Comunicação e Relações Interpessoais

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    01-Jul-2015

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Recurso para Curso Profissional CMRPP

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<ul><li> 1. Comunicao e RelaesInterpessoaisPsicologia e Sociologia (CursoProfissional CMRPP, 2011)Jorge Barbosa</li></ul><p> 2. COMUNICAO COMO PROCESSO CONTNUO Contedos e So comunicados Tornando-se apto Processos de ao/aprendido pelo para comunicar e Comunicao indivduo . recomear todo o 1 3 processo 5 Conjunto de valores, Que integra os saberes, maneiras de elementos agir, etc. Que aprendidos caracterizam sociedade 2 4 A me transmite ao lho Esses valores inuenciam a Esses valores e princpios so valores e princpios, comunicao com o lho enunciados e fazem parte do associados sua vivncia prprio processo de passada. comunicao. 2 JB 3. COMUNICAO COMO PARTILHA DE SIGNIFICAES ENTRE INDIVDUOS Somos constantemente confrontados com uma Aprendemos a organizar esses esUmulos de modo a mul8plicidade de es;mulos tornar compreensvel o seu signicado provenientes do meio onde estamos inseridos Quando comunicamos com o meio que nos rodeia, Porque impossvel responder a todos os esUmulos, procuramos dar signicado seleccionamos apenas alguns, organizando-os e aos es;mulos e aos sinais classicando-os que dele provm e nos afectam Conseguimos comunicar Comunicar transformar os elementos em bruto que porque damos signicados s nos afectam em informaes signicaYvas, reduzindo coisas o grau de incerteza e de ansiedade que o desconhecido provoca no ser humano. 3 4. Comunicao Partilha de Significaes O universo de significaes tambm varivel Dificilmente se encontram duas pessoas com as mesmas vivncias dopassado e as mesmas experincias: No processo de comunicao temos de ter presente: O Significado que atribumos s coisas, aosnossos gestos, palavras e expressesComunicar , ento, procurar, no interior de cada um, as E s possveis significaes que as outrassignificaes partilhveispessoas lhes possam dar 5. A Comunicao importante porque: Cada pessoa assume o seu papel ou papis no seio da sociedade. A partir dos diferentes papis nascem diferentes desempenhos,1. Permite a criando um sistema deproduo e a interdependncias sociais.reproduo dos A comunicao torna possvelsistemas sociais desempenhos semelhantes, especifica papis, estabelece normas, permite o desenvolvimento social e a interaco entre os membros da sociedade. 6. A Comunicao importante porque: O sistema social estabelece canais de comunicao adequados aos diferentes tipos de interaco e determina com quem devemos comunicar com mais frequncia. Normalmente, o contedo da2. o sistema comunicao tem directamente a ver comsocial que os papis que desempenhamos.determina o modo As pessoas que pertencem a gruposcomo comunicam sociais diferentes tm formas prprias de comunicar e interpretam de forma diferenteos seus membros as mensagens. legtimo afirmar que a comunicao influencia o sistema social e o sistema social influencia a comunicao. 7. A Comunicao importante porque: Se a um determinado papelcorrespondem padres de comportamentos3. Oe formas de comunicao especficas,conhecimento de ento podemos prever, em relao sum sistema social pessoas que desempenham esse papel, opermite fazer seu comportamento e o modo decomunicar.previses acerca Esta previsibilidade torna possveldas pessoas, dos ajustar o nosso comportamento e adoptarseusdeterminado modelo de comunicao.comportamentos Se conhecermos as normas e regrase do modo como de funcionamento de determinado grupo ouorganizao, podemos prever como secomunicam comportam e comunicam as pessoas queneles esto inseridos. 8. 1. RELAO DO EU COM OS OUTROSDesigna a interaco existente entreduas ou mais pessoas e as trocas queocorrem no seu decurso.As relaes interpessoais que caracterizam a vida social estruturam-se entre o individual e o colec8vo. Estas interaces estruturam a natureza psicossocial do sujeito 4 9. 1. RELAO DO EU COM OS OUTROS1. Manifestam-se atravs de interaces(isto , processos que ocorrem nointerior das relaes).2. Revelam factores cognitivos (perceposobre a situao e significado atribudo relao) e emocionais (sentimentos eafectos implicados na relao). 4 10. 1. RELAO DO EU COM OS OUTROS3. Regem-se por normas sociais deconduta (cada um dos interlocutoresassume um papel e desempenha-o emfuno do que socialmente desejvel).4. Dependem do contexto social em queocorrem (marcado por sistemassimblicos). 4 11. 1. RELAO DO EU COM OS OUTROS5. Organizam-se de acordo com a funopsicossocial dos interlocutores,distinguindo-sea) as relaes simtricas onde ossujeitos assumem posies idnticasb) Das relaes complementares ondeas posies assumidas so distintas. 4 12. 2. COGNIO SOCIALConjunto de actividades mentais deprocessamento da informao social, atravsdo qual se constri um modo de conhecimentosobre o mundo social e sobre os outrosindivduos, baseado em saberes prvioscompostos por valores e crenas. (Fischer, 2002)4 13. 2. COGNIO SOCIALAs Impresses.As Expectativas.As Atitudes.As representaes Sociais. A cognio social refere-se ao conhecimento do mundo social: pessoas, grupos, instituies ou comunidades. 4 14. Sem impresses, no 2. COGNIO SOCIAL possvel qualquer relao social.Definio:Processo cognitivo que permite aorganizao de diversos traos (oucaractersticas) particulares num todocoerente que caracteriza um indivduo. 4 15. 2. COGNIO SOCIALAtravs da impresso, torna-sepossvel organizar a informaodisponvel de outra pessoa numacategoria significativa para ns;A leitura dos comportamentos dooutro, atravs de uma grelhasimplificada (esquema), tornapossvel ao sujeito interpretar efixar certas caractersticas.4 16. ndices que Contribuem para aFormao das Primeiras Impressesa) ndices Estticos: so as caractersticas fsicas das pessoas: o facto de ser alta, baixa, gorda,ndices magra, loura, etc.Fsicosb) ndices dinmicos: so os gestos, as expresses, a mmicaReferem-se linguagem utilizada pela pessoa.Se a pessoa fala bem, associamos a este ndice aclareza de pensamento, a inteligncia, etc.ndicesTambm atravs do sotaque se pode categorizar aVerbaispessoa, associando-o a uma determinada regio e,consequentemente, as caractersticas tpicasatribudas aos indivduos dessa regio16 17. ndices que Contribuem para aFormao das Primeiras ImpressesReferem-se a sinais exteriores significativos: andices maneira de vestir, usar ou no gravata, aNo maneira de se sentar, a sua postura e gestosVerbais quando dialoga connosco, etc. Referem-se a todos os comportamentos observados no sujeito, que vo servir para formarmos uma impresso e que nos ajuda a classific-lo.ndicesO Que fundamental na percepo destes ndices Comporta o facto de eles serem interpretados por aqueles quementaisos percepcionam. Muitas vezes, as interpretaes dependem das necessidades e das experincias passadas das pessoas que interpretam.17 18. Formao de ImpressesNas relaes interpessoais, eespecialmente nos primeiros encontros, valorizamos asdesvalorizamos as caractersticas dospessoas que indivduos que vo apresentam de encontro scaractersticas snossas necessidades quais no atribumose aos nossos valoressignificadose18 positivos. 19. Formao de Impresses, Avaliaodos Comportamentos Uma pessoa com muitaOutra pessoa maisnecessidade de fazer malevel ou compreensivacumprir regras sociais ouem termos de cumprimentoinstitucionais capaz de de regras poder interpretar como interpretar comoSinal de Desrespeitosos Criatividade Reveladores de Reveladores defalta deforte educao 19 individualidade 20. Formao de Impresses A partir dos seusNormalmente, ndices,quando atribumos-lhe:conhecemos uma Um papelpessoa, Um estatutoatribumos-lhe Uma certauma Entidadecategoria scio-Social Virtual: econmica ecultural20 21. 2. COGNIO SOCIAL Experincia de Asch (1946)Foram distribudas duas listas (A eB) de caractersticas a dois gruposde sujeitos (A e B)4 22. 2. COGNIO SOCIALExperincia de Asch (1946)LISTA Inteligente LISTA InteligenteA HabilidosoB HabilidosoTrabalhador TrabalhadorAfectuoso IndiferenteDecididoDecididoPrtico PrticoCauteloso cautelosos4 23. 2. COGNIO SOCIAL Experincia de Asch (1946) Depois de ouvir a lista respectiva, cada sujeitorealizava duas tarefas: Seleccionava, de uma lista constituda por 18 pares de Escrevia um breveadjectivos (na maioriacomentrio sobre a pessoa opostos) o adjectivo que,descrita; em cada par, mais seajustava impresso quetinha formado. 4 24. 2. COGNIO SOCIALExperincia de Asch (1946)Resultados: A caractersticaAs impresses afectuoso-indiferente,provocadas pela lista Amanipulada na foram muito mais experincia, produziupositivas do que as diferenas deprovocadas pela lista B; impresses notveis econsistentes.4 25. 2. COGNIO SOCIALExperincia de Asch (1946) Concluso de Asch:H caractersticas predominantementeH um conjunto de atribudas pessoa qualidades que no afectuosa, enquanto os afectado pela transio deopostos so atribudos afectuoso para indiferente. pessoa indiferente;4 26. 2. COGNIO SOCIAL Experincia de Asch (1946) Podemos, ento, distinguir: Qualidades ou traosQualidades ou traos perifricos: a sua centrais: a suaalterao no tem oalterao altera a poder de interferir na impresso global; impresso global.4 27. 2. COGNIO SOCIALOutra Experincia de AschLISTA Inteligente LISTAInvejosoA Trabalhador BTeimosoImpulsivoCrticoCrticoImpulsivoTeimosoTrabalhadorInvejoso Inteligente 4 28. 2. COGNIO SOCIAL Outra Experincia de AschResultados:O Grupo que leu a lista Aconsidera o indivduo A impresso geral douma pessoa capaz, comgrupo que leu a lista B,algumas limitaes que acerca do indivduo, no pem em causa osnegativa. seus mritos.4 29. 2. COGNIO SOCIAL Experincia de Asch (1946)Podemos, ento, concluir:As primeiras impresses ouconhecimentos que seExercem influncia naadquirem a respeito de uma apreciao global do sujeito.pessoa indicam a direcoda categorizao e 4 30. 2. COGNIO SOCIALProcesso cognitivo, atravs do qual se fazeminferncias e se explicam comportamentos ouacontecimentos procurando associar a suaocorrncia a uma determinada causa. 4 31. 2. COGNIO SOCIALDois tipos de Explicaes:1. Explicaes internas ou disposicionais: acausa de um acontecimento oucomportamento associada pessoa(por ex.: associar o bom desempenho inteligncia).4 32. 2. COGNIO SOCIALAs AtribuiesDois tipos de Explicaes:2. Explicaes externas ou situacionais,onde a causa associada situao (porexemplo: associar o bom desempenho dealgum sorte). 4 33. 2. COGNIO SOCIALAs AtribuiesQuatro Princpios Gerais:1. So uma actividade comum na vidaquotidiana;2. Podem no ser exactas;3. Influenciam o modo como as pessoas secomportam;4. Desempenham uma funo adaptativa.4 34. Atribuies aos seus prpriosResultados Baixos Resultados nasTarefas Preocupa-se exageradamente com Reduzida auto- a avaliao confianaAuto- Conceito Baixas Expectativasnegativo e Auto-EstimadesvalorizadaNo acredita nas suaspossibilidadesFixa-se nasdificuldadesInsegurana 34 35. Atribuies aos seus prpriosResultadosAltos Resultados nas TarefasExpectativas elevadasElevada auto-Auto- confiana ConceitoTrabalha compositivo eempenhoAuto-Estimavalorizada Acredita nas suaspossibilidadesFixa-se na tarefa Segurana35 36. Relao entre Atribuies e Auto-Conceito e Auto-EstimaO Sujeito faz Desenvolve uma baixa auto-estima e umatribuies auto-conceito negativo porque considerainternas eque no tem capacidade para ter sucessoestveis de naquela situao nem possibilidade deinsucesso melhorar.O Sujeito faz Desenvolve uma elevada auto-estima e umatribuies auto-conceito positivo. Considera que teminternasmuitas capacidades e que capaz de terestveis de sucesso, mesmo que no trabalhe muito.sucesso 36 37. Relao entre Atribuies e Auto-Conceito e Auto-EstimaO Sujeito faz Neste caso a sua auto-estima no sairatribuies beneficiada porque atribui o sucesso aosexternas de outros ou situao e no a si prprio. Osucesso mrito no seu.O Sujeito faz Deste modo a sua auto-estima no seratribuies afectada negativamente porque transfere asexternas de causas do seu insucesso para factores que lheinsucesso so alheios.Responsabilizar os outros pelo insucesso uma forma de manter a auto-estima o maiselevada possvel.37 38. 2. COGNIO SOCIAL1. So um dos processos que nos ajudam apredizer e a controlar a nossa experincia social.2. As atribuies acerca de acontecimentospassados influenciam as nossas expectativas defuturo.3. As expectativas de futuro (como veremos)influenciam as atribuies.4 39. 2. COGNIO SOCIAL1. As impresses (categorizaes decaractersticas pessoais) e as atribuies so oselementos centrais da Categorizao Social.2. um conjunto de processos que permitem aosujeitoa) conhecer e pensar muitas coisas a partir depoucas.b) Apreender ou fixar poucas coisas a partir demuitas.4 40. 2. COGNIO SOCIAL Funes da categorizao social 1. Funo informacional e organizadora simplifica a realidade; permite organizar osdados em categorias de referncia; facilitaa leitura do nosso mundo.2. Funo de significao e de orientao daaco estabelece uma relao explicativaentre os atributos.4 41. 2. COGNIO SOCIAL Funes da categorizao social 3. Funo identitria permite que o indivduose posicione em termos de pertena ou deno pertena relativamente realidadesocial; permite uma melhor compreensosobre aquilo que o faz ser o que ; viabilizaas comparaes sociais.4 42. 2. COGNIO SOCIALDenio Esquemas interpretativos que organizam ainformao relativa ao futuro. Na sua base,encontramos:a) Processos dedutivos (impresses)b) Processos indutivos (atribuies)4 43. 2. COGNIO SOCIAL Modelo Tripar8do 2. Componente Cognitiva: refere-se aospensamentos, s crenas e aos valores(nem sempre conscientes) atravs dosquais a atitude se exprime ( o que sei oujulgo saber sobre aquilo que me causarepugnncia).4 44. 2. COGNIO SOCIALModelo Tripar8do 2. Componente Comportamental: refere-se aoprocesso mental e fsico que prepara oindivduo para agir de uma determinadamaneira (inteno). A inteno de uma aco activa o funcionamento do crebro de forma idntica aco, s inibindo a informao nervosa descendente.4 45. 2. COGNIO SOCIAL Componente Cognitiva(pensamentos, crenas, valores)ComponenteComponenteAfectivaComportamental(respostas(preparao para fisiolgicas,agir, emoes,mobilizao)sentimentos) 4 46. 2. COGNIO SOCIAL Dissonncia Cognitiva (Festinger, 1957)A existncia simultnea de: Cognies relevantes, e No concordantes ou opostas entre si Implica para o sujeito um maior esforo de anlise; Este esforo visa tornar estas cognies menos dissonantes ou mais concordantes entre si 4 47. 2. COGNIO SOCIAL Dissonncia Cognitiva (Festinger, 1957)O objec8vo reduzir a tenso criada pelos elementos dissonantes (por ex.: fumar faz mal sade; no entanto eu fumo): Mudando uma das crenas ou opinies (ou as duas) - modicao da cognio Evitando as situaes em que pode haver mais dissonncia - preservao do Eu Seleccionando as informaes mais convenientes para a concordncia dos elementos - reorganizao 4 48. 2. COGNIO SOCIALRepresentaesSociaisA8tudes so processos simblicos que acontecem Representaes Sociais no interior do Eu so uma base de conhecimentos socialmente elaborados 4 49. 2. COGNIO SOCIALRepresentaesSociaisRe ObjectopReferem-se r Se os c Simbolizao/e i Resultam da n Interpretaot aa i s Geram Modelo dee Objectos 4 50...</p>