TÉCNICAS TRAUMA_Grupo Trauma CFP

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    02-Jul-2015

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NDICE

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1. INTRODUO ............................................................................. 2 2. ESTABILIZAO CERVICAL COM ALINHAMENTO MANUAL DA CABEA 3 3. APLICAO DO COLAR CERVICAL ................................................ 4 4. ROLAMENTO ............................................................................ 10 5. LEVANTAMENTO ...................................................................... 17 6. MACA SCOOP ....................................................................... 20 7. IMOBILIZAO EM PLANO DURO ............................................... 23 8. COLETE DE EXTRACO ............................................................ 258.1 Aplicao do colete de extraco ................................................. 25 8.2 Extraco de vtimas com o colete de extraco ........................... 26

9. EXTRACO IMEDIATA COM UM ELEMENTO CHAVE DE RAUTEK . 27 10. REMOO DO CAPACETE .......................................................... 28 11. IMOBILIZAO VERTICAL .......................................................... 32 12. IMOBILIZAES PROVISRIAS DOS MEMBROS SUPERIORES ........ 3412.1....................................................Imobilizao da cintura escapular 34 12.2....................................................................Imobilizao do mero 34 12.3.................................................................Imobilizao do cotovelo 35 12.4.........................................Imobilizao do antebrao, punho e mo 36

13. IMOBILIZAES PROVISRIAS DOS MEMBROS INFERIORES ......... 3713.1........................................................Imobilizao da cintura plvica 37 13.2.....................................................................Imobilizao do fmur 37 13.3....................................................................Imobilizao do joelho 38

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13.4..............................................Imobilizao da perna, tornozelo e p 39

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1. INTRODUORelativamente aos efeitos resultantes da aplicao de energia no corpo humano, importante relembrar que a energia no se cria nem se destri, mas apenas se converte ou transforma. As leses traumticas, particularmente as msculo-esquelticas, acontecem quando os tecidos do organismo so expostos a nveis de energia cintica para alm da sua resistncia. Assim, a gravidade destas leses depende do tipo e intensidade da energia envolvida e da resistncia das diferentes estruturas atingidas. A alterao na continuidade de um osso, fractura, ocorre frequentemente como resultado de foras externas significativas. Outras leses msculo-esquelticas possveis so as luxaes, as entorses, as distenses e as roturas de ligamentos, msculos e estruturas articulares (como as cartilagens ou os meniscos). Na avaliao inicial do estado da vtima, sobretudo em ambiente prhospitalar, mais importante que tentar chegar a um diagnstico preciso a identificao dos sinais externos de leso e a valorizao das queixas da vtima. Particularmente, fundamental identificar e corrigir de imediato as situaes de compromisso neuro-vascular. Ao abordar uma vtima de trauma, importante conseguir fazer uma avaliao de toda a situao no local e tentar compreender os mecanismos que podero ter causado as leses, para poder efectuar uma estimativa da quantidade de energia cintica envolvida. Aps este conhecimento e depois de estabilizada a vtima, deve-se focar a ateno nas leses mais especficas. o momento ideal para prestar os cuidados adequados s feridas identificadas, imobilizar as leses que o justifiquem e preparar a vtima para o transporte. Sempre que o estado da vtima implique risco imediato de vida, a imobilizao de todas as fracturas ou suspeitas de leso msculo-esqueltica dever ser adiada at que se tenham corrigido as leses que colocam a vida da vtima em risco, excepto se a sua realizao no condicionar atrasos ou dificuldades na correco dessas leses. As tcnicas de imobilizao e remoo de vtimas de trauma tm vindo a ser modificadas e adaptadas ao longo dos anos. No entanto, os princpios fundamentais mantm-se praticamente inalterados. Alguns dos princpios de imobilizao so: antes de qualquer avaliao, segurar a cabea entre as duas mos e estabilizar a coluna cervical numa posio alinhada e neutra, respeitando o eixo nariz-umbigo-ps; no aplicar traco aquando da imobilizao manual da cabea (apenas a fora necessria para manter o alinhamento); imobilizar todas as vtimas com suspeita de leso da coluna num plano duro; em caso de dvida imobilizar sempre; no mobilizar a vtima antes de imobilizar leses que o justifiquem; remover a roupa da rea a imobilizar; observar e registar o estado neurovascular, no caso de suspeita de leso ssea; proteger todas as feridas com compressas esterilizadas secas antes de imobilizar; no tentar reintroduzir topos sseos nas fracturas expostas. Finalmente, um dos princpios mais importantes: mover a vtima somente o necessrio para a sua correcta remoo e imobilizao, mantendo ou melhorando o seu estado. Quem fica cabea comanda a execuo das tcnicas de imobilizao. Sempre que necessrio este dever emitir em voz alta, firme e de forma clara o que pretende que seja feito, como e quando pretende que a manobra seja executada, certificando-se que todos os intervenientes perceberam. Por ex.: minha voz de trs, levantar! Um... Dois... Trs! 4

DEVEM SER EVITADOS MOVIMENTOS DESNECESSRIOS NA EXECUO DAS TCNICAS.No sentido de reforar a necessidade de manuteno destes mesmos princpios, este manual aborda as tcnicas de imobilizao e remoo de vtimas de trauma, encontrando-se direccionado para os elementos que actuam na Emergncia Mdica Pr-Hospitalar. Sendo vrias as categorias que actuam a este nvel, onde se incluem mdicos, enfermeiros, tcnicos e tripulantes de ambulncia, ser utilizada a designao de Tcnico de Emergncia Mdica nas referncias aos elementos envolvidos na realizao das tcnicas.

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2. ESTABILIZAO CERVICAL COM ALINHAMENTO MANUAL DA CABEAObjectivos: Indicaes: Manter a cabea e a regio cervical alinhadas, numa posio neutra. Quando h possibilidade de leso vrtebro-medular. Sempre que a mobilizao cuidadosa da cabea e do pescoo para uma posio alinhada e neutra desencadeie alguma das seguintes situaes: Espasmo ou contractura da musculatura do pescoo. Aparecimento ou agravamento da dor ou dos dfices

Contra-indicaes:

neurolgicos (como parestesias ou alteraes motoras/sensitivas). Compromisso da ventilao.

Nestes casos, o movimento deve ser interrompido de imediato, devendo a cabea ser imobilizada nessa posio.

TcnicaSempre que, pelos mecanismos de trauma, existe a suspeita de leso vrtebro-medular, o primeiro passo proceder de imediato imobilizao manual da cabea e coluna cervical com alinhamento em posio neutra (eixo nariz-umbigo-ps). Este movimento provoca menos riscos do que transportar a vtima sem qualquer tipo de imobilizao ou com a cabea desalinhada. A cabea segura, mobilizada cuidadosamente e alinhada em posio neutra, salvo nas contra-indicaes j enumeradas.

O alinhamento mantido em posio neutra, sem qualquer traco. No doente sentado, ou de p, deve ser aplicada apenas a traco suficiente para aliviar o peso, isto tirar o peso da cabea sobre o resto da coluna cervical.

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A cabea deve ser mantida alinhada e imobilizada manualmente, em posio neutra, at que a vtima se encontre imobilizada adequadamente com os dispositivos apropriados, devendo permanecer assim at chegada ao hospital.

Abordagem posterior com a vtima sentada (falta FOTO da vitima com a cabeadesalinhada)

Um elemento coloca-se por trs da vtima e coloca as suas mos, lateralmente, sobre os pavilhes auriculares, sem movimentar a cabea. Os polegares so colocados contra o occipital e os indicadores, horizontalmente, em direco regio peri-orbitria. Os dedos mnimos so colocados

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imediatamente abaixo do ngulo da mandbula. Os restantes dedos so colocados lateralmente na face da vtima. Deve ser aplicada a presso necessria para conseguir controlar a cabea e mant-la numa posio estvel. Se a cabea no est alinhada numa posio neutra, o Tcnico de Emergncia Mdica mobiliza lentamente a cabea at conseguir o alinhamento (excepto nas situaes referidas nas contraindicaes). No final, o elemento pode aproximar os seus braos e apoi-los no banco, nos apoios de cabea ou no seu tronco, para se manter mais estvel. FOTO

Abordagem lateral com a vtima sentadaColocando-se lateralmente vtima, um elemento comea por colocar uma das mos na regio occipital, passando o brao sobre o ombro da vtima. Com a sua mo em chave polegar/indicador, apoia a referida regio, de modo a evitar que a cabea mexa.

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Ao mesmo tempo, utilizando a chave polegar/indicador, cuidadosamente coloca a outra mo de cada lado da face da vtima, apoiando-se imediatamente abaixo da regio malar (abaixo do nariz, passando sobre o lbio superior). Os restantes dedos so colocados junto ao indicador de forma que o dedo mnimo seja colocado imediatamente abaixo do ngulo da mandbula.

Se a cabea no est alinhada numa posio neutra deve-se mobiliz-la lentamente, at conseguir o alinhamento (excepto se existir contra-indicao). Deve ser exercida a fora suficiente para suportar e estabilizar a cabea. O elemento que est a executar a tcnica pode, de seguida, encostar os seus dois antebraos no tronco da vtima para obter um suporte adicional.

Nota:

Esta tcnica pode ser tambm utilizada quando se necessria abordar lateralmente

uma vtima deitada em decbito dorsal. FOTO

Abordagem frontal com a vtima de pPosicionando-se directamente em frente da vtima, um elemento coloca as suas mos de ambos os lados da cabea sobre os pavilhes auriculares e sem movimentar a cabea.

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Se a cabea no est alinhada numa posio neutra deve-se mobiliz-la lentamente, at conseguir o alinhamento (excepto se existir contra-indicao). Tem de ser mantida a fora suficiente para suportar e estabilizar a c