xo que as duvidas paralisem minhas ações. Tomo Não há quem se cure se não tiver o firme proposito…

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    10-Nov-2018

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    As informaes existentes neste estudo so meus pensamentos, meus e de muitos irmos comprometidos com o evangelho de Jesus. Tem como finalidade levar aos trabalhadores ou dirigentes espritas que lidam com a desobsesso, a um melhor entendimento acerca dos mtodos pelos quais se possvel identifica-la e trata-la com relativa segurana. Minha inteno ao acrescentar estas humildes ideias e experincias, foi a de somar com as de todos os colaboradores para servir melhor na seara do mestre Jesus. Ao final deste trabalho esta inserido o livro DESOBSESSO de Francisco Candido Xavier para maior esclarecimento. Todo meu aprendizado foi realizado no GRUPO DE ESTUDOS ESPIRITAS LIRIO BRANCO So Bernardo do Campo SP, e pesquisas em livros, vdeos, internet e praticas nos trabalhos dentro da Casa Esprita.

    No deixo que as duvidas paralisem minhas aes. Tomo sempre decises que preciso tomar em minha

    vida, mesmo sem ter a certeza absoluta mas contando com auxilio espiritual que sou intudo,

    porque entendo que a omisso o maior pecado.

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    Sabemos que a obsesso um desequilbrio da funo mental de fundo espiritual sempre presente na vida do ser humano. Seu tratamento foi mistrio e motivos de ilaes alqumicas em todos os tempos at a nossa moderna medicina. Allan Kardec nos ensina em sua obra que com o Espiritismo, conseguiu-se uma explicao racional para o fenmeno, demonstrando suas causas, classificando seus efeitos e apontando caminhos para sua cura. Nos tempos atuais, devido ao crescimento desmedido da populao e sua decadncia moral, os inmeros problemas sociais que enfrenta o mundo, a obsesso tornou-se um verdadeiro flagelo, provocando desentendimentos, vcios, anomalias psicolgicas, suicdios e outros males do gnero.

    A cincia humana muitas vezes no aceita os conceitos Espritas a respeito do assunto, deixando de oferecer oportunidades de cura para inmeros pacientes que a procuram. O evangelho bem vivido a nica sada para o alvio e cura da obsesso, principalmente a luz da Doutrina Esprita. Frente a essa situao de emergncia por que passa a humanidade, ns espritas temos que nos esforar para termos um bom entendimento das causas da obsesso e dos mtodos que podemos utilizar para cuidarmos dos que so vitimados por ela. A obsesso ainda um dos maiores entraves para o desenvolvimento do ser. Allan Kardec afirmou que nunca seriam demais as providncias destinadas a combater sua influncia daninha.

    A Doutrina Esprita nos ensina que tudo deve progredir. E para sabermos se a ajuda espiritual ministrada em nossa casa est sendo suficientemente til, depois de 5 semanas consecutivas de tratamento, por exemplo, faz-se uma nova triagem de comparao com o perodo anterior ao tratamento. O atendimento pode estar no melhor nvel, mas se no passa pela triagem no temos uma avaliao da eficcia do tratamento, preciso melhorar a metodologia utilizada adequando as pessoas a doutrina no a doutrina as pessoas. O que se tem observado num considervel nmero de encaminhamento a necessidade urgente de se aperfeioar o trabalhador, muitas vezes eles que deveriam ser os pacientes. Necessrio dizer que em hiptese nenhuma deve se colocar mdiuns ou pessoas que esteja em desenvolvimento medinico nos setores de triagem, tal procedimento poder trazer interferncias nocivas nas decises relacionadas aos pacientes, salvo rarssimas excees em que se nota uma conduta moralmente evangelizada no mdium.

    No tratamento utilizado, inclui-se a melhoria das atividades medianmicas, o desenvolvimento de mdiuns seguros, flexveis, comprometidos com o amor. Os dilogos com os irmos obsessores ou protetores dos pacientes deve fluir mais do corao de que do intelecto. Na literatura esprita temos vrios trabalhos falando do

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    tema desobsesso, porm em sua grande maioria, foram escritos por autores desabituados com as praticas dirias da obsesso. So tericos que pouco entendem do lado prtico do tratamento; o lavrador que planta cenoura jamais colhera mandioca, o conhecimento a disciplina fazem prosperar uma colheita farta e segura. Esses estudos deixam a desejar quanto seriedade e realidade prtica das instituies espritas que os promovem. Repetem antigos e mal interpretados conceitos, teses redundantes que pouco acrescentam ao conhecimento de quem precisa mudar. A finalidade desse trabalho colaborar para minimizar essas deficincias. No movimento Esprita existe muita confuso a respeito do que seja a obsesso e de como se caracteriza. Hoje, um dos obstculos para a sua cura est nas dificuldades que se tem para identifica-la, devido s mudanas dos projetos das sombras. Frequentemente ela confundida com a simples influncia de Espritos sofredores ou com as influencias negativas que todo ser humano recebe. Pode-se comparar este erro mais ou menos como o do mdico, que ao examinar o paciente, confundiu tuberculose com resfriado. H aqueles que confundem obsesso com mediunidade a ser desenvolvida.

    A obsesso, afirmam, deve ser curada com o desenvolvimento da mediunidade ou com o trabalho do paciente no campo da assistncia social. Eis um grave erro que pode levar a consequncias danosas. O mesmo que um mdico prescrevesse para a cura de uma grave doena, que seu paciente estude medicina ou trabalhe no hospital. A obsesso uma doena de fundo moral que deve ser tratada por mtodos lgicos e racionais ensinados pela Doutrina Esprita. Se haver atividade medinica ou no na vida do paciente, isto ser definido depois do tratamento e pode depender de uma srie de fatores que devero ser avaliados pelo dirigente de sesses ou responsvel pela orientao da casa. Necessrio ao observador deter-se em alguns detalhes para identificar corretamente o processo obsessivo. S assim, poder trat-lo com sucesso.

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    No h quem se cure se no tiver o firme proposito de sua reforma intima. Como diz Jacob Melo se o assistido tiver BOA VONTADE, no obter xito em seu tratamento, porque a palavra BOA antecedendo a ao da VONTADE, vai sempre dispersar o direcionamento em favor as suas acomodaes. Desta forma a influenciao dos espritos mal intencionados mantem o assistido em seu padro vibratrio anterior, denso, ligado a vida material. O padro vibratrio dos bons espritos sutil, e eles no podem descer para nos ajudar, veja que quando estamos nervosos com determinado assunto ou situao no conseguimos nem mesmo fazer uma prece, o que temos a fazer e elevar nossos pensamentos em amor, compreenso, pacincia, perdo, caridade ao prximo, enxergar o outro como individuo, filho de Deus, que tambm esta aqui em sua jornada de progresso moral pelas provas e expiaes.

    Ainda de acordo com o Herculano Pires, o Centro Esprita deve se tornar uma fortaleza espiritual para a grande batalha de implantao da verdade crist na terra, seus membros devem estar bem preparados e fortalecidos para atender a todos com disposio e desejo de auxiliarem-se mutuamente.

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    A implantao da verdade nunca encontrou e nunca encontrar terreno fcil, sempre ser uma grande batalha! Observemos, nem mesmo os movimentos que se dizem cristos praticam a essncia da verdade trazida por Jesus h mais de 2000 anos. Pode-se dizer (esquematizando) que a mediunidade intelectual a faculdade que um ser humano possui de separar seu perspirito de seu corpo fsico, em maior ou menor extenso, deixando as alavancas de comando deste ltimo aos Espritos desencarnados que o rodeiam. Ocorre que os resultados obtidos pelo mdium dependem do meio espiritual no qual ele se situa. Se ele for de pouca elevao espiritual estar rodeado de Espritos da mesma ordem, o que pode levar obsesso e possesso. Se ele estiver em um nvel espiritual elevado, estar rodeado de Espritos guias ou protetores, ajudando-o em sua misso medinica e protegendo-o das agresses de

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    Espritos que frequentemente so mais inconscientes que mal intencionados, mas que so, entretanto, perturbadores e nefastos. De maneira geral, a palavra obsesso empregada em sentido pejorativo porque a obsesso por Espritos inconscientes aquela que a mais frequentemente constatada. Em um sentido mais amplo, dizemos que a mediunidade uma obsesso por Espritos elevados na escala de elevao espiritual. A mediunidade uma porta aberta ao Invisvel. O mdium est envolvido por Espritos protetores que repelem as ms influncias, se tem conscincia da alta importncia de sua misso medinica. Caso se deixe levar por seus prprios instintos, os Espritos guias no podem mais proteg-lo e ele cai sob a influncia de Espritos obsessores. Allan Kardec falava das escolhas da mediunidade: o orgulho e a cupidez (o personalismo). Essas so duas formas de obsesso. A obsesso apresenta caracteres diversos, e precisamos distinguir com preciso os resultantes do grau de constrangimentos e da natureza dos efeitos que estes esto produzindo. Allan Kardec em O Livro dos Mdiuns nos ensina que a palavra obsesso , portanto um termo genrico pelo qual se designa o conjunto desses fenmenos, cujas principais variedades so: a obsesso simples, a fascinao e a subjugao. Allan Kardec esclarece e faz uma definio clssica e assim define a obsesso: A obsesso a ao persistente de um esprito mau ou ignorante sobre uma pessoa. Apresentando caractersticas muito diversas, desde a simples influncia de ordem moral, sem sinais exteriores perceptveis, at a completa perturbao do organismo e das faculdades mentais. O Evangelho Segundo o Espiritismo, explica que o domnio que alguns Espritos podem adquirir sobre certas pessoas e so sempre os espritos inferiores que procuram dominar, pois os bons no exercem nenhum constrangimento. Os maus, pelo contrrio, agarram-se aos que conseguem prender. Se chegarem a dominar algum, identificam-se com a vtima e a conduz inconscientemente como se faz com uma criana.

    Tambm no Livro dos Mdiuns, vemos que as obsesses so o domnio que os espritos adquirem sobre algumas pessoas, provocando-lhes desequilbrios psq