UNIVERSIDADE POTIGUAR – UNP PRÓ-REITORIA DE ?· universidade potiguar – unp prÓ-reitoria de pesquisa…

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    30-Nov-2018

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<ul><li><p>UNIVERSIDADE POTIGUAR UNP PR-REITORIA DE PESQUISA E PS-GRADUAO </p><p>CURSO DE PSICOLOGIA </p><p>JOANA DARQUE UMBELINO MENDES </p><p>ATUAO DO PSICLOGO NA COMUNIDADE DA FRICA NATAL/RN </p><p>NATAL 2007 </p></li><li><p> JOANA DARQUE UMBELINO MENDES ATUAO DO PSICLOGO NA COMUNIDADE DA </p><p>FRICA NATAL/RN 2007 </p></li><li><p>JOANA DARQUE UMBELINO MENDES </p><p>ATUAO DO PSICLOGO NA COMUNIDADE DA FRICA NATAL/RN </p><p>Monografia apresentada a Universidade Potiguar-UnP, como requisito avaliativo de aprendizagem da disciplina Trabalho de Concluso do Curso. ORIENTADOR: Profa. Msc. Candida Maria Bezerra Dantas </p><p>NATAL </p><p>2007 </p></li><li><p>JOANA DARQUE UMBELINO. MENDES </p><p>ATUAO DO PSICLOGO NA COMUNIDADE DA FRICA- </p><p>Monografia apresentada Universidade Potiguar - UnP, como requisito avaliativo da disciplina Trabalho de Concluso de Curso, sob orientao da professora Cndida Maria Bezerra Dantas. </p><p>Aprovada em de novembro de 2006. </p><p>BANCA EXAMINADORA </p><p>_______________________________________________________ </p><p>Profa. Ms Candida Maria Bezerra Dantas </p><p>UnP (Orientadora) </p><p>_______________________________________________________ </p><p>Prof.MsJader Ferreira Leite </p><p> UnP (Leitor) </p><p>_______________________________________________________ </p><p>Rachel de Medeiros Manso </p><p>Psicloga do PAIF </p></li><li><p>HOMENAGENS ADMINISTRATIVAS </p><p>Chanceler </p><p>Prof. Paulo Vasconcelos de Paula </p><p>Reitor </p><p>Prof.Manuel Pereira dos Santos </p><p>Vice-Reitor </p><p>Prof. Mizael Arajo Barreto </p><p>Pr-Reitora de Graduao </p><p>Profa. Smela Soraya de Oliveira </p><p>Diretora do Curso de Psicologia </p><p>Profa. Roberta Barzaghai </p></li><li><p>DEDICATRIA </p><p> Ao meu esposo e filhos, s minhas adorveis </p><p>netinhas, aos meus pais in memorian, aos meus </p><p>irmos, genro e nora, aos amigos de todas as horas, </p><p> minha orientadora e, em especial, Comunidade </p><p>da frica, e a todos queles que contriburam com </p><p>apoio e carinho na realizao deste trabalho. </p></li><li><p>AGRADECIMENTOS </p><p>Agradeo primeiramente a DEUS pela vida, pela coragem e determinao no decorrer </p><p>desta pesquisa, ajudando-me a eliminar barreiras e dificuldades. </p><p>Em especial, ao meu esposo Nilton Mendes pelo apoio incondicional, incentivando-me </p><p>nos momentos mais difceis e, sobretudo, pela pacincia e tolerncia das horas ausentes. </p><p>Aos meus filhos, razo maior desta conquista, por terem contribudo com o seu afeto e </p><p>compreenso, instigando-me para que eu chegasse ao trmino deste trabalho. </p><p>A minha amiga Ana Valeska .pela amizade, apoio e incentivo e, sobretudo, pela troca </p><p>de experincias e conhecimentos. </p><p>In memorian, aos meus pais Francisco Umbelino (Pindoba) e Maria Estela..pela vida, </p><p>pelo amor, pela lio de vida. </p><p>A minha terapeuta Margit Alverga pelas mudanas que trouxe minha vida. </p><p> minha orientadora, Cndida Maria Bezerra Dantas, pelo incansvel apoio e </p><p>orientaes precisas no decorrer desta pesquisa. </p><p>Ao professor Jader Ferreira Leite pela capacidade de despertar em seus alunos a </p><p>sensibilidade, tornando-os capazes de perceber o sujeito em sua individualidade. </p><p>Aos professores pelo incentivo e orientaes dispensadas nos momentos certos, ao </p><p>longo do Curso </p><p>Aos meus amigos, que, de algum modo, contriburam para a concluso deste trabalho. </p><p> direo e funcionrios do Curso de Psicologia pelo apoio recebido. </p><p> minha querida amiga do Curso Andria Palito pela amizade, apoio e </p><p>companheirismo. </p></li><li><p>RESUMO </p><p>O presente trabalho se constitui uma reflexo sobre a atuao do psiclogo na </p><p>Comunidade da frica, Natal/RN. Para tal proposta, foram realizadas entrevistas </p><p>semidirigidas com o psiclogo da Universidade do PAIF (Programa de Assistncia Integral a </p><p>Famlia), alm da observao e da fundamentao terica que nos deu suporte para tal prtica. </p><p>Os instrumentos de coleta e a anlise dos dados coletados nos possibilitaram compreender que </p><p>a atuao do psiclogo nesses espaos requer uma postura voltada para as reais necessidades </p><p>do contexto inserido, levando em considerao os diversos fatores que podem influenciar a </p><p>vida em comunidade. </p><p>Palavras chave: Atuao do psiclogo em comunidade, Psicologia Comunitria, e </p><p>Psicologia Social. </p></li><li><p>ABSTRACT </p><p>The present work constitutes a reflection on the performance of the psychologist in the </p><p>community of Africa, Natal/RN. For such proposal partially directed interviews with the </p><p>psychologist of the Basic unit of Africa had been carried out, as well as two psychologists of </p><p>the PAIF (Program of Integral Assistance to Family).There were also used techniques of </p><p>observation, based on theoretical foundations, which gave us the support to proceed with the </p><p>practice. The instruments of collection and analysis of data enabled us to understand that the </p><p>performance of the psychologist in these areas must take into account not only the real </p><p>necessities of the context, but also the different factors that can influence life in community. </p><p>Keywords: Performance of the psychologist in a community, communitarian psychology, </p><p>social psychology. </p></li><li><p>SUMRIO </p><p>1 INTRODUO.................................................................................................................. 09 </p><p>2 FUNDAMENTAO TERICA..................................................................................... 10 </p><p>2.1 O CONTEXTO DE SURGIMENTO DA PSICOLOGIA COMUNITRIA...................... 10 </p><p>2.2 AMERICA LATINA............................................................................................................ 11 </p><p>2.3 CONTEXTO SOCIAL BRASILEIRO................................................................................. 12 </p><p>2.4 A PSICOLOGIA COMUNITRIA NO BRASIL............................................................... 16 </p><p>3 PROCEDIMENTO METADOLGICO......................................................................... 24 </p><p>3.1 CARACTERIZAO DO CAMPO DE PESQUISA E PBLICO ALVO........................ 24 </p><p>4 ANLISE DOS DADOS.................................................................................................... 25 </p><p>5 CONSIDERAES FINAIS............................................................................................. 30 </p><p> REFERNCIAS................................................................................................................. 31 </p><p> ANEXOS............................................................................................................................. 32 </p></li><li><p>1 INTRODUO </p><p>A insero do psiclogo em comunidades se deu mais na dcada de 1960 e 1970. Foi </p><p>nesse cenrio histrico, que a emergncia de atuao em Psicologia Comunitria se fez </p><p>necessria diante das circunstncias da poca. Circunstncias essas de natureza poltica, </p><p>econmica, social e cultural que possibilitaram um olhar para esse campo. Esse novo espao </p><p>da Psicologia se constitui uma tentativa no sentido de responder preocupao em se colocar </p><p>a sade mental em uma perspectiva preventiva e inerente a vida social. nesse contexto que o </p><p>trabalho aqui apresentado discute a atuao do psiclogo na Comunidade da frica, os seus </p><p>desafios, limites e questionamentos. </p><p>Para o desenvolvimento desta proposta de pesquisa, utilizamos, para coleta de dados, a </p><p>observao, entrevistas semidirigidas e reviso bibliogrfica que nos possibilitou, ao longo do </p><p>trabalho, um suporte terico. </p><p>Foi conhecendo a atuao do psiclogo nesses espaos que pudemos perceber a </p><p>importncia de sua atuao para a sociedade. Esse campo tem se mostrado, cada vez mais, </p><p>reconhecido, comprometido e procurado nas esferas sociais. O lugar de atuao do </p><p>psiclogo comunitrio abstrato, no sentido de que qualquer lugar se configura como espao </p><p>para acolhimento e escuta; seja por meio do atendimento individual, visita domiciliar, grupos </p><p>teraputicos, entre outras atividades, portanto, o que importa no trabalho do psiclogo </p><p>comunitrio a postura contextualizada para o espao de atuao, no priorizando um </p><p>ambiente especfico. Isso fazer social, fazer comunitrio. </p></li><li><p>2 FUNDAMENTAO TERICA </p><p>2.1 O COTEXTO DO SURGIMENTO DA PSICOLOGIA COMUNITRIA </p><p> necessrio caracterizar a Psicologia Comunitria diante dos aspectos sociais, </p><p>culturais, econmicos e polticos de determinados espaos histricos, portanto ao se pensar na </p><p>Psicologia Comunitria nos remetemos ao trabalho de Moreno (1908), em Viena, no qual </p><p>improvisam aes dramticas com crianas, realizadas muitas vezes na rua em busca de se </p><p>criarem normas para que uma sociedade infantil fosse respeitada pelos adultos. Essa prtica se </p><p>constitui como as primeiras experincias que se aproximam s idias da Psicologia </p><p>Comunitria. Essas atividades criaram a base para as tcnicas psicodramticas que </p><p>conhecemos hoje (VASCONCELOS, 1985). </p><p>Outra experincia que tambm trouxe reflexes para estudo foi a de Wilhelm Reich </p><p>(1929), que funda centros de higiene sexual, visando o aconselhamento sexual, bem como as </p><p>questes ligadas higiene individual (VASCONCELOS, 1985). </p><p>Em meados do mesmo sculo XIX, como ressalta Vasconcelos (1985), vrios </p><p>movimentos influenciaram o nascimento da psicologia comunitria. Entre eles podemos citar </p><p>a reformulao dos conceitos estabelecidos referentes sade mental e da prpria psiquiatria. </p><p>Esses movimentos visavam uma reestruturao dos modelos vigentes dos hospitais </p><p>psiquitricos. Surgem, ento, grupos de discusso e de atividades com os pacientes e tambm </p><p>espaos entre os profissionais. Essa experincia possibilitou o nascimento de comunidades </p><p>teraputicas que futuramente possibilitariam o surgimento das psicoterapias de grupo. </p><p>interessante ressaltar que essa reformulao no permaneceu apenas dentro dos muros dos </p><p>hospitais psiquitricos, mas se expandiu para a comunidade. </p><p>A psiquiatria comunitria surgiu nos Estados Unidos, em meados do sc. XIX, e foi </p><p>como movimento da psiquiatria democrtica, vanguardeada por Basaglia na Itlia, que ganha </p><p>fora e estruturao. Esse trabalho visava adoo de um modelo de comunidade teraputica </p><p>que permitia um fluxo livre para os pacientes entre seu espao de tratamento e o meio social. </p><p>Foram tambm feitos trabalhos de mobilizao e esclarecimento da populao e dos </p><p>movimentos sociais. Essas experincias se expandiram por diversas cidades do pas. O </p><p>posicionamento revolucionrio de Basaglia foi de encontro ideologia dominante, onde o </p><p>louco era visto como ameaa a sociedade e no qual a prpria psiquiatria acabava </p><p>reproduzindo e mantendo esse pensamento e comportamento acerca da doena mental </p><p>(VASCONCELOS, 1985). </p></li><li><p>Outra influncia importante para o aparecimento da Psicologia Comunitria foi a </p><p>Medicina Comunitria. Mesmo tendo se configurado, para dar assistncia aos pobres que </p><p>no podiam ter acesso medicina sofisticada e cara, na dcada de 1960, essa rea de </p><p>conhecimento possibilitou um olhar para a comunidade, existindo assim uma tentativa de </p><p>atuao para uma populao menos favorecida da sociedade. </p><p>2.2 AMRICA LATINA </p><p>Na Amrica latina, podemos apontar os movimentos de bairros, comunidades </p><p>eclesiais de base, movimentos femininos, dentre outros, como construes possveis de aes </p><p>comunitrias. Esses movimentos se lanaram na tarefa de construir laos e aes </p><p>comunitrias. Nessas experincias, alm das lutas e reivindicaes materiais e polticas, da </p><p>prtica da educao popular, as atividades incluem vrias questes relacionadas sade </p><p>mental. Dessa forma, podemos lembrar as creches comunitrias, atividades de lazer, esporte, </p><p>cultura, etc. Essas iniciativas tm como caracterstica bsica a autonomia, o que possibilitou, </p><p>mais tarde, que o Estado desenvolvesse programas comunitrias (VASCONCELOS, 1985). </p><p>O progressivo assalariamento, o achatamento da renda e a conseqente criao de </p><p>condies para uma politizao crescente dos profissionais de sade e sade mental se </p><p>configuraram como outros processos que contriburam para o aparecimento da Psicologia </p><p>Comunitria. Por outro lado, comearam a surgir s aes e movimentos representativos das </p><p>categorias profissionais, onde aparecem, entre suas reinvidicaes e discusses, temas ligados </p><p>a servios de sade mais racionalizados e adequados s condies de vida da populao. As </p><p>aes desses profissionais, nos espaos acadmicos e nos prprios servios de sade, </p><p>possibilitaram a criao de espaos para algumas experincias inovadoras de grande </p><p>importncia. (VASCONCELOS, 1985). </p><p>A psicologia Comunitria, na Amrica Latina nasceu, segundo Pedro (2002), como </p><p>uma importante reao colonizao das idias liberais presentes na psicologia. As </p><p>preocupaes sociais e a prpria negao de um sujeito individualizante foram questes </p><p>relevantes para a fundao da psicologia comunitria na Amrica Latina, conforme aponta </p><p>Andery (1984 Apud PRADO 2002). Dessa forma, a psicologia comunitria tem sido um </p><p>espao de reflexes sobre a prpria cincia psicolgica e com seus compromissos sociais, </p><p>ticos e polticos. </p></li><li><p>Na PCLA (Psicologia Comunitria na Amrica Latina), a partir do ideal do coletivo, </p><p>a comunidade vista como um conjunto de atividades, discursos e prticas, capaz de criar </p><p>autenticidade identitria (a identidade verdadeiramente humana). possvel o </p><p>desenvolvimento de uma comunidade ou de relao comunitria com incluso, sem </p><p>evidenciar, no ento, que qualquer processo de criao de um consenso implique </p><p>necessariamente num processo de excluso . </p><p>Para Pierson (Apud NASCIUTTI, 1996) as comunidades surgem pelo fato de seus </p><p>indivduos viverem em simbiose, ou seja, viverem juntos num mesmo habitat com suas </p><p>semelhanas e diferenas, e da competio cooperativa em que se empenham. </p><p>No Brasil, segundo Nasciutti (1996) quando se fala em estudos comunitrios, a </p><p>associao imediata que se faz de que se trata comumente de comunidades desfavorecidas, </p><p>carentes, favelas. Essa associao tem alguma razo de ser devido aos trabalhos publicados, </p><p>principalmente nas reas de sociologia e servios sociais, referindo-se a estudos em </p><p>comunidades carentes. Mas preciso saber que trabalhos em comunidade no se restringem </p><p>somente aos espaos acima citados. </p><p>A comunidade ainda, de acordo o autor acima, se caracteriza pela distribuio em </p><p>espaos, de indivduos, instituies e atividades, configurando-se como unidade de vida em </p><p>comunidade social, ao coletiva e de controle social formal. As instituies se colocam como </p><p>espao de mediao entre o que de ordem do social e de ordem do individual, havendo, </p><p>assim, a ntida inter-relao e interdependncia entre instituio e comunidade. </p><p>2.3 CONTEXTO SOCIAL BRASILEIRO </p><p>No Brasil, os problemas de ordem social tm se constitudo em estudos freqentes no </p><p>mbito scio-poltico, a nvel nacional e internacional, levando o governo a adotar polticas </p><p>pblicas com o objetivo de melhor o quadro de pobreza e, conseqentemente, os problemas </p><p>sociais decorrentes da mesma. As instituies de ensino tm importado conhecimentos, </p><p>propondo aos currculos acadmicos a implantao da Psicologia Comunitria. </p><p>Outro fator que vem marcando a implantao da Psicologia Comunitria no Brasil </p><p>so os movimentos populares. Dessa forma, no podemos deixar de apontar o trabalho de </p><p>Paulo Freire na dcada de 1960, conhecido como Educao Popular que visava </p><p>alfabetizao de adultos, como instrumento de conscientizao e responsabilidade cidad </p><p>(LANE, 1996). </p></li><li><p>Diante desses trabalhos educativos e populares, que psiclogos, dentre outros </p><p>profissionais, iniciam uma ocupao nos diversos espaos comunitrios, visando educao </p><p>popular. Na dcada 1970, a atuao do psiclogo no estava restrita a especialidades de </p><p>natureza teric...</p></li></ul>