SEGURANÇA E QUALIDADE ?· Ao fim de três edições da Revista Segurança e Qualidade ... complementar…

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    06-Dec-2018

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  • Ao fim de trs edies da Revista Segurana e Qualidade Alimentar, pode-mos concluir que se trata de um projecto informativo bem sucedido a avaliarpelas centenas de pedidos para envio da revista, provenientes dos diferen-tes elos da cadeia alimentar e por parte dos tcnicos e profissionais queencontram nos variados artigos que publicamos respostas para as suasdvidas, ideias para a resoluo de certas dificuldades e sugestes para asmelhorias que pretendem empreender.

    Sabemos, por isso, que o aprofundamento do conhecimento nesta rea umimperativo constante, o que nos levou a complementar esta 4 edio daRevista com uma separata sobre Valorizao Profissional na Cadeia Alimen-tar, com o objectivo de promover a formao contnua e incentivar a melhoriado desempenho profissional de todos aqueles que se encontram nas orga-nizaes da cadeia alimentar: sejam profissionais com maior ou menor espe-cializao, sejam responsveis e dirigentes de reas tcnicas, sejam aindatodos aqueles que detm nas suas mos a gesto e conduo das suasempresas ou instituies, da indstria ao centro de sade, da exploraoagrcola unidade hoteleira, do cash&carry ao operador logstico, da autar-quia ao laboratrio.

    O saber no ocupa lugar diz o ditado popular. Da a seleco diversifi-cada de licenciaturas, mestrados e doutoramentos que apresentamos, osquais escolhemos de acordo com o que julgamos ser os interesses dosmltiplos leitores da Revista. uma oferta abrangente, desde cursos maisespecficos nas reas da segurana e da qualidade alimentar, das enge-nharias agro-alimentares, da nutrio ou da medicina veterinria, at aosque complementam ou se cruzam com essas reas. A multidisciplinaridadeque se impe cada vez mais a gestores e profissionais justifica informarigualmente sobre cursos na rea da higiene, sade e segurana do trabalho,sobre os que incluem a gesto de sistemas da qualidade, os que esto liga-dos a reas de investigao e desenvolvimento, bem como os de gestohoteleira ou de sade pblica. Isto porque a segurana e qualidade alimentar de uma grande transversalidade s actividades e veio para ficar.

    Pela primeira vez se rene numa publicao esta oferta de cursos das enti-dades do ensino universitrio, politcnico e cooperativo destinada em exclu-sivo aos operadores da cadeia alimentar, bem como das principais entidadesformativas nesta rea. Trata-se igualmente de uma primeira oportunidadepara, de forma direccionada e selectiva, as diferentes entidades promoveremas suas especificidades e particularidades junto do mercado, ao mesmotempo que um conjunto de responsveis institucionais, acadmicos e asso-ciativos reflecte sobre a pertinncia da valorizao profissional ao longoda vida.

    SEGURANA E QUALIDADE ALIMENTAR N.04 - MAIO 2008 SUPLEMENTO

    Revista SEGURANA E QUALIDADE ALIMENTAR N. 04 - MAIO 2008

    Valorizaoprofissionalna cadeia alimentar

    Graziela AfonsoDirectora da RevistaSegurana eQualidade Alimentar

    Edio e Propriedade: Editideias Edio e Produo, Lda.Redaco, Produo e Publicidade: Av. das Foras Armadas,4 - 8 D, 1600-082 Lisboa Tel.: 217 819 442 Fax: 217 819 447editideias@infoqualidade.net www.infoqualidade.netDireco: Graziela Afonso grazielaafonso@infoqualidade.netMarketing e Publicidade: Marta Dias martadias@infoqualidade.netFotografia: mevans/istockphoto (capa e ndice); entidades participantesProduo grfica: IDG Zona Industrial de Frielas, 2660-020 Frielas

    Este suplemento faz parte integrante da edion. 4 de MAIO de 2008 da RevistaSEGURANA E QUALIDADE ALIMENTARe no pode ser distribudo separadamente

    DDaa aaccrreeddiittaaoo cceerrttiiffiiccaaooddee eennttiiddaaddeess ffoorrmmaaddoorraassAnabela Solano

    VVaalloorriizzaarr aa EEnnggeennhhaarriiaa AAlliimmeennttaarrOlga Laureano e Jos Empis

    FFoorrmmaaoo ee IInnoovvaaoopprreecciissaamm--ssee!!Isabel de Sousa

    PPrroommoovveerr aa aaccttuuaalliizzaaooPaula Pereira

    OOppttiimmiizzaarr oo ccaappiittaall hhuummaannooMadalena Carrito

    NNuuttrriicciioonniissttaa:: ffoorrmmaannddoo ee ffoorrmmaaddoorrMaria de Jesus Graa

    OOffeerrttaa ddoo eennssiinnoo ssuuppeerriioorrppaarraa aa ccaaddeeiiaa aalliimmeennttaarrListagem de escolas e cursos

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  • Fazendo uma retrospectiva dos dez anos de existncia do Sistema deAcreditao de Entidades Formadoras, devemos falar no papel assumidodesde logo pelo Estado atravs da criao da Portaria n 782/97, que condi-cionou o acesso a apoios financeiros para a formao profissional por partedas entidades, estabelecendo como condio necessria a sua acredita-o operao de validao tcnica global e reconhecimento formal dacapacidade formativa de uma entidade.

    Ao longo destes dez anos, o sistema de acreditao tem vindo a marcaruma posio, que tem sido reconhecida pelo seu rigor e exigncia. Para estereconhecimento contribuiu a reviso efectuada ao sistema em 2002, publi-cando-se os requisitos de acreditao numa aproximao ntida aos sis-temas de gesto da qualidade, e em 2006, com a introduo do modelo derenovao dando destaque ao papel da entidade formadora na sua auto--avaliao, numa aproximao ao modelo de excelncia da EFQM Euro-pean Foundation for Quality Management. O sistema de acreditao conti-nuou a ser procurado pela condio de acesso das entidades ao FundoSocial Europeu, mas cada vez mais por entidades que, no recorrendo afinanciamento, encontram na acreditao um factor de distino e de quali-dade que uma referncia para o mercado onde intervm.

    Servios e clientes do sistema de acreditao

    D Entidades formadoras, de natureza jurdica e tipologias diversas, enquan-to beneficirios directos do estatuto de acreditao e dos seus potenciaisbenefcios;

    D Cidados e empresas, enquanto beneficirios indirectos da actuao dosistema;

    D Organismos institucionais, enquanto utilizadores da informao geradapelo sistema.

    Em termos de nmeros, o sistema de acreditao apresentava no finalde 2007, entre outros, os seguintes indicadores de dimenso:D 4721 entidades candidatas (de 1998 a Dezembro de 2007);D 1632 entidades acreditadas (Dezembro de 2007);D 2800 visitas de acompanhamento realizadas at final de Dezembro de

    2007 (somente com recurso a colaboradores internos);D 6 seminrios anuais desde 2002 com a presena de mais de 500 parti-

    cipantes cada.

    Oferta formativa acreditadana rea alimentar

    As entidades formadoras acreditadas so de vrias naturezas e tipo-logias, bem como a sua actuao na formao profissional muito diferen-te em termos de pblicos-alvo,reas de educao e formao,modalidades, entre outros.

    Tendo em conta a informaoque o sistema de acreditao for-nece ao mercado ao nvel dasreas de educao e formao,destaca-se aqui as entidadescom interveno formativa aonvel das indstrias alimentares(rea 541). Estas entidades re-presentam 5% do universo deentidades acreditadas, sendo adistribuio por tipologias a quese apresenta no grfico.

    Analisando a actual procura do sistema de acreditao por parte degrandes grupos nacionais ligados ao sector da distribuio alimentar,observa-se um investimento ao nvel da construo de centros deformao prprios, proporcionando por esta via uma resposta medidadas necessidades de formao dos seus colaboradores internos,contribuindo para a sua valorizao contnua.

    Da acreditao certificao

    A formao profissional um instrumento disposio de toda a socie-dade que se deve pautar pela qualidade, contribuindo dessa forma para amodernizao do tecido econmico.

    O Sistema de Acreditao de Entidades Formadoras, no mbito do esta-belecido no acordo de concertao social sobre a reforma da formao pro-fissional (2007), passa a certificar as entidades formadoras e prope ele pr-prio candidatar-se ao reconhecimento como entidade acreditada no mbitodo Sistema Portugus da Qualidade (SPQ).

    Inicia-se desta forma um novo ciclo orientado para a melhoria da quali-dade da formao profissional, regulando e avaliando a actividade das enti-dades formadoras, nomeadamente com o recurso a auditorias externas.

    Da acreditao certificaode entidades formadoras

    Anabela SolanoDirectora de Servios Direco deServios de Qualidadee Acreditao daDGERT

    TTIIPPOOSS DDEE CCLLIIEENNTTEESSEntidadesformadoras(clientes directos)

    Beneficirios finaisda formaoprofissional(cidadose empresas)

    Institucionais(gestores, tribunais, etc.)

    SSEERRVVIIOOSSAcreditao, incluindo: informao sobre o sistema apoio/esclarecimentos anlise e deciso das

    candidaturas visitas de acompanhamentoInformao diversa sobreacreditao e formao em geral.

    Anlise de queixas e reclamaes.

    Disponibilizao da listagem dasentidades acreditadas.Informao especializada.

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    02 | N.4 SEGURANA E QUALIDADE ALIMENTAR SUPLEMENTO

  • O engenheiro alimentar exerce a sua actividadeno domnio do processamento fsico, qumico e bio-lgico de matrias-primas e subsidirias condu-cente produo e comercializao de alimentospara consumo humano. A sua actuao estende-sena actualidade a um vasto leque de actividades,nomeadamente:

    D Concepo, planeamento, execuo e fiscaliza-o de projectos industriais;

    D Concepo, planeamento e gesto de sistemasda qualidade e segurana alimentar;

    D Gesto operacional do processo produtivo, doaprovisionamento distribuio;

    D Gesto e controlo de servios e instalaes tc-nicas;

    D Desenvolvimento e optimizao de processos eprodutos alimentares;

    D Procedimentos conducentes ao licenciamentode unidades industriais;

    D Anlise do impacte ambiental resultante de pro-cessos industriais;

    D Realizao de auditorias, peritagens e pareceres periciais; D Controlo e validao da qualidade e segurana dos alimentos;D Realizao de actividades de ensino, formao e I&D;D Concepo e procedimentos conducentes ao registo de propriedade

    industrial.

    A indstria alimentar tem um peso importante na economia nacio-nal, podendo afirmar-se que a moderna indstria alimentar nasceu emPortugal em meados do sculo XIX sob o impulso de Joo IgncioFerreira Lapa, professor do Instituto Agrcola de Lisboa, actual Insti-tuto Superior de Agronomia. Eram ento dominantes as reas dovinho, do azeite e da panificao. Um sculo depois emergiram novosdomnios relevantes, designadamente as indstrias da carne, do leitee derivados e dos produtos hortofrutcolas.

    Tradicionalmente, os profissionais de engenharia que se ocu-pavam desses domnios de actividade eram sobretudo provenien-tes de cursos de engenharia agronmica e de engenharia qumica.Nas ltimas trs dcadas, porque a indstria alimentar passou aexigir uma formao cada vez mais especializada e, concomi-tantemente, uma crescente multidisciplinaridade, vrias escolas deEngenharia responderam a essa necessidade formando, espe-cificamente em Engenharia Alimentar, licenciados, mestres e dou-tores.

    Segundo as estatsticas apresentadas pelo Gabinete de Pla-neamento, Estratgia, Avaliao e Relaes Internacionais do Mi-nistrio da Cincia, Tecnologia e Ensino Superior, no ano lectivo de2006/2007 inscreveram-se, pela primeira vez no 1. ano, 677 alunosnos diversos cursos de Engenharia Alimentar e afins, distribudos peloensino superior pblico, politcnico, particular e cooperativo, o quenos parece relevante do interesse por parte dos jovens por esta reado saber.

    Reconhecimentoda Especializao

    A Ordem dos Engenheiros reconhece a especificidade e a impor-tncia da formao superior, que indispensvel para os engenheiroscuja actividade se enquadra na fileira alimentar.

    Os progressos constantes que se tm verificado nas cincias de base, tais como a nutrio, a previso microbiolgica e as tecno-logias de conservao de alimentos, a par das exigncias de segu-rana alimentar e das alteraes legislativas e normativas com queo sector tem vindo a ser confrontado, obrigam a uma rpida alte-rao e melhoria de procedimentos que s possvel com umconhecimento actualizado com base nos resultados da investigaoe desenvolvimento. Assim, hoje em dia, torna-se obrigatria para os

    engenheiros no activo a formao permanente e conti-nuada ao longo da vida.

    Atenta s caractersticas acima enunciadas, a Ordemdos Engenheiros tomou a iniciativa de criar e reconhecera Especializao em Engenharia Alimentar, no tendo, noentanto, ainda considerado til ou exequvel a criao deum Colgio de Engenharia Alimentar.

    A Especializao em Engenharia Alimentar tem vin-do a desenvolver actividades no sentido de proporcionaraces destinadas formao permanente dos enge-nheiros do sector alimentar. Paralelamente, procura en-contrar um consenso acerca dos actos de engenhariaque so especficos de profissionais devidamente qua-lificados, cuja formao reconhecida pela sua qualidadeatravs de avaliao adequada.

    Este processo intrinsecamente complexo, mas asexigncias do consumidor e o constante aumento doreconhecimento da importncia destas exigncias quena Unio Europeia se traduziu h poucos anos na criaode um directorado do consumidor, a DG SANCO, bemcomo de um organismo independente responsvel pela

    inocuidade dos alimentos, a EFSA (Autoridade Europeia para a Seguranados Alimentos), cuja emanao nacional se inclui na ASAE (Autoridade deSegurana Alimentar e Econmica) levaro, a curto prazo, necessidadede reconhecer em ttulo profissional as competncias especficas e prpriasda interveno dos engenheiros alimentares.

    Valorizara Engenharia Alimentar

    Olga Laureano, Coordenadorada Especializao em EngenhariaAlimentar da Ordem dos Engenheiros

    Jos Empis, membro da Comissoda Especializao

    N.4 SEGURANA E QUALIDADE ALIMENTAR SUPLEMENTO | 03

  • CURSOS LISBOA

    Gesto da Qualidade em Projectos NOVO

    Operacionalizar a Estratgia atravsda Implementao do Balanced Scorecard Nova Verso

    Gesto do Risco em Segurana Alimentar NOVO

    Auditorias a Sistemas Integrados de Gesto: Qualidade, Ambiente,Segurana e Responsabilidade Social Nova Verso

    Gesto e Tratamento de Reclamaessegundo a ISO 10002 NOVO

    CURSOS PORTO

    Gesto da Qualidade em Projectos NOVO

    Auditorias a Sistemas Integrados de Gesto: Qualidade, Ambiente,Segurana e Responsabilidade Social Nova Verso

    Clulas Autnomas de Produo NOVO

    SESSES TCNICAS SISTEMAS DE GESTO PORTO

    Mdulo I COMO CUMPRIR OS REQUISITOS LEGAISN. 4 - Requisitos Legais Alimentares

    Mdulo II COMO APLICAR NORMAS DE GESTON. 5 - NP EN ISO 9001:2000 e ISO/DIS 9001:2008N. 8 - NP EN ISO 22000:2005N. 9 - SA 8000:2001 N. 10 - NP EN ISO/IEC 17025:2005

    Mdulo III COMO FAZERN. 11 - Como controlar os Dispositivos de Monitorizao e Medio

    FormaoPara inscrio ou mais informaes acerca destes e de outros cursosque a APQ venha a agendar contactar:LISBOA 214 996 210 ou formacao@apq.pt PORTO 226 153 320 ou drn@apq.pt

    Datas de realizao

    17, 18, 24 e 25 Junho

    30 Junho e 1 Julho

    15 e 16 Julho

    22, 23, 24, 29,30 e 31 Julho

    A agendar

    30 Junho, 1, 7 e 8 Julho

    9, 10, 11, 16,17 e 18 Julho

    A agendar

    18 Junho

    16 JunhoA agendar13 Junho20 Junho

    1 Julho

    Formador

    Prof. Manuel de Vilhena Veludo

    Dr. Manuela Joo Costa

    Eng. Joo Gusmo

    Eng. Lus Santos

    Eng. Carvalho Vieira

    Prof. Manuel de Vilhena Veludo

    Eng. Lus Santos

    Eng. Eduardo J. MartinsProf. Jos Barros Bastos

    Eng. M Cndida Marramaque

    Eng. Antnio CastilhoEng. Gabriela PinheiroEng. Cristina EffertzEng. Ftima Cachada

    Eng. Manuel Bernardo

    Aceda aos Contedos Programticos da Formao...

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