SORAIA DINIZ CORDEIRO As vozes do tempo: grande ?· Ainda que eu falasse a língua dos homens e falasse…

  • Published on
    10-Nov-2018

  • View
    212

  • Download
    0

Embed Size (px)

Transcript

  • UNIVERSIDDADE FEDERAL DA PARABA

    CENTRO DE COMUNICAO, TURISMO E ARTES

    DEPARTAMENTO DE COMUNICAO E TURISMO

    SORAIA DINIZ CORDEIRO

    As vozes do tempo: grande reportagem sobre a festa do ms mariano na cidade

    de Manara - PB

    Joo Pessoa, 2013

  • SORAIA DINIZ CORDEIRO

    As vozes do tempo: grande reportagem sobre a festa do ms mariano na cidade

    de Manara - PB

    Grande Reportagem (Trabalho de

    Concluso de Curso) apresentada a

    Universidade Federal da Paraba

    (UFPB) como requisito para

    obteno de Grau de curso de

    Bacharelado em Comunicao

    Social, com habilitao em

    Jornalismo, sob orientao da Prof

    D Joana Belarmino de Sousa

    Joo Pessoa, 2013

  • SORAIA DINIZ CORDEIRO

    As vozes do tempo: grande reportagem sobre a festa do ms mariano na cidade

    de Manara

    Banca examinadora:

    Prof Dr Joana Belarmino de Sousa

    Orientadora

    Prof Ms. Sheila Mendes Accioly

    Prf Dr Suelly Maux

    Joo Pessoa, ____ de ____________ 2013

  • AGRADECIMENTOS

    Agradeo aos meus pais, pelo esforo que fizeram ao longo desses anos, para que eu pudesse

    estudar em uma boa universidade.

    A minha av Ana Rodrigues Ferreira (in memria), que cuidou de mim e meus irmos nos

    primeiros anos aqui em Joo Pessoa.

    Ao meu tio Dr. Davi Antas e Silva, que nos momentos que precisei socorreu-me, ao longo

    desse curso.

    A minha av Maria das Neves Pereira e Silva, sem sua ajuda na reta final, teria sido muito

    mais difcil.

    A professora Dr Joana Belarmino de Sousa, que teve pacincia comigo todo esse tempo em

    que estive sob sua orientao.

    A todos os professores que me ensinaram o que jornalismo e tica na profisso.

    A Pollyana, a senhora Maria da Luz e Martinho que me ajudaram na resoluo de tantos

    problemas de matrculas e laboratrio.

    A todos os meus colegas que conheci neste curso, em especial a Ana Carolina de S, Flvia

    Lopes, Juliana Freire e Hedilberto Pessoa.

    Ainda que eu falasse a lngua dos homens e falasse a lngua dos anjos, sem amor eu nada

    seria,

    Renato Russo

  • Resumo

    Ao observar a carncia, de registros sobre a cultura na cidade de Manara, houve a

    necessidade de produzir uma grande reportagem que abordasse a temtica do ms mariano.

    Essa festa foi escolhida por ser a mais antiga do local. Representando, assim, parte da cultura

    de um municpio pouco estudado. Trata-se de uma reportagem documental, construda atravs

    da memria das pessoas da cidade. Trazendo os costumes e tradies, que podero ser

    conhecidos, assim, por futuras geraes.

    Palavras-chave: grande reportagem, ms de maio, jornalismo cultural, festa mariana, Manara

  • Abstract

    By observing the lack, of records on the culture of a news report Manara, there was the need

    to produce a big report that addressed the thematic of the Marian month. This party was

    chosen for being the oldest site. Thus, representing part of culture of a city not known. This is

    a feature documentary, constructed through memory of the townspeople. Bringing the customs

    and traditions, that can be known, so for future generations.

    Keywords: big report, May, cultural journalism, Marian feast, Manara

  • SUMRIO

    I Re latrio de Pesquisa

    I.1. Introduo

    I.2. Justificativa

    I.3 Da metodologia a fundamentao terica

    I.3.1 A metodologia

    I.3.2 Fundamentao terica

    I.4. A reportagem documental

    I.5. Consideraes Finais

    REFERNCIAS

    II A Reportagem Documental

    II.1. As Origens

    II.2. A Festa

    II.3. As Vozes do tempo

    II.4. Despedidas

    ANEXOS

  • I.1 Introduo

    Neste trabalho, realizo o resgate de memria cultural e religiosa da populao manairense.

    Hoje, a cidade conta com inmeras festas, mas, a festa de maio, dedicada a Santa Maria, foi a

    primeira a ser comemorada neste lugar.

    O municpio fica a 421 Km da capital do Estado, no alto serto paraibano. Com uma rea

    de aproximadamente 352.570 Km. Com altitude de 760 m acima do nvel do mar,

    proporciona clima ameno em boa parte do ano, com temperatura mdia de 26 c.

    Os seus limites so: ao norte Curral Velho - oeste Santana de Mangueira - a leste

    So Jos de Princesa e Princesa Isabel - ao sul Santa Cruz da Baixa Verde no Pernambuco. A

    populao atual, segundo o IBGE de 2010, de 10.759 pessoas, sendo que destas, 10.009 se

    declaram catlicos.

    Dentre as festas comemoradas atualmente esto o Carnaval, Festa do ms Mariano,

    Pentecostes, So Joo, Padroeira Nossa Senhora das Dores e o aniversrio de emancipao do

    municpio.

    A reportagem se constituir a partir da captura das lembranas das pessoas locais, sobre a

    Festa do ms Mariano, como conhecida. Em um dilogo aberto, deixo as personagens

    falarem de modo coloquial, suas recordaes, junto com as impresses sobre mudanas

    ocorridas nos dias atuais.

    Manara uma cidade pequena, mas carrega em sua histria marcas de um dos

    momentos mais relevantes da histria paraibana, a Revoluo de 30, que deixou marcas nessa

    populao, desde aqueles que viveram no perodo citado at geraes posteriores. Essas

    marcas podem ser recordadas atravs da destruio que o povoado sofreu, levando anos para

    se reconstituir.

    O povo de Manara sobrevive bravamente a seca como todo sertanejo, e, desde o tempo

    em que esta cidade no passava de um pequeno vilarejo pertencente a Princesa Isabel, quando

    ainda se chamava Alagoa Nova, o povo comemora Festa do ms Mariano tambm

    conhecida como a Festa de Maio.

    Em minhas observaes, constatei que desde o incio do sculo XX, j se tem registros da

    festa no povoado, durante vrias dcadas essa foi a nica festa que ocorrera no local, sendo

  • apenas por ocasio da mesma que as pessoas se reuniam em grande nmero durante todo o

    ano.

    Da segunda metade do sculo XX em diante, foram surgindo mais comemoraes,

    algumas de pouqussima durao que se perderam ao longo do tempo. Mas nenhuma outra

    representa tanto as razes culturais da cidade quanto a Festa do ms Mariano.

    Por esse motivo, eu a escolhi para representar a alegria, a cultura, a religiosidade, de um

    povo desconhecido dos registros e documentos, dos quais se faz necessria sua apresentao e

    familiaridade para que outras culturas e outras geraes tenham conhecimento de um povo

    alegre e vivo.

  • I.2 Justificativa

    O intuito desta reportagem de resgatar a memria cultural da festa Mariana, na cidade de

    Manara, Paraba, avaliar o presente da primeira festividade do municpio. Onde, nela se

    encontra a raiz cultural da cidade. Para tanto, foram realizadas entrevistas com pessoas de

    vrias faixas etrias e gneros, comparando costumes do passado com as prticas atuais.

    A necessidade desse resgate, se deu pela total ausncia desse tipo de registro, no

    municpio. Nenhum arquivo, publicao, enfim, tudo o que se sabe da cultura manairense

    transmitida oralmente. Por isso, a ideia deste trabalho, de registrar a memria cultural do

    municpio.

    O trabalho contribuir com o debate sobre o Jornalismo Cultural na Paraba, alm de

    gerar registro de uma cultura popular que corre risco de desaparecer, pelo menos da forma

    que foi criada no incio do Sculo XX e, mantida at meados dos anos 80.

    A partir da Grande Reportagem, ser possvel apresentar um pequeno pedao da Paraba

    aos paraibanos. Com esta pesquisa, da maneira que foi concebida, permitir ao leitor

    familiarizar-se um pouco com a cidade e com o seu povo, conhecendo, assim, a alegria

    sertaneja.

    A opo por trabalhar com o gnero grande reportagem, se deve as possibilidades que o

    mesmo abrange Sempre ilustrada com fotografias, desenhos ou grficos, a grande

    reportagem exige diagramao competente e deve conter atrativos como mistrio, suspense,

    calor humano e outros elementos que s um texto criativo ser capaz de explorar (FLOSI,

    2012, p. 11). Desta maneira, foi possvel criar um texto narrativo, colocando-me como

    personagem e, onde as personagens tem liberdade para se expressar, tambm, desta maneira.

    Manter uma memria de forma documentada, pois, isso se faz necessrio para cidade.

    Assim, as prximas geraes tero acesso a esse conhecimento que pode perder-se com o

    tempo.

    Por isso, a prioridade deste trabalho se d na parte profana da festa. Discorrendo, assim,

    dos hbitos culturais locais desde os primrdios da festa aos dias atuais.

  • I.3 Da metodologia e fundamentao terica

    I.3.1. A metodologia

    A metodologia utilizada para realizar a grande reportagem, partiu da pesquisa

    documental, em jornais, senso do IBGE de 2010, prefeitura municipal de Manara, Fundao

    Antnio Antas Diniz (FAAD) e entrevistas abertas. Sendo as entrevistas o principal foco do

    trabalho, diante da inexistncia de registros sobre o tema abordado.

    Os documentos encontrados contribuem basicamente com informaes sobre a cidade

    como o IBGE e a Fundao Antnio Antas Diniz (FAAD). Na prefeitura municipal de

    Manara, encontrei a Lei que declara o dia 31 de maio, feriado municipal, este o nico

    documento que trata do assunto.

    O trabalho foi realizado em duas semanas, do dia 19 de maio ao dia 31 de maio de

    2013. As entrevistas foram todas realizadas em udio. As novenas registradas com

    fotografias.

    Tambm foram adquiridas fotografias de arquivos pessoais da populao. Para que

    dessa maneira o trabalho c