Revista Tche Campeiro Edicao 17

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Revista Tche Campeiro, na Capa Juliana Spanevello.

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  • Revista Tch Campeiro - Edio 16 - www.revistatchecampeiro.com.br6

    Amigo leitor!!! Est chegando em suas mos a 17 edio da Tch Campeiro, revista que busca, a cada novo nmero, retratar a estampa do tradicionalismo gacho espalhado pelas querncias deste Brasil continental e alm fronteiras. Eventos do agronegcio, da vida dos amantes das coisas da nossa terra, do homem simples e humilde que fez e faz de sua vida um Campeiro de Fato, que os feitos e fatos o transformem numa Referncia, que as narraes e animaes o levaram a condio de Voz do Rodeio, que suas composies e interpretaes o credenciaram para Acordes do Campo, que a percia em lidar com couro ou outros materiais campeiros lhe deram a condio para narrar sua histria de Artesania Crioula, que o envolvimento pessoal e profissional com o campo e o cavalo sejam to intenso que o levaram para o Universo Crioulo, que Ao P do Fogo seu causo seja interessante para o Dimitri at escrever seus Poemas e Payadas....e, assim, cheio de curiosida-des vamos levando nossa mensagem num verdadeiro Entrevero Cultural... A Tch Campeiro, nesta edio, valoriza ainda mais a mulher tradicionalista na pessoa da cantora Juliana Spanevello, uma flor do pampa que surgiu para levar a mensagem da msica regional gacha com muita verdade e sensibilidade, vir-tudes que a transformaram num dos principais nomes da msica nativista. Num texto de fundamento da colega jornalista Gagriela Mazza, voc amigo leitor vai conhecer a trajetria da Juliana. No aspecto comercial os amigos empresrios descobrem o alcance publicitrio que a Tch Campeiro vem alcanando a cada nova edio. atravs da credibilidade conquistada com trabalho e seriedade que conseguimos crescer tambm neste campo, fundamental para a existncia de qualquer veculo. Boa leitura a todos!!!

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  • Revista Tch Campeiro - Edio 16 - www.revistatchecampeiro.com.br8

    EXPEDIENTE

    Diretor Executivo/Administrativo:Jos Leozir Lira Garcia

    Jornalista Responsvel:Ari Igncio de Lima (DRT-PR 7279)

    Editor / Colunista:Elizeu Kruskievitz Collares

    Dimitri BordignonJoaquim Osrio Ribas

    Diego FunariCleverson Ramo Marques Pinto

    Maickel MartinsJoo F. P. Loureiro

    Centauro Patoagro

    Jorge Aginelo do NascimentoCharles Konzen

    Diagramao e Criao:Evandro Luiz Melo

    Sidinei Luiz Brando VSI Comunicao (46) 3025-5489

    CONTATOS:(46) 3262-3910

    Rua Cel. Jose Alipio Nascimento Souza, 123 CentroCep 85555-000 - Palmas - PR

    www.revistatchecampeiro.com.brwww.revistatchecampeiro.blogspot.com

    Orkut: Revista Tch Campeirocomercial@revistatchecampeiro.com.brredacao@revistatchecampeiro.com.br

    Elizeu: (46) 9926 1929Leo: (46) 8411-7676

    INFORMAES COMERCIAIS:Tiragem: 5000 exemplares

    Circulao NacionalEditada Mensalmente

    Distribuio em Bancas e Agropecurias

    Diretora Comercial/ MarketingErinia da Silva

    Parabenizo o trabalho que veem sendo feito, gostaria de dizer que a Revista acertou em ter como base O CAMPO, esperamos que as boas ideias e as grandes reportagens continuem fazendo parte do nosso SUL-BRASILEIRO. UM ABRAO DE CIPOMarcos Giacomini Ouro Verde SC

    Buenas amigos editores da Revista Tch Campeiro venho parabe-nizar atravs destas linhas pelo grande trabalho que vem fazendo para enaltecer a nossa culturaUm baita abrao Andre Machado So Borja RS

    Buena gauchada ae da Tch Campeiro vocs esto de parabns a Revista est um show, minha famlia esta encantada, pois dei uma assinatura pra eles ! Continuem na lida. Abraos.Fmlia Souza - Santo Antonio da Patrulha RS

    Buenas gurizada esto de parabns a Revista ta um show, sempre atualizando a gente aqui sobre as coisas que vem acontecendo no tradicionalismo, os leiles, rodeios e feiras enfim tudo que tem de contedo esta sendo muito bem produzido!Abrao e sucesso!Angelo Vasconcellos Uberaba SP

    Buenas y Santas indiada da Tch Campeiro, gostaria de aqui expres-sar a minha admirao por este meio de divulgao da nossa cultu-ra tradicionalista e de nossas raizes, parabns por todo esse sucesso que j notrio!Um forte abrao e continuem sempre com essa autenticidade!Joo Fogassa Paranava PR

    Alo voc! Aoow gurizada da Tch Campeiro! Parabns pela Revista, eu sempre acompanho as matrias e fotos dos rodeios atravs da Revista e do site tambm, que de fundamento! Sigam na lida que ela bruta mas o reconhecimento vem, eu curto muito e compar-tilho, hahhahaha, acessem l moada www.revistatchecampeiro.com.br e vejam que eu falo a verdade! Abrao e um beijo no seu corao!Jose Osmir Vieira - Videira SC

    Este espao dedicado a opinio do nosso leitor. Suas cartas, e-mails e contatos so muito importantes para ns. Envie-nos ua mensagem para: redacao@revistatchecampeiro.com.br

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    EXPEDIENTE

    Diretor Executivo/Administrativo:Jos Leozir Lira Garcia

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    Editor / Colunista:Elizeu Kruskievitz Collares

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    Distribuio em Bancas e Agropecurias

    Diretora Comercial/ MarketingErinia da Silva

    NDICE

    Matria da Capa

    RAA 12

    AGRONEGCIO 14

    CULINRIA 20

    UNIVERSO CRIOULO 52

    AO P DO FOGO 62

    POEMAS & PAyADAS 64

    CURIOSIDADES 70

    ENTREVERO CULTURAL 72

    SADE ANIMAL 76

    TROPEIRISMO 82

    A CASCO E BRAO 84

    hUMOR 86

    DICIONRIO CAMPEIRO 92

    SOCIAL

    LEILO SOCIEDADE RURAL DE MANGUEIRINhA 28

    1 ENCONTRO DE TAURAS DO LAO COMPRIDO 30

    3 LEILO DA AGROPECURIA SO ROQUE 32

    INAUGURAO NOVA LOJA AGROSAFRA 36

    CAVALGADA ChEIRO DO CAMPO 38

    3 RODEIO CRIOULO INTERESTADUAL

    E 2 CRIOULAO 41

    LEILO Jh 46

    56 Campeiro de FatoAlfredo Camargo - 10

    Leite em FocoO Sul rumo ao topo - 54

    Voz do RodeioAlessandro CapriMuliterno 18

    Acordes do CampoJairo Lambari Fernandes64 Artesania Crioula

    Com sotaque Argentino80

    RefernciaEduardo Rocha88

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    ALFREDO CAMARGOPor: Diego Funari

    OCampeiro de Fato desta edio um homem que traz consigo a herana da famlia da arte de tranar lao, tradio que perdura desde a poca de seus avs e tende a seguir adiante, pois seus netos demonstram aptido na atividade. Trata-se de um homem de toda lida. Estamos falando de Alfredo Camargo.

    Natural da Colnia do Rinco Torcido, municpio de Abelardo Luz, onde nasceu no dia vinte de de-zembro de 1945. filho de Erdenante Bueno de Camargo e Amenaide Vargas de Camargo. Alfredo o mais

    velho entre os nove irmos.

    A ligao dele com o lao comea l atrs, com um pedido do av, Joo Camargo, que morava em Campo Belo-SC. Antes de morrer, Joo faz um pedido aos filhos que fossem morar nos Campos de Palmas, porque l teria muito servio para tranar lao e tambm porque naquele lugar ele (Seu Joo) era conhecido. E assim aconteceu. Com a morte do av seu pai e seus tios vieram para os campos de Palmas, e se estabeleceram na Colnia Rinco Torcido, no territrio pertencente ao municpio de Abelardo Luz SC.

    Alfredo foi um dos tantos fi-lhos mais velhos que praticamen-te no tiveram infncia, pouco ou quase nada brincaram em funo das responsabilidades que a con-dio de primeiro filho lhes impu-nha. Outro fator que dificultava a vida era a distancia de tudo. Ento, cabia ao Joo ajudar a me nos servios de casa e o pai nos servi-os mais pesados. Sempre ajudei na lavoura e na plantao de alfafa do pai, lembra Alfredo ao relatar que aos dez anos ia com o pai nas lidas com os porcos que eram le-vados tropeados at Caador e Jo-aaba, lembranas que renderam timos causos. Entre eles as recor-daes das tropeadas de mulas que vinham do Rio Grande do Sul e iam at Sorocaba. Estas tropea-das faziam pernoite ali na Colnia e seu pai alugava um potreiro de cinco alqueires para 420 mulas. E no outro dia, quando saiam, os tropeiros iam domando mulas. So lembranas que jamais sero esquecidas. Aos 12 anos, tranou seu primeiro lao, era o comeo do oficio que carrega at hoje.

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    Como pudemos ver nos re-latos feitos at agora, desde mui-to cedo Alfredo aprendeu todo o tipo de lida. Mas isso no o impe-diu de estudar. Era por tempora-da. Estudava quando aparecia um professor na Colnia. Ficava trs meses no mximo. Voltava a estu-dar quando o professor retornava Colnia para mais uma tempo-rada de ensinamento. Assim era o estudo daquela poca. Aos dezoito anos Alfredo co-meou a domar cavalos, lida que aprendeu com o pai e a exerceu durante muitos anos. S parou com este trabalho h pouco tem-po. Mas a trana ocupou a maior parte do tempo. Trabalhava com o pai e vendiam a produo para todo o Brasil. Era feita a enco-menda e aps 60 dias o vendedor estava l para buscar os laos e foi assim por muito anos, nos conta Alfredo.

    Aos 24 anos, Alfredo casou-se com Dona Ana Carolina de Qua-dros Camargo, sua inseparvel companheira. A cerimnia foi re-alizada na Igreja do Sr Bom Jesus em Palmas-PR. O casal teve cinco filhos:Joo Cesrio, Jnia, Antnio Deodato, Alfredo e L