Sergipe no século XIX

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    20-Jul-2015

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SUMRIO

1.3 INTRODUO.................................................................................................4 1.4 CONTEXTUALIZAO......................................................................................5 1.5 SERGIPE DURANTE O IMPRIO........................................................................6 3.1 SITUAO POLITICA DURANTE O 1 REINADO..................................................6 3.2 REFLEXOS DA CONFEDERAO DO EQUADOR...................................................8 1.6REVOLTA DOS NDIOS DE PACATUBA.................................................................8 1.7 CONTEXTO HISTRICO DE SERGIPE NO PERODO REGENCIAL......................10 4.1 REVOLTA DE SANTO AMARO............................................................................10 4.1.1 Motivos.................................................................................................10 4.1.2 Assalto aos Quarteis..............................................................................10 4.1.3 Ataque a Rosrio e Laranjeiras..............................................................11 4.1.4 Cerco a Santo Amaro............................................................................12 1.8 SERGIPE DURANTE O 2 REINADO................................................................14 5.1 A MUDANA DA CAPITAL.................................................................................14 5.2 PLANEJAMENTO URBANO.................................................................................16 1.9MANIFESTAES CONTRRIAS.........................................................................16 5.3.1 Joo Bebe gua.....................................................................................17 1.10 SERGIPE E A CRISE DO IMPRIO: Abolicionismo e Republicanismo.............18 6.1 ABOLICIONISMO..............................................................................................18 6.2 O MAIOR E MAIS TEMIDO QUILOMBOLA DE SERGIPE........................................19 6.2 REPUBLICANISMO............................................................................................20 1.11 A CULTURA NO SCULO XIX.......................................................................26 7.1 POPULAO....................................................................................................26 7.2 EDUCAO......................................................................................................26

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7.3 SOCIEDADE..................................................................................................... 28 7.4 CULTURA INTELECTUAL...................................................................................28 7.4.1 Tobias Barreto.......................................................................................29 7.4.2 Silvio Romero........................................................................................31 7.5 A URBANIZAO E O DESENVOLVIMENTO CULTURAL......................................34 7.6 O SCULO DO ACAR....................................................................................34 7.7 A FEBRE DO ALGODO....................................................................................35 1.12 ATUALIDADES............................................................................................37 1.13 CONCLUSO...............................................................................................46 REFERNCIAS....................................................................................................49

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1.3 INTRODUO

O seguinte trabalho tem como por objetivo mostrar os principais fatos que ocorreram durante o sculo XIX no estado de Sergipe, sendo eles de vital importncia para o conhecimento da histria geral do estado. Sergipe teve no sculo XIX, durante o Primeiro Reinado, vrios conflitos. Dentre alguns podemos citar a disputa entre o partido liberal e o corcunda, que representou o embate entre as duas principais foras que representavam os senhores de terra, a revolta dos ndios de Pacatuba e aps alguns acontecimentos eclodiu a revolta de Santo Amaro, por causa da fraude durante as eleies. No Segundo Reinado, o principal acontecimento foi a mudana da capital de So Cristovo para o Povoado Santo Antnio do Aracaju, que foi elevado categoria de cidade: Aracaju. O movimento de Abolio da Escravido tomou fora em 1880, no principal centro exportador de acar: Laranjeiras. Os quilombos eram a principal maneira que os escravos utilizavam para se rebelar contra seus senhores e dentre os quilombolas, destaca-se a figura de Joo Mulungu. Joo Mulungu era o lder das principais rebelies dos escravos. Sua priso e execuo foi celebrada pela polcia, que conseguiu mostrar seu poder ao povo atravs da captura do Zumbi de Sergipe. Por fim, ser tratada no trabalho a cultura sergipana durante o sculo XIX, como a demonstrao de jornais, construes, obras literrias e sem deixar de mencionar um dos maiores filsofos sergipano e seu discpulo, Tobias Barreto e Silvio Romero, respectivamente. E tambm ser apresentada a economia sergipana, bem como o surto da produo de algodo.

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1.4 CONTEXTUALIZAO

No sculo XIX a famlia real mudou-se para o Brasil, inaugurando uma nova era poltica-administrativa na colnia e abrindo caminho para a ruptura definitiva dos laos entre metrpole e colnia. Nesse sculo aconteceu, no Brasil, uma srie de revoltas populares em prol da independncia. No nordeste, a maior revoluo foi a Pernambucana que aconteceu em 1817, que influenciou os posteriores movimentos separatistas no nordeste. Em 1822 o Brasil torna-se independente de Portugal, e mesmo com a independncia, os movimentos no cessaram. Esses movimentos posteriores a 1822 eram reaes contra a tendncia absolutista de D. Pedro I, e por causa da crise financeira do Brasil. Apenas alguns movimentos tiveram mais destaque na histria brasileira. De 1823 a 1824 ocorreu no nordeste a revoluo do equador; houve a noite das garrafadas em 1831; a cabanada entre 1832 e 1835, aps a abdicao de D. Pedro I, em Alagoas e Pernambuco; Em 1834 se deu a cabanagem, que contava com a participao de negros, ndios e mestios, no Par e terminou em 1840. Entre 1835 e 1845 ocorreu a revoluo farroupilha, no Rio Grande do Sul, que influenciou outros movimentos separatistas, como a Sabinada na Bahia, entre 1837 e 1838. Apesar de no estar entre as grandes revoltas, houve, em Sergipe a revolta de Santo Amaro, que foi uma revolta envolvendo partidos polticos na ento capitania de Sergipe Del Rey. Com as varias revoltas acontecendo no Brasil somado ao fim da guerra Paraguai, iniciou-se a decadncia do Segundo Reinado. Alm disso, tambm consta na decadncia de Pedro II as campanhas abolicionistas iniciadas em 1850 com o fim do trafico negreiro finalizado em 1888 com a Lei urea, bem como questes religiosas e militares. Fechando o ciclo de movimentos revolucionrios do sculo XIX est o golpe militar que derrubou o sistema monrquico e instaurou a repblica no Brasil em 1889.

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1.5 SERGIPE DURANTE O IMPRIO

3.1 SITUAO POLITICA DURANTE O 1 REINADO

Em 8 de junho de 1820, D. Joo VI decretou Sergipe como capitania independente. Foi nomeado governador da provncia de Sergipe por Carta Rgia de 25 de julho de 1820 o brigadeiro Carlos Csar Burlamaque que chegou a So Cristvo a 19 de fevereiro de 1821. No entanto, a Bahia no aceitou separao de Sergipe e pediu a reincorporao de Sergipe, j que a Bahia aderiu a Revoluo Constitucionalista da cidade do Porto, que solicitava o retorno da corte a Portugal, e no queria perder o abastecimento de mantimentos e as rendas referentes aos impostos. Sem resposta, a Junta Provisional baiana encaminhou a Sergipe duzentos praas comandados pelo capito Bento da Frana Pinto e Oliveira para dar cumprimento s suas ordens. Obtiveram sucesso em sua misso. Diante desse contexto, no dia 17 o governador convocou a Cmara e entregou-lhe o governo, pois no existiam condies para reagir invaso das foras enviadas da Bahia. Assim, ficava invalidado o decreto que declarava a autonomia de Sergipe. Diante da nova ocasio, foi designado para govern-la o brigadeiro Pedro Vieira de Melo. Aps a administrao de Burlamaque formaram-se, em Sergipe, dois grupos polticos: os que apoiavam a autonomia sergipana e a faco recolonizadora. O primeiro grupo era composto por alguns senhores de terras ligadas pecuria, os camaristas de So Cristvo e o status mdio urbano, sendo chefiado por Jos Matheus Leite Sampaio. J a faco recolonizadora estava constituda de portugueses e senhores de engenho, cujos interesses se identificavam com a Bahia que financiava seus negcios e eram liderados por Jos de Barros Pimentel. Porm, os acontecimentos que se deram no Brasil contriburam para resolver os problemas de Sergipe. D. Pedro decidiu permanecer no Brasil. Na Bahia, assume o comando das tropas e da Junta de Governo brigadeiro Incio Lus Madeira de Melo, obedecendo diretamente a Lisboa. Em reao as Cmaras da Vila de Cachoeira e povoaes do Recncavo uniram-se e elegeram uma Junta Conciliadora e de

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Defesa, que foi a resistncia dos baianos s tropas de Madeira de Melo. Diante dos acontecimentos, o D. Pedro enviou o Exrcito Pacificador comandado pelo general Pedro Labatut para auxiliar os baianos. Em fins de setembro, as tropas chegaram vila alagoana de Penedo. Em Vila Nova encontraram resistncia impedindo que cruzassem o Rio So Francisco. A partir desse momento, confundem-se em terras sergipanas as lutas pela autonomia local e pela consolidao da independncia nacional. Em 2 de outubro, a Cmara de Vila Nova aderiu causa nacional graas atuao de Joo Dantas, capito-mor das ordenanas da Vila de Itapicuru. Aps proclamar aos habitantes a unio a D. Pedro, seguiu Labatut para Laranjeiras onde fez o mesmo. Resolvida a questo da autonomia, surgiram, em Sergipe, os seus primeiros partidos polticos: Corcundas e Camundongos. O Partido Corcunda era composto por senhores de engenho