Soldados Da Pátria - Projeto

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    07-Jun-2015

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<p>UENP Universidade Estadual do Norte ParanaenseAndr Cazula - Aniele Cristina - Gustavo Rebeque - Ilton Incio - Johnny Mendona Rafael Fagundes - Ricardo Francisco - Villen Richard</p> <p>SOLDADOS DA PTRIAA formao do exrcito brasileiro na Guerra do Paraguai</p> <p>Jacarezinho PR 2006.</p> <p>UENP Universidade Estadual do Norte ParanaenseAndr Cazula - Aniele Cristina - Gustavo Rebeque - Ilton Incio - Johnny Mendona Rafael Fagundes - Ricardo Francisco - Villen Richard</p> <p>SOLDADOS DA PTRIAA formao do exrcito brasileiro na Guerra do Paraguai</p> <p>Projeto apresentado para atender as exigncias da disciplina de Metodologia e Didtica do Ensino de Histria. Projeto vinculado ao LEPHIS Laboratrio de Ensino e Pesquisa de Histria da Universidade Estadual do Norte do Paran Professora orientadora: Me. Tase Ferreira da Conceio.</p> <p>Jacarezinho PR 2006.</p> <p>SUMRIO INTRODUO ................................................................................................................. 4 OBJETIVOS ..................................................................................................................... 5 OBJETIVOS GERAIS ............................................................................................................ 5 OBJETIVOS ESPECFICOS ............................................................................................... - 5 JUSTIFICATIVA................................................................................................................6 METODOLOGIA.............................................................................................................12 FONTES..........................................................................................................................18 RECURSOS....................................................................................................................21 REVISO BIBLIOGRFICA...........................................................................................22 CRONOGRAMA..............................................................................................................24 AVALIAO...................................................................................................................25 REFERNCIA BIBLIOGRFICA....................................................................................27</p> <p>-4INTRODUO</p> <p>O Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai eram, na segunda metade do sculo XIX, naes recm-independentes que dividiam interesses fluviais e territoriais, viviam em constantes choques de interesses nacionais e contavam com uma participao imperialista britnica, esses acontecimentos propiciaram uma guerra que durou seis anos. A Guerra do Paraguai foi o evento decisivo na formao do Estado brasileiro e abalou as estruturas sociais da regio platina. O desenvolvimento de uma discusso sobre a formao do exrcito brasileiro, tendo em vista a importncia das imagens, atravs de charges, sobre as deficincias e peculiaridades desse exrcito, deveras importante, visto que as caricaturas trazem as informaes sobre o conflito, sob vrias ticas, as quais podem ser desenvolvidas pelos prprios alunos.</p> <p>-5OBJETIVOS OBJETIVOS GERAIS Os objetivos desse projeto so: desvincular as imagens de heris e viles de uma histria onde a populao e os combatentes no sabiam os motivos da guerra, debater sobre como trabalhar a diferena entre como se pensava o conflito e as razes do mesmo, ampliar o campo de viso ideolgico, poltico e social do confronto. No campo do ensino de histria, os objetivos desse projeto o de ser uma ferramenta de apoio para auxiliar na construo do conhecimento histrico nas salas de aula. OBJETIVOS ESPECFICOS Atravs de charges, o projeto objetiva-se a mostrar como o exrcito se organizava aos olhos das pessoas, refletindo sobre como as pessoas se identificavam com a guerra, evitando o maniquesmo entre heris e viles, e demonstrando que os pases envolvidos tinham cada um seus prprios interesses, sejam eles de ordem econmica ou social, dada a fragilidade das novas repblicas e do Imprio. Como conflitos armados trazem sempre um impacto populao, mesmo em eventos passados, pedagogicamente este projeto tem o objetivo de desenvolver a criticidade do aluno, dando apoio metodolgico para a construo do ensino escolar na relao professor-aluno. Desta forma, estaremos no caminho de fomentar um pensamento mais crtico de um processo histrico social, fazendo uma ponte entre o passado e as reflexes do presente.</p> <p>-6JUSTIFICATIVA</p> <p>O sculo XIX destaca-se na Histria dos pases integrantes da Amrica do Sul ao fato de que houve nesta poca, diversos movimentos, sejam eles insurreies ou movimentaes scio-polticas, dos quais transformaram</p> <p>intensamente a maneira de agir e pensar, e principalmente os rumos tomados pelos mesmos no decorrer deste sculo, trazendo marcas at os dias de hoje. Esses movimentos so responsveis diretamente pelas vises e realizaes das sociedades sul-americanas desde ento. Cada pas, a sua maneira, reagiu de forma diferente a esses movimentos, dando a caractersticas scio-culturais prprias de cada populao1. A Guerra do Paraguai, que envolveu os pases cisplatinos e o Brasil entre 1864 at 1870, foi um desses movimentos. Atravs de diversas movimentaes populacionais envolvendo decises polticas de determinados grupos sociais do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, fora possvel mudanas no patamar da vida cotidiana dos cidados desses pases 2. Dentre essas mudanas, que se refletem no sentimento de nacionalismo pertence a cada populao, que reagiu e assimilou as causas e as conseqncias da guerra, principalmente destaca-se a formao do exrcito brasileiro. Fao do uso de aspas para estas palavras entre aspas pelo fato de elas</p> <p>1</p> <p>GALEANO, Eduardo. AS Veias Abertas da Amrica Latina.Traduo Galeno de Freitas. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 29 ed., 1989. 2 GALEANO, Eduardo, Op. Cit. pp .198-214.</p> <p>-7hoje representam um arqutipo totalmente diferente e contrastante a nossa realidade atual. 3 Existem trs correntes de pensamento referentes s causas da Guerra, ou seja, de suas origens: a primeira, com carter ameaador a soberania nacional brasileira, argentina e uruguaia utilizada como justificativa era a de que o Paraguai, estando num estgio de desenvolvimento maior que seus vizinhos, pretendiam assumir territrios dos mesmos, a fim de conseguir uma rota martima para suas importaes das quais no gerasse tributos a serem desviados para outros pases 4. A segunda, viso gerada por historiadores revisionistas na dcada de 60 e 70 de nosso sculo, refere-se a um possvel investimento macio da Inglaterra Trplice Aliana, para que referida neutralize o Paraguai, fazendo com que a sua economia freasse e no pusesse em risco os negcios da coroa britnica em solo sul americano. Esse evento seria justificado pelos motivos citados no pargrafo anterior 4. A terceira viso dessa contenda refere-se a um panorama estritamente poltico-social: como os pases envolvidos na Guerra possuam rixas polticas ou concorrncias econmicas, e suas hegemonias polticas ainda sendo frgeis, estavam expostas e corria o risco de ruir por causa dessas lutas diplomticas ou disputas econmicas. Levando se em considerao de que os pases cisplatinosDORATIOTO,Francisco Fernando Monteoliva,Maldita Guerra :Nova Histria da Guerra do ParaguaiSo Paulo ,Companhia das Letras ,2002.3</p> <p>4</p> <p>Essas informaes foram retiradas de anlises de livros didticos de vrias pocas, os quais citamos aqui: NADAI, Elza. Neves, Joana. Histria da Amrica. So Paulo, Saraiva, 1987 9 ed.pp. 191-200. FIGUEIRA, Divalte Garcia. Histria. So Paulo, tica, 2002. Pp. 280-282 HOLLANDA, Srgio Buarque. QUEIROZ, Carla de. PINTO, Vrgilio Noya. FERRAZ, Sylvia Barboza. Histria do Brasil: da independncia aos nossos dias atuais. So Paulo Cia. Ed. Nacional, 1973 2 ed. pp. 31 37.</p> <p>-8era uma unidade nica da colnia espanhola e, cada independncia surgiu atravs de fisses polticas provincianas, pode se dizer que a guerra deveria tornar-se um instrumento de cristalizao das Repblicas Cisplatinas e do Imprio Brasileiro, sendo que na verdade acabaram acarretando a mudana do controle poltico dos novos pases, e o fim do Imprio Brasileiro 4. A Guerra do Paraguai fora uma contenda que fortaleceu os regimes uruguaios e argentinos, que dizimou a nao paraguaia, mas abriu alas a formao dos partidos no Paraguai, e que provocou insurreies, fomentou a abolio da escravatura, passou para o exrcito brasileiro o valor de que seu trabalho deveria estar alm de ser uma unidade que apenas apertava pequenos conflitos internos aumentando sua participao e responsabilidade no pas, e dimensionado o movimento republicano no Brasil. Como cada classe, seja ela dominante ou dominadora, usa de instrumentos culturais para a transmisso de valores, um acompanhamento minucioso atravs de charges de grande transmisso de idias de uma camada social mais baixa, e de telas encomendadas por outra classe, esta sendo dominante, tentando passar uma outra imagem de um mesmo conflito, ainda sendo pessoas pertencentes ao mesmo pas, ainda que suas vises sejam antagnicas. No incio do conflito, o entusiasmo da populao em se alistar gerou o decreto nmero 3.371, do dia sete de Janeiro de 1865, criando o corpo dos Voluntrios da Ptria. Entretanto, a desorganizao e a falta de estrutura</p> <p>-9contriburam para os resultados da guerra, inclusive as epidemias que assolavam o campo de batalha, como tifo e o sarampo, por exemplo.5 A prpria infra-estrutura do exrcito pecava e colaborava para a situao precria dos soldados. Por exemplo, as barracas compradas pelo exrcito brasileiro foram compradas na Frana e foram preparadas para a Guerra da Crimia; o equipamento dos soldados era composto de apenas de duas camisas, uma marmita, um cantil um cinturo, um mosqueto e um sabre-baioneta. Segundo o historiador Victor Izeckson, as deseres do exrcito imperial chegavam a trinta por cento6. O exrcito imperial foi formado, basicamente, por pessoas recrutadas fora, principalmente pelo fato de que, com o tempo, o corpo de voluntrios da ptria fora diminuindo, graas insatisfao da populao com o governo imperial. As pessoas recrutadas a fora eram presos, mendigos e negros. Certos destacamentos tinham destaque, como a Cavalaria Gacha, que, nas memrias de Antonio Garibaldi, era considerada a melhor do mundo.7 Longe de ns impormos uma verdade, pois o nosso papel no o de guardies, e sim o de trazer as reflexes do passado com uma aplicao pratica para o presente, trabalhemos as imagens veiculadas e produzidas nesse perodo, trazemos luz este trabalho com o intuito de trazer novas reflexes, escolhas axiolgicas e dinamismo no ensino de histria.</p> <p>5 6 7</p> <p>NARLOCH, Leandro. Guerra do Paraguai In: Grandes Guerra ,Edio 10,So Paulo,Abril,2006. NARLOCH, Leandro. Op. Cit.</p> <p>NARLOCH, Leandro. Op. Cit.</p> <p>- 10 Embora os historiadores utilizem vrios tipos de material como fonte, seu treinamento geral levam-nos a ficar mais vontade com documentos escritos8. O uso de imagens nos contedos do ensino de histria tem sido visto pelos professores como um dos pontos de fuga ao ensino tradicional e positivista, apesar desses inimigos serem empiricamente inexistentes9. Existem diferenas entre charges e fotografia, mas o cuidado no trabalho de documentos em sala de aula, como se fossem vises imparciais da verdade, porm, no visualizado que sua reduzida viso dimensional, aliada ao fato da foto estar sempre focada e de que h um homem atrs da mquina, que oculta itens com uma interpretao iconogrfica prpria para a posteridade desmentem a afirmao acima10. A forma da qual esse conhecimento transmitido peca no por falta de material, mas sim por falta de uma viso mais ampla sobre o mesmo tema. Tendo em vista de que os parmetros curriculares e suas exigncias, no quesito tempo, acabam por atar o papel do professor a contedos programticos e no problematizados, ou problematizados de forma parcial atravs de tcnicas que tentam fugir de um inimigo positivista, mas que acaba por abandonar o aluno sua prpria sorte 9. O professor, ao utilizar-se dessas novas linguagens, incorpora noes, representaes e linguagens do mundo exterior escola. A formao do aluno8</p> <p>GASKELL, Ivan Histria das imagens. In: BURKE, Peter A escrita da histria: novas perspectivas. So Paulo, UNESP, 1992. Pp. 237 9 CARDOSO, Oldimar Pontes Representao dos professores sobre o saber histrico escolar. In: Histria e Ensino: Revista do laboratrio do ensino de Histria/UEL Volume X. Londrina-PR, EDUEL, 2004. Pp. 5510</p> <p>NISHIKAWA, Reinaldo Histria e fotografia: Uma discusso acerca do mtodo pictogrfico para a historiografia In: Boletim do laboratrio do ensino de histria, Londrina-Pr. Uel (Setembro de 2002/Abril de 2003).</p> <p>- 11 enquanto cidado desenvolve-se nos diversos espaos de vivncia, e no somente no ambiente escolar. Logo, todos os veculos e materiais, frutos de mltiplas experincias culturais contribuem para a difuso do saber histrico. Na prtica, h tambm o fator de reconstruo do saber e integrao a uma aplicao prtica das cincias sociais no cotidiano, findando numa nova construo da memria social e coletiva11. As escolhas de valores a serem transmitidos para os alunos e a transformao que ocorre nas mentalidades dos alunos e do professor, sejam elas afetadas pelos seus nveis de acesso culturais ou acadmicos, sejam por suas vivencias, acabam por desconstruir um objeto histrico, em busca no de retomlo, mas sim de descobrir em cada fragmento, compreender-se o todo, seja no mbito social, poltico ou econmico da questo12.</p> <p>11 12</p> <p>FONSECA, Selva Guimares. Didtica e prtica do ensino de histria. Campinas-SP, Papirus. FONSECA, Selva Guimares. Op. Cit.</p> <p>- 12 METODOLOGIA</p> <p>No decorrer das duas ltimas dcadas, a utilizao de diferentes fontes e linguagens no ensino de histria tem sido tema de destaque na rea de metodologia de ensino de histria, graas aos avanos da indstria cultural brasileira e os espaos vagos do currculo, os espaos os quais no conseguem serem preenchidos plenamente pelos livros didticos. Metodologicamente, trata-se de fontes que ampliam a viso do historiador, flexibilizando o processo de ensino.13 Porm, o trabalho historiogrfico envolvendo o uso de imagens faz uso de alguns conceitos envolvendo as imagens, dentro de um contexto tcnico, artstico e cultural. So necessrias algumas explanaes em torno desses conceitos para uma melhor compreenso metodolgica do trabalho em questo. Entende-se por arte todos os objetos construdos pelas pessoas e que expressam algum valor, seja decorativo ou social, incluindo-se a tambm os conceitos associados a esses objetos e sua respectiva sociedade14. Por cultura, os valores morais e conhecimentos de uma sociedade, que so transmitidos de gerao a gerao, tendo esses valores e conhecimentos algum valor comercial ou no.15Trata-se por fonte ou imagem nesse texto aos documentos impressos</p> <p>13 FONSECA, Selva Guimares. Didtica e prtica do ensino de histria. Campinas-SP. Papirus 14 GASKELL, Ivan Histria das imagens. In: BURKE, Peter A escrita da histria: novas perspectivas. So Paulo, UNESP,...</p>