Teoria Das Cores

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    09-Jul-2015

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Entre Cores Teoria da CorA cor faz parte do nosso mundo e das nossas vidas. Todos os dias estamos em contato com as cores. Escolhendo as roupas para vestirmos, tentamos combinar as meias com o terno, a saia com a blusa, a fivela do cabelo com a roupa, a camiseta com o jeans... mas claro que voc no ter essa liberdade de escolha se tiver que usar um uniforme todos os dias. Nas grandes cidades esto grafitando as paredes e os muros com desenhos multicoloridos para alegrar um pouco mais o cinza da poluio. As cores esto nas ruas, nos parques, nas pessoas, nos objetos, na natureza... A natureza est repleta de cores. Mas s podemos perceber as cores na presena da luz. Cor luz. Sem luz, nossos olhos no podem ver as cores. A luz branca formada pela reunio de numerosas radiaes coloridas que podem ser separadas. A cor o resultado do reflexo da luz que no absorvida por um pigmento. Assim podemos estudar as cores sob dois aspectos que esto diretamente relacionados embora sejam aparentemente opostos: a COR-LUZ e a COR-PIGMENTO.

1.0 - Cor Luz

A cor uma sensao provocada pela luz sobre o rgo da viso, isto , sobre nossos olhos. A cor-luz pode ser observada atravs dos raios luminosos. Cor-luz a prpria luz que pode se decompor em muitas cores. A luz branca contem todas as cores. Voc j viu um arco-ris? O arco ris um belo fenmeno da natureza. Ao incidir nas gotas de gua da chuva que passa, os raios da luz solar que atravessa sob as nuvens se decompem em vrias cores. So radiaes coloridas. E quanta alegria nos d essa viso... Em 1664, Isaac Newton fez surpreendentes descobertas sobre a luz e as cores. So muitas as experincias que relatou que constam at hoje dos estudos feitos pela Fsica elementar. Seus estudos partiram da observao do arco-ris. Newton "reproduziu" um arco-ris dentro de casa. Com alguns prismas e lentes onde fez incidir a luz do sol, separou as cores para estud-las. A faixa colorida que obteve ao separar as cores chamada de "espectro solar". Mas nem todas as cores podem ser vistas por nossos olhos. O infra-vermelho e o ultra-violeta por exemplo, no so cores visveis no arco-ris. Assim o que vemos o espectro das seis cores visveis: azul violeta, azul cian, verde, amarelo limo, vermelho alaranjado e vermelho magenta (blue, cian, green, yellow, red e magenta). Alguns estudos consideram tambm o azul anil como cor visvel, o que d um total de sete cores.

Outros estudos foram feitos com a cor-luz. As cores podem ser somadas e, assim, surgem novas cores. Trs cores visveis do espectro so chamadas de cores primrias: o vermelho alaranjado, o verde e o azul violeta. Ou em linguagem tcnica: Red, Green e Blue. (RGB)

Misturando apenas essas trs cores, em propores e intensidades variadas, podemos obter todas as outras, mesmo as que no esto no espectro solar como os tons de marrons por exemplo. Note que aqui ao misturarmos o vermelho alaranjado com o verde temos o amarelo limo; o azul violeta com o vermelho alaranjado, o vermelho magenta; e o verde com o azul violeta, o azul cian. Somando as trs, temos o branco. E o preto? Bem... se o branco a soma de todas as cores, ento o preto... a ausncia delas. Ou seja, o preto a ausncia da luz. O preto aquilo que qualquer criana conhece como "o escuro". Essa mistura chamada de aditiva, pois estamos somando as cores. Usamos tambm a intensidade da cor para completar uma mistura, ou seja, a maior ou menor intensidade da luminosidade da cor tambm forma outras cores. Esse sistema aditivo de mistura das cores conhecido como RGB o que forma as cores dos sistemas de comunicao visual, como a televiso e at mesmo o monitor do seu computador. Se voc quer saber mais sobre cor-luz, consulte o assunto na rea de Fsica elementar. 2.0 Cor Pigmento s descuidar da caneta e l foi o beb deixando suas impresses pelas paredes da sala. A mame pode at ficar muito brava, mas o beb sorri de alegria e satisfao. Faz o mesmo quando est com as mos lambuzadas da sopinha , do chocolate, da gelia ou com a espuma do sabonete no espelho do banheiro. Descobre que a cor do morango fica em suas mos quando o aperta e a lngua fica vermelha depois de comer gelatina. A criana descobre o mundo experimentando tudo o que est a seu alcance. E voc... j experimentou descobrir as cores? Esfregue as cascas das frutas, folhas verdes, sementes, ptalas de flores at sentir o sumo com sua cor. Algumas suaves, outras mais intensas, mas tudo tem alguma cor. Essas so as cores pigmento. O pigmento o que d cor a tudo o que material. As folhas da plantas so verdes por terem clorofila; a terra tem cores diferentes em cada regio por apresentar composio mineral diferente, e cada mineral tem um pigmento com sua cor prpria: o xido de ferro pode ser amarelo ou vermelho; o de cobre verde; o de mangans marrom; o de cobalto azul; etc... At a nossa pele tem pigmentos, como a melanina que d a cor da pele de cada um de ns. Os ndios brasileiros usam semente de urucum para colorir o corpo, cabelos e outros artefatos de vermelho; do jenipapo, que um fruto, extraem o azul; tambm usam carvo e terra para pintar de preto, branco e amarelo. Assim como as crianas, os homens primitivos descobriam as cores pela experincia. Encontramos seus registros nas paredes das cavernas. Essas

pinturas rupestres eram feitas com os mais variados tipos de pigmentos naturais: plantas, terra, carvo, e at o sangue dos animais que caavam. Desenhar, pintar, colorir so formas de expresso, de comunicao que natural do ser humano. Com o tempo o homem percebeu que podia extrair os pigmentos da natureza e utiliz-los em forma de tinta misturando com resina das rvores, com a clara e a gema de ovos e diferentes tipos de leo para conservar, transportar e fixar as cores. Pintou sobre pedra, peles de animais e madeira e desenvolveu suportes prprios para a pintura: preparou as paredes com massas especiais, os afrescos; modelou cermica e fez azulejos decorados; fez mosaicos com vidros coloridos; telas com tecidos para pintar usando pincis... e continua gostando de pintar as paredes e muros das cidades com a mesma necessidade de se expressar que os homens das cavernas. As tcnicas de pintura se desenvolveram, se industrializaram e a tecnologia criou os pigmentos sintticos. Cores "artificiais", feitas em laboratrio, mas to intensas e belas como as cores naturais que tentam imitar. Muitas tintas industrializadas ainda so feitas com pigmentos naturais, mas j existem pigmentos sintticos de todas as cores. Os corantes tambm so pigmentos. Voc j percebeu quantos corantes consumimos em nossas refeies? por que a cor dos alimentos tambm um atrativo para aguar o paladar: a gente tambm come "com os olhos". As crianas adoram brincar com as cores. Experimentando misturar as tintas logo descobrem que podem formar novas cores. Esticam o plstico rosa e transparente do bombom e descobrem que "tudo ficou rosa"... Na verdade, ao olharmos atravs do plstico colorido e transparente estamos misturando as cores do mesmo modo que fazemos com as tintas. Essa mistura de pigmentos altera a quantidade de luz absorvida e refletida pelos objetos. O pigmento branco no absorve, mas reflete todas as cores. Estamos falando da COR-LUZ que refletida pelos objetos quando iluminados pela luz branca, que a soma de todas as cores. Quando misturamos um pigmento preto a uma tinta branca, aos poucos vamos obtendo diferentes tons de cinza. Quanto mais pigmento preto, mais escuro o tom de cinza que obtemos at chegar ao preto. O que acontece que o pigmento preto, ao contrrio do branco, absorve todas as cores. J vimos antes que o preto a ausncia de luz. O pigmento preto "esconde" todas as cores e, por isso, o preto que vemos o "escuro", a ausncia de luz refletida. O mesmo acontece com os pigmentos coloridos. Cada um reflete somente a cor que no absorvida. Por exemplo: o pigmento amarelo absorve da luz branca as cores azul violeta, azul cian, verde, vermelho alaranjado e vermelho magenta, e reflete somente a luz amarela, que a cor que podemos ver.

Seguindo os estudos de NEWTON, podemos classificar as cores pigmento inversamente a cor-luz, pois assim que nossos olhos podem ver, perceber e misturar as tintas. Essa mistura de cor-pigmento chamada de mistura subtrativa, por ser oposta a mistura aditiva que acontece com a cor-luz. Na mistura subtrativa (mistura de pigmentos, tintas, etc...) as cores primrias so o azul cian , o amarelo limo e o vermelho magenta. Note que aqui ao misturarmos o vermelho magenta com o amarelo limo temos o vermelho alaranjado; o azul cian com o amarelo limo, temos o verde; e o azul cian com o vermelho magenta, temos o azul violeta. Misturando as trs em propores iguais temos o preto cromtico. Cian, magenta, yellow e black ou CMYK). O sistema CMYK usado nas grficas para impresso por fotolitos, nos jornais, revistas, livros, cartes e tudo o que impresso, pois a impresso obtida por pintura de superfcie, assim como a impressora do micro computador, que tem os trs cartuchos de tinta com as cores pigmento primrias e outro cartucho preto.

3.0 Histria da Teoria da Cor Antes de Newton, muitos cientistas j haviam estudado a cor. No sc. XIV, um gnio da "cincia artstica" (ou seria da "arte cientfica"?) fazia suas anotaes para que pudssemos apreci-las e admir-las. Leonardo Da Vinci (1452-1519) que se aventurou em invenes e experincias absurdamente avanadas para seu tempo, no pintava somente para retratar ou copiar a natureza, mas sim para estud-la, aplicando sua genialidade cincia da viso, da cor e da luz. Em suas pinturas, desenvolveu a tcnica do "chiaroscuro" e o "sfumato" (em italiano, claro-escuro e esfumaado), mtodo de trabalho com a luz e a sombra, fazendo que as formas mais iluminadas ganhassem volume e suavisando cores e contornos com sombras esfumaadas. Explorou tambm a perspectiva area (ou

atmosfrica) nas paisagens de fundo que aplicava nas pinturas, imitando a natureza que faz com que a cor parea mais plida e mais azulada em direo ao horiz