TRIATHLON EM REVISTA - Ed. Março

  • Published on
    07-Mar-2016

  • View
    215

  • Download
    2

DESCRIPTION

Edio virtual da TRIATHLON em Revista

Transcript

  • TRIATHLON EM REVISTA maro.2011

    EU SOU Dbora Macedo

    EU SOU Dbora Macedo

    PEDAL Segurana e Velocidade

    PEDAL Segurana e Velocidade

    EM R

    EVIS

    TA

    NATAO CICLISMO CORRIDA

    Atleta busca o tetra e lidera sua equipe no Estadual de Triathlon

    Atleta busca o tetra e lidera sua equipe no Estadual de Triathlon

    ANO I - EDIO 3 - MARO2011

    MARCOSHALLACK

    Dis

    trib

    ui

    o G

    ratu

    ita

    MARCOSHALLACK

  • 2 www.triathlonemrevista.com.br

    caixa.gov.br

    A CAIXA acredita no atleta brasileiro.

    Por isso, investe cada vez mais em

    programas de formao de novos

    talentos, patrocina competies

    nacionais e internacionais, delegaes

    inteiras, alm de realizar importantes

    eventos para competidores de todos os

    nveis. Porque, para a CAIXA, esporte

    no s medalha; transformao,

    incluso social. E contribuir nesse sentido

    justifi ca ainda mais o nosso apoio.

    Keila Costa Salto em distncia

    SAC

    CA

    IXA

    0

    800

    726

    0101

    (inf

    orm

    ae

    s, re

    clam

    ae

    s, s

    uges

    tes

    e e

    logi

    os).

    Para

    pes

    soas

    com

    defi

    ci

    ncia

    aud

    itiva

    e d

    e fa

    la

    080

    0 72

    6 24

    92. O

    uvid

    oria

    CA

    IXA

    0

    800

    725

    7474

    .

    Fabiano Peanha Atletismo

  • 18

    16

    14

    12

    10

    8 Mais uma edio pronta e aqui em suas mos. Este ms nossa matria de capa conta um pou-

    quinho da histria de Marcos Hallack, tricam-

    peo de triathlon do Estado do Rio de Janeiro.

    Carioca com sotaque mineiro, Hallack vem com

    fora total de Juiz de Fora em busca do tetra-

    campeonato. Junto com ele, vem os triatletas

    da Sade Performance, que promete brigar

    pelo ttulo por equipes.

    E os triatletas do Rio que se cuidem, por que os

    mineiros vo mesmo invadir a nossa praia. Tam-

    bm de Minas vem os atletas da TRIPLEX Team

    Agora esperar e aparecer dia 20 de maro no

    Aterro do Flamengo para competir ou pres-

    tigiar esta prova olmpica na cidade sede das

    Olimpadas de 2016. E vem a a TRIATHLON TV.

    Aguarde!

    Enquanto isso...

    BOA LEITURA!

    20

    LIGHT - PARCEIRA DO ESPORTE

    EU SOU - DBORA MACEDO

    PEDAL SEGURO

    VELDROMO

    CIRCUITO RIO ANTIGO

    6AMIGOLEITOR,

    JORNALISTA RESPONSVELPaulo Prudente - MTB 20.644-RJ

    COLABORAOMarcelo LealWalter TucheMarcio Schmidt

    CONTATOredacao@triathlonemrevista.com.brcomercial@triathlonemrevista.com.br

    4

    MARCOS HALLACK

    ESTADUAL DE TRIATHLON

    TREINAMENTO - MARCELO LEAL

    SIMULADO

    MDIA KIT

    22CIRCUITO RIO ANTIGODIRETO DA REDAO

    CONSELHO EDITORIALPaulo PrudenteMarcelo NissenbaumRaphael Pazos

    PROJETO GRFICOwww.grupoesphera.com.br

    Pablo Casadio, Diogo Fiochi, Marcius Itaborahy, Marcos Hallack, Carolina Hallack, Marco Capito e

    Luciano Queiroz.

    Foto de Mrcio Schmidt / schmidtdigital.com.brAgradecimento: Escola de Educao Fsica do Exrcito

    CONSULTORIA JURDICAMouro, Silva, Muniz & Carvalho AdvogadosAssociados

    A Triathlon em Revista uma publicao daECO - Idias Esportivas, com distribuio gratuita.

  • 4 www.triathlonemrevista.com.br

    PARCEIRA DO ESPORTEO INCIO

    H mais de cem anos, a Light uma

    grande parceira no desenvolvimento sus-

    tentvel do Rio e tem, como poltica de

    patrocnio, estimular o desenvolvimento

    scio-cultural nos 31 Municpios de sua

    rea de concesso, localizados no Vale do

    Paraba, Baixada Fluminense e regio Me-

    tropolitana do Rio, incluindo a capital.

    Ao longo de sua histria, a Light procu-

    rou incentivar a prtica esportiva e apoiou

    eventos que servissem de exemplo e bus-

    cassem a melhoria da qualidade de vida da

    populao.

    CICLISMO, NATAO E CORRIDA

    A Light desde 2007 apoia as Olimpadas

    da Baixada que, at hoje, renem vrias

    modalidades em um intercmbio entre

    os municpios e que promovem a socializa-

    o por meio da prtica sadia e da convi-

    vncia pelo esporte.

    Tambm foi parceira de Lars Grael na dispu-

    ta olmpica na classe Star da vela, uma das

    modalidades que historicamente trouxe ao

    Brasil muitas medalhas.

    Nesses ltimos anos, a Light vem apoiando,

    em especial, esportes ao ar livre, que valori-

    zam a relao do atleta com o meio ambien-

    te como natao, ciclismo, maratonas etc.

    A geografia da cidade do Rio permite asso-

    ciar as modalidades esportivas ao cenrio

    mgico da orla, da arquitetura centenria

    e todo o legado cultural da histria do pas.

    Em dois eventos recentes, a Copa Light de

    Ciclismo e o Circuito Light Rio Antigo - Cor-

    rendo por ruas histricas do Centro da Ci

    dade, os atletas uniram cultura e esporte.

    Alm da Maratona do Rio e o Match Race,

    que aconteceram em cartes postais cario-

    cas.

    Copa Light de Ciclismo, Circuito Light

    Rei e Rainha do Mar e Circuito Light Rio

    Antigo. Isso para ficar apenas nas trs

    modalidades que compe o triathlon.

    Essa tem sido a relao da Light com

    o esporte. A empresa tem se destaca-

    do como umas principais parceiras dos

    esportes ao ar livre. Triathlon em Revis-

    ta ouviu Paulo Pinto, diretor de Novos

    Negcios e Institucional da empresa.

    Aproveitamos para perguntar quando

    o triathlon ser vist0 com carinho pela

    Light.

    Paulo Pinto.Diretor de Novos Negcios e Institu-cional da LIGHT.

    LIGHT

  • TRIATHLON EM REVISTA maro.2011

    DENTRO DA LIGHT

    O apoio ao esporte comea dentro de casa. A Gente da Light

    tem uma academia de ginstica na sede da empresa, exclusiva

    para os empregados, com salas de alongamento, spinning, pilates,

    aparelhos de musculao de ltima gerao etc.

    O programa Qualidade de Vida promove caminhadas e ativida-

    des esportivas durante todo o ano e implementa programas de

    antitabagismo, educao alimentar, vacinao de gripe, correo

    postural, sade oral, entre outros. J detectamos, atravs desse

    nosso grupo, que o esporte fator motivacional importante para

    o empregado. Soma-se a isso a crena da Diretoria de que o in-

    vestimento em qualidade de vida traz retornos significativos em

    produtividade, reteno de talentos e diminuio na ausncia de

    empregados por motivos de sade. Os funcionrios so incentiva-

    dos a participar dos diversos eventos esportivos ao longo do ano,

    em especial, os que tem a parceria da Light. Entre os resultados/

    benefcios dessas aes, est a descoberta de talentos em diversas

    modalidades. Em seu quadro de funcionrios, a Light tem judocas,

    karatecas, nadadores, velejadores, maratonistas, jogadores de ru-

    gby, futebol, volei, ciclistas, remadores etc.

    IMAGEM

    A prtica de esportes sempre ser um instrumento de formao

    individual e de socializao do cidado, uma ferramenta para a

    educao de crianas e jovens. Desenvolve disciplina, dedicao,

    persistncia, respeito, alegria, meritocracia e solidariedade: valo-

    res defendidos pela Light. importante para a Light manter cada

    vez mais sua imagem associada educao, qualidade de vida sau-

    dvel e sustentatibilidade.

    Soma-se a isso, o fato de os grandes eventos promoverem a cida-

    de, movimentarem a economia, permitindo um aumento cada vez

    maior na presena de turistas. E, ao contribuir com a promoo e

    desenvolvimento dos municpios da nossa rea de concesso e da

    promoo da imagem do Rio de Janeiro, a Light investe indireta-

    mente no seu maior negcio: distribuir energia.

    OUTROS ESPORTESA Light est atenta aos proje-tos que colaborem com a me-lhoria da qualidade de vida da populao e promovam a cida-dania. Assim como o Triathtlon, o apoio a outras modalidades no est descartado, desde que esteja de acordo com a nossa estratgia e nossa poltica de patrocnios. Estudamos meca-nismos para estar ainda mais presente nas comunidades pa-cificadas tambm por meio de patrocnios esportivos e cultu-rais. Comunidades que podem se tornar um banco de talentos

    para o esporte brasileiro.

    EM R

    EVIS

    TA

    NATAO CICLISMO CORRIDA

  • 6 www.triathlonemrevista.com.br6 www.triathlonemrevista.com.br

    EU SOU

    DBORA MACEDOO INCIO

    Engenheira, 36 anos, sempre adorei esporte. J pratiquei vrios ao longo da vida, es-

    pecialmente natao e atletismo. Casei-me, fui me aos 18 anos e parei de praticar es-

    portes. Voltei aos 26 anos, quando minha vida j estava mais organizada. Aos 29 entrei

    para a equipe de corrida da Embratel, onde trebalho. Comecei a gostar das corridas e

    me destacar no grupo. Aos 34 anos tive uma fratura por estresse no tornozelo depois

    de exagerar nos treinos (cheguei a correr 75km por semana sem orientao de tcnico

    e por puro vcio). Resolvi voltar a nadar e conversando com um colega de empresa que

    praticava triathlon decidi comprar uma bike. Comprei uma humilde Caloi Strada, que

    me serve muito bem at hoje e entrei de cabea no mundo do triathlon. Filiei-me

    FTERJ e resolvi fazer todas as provas estaduais.

    TREINOS, TRABALHO E LAZER

    Como s fao provas curtas (no mximo a distncia olmpica), no to complicado

    conciliar os treinos com as demais atividades. Treino antes e depois do trabalho e na

    hora do almoo. s segundas, quartas e sextas eu corro das 7 s 8h num quarteiro

    perto de casa, fao musculao de 12 s 13h na academia dentro da Embratel, e nado

    de 20h s 21h na academia Physical, perto da minha casa. Nas teras e quintas, treino

    ciclismo no rolo das 6h30 s 8h, em casa. Aos sbados e domingos, os treinos variam

    dentre ciclismo na estrada, natao no mar e corrida na areia, conforme a planilha

    passada pelo tcnico Nenm, que atualmente est me assessorando. Quanto ao lazer,

    os treinos por si s j funcionam como lazer, mas costumo ir toda semana ao cinema.

    COMPETIES

    Minha vontade participar de todas as provas para as quais eu esteja fisicamente apta,

    atualmente significaria todos os aquathlons, duathlons e triathlons at a distncia

    olmpica. Porm, tenho como limitao o investimento em cada prova: despesas com

    inscrio, passagem e hospedagem.

    ESSA MARCOU

    O primeiro triathlon olmpico de que participei, em 20/06/10. Na poca, no tinha

    nenhum tcnico me assessorando e o meu autotreinamento no foi suficiente. Fui a l-

    tima colocada e terminei bastante quebrada. Porm, senti-me vitoriosa por concluir a

    prova. O objetivo treinar e participar de provas por prazer, buscando bons resultados,

    porm sem neurose em ter alta performance. J passei da idade de ser atleta olmpica,

    portanto quero apenas me superar. Minha cobrana ganhar de mim mesma, melho-

    rando minhas marcas a cada prova.

  • 8 www.triathlonemrevista.com.br

    PEDAL SEGURONuma escala de 0-10, a segurana est en-

    quadrada com ndice 10. No h cartilhas

    ou regras perfeitas para se sentir 100%

    seguro. Simplesmente porque mui-

    tos acidentes no so provocados

    por ciclistas. Muitas variveis no

    podem ser controladas por quem

    est no pedal: motoristas bbados ou

    dormindo ao volante e pedestre atra-

    vessando a rua sem prestar ateno,

    etc. Poderamos, facilmente, citar 100

    exemplos e deixar todos de cabelo em

    p. O propsito criar uma reflexo.

    O que pode ser feito de fato para mini-

    mizar erros est intimamente ligado ao

    ciclista.

    Pedalar acompanhado um excelente co-

    meo. No ouvir msica ao pedalar tam-

    bm. Ter uma viso e audio aguados

    tambm previnem acidentes. Imagine-se

    pedalando na estrada com um calor de

    40; distncia de 100km; intensidade mo-

    derada; gua quente na garrafa; humida-

    de alta; e cansao por uma semana de trei-

    no. Sabe quantas variveis podem estar

    contra voc? Falta de reflexo, diminuio

    da coordenao motora e desempenho,

    raciocnio lento, falta de concentrao,

    hipoglicemia. No ciclismo, um segundo

    pode valer uma vida.

    A grande maioria que pedala na estrada

    necessita estar atenta alimentao,

    hidratao, ao condicionamento fsico,

    s altas temperaturas e outros fatores.

    O atleta nesse ambiente exaustivo pode

    sofrer severas alteraes momentneas

    (musculares e cognitivas). A primeira pode

    no causar um desastre, mas a segunda

    alterao pode.

    por Marcelo Nissenbaum e Walter Tuche

    Seja pontual! Chegue 5

    a 10 min. antes do incio

    do treino e tenha tempo para

    ouvir as instrues e se prepa-

    rar adequadamente.

    No fale de forma rsp-

    ida com o companheiro

    de peloto.Respeite o SER

    HU-

    MANO ao seu lado e

    zele pela sua segurana

    e dos outros.

    D preferncia s cami-

    sas de nossa equipe nos

    treinos.Use luz de alerta na

    bicicleta (vermelha na

    traseira, branca na dianteira).

    Pedale de culos, luvas,

    capacete (sem este

    no saia de casa) e vesturio

    adequado (camisas largas no

    devem ser utilizadas).

    0203

    0809

    Preste ateno nos tra-

    jetos que voc pedala e

    memorize os buracos ou alter-

    aes na pista.

    Pedale olhando para a

    frente e para as lat-

    erais.Esteja atento

    s leis do trnsito.

    No freie desnecessria

    nem bruscamente

    no meio do peloto.No troque de

    faixa

    de rolamento sem avisar

    e tampouco sem olhar. Lembre

    que com voc estaro vrias

    pessoas.

    Em ultrapassagens a nibus

    e carros, esteja atento pois

    voc nunca estar sozinho e mui-

    tas vezes haver bicicletas atrs

    de voc por mais de 40 metros.

    1415

    2021

    Pedale no grupo onde

    sua capacidade fsica

    o permita andar com certo

    conforto.

    Se voc nunca andou em

    grupos grandes, no de uma de

    valente nos primeiros dias se metendo

    na frente do peloto, mesmo sendo um

    ciclista experiente.

    No falte aos treinos! A

    maioria das pessoas no

    falta, e no seu retorno, voc

    ficar para trs.

    No fique bravo se

    tomar uma bronca, pode

    ter certeza que ela serve pra

    todos Tenha exata no

    o

    da sua capacidade

    fsica.

    Pedale em fila de 2 pes-

    soas.

    2627

    3233

    07

    13

    19

    25

    31

    01

  • TRIATHLON EM REVISTA maro.2011

    21 8143.5020www.waltertuche.com.br

    Prepare seu mate-

    rial cuidadosamente na

    vspera de cada sesso de

    treinos.

    No fale de forma rsp-

    ida com o companheiro

    de peloto.

    Calibre os pneus de sua

    bicicleta diariamente

    (tenha uma bomba de p em

    casa). Isso evitar furos e

    acidentes.

    D preferncia s cami-

    sas de nossa equipe nos

    treinos.

    IPOD NO PODE!

    A audio um sen-

    tido muito importante para o

    ciclista. O uso do mesmo pe em

    RISCO todo o grupo.

    No converse durante o

    treino, se o fizer, fale

    BAIXO.Faa manuteno

    peridica de sua bici-

    cleta.10

    1112

    Pedale defensivamente:

    mantenha-se a cerca

    de 1 metro da bicicleta sua

    frente.

    Pedale olhando para a

    frente e para as lat-

    erais.

    ESCUTE TODA E

    QUALQUER ORIEN-

    TAO DOS PROFESSORES

    .

    OBEDEA - LHES!!!

    No freie desnecessria

    nem bruscamente

    no meio do peloto.

    No seja afobado

    para no perderuma

    roda, voc poder

    DERRUBAR O GRUPO.

    Antecipe-se a uma situ-

    ao de risco

    com sua viso perifrica.

    Tenha cuidado

    sempre, acidentes

    acontecem em baixa

    velocidade tambm.

    1617

    2223

    24

    GUARDE SEU EGO

    NO BOLSO.Se voc nunca andou em

    grupos grandes, no de uma de

    valente nos primeiros dias se metendo

    na frente do peloto, mesmo sendo um

    ciclista experiente.

    Olhe a tarefa que est

    No fique bravo se

    tomar uma bronca, pode

    ter certeza que ela serve pra

    todos

    2829

    Leve seu material

    para reparo:

    cmera reserva, esptula,

    bomba ou cilindro de co

    2

    e saiba como utiliz-los.04

    0506

    Voc s estar na

    frente do peloto se for

    escalado por um dos profis-

    sionais.

    18

    Pelo simples fato de

    voc no estar na

    frente do grupo ou num grupo

    por hora mais forte, no quer

    dizer que voc fraco.

    30

  • 10 www.triathlonemrevista.com.br

    do Rio de Janeiro abre as portas para

    os interessados em conhecer e pra-

    ticar as modalidades de Ciclismo de

    Pista. As clnicas so pr-requisito para treinar no veldromo e ocorrem aos sbados, das 14h s 17h.

    A procura tem sido relativamente boa. Acredito que daqui em diante aumente ainda mais, at pela

    divulgao boca-a-boca que ser feita pelos participantes, diz Antnio Mrcio, diretor de Veldromo

    da Federao de Ciclismo (FECIERJ) e instrutor da clnica junto com lvaro da Costa Ferreira Jnior.

    Ter disposio um local adequado e de alto nvel para treinamento, segundo Antnio Mrcio, faz

    com que os atletas se transformem quando entram na pista. Me chama a ateno a reao de cada

    um quando comea a pedalar na pista. No incio existe um misto de medo e admirao quanto pista

    e s bikes de pinho fixo, sem freio e marcha, mas depois que comeam a pedalar, entram em xtase

    e no querem parar.

    As clnicas, limitadas a 20 participantes por sesso, so supervisionadas pela FECIERJ e contam com

    a participao do mecnico Erlon Otvio M. Soares (Tavinho). H bicicletas disponveis no local e o

    interessado dever levar seus equipamentos de uso pessoal (uniforme, sapatilha, luvas e capacete). As

    inscries podem ser feitas pelo site WWW.BIKEBROS.COM.BR. Mais informaes pelo telefone da

    prpria FECIERJ: (21) 2620-6566.

    Quando pensamos em velocida-

    de no ciclismo, imediatamente

    pensamos em provas de pista

    (veldromo). Velocistas so prin-

    cipalmente preocupados com o

    desenvolvimento do seu sistema

    ATP-CP. Para conseguirem isso, o

    treinamento dever conter esforos curtos mas muito intensos, normalmente com cerca de 10 segun-

    dos de durao. importante descansar o suficiente entre os esforos. Se o esforo muito intenso,

    como o de uma volta rpida, poder descansar por 10 minutos antes de fazer outro. Se o esforo rela-

    tivamente curto, como um tiro de 100 metros, ento o perodo de descanso pode ser de 2 a 3 minutos.

    O treinamento contrarresistncia (musculao) til para velocistas, o que significa treinamento pe-

    sado para os membros inferiores. Segundo Paul Rogers, responsvel pelo treinamento fsico da Equipe

    Nacional Australiana, um treino de musculao tpico teria um pequeno aquecimento aerbico, leg-

    -press unilateral pesado, fortalecimento para as costas e abdmen, alm de um trabalho para a regio

    da cintura escapular e trabalho aerbico de volta a calma bem leve. O agachamento pode substituir o

    leg-press uma vez por semana sendo feito 2 ou 3 vezes por semana. O trabalho da parte superior do

    corpo alternado para que exercite toda essa parte uma vez por semana. Treinos especficos, intensos

    e de curta durao na bicicleta podem ser realizados 2 ou 3 vezes por semana. Voc tambm pode fa-

    zer musculao e sprints no mesmo dia. A musculao a melhor maneira de desenvolver a fora, mas

    tambm deve-se gastar tempo na bike fazendo um trabalho intenso para maximizar a transferncia de fora ganha na musculao.

    Trabalhos longos na estrada no so recomendados, pois iro gastar energia sem fazer voc ficar mais rpido. Lembre-se, se voc

    quer ser um velocista, principalmente no veldromo, precisa treinar como um velocista. No toa que o melhor sprinter da atuali-

    dade no peloto Pro-Tour, Mark Cavendish, comeou sua carreira de ciclista na pista. BONS TREINOS!

    Antonio Marcio Domingues Ferreira. Profissional de Educao Fsica Tcnico de Ciclismo de Pista Nvel 1 pela Confederao Brasileira

    de Ciclismo. Diretor de Veldromo Federao de Ciclismo do Estado do Rio de Janeiro. CREF 000157-G/RJ www.bestfit.com.br

    TREINAMENTODE VELOCIDADE

    VELDROMO

    O VELDROMO

  • 12 www.triathlonemrevista.com.br

    primeira vista o sotaque no deixa dvidas: atual tricampeo estadual

    de triathlon do Rio um mineiro. Mas o prprio Marcos Hallack j vai logo

    adiantando: Sou carioca, nasci no Rio mas mudei-me para Juiz de Fora ain-

    da muito pequeno. E de l que Hallack promete trazer uma galera para,

    junto com ele, fazer bonito no Campeonato Estadual de Triathlon, que

    comea em 20 de maro. Liderada por este carioca com sotaque mineiro

    a Sade Performance promete brilhar no campeonato que tem distncia

    olmpica e ser disputado na cidade que em 2016 vai receber os melhores

    do mundo. Mas quem Marcos Hallack?

    A CARREIRA

    Aos 30 anos, Marcos Hallack j competiu em vrios pases. Entre 2003 e

    2004 foi classificado entre os 15 melhores triatletas do pas. Ano passado foi

    o 3 colocado no Brasileiro de Longa Distncia. o atual tricampeo esta-

    dual de Triathlon Olmpico e est entre os 35 melhores no ranking mundial

    de Duathlon.

    PROVAS MARCANTES

    Alguns eventos foram especiais e esto guardados na minha memria. Em

    2000 venci o Sulamericano entre os amadores em Mar del Plata. Largar em

    um Mundial tambm sempre bacana, especialmente quando se tem a

    honra de largar na Elite. Vivi essa emoo em 2005 na Dinamarca, 2009 nos

    EUA e 2010 na Alemanha. O Ironman tambm sempre especial!

    O INCIO

    Em 1993 um primo apareceu nas comemoraes de Ano Novo com o VHS

    MARCOS

    HALLACK

    Marcos Hallackabriu uma srie deentrevistas da novaTRIATHLON TV

  • TRIATHLON EM REVISTA maro.2011

    Pratico triathlon desde 1994. Acredito que persis-tncia e paixo me fizeram chegar at aqui. No me considero um atleta de talento e sim algum que nunca parou simplesmente porque gosta muito do que faz.

    do Ironman do Hava. Na poca adorava basquete e participava de provas de corrida de rua em Juiz de

    Fora. Assisti aquilo e fiquei doido. Em 1994 meu primo me chamou para participar de uma prova em

    Santos. Me matriculei em uma aula de natao, treinei por dois meses e fui. Corri com uma MTB que

    ele me emprestou e nadei toda a prova de peito apavorado com o mar. Terminei o short triathlon em

    1h35min. Nunca mais parei!

    DEDICAO

    A poca em que mais me dediquei ao esporte foi quando morei em Niteri. Partcipava de provas in-

    ternacionais e me mudei para l para ficar perto do mestre Nenm (Carlos Eugnio Ferraro). Cheguei a

    fazer 15 treinos por semana. Treinava com Ezequiel Morales, Roberto Tadao, Mamelo e outros, foi um

    perodo muito especial.

    FAMLIA E ESPORTE

    Hoje sou 100% envolvido com esporte, treino um grupo grande

    de corredores e triatletas, dos iniciantes aos avanados. Tenho um

    bom patrocnio, (MIZUNO) que me garante a possibilidade de par-

    ticipar de bons eventos. O trabalho exige muito e treino menos do

    que gostaria. Minha prioridade a Sade Performance. Emprego

    cinco profissionais que dependem de nosso trabalho para viver, as-

    sim como eu. Minha famlia entende e apia. A chegada do Davi

    foi realmente um marco. Certamente ele parte fundamental na

    minha motivao para vencer um dia aps o outro!

    A EXPECTATIVA

    Acredito em bons resultados da equipe nesta primeira etapa. Es-

    pero por em prtica o que treinei. No me preocupo tanto com re-

    sultado, gosto de focar na minha performance, vou para fazer meu

    melhor. Tenho chance de vencer se estiver em um bom dia e tudo

    der certo. Mas no h prova ganha antes da chegada.

    Bons atletas querem vencer e a briga vai ser boa. A equipe vem forte tambm no Short com o Pablo

    Casadio, que em 2010 foi o 3 geral no Campeonato. Diogo Fiochi tambm promete bons resultados.

    Em 2010 ele s correu a ltima etapa. Foi o segundo triathlon de sua vida e ele chegou em 5 no geral.

    No Olmpico, Marcius Itaborahy vem forte novamente. Ele foi campeo em sua faixa etria em 2010

    e est motivado. Alm desses teremos outros atletas que podem se destacar nas categorias, a fora

    de cada um ir nos ajudar tambm na disputa por equipe. Em 2011 a Sade Performance vai entrar

    na disputa em todas as modalidades do campeonato: Triathlon Olmpico, Short Triathlon, Duathlon e

    Aquathlon.

  • De Araruama, na Regio dos Lagos, Karen Krichan vem buscar o bi-

    campeonato estadual. A triatleta de 29 anos treina forte para no de-

    cepcionar em sua terceira temporada nas provas da FTERJ. Treino

    todos os dias, duas vezes por dia, s vezes trs com intervalo de duas

    horas de um treino para outro. Por semana so 20 km de natao, 5

    horas de bike, 30 km de corrida. Compenso com a musculao, avisa

    Karen, que ganhou a primeira etapa do Estadual de Aquathlon.

    Apaixonada por esportes, Karen comeou sua trajetria no triathlon

    pela natao, por onde acabou chegando ao aquathlon. J disputou

    diversas provas de maratonas aquticas, entre elas o FestVero, um

    Brasileiro na Urca, um Mundial no Mxico. A entrada no triathlon

    foi uma conseqncia do aquathlon. Me adaptei rapidamente e j par-

    ticipei de duas etapas do Brasileiro, conta Karen, que com apoio da

    Prefeitura de Araruama, da Stetic e da Fac-Unilagos, tambm conquis-

    tou o vicecampeonato brasileiro de aquathlon. Para essa temporada,

    minhas expectativas so as melhores possveis. Treino forte pra obter

    bons resultados. Tanto nos estaduais, como no brasileiro ou no mundial

    na minha categoria, completa Karen. Para conhecer um pouco mais a

    atleta acesse http://karenkrichana.blogspot.com

    Ns vamos invadir sua praia, hit do gru-

    po Ultraje a Rigor, sucesso na dcada de

    80 promete ser mesmo a trilha da primei-

    ra etapa do Estadual de Triathlon. Quem

    manda o recado Schubert Abreu, presi-

    dente da Associao Triathlon Master de

    MG: Existe um grande ditado que diz que se Minas no tem mar, va-

    mos pro bar. Neste caso 15 triatletas decidiram mudar a rota e ir para

    a Praia do Flamengo disputar o Estadual de Triathlon. Os destaques

    so os atletas da Triplex Team (Triathlon Experts Team): Bruna Vascon-

    cellos, Luiz Felipe Vilela, Rafael Arajo e Tlio Mendes iro fazer sua

    primeira prova de Triathlon. Bruna Vasconcellos um bom exemplo de

    que os corredores de rua procuram novos desafios e acabam migran-

    do para o Triathlon: Comecei a correr h quatro anos. Desde ento

    tive a oportunidade de participar de vrias competies de corridas de

    rua, desde provas de 5km at uma maratona. Com o passar do tempo

    comecei a ficar saturada de tantas corridas de rua. Em 2010 conheci o

    Schubert e vrios outros triatletas. H apenas trs meses treino ciclis-

    mo e posso dizer estou amando essa nova realidade.

    Minha meta completar bem meu primeiro short triathlon. No estou

    preocupada com tempo, mas em finalizar bem a prova.

    UAI

    KAREN

    ESTADUAL DE

    TRIATHLON

  • Os anos passam mas nosso Triathlon fica.

    As geraes se sucedem, os herdeiros vo chegando, a familia vai

    crescendo e... sempre cabe mais um ! Nada mais justo, portanto,

    que recebamos estas novas geraes no ambiente que mais gos-

    tamos: o Triathlon.

    No vamos mudar nosso foco, queremos melhorar cada vez mais

    as nossas provas, mas achamos importante a presena daqueles

    que mais torcem por nossos atletas: sua famlia.

    TRIMINIpor Jlio Alfaya - Presidente da Federao de Triathlon do RJ

    www.trimini.com.br

    Pensando nisso e vendo essa galerinha chegando de mansinho nas nossas provas, tomamos a inicia-tiva de criar um espao para receb-las, e que ba-tizamos de Espao TriMi-ni.

    Julio Alfaya - Presidente da Federao de Triathlon do RJ

  • 16 www.triathlonemrevista.com.br

    NA

    SPIS

    TAS

    PAR

    AV

    OA

    RM

    USC

    ULA

    O

    Existe um grande consenso na literatura e no meio esportivo de que atletas ou praticantes de

    atividades fsicas regulares devem dedicar grande parte de seu treinamento usando a ativida-

    de esportiva que praticam. Isto quer dizer, se um indivduo nadador, ele deve treinar nadan-

    do! Vrias adaptaes especficas ocorrem no corpo do indivduo quando este realiza os movi-

    mentos caractersticos de um determinado esporte. Desde adaptaes relacionadas ao gestual

    esportivo, at alteraes fisiolgicas que ocorrem de acordo com as demandas do exerccio. No entan-

    to, outras atividades podem dar suporte para melhorar o desempenho destes praticantes. Neste cen-

    rio, a musculao vem sendo muito utilizada como parte da rotina de treino em diversas modalidades.

    A musculao conhecida por aumentar o tamanho das fibras musculares e por promover ajustes que so

    opostos queles gerados pelo treino aerbio. Por isto, muitos atletas como corredores ou ciclistas de longas

    distncias, por exemplo, optam por no fazer musculao, com receio de que isto prejudique seus resultados.

    Puro mito! Fortes evidncias na literatura mostram que a incorporao deste tipo de treino a uma rotina pr-

    -existente de corrida ou ciclismo, no exerce qualquer efeito negativo sobre o desempenho aerbio. Ao contr-

    rio disto, alguns protocolos trazem benefcios para estes atletas. Mas como

    isto acontece?

    Na edio 2 da Triathlon em Revista, Marcia Ferreira ressaltou a importncia

    de variveis como a economia de corrida e o VO2 mximo para corredores.

    Alguns estudos mostram que em indivduos destreinados, um programa de

    musculao na forma de circuito pode aumentar o VO2 mximo. Circuitos

    duram em torno de 30 minutos por sesso com um pequeno intervalo de

    recuperao entre as passagens pelas estaes, e podem ser uma boa es-

    tratgia para iniciar um trabalho de condicionamento. Porm, em atletas ou

    sujeitos treinados, a musculao parece no ter impacto sobre o VO2 mxi-

    mo. Ento, como ela pode ajudar?

    Quando iniciamos um programa de musculao, alm das adaptaes mus-

    culares, todo o sistema nervoso responsvel pelo controle destes msculos

    tambm precisa se adaptar. E isto que parece contribuir para a melhora do

    desempenho em corredores. Um estudo mostrou que quando corredores

    de longa distncia foram submetidos a um treino de exploso na muscu-

    lao, estes aumentaram sua potncia muscular e diminuram seu tempo

    de corrida. Estes resultados foram atribudos adaptao neuromuscular

    gerada pelo treino de exploso que mostrou influenciar positivamente a

    economia de corrida.

    As evidncias mostram que a musculao pode melhorar o desempenho

    de corredores. Porm, se seu objetivo principal for ganhar fora e voc

    um apaixonado por treino aerbio, tome cuidado, pois o

    contrrio no verdadeiro.

    Marcelo LealLicenciado em Educao Fsica - UFESMestrado em Cincias (Gentica do exerccio) - USP

  • Sol a pino e aqueles loucos ali, pedalando. Esta deve ter sido a

    reao de quem passava pelo Posto 6 de Copacabana no dia 20 de

    fevereiro. Naquele dia, coordenada pelos treinadores Bernardo

    Tillmann e Suyanne Loureno, a Tribus Adventure organizou um

    supersimulado para seus atletas inscritos no Ironman Brasil 2011.

    Foram 2.000m de natao (4 voltas de 500m), uma hora e meia de

    pedal no rolo e 15km de corrida (3 voltas de 5km). Com este for-

    mato, os atletas se cruzaram vrias vezes independente do ritmo

    de cada um. Alm de chamar a ateno dos curiosos, o simula-

    do, com este formato, serviu para que os atletas incentivassem

    SOL A PINO

  • TRIATHLON EM REVISTA maro.2011

    uns aos outros, unindo ainda mais a equipe na preparao para

    este grande desafio, que o Ironman Brasil, disse Bernardo

    Tillmann.

    Aps o simulado, atletas e treinadores foram recebidos por

    Gustavo Slaib na 3Shop para um caf da manh.

    O prximo Simulado est marcado para abril e ser aberto para

    outros interessados. Para os que estaro no Ironman uma ti-

    ma oportunidade para testar equipamentos e melhorar o con-

    dicionamento fsico.

  • 20 www.triathlonemrevista.com.br

  • 22 www.triathlonemrevista.com.br

    Fiel sua misso de fortalecer e massificar o triathlon, a natao, o cliclismo e a corrida, a Triathlon em Re-vista promoveu no fim de janeiro no Mar Palace uma reunio de trabalho entre o Secretrio de Esportes do Rio de Janeiro, Romrio Galvo, e as Federaes de Triathlon (FTERJ) e de Ciclismo (FECIERJ).

    Na oportunidade as duas federaes, representadas respectivamente por Jlio Alfaya e Arthur Castro, en-tregaram ao secretrio seus calendrios de competi-es e eventos para o ano de 2011. As duas federaes aproveitaram a oportunidade para solicitar Secreta-

    DIRETO DA REDAOria de Esportes e Lazer (SMEL) a oficializao de algu-mas reas para treinamento de ciclismo, como o aut-dromo de Jacarepagu e o elevado da Perimetral.

    a primeira vez que um secretrio de esportes vem ao nosso encontro. Isso mostra a inteno da prefeitura e a boa vontade do poder pblico em prestigiar os calen-drios das federaes de triathlon e de ciclismo do Rio de Janeiro. Afinal estamos sempre sujeitos disponibi-lidade de datas por conta dos grandes eventos de corri-da no Aterro. A maioria deles puramente promocionais , disse Jlio Alfaya, presidente da FTERJ.

  • Invernocoleo2011

    soulier.com.brBarrashopping . Copacabana . Centro: Assemblia . Quitanda

    Ipanema: Visc. de Piraj .Vincius de Moraes 121-APlaza Shopping Niteri . Shopping Tijuca . So Paulo . Goinia

    C

    M

    Y

    CM

    MY

    CY

    CMY

    K

    AnuncioTRIATLON01.pdf 1 02/03/2011 17:22:42