world - Café ?· ram levantar “os dez mandamentos para a ... E QUAIS SÃO AS MAIORES DIFICULDADES…

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    05-Dec-2018

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<ul><li><p>MUNDO NUCOFFEE</p><p>MINUTO DA QUALIDADEPrograma investe em vdeo-aulas para produtores voltadas s boas prticas na ps-colheita</p><p>Sempre tendo como norte criar formas de passar conhe-cimento para o produtor, para que ele consiga mais qua-lidade no produto final, NUCOFFEE investe em mais uma iniciativa: vdeo-aulas batizadas de Minuto da Qualidade.</p><p>O programa traz dicas simples, mas pontuais e relevan-tes, sobre as principais etapas de produo do caf. So dez episdios, com temas como segmentao da lavoura em talhes, identificao da qualidade, cuidados com a secagem no terreiro, com o uso de secadores, separao do caf, armazenamento, entre outros. Os tpicos busca-ram levantar os dez mandamentos para a qualidade do caf, explica o professor Flvio Meira Borm, engenheiro agrnomo e ps-doutor em processamento de produtos agrcolas da Universidade Federal de Lavras (UFLA).</p><p>Os vdeos tm de 2 a 2,5 minutos de durao e foram to-dos gravados pelo professor. O profissional foi escolhido por NUCOFFEE pelo conhecimento que possui em ps-colheita, alm da sua excelente didtica e capacidade de sntese do contedo no formato e tempo disponveis.</p><p>O material, que tem tambm uma verso com legenda em ingls, est hospedado na TV Syngenta, aberto a quem tiver in-teresse no contedo, como torrefadores, consumidores e baristas, que tambm podem se beneficiar desse conhecimento.</p><p>A TV um canal de contato permanente com os parceiros, iniciativa que faz parte da proposta NUCOFFEE de oferecer suporte e conhecimento para o produtor, paralelamente a projetos como os workshops de qualidade e os cursos de apri-moramento. A plataforma est estruturada em diversos programas que, juntos, tm a proposta de melhorar a qualidade do caf produzido pelo cafeicultor brasileiro.</p><p>Aps a divulgao dos dez episdios gravados, NUCOFFEE tem planos de investir na continuidade, mas, segundo Borm, com uma nova abordagem: medida que o programa for apresentado, devemos investir em uma maior interao com os produ-tores, no estilo pergunte ao professor. O novo formato trabalhar temas e dvidas obtidas diretamente com o cafeicultor. A ideia aproxim-lo da pesquisa e da universidade, desmistificando a academia como algo de outro mundo, completa Borm.</p><p>Para a produo dos programas, Borm, no teve dificuldade: Faz 20 anos que desenvolvo pesquisas, realizo palestras e treinamentos. Ou seja, esses temas fazem parte do meu dia a dia de trabalho de pesquisador e palestrante.</p><p>O diferencial, segundo ele, quanto ao formato em que a informao passada. Eu tenho uma preocupao em sa-ber com antecedncia qual o pblico com o qual vou interagir, para que a mensagem seja transmitida da forma mais simples e acessvel possvel. Para NUCOFFEE, o trabalho do professor condiz com o objetivo, pois se apresenta de forma bem natural.</p><p>world</p><p>NEWSLETTER N 15 | DEZEMBRO DE 2010</p><p>FOTO</p><p> DIV</p><p>ULG</p><p>A</p><p>O</p><p>1</p><p>http://www.tvsyngenta.com.br</p></li><li><p>Com o objetivo de sempre disseminar o conhecimento, NUCOFFEE quer cristalizar essas mensagens de qualidade na ide-ologia do produtor. O professor Borm o maior incentivador da iniciativa e reconhece o papel da plataforma: NUCOFFEE est abrindo um canal direto de comunicao entre o desenvolvimento cientfico e a realidade do produtor.</p><p>RECONHECIMENTO</p><p>ENTREVISTA COM O MICROTORREFADOR GEORGE HOWELLO norte-americano foi um dos incentivadores do Specialty Coffee Movement na dcada de 1970</p><p>George Howell foi um dos pioneiros do movimento pela qualidade do caf. Hoje, est frente da George Howell Terroir Coffee Company, mini-torrefadora de cafs especiais, e viaja o mundo em busca dos melhores gros para torrar e comercializar. Aqui, ele fala sobre sua trajetria.</p><p>COMO VOC ENTROU NO MUNDO DO CAF?Nasci em New Jersey, mas, nos anos 60, mudei pra Berkeley, na Califr-nia, celeiro do Specialty Coffee Movement. Foi l que entrei em contato com o Peets Coffee, fundado por Alfred Peet. Lembro-me muito bem da primeira vez que vi a loja dele. Fiquei fascinado por aquelas pessoas segurando xcaras de porcelana cheias de caf. Parei o carro, entrei na loja e pedi uma tambm. Foi tudo incrvel, com aquele aroma sensacio-nal. Quando me mudei para Boston, eu e Laurie, minha esposa, vimos uma oportunidade. Estvamos decepcionados com a qualidade do caf local, que era horrvel, e decidimos montar o Coffee Connection. S de-pois de dez anos que pude viajar para conhecer outros cafs. Trabalhei muito neste perodo. Desde ento, s tenho aprendido.</p><p>COMO FOI O DESENVOLVIMENTO DO COFFEE CONECTION?A nossa inteno era justamente avanar na qualidade do caf de Bos-ton. Eu comecei a me educar sobre o cultivo, processamento, torra e preparo de cafs finos. Na dcada de 90, j tnhamos 24 lojas na regio, mas, em 1994, vendemos a rede para a Starbucks.</p><p>DEPOIS DA VENDA VOC SE AFASTOU UM POUCO DO MUNDO DO CAF?Afastei-me dos negcios do caf e acabei me envolvendo mais com a Specialty Coffee Association of America (SCAA) e com o International Relations Committee (IRC), o que me levou a prestar consultoria para a Organizao das Naes Unidas (ONU), em um projeto conjunto com a International Coffee Organization (ICO). A partir de 1997, comecei a trabalhar como consultor de qualidade do Projeto Gourmet, gerido pela ONU. Visitei o Brasil muitas vezes neste perodo.</p><p>E QUAL SUA AVALIAO DO BRASIL?O Brasil est crescendo no caf. Quando vim para c, em 1999, no havia mercado. Agora j vejo um caminho sendo traado, um futuro positivo. Alguns dos cafs produzidos no Pas so extraordinrios, h uma diversidade incrvel. A indstria super organizada e disposta, e sem ter entrado em contato com esse profissionalismo eu no teria conseguido fazer o que fiz em outros pases.</p><p>E QUAIS SO AS MAIORES DIFICULDADES DESTE MERCADO?Ainda hoje, se formos a uma cafeteria qualquer, muito provavelmente veremos o nome da torrefao, mas no o da fazenda. O nico jeito para ter melhoras significativas colocarmos o foco na fazenda, para que os produtores tenham um incentivo para fazer um produto melhor, sem depender de uma relao paternalista.</p><p>FOTO</p><p> GU</p><p>ILH</p><p>ER</p><p>ME</p><p> GO</p><p>ME</p><p>S/C</p><p>AF</p><p> ED</p><p>ITO</p><p>RA</p><p>2</p></li><li><p>Popular na Europa, a french press prensa francesa ou cafetire uma cafeteira e o nome dado ao seu mtodo de preparo, que chegou h no mais de uma dcada no Brasil. Ela utiliza um sistema de mbolo para percolar o caf.</p><p>Para o preparo, o caf modo colocado dentro da prensa, que lembra uma jarra. A gua quente adicionada no recipiente e ento misturada ao p de caf com a ajuda de uma colher. Depois de uma infuso que leva de 4 a 5 minutos, a separao entre o p de caf e a gua feita com a ajuda de um mbolo, que levemente pressionado at o fundo do recipiente, fazendo com que a bebida pronta fique acima e a borra permanea no fundo.</p><p>Para que a extrao seja feita com sucesso, a moagem do p deve ser de mdia a grossa. S assim o caf filtrado ser separado da borra na hora da prensagem sem que muitas partculas fiquem suspensas na bebida e sejam transferidas para a xcara na hora de servir. Para o preparo de 1 litro de caf, utiliza-se em mdia 75 gramas de p. A gua no deve estar fervendo no contato com o caf, para que no queime o p, eliminando algumas de suas caractersticas sensoriais e acentu-ando o amargor.</p><p>Para alguns especialistas, o preparo na french press lembra o do cupping profissional, onde tambm realizada uma infuso do caf. No entanto, neste preparo, o caf fica no fundo da xcara pela ao </p><p>da gravidade somente e a crosta formada na superfcie pelos leos do caf retirada com o auxlio de uma colher. Recentemente, alguns baristas vm aprimorando o mtodo da french press, retirando a crosta formada na infuso, semelhana do que feito no cupping. O processo realizado para que os leos no criem uma camada que recobre a lngua, limitando o paladar.</p><p>Espcie de caf filtrado, o preparo na french press permite uma boa percepo dos aromas e sabores do caf. A cafeteira comercializada em diversos tamanhos e materiais, como vidro e acrlico, e sua nica desvantagem no manter o caf quente por muito tempo.</p><p>3</p><p>CAF NO MUNDO</p><p>FRENCH PRESSComo funciona e qual o resultado na bebida</p><p>FOTO</p><p> ALE</p><p>XIA</p><p> SA</p><p>NT</p><p>I</p><p>FOTO</p><p> JU</p><p>TA: </p><p>R</p><p>ICO</p><p> HIL</p><p>LER</p><p>/CA</p><p>F E</p><p>DIT</p><p>OR</p><p>A /</p><p> BA</p><p>G: </p><p>DIV</p><p>ULG</p><p>A</p><p>O</p><p>INOVAO</p><p>ARMAZENAGEM DE GRO CRUNovos mtodos de estocar o caf mantendo qualidade</p><p>Por ser um produto perecvel, o caf tende a perder, de forma gradual e natural, suas caractersticas. Por isso, h fatores externos que devem ser controlados para evitar ou retardar a deteriorao do gro. Ao absorver a umidade do ar, o caf aumenta seu peso e recebe tambm aromas e sabores do ambiente. Aliada a tem-peraturas altas, facilitam o desenvolvimento de mofo, o ataque de fungos e de bactrias. J a luz e o oxignio levam oxidao e ao branqueamento do gro.</p><p>Entre as condies ideais de armazenagem, portanto, esto: um local fresco e seco, limpo e ao abrigo da luz. O armazm e as sacas devem ser impermeveis e proteger o gro da ao do oxignio.</p></li><li><p>2010 NUCOFFEE | Todos os direitos reservados.</p><p>Contedo e desenvolvimento:</p><p>Direo editorial: Caio Alonso Fontes Jornalista responsvel: Mariana Proena Texto: Patrcia Malta de Alencar</p><p>DA JUTA AO BAGNo Brasil e no mundo, quase a totalidade do caf verde armazenado em sacarias de juta de 60 quilos. Apesar do peso da saca vir se tornando um problema trabalhista, o mercado adaptou-se medida, tanto para fins de negociao quanto para otimizao da logstica de transporte do produto nas vrias etapas da comercializao. At dez anos atrs, essa era a nica opo no mercado, mas, hoje, isso est mudando.</p><p>Por um lado, a sacaria de juta vem sendo substituda pelas bags de polipropileno, que so maiores, impermeveis, preservam melhor a qualidade do produto e so mais econmicas. Por outro, o caf de maior qualidade vem sendo comercializado em embalagens ainda menores, com tecnologia avanada e prolongada de preservao.</p><p>A saca de juta possui microfuros que resultam do entrelaamento da fibra e que no preservam o gro da exposio ao am-biente externo. Esse tipo de sacaria perde qualidade rapidamente, pois fechada com costura e precisa ser furada a cada retirada de amostra para avaliao. J as bags possuem duas aberturas: uma em cima, por onde se insere o caf e se retiram as amostras, e outra embaixo, por onde se descarrega o produto. Esse sistema dispensa a avaria constante da embalagem. Outra questo que gira em torno da juta a dificuldade de obteno da matria- prima. A juta uma fibra vegetal, plantada de forma artesanal por famlias ribeirinhas na Amaznia, que s vezes no atendem demanda nacional.</p><p>A cada dia aparecem novas opes no mercado, como o saco plstico de polietileno, hermeticamente fechado, com baixa presena de oxignio e alta presena de gs carbnico, mas sem vcuo. O mtodo oferece um melhor custo-benefcio entre a saca de juta e a embalagem com atmosfera modificada.</p></li></ul>