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    14-Jan-2015

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FRMULA DA REDUO PERCENTUAL DAS REPETIES DO TESTE DE NDICE DE FADIGA.

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  • 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS ESCOLA DE EDUCAO FSICA, FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL MATHEUS SIQUEIRA ANDRADE INFLUNCIA DO TREINAMENTO AERBIO NO NDICE DE FADIGA MEDIDO EM TESTE DE SPRINTS REPETIDOS (RAST) BELO HORIZONTE-MG 2009

2. MATHEUS SIQUEIRA ANDRADE INFLUNCIA DO TREINAMENTO AERBIO NO NDICE DE FADIGA MEDIDO EM TESTE DE SPRINTS REPETIDOS (RAST) Trabalho de concluso de curso apresentado como requisito para obteno do grau de Bacharel em Educao Fsica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Orientador: Prof. Dr. Emerson Silami Garcia Co-orientador: Prof. Ms. Moiss Vieira de Carvalho BELO HORIZONTE-MG 2009 3. UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS ESCOLA DE EDUCAO FSICA, FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL Acadmico: Matheus Siqueira Andrade Matrcula: 2006011400 Curso: Educao Fsica Ttulo: Influncia do treinamento aerbio no ndice de fadiga medido em teste de sprints repetidos (Rast). Professor Orientador: Dr. Emerson Silami Garcia NOTA: 80 CONCEITO: B ________________________________________________ Emerson Silami Garcia Orientador _________________________________________________ Professor Ronaldo Casto Dvila Coordenador do Colegiado de Graduao do Curso de Educao Fsica da Universidade Federal de Minas Gerais 4. RESUMO A capacidade de recuperao aps a realizao de um esforo fundamental em esportes com caractersticas intermitentes. A intensidade e durao do exerccio podem influenciar no tempo necessrio para a recuperao e, do mesmo modo, o perodo de recuperao interfere na quantidade de energia ressintetizada. Assim, uma recuperao mais completa pode permitir a manuteno ou uma menor reduo no desempenho ao realizar o estmulo subseqente. Tem sido sugerido que adaptaes associadas ao treinamento aerbio poderiam melhorar a recuperao em exerccios intermitentes de alta intensidade. Portanto, foi realizado um estudo de caso, no qual um indivduo do sexo masculino (idade: 24 anos; estatura: 185 cm; massa corporal: 86 kg; consumo mximo de oxignio (VO2mx): 47,9 mL.kg-1 .min-1 ) (resultado estimado atravs do Yo Yo Endurance Test Level 1) realizou um teste de sprints repetidos (rast) pr e ps um perodo de 18 sesses de treinamento aerbio, com o objetivo de analisar o efeito do treinamento aerbio na capacidade de recuperao (ndice de fadiga) em sprints intermitentes. Foi verificado que o treinamento em questo promoveu aumento no VO2mx, reduo no ndice de fadiga e tempo total dos sprints, melhorando assim o desempenho no teste de sprints repetidos. Palavras-chave: sprint, recuperao, ndice de fadiga. 5. LISTA DE QUADROS QUADRO 1 Relao entre o percentual de FCmx e o percentual de VO2mx. 15 QUADRO 2 Planejamento das sesses de treinamento. 25 QUADRO 3 VO2mx, IF, e o tempo total dos sprints, pr e ps-treinamento. 27 QUADRO 4 FC, PSE e FC de recuperao registrados durante as sesses de treinamento. 28 6. LISTA DE ABREVIAES FC - Freqncia cardaca. FCmx - Freqncia cardaca mxima. IF - ndice de fadiga. PSE - Percepo subjetiva de esforo. VO2 - Volume de oxignio VO2mx Volume de oxignio mximo. 7. SUMRIO 1. INTRODUO 8 2. REVISO DE LITERATURA 10 2.1. Sistemas de fornecimento de energia 10 2.2. Capacidade Aerbia Conceituao 12 2.3. Adaptaes induzidas pelo treinamento aerbio 12 2.4. Fatores que afetam a resposta ao treinamento aerbio 14 2.5. Mtodos de treinamento 16 2.6. Demandas metablicas dos testes de sprints anaerbios repetidos (Rast) 18 3. OBJETIVOS 21 4. JUSTIFICATIVA 22 5. MATERIAIS E MTODOS 23 5.1. Amostra 23 5.2. Testes e Protocolos experimentais 23 5.3. Planejamento do Treinamento 25 6. RESULTADOS 27 7. DISCUSSO 29 8. CONCLUSO 31 9. REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS 32 8. 8 1. INTRODUO A capacidade para realizar sries de exerccios repetidos de forma mxima influenciada pela natureza do exerccio pelos perodos de recuperao (TOMLIN & WENGER, 2001). A intensidade e durao do exerccio podem influenciar o tempo necessrio para a recuperao e, do mesmo modo, o perodo de recuperao interfere na quantidade de energia ressintetizada. Assim, uma recuperao mais completa pode permitir a manuteno ou uma menor queda no desempenho ao realizar o estmulo subseqente (TOMLIN & WENGER, 2001). A capacidade para recuperar rapidamente crtica caso sries subseqentes de atividades so requeridas. Tem sido sugerido que adaptaes associadas ao treinamento de endurance deveriam melhorar a recuperao em exerccios intermitentes de alta intensidade (THODEN, 1991; RHODES & TWIST, 1990; TOMLIN & WENGER, 2001). Como veremos adiante, o treinamento aerbio promove adaptaes sistmicas que melhoram a capacidade de fornecimento e utilizao de oxignio, aumentando a contribuio desse sistema no fornecimento de energia, alm de uma melhora na capacidade de remoo de co-produtos do metabolismo anaerbio. Teoricamente, um aumento na capacidade aerbia poderia melhorar o desempenho em esforos anaerbios intermitentes por ambos os fatores: complementando a energia anaerbia durante o exerccio e fornecendo energia derivada aerobicamente a uma taxa mais rpida durante o perodo de recuperao (TOMLIN & WENGER, 2001). Hamilton et al.(1991) comparou o desempenho em 10 sprints mximos de 6 segundos em esteira, de dois grupos com VO2mx diferentes: corredores treinados em endurance (VO2mx 60,8 4,1 mL.kg-1 min-1 ) e jogadores (VO2mx 52,5 4,9 mL.kg-1 min-1 ). Os autores verificaram que os atletas de endurance consumiram mais oxignio durante os intervalos repetidos de sprint e demonstraram um menor percentual de decrscimo na potncia durante os 10 sprints comparado ao grupo de jogadores. 9. 9 A literatura parece sugerir, ento, uma possvel influncia positiva da capacidade aerbia no desempenho em sprints repetidos, acelerando o processo de restabelecimento energtico e melhorando o desempenho. Para testar a hiptese de que o treinamento aerbio melhoraria a capacidade de recuperao em esforos mximos intermitentes, o presente estudo de caso realizou teste de sprints repetidos (Rast Test) antes e aps um perodo de 18 sesses de treinamento aerbio. Alm deste teste, foi realizado um teste de campo para a estimativa da velocidade correspondente ao consumo mximo de oxignio (vVO2mx), que serviu como parmetro de intensidade para o planejamento do treinamento. 10. 10 2. REVISO DE LITERATURA 2.1. Sistemas de fornecimento de energia Segundo Platonov (2008), de acordo com a lei da conservao da energia, a energia qumica do organismo humano no se perde nem surge do nada, mas sim se transforma de um tipo em outro: formada em resultado da utilizao dos ricos substratos energticos dos produtos alimentares, transmitida ao meio em forma de trabalho e calor. A energia liberada pela decomposio dos produtos alimentares utilizada na produo de adenosina trifosfato (ATP), que, por sua vez, fica depositada nas clulas musculares e consiste em um combustvel singular para a produo de energia mecnica durante a contrao muscular (PLATONOV, 2008). A ressntese de ATP obtida, tanto nas reaes anaerbias quanto nas aerbias, pelo aproveitamento das reservas de creatina fosfato e da adenosina difosfato (ADP) dos tecidos musculares como fontes energticas e tambm de ricos substratos energticos (glicognio dos msculos e do fgado, reservas dos tecidos lipdicos e dos msculos, protenas e outros metablitos). As reaes qumicas que fornecem energia aos msculos ocorrem em trs sistemas energticos: 1) anaerbio altico (ATP-CP); 2) anaerbio ltico (glicoltico); e 3) aerbio (oxidativo). A formao de energia nos dois primeiros sistemas est relacionada a reaes qumicas que no dependem do oxignio. O terceiro sistema pressupe a reao de oxidao, que depende da presena do oxignio (PLATONOV, 2008). Deve-se encarar a alocao de energia no exerccio a partir de cada forma de transferncia de energia como progredindo atravs de um continuum. Em uma extremidade, os fosfatos de energia intramusculares suprem quase toda a energia para o exerccio. Os sistemas ATP-CP e do anaerbio ltico suprem cerca de metade da energia para o exerccio intenso que dure 2 minutos; as reaes aerbicas suprem o restante. Para se sobressair nessas condies, torna-se necessria uma capacidade bem desenvolvida para o metabolismo tanto anaerbico 11. 11 quanto aerbico. O exerccio intenso de durao intermediria, realizado por 5 a 10 minutos, impe uma grande demanda sobre a transferncia de energia aerbica. Os desempenhos de longa durao, como a corrida de maratona e as provas de natao de longa distncia, exigem um suprimento constante de energia aerbica e dependem muito pouco da energia proveniente de fontes anaerbicas com formao subseqente de lactato (McARDLE, KATCH & KATCH, 2003). Segundo Wilmore e Costill (2001) os estoques de ATP e de creatina fosfato podem sustentar as necessidades energticas dos msculos por apenas 3 a 15 segundos durante uma corrida de curta distncia de esforo mximo. Alm desse ponto, os msculos passam a depender de outros processos para a formao de ATP: as reaes glicolticas e oxidativas de substratos. O sistema aerbio de fornecimento de energia significativamente inferior ao anaerbio altico e ltico no que diz respeito potncia de produo de energia e velocidade de incluso dessa energia na atividade muscular, mas muito superior em termos de capacidade e economicidade (PLATONOV, 2008). Uma das particularidades do sistema aerbio consiste em que a formao de ATP nas organelas-mitocndrias celulares, encontradas no tecido muscular e adjacentes a miofibrilas ou espalhadas no sarcoplasma, ocorre com participao do oxignio conduzido pelo respectivo sistema de transporte (PLATONOV, 2008). O potencial do sistema aerbio no fornecimento de energia determinado por vrios fatores. Entre os mais importantes, esto a potncia e a eficcia da respirao e do sistema cardiovascular; a grandeza das reservas de substratos; a proporo de cada tipo de fibra muscular; a densidade e a quantidade de capilares no tecido muscular; o nmero, a grandeza e a densidade das mitocndrias nas clulas musculares; a quantidade e a atividade das diversas coenzimas e enzimas oxidativas; dos hormnios e de outros reguladores dos processos de oxidao (PLATONOV, 2008). 12. 12 2.2. Capacidade Aerbia A capacidade aerbia comumente associada ao consumo mximo de oxignio (VO2mx). O VO2mx proporciona uma medida quantitativa da capacidade do indivduo para a ressntese aerbia do ATP (McARDLE, KATCH & KATCH, 2003). Em exerccio, o consumo de oxignio aumenta proporcionalmente ao aumento da intensidade, atingindo o seu valor mximo em intensidades prximas exausto. O momento no qual o consumo de oxignio alcana um plat ou aumenta apenas levemente com os aumentos adicionais na intensidade do exerccio representa o consumo mximo de oxignio (McARDLE, KATCH & KATCH, 2003). O consumo de oxignio (VO2) determinado pelo produto entre dbito cardaco (Q) e a diferena arteriovenosa de O2 (Difa-v O2), como mostra a equao abaixo proposta por McArdle, Katch e Katch (2003). VO2 = Q x Difa-v O2 Essa relao sugere que o consumo de oxignio influenciado por fatores relacionados ao fornecimento (freqncia cardaca e volume de ejeo) e utilizao/extrao de oxignio. Melhoras na capacidade de fornecer O2, atravs de um aumento no volume de sangue circulante e capilarizao, bem como melhoras na capacidade de extrao do mesmo, atravs de adaptaes a nvel enzimtico e mitocondrial, promovem melhoras no consumo de oxignio. 2.3. Adaptaes induzidas pelo treinamento aerbio O treinamento com sobrecarga aerbica induz adaptaes significativas em uma ampla variedade de capacidades funcionais relacionadas ao transporte e utilizao do oxignio (McARDLE, KATCH, KATCH, 2003). Dentre elas podemos citar: 13. 13 - Aumento do nmero e tamanho das mitocndrias musculares, bem como de sua capacidade de gerar ATP aerobicamente. - Aumento da capacidade de mobilizar, transportar e oxidar os cidos graxos para obteno de energia durante o exerccio submximo, conservando, assim, as reservas de glicognio to importantes durante o exerccio prolongado de alta intensidade. - Aprimoramento do potencial aerbio preexistente de todas as fibras. - Hipertrofia das fibras de contrao lenta; - Adaptaes cardiovasculares dimensionais e funcionais significativas: hipertrofia cardaca (aumento no tamanho da cavidade ventricular esquerda e espessamento moderado de suas paredes) com o treinamento a longo prazo; isso contribui para um aumento no volume de ejeo e diminuio da frequncia cardaca de repouso; - Aumento no volume plasmtico, que aprimora a reserva circulatria e contribui para os aumentos no volume diastlico terminal, no volume sistlico de ejeo, no transporte de oxignio e na regulao da temperatura durante o exerccio; - Reduo na frequncia cardaca de repouso e submxima, refletindo um aumento no volume sistlico mximo e no dbito cardaco; - Aumento do volume sistlico do corao durante o repouso e o exerccio; - Aumento no dbito cardaco mximo, resultado de um volume sistlico aprimorado; - Aumento da extrao de oxignio do sangue circulante (diferena arteriovenosa de oxignio), resultado da distribuio mais efetiva do dbito cardaco para os msculos ativos combinada com uma maior capacidade das fibras musculares treinadas de extrarem e processarem o oxignio disponvel; - Desvio aumentado do fluxo sanguneo para a pele, o que torna a pessoa treinada mais capaz de dissipar o calor metablico gerado no exerccio; - Reduo das presses sistlica e diastlica durante o repouso e o exerccio submximo; - Aumento da ventilao do exerccio mximo; - Reduo nos nveis sanguneos de lactato, o que prolonga o nvel da intensidade do exerccio antes do incio do acmulo de lactato no sangue; 14. 14 - Aumento do consumo mximo de oxignio (VO2max), entendido como a capacidade de circular, fornecer e utilizar o oxignio. 2.4. Fatores que afetam a resposta ao treinamento aerbio Cinco fatores influenciam profundamente a resposta ao treinamento aerbico: - Nvel inicial de aptido aerbica: indivduos destreinados tero uma maior probabilidade de melhorar seu condicionamento aerbio do que indivduos treinados. Porm uma pequena melhora (5%) na capacidade aerbia destes indivduos representa uma modificao to crucial quanto um grande aumento (40%) naqueles destreinados. - Intensidade do treinamento: as adaptaes fisiolgicas induzidas pelo treinamento dependem principalmente da intensidade da sobrecarga. A intensidade do exerccio aerbio pode ser enunciada atravs de: 1) energia gasta por unidade de tempo (kcal/min ou kJ/min); 2) nvel de exerccio absoluto ou produo de potncia (watts); 3) percentual do VO2mx; 4) em relao ao limiar do lactato; 5) percentual da frequncia cardaca mxima; 6) MET; 7) taxa do esforo percebido. 15. 15 Existe uma relao entre o percentual de frequncia cardaca mxima e o percentual de VO2max, como mostra o quadro abaixo: QUADRO 1 Relao entre o percentual de frequncia cardaca mxima e o percentual de VO2mx Percentual de FCmx Percentual de VO2mx 50 28 60 40 70 58 80 70 90 83 100 100 Adapatado de McARDLE, KATCH, KATCH, 2003 (pag. 491) - Durao do treinamento: ainda no foi identificada uma durao limiar por sesso de treinamento capaz de induzir um aprimoramento cardiovascular....

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