Trabalho Escrito - Feira de Ciências

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    19-Jan-2016

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<p>Colgio Diocesano Padre Anchieta(XXI Feira de Cincias e Amostra Cultural de Conhecimento)</p> <p>AutismoPara conviver preciso conhecer!</p> <p> 1 ano B</p> <p>Andreza Costa n 03Dvinna Nyara n 10Flamnia Shirley nLuanna Juc nVitria Virna n 34</p> <p>Limoeiro do Norte, de Outubro de 2013 O que o Autismo?O Autismo um termo geral usado para descrever um grupo de transtornos de desenvolvimento cerebral, conhecido como Transtornos do Espectro Autista (TEA) que englobam um conjunto de manifestaes que afetam o funcionamento social, a capacidade de comunicao, implicam em um padro restrito de comportamento e geralmente vem acompanhado de deficincia intelectual. O TEA constitudo pelo Autismo clssico, com leve ou grave de funcionamento, pela Sndrome de Asperger, Transtorno de Rett (Uma vez considerado um transtorno do espectro do autismo, Sndrome de Rett no ser includa no espectro do autismo no Manual Diagnstico e Estatstico de Transtornos Mentais, isto porque Transtorno de Rett causado por uma mutao gentica) e Transtorno Degenerativo da Infncia.Quando o autismo foi diagnosticado pela primeira vez h quase 60 anos, os psiquiatras acreditavam que se tratava de um distrbio psicolgico, reflexo das atitudes de maus pais, ou, mais especificamente, de uma me fria e distante. Quer dizer: como se no bastasse a dificuldade de ter um filho autista, pelo menos duas geraes de pais ainda levaram a culpa pela sndrome de seus filhos. A partir dos anos 60, essa tese perdeu credibilidade e, hoje, ningum tem mais dvidas de que o autismo um transtorno de origem biolgica e nada ou pouco tem a ver com comportamento. Ainda no se sabe bem que regies do crebro seriam afetadas. Autpsias revelaram que as clulas da regio lmbica responsvel por mediar o comportamento social so menores e mais condensadas nos autistas, sugerindo uma interrupo precoce no desenvolvimento dessa parte do seu sistema nervoso. Por trs dos fatores que determinam o autismo, diversas hipteses vm sendo levantadas, tais como: Gentica: Evidncias colocam a gentica como a mais provvel causa do autismo. Irmos de autistas tm 25 vezes mais chances de sofrer da sndrome. Entre irmos gmeos, essas chances so 375 vezes maiores. O mais intrigante: de cada cinco autistas, quatro so homens. Doenas infecciosas: Pesquisas indicam que infeces pr-natais como rubola, caxumba, sfilis e herpes podem estar relacionadas com as causas do autismo. Mas no se sabe ainda qual interao de vrus e bactrias determinaria a ocorrncia da sndrome. No Brasil, a pesquisadora paulista Eneida Matarazzo est publicando uma polmica tese sobre o assunto. Mdica do Departamento de Psiquiatria do Hospital das Clnicas em So Paulo, Eneida defende que alguns casos de autismo tm origem numa resposta errada do sistema imunolgico a determinados tipos de vrus e bactrias. Depois de usar medicamentos imuno-supressores em crianas que apresentaram quadros de autismo aps infeces bacterianas, ela diz que conseguiu em alguns casos reverter os sintomas. Intoxicao qumica e ambiental: Na cidade de Leomenster, em Massachusetts, Estados Unidos, foi encontrada uma incidncia maior de autismo num local onde j esteve instalada uma fbrica de lentes para culos de sol. O interessante que a proporo mais alta de casos de autismo estava nas casas situadas exatamente na direo da fumaa trazida pelo vento das chamins da fbrica. A hiptese considerada em vrios estudos sobre a incidncia de autismo. Sintomas e DiagnsticoO que chama mais ateno na criana autista a falta de interao pessoal, associada dificuldades em entender as regras de convvio social, a comunicao no-verbal, a intencionalidade do outro e o que os outros esperam dela. Com essas dificuldades funcionais, o impacto na eficincia da comunicao muito grande, fazendo com que o desenvolvimento do crebro social mantenha-se cada vez mais insuficiente para exercer as funes necessrias para a interao social.Na verdade, os sintomas especficos do autismo desenvolvem-se de acordo com o grau de desenvolvimento ou tipo do autismo em um indivduo, por exemplo:- Autismo de alto funcionamento envolve sintomas como competncias lingusticas em atraso ou no-funcional, comprometendo o desenvolvimento social, ou a falta da capacidade de "role play" com os brinquedos e fazer outras atividades ldicas, no entanto, as pessoas com autismo de alto funcionamento tem um QI na faixa normal. - Autismo de baixo funcionamento um caso mais grave da doena, os sintomas so profundos e envolvem dficits graves em habilidades de comunicao, habilidades sociais pobres, emovimentos repetitivosestereotipados, geralmente est associado com um QI abaixo da mdia.- Sndrome de Asperger um tipo de autismo de alto funcionamento tem algumas caractersticas distintas, incluindo excepcionais habilidades verbais, problemas com o jogo simblico, problemas com habilidades sociais, desafios que envolvam o desenvolvimento da motricidade fina e grossa, se diferencia do autismo clssico em que no implica qualquer atraso de linguagem significativo ou prejuzo (No entanto, crianas e adultos com Asperger pode encontrar no uso funcional da linguagem, um desafio, por exemplo, eles podem ser capazes de rotular milhares de objetos, mas podem lutar para pedir ajuda usando um desses itens).- Transtorno de Rett, apesar de os sintomas da desordem, que incluem a perda de habilidades sociais e de comunicao, imitar o autismo clssico, a doena passa por diversas fases diferentes.Normalmente, as crianas diagnosticadas com Transtorno de Rett superam muitos dos desafios que so semelhantes ao autismo.Podem enfrentar outros desafios, incluindo a deteriorao de habilidades motoras e problemas com a postura, que no afetam a maioria das pessoas do espectro do autismo.- Transtorno Degenerativoda Infncia caracterizado por uma perda de comunicao e habilidades sociais entre as idades de dois e quatro anos. Este transtorno tem muito em comum com o autismo regressivo, e ser classificado como um transtorno do espectro do autismo em geral.Embora autismo no tenha cura, o quadro se modifica medida que o indivduo fica mais velho. Modifica-se, primeiro, em funo de um processo maturativo decorrente de suas experincias com o mundo: como se relaciona com os outros, como tratado e, talvez o mais importante, se existe algum retardo mental associado. Na verdade, 70% dos autistas apresentam algum grau de retardo mental, o que caracteriza o quadro de forma um pouco diferente. O seguimento a longo prazo desses indivduos, enfocando especialmente as dificuldades de interao social, mostra que, no autista no portador de retardo mental ou, pelo menos, que no tem retardo mental pronunciado, embora a dificuldade de relacionamento social persista por toda a vida, pode ser atenuada.Atualmente no existe um teste mdico especfico para o diagnstico de autismo. O diagnstico baseia-se na histria de vida do paciente, no comportamento observado em diversas situaes e em testes educacionais e psicolgicos. Como os sintomas do autismo variam, as vias para a obteno do diagnstico tambm variam. Em algumas crianas so identificados atrasos no desenvolvimento antes delas serem diagnosticadas com autismo e assim podem receber interveno precoce ou servios de educao especial.Evidncias recentes sugerem que os primeiros sinais do autismo podem ser vistos em crianas bem novas, com 8 a 10 meses de idade: podem ser mais passivas, mais difceis de acalmar ou no reagem quando algum chama seu nome. Algumas crianas com autismo apresentam, por volta de um ano de idade, prejuzos de orientao ao estmulo social (orientao social, de ateno compartilhada, de interao social e de antecipao, de balbuciar, de gestos, de pronncias de palavras e de imitao). Alguns desses primeiros sinais podem ser notados pelos pais, outros pode Crianas com autismo podem desenvolver talentos especficos em determinadas reas do conhecimento. Desde que essas habilidades sejam identificadas e estimuladas de forma inteligente. Esse passo inicial muitas vezes depende da escola.A incluso do diagnstico de autismo, como um transtorno de desenvolvimento, ocorreu somente na terceira edio do DSM, em 1980, definindo o autismo como um grave distrbio do desenvolvimento, que compromete diferentes reas do comportamento de forma difusa e em carter permanente. Desenvolvimento e vida social de Autistas (Apresentao de Casos Autistas e Entrevistas) - Anexo</p> <p> Tratamento - Testes e ClnicasOBS.: pesquisar clinicas e orgosO tratamento do autismo envolve intervenes psicoeducacionais, orientao familiar, desenvolvimento da linguagem e/ou comunicao. O recomendado que uma equipe multidisciplinar avalie e desenvolva um programa de interveno orientado a satisfazer as necessidades particulares a cada indivduo. Dentre alguns profissionais que podem ser necessrios, podemos citar: psiquiatras, psiclogos, fonoaudilogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e educadores fsicos. Os mtodos de interveno mais conhecidos e mais utilizados para promover o desenvolvimento da pessoa com autismo e que possuem comprovao cientfica de eficcia so:TEACCHR (Treatment and Education of Autistic and Related Communication Handcapped Children): um programa estruturado que combina diferentes materiais visuais para organizar o ambiente fsico atravs de rotinas e sistemas de trabalho, de forma a tornar o ambiente mais compreensvel, esse mtodo visa independncia e o aprendizado.PECSR (Picture Exchange Communication System) um mtodo de comunicao alternativa atravs de troca de figuras, uma ferramenta valiosa tanto na vida das pessoas com autismo que no desenvolvem a linguagem falada quanto na vida daquelas que apresentam dificuldades ou limitaes na fala.ABA (Applied Behavior Analysis) ou seja, analise comportamental aplicada que se embasa na aplicao dos princpios fundamentais da teoria do aprendizado baseado no condicionamento operante e reforadores para incrementar comportamentos socialmente significativos, reduzir comportamentos indesejveis e desenvolver habilidades. H vrias tcnicas e estratgias de ensino e tratamento comportamentais associados a analise do compormentamento aplicada que tem se mostrado til no contexto da interveno incluindo (a) tentativas discretas, (b) anlise de tarefas, (d) ensino incidental, (e) anlise funcionalMedicaes: O uso medicamento deve ser prescrito pelo mdico, e indicado quando existe alguma comorbidade neurolgica e/ou psiquitrica e quando os sintomas interferem no cotidiano. Mas vale ressaltar que at o momento no existe uma medicao especfica para o tratamento de autismo. importante o mdico informar sobre o que se espera da medicao, qual o prazo esperado para que se perceba os efeitos, bem como os possveis efeitos colaterais. Parte cientifica - descrio da simulao e informaes sobre diferenciao dos sistemas nervosos. Refernciashttp://espacoautista.blogspot.com.br/http://www.autismoerealidade.org/http://super.abril.com.br/http://www.ama.org.br/ - Letcia Calmon Drummond Amorim Psiquiatra</p> <p>ANE AUTISMO (SEGUNDA PARTE)Jos Salomo Schwartzman neuropediatra. Formado na Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de So Paulo, especializou-se em Neurologia Infantil no Hospital for Sick Children, em Londres, e professor titular de ps-graduao em Distrbios do Desenvolvimento na Universidade Presbiteriana Mackenzie. A+a-ImprimirCARACTERSTICAS DO AUTISMO INTERAO PESSOAL</p> <p>O que chama mais ateno na criana autista a dificuldade de interao pessoal. O desejo e a forma de interagir com o outro so inatos na espcie humana. Aparentemente, um equipamento biolgico faz com que as pessoas despertem a curiosidade e o interesse do beb. Logo nas primeiras horas de vida, diante de outras figuras, ele j demonstra preferncia por um rosto. Esse elo, que falta ou est profundamente perturbado no autista, determina uma caracterstica que vai acompanh-lo a vida toda.</p> <p>Embora autismo no tenha cura, o quadro se modifica medida que o indivduo fica mais velho. Modifica-se, primeiro, em funo de um processo maturativo decorrente de suas experincias com o mundo: como se relaciona com os outros, como tratado e, talvez o mais importante, se existe algum retardo mental associado.</p> <p>Na verdade, 70% dos autistas apresentam algum grau de retardo mental, o que caracteriza o quadro de forma um pouco diferente. O seguimento a longo prazo desses indivduos, enfocando especialmente as dificuldades de interao social, mostra que, no autista no portador de retardo mental ou, pelo menos, que no tem retardo mental pronunciado, embora a dificuldade de relacionamento social persista por toda a vida, pode ser atenuada.</p> <p>Drauzio Essa dificuldade de interao manifesta-se com os familiares ou s com as pessoas estranhas?</p> <p>Jos Salomo Schwartzman Manifesta-se com todo o mundo. Como regra geral, a dificuldade de interao se d com a me, o pai, os irmos e com todo o mundo exterior.</p> <p>Drauzio O grau de dificuldade o mesmo com a me, por exemplo, e com as pessoas estranhas?</p> <p>Jos Salomo Schwartzman No . A relao um pouco mais prxima com as pessoas que lhe so familiares. As mes contam, porm, especialmente quando j tiveram outros filhos, que desde o comeo aquele beb aninhou-se de modo diferente em seu colo e no a olhava nos olhos enquanto estava mamando.</p> <p>AUTISMO NA ADOLESCNCIA</p> <p>Drauzio Quais so as caractersticas do autismo na adolescncia?</p> <p>Jos Salomo Schwartzman - Na adolescncia, as manifestaes do autismo dependem muito de como o indivduo consegue aprender as regras sociais. O autista de bom rendimento, portador de sndrome de Asperger, por exemplo, embora tenha dificuldade de interao, capaz de aprender as coisas atravs do intelecto.</p> <p>Tenho pacientes relativamente bem integrados socialmente. Outro dia, conversando com um rapaz que acompanho faz tempo, perguntei-lhe se tinha namorada. Ele me disse que j tinha tido trs. Quis saber, ento, como fazia para relacionar-se com essas moas. Olhe, Salomo, muito simples. Comprei um livro de auto-ajuda e agora conheo algumas regras bsicas de aproximao. Primeira regra: vista-se de acordo, isto , ponha roupas que combinem. Regra dois: dirija-se a um shopping center. Ali, voc anda pra l e pra c e, se vir uma menina bonita, chegue perto e pea o telefone. Se ela der o nmero, anote para no esquecer e v embora. Regra trs: na deixe de telefonar-lhe nas prximas 24 horas. Caso contrrio, ela poder no se lembrar mais de voc.</p> <p>Drauzio Ele elaborou um verdadeiro manual de instrues</p> <p>Jos Salomo Schwartzman O mesmo ele fez, quando foi convidado para receber um prmio num jantar de cerimnia. Comprou um livro de etiqueta, decorou todo o ritual a ser seguido e talvez o conhea melhor do que qualquer um de ns. Indivduos com esse espectro do autismo costumam dar-se muito bem na vida.</p> <p>Drauzio H possibilidade de um autista apaixonar-se?</p> <p>Jos Salomo Schwatzman No no sentido que voc se apaixonaria. Numa entrevista, o neurologista Oliver Sachs perguntou a Temple Grandin, uma autista americana famosa, considerada a maior autoridade viva em...</p>