Vitrine Sul de Minas #17

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    05-Apr-2016

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Serra que pede socorro

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  • Edio n 17Outubro 2014

    SERRA QUE CHORAPEDE SOCORRO

    EDITORIAL DE MODA VERO 2015

    CUTELARIAUMA ARTE MILENAR

    GESTO DEEMPRESASFAMILIARES

    CALENDRIODE EVENTOSDA REGIO

  • 2

  • 4EDITORIAL

    EXPEDIENTEPublisher: Gabriela Real Jornalista Responsvel: Mnica Fernandes - GO 000916JP Edio: Joo CarvalhoProjeto Grfico e diagramao: Agncia RauzeCapa e Diagramao: Felipe MancilhaTiragem: 4.000 exemplaresImpresso: Grfica Novo Mundo

    ANUNCIEcontato@vitrinesuldeminas.com.br(35) 3331.3042A Revista Vitrine uma publicao da empresa Rauze,distribuda gratuitamente na cidade de So Loureno e regio. Todos os direitos reservados. proibida sua reproduo total ou parcial, sem autorizao prvia. As matrias assinadas so de responsabilidade de seus autores. Venda Proibida.

    Chegamos em nossa 17 edio. Foram 2 anos e meio de muito trabalho, mas a recompensa que nos consolidamos no mercado micro regional como uma mdia diferenciada, responsvel e indiscutivelmente como a nica com contedo local, 100% produzida dentro de So Loureno. Nosso foco , e sempre foi, a valorizao das empresas, profissionais e eventos regionais e nesse assunto ficamos experts.

    A constante busca pela excelncia nos leva, nesse momento, a auditar publicamente nossa tiragem. No ramo editorial, quando se trata de distribuio gratuita, algumas mdias impressas divulgam tiragens que no se confirmam na realidade, so as famosas mentiragens, o que impacta diretamente no resultado de quem anuncia.

    A Revista Vitrine possui todas as notas fiscais que comprovam a veracidade de seus 4.000 exemplares por edio (distribudos nas cidades de So Loureno, Caxambu, Baependi, Itanhandu e Passa Quatro) mas, para consolidar ainda mais esse nmero, convidaremos um anunciante por ms a comprov-lo pessoalmente.

    Sobre essa edio, nossa matria de capa traz um assunto de interesse de todos: um apelo populao diante da devastao da Serra da Mantiqueira, que busca solues para sua proteo e conservao.

    Nosso editorial de moda traz peas incrveis pra voc entrar no clima das tendncias e arrasar na estao mais alegre e colorida do ano com a moda jovem da Degrau, e ainda temos arte e cultura em vrios assuntos.

    As j esperadas Colunas Sociais com os melhores momentos do que rolou pela regio e o Calendrio de Eventos para voc ficar por dentro de tudo que est por vir.

    A novidade a sesso Na Mdia, que trar assuntos ligados a cultura nacional. Nosso convidado um dos artistas de maior sucesso atualmente, Alexandre Nero, que alm do Comendador que incendeia a novela das 21h, se destaca como cantor e lana seu primeiro DVD deixando nossa Vitrine ainda mais bonita e interessante.

    Boa Leitura e valorize as empres

    /vitrinesuldeminas

    COLABORADORES

    Renato Politi 20 anos de experincia em Marketing, Comunicaes e Publishing. Possui ampla experincia em liderar equipes nos setores de eventos, patrocnios e mdia e atualmente Diretor de Desenvolvimento de Negcios da Sponsorium.inc no Brasil.

    CNTIA SOUZACel: 35 8845-5335FACEBOOK /cintiasouza.makeup

  • 512 Contruo Civil Linhas de Crdito

    18 Editorial de Moda Vero 2015

    14 Sade Antroplastia guiada por navegao 16 Em Vitrine Circuito das Cervejas

    10 Educao Adolescncia: Rede Social e Comportamento

    NDICE05 SERRA QUE CHORA PEDE SOCRRO09 Coluna Social Degusta

    30 Empreendedorismo Da arte ao empreendedorismo cultural

    26 Esporte Em Vitrine Extreme Challenge

    28 Gesto Empresas Familiares

    32 Arte Uma arte milenar e muito atual34 Na Mdia Revendo o amor com pouco uso quase na caixa

    36 Colunista Convidado Como prospectar patrocinadores

    37 Cultura Narrativas culinrias

    37 Calendrio de Eventos

  • 6SERRA QUE CHORA PEDE DE SOCORRO

    O significado do nome indgena Manti-queira, que em Tupi Guarani traduzido como Serra que Chora, tem sua expli-cao no imenso conjunto de mananciais de gua encontrado pelos ndios antes dos primeiros colonizadores pisarem por estas bandas. No demorou muito para que a profuso de nascentes que abas-tecem inmeras bacias hidrogrficas da regio mostrasse sua importncia para o desenvolvimento econmico do sudeste brasileiro.

    Hoje, no entanto, aps dcadas de des-matamento e devastao, o significado do nome indgena poderia ser relaciona-do a outros fatores. Sofrendo pela falta de chuvas, que seca nascentes e favorece o alastramento de queimadas, a Serra chora por socorro. E estas no so as nicas ameaas Serra da Mantiqueira: a ocupao desordenada do solo, a expan-so urbana, a extrao mineral, a agro-pecuria tradicional (agrotxicos, adubos solveis, criao extensiva), a falta de sistema adequado de saneamento bsico e do gerenciamento dos resduos slidos urbanos e industriais na grande maioria dos municpios, alm da descaracteriza-o do patrimnio histrico-cultural, so outros exemplos.

    Localizada na regio que concentra meta-de do Produto Interno Brasileiro, a Serra da Mantiqueira envolve trs estados (60% dela est em Minas Gerais, 30% em So Paulo e 10% no Rio de Janeiro) e ainda guarda remanescentes de Mata Atlnti-ca, bioma reconhecido como Patrimnio Nacional pela Constituio Federal de

    Mat

    ria

    de

    Capa

    De braos dados, governo e ambientalistas buscam soluo conjunta para salvar a Serra da Mantiqueira.

    1988 e homologado Reserva da Biosfera em 1992 pela Organizao das Naes Unidas para Educao, Cincia e Cultu-ra (UNESCO). Em todo o Brasil, a Mata Atlntica est reduzida a menos de 7% de sua cobertura original.

    Os esforos institucionais pela proteo da Serra da Mantiqueira existem desde 1937, quando foi criado o Parque Nacio-nal do Itatiaia (primeiro Parque Nacional brasileiro). J em 1941 houve a criao do Parque Estadual de Campos do Jordo e em 1982 a APA Federal da Serra da Mantiqueira, seguida de outras unidades de conservao.

    Quando a criao de um novo Parque Nacional - Altos da Mantiqueira - foi arquivada pelo governo federal em 2010, comeamos a pensar em uma nova alternativa de preservao, diz o bilogo Tiaraju Mesquita Fialho, Consultor em Conservao da Natureza do Institu-to Oikos/SP, que lanou a proposta de tombamento da Serra da Mantiqueira em 2011. O objetivo era suprir aspectos de proteo nem sempre abrangidos pelas unidades de conservao, alm de refor-ar a efetividade das mesmas, criando um corredor ecolgico de 45 mil hectares, desde Pindamonhangaba at a cidade de Queluz, envolven-do florestas e campos de altitude na rea paulista da Serra. Alm da proteo em si, o tombamento representa-

    Por Mnica Fernandes

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    rroria o reconhecimento simblico de um

    ambiente para a cultura e a sociedade regional, em favorecimento do turismo sustentvel.

    Em agosto de 2014, o movimento Manti-queira Viva levou a ideia para a internet e levantou mais de 15 mil assinaturas online pelo tombamento da Serra da Mantiqueira.

    Apresentada ao Condephaat (Conse-lho de Defesa do Patrimnio Histrico, Arqueolgico, Artstico e Turstico de So Paulo), ligado Secretaria de Cultura de So Paulo, a proposta foi encaminha-da para a Secretaria Estadual do Meio Ambiente, que encomendou Fundao Florestal novos estudos sobre o tema. O resultado de todo este processo pode ser algo ainda melhor que o tombamento, afirma o bilogo Tiaraju. Tivemos alte-raes positivas neste processo, quando o Governo de So Paulo apresentou, atravs da Secretaria do Meio Ambiente/Fundao Florestal, uma proposta mais ampla que o tombamento. Trata-se da criao de um Mosaico de reas Pro-tegidas (mosaico = vrias categorias de Unidades de Conservao integradas em um nico planejamento), tendo como pano de fundo um plano de desenvolvi-

    mento regional, que privilegia o turismo, a agricultura de

    bases sustentveis, ICMS Ecolgico, Pagamen-

    to por Servios Ambientais

    e, natu-ral-

    mente, a proteo e conservao das mais altas montanhas do Brasil e do Sudeste brasileiro.

    Criado pelo Ministrio do Meio Ambien-te em 2006, o Mosaico Mantiqueira composto por 17 Unidades de Conserva-o (UC) pblicas localizadas na regio, alm de diversas Reservas Particulares do Patrimnio Natural (RPPN), abrangendo 729.138 hectares, em 38 municpios, sen-do que 434.108 hectares correspondem rea de Proteo Ambiental (APA) da Serra da Mantiqueira.

    A criao dos Mosaicos objetiva proteger reas contnuas de mata, para que todas as unidades estejam de alguma forma interligadas, formando os corredores ecolgicos necessrios conservao da biodiversidade regional. No caso da Mantiqueira, a diversidade de ecossiste-mas decorrente da variao de altitude agrega valor ambiental, com a ocorrncia de ecossistemas raros, como a floresta de araucria, as matas de neblina e os campos de altitude. A rea encontra--se protegida por diversas categorias de Unidades de Conservao com diferentes nveis de preservao. Mas ainda assim constante o processo de desflorestamen-to pela ampliao de reas urbanizadas e parcelamentos irregulares de terras para construes de casas e chcaras de veraneio, alerta Adriana Felcia Ribeiro, da Ong Mantiqueira Viva/SP.

    Ao estudar a regio, a Fundao Florestal fez uma recomendao cientfica pela proteo integral, com unidades de con-servao mais restritivas que as atuais. O governo de So Paulo est avaliando tambm os estudos do Biota (Programa de Pesquisas em Caracterizao, Conser-vao, Restaurao e Uso Sustentvel da Biodiversidade do Estado de So Paulo), que fez indicaes para reas prioritrias.

    O resultado de todo este processo pode ser algo ainda melhor que o tombamento.

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    As Unidades de Conservao, pblicas e particulares, reunidas no Mosaico da Mantiqueira, tambm discutem a questo e acompanham o processo no governo paulista. Algumas organizaes ambien-tais mineiras tm cadeira no Conselho do Mosaico, como o Instituo Alto Montana, sediado em Itamonte.

    As organizaes mineiras promovem aes e projetos prprios, buscando recursos em outras fontes. S o Instituto Alto Montana responsvel pela ges-to de uma RPPN de 672 hectares em altitudes elevadas, nas cabeceiras do Rio Verde, onde executa projetos so-cioambientais e de manejo da floresta. O Instituto Superao, de Itanhandu, busca uma interao mais equilibrada do meio ambiente com a sociedade local, atravs de projetos educativos, de saneamento, recuperao de reas e planejamento de propriedades ambientais modelo.

    certo que em Minas o turismo ecol-gico tem sido melhor trabalhado, assim como a preservao do patrimnio cultu-ral, num cenrio de pequenos produtores rurais e poucas indstrias, o que no o caso do Vale do Paraba paulista, mas a necessidade de conservao tambm urgente e demanda maior ateno do governo estadual.O governo de Minas no pode se acomodar deixando para o governo federal a gesto de uma rea to estratgica para Minas Gerais, diz Tiaraju, do Instituo Oikos. Para o Bilogo paulista, os rgos governamentais so lentos e no tm a agilidade da iniciati-va privada, quando deveriam ter mais habilidade para apresentar propostas de planejamento e desenvolvimento regio-nal, tendo a conservao como ncleo. A conservao sem o homem no faz senti-do. A conservao para o ser humano, ele tem que estar integrado.

    Capa

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    rro

    1. Parque Nac. do Itatiaia (30.000 hectares)2. Parque Est. de Campos do Jordo SP (8.341 ha)3. Parque Est. dos Mananciais de Campos do Jordo SP (503 ha) 4. Parque Est. da Serra do Papagaio MG (22.917 ha)5. Parque Natural Mun. do Rio Pombo RJ (6,7 ha)6. Parque Natural Mun. da Cachoeira da Fumaa e Jacuba _ RJ (363 ha)7. Floresta Nac. de Passa Quatro MG (335 ha)8. Floresta Nac. de Lorena SP (249 ha)9. rea de Proteo Ambiental (APA) Fed. da Serra da Mantiqueira (434.108 ha)10. APA Fed. dos Mananciais do Rio da Paraba do Sul (44.416 ha)11. APA Est. Ferno Dias MG (180.073 ha)12. APA Est. Campos do Jordo SP (28.000 ha)

    13. APA Est. Sapuca Mirim SP (39.800 ha)14. APA Est. So Francisco Xavier SP (11.559 ha)15. APA Mun. de Campos de Jordo SP (28.800 ha)16. APA Mun. de Serrinha do Alambari RJ (5.760 ha)17. Reserva Particular do Patrimnio Natural Ave Lavrinha MG (49 ha)18. RPPN Mitra do Bispo MG (35 ha)19. RPPN Alto Gamarra MG (35 ha)20. Monumento Natural Esta. da Pedra do Ba SP (3.154 ha)

    MOSAICO MANTIQUEIRA - UNIDADES DE CONSERVAO

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    Lour

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    ine

    DEGUSTA FESTIVAL GASTRONMICO DE SO LOURENOTuristas e comunidade local apreciam o Degusta Festi val Gastronmico de So Loureno, realizado pelo So Loureno Conventi on & Visitours Bureau. O evento conti nua at o fi m do ms de outubro, com a parti cipao de 15 estabelecimentos associados.

    Mais informaes sobre o Festi val e seus parti cipantes na pgina Visite So Loureno no Facebook.

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    ADOLESCNCIA: REDE SOCIAL E COMPORTAMENTO

    assim que eles prprios definem essa fase.

    Mas que tem uma hora que fica mais di-fcil. E no s para eles, ns, Pais e Escola, participamos desse roteiro como espec-tadores de um desenrolar dinmico do dia a dia do desenvolvimento de nossos amados alunos.

    O intelecto brota nas crianas a partir dos 12 anos e elas tm uma necessida-de orgnica de se tornar descobridoras, inventoras e fazer do professor, pai ou me os alvos dos seus desafios. Medir-se com o adulto, sentir o poder da palavra a sua, claro, sempre a ltima lhes confere a satisfao do sentimento da prpria personalidade.

    Enquanto a autoafirmao da personali-dade se consolida no correr dos anos, o corpo do pr-adolescente tambm sofre importantes transformaes. Qual o pai que no conhece este fenmeno de ter que comprar sapato novo a cada hora. Mas ocorre um esticamento geral, no fim desse perodo estaro prontos os rgos de reproduo. A natureza completou o aperfeioamento do corpo fsico. Termina a infncia e se inicia a adolescncia. Ns dizemos que o ser sensvel adquire a per-sonalidade prpria e comea a aprender como us-la. Tudo isto no ocorre de repente; pode-se dizer que a PUBERDADE um estado evolutivo entre os 12 e os 16 anos.

    Embora a adolescncia seja vivida, de um modo geral, positivamente e sem dificul-dades acentuadas, esta etapa pode tam-bm tornar-se um perodo marcado por grande turbulncia, que pode determinar

    Ser adolescente no fcil.

    dificuldades em vrias reas familiares, escolares e de socializao, e at mesmo perturbaes do desenvolvimento, como o comportamento autodestrutivo ou auto lesivo.

    Os comportamentos autodestrutivos so tentativas mal sucedidas de conviver com problemas, traumas e estresses. uma forma ansiosa de superao. Beber para esquecer, fumar para se distrair, deixar a raiva invadir a sua mente por considerar que impossvel resolver os problemas.

    Em casos extremos algumas pessoas at usam objetos cortantes sobre a prpria pele com a clara inteno de provocar dor em si mesmo.

    Como a criana pequena aprende a se vestir, comer com garfo e faca etc., assim o adolescente precisa aprender a usar seu intelecto, sua sensibilidade e habili-dade no contexto social. Ns, os adultos, somos os guias nisto. Como antigamente a criancinha encontrava um porto fecha-do que a protegia de cair pela escada ou na rua, assim devemos propiciar regras e limites agora, para que a recm-nascida personalidade no caia onde difcil s...