conduo da boa prtica das polticas pblicas, especial-mente a sade...

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    programas, como o Farmcia Popular, que ao longo de sua existncia tem desenvolvido tecnologias de maior controle a partir dos nossos relat-rios. Igualmente, os responsveis pe-los programas esto desenvolvendo a minerao de dados para combater desperdcios e desvios, entre outras ferramentas de monitoramento e de avaliao. O Ministro Padilha tem exi-gido o desenvolvimento dessas fer-ramentas. E ele acompanha semanal-mente os principais programas. Revista SadePB: O Ministrio da Sade tambm integra programas do governo federal como o Plano Bra-sil sem Misria e o Viver Sem Limite. Como o Senhor compreende a impor-tncia de tais iniciativas? Adalberto Fulgncio Sim. Estamos auditando o programa de combate hansenase, que uma do-ena muito presente no plano de com-bate misria. De igual modo, vamos acompanhar as iniciativas do Minist-rio no Viver sem Limite, pois somente podemos auditar uma poltica quando ela se encontra madura, ou seja, so-mente podemos auditar algo quando esse algo est elaborado, financiado e executado.

    Revista SadePB: Alm de garan-tir acesso e atendimento de qualidade aos usurios do SUS, o Denasus tam-bm tem se empenhado em combater o desperdcio. Como aprimorar os me-canismos de combate corrupo no SUS?

    Adalberto Fulgncio O Brasil tem ainda a maior concentra-o de renda, de terra urbana e rural e de meios de comunicao do mundo, por isso que eu no considero que a corrupo o nosso maior problema, mas concordo que a percepo da maioria da populao essa, por isso precisamos combat-la intransigen-temente. De igual modo, estou con-vencido que o nosso sistema de sade precisa de mais recursos, todavia pre-cisamos melhorar a nossa capacidade de gesto, combatendo o desperdcio. Nesse sentido, o Ministrio da Sade tem desenvolvido esforos, tecnolo-gias e iniciativas almejando combater o desperdcio e os desvios para dar mais acesso aos servios de sade. Para tanto, o Ministro Padilha est dando mais transparncia ao repasse

    de recursos por meio de um por-tal; disponibilizou todas as infor-maes do Ministrio socie-dade; obrigou saque e depsito eletrnicos nas contas recepto-ras de repasses federais; criou a carta SUS ao usurio que informa o procedimento e o valor pago pelo SUS pelo tratamento dis-pensado ao cidado; focou uma programao de auditorias em programas estratgicos; desen-volveu tecnologias de rastrea-mento e cruzamento de dados para identificar indcios de des-vios e desperdcio e j foi pro-posto o descredenciamento de prestadores de servio que des-cumpriram as normativas do SUS.

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    O Ministrio da Sade tem desenvolvi-do esforos, tecnologias e iniciativas almejando combater o desperdcio e os desvios para dar mais acesso aos servios de sade...

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    Revista SadePB: Sr. Adalberto, como o Senhor classificaria a situao atual da sade no Estado da Paraba e o que pode ser feito para melhorar as condies da sade no nos-so Estad...