Revista Sunos e Cia

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Edio 28 da revista Sunos e CIA

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    28/

    2008

  • Editorial

    Atualmente a mdia trata a crise mundial como o fi nal dos tempos e parece que no teremos mais soluo na economia contando com um diagnstico crtico, evidenciando frustraes e pessimismo. Neste ambiente com constantes especulaes presenciamos um cenrio de questionamento de como sero os prximos dias e a constante preocupao se sobreviveremos a toda essa situao. Os que vivem a atividade de suinocultura conhecem xito e fracasso e sabem que sempre existiro momentos difceis, os quais devem ser administrados de forma efi ciente, com investimentos certeiros para a superao desses momentos decisivos. A palavra de ordem no momento, sem dvida, precauo. Evitar dvidas de juros altos, principalmente as que a atividade com seu histrico dos ltimos anos no consegue gerar recursos para pagar. Havendo oportunidade, troque dvida cara por uma opo de juros mais barato, focalize as necessidades bsicas que podem gerar resultados a curto e mdio prazo, mas que sejam de investimentos suportveis e que no comprometam a sade fi nanceira de sua empresa. Acredite na motivao das pessoas e invista em recursos humanos optando por especializao, conhecimento, administrao do tempo e foco no objetivo e resultados. Fuja dos excessos, procure superar toda situao com os ps no cho evitando investimentos milagrosos que podem gerar despesas e poucos recursos. Enfi m, acredite que sempre existem oportunidades para aqueles que sabem superar situaes difceis com otimismo e criatividade.

    As Editoras

  • ndice

    06 Entrevista

    10 Reproduo

    16 Manejo

    26 Sanidade

    32 Reviso Tcnica

    54 Sumrios de Pesquisa

    57 Recursos Humanos

    58 Jogo Rpido

    60 Aconteceu

    62 Divirta-se

    06 Entrevista Geraldo Camilo Alberton

    10 Reproduo Vitalidade: sobrevivncia de leites pelo melhoramento gentico

    16 Manejo Tratamento de leites atrasados: experincia prtica

    26 Sanidade Impacto econmico das doenas na produo de sunos

    32 Reviso Tcnica 20 Congresso da IPVS

    54 Sumrios de Pesquisa

    57 Recursos Humanos Para Refl etir: De que grupo voc faz parte?

    58 Jogo Rpido Dra. Adriana Pereira pergunta: Vamos avaliar como se encontra seus conhecimentos frente a requisio de exames laboratoriais?

    60 Aconteceu ABRAVES So Paulo reestruturada lana seu I Encontro Tcnico

    Pfi zer traz especialistas a So Paulo

    62 Divirta-se Jogo dos 7 erros Teste seus conhecimentos Diagrama

  • Revista Tcnica da Suinocultura

    A Revista Sunos&Cia destinada a mdicos veterinrio, zootecnista, produtores e

    demais profi ssionais que atuam na rea de suinocultura. Contm artigos tcnico-cientfi cos

    e editorias instrutivas, apresentados por especialistas do Brasil e do mundo.

    Editora TcnicaMaria Nazar Lisboa

    CRMV-SP 03906

    Consultoria TcnicaAdriana Cssia Pereira

    CRMV - SP 18.577

    Deborah Gerda de GeusCRMV - SP 22.464

    Edison de AlmeidaCRMV - SP 3045

    Jornalista ResponsvelFrancielly Thas Hirata

    MTB 7739

    Projeto Grfi co e EditoraoDsigns Editorao e Comunicao

    dsigns@dsigns.com.br

    IlustraesRoque de vila Jnior

    CapaFoto cedida por Agroceres PIC

    (reprodutor AGPIC 427)

    Atendimento ao ClienteAdriana Cssia Pereira

    adriana@suinosecia.com.br

    Assinaturas AnuaisBrasil: R$ 120,00

    Exterior: R$ 160,00Liria Santos

    assinatura@suinosecia.com.br

    ImpressoSilvamarts

    Administrao, Redao e PublicaoRua Felipe dos Santos, 50

    Jardim GuanabaraCEP 13073-270 - Campinas - SP

    Tels.: (19) 3243-8868 / 3241-6259suinosecia@suinosecia.com.br

    www.suinosecia.com.br

    A reproduo parcial ou total de reportagens e artigos ser permitida apenas com a

    autorizao por escrito dos editores.

    Expediente

  • Destaque:Geraldo Camilo Alberton

    Apaixonado pela docncia, o mdico veterinrio Geraldo Camilo Alberton optou pelas salas de aulas da universidade para trans-ferir conhecimento e experincia adquiridos em sua formao para os futuros profi ssionais. Ao encontrar na profi sso a realizao pessoal, o veterinrio que se especializou em sunos atualmente professor da Universidade Federal do Paran (UFPR).

    O mestre Geraldo Alberton formado em Medicina Veterinria pela UFPR h 18 anos, mestrado em Cincias Veterinria na UFPR (1996) e na seqncia, em 1998, doutor em Medicina Veterinria pela Universidade Esta-dual Paulista Jlio de Mesquita Filho (UNESP). Dedicou seus estudos a pesquisa em sanidade, especialmente patologia.

    Desde 1993 trabalha como professor da UFPR, onde atua no ensino de graduao e ps-graduao e tambm na rea de pesquisa, focalizando em sanidade: infeces urinrias, locomotores, e doenas infecciosas. Alberton tambm realiza pesquisas na rea de inspeo.

    Sunos&Cia: Porque decidiu pela Medicina Veterinria?

    Dr. Geraldo: Desde criana sempre desejei ser mdi-co veterinrio. No segundo grau realizei o curso de Tcnico em Agropecuria e tive contato com a pecuria, o que au-mentou a minha vontade de trabalhar com animais. Assim, quando tive que decidir por uma profi sso optei pela Me-dicina Veterinria.

    Sunos&Cia: Sua aproximao com sunos aconteceu durante a universidade?

    Dr. Geraldo: Meu interesse pela suinocultura acon-teceu durante o perodo de estudante. Durante a gradu-ao estive direcionado rea de Tecnologia e Inspeo de Produtos de Origem Animal. No entanto depois de for-mado tive a oportunidade de trabalhar com sunos como sanitarista. Neste momento decidi pela suinocultura, por ter tido muita relao com esse segmento.

    Sunos&Cia: O que o levou a decidir pela docncia?

    Dr. Geraldo: Em 1993 fui convidado a participar de um concurso para professor de Doenas dos Sunos na UFPR, embora ainda no tivesse mestrado e doutora-do, decidi buscar a oportunidade descobrindo que havia muita afi nidade com a docncia. A primeira aula que eu ministrei foi no prprio concurso para professor. Depois que as aulas comearam tive a certeza de que realmente gostava de ensinar e de viver no ambiente universitrio.

    Sunos&Cia: Como foi realizar mestrado e doutora-do seguidamente?

    Dr. Geraldo: Realizei ambos os cursos sendo pro-fessor da UFPR. O mestrado foi na UFPR e tive a excelente oportunidade de trabalhar em conjunto com a Embrapa Sunos e Aves em um projeto com infeco urinria em porcas, que foi meu tema de dissertao. Fui orientado nessa pesquisa pelo Dr. Jurij Sobestiansky, que na poca atuava como pesquisador do CNPSA. Assim fui muito bem acolhido na instituio tendo o apoio do Jurij. Tambm tive o privilgio de ter sido orientado pelo professor Pedro Werner na UFPR. Ainda durante o mestrado, realizei algu-mas disciplinas no curso de Ps-graduao da Universida-de Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com excelentes professores do setor de sunos. Com relao ao meu dou-torado, o fi z na Universidade Estadual Paulista (UNESP) em Botucatu. Trabalhei com artrite em sunos no abatedouro, no entanto a pesquisa foi desenvolvida em Concrdia, em parceria com o CNPSA, Sadia S.A e Servio de Inspeo Fe-deral. Na Embrapa fui co-orientado pelo Dr. Itamar Piffer, que na poca ainda era pesquisador do centro e, me apoiou muito neste trabalho. O trabalho era rduo, mas novamente eu estava no CNPSA, local repleto de profi ssionais de gran-de gabarito e sempre dispostos a ajudar. Meu orientador na UNESP era uma pessoa muito especial, que confi ou no meu trabalho e me deu carta branca para ir a Santa Catarina con-

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    Entrevista

    Sunos & Cia Ano VI - n 28/2008

  • Sunos & CiaAno VI - n 28/2008

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    Entrevistaduzir a pesquisa. Os profi ssionais do SIF, da Sadia S.A.e CNPSA me auxiliaram mui-to na parte de coleta e processamento das amostras. Sem a ajuda deles, no teria sido possvel realizar esta pesquisa.

    Sunos&Cia: O fato de realizar pes-quisas em sanidade ajuda na sua tarefa de professor?

    Dr. Geraldo: Acredito que sim, sem dvida os conhecimentos gerados nessas pesquisas so aplicados no ensino e ge-ram oportunidade na orientao para ou-tras pesquisas tanto na graduao como na ps-graduao. O mais importante foi o amadurecimento cientfi co que o mes-trado e o doutorado proporcionaram e, isso se refl ete positivamente no meu tra-balho.

    Sunos&Cia: Quais as disciplinas que ministra na graduao e ps-gradua-o?

    Dr. Geraldo: Na graduao minis-tro duas disciplinas obrigatrias: Intro-duo Medicina Veterinria e Doenas dos Sunos e mais duas optativas: Tpicos Especiais em Sanidade Suna e Grupo de Estudos em Sanidade de Aves e Sunos. Na ps-graduao ministro seminrios gerais e sanidade suna.

    Sunos&Cia: Como trata essa res-ponsabilidade de formar novos profi ssio-nais?

    Dr. Geraldo: Ns professores temos uma responsabilidade gigante em nossas mos. Recebemos alunos que esto no fi -nal da adolescncia, e mandamos para o mercado, profi ssionais graduados. Temos que passar no apenas conhecimento, mas tambm valores extremamente im-portantes como tica, comportamento, cidadania, entre outros, to signifi cativos para o sucesso profi ssional. Infelizmente muitos desses conceitos no so tratados como disciplinas; apenas so transmitidos no convvio com os alunos. Por isso, assim como a atitude dos pais infl uenciam no desenvolvimento do carter de seus fi -lhos, a nossa atitude como professor, tam-bm infl uencia na formao de valores dos nossos alunos.

    Sunos&Cia: Quais os principais de-safi os da docncia?

    Dr. Geraldo: O primeiro e principal desafi o dos profi ssionais que atuam como docentes aprender a arte de ensinar, in-felizmente a grande maioria no possui formao pedaggica. So profi ssionais das mais diferentes reas que ingressa-ram para o corpo docente de uma uni-versidade e, consequentemente, do dia pra noite, viraram professores. Cada um acaba aprendendo e se aprimorando por conta prpria. Cito como exemplo eu, que participei de apenas dois cursos de curta durao sobre Docncia no Ensino Supe-rior, mas o que mais aprendi foi na prtica e com a leitura de livros especializados so-bre o assunto. O outro grande desafi o o de ser professor, em um pas que pouco se valoriza a profi sso de professor.

    Sunos&Cia: Se sente realizado como professor?

    Dr. Geraldo: Estou muito realizado ensinando a rea de sanidade suna, pois um setor de grande empregabilidade e de extrema importncia para o pas e para o mundo. Ademais, uma rea muito tec-nifi cada e com pesquisas de ponta. Deste modo, abordo assuntos sempre atuais e falo aos alunos sobre um mercado em franca expanso no Brasil. A profi sso de professor muito gratifi cante e, considero

    como uma das profi sses mais motivado-ras e importantes para o pas.

    Sunos&Cia: Percebe interesse pelos alunos quanto especializao de sunos?

    Dr. Geraldo: Infelizmente no. So poucos os alunos que se interessam pela suinocultura. A maioria se interessa pela rea de Clnica e Cirurgia de Animais de Companhia. Os que se interessam por su-nos geralmente saem da faculdade com bons empregos e, raramente trocam de rea.

    Sunos&Cia: Ser homenageado por vrias turmas de formandos, isso lhe deixa com a satisfao de dever cumprido?

    Dr. Geraldo: Sinto-me muito li-sonjeado. Com certeza esta uma forma de reconhecimento, pois muito gratifi -cante e emocionante ser homenageado pelos nossos alunos. Diferentemente do que ocorre em um ambiente empresarial, onde os funcionrios so recompensados pela sua atuao profi ssional, na univer-sidade no existe nada disso, pois no h nem critrios para avaliar quem efetiva-mente est cumprindo a contento o seu papel. O nico reconhecimento que te-mos vem por parte dos alunos e, por isso, considero este tipo de homenagem uma certifi cao de qualidade do trabalho que realizo.

  • Entrevista

    8Sunos & Cia Ano VI - n 28/2008

    Sunos&Cia: Entre os estudos e pes-quisas que realizou, qual foi o mais gratifi -cante?

    Dr. Geraldo: Sinceramente foi ter trabalhado com artrite de sunos no ser-vio de inspeo, que realizei durante o doutorado, no apenas pela magnitude do trabalho, mas tambm pelo ineditismo para o Brasil. Muitas dvidas que existiam sobre o assunto foram esclarecidas nes-sa pesquisa. Ainda hoje, so condenadas muitas carcaas de sunos devido artrite e, nessa pesquisa demonstramos que a principal causa de artrite a osteocon-drose, que se trata de um processo no infeccioso, portanto, nesse caso a conde-nao simplesmente desnecessria.

    Sunos&Cia: Como os estudos de sanidade suna podem auxiliar na prtica os profi ssionais que esto a campo?

    Dr. Geraldo: A sanidade tem como principal fundamento a preveno de do-enas e, consequentemente, est muito atrelada ao manejo e ambincia, que so reas de formao comuns Medicina Ve-terinria e Zootecnia. Deste modo, os es-tudos com sanidade acabam reforando a idia de que os profi ssionais que atuam na suinocultura precisam cada vez mais entender de como criar os sunos de ma-neira preventiva quanto ao controle de doenas. Sendo muito mais importante do que saber diagnosticar e tratar enfer-midades.

    Sunos&Cia: Qual a importncia da atualizao constante dos profi ssionais da medicina veterinria e zootecnia?

    Dr. Geraldo: Estamos na era do co-nhecimento. O que se aprende na univer-sidade, simplesmente a base do conhe-cimento. Todos os profi ssionais precisam se atualizar constantemente atravs da leitura de revistas tcnicas e cientfi cas, participando de congressos tcnico-cien-tfi cos e realizando cursos de aperfeio-amento ou ps-graduao. Atualmente dispomos de um recurso extremamente de fcil acesso que a internet. impres-sionante a facilidade que se tem para bus-car atualizao e novos conceitos.

    Sunos&Cia: Pode citar, de acordo com sua viso cientfi ca, quais foram os principais avanos nos ltimos anos alcan-ados na rea de sanidade suna?

    Dr. Geraldo: Os avanos mais sig-nifi cativos que ocorreram em sanidade de sunos foram conseqncias da moder-nizao de nossas granjas. As melhorias das instalaes, do manejo, da nutrio e das vacinas disponveis no mercado, se refl etiram positivamente na sanidade de nossos plantis. Outro fato muito positivo foi a certifi cao das Granjas de Repro-dutores. Antigamente muitas doenas eram introduzidas nas granjas por meio de reprodutores infectados e, atualmente, somente granja livres dessas doenas po-

    dem comercializar reprodutores. Isso con-tribuiu signifi cativamente para o controle de doenas como a Peste Suna Clssica e Doena de Aujeszky.

    Sunos&Cia: Poderia comentar como se encontra o Brasil em relao pes-quisa e tecnologia na espcie suna?

    Dr. Geraldo: O Brasil tem excelen-tes grupos de pesquisa de sunos. Depen-dendo do assunto, se encontram mais trabalhos atuais e de qualidade no pas do que no exterior. Apesar de se ter pouco recurso para pesquisa, se realiza muitos estudos de qualidade. Entretanto, nossa competitividade com o exterior fi ca com-prometida porque muitas tcnicas avan-adas que so utilizadas rotineiramente na pesquisa internacional, aqui, por ques-tes de recursos, so pouco disponveis. Creio que esse cenrio envolve a medida que o pas fortalece sua economia.

    Sunos&Cia: Como avalia a impor-tncia do professor para a suinocultura?

    Dr. Geraldo: Tanto, professores e pesquisadores tm uma grande respon-sabilidade com a suinocultura. necess-rio formar profi ssionais de qualidade para atuar na rea e, tambm, realizar pesqui-sas que tragam solues para a atividade. Como o Brasil est em fase de desenvol-vimento, os recursos disponveis so limi-tados, logo, temos que ter muita parcim-nia na realizao de nossas tarefas. Nada adianta formar alunos ou realizar pesqui-sas que no estejam em sintonia com as necessidades do mercado.

    Sunos&Cia: A quem gostaria de agradecer o sucesso de sua trajetria?

    Dr. Geraldo: Primeiramente aos meus pais, que sempre investiram e es-timularam meus estudos. Em segundo lugar, UFPR, instituio que me acolheu como aluno e como professor e que me possibilitou a realizao do mestrado e doutorado. Em terceiro lugar, aos amigos que encontrei por todos os cantos por onde andei. Tenho certeza que todas as vitrias que obtive na minha vida estive-ram intimamente ligadas ao direta ou indireta desses amigos.

  • 10

    Reproduo

    Sunos & Cia Ano VI - n 28/2008

    Vitalidade: sobrevivncia de leites pelo melhoramento

    gentico

    Introduo

    Pode-se afi rmar que o melho-ramento gentico dos sunos alcanou as metas, to almejadas nas dcadas de 60 e 70, de produo de carcaas com baixo percentual de toucinho, maior profundidade e maior rea de olho de lombo, resultando em alto percentual de carne magra produzida por animal abatido, em um intervalo de tempo cada vez menor, devido s altas taxas de crescimento dirio. Esta produo se d com custos tambm cada vez menores, fruto da melhoria da converso alimentar, imprimido, principalmente pelo componente pa-terno das linhagens comerciais. Em relao s caractersticas advindas do componente materno, tambm houve um grande avano a partir da dcada de 80, que se concretizou na dcada de 90 e continua at os dias atuais.

    Em termos numricos, o me-lhoramento gentico dos sunos, considerando as linhagens paternas e maternas, proporcionou, em mdia, progressos genticos anuais da ordem de +20 gramas para ganho de peso mdio dirio (GPMD), +0,5% em carne magra (CM%) e +0,2 leites/leitegada(16). No entanto, atualmente, h uma forte presso para que mesmo caractersticas como baixo valor eco-nmico tambm sejam colocadas nos ndices de seleo, como por exem-plo, agressividade e comportamen-tos estereotipados(07) e caractersticas

    relacionadas ao impacto ambiental provocado pela suinocultura, como a excreo de nitrognio e fsforo nas fezes. Em pesquisa recente, a exem-plo de, Qu, Rothschild e Stahl (2007) utilizando a tcnica de microarray detectaram efeito da linhagem do ca-chao sobre a expresso de 339 ge-nes, identifi caram tambm efeito da quantidade de fsforo na dieta sobre a expresso de 18 genes e o efeito da interao entre a linhagem do cacha-o e a dieta sobre a expresso de 31 genes.

    Adicionalmente, devido resposta correlacionada(05), algumas caractersticas pioraram e, atualmen-

    te, as taxas de mortalidade de leites nas fases iniciais de vida aumentaram muito, contribuindo para a diminuio da velocidade do progresso gentico da caracterstica nmero de leites desmamados por porca ano (D/P/A), mesmo com grande progresso genti-co na caracterstica tamanho de leite-gada (TL)(06). O mesmo foi encontra-do em linhagens de camundongos se-lecionadas para tamanho da ninhada comparado a uma linhagem controle que foi mantida sob cruzamento ale-atrio por vinte geraes, ou seja, um aumento do nmero de fi lhotes por parto e um aumento concomitante da mortalidade pr-desmame na linha-gem selecionada(24). Considerando

    Robson Carlos Antunes 1

    Ana Carolina Portella Silveira 2

    Aline Silva Mello Csar 2

    Paulo Fernando Alves de Freitas 2

    Professor da FAMEV - UFU 1

    Mestrandos da FAMEV-UFU 2

    robson@famev.ufu.br

    A soma do melhoramento gentico paterno e materno continua trazendo timos benefi cios para produo como converso alimentar e alta taxa de crescimento dirio.

  • que a mortalidade de leites no im-portante apenas do ponto de vista eco-nmico e de produo, mas tambm do ponto de vista de bem estar animal e social, j que a sociedade no apre-cia o fato de grande nmero de leites morrerem em sistemas intensivos de produo e no aprova o sacrifcio de animais doentes ou refugos(31), torna-se necessrio o investimento no melhoramento gentico de caracte-rsticas que propiciem o aumento da sobrevivncia dos leites.

    Estratgias de aumento da taxa de sobrevivncia dos leites pelo melhoramento gentico podem ser implementadas focando a habi-lidade materna das linhas fmeas ou ainda o aumento da resistncia inata dos leites s condies adversas en-frentadas no ambiente extra-uterino logo aps o nascimento ou tambm, melhorando geneticamente os leites no tocante resistncia a doenas es-pecfi cas; e, logicamente, uma com-binao de todas estas estratgias. H necessidade de lembrar que o com-ponente longevidade das matrizes infl uencia diretamente a lucratividade e a efi cincia do sistema de produo de leites(28).

    Aumentando a sobrevivncia por meio do componente materno

    Para fazer melhoramento ge-ntico para a habilidade materna da porca, seja pelo aumento da produo de leite ou da efi cincia da lactao(1), j que a produo de leite da por-ca um dos fatores mais importan-tes da limitao do crescimento do neonato(15); ou pelo melhor comporta-mento da matriz ao expor os tetos e pelo som caracterstico emitido para chamar os leites para mamar, e ain-da, pelo comportamento cuidadoso ao deitar evitando o esmagamento(25), ou ainda pela combinao destas caractersticas, necessrio tomar alguns cuidados nos programas de

    melhoramento gentico. As granjas ncleos de melhoramento gentico que selecionam para a caracterstica habilidade materna no devem usar hormnios para induzir o parto e, muito menos, para auxiliar a expulso dos leites aps o parto iniciado. Em recente trabalho conduzido no Mxi-co, os autores mostraram que a admi-nistrao de ocitocina para auxiliar o parto tem efeito adverso sobre a via-bilidade do neonato provocado pelo nmero, freqncia e intensidade das contraes miometriais, levando a um aumento do nmero de leites que nascem com bradicardia e com acido-se metablica(18). O uso de ocitocina tambm aumenta a chance dos leites sofrerem intervalos de hipxia antes do nascimento, aumentando a mor-talidade na maternidade(19). Mesmo assim, o uso da ocitocina no auxlio ao parto tem aumentado em granjas comerciais, pois esta prtica diminui a durao total do parto e o intervalo entre a expulso dos leites, otimi-zando a mo-de-obra em grandes uni-dades produtoras de leites, apesar de aumentar tambm a incidncia de partos distcicos, alm dos problemas mencionados com os neonatos(29).

    Uma pesquisa conduzida pelo National Pork Producers Council (NPPC) nos Estados Unidos (EUA) mostrou que h diferenas enormes com respeito longevidade das f-meas e capacidade reprodutiva entre linhagens(17). Estas diferenas, cer-tamente, tambm devem se estender ao comportamento destas matrizes, pois, apesar destas pesquisas no te-rem estudado caractersticas compor-tamentais especifi camente, o peso da leitegada e a perda de peso durante a lactao foram estudados neste proje-to e ambos so afetados pelo compor-tamento da fmea na maternidade.

    Investir no melhoramento ge-ntico da caracterstica habilidade materna possvel, j que os vrios componentes desta caracterstica so herdveis(1), e necessrio, pois h grande variao entre as linha-gens comerciais dos resultados de produo(17) que tambm so conse-qncia do comportamento materno, entre outros fatores. No entanto, im-portante lembrar que para se calcular valores genticos para determinados componentes da caracterstica habi-lidade materna, deve-se corrigir esta-tisticamente para a vitalidade inerente

    A produo de leite da porca um dos fatores mais importantes na limitao do crescimento dos neonatos.

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    Reproduo

  • dos leites que a porca amamentou em cada ciclo(9).

    Finalizando, deve-se eviden-ciar que um dos componentes mais importantes da caracterstica habi-lidade materna, que a produo de leite, pode ser melhorado selecionan-do fmeas com boa conformao de bere durante o perodo de lactao, pois existe correlao positiva entre produo de leite e conformao do bere(20). Mas, tem-se que conside-rar as respostas correlacionadas para as outras caractersticas, buscando o melhor balano entre elas(1).

    Melhoramento gentico para resistncia a doenas especfi cas

    Uma pesquisa conduzida na Universidade de Nebraska pelo grupo liderado pelo Dr. Rodger K. Johnson mostrou que as linhas paternas sele-cionadas para altas taxas de cresci-mento em carne magra, quais sejam Pietrain, Duroc ou Hampshire, so mais sensveis aos efeitos deletrios provocados pela infeco pelo vrus da PRRS(21). Desde a dcada de 70,

    pesquisas tm sido conduzidas no sentido de desvendar mecanismos que expliquem a resistncia a doenas especfi cas e com isto, seja possvel o desenvolvimento de marcadores mo-leculares que possam ser usados no melhoramento gentico por meio da seleo assistida por marcadores(34). Um exemplo de sucesso nesta rea o desenvolvimento de marcadores para resistncia a colibacilose que j foi concludo, patenteado e ampla-mente utilizado pela PIC (Pig Impro-vement Company) em seu programa de melhoramento. Estudos sobre a herana gentica deste marcador de resistncia mostraram que a resis-tncia resulta da falta de um simples receptor de superfcie celular para a cepa K88. Desta forma, os leites que no possuem este receptor no so colonizados, pois a E. coli cepa K88 no consegue se aderir mucosa in-testinal destes leites(34).

    A utilizao de modelos ani-mais empregando camundongos e ratos transgnicos, em que alguns genes so silenciados pela tcnica de knout out, uma ferramenta valio-sssima na elucidao dos mecanis-mos moleculares das doenas e tem

    produzido bastante conhecimento no caso especfi co de doenas humanas, como Diabetes e Mal de Parkinson. A produo de sunos transgnicos tem aumentado nos ltimos anos e, em breve, analogamente ao que j acon-tece com as pesquisas de doenas em humanos, estas tcnicas sero aplica-das na elucidao dos mecanismos moleculares que regem as doenas em sunos. Tcnicas recentes e com poder maior de elucidao tambm sero utilizadas neste sentido como, por exemplo, a recm desenvolvida tcnica de RNA de interferncia que gerou um prmio Nobel. Isto propor-cionar a utilizao da estratgia de Marked Assisted Selection (MAS) em maior escala no melhoramento gen-tico de sunos no tocante ao desen-volvimento de linhagens resistentes a doenas especfi cas.

    Melhoramento gentico para a vitalidade dos leites

    Vitalidade dos leites de-fi nida como sendo a capacidade dos leites sobreviverem da fase fi nal de gestao, passando pelo parto e pelo perodo crtico dos primeiros trs dias at o desmame(9). Como o conceito envolve a natimortalidade, interes-sante frisar que extremamente im-portante a correta diferenciao dos leites natimortos daqueles que nas-ceram e morreram logo aps o parto e, no raramente, sem a presena do parteiro, pois a mortalidade fetal infl uenciada por genes da me e ge-nes do feto e ocorre em perodos cr-ticos da gestao que coincidem com as mudanas na placenta(33). Entre os dias 20 e 30 de gestao, h o maior crescimento da placenta e logo aps, entre 35 e 40 dias, h um pico de mor-talidade fetal que pode ser mensurado avaliando-se os leites mumifi cados abaixo de 4 cm de comprimento(33). At os 60 dias de gestao, h um crescimento linear do comprimen-

    Os leites mais pesados ao nascer tem mais chances de sobreviver, devido a menor probabilidade de sofrer hipotermia.

    Reproduo

    12Sunos & Cia Ano VI - n 28/2008

  • to da placenta atingindo aos 65 dias a maior taxa de aumento do peso e, coincidindo com esta fase importante mudana na placenta, h outro pico de mortalidade fetal entre 55 e 65 dias de gestao que pode ser medido avaliando os nmeros de leites mu-mifi cados com 10 a 21 cm(33). E, fi -nalmente, aps 100 dias de gestao, h o ltimo pico de mortalidade fetal que so os leites natimortos, com aspecto normal ou j em deteriorao (leites achocolatados).

    Produes acima de 30 D/P/A j acontecem em vrios locais em n-vel mundial, s vezes, com mudanas no manejo com a inteno de alcan-ar este tipo de meta, cobrindo marrs com 160kg aos 270 dias e as mantendo como mes de leite na primeira lacta-o, alongando o perodo de lactao para 30 dias, com efeito benfi co so-bre a reproduo no prximo parto(22). Mas um dos maiores problemas que impede que um nmero maior de uni-dades produtoras ultrapasse a barreira dos 30 leites D/P/A o aumento da mortalidade que aconteceu nas linha-gens maternas como resposta correla-cionada negativamente com a carac-terstica tamanho de leitegada(6). Uma possvel explicao para o aumento da mortalidade dos leites o fato de que raes de gestao com balan-o inadequado de aminocidos ideal possam levar leites a termo com de-fi cincias nutricionais j ao parto, o que proporcionaria uma diminuio da vitalidade destes leites. Os traba-lhos de Kim e Wu, 2005 mostram que h uma necessidade de se formular raes especfi cas para a fase inicial e fi nal da gestao no tocante ao ba-lano de aminocidos ideal e tambm considerar as diferenas entre prim-paras e multparas(8). O manejo de se usar apenas um tipo de rao gestao com o mesmo nvel adequando ape-nas a quantidade para as diferentes fases da gestao e categoria de f-meas gestantes certamente no est em concordncia com os resultados

    destas pesquisas.Quando se pensa em melhorar

    esta caracterstica, vem logo em men-te a estratgia de se aumentar o peso ao nascer dos leites, pois leites mais pesados tm mais chances de sobreviver, j que a probabilidade de sofrerem hipotermia menor(31). Mas, paradoxalmente, em uma reviso pu-blicada sobre este tema so citados vrios trabalhos que mostram que se-lecionar para o aumento do peso ao nascer no aumenta a sobrevivncia dos leites e a explicao dada para esta contradio o fato de que so genes diferentes que controlam o peso ao nascer e a maturidade fi sio-lgica do leito, sendo mais efi ciente selecionar para aumentar a uniformi-dade de peso dentro de leitegada para elevar indiretamente a taxa de sobre-vivncia at o desmame(2).

    Pensando em selecionar carac-tersticas comportamentais dos leites que, por conseqncia, aumentaria a taxa de sobrevivncia, uma pesquisa foi conduzida em rebanhos ncleos de melhoramento, em que foi avaliado o comportamento de dois grupos de lei-tes com relao ao mrito gentico

    para a caracterstica vitalidade logo aps o parto e durante as primeiras 24 horas, medindo o tempo gasto do nas-cimento at o leito fi car de p, tempo gasto at o primeiro contato com o bere e o tempo que o leito levou do nascimento at colocar o teto na boca. Estas caractersticas comportamen-tais no explicaram a diferena de mrito gentico para a caracterstica vitalidade(12).

    Este mesmo grupo de pes-quisadores continuou aprofundando o assunto para tentar explicar as di-ferenas encontradas em relao ao mrito gentico para a caracterstica vitalidade dos leites e conduziram outras pesquisas buscando diferenas de estoques de energia nos dois gru-pos de leites com relao ao mri-to gentico e encontraram no grupo de maior mrito gentico uma maior quantidade de glicognio muscular e heptico, maior contedo de gordura, maior peso de adrenal, nveis mais elevados de corticides circulantes e melhor efi cincia placentria(13). Este grupo de pesquisadores tambm mostrou que a seleo para a caracte-rstica vitalidade dos leites ao parto pelo componente materno leva a uma

    Uma das caracteristicas da habilidade materna a produo de leite, que pode ser melhorada selecionando fmeas com boa conformao de bere.

    Sunos & CiaAno VI - n 28/2008

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    Os sunos nascem com pouca reserva de gordura e pobre capaci-dade gliconeognica e, portanto, de-pendem dos estoques de glicognio(3). Por este motivo, os achados das pes-quisas citadas so bastante valiosos para explicar diferenas nas taxas de sobrevivncias dos leites. Adicio-nalmente, outro fato colabora para a convergncia destes resultados na explicao da caracterstica vitalida-de, o fator fi siolgico ligado ao parto e maturidade dos leites ao fi nal da gestao, que o aumento do nvel de cortisol, responsvel por induzir o pulmo a produzir uma quantida-de adequada de surfactante, que ser extremamente importante na primeira inspirao de cada leito no momento do parto(4). A importncia do aumento do cortisol na fase fi nal da gestao ligada ao aumento da produo de surfactante fi ca clara quando se co-nhece o fato de que maternidades de humanos usam surfactante isolados de pulmes de sunos para aumentar a taxa de sobrevida de crianas que nascem prematuras.

    Selecionar para vitalidade dos leites possvel, efi ciente e necessrio(9). H resposta correla-cionada com outras caractersticas de interesse econmico e devem ser balanceadas dentro do programa de melhoramento gentico. Interessante notar que quando se seleciona para vitalidade dos leites e taxa de cres-cimento, concomitantemente, ocorre um ganho extra na taxa de crescimen-to comparado a uma estratgia em que se seleciona apenas para taxa de crescimento(10).

    Durante o 8 Congresso Mun-dial de Gentica Aplicada ao Me-lhoramento Animal (8th WCGALP-World Congress on Genetics Applied to Livestock Production), realizado em 2006 pela primeira vez no Bra-sil, muitos dos trabalhos de pesqui-

    sas apresentados foram sobre o me-lhoramento gentico para vitalidade dos leites. Dos 27 trabalhos apre-sentados na seo de Melhoramento Gentico de Sunos (Pig Breeding), oito foram sobre vitalidade dos lei-tes. Destes trabalhos apresentados em 2006, muitos j foram publicados em revistas especializadas. Um espe-cifi camente traz uma contribuio in-teressante, mostrando que selecionar para o nmero de leites que sobrevi-veram at o 5 dia til aps o parto mais efi ciente do que selecionar para tamanho de leitegada ao nascer(30).

    Consideraes fi nais

    Selecionar para a caractersti-ca vitalidade dos leites possvel e necessrio e para ser implementado com efi cincia deve-se, alm de se controlar os pais biolgicos, desen-volver correes estatsticas para o peso ao nascer, para o efeito da ha-bilidade materna da me de leite, de-vido transferncia entre leitegadas, pois so fatores de grande impacto na taxa de sobrevivncia dos leites. A herdabilidade da caracterstica vitali-dade dos leites muito baixa, mas a sua grande variabilidade torna-a pas-svel de seleo com efi cincia eco-nmica. O fato de esta caracterstica ser de magnitude bastante baixa faz com que seja necessrio o uso de in-formaes de grande nmero de ani-mais geneticamente conectados em ambientes diversos, para aumentar a acurcia de seleo dos valores gen-ticos e, conseqentemente, aumentar o progresso gentico para esta carac-terstica. A conseqncia do melhora-mento gentico para a caracterstica vitalidade dos leites o aumento da uniformidade do peso ao nascer e a produo de leites fi siologicamente mais maduros.

    Reproduo

    14Sunos & Cia Ano VI - n 28/2008

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  • 16

    Manejo

    Sunos & Cia Ano VI - n 28/2008

    Glauber S. Machado(1)

    Roni W. Pinheiro(1)1 Mdicos Veterinrios da Integrall

    Solues em Produo Animal

    Tratamento de leites atrasados: experincia prtica

    Introduo

    Nas ltimas duas dcadas, a indstria de melhoramento de sunos direcionou boa parte do seu foco na seleo de matrizes de alta produtivi-dade, objetivando aumentar o nmero de leites nascidos/parto e um conse-qente aumento no nmero de leites desmamados/porca/ano. Trata-se de um enorme benefcio para a suino-cultura industrial, e no h dvidas de que este ganho gentico deve ser mantido e at mesmo incrementado, desde que acompanhado de processos que preservem ou mesmo aperfeio-em a qualidade do leito nascido. No h qualquer dvida que o ganho ge-ntico pode e deve continuar positivo para a prolifi cidade das linhagens ma-ternas, pois a indstria especializada j conta com ferramentas de seleo gentica para vitalidade e sobrevivn-cia dos leites, com excelentes resul-tados j conquistados e consagrados em alguns programas, conciliando assim quantidade com qualidade dos leites nascidos.

    Os leites atrasados repre-sentam, portanto, a expresso clnica mais visvel do conceito de variabili-dade na produo de sunos. Podendo afi rmar que a variabilidade representa o maior custo de oportunidade da pro-duo, e tambm um dos custos mais negligenciados por tcnicos e produ-tores. Dentro desse custo, podemos relacionar diversas facetas que com-prometem e oneram a produo em granjas com alta variabilidade ou alto percentual de leites atrasados: Custo associado aos descontos pra-

    ticados pela indstria: em sistemas que abatem com tipifi cao indi-vidual de carcaas, calcula-se que

    apenas de 10% a 20% dos animais abatidos atualmente so classifi ca-dos dentro da rea de mxima de rentabilidade nas matrizes de remu-nerao;

    Custo associado inefi cincia de utilizao de instalaes: o sistema tudo dentro / tudo fora exps a in-convenincia da variabilidade em peso;

    Custo associado ao comprometi-mento da alimentao por fases, quando h alta variabilidade de peso em uma mesma fase;

    Custo de produo mais elevado dos animais menores: a variabilidade causa distribuio desigual dos cus-tos de produo;

    Custo associado maior mortalida-de dos animais menores e refugos;

    Custo associado instabilidade imunolgica do rebanho, mantida e promovida pelos animais super-di-fusores que compem a populao de animais atrasados.

    No decorrer deste artigo, se-ro demonstradas as possibilidades de tratamento dos leites atrasados do manejo, nutrio e da teraputi-

    ca. Tambm ser enfatizado o com-ponente gentico da variabilidade. Inicialmente ser abordada uma dis-cusso ampla sobre o peso ao nasci-mento, o peso ao desmame e a pri-meira semana aps o desmame, bem como suas implicaes futuras, por se tratarem dos grandes determinan-tes da variabilidade e da ocorrncia de leites atrasados, nas fases subse-qentes.

    Peso ao Nascimento

    O baixo peso ao nascimento afeta de forma direta a ocorrncia de leites atrasados e a taxa de mortali-dade nas diversas fases de produo, alm de criar dentro do sistema de produo as chamadas subpopula-es imunolgicas. Estas apresentam comportamento imunolgico e sani-trio distinto dos demais animais e so responsveis pela manuteno e recirculao de problemas clnicos no rebanho, alm da amplifi cao dos problemas sanitrios por estes ani-mais super-difusores, sendo um fa-tor de risco constante para os animais contemporneos.

    Tabela 1 Infl uncia do peso ao nascimento sobre os parmetros de desempenho subseqente (Azain et al., 1996)

    Grupo 1 Grupo 2

    Nmero de Leites 128 (23%) 438 (77%)

    Mdia de Peso ao Nascimento (kg) 1,23 b 1,76 a

    Mdia de Peso aos 14 dias (kg) 2,97 b 4,86 a

    Mdia de Peso ao desmame (kg) 6,08 b 8,35 a

    Idade Mdia ao Desmame 26,4 26,2

    GPD do nascimento ao dia 14 (g/d) 122 b 223 a

    GPD do dia 14 ao desmame (g/d) 408 b 501 a

    GPD na creche (g/d) 339 b 396 a

  • Manejo

    A reduo no peso ao nasci-mento acompanhada pelo aumento na variao de peso no crescimento e queda no desempenho. Em mdia, os leites com peso inferior a 900 g ao nascimento requerem de sete a 15 dias a mais para chegarem ao abate que as categorias de pesos superiores(3). Por outro lado, os leites que nascem mais pesados tm maior peso ao des-mame e na sada de creche, com este potencial sendo expresso at o abate. Como regra geral, considera-se que um aumento de 100g ao nascimento resulta num ganho de 200g ao desma-me e que a cada 100g adicionados no desmame possibilita um ganho extra de 500g ao abate(10). Entretanto, essa relao (efeito multiplicador) pode variar muito entre diferentes sistemas de produo, por ser tambm infl uen-ciada por diversos fatores extrnsecos. A tabela 1 permite visualizar essa re-lao entre o peso ao nascer e os pesos subseqentes. Neste trabalho (Azain et al., 1996), os leites de maior peso ao nascer (grupo 2), demonstraram melhor desempenho ponderal em to-das as fases subseqentes.

    Sabe-se que os leites apre-sentam baixas reservas energticas pela ausncia de tecido adiposo mar-rom, baixo percentual de gordura cor-poral e dependncia exclusiva de gli-cose nas primeiras horas de vida(9). Os

    leites nascem em mdia com 1,6% de gordura corporal e o aumento do peso ao nascimento acompanhado do aumento neste percentual de gor-dura, que assegura melhor isolamento corporal e maior reserva aumento sobrevida nesta fase, sendo consegui-do com ajuste nutricional na gestao. As maiores perdas por mortalidade na maternidade ocorrem, em sua maio-ria, at o terceiro dia de vida, estando correlacionadas com o peso e vigor dos leites ao nascimento. Em traba-lhos americanos e europeus, os leites que nascem com peso inferior a 1,0 kg apresentam taxas de mortalidade superiores a 40%(6, 13). Avaliando a so-brevivncia de leites em 11 diferen-

    tes categorias de peso ao nascimento, de 200 em 200 gramas, Quiniou et al encontraram taxas de mortalidade de 64% no primeiro dia, para leites nascidos com menos de 600 gramas, e de 85% at o desmame, para esses mesmos leites. J para os leites nascidos entre 601 e 800 gramas, a mortalidade foi de 29% no primeiro dia de vida, com mortalidade acumu-lada de 52% at o desmame, para essa mesma categoria.

    J em condies de manejo otimizadas, em trabalhos nacionais, esta mortalidade um pouco menor, mas ainda assim muito mais expres-siva do que a mortalidade de animais mdios e pesados ao nascimento. Tra-balhando com causas no infeccio-sas de mortalidade na maternidade, Furtado (2007) encontrou 28,9% de mortalidade nos leites nascidos com menos de 900 gramas de peso.

    Desempenho dos animais

    Em um ensaio conduzido a campo, neste ano de 2008, em uma granja de 4500 matrizes, encontrou-se uma taxa de mortalidade da ordem de 45% nos leites nascidos com me-nos de 600 gramas, ao passo que os leites nascidos com peso entre 601 e 900 gramas apresentaram 32% de mortalidade no primeiro ms e 24% no segundo ms. O ensaio permite concluir que as diversas ferramentas de manejo aplicadas logo aps o nas-cimento tiveram muito pouco xito nos leites nascidos com menos de

    Grfi co 1 Taxas de mortalidade pr-desmame de leites nascidos em diferentes categorias de ganho de peso (Integrall, 2008).

    Leites que nascem mais pesados tem maior pesoao desmame e na sada de creche.Fonte: Juvenal Ribeiro

    18Sunos & Cia Ano VI - n 28/2008

  • Manejo

    600 gramas. O objetivo deste trabalho vai alm da comparao entre as taxas de mortalidade, abrangendo tambm a avaliao completa de desempenho (ganho ponderal e efi cincia alimen-tar) dos animais nascidos em diferen-tes categorias de peso. Desta forma, pode-se inclusive optar pelo sacrifcio ou no, j ao nascimento, de leites nascidos abaixo de um patamar m-nimo de peso que seja considerado o peso mnimo de viabilidade econ-mica. O grfi co 1 ilustra os dados de mortalidade obtidos nos primeiros 2 meses desse ensaio.

    Leites nascidos com peso inferior a 1,2 kg apresentam baixas reservas ao nascimento requerendo maior tempo para a primeira mama-da, apresentando maior taxa de mor-talidade at o terceiro dia e menor peso ao desmame. Sabe-se ainda que leitegadas numerosas, em porcas com idade avanada, aumentam a preva-lncia de leites com peso inferior a 800 g (Bertolin 1992). Avaliando a variabilidade em diversos parmetros ao nascimento, Leenhouwers (2001) encontrou uma signifi cativa amplitu-de de variao, conforme se observa na tabela 2.

    O coefi ciente de variao do peso das leitegadas ao nascimento situa-se entre 22% e 26%, sendo que o nmero de leites nascidos est in-versamente relacionado com o peso ao nascimento e de forma positiva com o coefi ciente de variao (CV). Assim, h uma forte correlao entre o peso ao nascimento, peso ao des-mame e dias necessrios para o abate. Ainda, observa-se que os leites que nascem menores fazem parte de uma subpopulao de animais, na qual h menor ingesto de colostro, com re-duo na durao da imunidade pas-siva, fi cando expostos aos agentes

    patognicos de forma prematura. Esta classe de animais altera a dinmica de infeco nas granjas permitindo repi-ques nas taxas de mortalidades com perdas de desempenho. O nmero de fi bras musculares um importante determinante da massa muscular. No suno, o nmero de clulas muscula-res concludo durante a fase de ges-tao, com este permanecendo fi xo do nascimento ao abate (Dwyer & Sticklnad, 1991). Aps o nascimen-to, o potencial crescimento muscular est limitado hipertrofi a (aumento no tamanho das clulas). Desta for-ma, algumas questes so levantadas com relao capacidade limitada de crescimento dos leites que tm baixo peso ao nascimento:1) Estes apresentam menor nmero

    de fi bras musculares ao nascimen-to e, portanto menor potencial de crescimento muscular;

    2) Menor capacidade de ingesto em

    valores absolutos; ou3) Menor concentrao de IGF-1, o

    que reduziria a taxa de ganho des-tes animais.

    Algumas pesquisas tm mos-trado que os leites com baixo peso ao nascer apresentam menor nmero de fi bras musculares(6). Entretanto, outros trabalhos mostram que esta re-duo no nmero de fi bras musculares ocorre apenas em leites que nascem com peso inferior a 800 g, no sendo observado nas demais categorias de peso(7). Lynch et al. (2006) conclu-ram que os leites de baixo peso ao nascimento apresentam-se mais leves ao abate, com reduo na mdia de ganho dirio e ingesto de alimentos. A concentrao de IGF-1 menor (28%) do que no grupo de animais pe-sados, no havendo qualquer diferen-a quanto ao nmero de fi bras entre as categorias de peso ao nascimento.

    Os animais com baixo peso ao nascimento apresentam ainda uma menor altura das vilosidades intesti-nais, reduo na atividade das enzi-mas lactase e lipase, menor nmero de receptores de hormnios da tireide no msculo e menor nvel de IGF-1 na circulao. A reduo no peso ao nascimento tambm pode estar asso-ciada a um menor nmero de fi bras musculares e reduo no percentual de carne magra ao abate(10).

    Tabela 2 Amplitude de variao de diferentes parmetros ao nascimento(Leenhouwers, 2001)

    Varivel Mdia Mn. Mx.

    Peso Nascimento (g) 1518 450 2600

    Intervalo entre nascimento (min) 19,1 0 175

    Tempo para se levantar (min) 8,9 1 56

    Tempo para chegar ao teto (min) 23,1 3 240

    Tempo para primeira mamada (min) 52,7 5 382

    Nos animais com nascimento abaixo do peso apresentam menor altura das vilosidades intestinais.Fonte: Suinos & Cia

    Sunos & CiaAno VI - n 28/2008

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  • ManejoAlguns fatores tm

    infl uncia direta no peso ao nascimento e desmame, podendo citar a ordem de pario. Observa-se um au-mento de peso linear tendo como base a primeira pari-o e uma queda da sexta pario em diante. Smith et al. (2007) apontam a quarta pario como pico de peso ao nascimento embora al-guns trabalhos tenham mos-trado que este pico ocorre nas matrizes de quinta pari-o. O aumento no peso ao nascimento entre a primei-ra e segunda pario pode estar ligado ao aumento do espao uterino. J a queda do peso ao nascimento e au-mento da variao do peso ao nascimento nas matrizes mais velhas ocorre pelo au-mento na taxa de ovulao e tamanho da leitegada(12). Problemas relacionados nutrio fetal e efi cincia placentria tambm podem estar associados ao menor peso ao nascimento e maior variabilidade de peso em leitegadas de porcas mais velhas.

    A correlao negativa entre tamanho de leitegada e peso ao nas-cimento um fato, j atestado em di-versos trabalhos. Entretanto, h atual-mente diversas ferramentas de seleo e melhoramento que tm permitido a melhoria da qualidade ao nascimento em leitegadas numerosas.

    Peso ao Desmame

    Um dos mais importantes fa-tores que infl uenciam a performance ps-desmame de sunos o peso desmama. Observa-se efeito da idade da matriz, poca do ano e idade de desmame sobre o parmetro de peso ao desmame. As fmeas de primeira e segunda pario tendem a apresen-tar leitegadas mais leves ao desma-me, estando os leites mais pesados na quarta e quinta paries. Sabe-se que as matrizes mais jovens possuem glndula mamria em desenvolvi-

    mento, produzindo menos leite e re-duzindo signifi cativamente o peso ao desmame.

    H uma correlao fortemente positiva entre o peso ao desmame, a efi cincia de crescimento e a qualida-de de carcaa dos animais abatidos. Desta forma, o peso ao desmame um importante parmetro de predio para o peso na sada de creche, con-forme evidenciado por Cole & Var-ley (2000) e apresentado na tabela 3. Cooper et al. (2001) relatam que para cada 1 kg que se consegue agregar no peso ao desmame h um acrscimo de

    1,9 kg no peso de sada de creche (56 dias de idade) e ao abate este animais tive-ram 4,2 kg de ganho adi-cional.

    Em uma simulao econmica, considerando pressupostos americanos de mercado, foi detecta-da vantagem em dlar, de 3,47; 5,24; 4,91; 6,34 e 8,29 por suno abatido aos 125 kg de peso vivo e desmamados, respectiva-mente, com 5,5; 6,4; 7,3; 8,2 e 9,5 kg aos 20 dias em comparao com os leites desmamados com 4,6 Kg. Faz-se necessria, portan-to, a implementao de manejo e tecnologias, de ordem prtica, que asse-gurem a maximizao do peso ao desmame, dentro das condies do sistema de produo.

    A melhoria da con-dio corporal das matri-zes, ajustes de manejos e ambiente, melhorias na qualidade da rao de lac-tao, bem como adoo

    de um programa de suplementao para leites lactentes, trazem bene-fcios diretos e comprovados, sendo observada melhoria no peso mdio, reduo da variao de peso dentro de leitegada e menor mortalidade desses leites lactentes.

    Em geral, leites mais pesados ao desmama crescem mais rapidamen-te no perodo imediatamente posterior desmame e so menos susceptveis a distrbios digestivos e diarria. No entanto, leites desmamados pre-cocemente, mesmo com um peso aci-ma de 5,5 kg, no apresentaram um

    Tabela 3 Infl uncia do peso ao desmame sobre o desempenho at o abate com 104 Kg (Cole & Varley, 2000)

    Pesos ao desmame 4,1 a 5,0 5,1 a 6,8 6,9 a 8,6

    Idade desmama (d) 24 25 25

    Peso ao abate (kg) 104 104 104

    GPD recria e terminao (g) 703a 732b 750c

    Consumo dirio rao (Kg) 2,304 2,336 2,300

    Dias do desmame at o abate 136a 134a 128b

    As matrizes mais jovens possuem glndula mamria em desenvolvimento, produzindo menos leite e reduzindo o peso ao desmame.Fonte: Juvenal Ribeiro

    20Sunos & Cia Ano VI - n 28/2008

  • Manejodesempenho subseqente satisfatrio. Assim, os animais que pesam menos de 4,5 kg ao desmame (21 dias) re-querem 12 dias a mais para atingirem o peso de venda quando comparados aos leites desmamados com 6,8 kg(2). A idade da desmama um importante fator que interfere na mdia de ganho dirio aps a desmama e na lucrati-vidade ao abate, em funo do peso desmama e maturidade fi siolgica dos animais. O desempenho dos ani-mais aumenta de forma linear com o aumento da idade de desmame at que se atinja 22 dias como idade de desmama(11). Em condies prticas, observaes constatam que h respos-ta positiva crescente, em diversos pa-rmetros de desempenho dos leites ps-desmame, quando se aumenta a idade de desmame dos 17-18 dias at a idade de 23-24 dias.

    A primeira semana aps o desmame

    A taxa de crescimento duran-te a primeira semana ps-desmame tambm um excelente indicador dos dias de alojamento necessrios para o abate. Os leites com ganhos superiores na semana subseqente desmama chegam ao abate alguns dias antes que os animais que apre-sentam uma queda ou mesmo um ganho muito moderado durante este perodo. Os animais com ganhos di-rios inferiores a 115g na primeira se-mana, aps a desmama demoram at 20 dias a mais para chegar ao abate quando comparados com os animais que mantm a taxa de ganho similar ao da maternidade (250g/dia). A mag-nitude da correlao entre ganho de peso ps-desmame e peso ao abate superior que aquela observada entre

    o peso ao nascimento ou desmame com o peso de abate, o que justifi ca a adoo de manejos que incrementem ganhos nesta fase. A tabela 4 ilustra o efeito do GPD na primeira semana ps-desmame sobre o desempenho subseqente.

    De forma similar, trabalhos da equipe de nutrio da Universidade do Kansas evidenciaram correlao forte e positiva entre o GPD na primeira se-mana ps-desmame e o desempenho dos animais at o abate (grfi co 2).

    Aes concretas para reduo da variabilidade de peso

    Diversos fatores contribuem para que os animais possam expressar o desempenho mximo nas granjas

    comerciais. Sabemos que de 20% a 30% deste potencial perdido do nas-cimento ao abate. Estas perdas esto associadas reduo na taxa de in-gesto provocadas por condies que limitam o consumo, levando restri-o alimentar. Dentre essas condies limitantes, podemos citar fatores am-bientais, nutricionais, sanitrios, n-mero de animais/baia, densidade de ocupao, etc. Muitos pesquisadores tm estudado como os diversos fato-res afetam a taxa de crescimento, fi -cando claro que estes interagem entre si, aumentando o nvel de estresse dos animais. O efeito destes fatores pare-ce ser aditivo e a remoo de alguns deles pode aumentar o desempenho. Nesse contexto, podemos relacionar 3 diferentes abordagens ou grupos de ferramentas para reduo da variabi-lidade e para tratamento dos leites atrasados:

    Ferramentas de manejo Ferramentas nutricionais Ferramentas teraputicas

    No h dvidas que esses trs grupos de ferramentas podem abran-ger um universo muito extenso de al-ternativas. Est descrito abaixo alguns exemplos de ferramentas utilizadas com sucesso na prtica de campo, que

    Tabela 3 - Efeito do GPD durante a 1 semana ps-desmame sobre odesenvolvimento subseqente dos leites (Mahan, 1996)

    Parmetros GPD na primeira semana ps-desmame (g/dia)

    Idade 0 0- 0,15 0,15 0,23 > 0,23

    28 dias 14,5 15,9 16,8 18,2

    56 dias 30,0 30,9 32,7 35,0

    156 dias 105,3 108,5 111,7 113,5

    Idade aos 113,5 kg 183 179 175 173

    Linhagens genticas modernas tendem a conciliar quantidade de leites com qualidade do leito nascido, garantindo ganho gentico positivo para prolifi cidade, sobrevivncia e qualidade do leito ao mesmo tempo.Fonte: Juvenal Ribeiro

    Sunos & CiaAno VI - n 28/2008

    21

  • Manejo

    certamente contribuem para a maior uniformidade dos lotes produzidos.

    Ferramentas de Manejo

    Uma das mais importantes fer-ramentas no controle dos problemas sanitrios a ingesto de colostro. Manejos que possibilitem a mxima ingesto nas primeiras seis horas aps a pario devem ser considerados e priorizados, j que a concentrao de imunoglobulinas cai de forma abrup-ta nas doze horas aps o parto, assim como cai drasticamente a capacidade de absoro pelos leites.

    Os leites com alto peso ao nascimento apresentam uma maior concentrao de IgG no plasma na primeira fase de vida, estando esta correlacionada a uma maior ingesto do mesmo, logo aps o nascimento. A relao, em leites leves e pesados, se mantm durante toda a lactao, mas a concentrao absoluta cai de forma considervel quando comparada ao nascimento. A induo e sincroniza-o dos partos tornam possvel um manejo mais adequado de colostro, desde que implantada com todos os cuidados necessrios para o sucesso desta tcnica. E tambm a utiliza-o rotineiramente da marcao e numerao dos primeiros 7-8 leites ao nascer, com posterior rodzio de mamada. Com este manejo, se obtm melhora sensivelmente da ingesto de colostro pelos leites pequenos e pelos ltimos leites a nascer. Este manejo possibilita uma ingesto mui-

    to mais uniforme de colostro e, assim, um status imunolgico mais equiva-lente entre os animais, contribuindo para uma maior estabilidade imuno-lgica.

    Talvez o mais importante fator que atua sobre a variabilidade seja o status de sade do rebanho. O grau de exposio s doenas difere entre ani-mais, assim como o impacto da expo-sio antignica do animal saudvel sobre seu desempenho varia entre in-divduos, sendo possvel observar um forte impacto sobre o coefi ciente de variao (CV) dos pesos nas diversas idades(3).

    A idade de desmame um importante fator a considerar no con-trole da viabilidade nas leitegadas, e na ocorrncia de leites atrasados ou refugos. comum observar granjas praticando desmames relativamente precoces (18-19 dias), projetando o peso estimado aos 21 dias, mas es-quecendo que o ganho real inferior ao projetado e, mais do que isso, que o ganho real no uniforme entre os leites, criando maior variao dentro dos lotes desmamados, menores taxas

    de ganho ps-desmame e elevao na taxa de mortalidade (tabela 4).

    Nos casos de desmames pre-coces em granjas comerciais, sabi-do que aproximadamente 25% dos animais so desmamados com menos de 3,5 kg. Essa variabilidade do lote um grande desafi o de manejo e uma das maiores causas de leites atrasa-dos nas fases de creche, recria e ter-minao. preciso conhecer o CV es-perado para cada fase, sendo este um importante indicador na efi cincia dos manejos adotados na granja. Dentro de uma distribuio normal espera-se um CV de 20% para o peso ao desma-me, de 12% a 15% na sada da creche e entre 8% e 12 % no momento do abate. Reduzir a variabilidade implica no aumento da uniformidade dos ani-mais de um mesmo grupo. Remover leites pequenos ou grandes do grupo no reduz a variabilidade, mas sim-plesmente os separa em subgrupos, aumentando a uniformidade aparente, mas no a uniformidade real da pro-duo. Para reduzir a variabilidade preciso fazer os leites menores cres-cerem mais rapidamente; somente as-sim a uniformidade estar garantida. Nesse contexto, a adoo de manejos, estratgias nutricionais e/ou terapu-ticas diferenciados para as categorias mais leves, podem reduzir a variabili-dade melhorando o desempenho con-junto do grupo.

    Outro fator determinante para um bom desempenho diz respeito ao ambiente. fundamental que os lei-tes sejam mantidos em sua zona de conforto para que todos os nutrientes absorvidos sejam utilizados para o crescimento, e no direcionados para a regulao e manuteno da tempe-ratura corporal. Por outro lado, fl utu-aes extremas na temperatura diria, associadas s altas concentraes de

    Tabela 4 - Infl uncia da idade ao desmame sobre desempenho posterior(Main et al, 2002)

    Idade 12 d. 15 d. 18 d. 21 d.

    Peso(kg) 4,2 4,9 5,7 6,5

    Cons. (g/d) 426 512 562 653

    GPD (g/d) 299 a 367 b 408 b 476 c

    Converso Alimentar 1,42 1,39 1,38 1,38

    Peso 42 d. ps-desm. 16,9 a 20,3 b 22,6 b 25,8 c

    Grfi co 2 Relao entre o GPD na 1 semana ps-desmame e a idade ao abate (KSU, 2001)

    22Sunos & Cia Ano VI - n 28/2008

  • Manejo

    gases (amnia) e poeira, acabam por ocasionar irritaes no trato respi-ratrio dos animais, aumentando a probabilidade de ocorrncia e agra-vamento de doenas respiratrias. O manejo de cortinas fundamental para manter a temperatura adequada a cada fase, permitindo a renovao de ar das salas e impedindo a incidncia direta de correntes de ar frio sobre os leites. Dependendo das condies climticas, nem sempre, somente o uso de cortinas sufi ciente para ga-rantir o conforto trmico dos leites, especialmente nas primeiras semanas de creche. Portanto, bastante comum encontrarmos situaes de campo em que se faz necessrio dispor de alter-nativas suplementares para manter a temperatura ideal em cada fase.

    Ferramentas Nutricionais

    O fornecimento de rao ade-quada deve iniciar logo nos primeiros dias de vida, permitindo uma melhor adaptao dos leites s dietas e pre-parando-os para maior ingesto ao desmame. No restam dvidas de que a primeira semana de alojamento na creche a mais importante em termos de adaptao fi siolgica ao novo siste-ma de instalao e, principalmente, a uma alimentao totalmente diferen-te do leite materno. O grande desafi o fazer com que o leito ganhe peso j nos primeiros dias, imediatamente aps o desmame, e que durante toda a fase seguinte tenha a mxima efi cin-cia de converso possvel, a um custo compatvel. Os leites devem ter f-

    cil acesso rao, sendo estimulados ao consumo vrias vezes ao dia. Os menores devem ser manejados de for-ma diferenciada, permitindo um con-sumo das raes de melhores nveis por um tempo adicional, sempre que possvel.

    Uma vez desmamado, o leito na creche tem de satisfazer suas neces-sidades de alimento e gua em fontes diferentes na baia, enquanto que at o desmame o leite materno atendia am-bas as necessidades. O tempo mdio para que o leito ingira gua pela pri-meira vez na creche varivel, sendo que alguns leites podem levar at dois dias para encontrar o bebedouro e efetivamente ingerir gua em volu-mes signifi cativos. Em sistemas com manejo defi ciente de fornecimento de gua, pode-se observar inclusive per-da de peso dos leites nos primeiros dias ps-desmame, com sinais claros de desidratao. O maior consumo de rao ps-desmame estimula a secre-o de enzimas pancreticas, e um aumento na altura das vilosidades do intestino delgado, conseqentemen-te, um incremento no ganho de peso. Portanto, consumo de rao e de gua devem ser trabalhados em conjunto desde a entrada dos leites na creche.

    A qualidade do leito ao nas-cimento pode ser manipulada atravs de estratgias nutricionais especfi cas, durante as diferentes fases da ges-tao. A literatura indica resultados confl itantes no que tange os efeitos da nutrio na gestao sobre o aumento do peso ao nascimento. Em condies prticas, esto sendo implantados di-ferentes programas de alimentao diferenciada em fmeas hiperprolfi -

    cas, com resultados muito promisso-res sobre a qualidade e uniformidade do peso ao nascer. E tambm a im-plantao de estratgias nutricionais especfi cas para os animais de baixo peso ou refugos, principalmente nos momentos de alojamento na creche e na terminao.

    O principal componente des-sa estratgia uma associao de ingredientes nutracuticos, protenas funcionais, palatabilizantes, imuno-moduladores, vitaminas especfi cas em doses supra-nutricionais, anti-oxi-dantes e outros elementos com dife-rentes propriedades nutricionais, imu-nolgicas e imunofi siolgicas. Vrios resultados de campo j foram cole-tados, indicando excelente potencial de reduo das taxas de refugagem e mortalidade, desde que o forneci-mento seja iniciado com os animais ainda apresentando padres razoveis de consumo. A tabela 5 ilustra alguns dos dados j mensurados a campo, sendo que o modo de uso predomi-nante por 15-20 dias contnuos aps a transferncia para a fase de creche e/ou de recria.

    necessrio, entretanto, res-peitar os limites entre os desafi os nutricionais e os desafi os sanitrios que acometem os leites atrasados. No restam dvidas que as subpopu-laes de animais refugos e atrasados apresentam muito mais desafi os de ordem sanitria, sendo intensamente acometidos por enfermidades entri-cas e respiratrias. Nesse contexto, os melhores resultados de recuperao e tratamento de leites atrasados so obtidos quando se concilia as ferra-mentas de manejo, nutrio e tera-putica.

    Ferramentas Teraputicas

    A principal justifi cativa para considerar as abordagens teraputicas no tratamento de leites atrasados a seguinte: os problemas sanitrios re-presentam a principal causa da refu-gagem, assim como representam tam-bm a principal conseqncia dessa mesma refugagem. Independente dos fatores de risco adicionais que estejam envolvidos (baixo peso ao nascimen-

    Tabela 5 - Resultados preliminares com a utilizao de uma ferramenta nutracutica especfi ca para animais de baixo peso

    Granja Idade Efeitos observados

    Granja 1 (MG) 65-80 dias 1,145 kG/dia x 0,738 kG/dia(55,15% aumento no GPD)

    78% de recuperao de refugos do grupo avaliado

    Granja 2 (SC) 70-85 dias 89% de recuperao de refugos

    Granja 3 (RS) 70-85 dias 94% de recuperao de refugos

    Granja 4 (SC) 152-165 dias 92% alcanaram peso e condio fsica para abate

    Granja 5 (SC) 55-70 dias 79% de recuperao do lote de refugos

    Granja 6 (MG) 63-80 dias 84% x 38% de recuperao

    (avaliados x controle negativo)

    Sunos & CiaAno VI - n 28/2008

    23

  • Manejo

    01. Alison, L., Stalder, K. J., Serenius, T. V., Baas, T. J., Mabry, J. W., Effects of piglet birth weights at weaning and 42 days post weaning. Journal of Swine Health and Production, V. 15 n. 4, 2007.

    02. Azain, M. J., T. Tomkins, J. S. Sowinski, R. A. Arentson, and D.E. Jewell. Effect of supplemental pig milk replacer on litter performance: Seasonal variation in response. J. Animal Sci. 74: 2195-2202, 1996.

    03. Beaulieu, A. D., Patience, J. F., Leterme, P., Variability in growth and the impact of litter size. 8th Annual swine Technology Workshop, 2006.

    04. Cooper, D. R., Patience, J. F., Gonyou, H. W., Zijlstra, R.T., Characterization of Within Pen and within room variation in pigs from birth to market: variation In birthweight and days to market. Monograph 01-03. Prairie Swine Centre Inc., Sakatoon, SK, 2001

    05. Gondret, F., Lefaucher, L., Louveau, I., Lebret, B., Pichodo, X., Le Cozler, Y., Infl uence of piglet birth weight on postnatal growth performance, tissue lipogenic capacity and muscle hostological traits at market weight.Livestock Production Science, 93 p.137-148.

    06. Gondret, F., Lefaucheur, L., Louveau, I., Lebrer, B., Pichoto, X., Le Cozler, Y., Infl uence of piglet birth weight on postnatal growth performance, tissue lipogenic capacity and muscle histological traits at market weight. Livest. Prod Sci. v.93, p.137-146, 2005.

    07. Handel, S. E., Stickland, N.C. Muscle cellularity and birth weight. Animal Production, 44 p. 311-317, 1987.

    to, baixa ingesto de colostro, etc), as enfermidades certamente ganham lu-gar de destaque nesses grupos de lei-tes atrasados. Segundo o trabalho de Nottar (2007 - dados no publicados), avaliando causas de baixo desenvol-vimento em sunos nas fases de recria e terminao, nada menos que 94,1% dos refugos avaliados apresentavam problemas sanitrios confi rmados. Por sua vez, Hogedal (2006) avaliou animais contemporneos de menor peso no abate, e concluiu que este grupo de animais atrasados apresen-tou mais leses (p

  • 26

    Sanidade

    Sunos & Cia Ano VI - n 28/2008

    Introduo

    As mudanas mais profundas vivenciadas pela moderna produo de sunos nos ltimos anos, tiveram sua origem na gerao de animais li-vres de agentes infecciosos. Quando as prticas de biossegurana no so aplicadas corretamente, com a fi nali-dade de prevenir a introduo e/ou a transmisso de doenas infecciosas, a conseqncia lgica a reduo da rentabilidade da empresa, devido aos efeitos sobre os parmetros de produo. O objetivo desse artigo apresentar algumas evidncias que demonstram de que maneira as doen-as infecciosas podem repercutir eco-nomicamente sobre a rentabilidade do negcio e quais so as estratgias de produo que, nos dias de hoje, ga-rantem melhores resultados.

    Impacto das doenas sobre a rentabilidade das criaes de sunos

    O impacto econmico das doenas na produo de sunos in-discutvel, podendo variar em cada granja, na dependncia de fatores tais como a freqncia da doena, o efeito sobre a produo e os custos de tratamento e/ou preveno. Isto tem levado ao desenvolvimento de um nmero crescente de granjas de alta sanidade, a fi m de permitir o alcance de metas de produo competitivas. Se descompusermos a rentabilidade de uma granja de sunos na forma de uma rvore de produtividade (Figu-ra 1), visualizaremos melhor em que nvel cada doena exerce seu efeito negativo. Na rvore de produtivida-de esto destacados na cor laranja,

    aqueles aspectos sobre os quais geral-mente se produz o maior impacto das doenas infecciosas.

    Com freqncia, os veterin-rios e os produtores tomam decises baseados em concluses incorretas. O impacto da doena em cada com-ponente de rentabilidade da empresa de sunos pode variar. O importante contar com ferramentas de diag-nstico que permitam identifi car os problemas, antes que seu efeito seja devastador.

    Qual o maior impacto: uma elevao da mortalidade ou uma reduo do ganho de peso?

    Tradicionalmente, estima-se que o maior impacto econmico es-teja associado a doenas que levem

    Vitelio Utrera Universidade Central de Venezuela

    vitelioutrera@yahoo.com

    Impacto econmico das doenas na produo de

    sunos

    Figura 1 - rvore de rentabilidade de uma empresa de criao de sunos.

    Fonte: Dufresne, 1999

  • Sanidade

    mortalidade elevada. Holtkamp e co-laboradores (2007a), ao realizar um estudo para avaliar as perdas econ-micas associadas aos problemas sani-trios mais freqentes na Amrica do Norte, concluram que o maior efeito estava associado com as doenas que produziam um aumento na efi cincia da converso alimentar. Para tanto, ao avaliar o impacto das doenas sobre a produo, aquelas entidades que re-duzem a efi cincia da converso ali-mentar representam um srio proble-ma fi nanceiro. Nesse mesmo estudo, o impacto econmico de patologias que produziam um incremento da morta-lidade tardiamente, no ps-desmame, era signifi cativamente superior, em comparao quelas entidades que re-percutiam nas etapas iniciais do cres-cimento. Entre as patologias que pro-duziam um maior efeito negativo, por seu impacto combinado sobre a efi ci-ncia da converso e sobre a mortali-dade no crescimento, esto a PRRS, as doenas associadas ao circovrus suno do tipo 2 e as doenas relacio-nadas com o M. hyopneumoniae e o A. pleuropneumoniae (7).

    Um diagnstico a tempo

    O impacto das doenas tam-bm depende do tempo em que a po-pulao tenha estado exposta ao agen-te infeccioso. Depois da introduo de qualquer doena em uma granja suscetvel, a populao experimenta, atravs do tempo, a disseminao da infeco, a qual vai promovendo uma

    reduo dos animais suscetveis e a gerao de imunidade no plantel. Por-tanto, a evoluo das doenas sepa-rada em: uma fase aguda inicial e uma fase endmica posterior, na qual so afetados aqueles indivduos expostos, depois que a imunidade passiva trans-mitida das mes imunes, aos seus leites, tenha decrescido. O xito de qualquer estratgia de preveno de doenas depender ento da habilida-de em detectar precocemente o pro-blema, antes de sua disseminao populao suscetvel. Portanto, a mo-nitoria peridica da sade do plantel deve ser uma rotina obrigatria.

    Calculando o custo das doenas

    Ao calcular o custo da introdu-o de qualquer patologia, devemos considerar a perda na produtividade e os custos de interveno associa-dos com a fase aguda, assim como tambm aqueles associados ao per-odo endmico da doena. Do mesmo modo, devemos considerar uma va-riedade de fatores tais como a susce-tibilidade da populao, o fl uxo dos animais no sistema, a virulncia do

    A monitoria peridica da sade do plantel fundamental para diminuir o impacto econmico.

    O sucesso da estratgia de preveno de doenas, depende da habilidade em detectar precocemente o problema e evitar assim a disseminao.

    Sunos & CiaAno VI - n 28/2008

    27

  • Sanidade

    28Sunos & Cia Ano VI - n 28/2008

    microrganismo, os custos de alimen-tao, a taxa de mortalidade e os cus-tos de interveno destinados a trata-mento e/ou estabilizao da infeco na populao.

    Se no somos capazes de estimar o impacto econmico da doena, muito difcil defi nir uma relao custo-benefcio de qualquer interveno, para ento poder estabelecer do ponto de vista fi nanceiro qual a melhor estratgia destinada preveno do problema. Batista e Pijoan (2006), demonstraram que a aplicao de um programa de erradicao de doenas era totalmente justifi cvel logo aps a anlise do custo das patologias sobre duas granjas, utilizando um programa de registros computadorizados (PigChamp) e realizando uma anlise do tipo custo-benefcio (Tabela 1). Ambas as granjas tinham as mesmas

    localizao geogrfi ca, composio gentica, manejo e administrao, diferenciando-se no fato de uma

    delas ser positiva para PRRS, doena de Aujeszky, M. hyopneumoniae, A. pleuropneumoniae e Salmonella choleraesuis, enquanto a outra era livre de tais doenas.

    Uma maneira prtica e ele-mentar de estimar o efeito de qualquer doena a realizao de uma previ-so da produo da granja (3), onde se estabelece em uma folha de clcu-lo todas as metas a serem atingidas em um perodo de tempo determina-do, procedendo ento avaliao de como os parmetros produtivos so alterados por qualquer mudana gera-da por: uma elevao nos ndices de mortalidade, uma reduo na efi cin-cia da converso alimentar ou qual-quer outro efeito da presena de uma doena infecciosa.

    Impacto das doenas em diferentes sistemas de produo. Sistemas de fl uxo contnuo versus sistemas tudo dentro - tudo fora.

    O fl uxo dos sunos no sistema de produo tradicional , com freqncia, contnuo. Isso signifi ca que as baias, mdulos ou edifcios so

    Tabela 2 - Desempenho dos sunos em um sistema TD - TF ecomparao ao de sunos em Fluxo Contnuo.

    TDTF Fluxo Contnuo

    GDP 0.78 0.69

    Dias a 105 Kg 172 185

    Efi cincia de converso 3.03 3.22

    Fonte: Scheidt Y col, 1995

    Tabela 1 - Comparao de parmetros de produo entregranja de alta sanidade (A) e granja padro (B).

    Granja A Granja B

    Taxa de Parto 84.4 70.6

    Nascidos Totais 11.9 9.4

    Nascidos Vivos 11.0 8.9

    Desmamados / Porca / Ano 23.8 17.9

    Mortalidade Final de Desmame 4,2 10.8

    Leites Vendidos / Porca / Ano 22.8 16.0

    Toneladas de Carne Vendidas / Porca / Ano 2.348 1.328

    Converso Alimentar 2.54 2.8

    Dias de vida / 100 kg 154 +180

    Ganho Dirio de Peso 0.672 0.555

    Leites Vendidos (2000 fmeas) 45.360 32.000

    Custo de Produo / Kg (US $) 0.81 1.13

    Fonte: Batista e Pijoan, 2006

    Para sintetizar a sntese de carne magra, os leites precisam ser criados em um ambiente com baixa carga e exposio de agentes infecciosos.

  • Sanidade

    mantidos permanentemente abrigando sunos de diferentes idades. Tem sido demonstrado de modo ostensivo que o desempenho dos sunos submetidos a um manejo tudo dentro - tudo fora (TD - TF) superior ao dos animais mantidos sob um sistema de fl uxo contnuo. (Tabela 2).

    Em geral, os sunos confi nados em um sistema TD - TF apresentam menos problemas infecciosos. Por-tanto, sua taxa de crescimento e a efi cincia de sua converso sempre so superiores as dos animais cria-dos em um sistema de fl uxo cont-nuo. Ainda quando os sistemas de produo TD - TF diminuem o im-pacto econmico das doenas, as me-didas no so sufi cientes para permitir sua erradicao. Por isso as empresas produtoras de sunos, principalmente aquelas que vendem material gen-tico, so obrigadas a garantir que os reprodutores comercializados estejam livres de doenas e tm que considerar a aplicao de medidas de erradicao de problemas infecciosos, no caso da introduo dos mesmos em sua po-pulao. A produo em multi-stios foi, originalmente, desenvolvida para gerar uma prognie de animais livres de pseudoraiva, provenientes de mes

    infectadas (5). Com o tempo, tal expe-rincia mostrou-se til tambm para a eliminao da sndrome respirat-ria e reprodutiva do suno (PRRS), a partir de um plantel de reprodutores infectados. Hoje em dia esto descri-tas uma srie de estratgias e tecno-logias, destinadas erradicao de doenas, tais mtodos tm demons-trado ser efi cazes (4) na eliminao de doenas, a exemplo da doena de Aujeszky, PRRS, M. hyopneumoniae, A. pleuropneumoniae, gastrenteri-te transmissvel, disenteria suna e a rinite atrfi ca progressiva. Entre os mtodos utilizados esto: o desmame segregado, o despovoamento parcial e/ou total, o repovoamento, a medi-

    cao estratgica, o fechamento de granjas e a estabilizao da imunida-de do plantel. A eliminao de agentes infecciosos mediante ao uso combi-nado de desmame segregado, planos de vacinao e medicaes tem sido previamente relatada (Tabela 3).

    Desmame Segregado

    Antes do desenvolvimento dos sistemas de mltiplos stios, o despo-voamento era a nica estratgia efi caz para a eliminao de patgenos das populaes de sunos. A descoberta de que o desmame segregado (isowean) permitia eliminar agentes infeccio-sos sem recorrer ao despovoamento

    Tabela 3 - Agentes infecciosos que podem ser eliminados mediante o uso do desmame segregado.

    OrganismoIdade mxima de desmame

    Medicao nas Fmeas

    Medicao nos Leites

    Vacinas nas Fmeas

    Vacinas nos Leites

    Haemophilus parasuis 10 - + + -

    Bordetella bronchiseptica 10 - + + -

    Pasteurella multocida 10 - + + -

    Actinobacillus pleuropneumoniae 21 - 28 - + + -

    Mycoplasma hyopneumoniae 20 - + + -

    Salmonella spp. 14 - 16 -

    Lawsonia intracellularis 10 - - - -

    Leptospira spp. 14 - 16 - + + -

    PRV 20 - - + -

    SI Vrus 20 - - + -

    PRRS Vrus 14 - 16 - - - -

    TGE Vrus 20 - - + -

    Fonte: Harris e Alexander, 1999

    Figura 2 - Pesos de diferentes idades de leites com desmame segregadoem comparao a leites da mesma leitegada, porm criados em fl uxo contnuo.

    Sunos & CiaAno VI - n 28/2008

    29

  • Sanidade

    30Sunos & Cia Ano VI - n 28/2008

    completo do plantel, representou um grande avano no modo de se criar sunos e permitiu atingir nveis de produtividade que, tradicionalmen-te, eram impossveis de serem con-seguidos. O princpio do desmame segregado baseia-se no fato de que os leites lactentes se mantm livres dos agentes patgenos que circulam na maioria das granjas de sunos. Se os leites se mantm no infectados at o momento do desmame, uma vez separados da me e transferidos para um local adequadamente limpo, de-sinfetado e desprovido de sunos de outras idades, tero condies de se desenvolver livres de microrganismos patgenos.

    Quando esse sistema foi cria-do, o objetivo inicial da obteno de sunos livres de agentes infecciosos revelou o benefcio de que os leites desenvolvidos de modo segregado se destacavam do restante dos animais de mesma idade e cresciam em um nvel signifi cativamente superior ao observado em leites provenientes da mesma leitegada, porm mantidos em um fl uxo contnuo (Figura 2).

    A vantagem do desmame se-

    Tabela 4 - Desempenho desmame-fi nalizao de uma granja de fl uxo contnuo depois de ser submetida ao despovoamento-repovoamento.

    Parmetro

    Peso mdio ao ingresso/Idade 6.94 kg / 21.1 dias

    Peso mdio a mercado/Idade 113.95 kg / 179 dias

    GDP desmame fi nalizao 0.658 kg

    Converso desmame fi nalizao 2.62

    Mortalidade desmame fi nalizao 1.3%

    gregado baseia-se no princpio de produzir sunos sadios, j que os lei-tes criados desta maneira tm uma menor ativao em seus sistemas imunolgicos, melhores taxas de ga-nho de peso e efi ccia de converso e produzem mais carne magra. A pro-duo de sunos sob baixas condies de higiene ou alta exposio a agentes infecciosos leva a um estmulo exage-rado do sistema imunolgico, o que gera uma reduo na deposio de protena para a sntese de carne ma-gra. Do mesmo modo demonstra-se que, quando os aminocidos so uti-lizados para uma sntese diferente da produo de tecido muscular, o corpo tambm ter uma tendncia de produ-zir mais gordura (11). Concluindo, para maximizar a sntese de carne magra, os leites precisam ser criados em um

    ambiente onde haja baixa exposio a agentes infecciosos. Os sunos que se desenvolvem sob condies de desmame segregado e em um sistema de mltiplos stios, so expostos a um nmero menor de agentes infecciosos e antgenos nocivos (como as endo-toxinas existentes, em alta concen-trao, nos ambientes altamente con-taminados), que normalmente esto presentes nos sistemas de produo convencionais(11). Adicionalmente, devido separao por grupos de ida-de e ao manejo TD - TF, as condies sanitrias so geralmente superiores. Tudo isso resulta em um menor est-mulo do sistema imunolgico. Essa menor estimulao traduz-se em um melhor desempenho, melhorando a taxa de crescimento.

    Os sistemas de fl uxo contnuo no so competitivos?

    Por tudo o que foi dito ante-riormente, poderamos concluir que no possvel produzir sunos de modo competitivo com sistemas de fl uxo contnuo. Apesar dos benefcios inegveis dos sistemas de mltiplos stios, os mesmos so difceis de se-rem aplicados por pequenos produto-res, cujo volume de produo sema-nal no permita completar as instala-es seguindo as normas do sistema TD - TF. Johnson (1999) demonstrou que, possvel produzir com cifras altamente competitivas em um siste-ma de fl uxo contnuo e em stio nico (Tabela 4), o segredo est em garantir que o plantel esteja sadio. A sade

    Antes do desenvolvimento do sistema de multiplos stios, o despovoamento era a nica estratgia para eliminao de agentes infecciosos.

  • Sanidade

    Tabela 5 - Desempenho dos sunos no desmame-terminao de uma granja de fl uxo contnuo, depois da realizao do fechamento temporrio da mesma, aclimatao

    das reposies e despovoamento parcial.

    Antes Depois

    Peso em 175 dias 89 kg 100 kg

    GDP desmame-fi nalizao 508 gramas/dia 571 gramas/dias

    Converso desmame-fi nalizao 3.37 3.00

    Mortalidade desmame-fi nalizao 8% 2.3%

    o motor principal, que garante a ob-teno das cifras de ganho de peso dirio (GPD) e de dias para se chegar ao abate, ditados pelo valor gentico de nossos animais. Portanto, obriga-trio o diagnstico das doenas exis-tentes em cada granja e a tomada de decises destinadas a control-las e/ou erradic-las.

    possvel gerar sunos sadios provenientes de um rebanho infectado de matrizes?

    Um dos problemas de sade de maior impacto econmico, na atu-alidade, a Sndrome Respiratria e Reprodutiva do suno (PRRS), ainda quando o manejo TD - TF seja con-siderado um fator chave para a redu-o da sua transmisso. Experincias recentes na Venezuela, em granjas de fl uxo contnuo (Tabela 5), permi-tiram melhorar signifi cativamente os parmetros de produo mediante a aplicao das seguintes medidas de controle:

    1) Impedimento da introduo de reposies na granja durante um perodo de seis meses;

    2) Aps o trmino do perodo de impedimento, aclimatao de todas fmeas de reposio a ser introduzida no plantel (2);

    3) Uma vez demonstrado que o vrus no estava circulando na po-pulao de fmeas, incio de um des-povoamento parcial do ps-desmame, para criar uma bolha sanitria com a fi nalidade de impedir que os leites provenientes de mes negativas se misturem com leites infectados.

    01. BATISTA, L.; PIJOAN. C. Production and economic advantages of high health production. In: IPVS Congress 19. Proceedings Denmark. p.166. 2006.

    02. BATISTA, L.; PIJOAN, C.; BAIDOO, S. Eradication of porcine reproductive and respiratory syndrome virus (PRRSv) by serum inoculation with the homologous PRRSv strain. In: IPVS Congress 18. Proceedings v 1. p.117. 2004.

    03. DUFRESNE, L. Evaluating the economical return of health program. In: Allen Leman Swine Conference. Proceedings Minnesota. p.193-196. 1999.

    04. GEIGER, J.O. Strategies for Disease Eradication. In: Swine disease Conference for Swine Practitioners. Proceedings Iowa State University. p. 98-103. 2007.

    05. HARRIS, D.L. Multi-site pig production. Iowa State University Press. Ames, Iowa. 2000.

    06. HARRIS, D.L.; ALEXANDER, T.J.L. Methods of disease of disease control. In: Diseases of Swine. Iowa State University. p. 1077-1110. 1999.

    07. HOLTKAMP, D.; ROTTO, H.; GARCA, R. The economic cost of major health challenges in large US swine production systems. Am. Assoc. Swine Vet. p. 85-89. 2007a.

    08. HOLTKAMP, D.; ROTTO, H.; PARKER, S. Cost of swine disease: Impacts of feed effi ciency. In: Swine diseases Conference for Swine Practitioners. Proceedings Iowa State University. p. 91-97. 2007b.

    09. JOHNSON, R. Attaining new profi tability through health. Am. Assoc. Swine Pract. p.137-139. 1999.

    10. SCHINCKEL, A.P.; CLARK, L.K.; STEVENSON, G.G.; KNOX, K.E.; NIELSEN, J.; GRANT, A.L.; HANCOCK, D.L.; TUREK, J.J. Effect of antigenic challenge in growth and composition of segregated early-weaned pigs. Swine Healt. and Produ. v.3, n. 5, p.228-234. 1995.

    11. SCHINCKEL, A.P.; CLARK, L.K.; GRANT, A.L.; STEVENSON, G.G.; TUREK, J.J. Evaluation of the effects of immune system activation versus disease on pig growth. In: Allen Leman Swine Conference. Proceedings Minnesota. p.107. 1996.

    Referncias

    Concluso

    A tendncia mundial atual de um incremento dos custos de produ-o do suno, devido a uma elevao dos preos das matrias primas que compem as dietas, principalmente milho e soja. Por isso, toda interven-o que promova uma melhora da efi ccia da converso alimentar, re-

    percutir no incremento da rentabili-dade do negcio. Independentemente do sistema adotado, o objetivo chave da produo moderna de sunos ga-rantir a manuteno de animais sadios que expressem todo seu potencial ge-ntico, em termos de kg produzidos por ano, com a maior rentabilidade possvel. Desse modo, uma prtica rotineira de manuteno das empre-sas de criao de sunos deve ser a monitoria da sade do rebanho, a fi m de identifi car as doenas infecciosas presentes, medir sua magnitude caso sejam diagnosticadas e aplicar medidas preventivas custo-efetivas de controle e/ou erradicao, com o objetivo de reduzir ao mximo o seu impacto econmico.

    Sunos & CiaAno VI - n 28/2008

    31

  • 20 Congresso da IPVS(International Pig Veterinary Society)

    Durban (frica do Sul), 22 a 26 de Junho de 2008

    Antonio Palomo YageSETNA NUTRICION INZO

    apyague@yahoo.com

    Introduo

    A suinocultura na frica do Sul pequena, dinmica, bem orga-nizada e equiparvel em seus sis-temas de produo ao restante do mundo (25,31 leites desmamados/porca). O plantel de reprodutoras de 103.000 fmeas, distribudo em 400 granjas e gerando uma produo de mais de dois milhes de sunos e 157.000 toneladas de carne por ano. 80% da produo est concentrada em 250 granjas com mais de 500 ma-trizes. O tamanho das granjas varia de 50 a 7.000 matrizes.

    Do total produzido, 45 % con-sumido na forma de carne in natura e os 55% restantes processado, com uma mdia de consumo per capita da ordem de 3,8 kg/ano. Ainda assim, a frica do Sul importa anualmente 23.000 toneladas de carne suna, pro-veniente principalmente do Brasil (at o ano passado) e a partir de 2007, da Europa (65%) e do Canad (28,5%), sendo que 70% das referidas importa-es so cortes (costelas).

    Dos 20 abatedouros sacrifi cam 98% dos sunos produzidos, com um

    peso mdio de 70 kg de peso vivo. Apenas cinco matadouros esto cre-denciados para exportao, sendo todos eles totalmente automatiza-dos (sacrifcio por CO2, robotizao do setor de cortes, classifi cao por scanner, rastreabilidade, etc.).

    Os criadores esto organiza-dos em 10 provncias, com autoridade independente e agrupados atravs da Organizao Nacional dos Produtores de Sunos da frica do Sul (SAPPO).

    O maior grupo est localizado no nor-te do pas e se chama Premier Pork Producers (PPP), agrupando a metade dos produtores e produzindo 60% da carne suna nacional. A SAPPO est estruturada em Comits especializa-dos, tendo no momento como pontos de ao essenciais:

    Treinamento e desenvolvi-mento de novos produtores;

    Medidas de biossegurana;

    A 20 edio do Congresso da Internacional Pig Veterinary Society (IPVS) aconteceu na ci-dade costeira do leste sul africano Durban no ultimo ms de junho. Durante os dias do congresso, participaram mais de 44 pases de todos os continentes, no qual reuniu mais de 2.500 participantes. O IPVS acontece a cada dois anos e sempre aborda temas de diferentes reas da atualidade de maior relevncia na produo de sunos. Confi ra o excelente resumo do Dr. Antonio Palomo preparado es-pecialmente para os nossos leitores que atravs dessa leitura pode encontrar os principais tpicos discutidos durante o evento destacando temas de doenas infecciosas, reproduo, nutrio e manejo que certamente iro contribuir na atuao pratica dos especialistas de sunos.

    32Sunos & Cia Ano VI - n 28/2008

    Reviso Tcnica

  • Reviso Tcnica

    34Sunos & Cia Ano VI - n 28/2008

    Controle de doenas atravs de medicina preventiva monitoria sistemtica dos vrus da febre aftosa, peste suna clssica, peste suna afri-cana, sndrome respiratria e repro-dutiva suna (PRRS) e gripe;

    Controle de resduos produ-zidos pelas granjas.

    A SAPPO no assiste fi nancei-ramente os produtores associados. As principais pirmides genticas exis-tentes na frica do Sul so a PIC e a Topigs, alm de algumas granjas de seleo independentes. A linha ma-terna principal Landrace por Large White e os fi nalizadores so Pietrain, Duroc e raas sintticas. Em torno de 75% das coberturas so realizadas mediante inseminao artifi cial.

    A alimentao constitui 70% do custo de produo, onde o milho compe 70% das dietas e 70% a 75% dos criadores produzem sua prpria rao (home mixers).

    DESENVOLVIMENTO DO CONGRESSO

    Esta 20 edio do Congresso da Internacional Pig Veterinary So-ciety (IPVS) ocorreu no Internacional Convention Center de Durban (IIC Arena), cidade costeira do leste Sul africano, sendo o primeiro celebrado no continente africano. O primeiro Congresso da IPVS foi realizado em junho de 1969, em Cambridge (Reino Unido), com 500 participantes e 123 trabalhos apresentados; em julho de 1986 foi realizado na Espanha, em Barcelona, com 1.026 participantes e 455 trabalhos inscritos.

    Nesta edio h 2.146 pessoas inscritas, das quais 196 so acompa-nhantes e o evento conta com a parti-cipao de 1.800 delegados, de 44 pa-ses dos cinco continentes. Durante os cinco dias de durao do Congresso foram apresentados 918 trabalhos.

    Portanto, desde o seu incio h quatro dcadas, os trabalhos se mul-tiplicaram por oito e os congressistas por quatro.

    O conjunto das apresentaes est classifi cado em diferentes reas da produo de sunos, conforme re-ferncia na tabela 1.

    No encerramento do Congres-so houve a eleio da sede do IPVS 2012, onde aps a apresentao das quatro candidaturas e dos votos dos delegados, se obteve classifi cao conforme a tabela 2.

    Assim, os dois prximos Con-gressos da IPVS sero em:A) Vancouver (Canad) 21 IPVS, entre 18 e 21 de Julho de 2010;B) Coria 22 IPVS, em 2012.

    TRABALHOS

    Nesta parte do resumo tcnico do 20 Congresso Internacional do

    IPVS, consta um resumo conciso, de-vido ao grande nmero de trabalhos apresentados, das comunicaes orais e posters, destacando aqueles reali-zados pela delegao espanhola. A classifi cao de forma acadmica, para uma melhor estruturao, leitu-ra e compreenso. As grandes reas do conhecimento, nas quais todos os trabalhos foram agrupados so: doen-as infecciosas (virais, bacterianas e parasitarias), reproduo, nutrio e manejo.

    DOENAS VIRAIS

    DV1 Doena de Aujeszky

    Na Malsia, onde h uma elevada prevalncia, vacina-se siste-maticamente com vacinas inativadas

    Tabela 1

    ASSUNTOS N DE TRABALHOS PERCENTUAL (%)

    1- SANIDADE (79,4)

    1.1.-VIRAIS 284 30,8

    CIRCOVIROSE-PCV2 124 13,6

    PRRS 83 9,1

    OUTROS 77 8,1

    1.2.- BACTERIANAS 239 26,0

    Lawsonia intracellularis 53 6,0

    Mycoplasma hyopneumoniae 51 5,6

    Salmonella sp 31 3,4

    Actinobacilluspleuropneumoniae

    27 3,0

    Brachispira sp 20 2,0

    Haemophilus parasuis /Pasteurella multocida

    57 6,0

    1.3.- PARASITRIAS 18 2,0

    1.4.- ZOONOSES 6 0,6

    1.5.- GERAL 79 8,6

    1.6.- FARMACOLOGIA 72 8,0

    1.7.- IMUNOLOGIA 31 3,4

    2- PRODUO 60 6,5

    3- REPRODUO 51 5,5

    4- NUTRIO 43 4,7

    5- BEM ESTAR 27 3,0

    6- GENTICA 8 0,9

  • Sunos & CiaAno VI - n 28/2008

    35

    Reviso Tcnica

    e vivo-modifi cadas, deletadas para a glicoproteina gI (Idexx Herdchek PRV gB & gI test). H maior preva-lncia em granjas de maior tamanho.

    A China endmica e no dis-pe de um programa de controle. Os profi ssionais do laboratrio Hipra, apresentaram um protocolo vacinal adaptado China, assim como um estudo de soro-prevalncia, em 11 provncias produtoras, com 54,8% de positivos.

    DV2 Hepatite (HV)

    Zoonose emergente. O suno como reservatrio da infeco.

    O vrus divide-se em quatro gentipos, diferenciados por regies geogrfi cas, hospedeiro e tipo de in-feco. No h sintomatologia clnica aparente.

    Estudos com bile, realizados na Itlia atravs de PCR de tempo real (RT-PCR), identifi caram o gen-tipo trs em granjas com identidade genmica elevada s cepas sunas dinamarquesas e s espanholas e in-glesas (humanas). No h correlao com infeces concomitantes do cir-covrus suno do tipo dois e do vrus da PRRS.

    Detectado pela primeira vez em sunos nos EUA, em 1997.

    Estudos ingleses indicam 100% de excreo viral em granjas de sunos, com prevalncia nas mesmas entre cinco e 35% (21,5%), sendo os sunos de 10 a 12 semanas de idade os que apresentam o maior pico de elimi-nao viral, o que por sua vez coinci-de com os 80 a 120 dias dos trabalhos italianos. Transmisso oro-fecal.

    Foi conduzido uma pesquisa

    por espanhis do Centro de Recerca e Sanidade Animal em conjunto com a Universidade Autnoma de Barce-lona - CR e SA-UAB-IRTA), os soros analisados por RT-PCR, encontraram alta prevalncia em sunos de engor-da (76,9% para IgG anticorpos ma-ternais at as nove semanas de idade 7,7% para IgA e 15,4% para IgM). o primeiro trabalho a demonstrar a transmisso oral de sunos inoculados para sentinelas, sem a presena de si-nais clnicos.

    DV3 Gripe suna

    Desde 1998 predominam trs vrus infl uenza nas populaes sunas norteamericanas, inglesas e dinamar-quesas: H1N1, H1N2 e H3N2.

    Estudos ingle-ses, entre 1991 e 2006, demonstram que mais de 50% dos sunos adultos j foram infec-tados por, pelo menos, uma cepa do vrus in-fl uenza do tipo A. O v-rus isolado a partir do pulmo, traquia e ton-silas, sendo que 45% dos casos so de infec-es concomitantes.

    No foi poss-vel detectar reaes cruzadas entre as ce-pas H1N1 europias e H1N2 dinamarquesas, com o teste de Inibio da Hemaglutinao (IHA).

    H efeito sinr-gico nas infeces mis-

    tas do vrus da gripe com a Bordetella bronchiseptica, nos EUA, com uma induo precoce e elevada de citoqui-nas, em leites de quatro semanas de idade.

    As tcnicas de ELISA e IHA no diferenciam os anticorpos vaci-nais dos infecciosos, sendo a tcnica de imunohistoqumica (IHC) mais adequada para detectar o antgeno, em pulmes selecionados de sunos com sinais clnicos evidentes (febre, apatia, depresso, dispnia, etc.).

    Em um estudo espanhol dos colegas do laboratrio Hipra, reali-zado com o CISA (Centro de Inves-tigacin en Sanidad Animal) entre 2003 e 2007, apenas 17% das granjas revelaram-se soro negativas e os vrus H1N1 e H3N2 foram os mais comu-mente isolados.

    DV4 Circovirose suna (PCV-2)

    Estudos canadenses utilizando o teste de ELISA da Iowa State Uni-versity (ISU) mostraram uma soro-

    Tabela 2

    Percentual ( % ) PRIMEIRA VOTAO SEGUNDA VOTAO

    PRAGA 12,31 7,80

    BRUXELAS 11,87 NV

    CORIA 37,35 52,34

    MXICO 38,57 39,90

  • Reviso Tcnica

    36Sunos & Cia Ano VI - n 28/2008

    prevalncia de 83,2%. A prevalncia foi maior em porcas, plantel de repo-sio e sunos de mais de 24 sema-nas de idade. Houve similaridade de prevalncia por regies e sistemas de produo (um e trs stios).

    O PCV-1 tem 1.759 nucleot-deos, o PCV-2 tem 1.767 e suspeita-se que os ltimos cinco aminocidos sejam importantes na patogenia do vrus.

    O PCV-2 j foi identifi cado no smen, em testculos e glndulas sexuais acessrias, como prstata, epiddimo e glndulas bulbo-uretrais. (www.pcvd.org)

    A vacinao anterior expo-sio ao vrus reduz drasticamente a quantidade viral no soro, o que j no ocorre no caso da vacinao posterior. A vacinao das primparas e porcas com o produto Circovac induz a formao de altos nveis de anticorpos (AC) em fmeas e em leites a partir do quinto dia de idade (SERELISA PCV-2 Ab). Nas porcas, a placenta epitlio-corial.

    O uso de sentinelas como in-dicadores da doena, no determi-nante. A partir dos 140 dias de idade, difi cilmente se transmite os sintomas clnicos da circovirose suna.

    Os trabalhos espanhis rea-lizados no Centro de Recerca e Sa-nidade Animal em conjunto com a Universidade Autnoma de Barce-lona, explicam como ocorre a maior deteco em quantidade viral, durante a manifestao da Sndrome da Refu-gagem Multi-sistmica (PMWS) e que a mesma se apresenta numa idade mais tardia na Espanha, em compa-rao Dinamarca. Tambm fi xam, aps uma meta anlise, os parmetros que determinam as infeces experi-mentais com leites de menos de trs semanas de idade e que no tenham ainda tomado colostro, inoculados com altas doses de PCV-2 do tipo 1 e com outros agentes concomitantes.

    Em outro trabalho, sugerem que a resposta celular tem grande im-portncia no processo da preveno

    da doena (realizando um ensaio com uma vacina recombinante de bculo-vrus).

    As duas cepas heterlogas PCV-2a e PCV-2b esto associadas com a reapario da circovirose suna nos EUA.

    Na Sucia a doena foi detec-tada em dezembro de 2003, sendo mais freqente em grandes granjas e em unidades de ciclo completo.

    Na Noruega surgiu em 2003, afetando leites de oito a16 semanas de idade.

    Na Sua foi detectada tam-bm em 2003, de forma epizotica e associada ao PCV2 do grupo 1. Apesar do PCV2 j ter sido descrito na Austrlia, ainda no houve mani-festao local da sndrome da Refu-gagem Multi-sistmica, nem de casos clnicos da doena.

    No Canad a doena se ma-nifesta clinicamente a partir dos 85 dias de idade. A vacinao com o pro-duto CircoFlex, entre 19 e 59 dias de idade, promove excelentes resul-tados de proteo vacinal, com uma reduo da mortalidade entre 2,8% e 10,6% mesmo na presena de anti-corpos maternais. No h correlao signifi cativa na soro-converso, entre vacinao e proteo. Com uma s dose dessa mesma vacina, em gran-

    jas com circovirose suna subclnica, melhora-se o ganho mdio dirio em 30 gramas, alm do consumo mdio dirio, o peso da carcaa no abate, o percentual de carne magra e a morta-lidade.

    No h evidncias de que o PCV-2 esteja presente e se replique nas clulas epiteliais intestinais (in vitro em clulas intestinais), ainda que detectado nas fezes. Em um trabalho realizado na ISU fi cou confi rmado que o PCV-2 pode induzir enterites. Nos EUA, PCV-2 est associado principalmente a quadros respiratrios, estando a maioria deles (68%) associados a outros patgenos pulmonares como Pasteurella multocida, Mycoplasma hyopneumoniae, Streptoccocus suis, o vrus da PRRS e o vrus da gripe.

    O mecanismo de persistncia do PCV-2 no sistema reprodutivo dos cachaos no inclui a apoptose. As infeces sub-clnicas so freqentes, motivo pelo qual no se recomenda os mtodos sorolgicos para o diag-nstico da circovirose suna. No caso de infeces sub-clnicas em leites, as IgM aparecem entre os 7 e 14 dias, persistindo durante os 42 dias poste-riores infeco e as IgG surgem en-tre 24 e 49 dias, persistindo por vrias semanas.

  • Sunos & CiaAno VI - n 28/2008

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    Reviso TcnicaA Dra. Montserrat Torremorell

    apresentou um sistema de avaliao corporal, desenvolvido em conjunto com as equipes da Genus/Pic e Ralco Nutrition, para determinar o grau de incidncia da circovirose em granjas com manifestao sub-clnica ou cr-nica da doena (valores variando de zero a quatro).

    No Brasil o primeiro caso de circovirose foi detectado no ano 2000, sendo a maioria dos casos atri-buda ao PCV-1, com a presena do PCV-2 nos casos mais recentes e com sintomatologia clnica mais severa.

    Nos trabalhos de um consul-tor norte-americano e de sua equipe, foi encontrado um benefcio de US$ 10,00/suno e US$ 9,85/suno vaci-nando com uma dose de CircoFlex s trs semanas de vida, derivado da reduo da mortalidade, da melhora no ganho mdio dirio e no percentu-al de carne magra no abate.

    Um trabalho canadense com-parou trs vacinas (1= 02 doses nas mes; 2 = uma dose nos leites e 3 = duas doses nos leites). Houve me-lhora em todos os casos, relativa mortalidade, com algumas diferenas entre si.

    Os fetos de porcas que estejam na metade do perodo de gestao (55 dias) so os mais suscetveis repli-cao do PCV-2.

    Um trabalho realizado em Iowa, comparando as reaes locais em leites vacinados com trs vacinas distintas, encontrou diferenas entre elas, da ordem de 90, 50 e 10% de reaes. No Japo, 62,5% das granjas tiveram casos de Sndrome da Refu-gagem Multi-sistmica, em 2001. Os resultados da vacinao com produtos de uma ou duas doses foram positi-vos, reduzindo a mortalidade, a vire-mia e a presena do vrus nas fezes (em no vacinados at seis semanas de idade), alm de melhorar o ganho mdio de peso dirio.

    O uso do produto Circovac em reprodutoras, desde junho de 2007 na Frana, determinou um in-

    cremento no n. de leites nascidos vivos (+ 0,5. p = 0,03) e nos desma-mados por leitegada (+ 0,3. p = 0,04), alm de torn-los mais vigorosos no momento do nascimento, segundo 55% dos produtores entrevistados.

    As vacinas contra o PCV-2 mostraram-se efetivas na reduo das leses pulmonares e ganglionares, alm da viremia, em sunos co-infec-tados no mesmo dia com o PCV-2 e o vrus da PRRS.

    Nos quadros reprodutivos re-lativos ao PCV-2 devemos enfatizar a necessidade de se fazer um diagns-tico diferencial entre o parvovrus, o vrus da PRRS e a leptospirose.

    Possvel sinergia entre a into-xicao por fumonisina e o PCV-2, estimulando sua replicao in-vitro, levando a danos hepticos, edema pulmonar, imunossupresso e atra-so no crescimento.Os resultados da vacinao de leites com imunidade maternal (trs granjas, aos 21 e 28 dias de idade), com Suvaxyn Circo One na Espanha, apresentados pe-los colegas do laboratrio Fort Dodge e em conjunto com Centro de Recerca e Sanidade Animal em conjunto com a Universidade Autnoma de Barce-lona, implicaram em uma reduo na mortalidade, nas leses, na viremia e na presena do PCV-2 nos tecidos.

    Os colegas da Universidade de Murcia, departamentos de Produ-o, Sanidade e Anatomia Patolgica, apresentaram um trabalho realizado com 36 sunos entre 16 e 25 semanas de idade e com problemas de sndro-me da Refugagem Multi-sistmica e manifestaes do Complexo Respi-ratrio Suno. Analisaram, em cada caso, as protenas de fase aguda como argumento diferenciador de ambas as patologias, observaram valores de haptoglobina, protena C reativa e soro amilide. Concluindo a necessi-dade de mais estudos, no futuro.

    DV5 PRRS (Sndrome Respiratria e Reprodutiva Suna)

    Profi ssionais espanhis da Universidade Complutense de Madri, foram analisados a habilidade limita-da para induo de anticorpos neutra-lizantes que tm as diferentes cepas do vrus, particularmente signifi cativa entre as cepas europias. Essas referi-das cepas diferem em sua patogenia e origem geogrfi ca, no havendo uma correlao estrita entre suas caracte-rsticas patognicas. Os sinais clni-cos e leses pulmonares dependem da cepa. Foi realizado um ensaio com quatro cepas vacinais vivas modifi ca-

  • Reviso Tcnica

    38Sunos & Cia Ano VI - n 28/2008

    das, em 96 leites de trs semanas de idade, tendo sido determinado como as quatro induzem viremia, com va-riaes em sua transmisso sobre animais no vacinados, aumentado assim o risco de reverso das formas mais virulentas.

    Uma parceria entre a Universi-dade de Crdoba e Murcia com CISA - (Centro de Investigacin en Sanidad Animal) e INIA e Surrey-UK, reali-zaram um estudo com 32 leites SPF (leites livres de patgenos) com cin-co semanas de idade, demonstrou no haver mudanas no nmero de leuc-citos daqueles que se infectaram, sem que houvesse decrscimo de linfci-tos, moncitos e clulas CD4 + CD8, tanto no sangue como no tecido lin-fide perifrico (o vrus se replica no pulmo e no tecido linfide).

    Na Holanda, entre 2004 e 2007, as cepas isoladas (170) tm 88,8% de homologia com a cepa da vacina Porcilis PRRS, no tendo sido encontrada a cepa primria Le-lystad. No se percebeu diferenas em homologia entre as cepas de gran-jas vacinadas e no vacinadas.

    Foram demonstradas vrias diferenas na freqncia dos fatores de risco, entre granjas de reprodutores dos EUA e Canad, sendo a maior de-las o tamanho da granja no momento

    da infeco.Diversos trabalhos norte-ame-

    ricanos foram realizados em granjas com mais de 2. 500 porcas, explican-do programas de eliminao do vrus da PRRS sem despovoar animais de engorda, nem reprodutoras, atravs do uso de um programa sistemtico de vacinao, utilizando uma vacina viva atenuada em porcas, marrs e no setor de engorda, com despovoa-mento de leites; e em outros casos, usando sistemas de fi ltrao de ar, com o aumento de medidas de biosse-gurana paralelas. Outros programas vacinais concentram-se na imuniza-o de porcas com duas doses, antes do parto e de leites s duas semanas de idade, demonstrando um benefcio econmico de 3,02 por suno. Essa referida doena custa indstria sui-ncola norte-americana, entre US$ 5,6 e 7,6/suno vendido.

    Na Sucia, o primeiro diag-nstico da PRRS foi realizado em ju-lho de 2007, com perdas reprodutivas signifi cativas e incremento da morta-lidade, antes do desmame.

    No Chile, a doena foi diag-nosticada pela primeira vez em 1999, tendo sido criado um Plano Nacio-nal de Controle (www.sag.gob.cl). A prevalncia no tempo e em diferentes granjas foi descrita, encontrando-se

    maior positividade na regio Me-tropolitana, que onde est a maior densidade suincola. O projeto foi ex-plicado por Montserrat Torremorell, Leonardo Cuevas, Marta Rojas, Fer-nando Osorio e Steve Henry.

    Na frica do Sul surgiu em 2004, com abortos, orelhas azuis e transtornos respiratrios em sunos de engorda, originados por uma cepa norte americana, o que procedeu ao sacrifcio de todos os animais e sua erradicao.

    No Brasil, at o momento, ain-da no foi descrito nenhum caso de PRRS (numa amostragem de 2.540 soros, 100% resultaram negativos).

    Vrios trabalhos sobre a trans-misso area, tanto do vrus da PRRS, como do M. hyopneumoniae, indicam que o vento tem 62% de efeito, a umi-dade 17% e o ndice de radiao ultra-violeta, apenas 9%.

    Os gentipos norte americanos induzem a mais mudanas nas clulas dendrticas infectadas, que as cepas europias, o que pode explicar suas diferenas em termos de virulncia.

    Um pr-requisito essencial para se interpretar corretamente os resultados sorolgicos por ELISA, fazer uma excluso sobre as cepas de vrus de origem vacinal ou suas deri-vadas, atravs da prova do RT-PCR.

    O segredo para desmamar lei-tes negativos para PRRS, nascidos de porcas positivas, est em contro-lar a infeco das nulparas antes que elas entrem na rea das coberturas e tenham contato com o resto do plan-tel, procedimento este que assegura o trmino de sua fase de viremia.

    A administrao de aivlosin na rao, entre 100 e 200 ppm, no incio da doena, reduz a gravidade dos pro-blemas respiratrios (pneumonia) e a viremia associadas ao vrus da PRRS, em modelos de infeco experimen-tais.

    Sunos infectados com o vrus da PRRS tm um nvel plasmtico de ceftiofur menor que os no infecta-

  • Reviso Tcnica

    40Sunos & Cia Ano VI - n 28/2008

    dos, o que nos orienta a ajustar a dose do referido antibitico, quando o uti-lizamos em granjas positivas para o vrus da PRRS.

    A vacina Progressis PRRS (cepa P120) induz imunidade celular especfi ca (IFN ganma in vitro).

    Uma pesquisa conduzida por espanhis da Intervet e F. Grao, con-sultores da regio de Murcia, apre-sentaram um plano de controle para um quadro agudo de PRRS em uma granja de 6.000 fmeas em trs fases, utilizando a vacina Porcilis PRRS.

    DV6 PESTE SUNA CLSSICA (PSC)

    A vacinao est proibida na Comunidade Europia (CE) e a PSC uma doena de notifi cao obriga-tria junto OIE (Organizao Inter-nacional de Epizootias). A aplicao in vivo de um derivado de inidazol piridina (BPIP) inibe a replicao do vrus da PSC.

    Em pases endmicos a PSC controlada mediante a vacinao de porcas, antes do parto e tambm de leites (Malsia). Em casos de emergncia se pratica a vacinao sistemtica do plantel. H outros pro-gramas baseados em duas vacinaes

    sistemticas ao ano, em porcas e em leites no momento do desmame. Embora o grau de sensibilidade das provas de ELISA seja melhor que o da soro-neutralizao (SN), h di-ferenas de sensibilidade entre os ELISA, no tocante a ttulos.

    O subtipo 2.1 do vrus da PSC foi diagnosticado na frica do Sul depois de 87 anos de ausncia, pelo contato entre sudeos (domsticos e selvagens, particularmente os javalis, como portadores em potencial).

    A doena da febre alta suna (porcine high fever disease ou PHFD), na China (PRRS versus PSC) j afeta 23 provncias, com 50 milhes de su-nos mortos. Tanto os sintomas clni-cos como as leses, so compatveis com a PSC.

    O uso de modelos matemticos espaciais e aleatrios, na Blgica, os quais simulam o movimento geogrfi -co dos animais, serve para avaliar es-tratgias de controle futuras frente PSC. Estudos espanhis apresentados nessa linha pela equipe da Universi-dade Complutense de Madrid, sobre os ltimos focos de PSC em Segovia durante 1997/98, concluram que a disseminao local um componente importante na transmisso da doena. Lembrar que, na Espanha, estamos livres de PSC (classical swine fever)

    desde 1986, com dois surtos ocorridos em 1998 e em 2001/02. Em outro tra-balho sobre os riscos quantitativos da introduo da PSC na Espanha atra-vs da importao de cachaos e re-produtoras, a mesma equipe da UCM, em conjunto com Perez, A, da UC Davis, na Califrnia, concluiu que as maiores possibilidades de introduo do vrus esto no noroeste espanhol, nos meses de fevereiro e maro.

    A equipe de E. Prez-Martn, do Centro de Recerca e Sanidade Animal em conjunto com a Univer-sidade Autnoma de Barcelona - CR e SA-UAB-IRTA, em conjunto com o CISA (Centro de investigacin en Sanidad Animal) - INIA, INIA, INTA de Buenos Aires e VLA UK, estu-dando o vrus da peste suna africana (PSA) concluiu ser possvel conferir uma proteo parcial frente ao mes-mo, na ausncia de anticorpos espe-cfi cos, usando uma vacina de DNA que induza a produo de anticorpos neutralizantes e resposta celular.

    DV7 OUTROS VRUS

    TORQUE TENO VRUS (TTV): vrus DNA anellovrus presente em humanos e animais do-msticos. parte da fl ora normal, sendo conhecidos dois geno-grupos (1 e 2), considerados no patognicos (o g1, em sunos gnotobiticos infec-tados, provoca pneumonia intersticial e pode ser detectado nos tecidos 10 dias ps infeco).

    Em humanos, a medula ssea e o fgado so os rgos de replica-o. A transmisso oro - fecal a mais conhecida, sendo factvel a transmis-so uterina (aos sete dias depois da infeco, em gnotobiticos).

    Em sunos gnotobiticos in-fectados conjuntamente com PCV-2 e o vrus da PRRS, o TTVg1 atua como promotor de referida infeco.

    Os pesquisadores espanhis do Centro de Recerca e Sanidade Animal e com a Universidade Aut-

  • Sunos & CiaAno VI - n 28/2008

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    Reviso Tcnicanoma de Barcelona - CR e SA-UAB-IRTA, relataram que os vrus TTV-1 e TTV-2 circularam na populao suna entre 1985 e 2005 (exceto em 1992, 93, 98 e 99), num estudo realizado em 162 amostras de soro. O vrus pde ser detectado no soro, plasma, smen e fezes, em seu estudo de prevaln-cia realizado atravs de RT-PCR, em swabs nasais de leites com 11 a 15 semanas de idade, de modo contrrio a outros estudos que detectaram o v-rus com maior prevalncia em leites desmamados. Outro estudo detectou TTV no colostro e em leites recm-nascidos, o que pode signifi car uma transmisso vertical. Colocaram em dvida a possibilidade da atuao do TTV-2 em co-infeces com o PCV-2 e na patogenia da sndrome da Refu-gagem Multi-sistmica. Esta mesma equipe de trabalho realizou um estu-do o CSIC de Madrid, em 670 soros sunos, determinando 80% de preva-lncia do torovrus (responsvel por episdios de diarria em cavalos), em sunos adultos. Neste vrus a infeco aparece mais cedo, entre trs e sete semanas de vida, ao diminurem os anticorpos maternais.

    DOENAS BACTERIANAS

    DB1 Actinobacillus pleuropneumoniae (APP)

    A aplicao da vacina Pleurovac (Schering Plough Intervet), com as toxinas I, II e III, na Austrlia, revelou-se efi caz frente ao desafi o dos sorotipos 1, 7 e 15, em termos de mortalidade, sintomas respiratrios e leses pulmonares. Os anticorpos (AC) maternais parecem durar at s oito semanas e interferem com a imunidade ativa, por isso se vacina os leites entre oito e 10 semanas de vida, repetindo-se a dose duas e trs semanas depois.

    Sua manifestao clnica, na Noruega, tanto aguda como crnica. Os sorotipos mais freqentes so: 2, 6, 7, 8 e 10 (6 e 8, mais). As medi-

    das de despovoamento parcial, com o tratamento injetvel base de en-rofl oxacina, mais a tiamulina na gua de bebida, controlam o problema de modos efi caz.

    Na Sucia, os sorotipos 2 e 5 so os mais freqentes, havendo um incremento na sua incidncia em granjas mais povoadas.

    A associao entre o APP e o vrus da gripe resulta em rpida dis-seminao.

    O ceftiofur sdico e a tilmi-cosina demonstraram-se efi cazes no controle de surtos de APP, devidos aos sorotipos 1, 5 e 7, assim como tambm o foi a vacina PneuPac, nos EUA.

    Dos 15 sorotipos, alguns mos-traram-se mais virulentos que outros, de tal forma que na Argentina, o S1 - sorotipo 1 apresenta manifestaes clnicas mais severas, com mais alte-raes hematolgicas e histopatolgi-cas.

    APP e M. hyopneumoniae induzem uma pleurite para-pneumnica, enquanto o H. parasuis e o Streptococcus suis so responsveis pela pleurite primria nos sunos.

    Em um trabalho ingls foi de-monstrada a efi ccia da tulatromicina na eliminao dos sorotipos seis e 12, aps a injeo em todas as porcas

    (primparas, multparas e cachaos), numa granja de 525 porcas, nos dias zero, cinco e 10.

    Em um estudo do NVI, da Universidade de Leon, utilizando 30 leites SPF com nove semanas de vida, concluiu-se que a enrofl oxacina funciona bem no tratamento de casos agudos, embora eles no convertam, tornando-se suscetveis a uma nova infeco. A tetraciclina foi efi caz nes-se tipo de tratamento, permitindo o desenvolvimento de imunidade pro-tetora; j a penicilina foi a menos efi -caz entre os princpios ativos testados para esse tratamento.

    O trabalho espanhol realizado pelo Centro de Recerca e Sanidade Animal e a Universidade Autnoma de Barcelona - CR e SA-UAB-IRTA, em conjunto com a Cooperativa de Ivars, em trs granjas e com trs cepas distintas de APP, demonstrou como o parmetro farmacolgico PK/PD di-ferente para cada um dos antibiticos testados (enrofl oxacina e fl orfenicol), em cada um dos trs isolamentos.

    Uma pesquisa realizada pela equipe da Schering Plough, usando fl orfenicol mais amoxicilina num quadro agudo de APP, obteve uma correlao positiva com o ganho m-dio de peso dirio e a uniformidade dos sunos tratados.

  • Reviso Tcnica

    42Sunos & Cia Ano VI - n 28/2008

    DB2 Mycoplasma hyopneumoniae (Mh)

    Vrios trabalhos dos EUA relataram sobre a eliminao do Mh mediante a estabilizao da imuni-dade em porcas, dupla vacinao do plantel reprodutivo com um inter-valo de trs semanas entre as doses, segregao de leites aos 10 dias de lactao, uso estratgico de antibi-ticos em porcas, ateno ao sistema de adoes-cesses, despovoamento completo de creches e engorda, fl uxos nicos e estrito controle de entrada de pessoas em granjas. As indicaes te-raputicas referenciadas so: lincomi-cina a 100 ppm, durante quatro sema-nas e para todas as porcas; tulatromi-cina no dia do nascimento, para todo o efetivo de porcas e leites; tiamu-tina mais clortetraciclina na rao. A vacinao de porcas e leites s trs e seis semanas de idade demonstram de forma controvertida, uma melhora do ganho mdio de peso dirio e reduo das leses pulmonares. As prticas de adoes-cesses podem afetar a transferncia de imunidade maternal, tanto humoral como celular.

    Relevante, em termos de PCR, foram os diferentes nveis de AC de M. hyopneumoniae em porcas, rela-

    cionados com a idade e o parto. Essas diferenas se justifi cam uma vez que seus leites sero misturados, o que provoca uma resposta intensa a soro converso, apesar da proteo ativa induzida no caso de vacinao reco-mendada, a ausncia de AC maternais e do momento da infeco.

    Trabalhos interessantes foram apresentados sobre as diferenas de viru-lncia das cepas de M. hyopneumoniae, mostrando que as de baixa virulncia, apesar dos sintomas clnicos e leses escassas, no induzem proteo de-pois da infeco. A interao entre ce-pas de alta e baixa virulncia necessi-ta ser mais bem investigada. Determi-nao da diversidade gentica em 36 amostras isoladas, atravs de PCR.

    Foi apresentado um trabalho onde se utilizou vacinas de uma (s trs semanas) ou duas doses, tendo sido encontradas diferenas em ter-mos de soro converso e ndice de leses pulmonares, mas no com re-lao ao ganho mdio de peso dirio.

    Trabalhos recentes confi r-mam no haver transmisso verti-cal, at oito meses ps-infeco. Granjas dinamarquesas infectadas por M. hyopneumoniae chegam a ter perdas da ordem de 37 g, em termos de ganho mdio de peso dirio, per-das de converso de 0,08 g/kg e 0,9%

    a mais de mortalidade, o que leva um sobre custo de 2,7/suno abatido.

    Foram apresentados os resultados de uma vacina composta por M. hyopneumoniae + HPS (Haemophilus parasuis), aplicada em leites no ps desmame, com reforo posterior, correspondentes a uma reduo signifi cativa das leses pulmonares (8,2 versus 2,0%). Em algumas granjas foi descrita a ocorrncia de reaes vacinais secundrias.

    Dentro das apresentaes de pesquisadores espanhis realizadas, na qual se prope um mtodo de avaliao do ndice de leses pulmonares. A classifi cao vai de zero a cinco, com base na rea de tecido afetado microscopicamente, com a palpao de reas escuras e no percentual de sunos com leses, sunos com leses de grau quatro e cinco e no ndice mdio. Em outro trabalho relativo a 120 leites vacinados contra M. hyopneumoniae com dois produtos de dose nica, foram estudados os nveis de duas protenas sricas de fase aguda (PigMAP e Haptoglobina), durante as duas semanas posteriores vacinao. No foi observado um incremento signifi cativo no nvel de ambas as protenas, em leites vacinados com o produto M+PAC.

    Os profi ssionais da Intervet, apresentaram um trabalho realizado em oito granjas de ciclo completo, onde os animais foram vacinados conjuntamente com Porcilis MHyo e Porcilis PRRS, havendo reduo da prevalncia e da extenso da pneu-monia enzotica. Um outro trabalho apresentado pela equipe da Schering Ploght e colaboradores sobre a erra-dicao de M. hyopneumoniae, com-binado com o despovoamento parcial dos setores de creche e engorda e o tratamento com Aivlosin (tylva-losin). J um consultor de Zaragoza, avaliou a infl uncia das leses pulmo-nares de Mh sobre os ndices produ-tivos (ganho mdio de peso dirio e valor da carcaa no abatedouro).

    Joaqun Bringas, da Sat Suis,

  • Sunos & CiaAno VI - n 28/2008

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    Reviso Tcnicacom a equipe da Schering Plough, mostrou os efeitos positivos de duas injees de fl orfenicol, em compa-rao a trs aplicaes de ceftiofur sdico, sobre a febre e a depresso decorrentes de um quadro agudo de Complexo Respiratrio Suno.

    DB3 Haemophilus parasuis

    Um estudo australiano rea-lizado em 20 granjas, utilizando swabs nasais para a coleta de amos-tras, analisadas por ERIC-PCR, rea-fi rmou a importncia da qualidade e quantidade adequada das mesmas, para um diagnstico correto dos so-rotipos presentes na granja, sua pre-valncia e patogenia. Os melhores re-sultados so obtidos quando se com-bina amostras de animais sadios com doentes, numa mesma coleta. Uma vez conhecidas as cepas da granja, podem-se aplicar mtodos mais sli-dos, como os controles da exposio e as estratgias de vacinao.

    Mais de 29% dos isolamentos, nos EUA, no so de cepas patogni-cas. Genotipar o H. parasuis atravs do mtodo de ERIC-PCR, com o ob-jetivo de conhecer os grupos de cepas mais prevalentes, nos ajudar a sele-cionar a vacina mais adequada.

    No Brasil, os sorotipos de maior prevalncia so: 2, 4 e 5. Algu-mas cepas podem persistir na granja por at seis anos.

    Os colegas espanhis da Universidade de Leon, em conjun-to com os da Universidade de Zara-goza, infectaram nove leites com H. parasuis, sorotipos 2, 4 e 5; ana-lisaram a resposta dos mesmos frente fase aguda da doena de Glsser e comprovaram uma evoluo paralela entre a presena e a gravidade dos si-nais clnicos da mesma, com a dura-o e a magnitude das alteraes na concentrao das protenas de fase aguda, PigMAP e Haptoglobina.

    A equipe do Centro de Re-cerca e da Universidade Autnoma de Barcelona apresentaram uma pes-

    quisa onde vacinando seis porcas de uma granja de 250 reprodutoras com Hipravac-Glsser demonstrou que as mesmas tinham um nvel maior de AC que as no vacinadas, de modo que seus leites se colonizavam mais tarde e em menor grau (25,8 versus 50% de leites aos 24 dias de idade). O nvel de anticorpos passivos cai, em ambos os grupos, aos 60 dias de ida-de dos leites, havendo um aumento da colonizao bacteriana (100% nos no vacinados contra 85,7% nos vaci-nados). Quando a imunidade humoral decresce nos leites incrementa-se a colonizao e, portanto, a prevaln-cia.

    DB4 Rinite Atrfi ca

    Os fatores ambientais e o mau manejo agravam os quadros de rini-te atrfi ca, sendo a vacinao a base para reduzir o impacto clnico e pa-tolgico da mesma. Foram testadas duas vacinas, na Tailndia, das quais se aplicou duas doses, com um inter-valo de quatro semanas entre si, em nulparas que apresentavam diferen-tes respostas imunitrias, relativas ao ttulo frente toxina da Pasteurella multocida. O controle desse tipo de patologia requer uma integrao en-

    tre o manejo ambiental, o tratamento com antibitico e o programa de va-cinao.

    A presena da toxina Fumonisina B1 nas raes aumenta a gravidade da pneumonia causada pela Pasteurella multocida e pela Bordetella bronchiseptica.

    Nos isolados de P. multocida, A. pleuropneumniae e Actinobacillus suis, nos EUA, entre 2003 e 2006, encontrou-se melhor resposta clor-tetraciclina que oxitetraciclina.

    DB5 Brachispira sp

    Primeiro estudo na Sua de-tectando atravs de PCR (swab re-tal) a Brachispira hyodisenteriae e a B. pilosicoli. De 105 granjas, 10 foram positivas para ambas as bac-trias, havendo histrico prvio de diarrias em leites e na engorda, em todas onde a Brachispira pilosicoli foi identifi cada.

    Num estudo alemo, as infeces experimentais com B. hyodisenteriae em leites de 16 kg provocaram diarria muco-hemorrgica depois de um 13 dias de incubao, sendo que os animais infectados com B. innocens, B. intermedia e B. murdochii mostraram-se assintomticos.

  • Reviso Tcnica

    44Sunos & Cia Ano VI - n 28/2008

    Ricardo J.M. Neto que traba-lhou em Sapo (UK), exps um pro-grama teraputico de erradicao de disenteria hemorrgica em uma gran-ja de 900 porcas em criao extensi-va, com tiamulina e valnemulina.

    Profi ssionais espanhis, em conjunto com a Novartis, expuseram um programa de erradicao numa granja de 1.800 porcas, em trs fa-ses, cronicamente infectada h qua-tro anos, utilizando tiamulina com oxitetraciclina, associado s medidas de limpeza, desinfeco e controle de roedores (tambm realizado em outro estudo australiano).

    Na Universidade de Leon, es-tudaram as suscetibilidades antimi-crobianas frente B. hyodisenteriae, em isolamentos realizados na Espa-nha, entre 2000 e 2007, encontrando resistncia tilosina, lincomicina e s pleuromutilinas (tiamulina, valne-mulina).

    Junto com a equipe da Calier, apresentaram dados de uma auto-vacina inativada, para aplicao em porcas, com reduo de sinais clni-cos em duas granjas, de 2.270 e 200 porcas (C. Dvila).

    Uma outra pesquisa realizada pela Pfi zer em conjunto com os co-legas da OPP, trataram os animais de uma granja com 675 porcas, de duas fases e positiva para a Brachispira hyodisenteriae a partir das 16 sema-nas de idade; o tratamento institudo foi linco-spectin + tilosina via gua de bebida, durante sete dias, obtendo melhor qualidade de fezes e maior ga-nho mdio de peso dirio no primeiro grupo, com menor nmero de sunos injetados com tiamulina e sem rever-so clnica, h duas semanas da con-cluso do tratamento.

    DB6 Clostridium sp

    Para controlar a enterite neo-natal por Clostridium sp, a Bacitracina disalicilato revelou-se efi caz, quando adicionada rao a 250 ppm, du-rante duas semanas antes e trs aps o parto (aprovada apenas nos EUA e

    no na Europa).As infeces mistas, por

    Clostridium perfringens e Isospora suis provocam elevada mortalidade neonatal.

    Na Holanda, a incidncia de enterite hemorrgica por Clostridium perfringens do tipo C tem se incre-mentado em leites lactentes, com um a quatro dias de idade, devido toxina beta 2. Esse quadro tambm costuma ocorrer devido ao C. diffi cile, embora com baixa mortalidade, mas com at 100% de morbidade e grande atraso de crescimento (de 1,0 a 1,5 kg a me-nos no desmame).

    DB7 Lawsonia intracellularis

    Um trabalho grego, usando Virbamix PE na rao, a 1 kg/to-nelada (leos essenciais de Origanum vulgare e Allium sativum) demons-trou atividade antimicrobiana frente L. intracellularis, em leites.

    Na Dinamarca, o uso de ci-dos orgnicos com xido de Zinco (Zn O), a 2.500 ppm, entre 7 e 30 kg de peso, demonstrou efeitos positivos frente a infeces por E. coli 0149 e L. intracellularis.

    A L. intracellularis pode per-sistir fora do hospedeiro por 14 dias

    e sua fonte principal de contgio a transmisso horizontal. Um bom pro-grama sanitrio reduz essa presso.

    Na Sucia, 48% das granjas de produo de leites so positivas para a L. intracellularis.

    Um estudo dinamarqus rea-lizado em 45 granjas revelou que os sinais clnicos mais evidentes ocor-rem entre seis e 20 semanas de idade. Os sunos soro convertem duas se-manas antes que a bactria possa ser detectada nas fezes pelo PCR (www.landmandsporttalen.dk). Neste pas, a tiamulina, a tilosina, a clortetracicli-na e a valnemulina so os antibiti-cos mais adequados para melhorar o ganho mdio de peso dirio (GMPD) e os ndices de converso e mortali-dade, dependendo das condies da granja. O uso da vacina Enterisol Ilei-tis, em nove granjas com mais de 500 porcas, determinou melhora sig-nifi cativa nos parmetros produtivos mencionados, alm de homogeneizar os lotes que receberam o produto.

    Numa meta anlise, realizada na sia em 11.536 animais com a vacina Enterisol Ileitis, se obteve uma melhora de 53 g no GMPD, uma reduo de 42% na mortalidade, alm de um custo menor de medicao ( 0,90/suno) e de uma maior uniformi-dade (+14 %).

  • Sunos & CiaAno VI - n 28/2008

    45

    Reviso TcnicaUm estudo francs estimou

    perdas econmicas por ilete, da or-dem de $ 2,5 a 10 ($ 5,08 em mdia), por suno afetado. Atravs do kit de diagnstico Ileitest (IFA) foi deter-minada a prevalncia de 68%, em 2.915 granjas de engorda, entre 2000 e 2007.

    Um trabalho suo fala sobre o desenvolvimento de um Taman PCR, que quantifi ca a L. intracellularis em amostras de fezes e que permite distinguir os casos agudos e os sub-clnicos, entre os animais infectados.

    Um estudo coreano revelou a deteco da referida bactria em 70% das granjas e demonstrou uma me-lhora no retorno sobre o investimento (ROI) da ordem de 4,3/1, com o uso da vacina Enterisol Ileitis aos 32 dias de idade.

    Sobre uma base de dados de 65 granjas de 12 pases europeus (18 com casos sub-clnicos e 47 com casos clnicos), entre 2005 e 2007,164. 214 sunos vacinados entre trs e 15 semanas de idade com En-terisol Ileitis, melhorou o GMPD entre 36 e 46 g, o ndice de converso (IC) entre 0,08 e 0,07 e a mortalida-de foi reduzida entre 1,39% e 2,06%. Isso tudo supe uma melhora na mar-gem bruta da ordem de 3,47 a 4,70/suno, nos casos clnicos e sub-clni-cos, respectivamente.

    Profi ssionais espanhis da Boehringer Ingelheim apresentaram os dados do impacto do uso da vaci-na em cinco granjas espanholas, num total de 50.330 sunos vacinados en-tre trs e oito semanas de idade, ob-tendo melhoras de GMPD entre 10 e 76g, IC entre 0,021 e 0,270 kg por kg e reduo da mortalidade de 16,8 a 40,8%. A melhora desses ndices ele-vou a margem bruta de 2,65 a 7,09/suno e o ROI de 2/1 para 5,2/1.

    Experimentos semelhantes foram ainda apresentados de uma granja de 500 porcas em ciclo com-pleto e de uma granja de 300 porcas em ciclo completo. J a Faculdade de Veterinria de Leon, em trs gran-

    jas (120, 400 e 800 fmeas, em ciclo completo) e, fi nalizando, Antonio Lpez da Agronsella-Piensos Unzu, com Antonio Palomo da Setna Nutri-cin-Inzo, numa granja de alto nvel sanitrio, com 2.500 reprodutoras em regime aberto.

    DB8 Salmonella sp

    Leites nascidos de porcas com altos ttulos de anticorpos (AC) tero ttulos elevados aos sete dias de idade, podendo negativar depois. Incremen-tar o nmero de leites negativos para Salmonella sp, quando da sua entrada na creche, contribuir para a manuten-o dos programas de controle da mes-ma, em nvel de granja.

    A anlise dos nveis de Salmonella sp na gua de bebida, nos EUA, revelou maior quantidade em guas residenciais e originrias de bosques, que nas guas de uso agrco-la e de granjas. A bactria persiste por longo tempo no meio ambiente.

    Na Europa, segundo o decre-to 2160/2003, entrar em vigor um plano para o controle de salmonelas a partir de Julho de 2009. Desde 2005 a Blgica estabeleceu um Plano Na-cional, o qual tomou maior impulso a partir de Julho de 2007, identifi cando

    os fatores de risco em granjas suinco-las. Os principais fatores determina-dos so: vazio sanitrio insufi ciente; falta de medidas de higiene, limpeza e desinfeco; falta de registro de vi-sitas; controle de roedores e animais de companhia. No foram encontra-das diferenas, quanto deteco de Salmonella sp, na apresentao das raes (granuladas e fareladas).

    Os fatores de risco identifi -cados na Frana so: granjas muito grandes; falta de quarentena; vazio sanitrio insufi ciente; falta de higiene com relao gua de bebida.

    H diferenas signifi cativas quanto prevalncia por provncias e por categoria de pesos, assim como esta-es do ano (vero - outono > inverno).

    O diagnstico por RT-PCR mais sensvel que os mtodos de cul-tivo convencionais, alm de reduzir tempo e trabalho. O nvel de conta-minao de carcaas no abatedouro est relacionado com o grau de conta-minao da pele dos sunos vivos no pr-abate; este, por sua vez, relacio-na-se com o nvel na rea de carga e o perodo de espera. O contedo do leo e os gnglios mesentricos so as partes mais contaminadas.

    O uso de acidifi cante na gua de bebida produz resultados

  • Reviso Tcnica

    46Sunos & Cia Ano VI - n 28/2008

    contraditrios quanto excreo da Salmonella sp, assim como a sua prevalncia.

    Os colegas da Faculdade de Veterinria de Len, P. Rubio, J.A. Collazos, C. Garca, A. Carvajal e L. de Castro, juntamente com L.M. Samaniego da Universidade Matanzas de Cuba, explicam o uso in vitro de algumas bactrias produtoras de cido ltico (L. reuteri, L. animalis, L. murinus, L. ruminis e L. delbrueckii) isoladas do intestino do suno, assim como seu efeito antagonista com a Salmonella typhimurium, que reduz sua excreo e os sinais clnicos da doena. As duas primeiras sobrevivem bem ao suco gstrico e o L. animalis tambm o faz com relao aos sais biliares.

    Manuel Lainez, M. Gonzlez e J. Herrera, do CITA de Valencia, num estudo de excreo fecal de Salmonella sp, realizado em uma granja de 2.500 porcas em mltiplos stios, concluram haver um alto risco de infeco em leites, durante toda a fase de lactao.

    DB9 Erisipela (E. rhusiophatiae)

    Sua distribuio mundial e provoca quadros agudos e crnicos em sunos suscetveis. Os AC mater-nais duram de 7 a 8 semanas. Com o uso da vacina Suvaxyn E-oral, o agente no persiste na nasofaringe depois da vacinao. Considerar que

    existe a possibilidade de recombi-nao de cepas selvagens e a conse-qente reverso de sua virulncia.

    O laboratrio da Iowa State University, nos EUA, relatou um in-cremento da erisipela em mamferos marinhos, alm de informar que os sunos so suscetveis a 17 dos 28 sorotipos conhecidos. As infeces mais freqentes so devidas aos soro-tipos 1 a, 1 b e 2.

    Utiliza-se a tcnica da imuno-histoqumica para determinar o ant-geno e uma tcnica de PCR para a sua diferenciao gentica.

    DB10 Leptospira sp

    Tem disperso mundial. Seus AC so determinados por tcnicas de micro-aglutinao e no persistem por mais de seis semanas, sendo os rins os seus reservatrios.

    As medidas de higiene redu-zem a incidncia de novas infeces. As tetraciclinas, mais concretamente a doxiciclina, e o antibitico mais bio-disponvel na administrao oral, reduzindo a excreo da Leptospira sp, alm de ser bem tolerado em todas as fases da gestao.

    DB11 Streptococcus suis

    A amoxicilina, administrada por via oral, tem uma efi ccia vari-

    vel frente ao S. suis e ao H. parasuis. Sua biodisponibilidade em sunos chega a variar at 30% ( trs vezes menor que em humanos), infl uencia-da pelo pH intestinal do animal e pela interao com alimentos e outros fr-macos.

    DB12 Staphylococcus sp

    Resistncias do Staphylococcus aureus meticilina so conhecidas nos casos de infeces hospitalares, em humanos, no mundo todo. Em sunos foram descritas no Canad, Holanda e em trabalhos apresentados na Alemanha, em todas as idades do plantel. A primeira referncia de resistncias em bovinos foi relatada em 1970, em casos de mastite em vacas leiteiras, na Blgica. Atualmente, as fontes de amostras para o estudo de resistncias so os exudatos nasais.

    DB13 Outras bactrias

    Mycobacterium haemosusis, como responsvel pela eperitrozoo-nose ou icteroanemia em sunos de engorda, neonatos (leites plidos, ictricos) e porcas pr-parto (febre, hipo-agalaxia).

    Mycoplasma hyosynoviae in-duz artrite. Os resultados ligados ao sexo nem sempre se correlacionam com o estado sanitrio. O cultivo e a confi rmao, com o teste de anticor-pos fl uorescentes e o teste de inibio do crescimento so necessrios para o diagnstico a partir do fl uido sino-vial e do swab articular (leva tempo). Utilizam-se dois tipos de PCR, com elevada sensibilidade, como alternati-va ao diagnstico.

    Actinobacillus suis detecta-do por PCR de material coletado em tonsilas, sendo sensvel tilmicosina e tulatromicina.

    A associao entre H. parasuis e Mycoplasma hyorhinis comum nos quadros de serosites (peritonite, pleurite e pericardite).

  • Reviso Tcnica

    48Sunos & Cia Ano VI - n 28/2008

    DOENAS PARASITRIAS

    A disseminao da infeco por Isospora suis est intensamente correlacionada com a contaminao ambiental. Assim sendo, a porca tem seu papel na introduo do agente na baia de pario, a qual mantida pela transmisso entre os leites que se contaminam na prpria baia. O trata-mento metafi ltico da coccidiose com Baycox previne os sintomas graves da doena e as perdas de leites.

    Na Irlanda do Norte, entre 2003 e 2004, a incidncia de manchas de leite no fgado foi de 24%, em 86% das granjas positivas analisadas, o que fez com que esse tipo de observao se mostrasse mais sensvel para o diagnstico, que o exame coprolgico. No foi encontrado Trichuris suis e apenas uns 5% de infeces mistas (Ascaris suum com Strongilus sp). As perdas econmicas, devidas a infeces pelo Ascaris suum, so estimadas em 6,30/suno abatido. H uma correlao positiva entre a presena de manchas de leite no fgado, com problemas respiratrios na terminao. A ao da larva migratria do Ascaris suum no fgado tem um impacto negativo sobre a resposta vacinao frente ao M. hyopneumoniae.

    Os colegas espanhis do labo-ratrio Hipra descreveram um caso em porcas nulparas, causado por Trichuris suis durante a adaptao-entrada em uma granja de 300 fmeas em criao extensiva, com sintomas de emagrecimento, infertilidade, diar-ria com sangue, severa desidratao e mortalidade de 35% no referido lote de marrs.

    REPRODUO

    Um estudo belga, realizado em 354 porcas nas quais se injetou 2 mL de cloprostenol (PGF2 - Planate), entre 24 e 48 horas antes do trmino do parto, resultou com relao ao controle num intervalo desmame-cio (IDC) melhor (5,3 versus 5,4), um IDC fi nal de 9,1 versus 9,5 e, so-bretudo, num incremento no nmero de nascidos vivos no parto seguinte (13,3 versus 12,5).

    Altos nveis plasmticos de uria, TGO e TGP podem revelar a presena de quadros crnicos o sub-clnicos de descargas vaginais poste-riores inseminao.

    Os ovrios das porcas primpa-ras, no desmame, so menos suscet-veis ao estmulo hormonal, devendo-se por isso ter em conta a dose de go-

    nadotrofi nas exgenas administradas, para uma resposta adequada.

    Os nveis mais altos de pro-tenas so encontrados na fase aguda (haptoglobina, protena reativa C) e uma semana aps o parto, devido aos mecanismos de adaptao fi siolgicos do organismo (liplise, regenerao uterina, desenvolvimento de tecido mamrio reaes infl amatrias).

    Os padres de motilidade do oviduto variam durante os diferentes estgios do ciclo estral, j que sua ati-vidade muscular regulada por nveis de progesterona, prostaglandinas e estradiol 17 beta. O smen do cacha-o rico em estrgenos.

    O laboratrio Ceva apresentou um kit de ELISA semi-quantitativo (Pig-Reprokit), para determinar os nveis sricos de progesterona (entre 0 e 19,2 ng/mL), com uma sensibili-dade de 100% e uma especifi cidade de 84%.

    Um estudo tailands revelou uma prevalncia de sndrome MMA da ordem de 40%, em granjas de su-nos com maior incidncia de porcas primparas. Aplicando fl unixin me-glumine obteve-se resultados benfi -cos em termos de peso e nmero de leites desmamados (+ 0,5 leito), assim como no intervalo desmame-cobertura (5,33 versus 8,36).

    Num estudo belga, em 2.509 granjas com mais de 150 porcas, os fatores de risco mais comuns para que os leites nasam mortos so: a linha gentica; altas temperaturas na sala de partos; lavagem ou no das porcas na entrada dos partos; perodo do dia em que ocorre o parto; porcas velhas; maior tamanho da leitegada e infec-es pelo vrus da PRRS. A mdia de nascidos mortos neste estudo foi de 8,1 12,8%.

    A forma de sobrevivncia mais rentvel para os leites peque-nos mant-los durante uma semana a mais na baia de pario, com uma porca da semana seguinte qual fo-ram desmamamos por tamanho.

    Leites de peso elevado, fren-

  • Sunos & CiaAno VI - n 28/2008

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    Reviso Tcnicate aos normais no nascimento (1.500 versus 1.250 g) tm maior possibilida-de de asfi xiarem-se durante o parto.

    Numa anlise de 999 granjas francesas, entre 2004 e 2006, foi defi -nido um intervalo desmame-cobertu-ra mdio de 6,1 1,2 dias, sendo de 7,2 2 dias nas primparas e de 5,9 1 dia nas porcas entre o segundo e o sexto parto.

    Injetando PG 600 nas prim-paras, no desmame as trs semanas de idade, em uma granja mexicana de 350 porcas, chegou-se a um IDC de 2,9 dias a menos e a um tamanho de lei-tegada de 1,61 leites a mais, alm de uma melhora de 4,4% na fertilidade.

    Leitoas com nveis de proges-terona de 7g/litro so consideradas cclicas. Este trabalho dinamarqus concluiu que cobrir/inseminar mais tarde que o segundo ciclo, no incre-menta o tamanho da leitegada.

    Desmamar as primparas no dia 23, em vez de 26 e administrar-lhes altrenogest durante quatro dias, no provoca melhora signifi cativa no IDC, nem na fertilidade, segundo um trabalho realizado em trs granjas belgas. Estes mesmos pesquisadores determinaram, num estudo realizado em 110 granjas, os principais fatores de risco para a sndrome de disgala-xia ps-parto (dentro de 72 horas): elevado consumo de rao de lacta-o (ad libitum); incorreta induo de partos; consumo de gua na gestao antes da rao, com relao gua disposio; traslado tardio para a sala de partos, em perodo insufi ciente para sua aclimatao; superviso in-sufi ciente do parto; sndrome da por-ca gorda na entrada da sala de partos.

    Um estudo italiano, realizado em uma granja de 800 porcas, onde se mediu a gordura dorsal na entrada e na sada da sala de partos, duran-te 18 meses, concluiu que as porcas que haviam perdido mais de 4 mm de gordura tm pior fertilidade (3%) e geram leitegada de menor tamanho, comparativamente ao parto seguinte (0,43 leites). Em primparas, uma

    perda de 3 mm da lugar a uma perda de fertilidade da ordem de 9% e 0,7 leites nascidos vivos a menos no se-gundo parto.

    A morfologia e motilidade se-minal tm um baixo nvel de predio nos ndices de concepo e de partos, no havendo tampouco correlao entre granjas, nem entre o nmero de partos das porcas.

    A administrao de HCG nas do-ses seminais leva a resultados variveis em termos de prolifi cidade, podendo haver efeitos adversos sobre a mesma e sobre a fertilidade, se administrarmos altas doses (750 UI versus 500 UI).

    As fl uorquinolonas e a enro-fl oxacina so terapias interessantes frente a infeces do trato urinrio (ITU).

    Um estudo dinamarqus onde 76 porcas, entre dois e nove partos, foram sacrifi cadas no 29 dia de ges-tao, revelou uma mdia de 25,3 cor-pos lteos (16 a 39), o que supe uma sobrevivncia embrionria de 79%.

    Em um trabalho espanhol rea-lizado numa granja de 1.500 porcas, em 2.718 inseminaes (678 com Pla-nate a 0,3 mL) foi encontrado efei-to positivo na fertilidade e no tama-nho da leitegada (+ 0,5 leites), com signifi cncia estatstica. Em outro

    estudo dos colegas da Intervet em 70 porcas ibricas injetadas no desmame com 5 mL de PG 600, entre Julho e Agosto de 2007, foi obtida uma redu-o do IDC, de 10,12 para 6,62 dias, sem variaes sobre a fertilidade.

    NUTRIO

    Uma concentrao de zearale-nona da ordem de 1,5 mg/kg de rao, em primparas (do dia 101 de gestao ao desmame) no afeta a involuo ute-rina, nem tem efeitos adversos sobre a morfologia ovariana e do oviduto. Essa referida micotoxina se acumula na bile.

    A suplementao de selnio orgnico, cido flico, vitamina E, vi-tamina C e iodo em porcas, melhora o balano nutricional anti-oxidativo e aumenta tanto a prolifi cidade como a viabilidade dos leites ao nascer, sobretudo a partir do segundo ciclo de alimentao com o referido suple-mento.

    A demanda por gua, para as porcas lactantes, comea to logo ter-mina o parto, incrementando-se cons-tantemente at o15 dia de lactao.

    Os leites com baixo nvel de hemoglobina (< 80 g/L) no dcimo dia de idade geralmente tm nveis baixos ao redor do vigsimo dia. Isso

  • Reviso Tcnica

    50Sunos & Cia Ano VI - n 28/2008

    determina um crescimento inferior, alm de uma mortalidade superior nos primeiros dias de vida, compa-rado aos leites com nveis de Hb entre 80 e 100 g/L. Conclui-se neste trabalho sueco, o quanto um atraso na aplicao de ferro injetvel, ou a sua suplementao oral, podem in-crementar os quadros de anemia. A aplicao de duas doses de ferro nos dias 1 e 3 aps o nascimento (Glepto-ferron a 200 mg/dose) no promoveu diferenas signifi cativas no peso do desmame, comparativamente apli-cao nos dias 14 e 21.

    Relato de caso de intoxicao sobre-aguda por selnio em sunos de engorda, numa granja de 250 porcas em ciclo completo, na Alemanha, com 51% de mortalidade, desordens neurolgicas, paralisia, apatia e he-morragias focais na poro cinzenta de medula espinhal. Os nveis de sel-nio (1,09 a 1,32 mg/L) e de aspartato amino-transferase (54 a 161 U/L) es-tavam aumentados, em funo dos al-tos nveis de selnio no alimento dos sunos (58,6 mg/kg MS 18,1 mg/kg de dieta lquida).

    Descrio de um quadro de in-toxicao por melanina na rao, na Tailndia. A melanina uma tri-amina empregada na indstria de plsticos e

    fertilizantes, com elevado contedo de nitrognio e protena. Morreram 4.000 leites desmamados, com per-da de peso progressiva, rosrio raqu-tico, pele amarelada, nveis sricos de uria e creatinina elevados e presena de melanina nos rins (6.000 ppm) a rao inicial continha 3.209 ppm de melanina.

    Protenas e aminocidos de origem microbiana contribuem de forma signifi cativa com as perdas dos nveis basais endgenos de aminoci-dos procedentes da dieta, no leo.

    Porcas lactantes que conso-mem nveis elevados de cidos gra-xos Omega 6 e N 3 (fontes: leo de peixe versus leo de girassol), tm seu apetite reduzido, devido ao efeito anorxico das leptinas e os nveis ele-vados das citoquinas.

    A regenerao das vilosidades intestinais necessita de cidos graxos poli-insaturados para formar novas membranas de fosfolipdios. Sunos alimentados com cido alfa linoleico tm uma superfcie de micro-vilosi-dades superior, no duodeno e no leo.

    A interao entre a idade dos leites e o pH intestinal defi ne a quantidade e o tempo de acidifi cao da gua de bebida, com o objetivo de promover um resultado positivo sobre

    os patgenos intestinais. Os melhores resultados obtidos em leites de qua-tro a cinco semanas, quanto aos seus parmetros zootcnicos (GPMD ,IC e mortalidade), foram obtidos em um pH = 5.

    A integridade da mucosa no glandular do estmago, em leites de seis a sete semanas de idade, se v al-terada pelo tamanho das partculas da rao (quando inferiores a 0,4 mm), tanto no tipo farelado como granula-do. A incorporao de 2,5% de ligno-celulose no surtiu nenhum efeito signifi cativo, em nenhum de ambos os tipos de rao.

    Os pesquisadores espanhis do Centro de Recerca e da Universi-dade Autnoma de Barcelona, em um estudo com 48 leites de 26 dias de idade, aos quais no se havia forne-cido rao inicial durante o perodo de lactao e que foram alimentados com trs tipos de dietas ( base de cevada, arroz e aveia descorticada), encontraram decrscimo no tamanho das vilosidades em todos eles nos primeiros seis dias de idade cada vez que realizavam a reposio da dieta base de cevada. A diversida-de microbiana se manteve elevada em todos os tratamentos, sobretudo no leo e no ceco, nos diferentes dias ps-desmame, sendo maior nas dietas base de arroz e menor nas dietas base de cevada, no leo. Assim, con-cluram que as dietas base de arroz mantm uma fl ora microbiana mais slida, servindo de suporte para uma biodiversidade mais estvel no leo e no ceco, ao longo do tempo.

    A restrio alimentar, frente ao consumo ad libitum e a disponibilida-de de espao de comedouro sufi ciente para todos os sunos que se alimentam ao mesmo tempo, reduzem a variao do crescimento entre eles, produzindo lotes mais homogneos, segundo es-tudos dinamarqueses.

    Uma pesquisa realizada pela Universidade de Murcia, com a Uni-versidade Federal do Cear (Brasil)

  • Sunos & CiaAno VI - n 28/2008

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    Reviso Tcnicae J.M. de la Fuente, da Danisco, in-corporaram betaina (2 kg/tonelada) dieta de 24 primparas e 24 multpa-ras, durante cinco dias anteriores ao parto e por toda a fase de lactao, entre maio e outubro de 2006. Os re-sultados obtidos foram uns melhores pesos ao desmame e menor intervalo desmame/cobertura (4,7 versus 5,8 dias) no grupo Controle, sem nenhu-ma variao nos componentes do lei-te, salvo o contedo de betaina.

    Um estudo conduzido sobre 1.271 leites, oriundos de 122 porcas, determinando seus pesos de partida, intermedirios e fi nais, assim como seus desvios padro; encontraram um alto nvel de signifi cncia nas diferen-as entre os pesos iniciais e fi nais e, com isso, discorreram sobre a impor-tncia do tamanho do leito ao nas-cimento e o interesse econmico de levar terminao os leites nascidos com pouco peso. Com essas mesmas porcas e suas leitegadas, geraram um dado de 23,6% de mortalidade, desde a 1 semana de vida at o abate dos mesmos, sendo os acumulados da or-dem de: 9,1% na lactao; 3,2% na creche e 11,3% na fase de engorda (devido ao PCV2). 36,1% das porcas foram responsveis por 65,5% das baixas. Classifi caram as porcas em dois grupos: aquelas cujas leitegadas tiveram um alto percentual de sobre-vivncia (87,33 %) e aquelas que, ao contrrio, o tiveram mais baixo (54,05 %), sendo a diferena altamente sig-nifi cativa.

    MANEJO

    Os veterinrios podem con-tribuir na reduo dos custos de pro-duo, assessorando seus clientes no sentido da adoo de programas de preveno sanitria, tendo o cuidado de prestar especial ateno nos pa-rmetros de biossegurana, fatores meio-ambientais e fl uxos nicos de animais (Health Management Plan).

    A aplicao de programas de

    higiene e desinfeco deve ser feita especifi camente para cada granja e re-gistrados por escrito (Higienograma).

    Um trabalho belga compara em granjas entre 130 e 500 fme-as a produo por bandas semanais, que passam a ser bandas de quatro a cinco semanas e que gerou uma me-lhora sanitria global frente PRRS, ao M. hyopneumoniae e ao APP, ao se reduzir a mistura de animais e leite-gadas. A estratifi cao da produo, que limita o contato entre sunos in-fectados e suscetveis, a base para o controle de doenas em granjas con-vencionais.

    O estresse causado pelo re-agrupamento das porcas aps a inse-minao, costuma piorar os ndices de fertilidade e prolifi cidade. O uso de azaperone (Suacrn) no novo grupo formado pode melhorar essa condio, segundo um estudo ho-lands realizado em 1.195 porcas. A comparao entre grupos estveis pe-quenos e grupos dinmicos grandes, revelou um risco maior de perdas em-brionrias. Os autores atribuem esse fenmeno, provavelmente, ao sistema de alimentao das porcas, o qual consideram como sendo de grande infl uncia na apario de problemas reprodutivos quando se trabalha com casos de gestao em grupos.

    A mortalidade de porcas em uma granja com uma mdia de 2,8 partos, na Sucia, foi de 4,3% (50% por falhas cardacas + traumas), aos quais somamos uns 10,5% de porcas sacrifi cadas (1/3 primparas) com una mdia de 2,1 partos, devido princi-palmente a problemas locomotores. Em um estudo conduzido nos EUA, concluiu-se que granjas com proble-mas de aprumos vem afetada ne-gativamente a sua produtividade, a longo prazo. Tambm na Dinamarca (Dk) os problemas locomotores so a primeira causa de sacrifcio de re-produtoras, sendo recomendado co-loc-las em uma sala especialmente habilitada como hospital, o que lhes permite recuperar 80% das mesmas.

    Na DK, desde 2005 todas as granjas devem dispor de salas hospital (para leites, requerem focos de calor, piso seco com rea de descanso e gua/ra-o frescos), com dimenses de 2 x 4 metros. Os transtornos digestivos e perdas de condio corporal so as primeiras causas de hospitalizao e os animais que tenham passado por essa situao devem ser registrados e marcados. 89% dos leites e 75% dos sunos de engorda se recuperam, quando alojados nessa baia-hospital.

    Pesquisadores da Universida-de Autnoma de Barcelona em con-junto com o o laboratrio Calier, ana-lisaram os nveis plasmticos de pro-tenas de fase aguda, em 210 leites desmamados com 20 dias de idade e durante os 29 a 47 dias posteriores, concluindo que tanto o pigMaP como a haptoglobina sofrem um incremento entre 6 e 14 dias depois do desmame, baixando posteriormente. Interessante ressaltar que o pigMAP se incrementa menos em leites mais pesados (> 6,0 kg), que em mdios (5,0 a 5,9 kg) e pequenos (< 4,9 kg). J a haptoglobi-na no costuma ser afetada pelo peso do leito, revelando-se signifi cativa-mente maior nas fmeas (comparado aos machos) entre os dias 0 e sete do ensaio.

    O manejo pr-abate (carga, transporte, descarga e tempo de espe-ra) infl uencia seriamente na qualidade da carne e carcaa do suno, devido acidose metablica, hipoxia, hipo ou hipercalcemia, hiperglicemia, lac-tacidose, desidratao e hipertermia, geradas por ele mesmo. Sua gravida-de est relacionada com a durao e a intensidade do referido estmulo.

    Os sunos sacrifi cados com CO2 apresentam reduo do pH e au-mento do clcio e do lactato san-gneos. A norma Europia 93/119/EC permite o sacrifcio em atmosfera de, pelo menos, 70% de CO2 em rela-o ao volume de ar, por um mnimo de 70 segundos (na Alemanha se re-quer 80% de CO2).

  • Reviso Tcnica

    52Sunos & Cia Ano VI - n 28/2008

    A eletrocusso a 300 V tam-bm deve ser aplicada em pontos ade-quados (www.cdpqinc.qc.ca).

    Improvac uma vacina anti-GnRF que proporciona uma al-ternativa efetiva e menos evasiva castrao cirrgica dos machos, ao mesmo tempo que melhora a conver-so alimentar (CA) e o porcentual de carne magra. Um estudo norte-ameri-cano em 48.967 versus 49.693 sunos castrados cirrgica e imunologica-mente, respectivamente, demonstrou uma melhora da ordem de 9% na CA, de 1,4% do GMPD e de 7% no valor da carcaa. O custo da castrao fsi-ca foi estimado em US$ 0,09/suno, versus US$ 0,19/suno no grupo da Improvac, sem incluir o custo do produto. O custo de produo e os benefcios de sua aplicao (RSI) so variveis, segundo o sistema de pro-duo e o mercado de destino.

    Improvac acaba de ser apro-vada para uso na Sua, na indicao de duas doses de 2 mL por via SC (a ltima de quatro a seis semanas antes do abate e a primeira entre oito e11 semanas antes da segunda), consi-derando um abate realizado entre 23 e 26 semanas de idade. Nos sunos sacrifi cados com seis meses de vida no se observa alteraes nos par-metros de qualidade de carne (pH fi nal, cor, capacidade de reteno de gua, perdas por gotejamento, infi l-trao, textura e suculncia estudos realizados no Reino Unido, Mxico, Filipinas, Coria e Austrlia). Os n-veis de aminocidos das dietas devem ser ajustados segundo o momento da vacinao, tipo de rao e idade/peso do abate.

    A castrao em leites re-comendada entre 3 e 7 dias de ida-de. Na Noruega, pela Legislao e desde 2002, deve ser realizada por veterinrios e com o uso de anestsi-cos (lidocana, ketamina, azaperone, metamina, natricum, mopenthium ou pentobarbital).

    So vrias as causas de necro-

    se de orelhas e mordeduras de rabos, as quais vo desde altas densidades, tipos de piso, sistemas de ventilao, defi cincias no consumo/qualidade de rao e gua, ms condies ambien-tais de temperatura e umidade, pouca higiene, vazios sanitrios inadequa-dos, toxinas nas raes, etc., mas nem PRRS e nem PMWS esto associadas com o incremento no risco de ocor-rncia das mesmas. Tampouco existe correlao nos casos da ocorrncia de ambas nas granjas, uma vez que seus fatores de risco no so sempre os mesmos.

    A anlise dos parmetros de GMPD e mortalidade essencial no controle dos custos de produo.

    Zoonoses os dez agentes infecciosos bsicos so: Campylobacter sp, Escherichia coli, Erisipela sp, Salmonella sp, o vrus da gripe, Streptococcus suis, Toxoplasma gondii, Trichinella spiralis, Yersinia enterocolitica e Taenia solium.

    Profi ssionais da empresa Lleida, em conjunto com a equipe da Elanco, apresentaram um trabalho realizado com 724 leites desmamados, divididos e dois tratamentos: amoxicilina a 300 ppm e Pulmotil a 400 ppm, durante 21 dias e seguiram sua evoluo at a

    22 semana de idade, quando foram enviados para o abate. Concluram no haver diferena de peso vivo, na sada de creche e nem no fi nal da engorda, havendo, entretanto maior peso de carcaa (+ 1,49 kg) e melhor classifi cao da mesma no lote do Pulmotil, com um benefcio por suno terminado da ordem de 2,45 e um RSI de 8,69.

    Carlos Cantn, com a j men-cionada equipe da Elanco, numa granja de 550 porcas onde se adicio-nou 100 ppm de Tylan premix na dieta das porcas lactantes e se fez um comparativo frente a um lote con-trole, obteve uma reduo na morta-lidade dos leites em lactao (3,54 versus 7,09 % - p < 0,1) e um menor nmero de leites tratados por causa de diarria, o que gerou um benefcio por porca da ordem de 12,8 no lote da tilosina.

    Um outro trabalho foi avaliado o mtodo que estima a efi ccia do Valor Total dos Sunos (Full Value Pigs) no mercado, partindo do caso de uma granja de engorda infectada com Lawsonia intracellularis e tratada com tilosina a 100 ppm, durante trs semanas ou a 400 ppm, durante o perodo de risco.

  • 54

    Sumrios de Pesquisa

    Sunos & Cia Ano VI - n 28/2008

    Inseminao: o efeito da baixa concentrao espermtica e de bactrias na taxa de pario e nascidos totais

    Muitos pesquisadores e profi s-sionais acreditam que as doses inse-minantes com nmero muito baixo de espermatozides e com contaminao bacteriana reduzem a fertilidade nos sunos, entretanto, poucos trabalhos tm sido publicados monitorando es-ses parmetros, por um longo pero-do de tempo, na produo comercial. Objetivados a estudar por um per-odo maior a fertilidade nos sunos, L. Darwin e colaboradores, em uma pesquisa de quatro anos, Swine Vet Center pela University of Nebraska at Lincoln, (Proceedings of the 20 IPVS Congress, 2008) determinaram o nmero de nascidos totais e a taxa de pario de porcas e marrs insemi-nadas com doses de um pool de ejacu-lados com quantidade varivel de es-permatozides e presena ou ausncia de bactrias viveis.

    Mtodo

    Duas centrais de inseminao, ambas atendendo vrios rebanhos de matrizes sunas, coletaram smen trs vezes por semana e distriburam para as granjas usurias na mesma manh aps a coleta, onde o smen foi uti-lizado at o quarto dia aps a coleta. Todos os machos doadores atingiram os padres mnimos para motilidade, sendo a morfologia e acrossomas. O smen foi aplicado ao acaso em duas grandes organizaes de produo (N= 30 rebanhos de matrizes). Regu-larmente, quatro amostras foram sub-metidas a um laboratrio independen-te usando um sistema padronizado, previamente descrito, para anlise do smen e cultura bacteriana. Porcas e marrs inseminadas com um lote da mesma categoria de concentrao de espermatozides por dose eram alo-cadas ao mesmo grupo de tratamento. As fmeas foram inseminadas uma

    vez por dia enquanto apresentaram refl exo de tolerncia ao cachao.

    Os dados colhidos das anli-ses laboratoriais incluram no nmero total de espermatozides por dose, a presena de bactrias e identifi cao da bactria isolada. O nmero de nas-cidos totais e a taxa de pario foram obtidos atravs do programa Pig-Champ. Para fi ns de anlise, os dados sobre o nmero de espermatozides por dose foram agrupados em esca-las com incrementos de 0.5 bilhes, iniciando com menos de 2.5 bilhes e fi nalizando com 4.5 bilhes ou mais espermatozides por dose. Todos os dados foram analisados utilizando o procedimento SAS.

    Resultados

    Pelas anlises dos autores, ocorreu um efeito signifi cativo da ca-tegoria de concentrao de esperma-tozides por dose sobre o nmero de nascidos totais. No houve diferena na taxa de pario para as vrias ca-tegorias de concentrao por dose e nem ocorreu efeito expressivo de bac-trias ou interao entre concentrao espermtica e de bactrias.

    Alguns estudos prvios ha-viam demonstrado uma diferena signifi cativa na taxa de pario e nas-cidos totais entre porcas inseminadas

    com 2.5 bilhes comparadas com 3.0 bilhes de espermatozides por dose. Outro estudo mostrou a taxa de pa-rio e tamanho de leitegada decres-centes quando foram utilizados 0.5 bilhes na inseminao intra-uterina versus 4.0 bilhes por dose na insemi-nao tradicional. Finalmente no foi observada diferena signifi cativa uti-lizando um bilho de espermatozi-des comparados com 3.0 bilhes em inseminao convencional. Os dados do presente estudo no mostraram diferena na taxa de partos entre as diferentes categorias de concentrao de espermatozides por dose, entre-tanto ocorreu uma diferena signifi ca-tiva em nascidos totais. Houve ainda uma reduo signifi cativa no nmero de nascidos totais nas concentraes abaixo de 3.0 bilhes por dose.

    Embora bactrias espermici-das tenham potencial para reduzir a fertilidade, a presena de bactrias no teve efeito signifi cativo nem na taxa de pario e nem no tamanho da leitegada. Isto explicado pelos auto-res como resultado do limitado nme-ro de amostras positivas identifi cadas e o grau de contaminao presente. Quando se considera a importncia do melhoramento gentico, as doses com concentraes demasiadamente altas de espermatozides poderiam levar distribuio de smen de ma-chos com menor valor gentico. Com

  • Sunos & CiaAno VI - n 28/2008

    55

    Sumrios de Pesquisabase nesses resultados, L. Darwin e colaboradores sugerem que, para o smen em pool armazenado por dois a quatro dias antes da IA, 3.0-3.5 bi-lhes de espermatozides por dose so ideais para assegurar um nmero aceitvel de nascidos totais.

    O surto de mortes fetais causado por PCV2em rebanhosrecm-estabelecidos

    O Circovrus Suno Tipo 2 (PCV2) j foi descrito como agen-te causal de morte fetal em sunos em estudos anteriores. Mas, desta vez, com o objetivo de descrever os achados clnicos e de diagnstico re-lacionados a um surto de mortes fe-tais causado por PCV2, com especial ateno ao diagnstico diferencial de Parvovirus suno (PPV), P. Hgedal com a colaborao de Copenhagen e Dinamarca (Proceedings of the 20 IPVS Congress, 2008) relata um caso dinamarqus onde o circovrus foi o agente causador das mortes.

    Mtodo

    Em maro de 2006 foram in-troduzidas 340 marrs SPF gestantes em uma granja previamente vazia,

    limpa e desinfetada, de acordo com as normas dinamarquesas do sistema SPF (livre de patgenos). Todas as marrs haviam sido vacinadas contra o Parvovrus suno antes da cobertu-ra. As primeiras fmeas pariram 14 dias depois e durante os dois meses seguintes, semanalmente foram re-gistradas as mdias de leites nasci-dos vivos, natimortos e mumifi cados. Tambm foram registrados todos os dados de identifi cao das porcas e datas dos partos.

    De abril a setembro, um total de 89 fetos foram submetidos ne-crpsia laboratorial, teste de IgG/IgM dos fl udos fetais, deteco de ant-genos e deteco imunohistoqumi-ca (IHC) para Parvovrus. Durante o estgio inicial de submisso, os fetos foram examinados para PPV (antge-nos e anticorpos) e leptospira spp., os quais resultaram em testes negati-vos. Os 89 fetos tambm foram sub-metidos a exames sorolgicos para a Sndrome Respiratria e Reprodutiva Suna (PRRS), PPV e PCV2.

    Resultados

    Os nmeros fi nais do estudo de caso mostram que no total 128 marrs pariram a mdia de 10,87 nas-cidos vivos, 0,94 natimortos e 1,65 fetos mumifi cados (11,6%). Durante esse perodo (dias 38-92) ocorreram

    cinco abortamentos e duas marrs morreram. O surto agudo de morte dos fetos cessou em meados de abril e nos dois meses seguintes o nmero de nascidos vivos aumentou e de nati-mortos e mumifi cados decresceu.

    Dos 89 fetos examinados, 47 estavam totalmente mumifi cados, 38 estavam em estgios iniciais de mu-mifi cao e quatro apresentavam-se sem leses. Dentre os 42 no total-mente mumifi cados, cinco estavam ictricos, cinco apresentavam ascite, trs apresentavam sangramento na base do corao e dois tinham o cora-o aumentado.

    Devido a mumifi cao, 47 fe-tos no permitiram testes para IgG/IgM ou IHC. De 40 fetos, em sete o fl udo da cavidade pleural apresenta-va nveis elevados de IgG indicando infeco intra-uterina. Todos os fetos expelidos aps seis de maio foram negativos para IgG. Somente um dos leites IgG positivo teve o teste de IHC positivo para PCV2. Os resul-tados apontam tambm que os fetos foram PPV negativos (antgeno e an-ticorpos). Em sete de abril, os ttulos de anticorpos ELISA contra PPV, de 26 marrs, eram de baixo nvel (32 512), com a exceo de uma fmea, conseqncia interpretada como re-sultado da vacinao.

    As avaliaes para PPRS e leptospira spp. foram negativas. To-das as 26 marrs tinham anticorpos contra PCV2 (ttulos variando de 50 at 31250). Atravs de testes soro-lgicos, o rebanho foi negativo para PRRS at dezembro de 2007. O exa-me do miocrdio de 40 fetos, atravs de IHC, apontou 30 % de casos posi-tivos para PCV2, sendo os fetos com resultado positivo todos nascidos en-tre dois e 13 de abril.

    A investigao excluiu o diagnstico diferencial de falha re-produtiva causada por infeco de PPV, PRRS e leptospirose. Aps os resultados reprodutivos retornarem normalidade, nenhum feto PCV2 po-sitivo foi encontrado. Os fetos PCV2 positivos pertenciam a sete fmeas, demonstrando um efeito de leitegada

  • Sumrios de Pesquisa

    56Sunos & Cia Ano VI - n 28/2008

    Tabela 1: Dados mdios de produo de 11 empresas brasileiras antes e depois da ocorrncia da PMWS.

    Parmetro Antes PMWS Depois PMWS

    Mdia Mdia Mnimo/mximo

    Mortalidade (%) 1.6 4.9 2.5 10.0

    Conv.Alim. (kg/kg) 2.60 2.90 2.3 3.3

    Ganho dirio (kg) 824 787 650 - 922

    e conduzindo concluso de que o PCV2 foi o responsvel pelo surto.

    As anlises dos autores indi-cam que esta foi uma alta incidncia em comparao com outros relatos. A infeco por PCV2 em fetos de mar-rs inoculadas via rota nasal j foi anteriormente demonstrada. Os fetos positivos para PCV2 foram todos en-contrados dentro de um perodo de tempo relativamente curto (duas se-manas). O surto cessou durante o ms de abril, mas amostras sangneas oito meses mais tarde tornaram pro-vvel que o PCV2 pode permanecer endmico na populao de marrs jo-vens por um perodo maior e tambm entre porcas gestantes, mas em um menor nvel.

    O impacto da circovirose (PMWS) nas empresas brasileiras de produo suna

    Atualmente a Circovirose (PMWS) a sndrome de doena in-fecciosa mais importante na produo brasileira de sunos. Com uma varie-dade de sintomas, esta sndrome afeta o sistema imune e pode assim, abrir a porta para co-infeces, as quais resultam em perdas de desempenho. P. Schwarz e colaboradores realiza-ram pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, um levantamento epidemiolgico em reas de produo suna do Brasil. O trabalho, Boehrin-ger Ingelheim Vetmedica Brazil (Pro-ceedings of the 20 IPVS Congress, 2008) foi realizado em empresas de integrao vertical e em cooperativas, com o objetivo de identifi car a distri-buio e o impacto dos principais pro-blemas associados com o Circovrus Suno Tipo 2 (PCV2).

    Mtodo

    O levantamento incluiu 13 empresas nas regies sul, sudeste e centro-oeste do Brasil, envolvendo uma populao total de 620.000 por-cas. As questes investigavam sobre a ocorrncia de sintomas associados ao PCV2, incluindo mortalidade, mto-do, diagnstico utilizado, resultados dos parmetros principais de produ-o e o uso de antimicrobianos.

    Resultado

    Do total de 13 empresas que participaram no levantamento, 11 identifi caram o PCV2 como sendo um obstculo signifi cativo otimi-zao do desempenho produtivo de seus rebanhos. A maioria das empre-sas citou o aumento da mortalidade e a refugagem como os parmetros de maior impacto. Adicionalmente, os sintomas clnicos de doena entrica foram relatados por oito dentre as 13

    participantes, enquanto quatro empre-sas mencionaram principalmente as doenas respiratrias. Uma empresa relatou a ocorrncia de ambos (sinais clnicos entricos e respiratrios), com nenhuma diferena na sua inci-dncia. A extenso e os dados mdios de produo aps a ocorrncia da Cir-covirose (PMWS) so apresentados na tabela 1, comparados com os da-dos mdios anteriores. Foram utiliza-dos principalmente antibiticos ma-croldeos para controlar as infeces bacterianas, estes so freqentemente aplicados em pulsos. Um total entre US$ 1.90 e US$ 5.20 foi calcula-do como custo adicional por animal como resultado da Circovirose.

    Os autores, ao considerar que a produo de sunos tecnifi cada no Brasil envolve algo como 1.5 milhes de porcas e que o presente estudo incluiu cerca de 40% das porcas alo-jadas, concluram que a Circovirose teve um impacto negativo consider-vel no status sanitrio dos sunos no Brasil, sendo responsvel por um au-mento signifi cativo no custo de pro-duo de sunos. Alguns resultados mdios apresentados na tabela 1 so aceitveis em muitos ambientes de produo, entretanto, os parmetros de desempenho em vrias empresas indicaram problemas de produo quando comparados com o perodo pr-PMWS.

  • Para Refl etir:De que grupo voc faz parte?

    Tnhamos uma aula de Fi-siologia na Escola de Medicina logo aps a semana as ptria.

    Como a maioria dos alunos havia viajado, aproveitando o feriado prolongado, todos estavam ansiosos para contar as novidades aos colegas e a excitao era geral.

    Um professor entrou na sala e imediatamente percebeu que iria ter trabalho para conseguir silncio.

    Com pacincia, tentou come-ar a aula, mas voc acha que minha turma correspondeu??

    Que nada...O professor tornou a pedir si-

    lncio...Mas, no adiantou.Foi a que o professor perdeu

    a pacincia e rodou a baianadeu a maior bronca...

    Ele disse:- Prestem ateno, porque eu

    vou falar isso nica vez: desde que comecei a lecionar, descobri que ns, professores, trabalhamos apenas 5% dos alunos de uma turma. Em todos esses anos, observei que, de cada 100 alunos, apenas cinco so realmen-te aqueles que fazem a diferena no futuro; apenas cinco se tornam pro-fi ssionais brilhantes. Os outros 95% servem apenas para fazer volume; so medocres e passam pela vida sem deixar nada de til.

    O interessante que esta por-centagem vale para todo o mundo.

    Se vocs prestarem ateno, notaro que, de 100 professores, ape-nas cinco so aqueles que fazem a di-ferena; de 100 garons, apenas cinco

    so excelentes; de 100 motoristas de txi, apenas cinco so verdadeiros profi ssionais...

    uma pena no termos como separar estes 5% do resto, pois, se isso fosse possvel, eu deixaria ape-nas os alunos especiais e colocaria os demais para fora, ento teria o siln-cio necessrio para dar uma boa aula.

    Mas...S o tempo ser capaz de mostrar isso.

    Claro que cada um de vocs sempre pode escolher a qual grupo pertencer.

    Obrigado pela ateno e va-mos aula de hoje.

    Nem preciso dizer o silncio que fi cou na sala e o nvel de aten-o que o professor conseguiu aps aquele discurso. Alis, a bronca tocou fundo em todos ns, pois minha tur-ma teve um comportamento exemplar

    em todas as aulas de fi siologia duran-te todo o semestre.

    Hoje, no me lembro de mui-ta coisa das aulas de fi siologia, mas a bronca do professor eu nunca mais esqueci. Para mim, aquele professor foi um dos 5% que fi zeram a diferen-a na minha vida.

    De fato, percebi que ele tinha razo e, desde ento, tenho feito de tudo para fi car sempre no grupo dos 5%, mas, como ele disse, no h como saber se estamos ino bem ou no, s o tempo...

    Mas, uma coisa certa: se no tentarmos ser especiais em tudo que fazemos, se no tentarmos fazer tudo o melhor possvel, seguramente so-braremos na turma do resto

    Autor Desconhecido

    Recursos Humanos

    Sunos & CiaAno VI - n 28/2008

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  • Dra. Adriana Pereira pergunta:Vamos avaliar como se encontra seus conhecimentos

    frente a requisio de exames laboratoriais?

    Na produo de sunos muitos so os fatores que interferem no status imunolgico dos animais, tornando-os susceptveis a inmeras doenas. A contribuio do laboratrio de diagnstico sem duvida de fundamental importncia para o fechamento de casos clnicos que afetam indivduos e/ ou populaes. Avalie no questionrio abaixo seus conhecimentos quanto ao adequado envio de materiais e aos exames laboratoriais solicitados.

    1 - Na presena de sinais clnicos que caracterizam surtos de doenas em uma determinada populao, qual o tipo de animal que deve ser selecionado para necrpsia?(A) Animal encontrado morto.(B) Animal com sinais clnicos na

    fase aguda da doena.(C) Animal com crescimento

    atrasado, arrepiado e fraco.

    2 - Para um adequado diagnstico atravs de isolamento e antibiograma se faz necessrio que:(A) O material coletado provenha

    de animal que no tenha sido recentemente medicado.

    (B) O material coletado deve ser fresco e enviado congelado.

    (C) Proceda de animais que apresentem sinais clnicos na fase aguda da doena.

    3 - Quais os cuidados que se deve ter quando enviar amostras para isolamento bacteriano e antibiograma?(A) Jamais lavar em gua corrente

    os rgos que apresentam alteraes

    (B) Colher parte da rea lesada com higiene e condicionamento com gelo seco.

    (C) Coletar o material e colocar diretamente na caixa de envio com bastante gelo.

    4 - Qual o tempo que se deve proceder o envio de amostras para realizar isolamento e antibiograma?

    (A) Desde que se coloque muito gelo diretamente em contato com o material no haver nenhum problema para realizao do exame.

    (B) Enviar as amostras devidamente condicionada e conservadas em gelo o mais breve possvel.

    (C) Pode ser entre 24 a 48 horas depois da coleta.

    5 - Quando se deve realizar isolamento e antibiograma?(A) Quando h suspeita de

    envolvimento bacteriano. (B) Pode ser sugerido tanto para

    vrus como bactrias.(C) O isolamento e o antibiograma

    so utilizados para fungos.

    6 - O que signifi ca ELISA e quando se deve utilizar?

    (A) um mtodo imunoenzimtico para deteco de anticorpos a partir do soro livre de hemlise.

    (B) Mtodo de deteco de imunoglobulinas, realizado a partir do sangue.

    (C) ELISA Imunoensaio enzimtico para detectar somente doenas virais.

    7 - O que histopatolgico?(A) Mtodo que visa avaliar

    alteraes de orgos ou tecidos ocasionado por um determinado agente etiolgico.

    (B) uma tcnica utilizada para detectar somente leses nos tecidos de origem viral.

    (C) o conjunto de leses macro e microscpicas observadas nos tecidos, seja por vrus e/ou bactrias.

    8 - Ao solicitar um exame histopatolgico como deve ser enviado o material?(A) Coletar fragmentos lesionados

    juntamente com o tecido sadio, e fi xar em soluo de formol a 10%.

    (B) Envio de rgos congelados para avaliao da leso tecidual.

    (C) Envio de rgos refrigerados o mais breve possvel.

    9 - Como proceder o envio de amostras para Imunohistoquimica?(A) Envio de rgos congelados,

    quando se suspeita da presena do agente etiolgico.

    (B) Envio de fragmentos refrigerados, condicionados em caixa isotrmicas o mais breve possvel.

    (C) Envio de fragmentos fi xados em soluo de formol 10%.

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    Jogo Rpido

    Sunos & Cia Ano VI - n 28/2008

  • Jogo Rpido

    Se voc fez 30 pontosou mais Parabns! Os conhecimentos bsicos de pato-logia fi siologia e imunologia ajudam no seu dia a dia contribuindo para o envio e identifi cao do material a ser analisado no laboratrio para colaborar no fechamento do diag-nstico clnico da sua granja.

    10 - Como enviar leite para detectar a presena de mastite:

    (A) Em frasco estril e congelado.

    (B) Em frascos limpos a temperatura ambiente.

    (C) Frasco estril e refrigerado.

    11 - Quando requisitar hemograma?

    (A) Em casos de suspeita de anemia e de hemoparasitas.

    (B) Suspeita de Circovirose.

    (C) Suspeita de doena do edema.

    12 - Como enviar amostras de soro para sorologia?

    (A) Envio de soro sem anticoagulante centrifugado, identifi cado e refrigerado.

    (B) Coleta de sangue em tubo contendo anticoagulante. Aps coleta manter em refrigerao.

    (C )Envio do sangue total sem anticoagulante refrigerado o mais rpido possvel.

    13 - Quais dessas enfermidades podem ser controladas a partir da sorologia?

    (A) Doena de Aujeszky, PRRS (Sndrome Respiratria e Reprodutiva Suna), Peste Suna Clssica.

    (B) TGE, Infl uenza, Actinobacillus pleuropneumoniae, Brucelose.

    (C) Leptospirose, Erisipela, Tuberculose.

    14 - Quando solicitar diagnstico de PCR (Reao de Cadeia pela Polimerase).

    (A) Diagnstico de paternidade.

    (B) Identifi cao e confi rmao de DNA para bactrias e vrus e exceto fungos.

    (C) No caso de confi rmao quando o diagnstico no conclusivo.

    15 Como proceder o envio de rgos para PCR (Reao de Cadeia pela Polimerase).

    (A) Envio de rgos congelados.

    (B) Envio de soro congelado.

    (C) Envio de fragmentos de rgos fi xados em formol.

    Pergunta Alternativa Valor da Resposta Sua

    Resposta

    1

    A - 1

    B 3

    C 0

    2

    A 3

    B 1

    C 2

    3

    A 2

    B 1

    C 3

    4

    A 2

    B 3

    C 1

    5.

    A 2

    B 1

    C 3

    6

    A 3

    B 0

    C 1

    7

    A 1

    B 0

    C 3

    8

    A 3

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    C 2

    9

    A 0

    B 2

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    10

    A 0

    B -1

    C 3

    11

    A 3

    B 1

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    A 3

    B 1

    C 0

    Se voc fez menos de30 pontosPrecisa Melhorar!Voc pode melhorar, caso tenha in-teresse neste rea procure empresas disponveis que auxiliam no direcio-namento da coleta para o processa-mento das amostras.

    Sunos & CiaAno VI - n 28/2008

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  • 60Sunos & Cia Ano VI - n 28/2008

    60Sunos & Cia Ano VI - n 28/2008

    O evento aconteceu no Hotel Nacional Inn em Campinas. Reuniu mais de 100 participantes entre M-dicos veterinrios, Zootecnistas, Sui-nocultores, Tcnicos e profi ssionais da suinocultura. O objetivo principal foi a retomada das atividades da As-sociao Brasileira de Mdicos Vete-rinrios Especialistas em Sunos do estado de So Paulo apoiados tam-bm pela APCS (Associao Paulista dos Criadores de Sunos) na presena do seu representante Valdomiro Fer-reira e pela ABRAVES Nacional re-presentada pela atual presidente Dra Fernanda Almeida. Em um ambiente descontrado e tcnico foram minis-tradas duas palestras e um rico de-bate. As palestras foram ministradas pela Dra. e Professora Elizabeth San-tin da Universidade Federal do Para-n (UFPR) e pelo veterano Mdico Veterinrio Luciano Roppa o primei-ro presidente da ABRAVES SP. O pblico presente participou aps as palestras de um breve debate sobre a profi sso e o profi ssional do futuro, moderado pela presidente atual da

    entidade Maria Nazare Simes Lis-boa a qual pediu a presena e parti-cipao da Professora e Dra. Masaio Mizuno no assunto que com muita autoridade abordou a importncia do conhecimento atravs da educa-o continuada para todos os profi s-sionais da rea. Aps as palestras o evento foi encerrado com um jantar de confraternizao. A ABRAVES SP agradece a todos que apiam e acreditam na entidade e espera rev-los em suas prximas atividades que em breve sero realizadas.

    ABRAVES So Paulo reestruturada lana seu I Encontro Tcnico

    PresidenteMaria Nazar T. S. Lisboa

    Vice-presidenteErlete Vuaden

    Primeiro secretrioFrancisco Oliveira

    Segundo secretrioIzabel Muniz

    Primeiro tesoureiroAdriana de Cssia Pereira

    Segundo tesoureiroEdison de Almeida

    Comit cientfi coMasaio MizunoAmilton SilvaLuciano RoppaFlvio HiroseAnbal de SantAnna Moretti

    Comit FiscalSilvio BorgesAndra SilvestrimLuciano CatelliJuliana SarubbiLuiz Csar Belagamba

    Atual comisso da ABRAVES - SP

    Aconteceu

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    61Sunos & CiaAno VI - n 28/2008

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    Pfi zer traz especialistas a So Paulo

    Cerca de 40 profi ssionais do segmento de laboratrios de diagns-tico em suinocultura e avicultura pu-deram aprimorar seus conhecimentos sobre padronizao de tcnicas de antibiograma e aspectos prticos do suporte laboratorial, durante a segunda edio do evento Shaping the Future - Laboratrios, organizado pela Pfi zer durante o ms de dezembro.

    O evento realizado em So Paulo contou com pesquisadores internacionais, tais como Dr. Jeffrey Watts, diretor responsvel pelo Departamento de Descobertas Farmacuticas em Animais de Produo da Diviso de Sade Animal da Pfi zer nos Estados Unidos (Kalamazoo, Michigan). Dr. Watts especialista em padronizao de tcnicas de antibiograma e ministrou palestra sobre como so defi nidos os limites de sensibilidade e resistncia e a importncia clnica dos testes de susceptibilidade antimicrobiana. Esteve presente tambm o cientista snior da Diviso de Sade Animal da Pfi zer nos Estados Unidos (Kalamazoo, Michigan), Dr. Michael Sweeney. Durante o evento, Dr. Sweeney apresentou uma atualizao da metodologia de testes laboratoriais, alm de mostrar aos participantes o Programa Norte-americano de Vigilncia do Desenvolvimento da Resistncia Bacteriana.

    O evento cumpre com o ob-jetivo da Pfi zer em atualizar o conhe-cimento tcnico-cientfi co para toda a cadeia produtiva da avicultura e sui-nocultura nacional, o que inclui tam-bm os laboratrios de diagnstico,

    explica Vtor Franceschini, gerente de produtos de suinocultura da Divi-so de Sade Animal da Pfi zer. Du-rante o evento, foram atualizados os conceitos mais importantes ligados s tcnicas de antibiograma, comple-menta.

    Sobre antibiograma

    O antibiograma um teste que mostra os padres de resistncia ou susceptibilidade de uma bactria a vrios antibiticos. Os resultados do antibiograma so interpretados e utili-zados na deciso sobre qual tratamen-to ou medida preventiva ser aplicada nos animais.

    A Pfi zer a indstria farma-cutica que mais investe em pesquisa e desenvolvimento de novos medica-mentos. O resultado desse trabalho so produtos que melhoram a sade e a vida de milhes de pessoas em todo o mundo. Fundada em 1849 e presen-te em 150 pases, a Pfi zer comercia-

    liza medicamentos na rea de Sade Humana e Animal.

    A Diviso de Sade Animal est organizada em Unidades de Ne-gcios (Bovinos Corte e Leite, Su-nos e Aves, Animais de Companhia e Agrcola) e lder no mercado de medicamentos veterinrios. A em-presa desenvolve medicamentos para preveno e tratamento de doenas de animais de produo e de estimao, alm de investir em programas de educao continuada que visam qua-lidade e produtividade do agroneg-cio brasileiro, bem como sanidade e bem-estar dos animais.

    Como o consumidor podeentrar em contato com a

    Diviso de Sade Animal da Pfi zer:

    www.pfi zersaudeanimal.com.br

    ou telefone 0800 011 19 19

    CDN Comunicao CorporativaCamila Costantini

    camila.costantini@cdn.com.br

    Aconteceu

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    Divirta-se

    Sunos & Cia Ano VI - n 28/2008

    Teste seus conhecimentos

    Jogo dos 7 erros

    ( ) O vrus da varola sensvel aos desinfetantes.

    ( ) Atinge somente leites.

    ( ) Alm do diagnstico clinico, o exame histopatolgico e a microscopia eletrnicaso os mtodos utilizados para confi rmao do diagnstico laboratorial.

    ( ) Um dos tratamentos realizados a utilizao de antibiticoterapia.

    ( ) As leses so observadas principalmente na pele,regio abdominal e inguinal podendoespalhar-se pela cabea(orelhas e focinho).

    ( ) O vrus pode ser transmitido porparasitas como piolhos e caros.

    A Varola um vrus que provoca leses cutneas em sunos principalmente entre 2 8 semanas de idade. Vamos testar seus conhecimentos frente a patologia assinalando Verdadeiro (V) ou Falso (F).

  • Sunos & CiaAno VI - n 28/2008

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    Divirta-se

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    Vamos testar seus conhecimentos sobre a suinocultura, respondendo abaixo as questes no diagrama.

    1 - Alimento natural rico em gorduras, acares e imunoglobulinas (protenas).

    2 - Importante ferramenta no diagnstico de doenas.

    3 - Uma das vias de eliminao do vrus da PRRS.

    4 - Conjunto de normas e medidas para assegurar a sade dos animais.

    5 - Infeco do ouvido.

    6 - Deseja-se nas leitegadas.

    7 - Populao de animais.

    8 - Processo de reproduo artifi cial.

    9 - Medida de higiene e biosegurana antes da entrada na granja.

    10 - Um dos rgos utilizados para diagnstico de circovirus em nascidos mortos.

    11 - Controla a entrada de pessoas na granja.

    12 - Raa suna.

    13 - Causa de perda embrionria.

    14 - Fator que afeta indiretamente o tamanho da leitegada

    15 - Material de coleta para pesquisa de anticorpos.

    e a suinocultura respondendo abaixo as questes no diagrama

    Diagrama

    Faa como Devansir da Luz Sampaio - Gerente de uma das

    Unidades da Frango Forte. Envie sua sugesto para o Divirta-see-mail: adriana@suinosecia.com.br

  • Divirta-se

    64Sunos & Cia Ano VI - n 28/2008

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    1 11 L I V R O D

    E V I S I T A

    2 N E

    C R O P S I A S

    O 8 9 B A N H O T

    3 S A L

    I V A D 15 S R

    O N 10 C O R A O E

    4 B I O S S E G U R A N A S

    5 O T I T E C E G S

    6 U N I F O R M I D A D E U E

    O I E T

    N E

    7 P L A N T E L R

    14 C L I M A

    I

    O C

    O

    Teste seusconhecimentos

    Jogo dos 7 erros

    ( V ) O vrus da varola sensvel aos desinfetantes.

    ( F ) Atinge somente leites.

    ( V ) Alm do diagnstico clinico, o exame histopa-tolgico e a microscopia eletrnica so os mtodos utilizados para confi rmao do diagnstico.

    ( F ) Um dos tratamentos realizados a utilizao de antibiticoterapia.

    ( V ) As leses so observadas principalmente na pele, regio abdominal e inguinal podendo espal-har-se pela cabea (orelhas e focinho).

    ( V ) O vrus pode ser transmitido por parasitas como piolhos e caros.

    Diagrama

  • 15diasExtra Longa Ao

    DOSE NICA

    Da terapia metafilaxia de doenas respiratrias.A soluo de Extra Longa Ao. Eficaz, segura e rentvel.

    Chegou Draxxin*, o nico antibitico injetvel licenciado para uso TERAPUTICO e METAFILTICO. base de tulatromicina, uma molcula INOVADORA para uso exclusivo em animais de produo, Draxxin* altamente EFICAZ e age extremamente RPIDO contra as principais infeces respiratrias dos sunos em dose nica. Excelente SEGURANA e perodo de retirada de apenas 5 dias.

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